segunda-feira, 27 de julho de 2009

DOMINADOS PELA PAIXÃO.


DOMINADOS PELA PAIXÃO:QUEM TEM MENOS CONTROLE SOBRE ESSE SENTIMENTO É O HOMEM OU A MULHER?Uma noite de insônia, cansaço e altos níveis de ansiedade, experimentados por uma pessoa apaixonada, aumenta consideravelmente os riscos de problema no coração. Indivíduos que sofrem por amor – seja por não ser correspondido, seja pelo parceiro não corresponder às expectativas do outro – podem ter dores no peito, aperto no coração, falta de ar e calafrios, sintomas muito semelhantes aos experimentados durante um ataque cardíaco. A esse quadro de sensações os cientistas do Hospital John Hopkin chamam de “Síndrome do Desgosto Amoroso”. Ainda de acordo com os estudos, a síndrome pode se manifestar também na fase inicial de um relacionamento afetivo, mesmo quando está tudo indo bem e não há motivos para preocupação. “Quando as pessoas começam um relacionamento, geralmente elas ficam muito ansiosas, se preocupam demais em atender às expectativas do outro e estão permanentemente alertas, procurando avaliar se suas próprias expectativas também serão atendidas. Essa carga de estresse pode desencadear sintomas típicos da Síndrome do Desgosto Amoroso, com a diferença que, neste caso, ela é passageira”, explicam os cientistas. Já nos casos em que o estresse é proveniente da decepção, os sintomas tendem a se prolongar e, não raro, pessoas mais sensíveis acabam precisando de tratamento. Nestes casos, para que o coração continue saudável, os médicos aconselham a reagir contra a desilusão. Exercícios de respiração, relaxamento e meditação ajudam bastante, garantem. Outra dica importante é saber avaliar se a pessoal pela qual se está sofrendo não foi demasiadamente idealizada, ou então se o problema não é de grande incompatibilidade. “Persistir nesse tipo de relacionamento tendo a ilusão de que será possível mudar o companheiro em poucos meses só irá agravar a situação. O sentimento do amor, diferentemente do que a maioria acredita, não nasce no coração, mas no cérebro! Isso não pode ser ignorado, é preciso ser racional também nessas horas”, explicam os médicos responsáveis pela pesquisa. Mesmo assim, quando a síndrome der sinais de que não que ir embora, o melhor a fazer é desabafar com alguém de confiança. “Chore se for preciso, coloque tudo para fora!”. Mas se você é daquelas pessoas que não gostam de dividir seus problemas com outros, a recomendação é escrever todas as angústias num papel, sempre tendo o cuidado que ninguém leia; depois, rasgue-o em pequenos pedaços e jogue tudo no lixo. Para os terapeutas, esse ato simbólico age no subconsciente, provocando uma espécie de purificação mental. “Tudo é válido quando o objetivo é resgatar a autoestima, o que não pode acontecer é a pessoa abrir mão de seus próprios valores e de sua personalidade para tentar agradar ao outro, ou tentar se enquadrar no modo de vida dele. Agir assim é mentir para si mesmo”, concluem os pesquisadores.

ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO

ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO:TRATÁ-LOS COMO SE FOSSEM HUMANOS REVELA AFETO, CARÊNCIA OU FRUSTRAÇÃO DO DONO?Por incrível que pareça, as desigualdades sociais passaram a existir também no mundo animal. Nos Estados Unidos e no Brasil, por exemplo, enquanto o número de ‘cachorros de rua’ cresce vertiginosamente, há também cada vez mais cachorros e outros bichinhos de estimação levando uma vida de luxo e glamour. Fazer um sofisticado tratamento num spa, frequentar creches exclusivas e comprar em lojas de departamentos muito mais chiques que a dos humanos já é rotina para alguns deles. Design de moda para os animais de estimação também virou uma obrigação para qualquer grife de luxo pet que se preze. Pode parecer exagero, mas o crescimento desse mercado no mundo ocidental é incontestável. Cerca de 60% dos lares americanos têm um animal de estimação. Lá, existem 78 milhões de gatos e 65 milhões de cachorros, de acordo com uma pesquisa da American Pet Products Manufacturers Association. Só nos Estados Unidos o mercado de ‘pets’ tem movimentado algo em torno de US$ 45 bilhões. Uma das vitrines da Gucci da Quinta Avenida, em Nova York, foi inteiramente dedicada a produtos para “cachorros de luxo”. Um pacote com cama e coleira sai por US$ 165. Há casacos por US$ 150, mas já estão esgotados. Um prato para ração pode ser encontrado por US$ 900. Depois, o animalzinho endinheirado pode pegar sua limusine e ir relaxar num spa cujos quartos são equipados com hidromassagem e aparelhos de TV que exibem filmes temáticos, como “A Dama e o Vagabundo” e “101 Dálmatas”. No Brasil, um dos mercados mais promissores do globo, muitos pet shops já faturam bem mais que algumas das principais lojas de roupa para “humanos”. Em contrapartida, é assustador o número de crianças abandonadas diariamente pelas ruas desse mesmo país, crianças de que não tiveram a mesma sorte de alguns poodles ou yorkshires. Por outro lado, é crescente o contingente de crianças que não sabem o que é comer, estudar ou brincar. Muitas delas fazem das ruas da cidade seu lar. Sem escola e desprovidas das condições básicas para viver com dignidade, elas crescem à deriva do destino, se lastimando por não terem uma “vida de cão”.

PRATO DO DIA:BELEZA


Prato do dia: BELEZA
Por Andrea Miramontes andrea.miramontes@folhauniversal.com.br Ela não fez plástica, botox, nem lipoaspiração, mas aparenta 10 anos a menos do que realmente tem. Ao começar uma dieta alimentar rigorosa para a saúde, a aposentada Marília Izildinha Pereira da Silva, de 54 anos, não imaginava os benefícios que apareceriam no espelho ao longo do tempo. Há 5 anos, ela excluiu itens gordurosos e industrializados, açúcares e passou a consumir verduras, frutas, iogurte, e arroz e grãos integrais. “Todo mundo acha que fiz plástica, e eu morro de rir, pois não fiz. Desde que comecei a dieta, minha pele está mais firme, o cabelo mais viçoso e o corpo no peso ideal”, conta. Seguir à risca o manual do bem-estar, com alimentação saudável e atividade física regular, não é fácil, mas os especialistas concordam que aí consiste a fórmula da beleza e da juventude. “A vitalidade do corpo, cabelo e pele, todas essas manifestações externas que chamamos de beleza, são decorrentes do que se come, do estilo de vida e até do emocional equilibrado, que é tão importante quanto a alimentação”, diz o médico gastroenterologista Alberto Gonzalez, autor do livro “Lugar de Médico é na Cozinha”. Defensor de alimentos vivos, como frutas, castanhas e hortaliças cruas, Dr. Gonzalez afirma que a maioria das doenças, e até o envelhecimento acentuado, podem ser evitados com pratos bem pensados. Alguns alimentos se revelam coringas nesse processo. Em uma dieta voltada à beleza e à saúde, não podem faltar à mesa os desintoxicantes, que ajudam nas funções intestinais, e os antioxidantes, que atuam contra os temidos radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento. Para o médico Márcio Bontempo, autor de mais de 50 livros sobre alimentação saudável, a pessoa pode começar a inclusão desses itens com substituições. “Em vez de arroz comum, aposte no integral, que é muito desintoxicante”, diz. Ele receita também a inclusão de produtos de soja, como o queijo tofu. “Os fitoesteroides (substâncias que ajudam a regular os hormônios) presentes na soja melhoram muito a pele”, afirma. Mas só incluir não basta, é preciso excluir também. “Excesso de queijo gorduroso pode dar acne; frituras e produtos industrializados têm substâncias tóxicas para a elastina, que mantém o tônus da pele; embutidos, como linguiça e salsicha, produzem nitrito, substâncias que geram radicais livres”, adverte o médico. Entre os alimentos antioxidantes estão as frutas vermelhas, bem como o tomate e a uva. “A uva vermelha contém resveratrol, que melhora a circulação sanguínea, previne envelhecimento e até alguns tipos de tumores. Outros coringas que não devem faltar são as castanhas”, afirma o médico especializado em nutrição João César Soares, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Barriga impecável Foi buscando parar o tempo que a atriz francesa, radicada no Brasil, Dorothee Marie Bouvyer, de 57 anos, mudou radicalmente. “Há alguns anos, com a menopausa, comecei a engordar, e achava que nada estava bom. E não adiantava só cortar calorias e ficar com pele e cabelos horríveis. É preciso comer coisa boa. Em 1 ano de substituição de alimentos, perdi 12 quilos e hoje tudo está em dia”, conta.A nutricionista responsável pela dieta da atriz, Maria Cecília Corsi, aposta na associação de alimentos. “Brócolis tem muitas vitaminas e zinco. Se associado com um purê de cenoura e aveia, já está aí uma fórmula boa para a pele. E não adianta passar no rosto. Tem que comer, pois a beleza vem do consumo”, ressalta. Para cabelos brilhantes, ela indica a inclusão de gorduras boas, como a de castanhas, abacate e azeite, que também servem para unhas fortes, assim como juntamente com grãos integrais. Na área de cereais, a semente de linhaça e a quinua (ou quinoa) têm sido bastante festejadas como descobertas que deveriam ser incluídas no cardápio diário. “A linhaça é muito boa para ajudar a baixar o colesterol e dá saciedade, o que ajuda nas dietas de emagrecimento. A semente ainda é rica em vitaminas e zinco, poderoso antioxidante”, completa Corsi. A profissional ensina que não adianta comer a semente pura. “Para que ela seja absorvida e atue no organismo, a pessoa tem que triturar e hidratar, deixar de molho um tempo na água, senão o organismo não consegue romper a casca do alimento”, acrescenta a nutricionista. Na quinua, um grão ainda pouco conhecido por aqui e cultivado tradicionalmente na Bolívia e no Peru, foram encontradas inúmeras propriedades para a saúde e beleza, entre elas a ajuda no emagrecimento. “A quinua possui fibras hidrossolúveis que saciam por mais tempo e retardam a absorção de gordura e açúcares. O processo libera caloria aos poucos, para que o organismo não acumule”, explica a nutricionista Michele Trindade, da Universidade de São Paulo (USP). A profissional insiste ainda no consumo de água, “os já tão falados dois litros por dia”, que trabalham para a desintoxicação. “Quem não consegue tomar tanta água pode incluir sucos naturais, que hidratam e trabalham na prevenção das rugas.” Para ajudar o leitor, a Folha Universal escolheu alguns sucos especiais (veja na página 10). Como se vê, receitas não faltam. Basta um pouco de apetite para mudar.

Pesadelo amazônico


Pesadelo amazônico
Um barco com o motor desprotegido e uma menina com cabelos longos. A combinação já fez centenas de vítimas, principalmente na região amazônica. As escalpeladas são mulheres de todas as idades que perderam o cabelo, o couro cabeludo e até orelhas e parte do rosto nas engrenagens do principal meio de transporte local. Como os motores dos barcos não são apropriados para a navegação, eles são fixados no meio do veículo. Para transferir força para a hélice, que fica na parte traseira, há um eixo exposto, que gira a uma velocidade de 1,8 mil rotações por minuto. Alguns segundos de descuido são suficientes para que acidentes bárbaros, porém comuns, façam com que mulheres fiquem completamente deformadas ou morram de hemorragia. Segundo dados da Comissão da Amazônia, existem cerca de 100 mil barcos navegando na região. Um terço deles transita sem qualquer fiscalização. Mas isso deve mudar. No último dia 13, o vice-presidente José Alencar sancionou a lei 11.970/2009, da deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP), que determina que os responsáveis pelas embarcações, que navegam nos rios da Amazônia, têm até o dia 6 de agosto para protegerem os eixos dos motores. A reivindicação à deputada partiu da Associação das Mulheres Escalpeladas do Amapá. A presidente da associação, Maria do Socorro Pelaes Damasceno, sofreu um escalpelamento aos 7 anos e já fez várias cirurgias plásticas para reconstruir o rosto e o couro cabeludo. Resta saber se a lei vai pegar, já que a maioria dos donos de embarcações não teria dinheiro para comprar os kits de proteção, vendidos a cerca de R$ 90. “O sofrimento não se resume ao acidente. Depois vêm inúmeros curativos, cirurgias e não é só isso. O momento mais difícil é a hora de encarar o espelho, sempre cruel e implacável ao revelar as mutilações do escalpelamento”, diz o cirurgião plástico Claudio Brito, criador da organização não-governamental Sarapó, que presta atendimento e distribui kits de proteção no estado. Além da dor física e da perda da autoestima, essas mulheres ainda têm de enfrentar o preconceito. “Eu sabia que as pessoas iam olhar pra mim assim: ‘nossa, aquela garota não tem cabelo, não tem orelha’, isso foi difícil pra mim”, diz uma vítima. O tratamento é doloroso e dura mais de 10 anos. A primeira etapa é repor a pele do crânio com enxertos retirados das pernas. Quando o acidente não é tão grave, há uma possibilidade de se recuperar o couro cabeludo. Nos últimos 20 anos, quase 200 vítimas foram atendidas na Santa Casa de Belém (PA), e 5% delas morreram. A cada mês, dois acidentes, em média, são registrados no Pará.

TOQUE DE ACOLHER


EVANDRO PELARIN - Toque de “acolher”
Por Eliana Caetano redacao@folhauniversal.com.br Em uma iniciativa pioneira no Brasil, o juiz Evandro Pelarin, da Vara da Infância e Juventude de Fernandópolis, município do interior de São Paulo, determinou que todos os menores que estejam nas ruas desacompanhados de pais e responsáveis após as 23 horas sejam encaminhados ao Conselho Tutelar da cidade, para não ficarem expostos ao álcool, drogas, violência e prostituição. Em operações especiais, policiais civis e militares e conselheiros tutelares recolhem crianças e adolescentes e acionam os pais. O resultado é positivo. Outras cidades adotaram o sistema. Mesmo assim, o chamado “toque de recolher” ainda divide opiniões. 1 – O que é o “toque de recolher”? Esse é o nome que acabou sendo atribuído a uma decisão da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Fernandópolis, que determina que as Polícias Civil e Militar, com membros do Conselho Tutelar, recolham crianças e adolescentes – desacompanhados dos pais ou de adulto responsável – em situações de risco, encaminhando-os, imediatamente, aos pais, como medida de proteção, mediante advertência. Isso, sem prejuízo à responsabilização dos pais por multas, em caso de negligência, e à internação e tratamento de menores viciados. 2 – Por que chamá-la de “toque de acolher”? O termo “toque de recolher” não consta dos processos judiciais. Acredita-se que tenha surgido devido à recomendação judicial, em 2005, para que os menores de 18 anos não permaneçam sozinhos, nas ruas, depois das 23 horas. Em abril de 2009, a associação de amigos da cidade chamou de “toque de acolher”, o que parece apropriado, em razão da essência, que é a proteção aos menores. 3 – Como surgiu esta decisão? Várias eram as reclamações à Vara da Infância e Juventude – vindas de moradores e até de vereadores – sobre menores nas ruas fazendo uso de bebidas alcoólicas. Além disso, havia um clamor para que a Justiça tomasse providências em relação a furtos a casas, automóveis e roubos à mão armada a residências. 4 – Apesar dos números positivos, a medida ainda divide opiniões? É importante dizer que a equipe está treinada para abordar jovens expostos a drogas, violência, álcool e prostituição. Estudantes uniformizados ou meninos e meninas que voltam para casa, depois do cinema ou da casa de um amigo, como hipótese, não são conduzidos ao Conselho Tutelar.5 – Qual o balanço do trabalho? Houve diminuição no número de atos infracionais (crimes cometidos por adolescentes). Nas primeiras operações, de agosto a dezembro de 2005, chegou-se a recolher 40 menores em situações de risco. Numa das últimas, em abril de 2009, foram encontrados três adolescentes nesta situação. A motivação legal e jurídica nunca foi combater a criminalidade juvenil, mas resguardar o menor. 6 – O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) foi contra a medida e enviou parecer ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), alegando inconstitucionalidade. Não é possível prever o que o CNJ possa decidir, nem em quanto tempo. Ademais, em tese, o CNJ não pode decidir sobre matéria estritamente jurídica, que é o caso. Apenas o Tribunal de Justiça de São Paulo ou um Tribunal Superior em Brasília pode “revogar” a decisão judicial. Mas, aguardaremos. 7 – Houve protestos? No início surgiram reclamações de meninos e meninas quanto à recomendação para que não ficassem sós, na rua, altas horas da noite. Com o tempo, diminuíram, e os menores começaram a ir para casa mais cedo. Muitos jovens apoiam a iniciativa. Algumas alternativas interessantes surgiram, como uma boate para adolescentes de 14 a 18 anos, chamada “Proibida a entrada para maiores de 18 anos”, onde não há bebidas alcoólicas e funciona das 19h às 23h. 8 – Como a lei brasileira trata do menor em situação de risco? A Constituição Federal, no artigo 227, prescreve que “é dever da família, da sociedade e do Estado colocá-los a salvo de toda forma de negligência”. Pela lei, o menor não pode ficar desassistido, solto e sem qualquer vigilância em locais onde se usam bebidas alcoólicas ou drogas. Tais situações denotam “toda forma de negligência”, que a família, a sociedade e o Estado devem combater. Se a família e a sociedade falham ao não impedir o contato de menores com substâncias proibidas, o Estado não pode falhar; tem o dever de agir. O Estatuto da Criança e do Adolescente não só determina que o Estado atue, para livrar os menores dos perigos, como prescreve que os pais devem obedecer às ordens judiciais no sentido da prevenção e da proteção. 9 – Por que retirar os menores dos locais de risco em vez de prender os traficantes? O “toque de recolher” não afasta o dever da polícia em prender o criminoso. E a polícia, em Fernandópolis, vem prendendo traficantes e até fornecedores de bebidas. 10 – Alguns municípios adotaram a medida. Como avalia esse interesse? Vejo como um exercício de responsabilidade que a população espera dos juízes. Nós, da infância e da juventude, trabalhamos duro, não só para a proteção dos menores em risco, mas acho que estamos lutando também contra um modelo – classificado como politicamente correto – que fala de tudo, menos da crise da família e dessa permissividade que campeia nos costumes de um modo geral.

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Ouça aqui o Santo Culto

SEXO,DINHEIRO OU AMOR

SEXO, DINHEIRO OU AMOR:O QUE TEM SIDO PRIORIDADE NA VIDA DA MAIORIA DAS PESSOAS?A independência financeira da mulher já é uma realidade em boa parte do mundo e, possivelmente em decorrência dessa mudança, em pouco mais de uma década, houve uma queda global de 73% para pouco mais de 60% de mulheres que mantêm relacionamento conjugal estável. Tais pesquisas, portanto, abrem espaço para questionamentos como: “a mulher de algumas décadas atrás era motivada a se casar por necessidade financeira, já que o mercado estava fechado para ela?”. Ou então: “diante de levantamentos que provam que quanto mais intensa a inclusão da mulher no mercado de trabalho, maior é a probabilidade de ela não se casar, então onde se insere o sentimento verdadeiro das relações?”. O Brasil está longe de ser um país que promove a igualdade entre os sexos, mesmo assim, oferece a homens e mulheres oportunidades iguais em educação e saúde, mas é um dos últimos na comparação de igualdade salarial, ocupando a 100ª posição mundial. Para os especialistas, o número de matrimônios oscila de acordo com a empregabilidade feminina. “Durante períodos em que o mercado de trabalho absorve profissionais do sexo feminino, há queda na taxa de casamentos, e vice-versa”, explicam. Outro fator que tem contribuído bastante para a mudança do perfil das uniões conjugais é a revolução sexual feminina, que passou a ficar mais evidente nas últimas duas décadas. A mulher, assim como os homens, começou a buscar o relacionamento sexual desvinculado de afetividade. Já é grande o número delas que admite esse comportamento. E como entre os homens isso não causa mais espanto, a mulher compreende que está havendo o aval deles, o que acaba por encorajá-las a buscar por diversão em vez da união estável. Diante de tudo isso, os valores familiares mudaram. Agora, os relacionamentos passaram a ser aceitos com o intuito de se “experimentar”. Algumas famílias já até desejam que os casais tenham um convívio mais intenso e mais íntimo antes do casamento, para que não haja frustração futura até mesmo da própria família. Mas, daí, fica a pergunta: e o amor? Bem, o amor, que em princípio deveria ser o regente de toda essa história, acaba se tornando, geração após geração, um personagem cada vez mais secundário de uma grande trama chamada vida.

BATISMO COM FOGO


Batismo com Fogo

Logo após ser batizado nas águas e selado com o Espírito Santo, Jesus foi conduzido pelo Mesmo para o deserto. Lá foi batizado com fogo.
Cada cristão precisa ter sempre em mente um fato: Em geral todos os fatos ocorridos na vida do Mestre também acontecem na vida do Seu discípulo. E não se pode fugir disso. Afinal de contas, quem segue Suas pisadas está sujeito a pisar nas mesmas pedras e espinhos… Mas estes já não têm mais tanto poder de machucar.
Você que acabou de ser selado com o Espírito de Deus, não deve estranhar também o batismo de fogo que vier a surgir, ou mesmo pelo qual está passando. Mantenha sua alegria no seu íntimo porque isso é sinal de que você é muito amado.
Medite nessa palavra:
Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de Sua glória, vos alegreis exultando. Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus. ( I Pedro 4.12-14 )

PROFESSORES E ALUNOS:


PROFESSORES E ALUNOS:QUEM ESTÁ MAIS 'DEFICIENTE'?O último censo realizado pelo Ministério da Educação – divulgado no final de maio – mostrou que mais de 380 mil professores de todo o País não têm diploma adequado ou formação suficiente para ministrar aula. Do total de 1,8 milhão de professores de quinta a oitava série do ensino fundamental, 26,6% não têm a habilitação legal exigida para dar aulas nesse nível, ou seja, formação de ensino superior com licenciatura. Outros 21,3% não têm nenhuma graduação, e 5,3% têm diploma superior, mas sem licenciatura. Para mudar esse cenário, o governo federal pretende investir R$ 1 bilhão com o Plano Nacional de Formação dos Professores. O projeto deve criar 330 mil vagas em 90 universidades públicas de 21 Estados para professores sem formação legal ou graduados em áreas diferentes daquelas em que atuam. Outra medida do plano é estabelecer uma nota mínima no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para quem quiser ingressar em um curso superior de formação de professores. A proposta precisa passar pelo crivo do Congresso. Apesar dos planos do governo federal, o Tribunal de Contas da União (TCU) tem mostrado, ano após ano, que os investimentos em educação no Brasil estão constantemente abaixo do constitucional. Do total dos recursos voltados para a educação, o governo deve destinar 30% à erradicação do analfabetismo e ao ensino fundamental. No entanto, apenas 25% desse valor têm chegado ao lugar que deveria. Conforme mostrado em relatórios do TCU, a educação brasileira longe de ser uma prioridade. Os ministérios do Transporte, Saúde, Defesa e Cidades concentram 60% dos investimentos do governo federal. A Saúde, de acordo com especialistas, tem sido o ministério que mais absorve investimentos. Em decorrência de tal política, quando analisados os salários de professores de 38 países desenvolvidos e em processo de desenvolvimento, o Brasil fica na 35ª posição, de acordo com pesquisa realizada pela Unesco. “Em início de carreira, um professor suíço recebe US$ 33.210 anuais. No Brasil, a remuneração cai para apenas US$ 4.808”, destaca a pesquisa.

JUSTIÇA NO BRASIL

JUSTIÇA NO BRASIL:A FRASE QUE MELHOR A TRADUZ É 'TARDA MAS NÃO FALHA' OU 'FALHA SÓ QUANDO LHE CONVÉM'?O Estado brasileiro atende satisfatoriamente a população no que diz respeito ao amparo jurídico? Se a sua resposta é não, então você faz parte da maioria, afinal, se o clichê diz que “a Justiça é cega”, o senso comum afirma que o brasileiro que ainda acredita estar amparado por ela é cego também. É certo que a Justiça está em crise em boa parte do mundo. No Brasil, no entanto, a situação ainda é mais delicada, uma vez que a população padece com a demora nos serviços prestados, com o difícil acesso a profissionais da área e principalmente com a falta de instrução. A baixa escolaridade se reflete diretamente no bom funcionamento da Justiça. No Brasil, milhares de pessoas têm seus direitos mais essenciais corrompidos cotidianamente, mas a falta de informação as impossibilita de ter consciência de que estão sendo lesadas. A baixa instrução é tão grande, que boa parte da população (principalmente a parcela que compõe as classes C e D) acredita que a Polícia Militar é o próprio Poder Judiciário. Para piorar o quadro, quando se recorre a uma causa, a morosidade do processo quase sempre vence a sociedade pelo cansaço: ela é uma das mais lerdas e burocráticas do mundo! Para amenizar esse quadro, é preciso aprender com os outros países, examinar dados estatísticos de lugares onde a Justiça se mostre eficiente, para verificar as causas da morosidade brasileira. Sabe-se, por exemplo, que o número de juízes no País é muito inferior aos padrões ideais. Na Alemanha, há um juiz para cada 3 mil habitantes. No Brasil , existe um juiz para cada 30 mil habitantes. Para chegar aos padrões europeus, portanto, o País teria de dar um salto dos atuais 15 mil juízes para algo em torno dos 150 mil. Em São Paulo, o Estado mais próspero da Federação, qualquer processo entre a primeira e a segunda instância leva, em média, sete anos e pode chegar a mais de 10 anos para ser julgado. E apesar de o País já ter embarcado na era científico-tecnológica, em muitas varas a informática ainda é pouco ou nada utilizada. Os recursos que a moderna tecnologia oferece ainda parecem estar longe de contribuir para uma Justiça mais célere. Definitivamente, hoje, o Brasil sofre com a crise do Estado. Para onde quer que se olhe, o que se vê é sempre a mesma coisa: precariedade, abandono e mau desempenho. O Estado não consegue apresentar bons resultados na administração da previdência social, da segurança pública, da saúde, da educação, da conservação das estradas e de tantos outros aspectos essenciais que visam ao bem comum. Com a Justiça acontece a mesma coisa, o mesmo desleixo. E isso salta aos olhos, está evidente. Afinal, ninguém é cego. E, pelo jeito, nem ela.

domingo, 26 de julho de 2009

VIDA DE AMANTE.

VIDA DE AMANTE:NA MAIORIA DOS CASOS ELAS SÃO VÍTIMAS OU PROVOCAM A SITUAÇÃO?O jornalista e escritor Olavo de Carvalho escreveu, certa vez, que “as mulheres sempre foram exploradas pelos homens”. Mais adiante, de modo convincente, o escritor mostra que essa exploração ultrapassa os limites da soberania do sexo masculino sobre o feminino e alcança níveis próximos à servidão escravagista, principalmente no que diz respeito à exploração sexual da mulher. Ao homem, por exemplo, cabe o direito de trair e desfrutar dos prazeres de suas amantes em paz. Ele é exaltado por essa atitude. Mas a mulher que age assim é duramente condenada. Que as mulheres ainda são muito mais recriminadas pelo comportamento poligâmico, é fato. Que existem homens que apenas nutrem um relacionamento para explorá-las sexualmente, também. Mas isso não significa que a traição é uma exclusividade do sexo masculino. Há estudos que indicam que as mulheres traem quase com a mesma freqüência que os homens. Mesmo assim, não importa se a atitude parta do homem ou da mulher, quem já traiu, seja motivado pela falta de amparo, pela falta de atenção por parte do companheiro ou apenar para saciar uma curiosidade ou um desejo, sabe que aquele que trai, trai primeiro a si próprio. E não há nada mais sofrível do que conviver com a mentira, mesmo porque o espelho da alma sempre devolverá a imagem da verdade, ou seja, o peso de estar defraudando a si e ao companheiro. Os estudiosos do comportamento humano já levantaram inúmeras hipóteses para explicar a traição conjugal. As mais comuns são a incompatibilidade do casal e a insatisfação sexual. Mas por que a traição no lugar do acerto de contas? Neste caso, o que parece prevalecer, de acordo com os pesquisadores, é a “lei do mínimo esforço”. Ou seja, trair é mais fácil que sentar com o parceiro e abrir o jogo, expor problemas e insatisfações. Mas como preferem tomar outro caminho, alguns casais são capazes de sacrificar a própria felicidade para sustentar a aparência do relacionamento-padrão. Definitivamente, trair não compensa. E engana-se quem imagina que apenas a pessoa traída sofrerá consequências. As seqüelas quase sempre marcam tanto o traído quanto o traidor, e não é raro que o segundo seja afetado ainda com maior intensidade e tempo. Como ensinam os terapeutas, o ato de trair pode ser comparado ao ato de se embriagar. “Depois de esgotada uma garra inteira, quem sofre com a ressaca nunca é a bebida”.

IDEIAS BRILHANTES

IDEIAS BRILHANTES:ELAS SE MANIFESTAM DE ACORDO COM A INTELECTUALIDADE, COM A DEDICAÇÃO OU COM A NECESSIDADE ?O escritor Felipe Fernández-Armesto listou, em seu livro intitulado “Ideias Que Mudaram O Mundo”, as 178 ideias mais importantes da humanidade. Segundo Fernández-Armesto, uma grande parte desses conceitos nasceu muito antes do que estamos acostumados a imaginar. De acordo com a tradição histórica, as ideias começaram a ser concebidas na Grécia Antiga e, posteriormente, no Antigo Egito e na Mesopotâmia. Portanto, há que se admitir que as ideias são tão antigas quanto a humanidade. Algumas se originaram com os ancestrais dos seres humanos, os hominídeos, e, segundo muitos historiadores, algumas das melhores e mais importantes ideias já concebidas pelo homem viram à tona durante a Idade da Pedra. Durante esse período, invenções que hoje são consideradas de ‘natureza menor’ mudaram para sempre o modo de o homem viver e de se relacionar com o mundo. É o caso da roda, o mais clássico dos exemplos e cuja utilidade se perpetua até os dias atuais. Ou quando os homens aprenderam a lascar as primeiras pedras, transformando-as em ferramentas poderosas de caça e autodefesa. Fernández-Armesto ranqueou também as duas melhores ideias de todos os tempos. “Se por melhores entendermos as mais influentes – aquelas que significaram mais para mais pessoas por mais tempo –, elas devem estar entre as mais antigas. Quanto mais tempo elas estiverem por aqui, mais mudaram o mundo. Uma é a ideia de símbolos, de que uma coisa pode ser representada por outra. Ela está na origem da complexidade da linguagem humana, da arte e da escrita. A ideia da ilusão, de que há mais no mundo do que é visível, está na origem da ciência e também na da religião. No campo das ditas ‘ideias concretas’, ou seja, aqueles que se reverteram em algum benefício prático, os historiadores acreditam que as mais importantes foram aquelas nascidas do acaso, ou de forma inesperada. Incluem-se nessa categoria a energia elétrica (descoberta por um fisiologista enquanto dissecava uma rã para estudo), a descoberta da gravidade, pelo físico inglês Isaac Newton, além de outras ideias mais recentes, como a que deu origem ao forno de micro-ondas (durante a Segunda Guerra Mundial, em batalha no mar) e a da Internet (que também surgiu durante a segunda Grande Guerra).

PIRIGUETES

PIRIGUETES:SÃO O RESULTADO DA DESVALORIZAÇÃO FEMININA, DOS ANSEIOS DO HOMEM OU DE UMA FASE PASSAGEIRA?Não se sabe exatamente de onde surgiu o termo “piriguete”, neologismo usado atualmente para designar algumas mulheres cujo comportamento está indefinido entre a vulgaridade e o sensual. Para alguns filólogos, a palavra nasceu de trechos de músicas executadas durante as festas populares do Nordeste. Outros, ainda mais criteriosos, acreditam que “piriguete”vem do radical latino “periculum” mais a terminação “ete”, cuja expressão equivalente, no português, se refere a “perigo constante”. Mesmo assim, no bom português, principalmente no utilizado pelos soteropolitanos, piriguete quer dizer “mulher a perigo”, ou seja, aquela que está pronta para atacar! Há quem acredite que o primeiro símbolo e representante daquilo que, mais tarde, se tornaria uma piriguete tenha sido a boneca Barbie, criação americana do início dos anos 60. As roupas insinuantes e a cor predominantemente rosa de seus assessórios ainda inspiram muitas garotas na hora de se vestir e no modo de se comportar. Mas foi só a partir da década de 90 que o movimento de exaltação à sexualidade feminina, desprovida de sensualidade, adquiriu proporções maiores. E desta vez a influência não veio de nenhuma boneca, mas da música. O estrondoso sucesso de grupos de axé, na década de 90, deu início há uma série de outros grupos musicais populares que exaltavam a promiscuidade feminina. As apresentações constantes na mídia ajudaram a difundir, de forma generalista e preconceituosa, a mulher-objeto. Acolhidas pela massa, os programas populares de domingo se renderam à nova mania nacional, e suas musas saíam dos palcos de dança e se dirigiam imediatamente às capas das principais revistas masculinos do País. Já nos anos 2000, e a vez do funk carioca dar força ao movimento de exposição e exaltação do sexo e do corpo feminino. Com letras sempre recheadas de insinuação sexual, o ritmo agora não apenas dita, na voz do homem, o modo de portar das mulheres, mas é também cantado por elas, o que derruba a tese de que o machismo social seja o principal vilão da história. “Sou Cachorrona Mesmo E late que eu vou passar Agora eu sou solteira e ninguém vai me segurar”. Atualmente, pode-se dizer que o exagero ultrapassou os limites da música e está por todo o canto. E o pior, sendo ovacionado com tamanho entusiasmo, que, não pertencer a algum grupo defensor da “liberdade e da banalidade sexual”. pode gerar parecer estranho e gerar grande preconceito.

METROSSEXUAIS:

METROSSEXUAIS:O EXCESSO DE VAIDADE DELES VISA À CONQUISTA FEMININA, À SATISFAÇÃO PRÓPRIA OU COMPROMETE A MASCULINIDADE?Criado no início dos anos 90, o neologismo “metrossexual” surgiu do espírito irrequieto do escritor inglês Mark Simpson, em artigo escrito para o jornal “The Independent”. Simpson juntou as palavras ‘metropolitano’ e ‘heterossexual’, para designar os homens que vivem no meio urbano e têm preocupação exagerada com a aparência. Mas segundo o escritor, em pouco tempo a publicidade tratou de dar novos rumos ao neologismo, que, originalmente, não estabelecia nenhum paralelo com a qualidade de homem de espírito sedutor irredutível. “Metrossexual nada mais é do que o narcisista dos novos tempos. A ideia de que o metrossexual é sempre hétero e que seu cuidado com a aparência tem o objetivo de atrair as mulheres é uma invenção da publicidade”, explica Simpson. Essa alteração de comportamento, que acabou por transfomar alguns homens em seres hipernarcizistas, em boa parte é o resultado da cultura consumista surgida no período pós-guerra, quando o capitalismo se estabeleceu como sistema predominante. A partir de então, tal como as mulheres, os homens começaram a folhear as revistas masculinas para se adequarem aos padrões da moda, deixaram de cortar o cabelo no barbeiro e passaram a frequentar com mais assiduidade os institutos de beleza. Prova disso é que produtos para cabelo, pele e até itens de maquiagem, voltados para o públicos masculino, já representam 50% das vendas nas principais redes de cosméticos do País. Quase 2.500 desses estabelecimentos já contam com grupos de funcionários treinados exclusivamente para dar atendimento aos homens. “Usamos também um código de cores para que a linha masculina possa ser identificada rapidamente”, explica a gerente de vendas de uma dessas lojas. Quando interrogados, a maioria dos “consumidores da beleza” confessa que o excesso de preocupação com a aparência não tem como finalidade conquistar mulheres. “O metrossexual de verdade está com a atenção totalmente voltada para si, e pouco tempo tem para gastar conquistando mulheres”, escreveu certa vez, talvez com razão, o próprio criador da gíria.

ASCENSÃO E DECADÊNCIA NO FUTEBOL:

ASCENSÃO E DECADÊNCIA NO FUTEBOL:FALTA ESTRUTURA EMOCIONAL, PROFISSIONAL OU SE DEVE AO EXCESSO DE EXIGÊNCIA DOS CLUBES?Para muitos profissionais e torcedores, a Copa do Mundo de 82 foi a última competição em que o futebol-arte brasileiro brilhou, mesmo sem vitória. No dia 5 de julho daquele ano, o Brasil foi ao estádio do Sarriá para decidir a classificação contra a Itália. Para a seleção canarinho, um empate já era suficiente para garantir vaga nas semifinais. Logo aos cinco minutos do primeiro tempo, Rossi, da Itália, abriu o placar. Mesmo assim, a dupla Sócrates e Zico empata o jogo doze minutos depois. Para a seleção e outros milhares de brasileiros, a classificação estava garantida. Isso se, mais uma vez, Rossi não tivesse feito seu segundo gol, faltando dezesseis minutos para o fim da partida. A Itália foi para a final com a Alemanha e acabou levando a taça. Três a um! O futebol brasileiro ficou pelo caminho. Mesmo assim, aquela seleção foi eleita pela imprensa internacional especializada como a melhor da Copa e uma das melhores que o mundo já tinha visto até então. A derrota brasileira foi difícil, no entanto, a equipe de Telê foi ovacionada dentro e fora de casa. Os canarinhos não trouxeram a taça, mas impressionaram o mundo. Por isso mesmo, há quem diga que a imagem heróica que atletas contemporâneos como Robinho, Ronaldinho Gaúcho, Diego, Ronaldo Fenômeno e tantos outros têm hoje foi na verdade construída no período que vai até 82. Muitos de nossos atletas ainda se sustentam na obra de artistas como Zico, Pelé, Sócrates, Garrincha, Leônidas e muitos outros que realmente construiriam o título de “Brasil, o País do Futebol”. De lá para cá, quase tudo mudou. A fama permanece, mas o talento, a arte e o amor ao futebol ficaram por lá, esquecidas, abandonadas nas arquibancadas e no gramado do Sarriá. Na década de 70, Vicente Matheus, que não era Presidente, e sim diretor de futebol, prometeu a Rivelino, um dos maiores craques da história, luvas e salário fixo para que o atleta jogasse. Naquele mesmo ano, Paulo Maluf resolveu esbanjar. A proposta era doar um Fusca zero-quilômetro para cada jogador da seleção campeã do mundo no México. Mas Maluf levou um processo e foi condenado em todas as instâncias. Os jogadores, no entanto, mal podiam acreditar naquele prêmio, um fusquinha reluzente. Realmente tudo está muito mudado, e a seleção, assim como o Fusca, tentou ressuscitar, mas sem êxito. A maioria dos grandes craques da atualidade, também. Ronaldinho Gaúcho, mesmo dando o honroso exemplo de atender ao celular enquanto recebia a medalhe de bronze nos Jogos Olímpicos da Pequim, em 2008, aparece empatado com o astro do basquete americano Michael Jordan na lista dos 25 que mais faturaram naquele ano. Segundo estimativas da revista Forbes, Ronaldinho faturou mais de US$ 31 milhões. O dinheiro tomou o lugar de muitos talentos. Roubou a cena e o encanto pelo verdadeiro futebol. Fazer fama passou a valer muito mais que fazer gols. Desde 82 que o Brasil criou fama e permanece deitado na cama. E o pior de tudo: torcer por um time virou algo bem próximo a torcer por um banco. Ambos visam ao lucro, mas dissimulam que o cliente (ou será torcedor?) é o que está em primeiro lugar!

O QUE MAIS ATRAPALHA A VIDA AMOROSA DOS ARTISTAS?

O QUE MAIS ATRAPALHA A VIDA AMOROSA DOS ARTISTAS?A MÍDIA, OS FÃS OU A AGENDA?Responda rápido: Quantas vezes o cantor Fábio Jr. já se casou? Se a resposta não está na ponta da língua, não se preocupe, afinal, o cantor é praticamente um recordista: tem seis casamentos em seu “currículo”, o último, com a modelo Mari Alexandre, já dura quase dois anos. O casal, de acordo com publicações especializadas, não corre risco de brigar por conta de cobranças ‘de fatos passados’, afinal, se a moça alegar que Fábio Jr. não sossega casado, ele pode retrucar dizendo que Mari Alexandre teve 43 namorados até conhecê-lo. E dois deles ao mesmo tempo. Recentemente, Fábio Jr. e Mari Alexandre tiveram seu primeiro filho. Já a atriz Dercy Gonçalves passou boa parte de seus 101 anos sozinha, em companhia apenas de suas polêmicas. Esteve casada nos anos 40, com o jornalista Danilo Bastos, mas a união foi “efêmera”, como a própria atriz gostava de falar. “Nunca amei ninguém. Tenho quase cem anos e não sei o que é amar”, confessou, certa vez, em um programa de auditório. Por outro lado, Nelson Ned, cantor de sucesso nos anos 70, faz questão de afirmar que não estaria vivo, não fosse a capacidade de amar que tem. Em declarações duvidosas, se define um ‘prematuro’ na arte de amar. “Perdi minha virgindade aos cinco anos de idade”, diz, causando estranheza, espanto e risos. Com cem milhões de álbuns vendidos, 65 discos lançados - entre compactos, álbuns e coletâneas -, 5 DVDs, 10 filmes e 50 anos de carreira, Roberto Carlos, o “eterno romântico”, não gosta de expor “detalhes” de sua vida particular, mas sabe-se que foi casado três vezes: com Cleonice, com quem teve Dudu Braga e Luciana; com Mirian Rios e com Maria Rita, de quem ficou viúvo em 1999, ano mais difícil da carreira do cantor, segundo ele mesmo. Durante esse período, não lançou nenhum disco, nem apresentou shows na TV. Passados dez anos da perda da esposa, e já beirando os 70, Roberto Carlos está sozinho. E diz que irá continuar assim. No entanto, a vida sentimental mais atribulada de que se tem notícia não pertence a nenhuma celebridade brasileira. Nem hollywoodiana. Uma anônima senhora, de 68 anos, chamada Lucinda Wolfe, moradora em Anderson, Indiana, EUA, foi reconhecida oficialmente pelo Guinnes Book como a mulher com maior número de casamentos do mundo: ela se casou 23 vezes. Lucinda conta que seu primeiro casamento foi celebrado quando tinha 16 anos. Ao entrar para o livro dos recordes, ela disse também que o casamento mais longo durou sete anos. E o mais curto, apenas 36 horas.

AMOR PROIBIDO

AMOR PROIBIDO:ELE REALMENTE FASCINA MAIS OU NINGUÉM ESCOLHE QUEM AMAR?“Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer...” Luís Vaz de Camões. A Universidade de Cambridge, na Inglaterra, realizou recentemente um estudo que procurar traçar o perfil dos apaixonados. E o mais surpreendente é que os resultados obtidos confirmam o que, há séculos, afirmavam os grandes filósofos gregos, entre eles Platão. Há aqueles que amam com o fogo de Eros ou de forma incondicional, como as mães. Mas existem também os amantes ditos ‘relapsos’, que, segundo a pesquisa, é um tipo de sentimento mais comum entre os homens, mas está longe de significar ‘falta de amor’ ou a temida frigidez. O problema é que ao longo da vida esses sentimentos podem se confundir, ou passar de uma modalidade a outra, o que pode deixar muitos “apaixonados” completamente desnorteados. Não existem regras fixas, tampouco fórmulas mágicas, capazes de orientar o amante confuso nessas horas. Mas os pesquisadores de Cambridge garantem: “o importante é aceitar que o ser humano pode amar de diferentes maneiras, em diferentes momentos da vida. Respeitar o modo como a outra pessoa ama é fundamental para a estabilidade social, seja ela entre colegas, familiares ou casais. O grande causador de tantos desentendimentos é que a maioria das pessoas quer ser amada da mesma forma e nos mesmos moldes que ama”. A teoria é convincente e esclarecedora. No entanto, aceitá-la na prática é bem mais difícil. Afinal, quem nunca amou sem ser amado? Quem nunca sentiu na pele o pensamento de Platão, e viveu um amor incondicional e idealizado, mas só lá naquele mundo distante, no antigo ‘Mundo das Idéias Platônicas’, enquanto o Mundo Físico queimava de dor e descontentamento? Que essas experiências são necessárias à evolução de todo ser humano, não há dúvidas. Mas, feita a viagem de volta para o mundo físico, dificilmente as pessoas querem regressar à Terra de Platão. Enfim, o amor é mesmo um beco profundo e sem saída, mas necessário e belo. Quem o experimenta, dificilmente consegue encontrar o caminho de volta. Uns porque não querem mesmo; outros porque se perderam em suas armadilhas.

sábado, 25 de julho de 2009

IURD AÇÃO SOCIAL NA FUNDAÇÃO CASA ANTIGA FEBEM



















Ação social na FUNDAÇÂO CASA (ANTIGA FEBEM)IURD ajuda na ressocialização de menores da Fundação CasaAgência Unipress InternacionalSÃO PAULO - Voluntários da Igreja Universal do Reino de Deus de todo o Brasil visitam, diariamente, unidades da Fundação Casa. Em São Paulo, cerca de 150 pessoas acompanham o pastor Geraldo Vilhena, – responsável pelo trabalho no Estado – nas reuniões realizadas nos locais. Segundo dados da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência (SEDH/PR), no Brasil, o número de menores infratores que cumpre pena aumentou em 28%, entre 2002 e 2006. Em média, há nove adolescentes em regime de internação para cada um em regime semi-aberto. São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará são os Estados com maior execução para este regime. Com o objetivo de ajudar na reintegração desses jovens na sociedade, há sete anos a IURD conta com a ajuda de voluntários de todas as áreas para a realização do trabalho espiritual. Durante os encontros, os internos recebem uma palavra de fé e de esperança. “Nós oramos para que eles sejam libertos dos problemas espirituais e possam receber a presença de Deus”, diz o pastor Geraldo. Semanalmente, são distribuídos cerca de três mil exemplares da Folha Universal e mensalmente mil livros e duas mil revistas Plenitude, para que os adolescentes possam conhecer, de uma forma diversificada, a Palavra de Deus. O grupo também organiza palestras sobre saúde da mulher – nas unidades femininas –, higiene e educação, além de oferecer doações e amparo aos familiares dos internos. No mês passado, cerca de 200 famílias do Complexo do Brás receberam lanches, roupas, calçados e brinquedos. “Durantes esses eventos, procuramos conscientizar todos sobre a importância de resgatar os valores da família, da formação da criança e do adolescente para a nossa sociedade”, explicou o pastor, acrescentando uma palavra de fé aos que estão sofrendo por terem algum parente sendo escravizado pelo mundo do crime: “Disse o Senhor que se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra”, finalizou.

MUDANÇA DE ESTÉTICA


MUDANÇA DE ESTÉTICA:A TRANSFORMAÇÃO É APENAS FÍSICA, ATINGE TAMBÉM O LADO SENTIMENTAL E PROFISSIONAL OU NÃO PASSA DE ILUSÃO?Basta analisar rapidamente alguns periódicos de moda, decoração ou paisagismo para se deparar com sugestões do tipo: “Já pensou em mudar o rumo de sua vida trocando a cor da parede de seu quarto?”, ou então: “Que tal renovar seu guarda-roupa e mudar de vida?”. Há também convites mais incisivos e com promessas ainda mais ousadas, como esta a seguir, publicada em uma grande revista de moda e beleza: “Por que não revolucionar a sua vida, virar uma estrela da TV e arrumar um novo amor, começando pela transformação total de sua aparência?”. Pode parecer exagero, mas quem nunca se sentiu atraído por tais apelos? Quem nunca pensou em mudar o interior, apagar magos e frustrações transformando apenas o corpo físico? A maioria dos que se submete a transformações estéticas radicais não quer apenas melhorar, consertar ou disfarçar. O objetivo é mudar da cabeça aos pés, virar outra pessoa, deixar para trás o invólucro da sem-gracice e renascer outro, mais belo e amado. Apesar de as cirurgias plásticas estarem cada dia mais banalizadas, tem se difundido fortemente na mídia programas que promovem transformações completas, como é o caso da atração norte-americana “I Want a Famous Face”, criado pela MTV. A proposta do programa é acompanhar a mutação de candidatos que querem se transformar em clones de seus ídolos. Em um polêmico episódio, gêmeos terrivelmente tímidos e cheios de espinhas queriam virar Brad Pitt. Em outro, uma garota de pele escura e olhar triste almejava ser Kate Winslet, e afirmou que continuaria muito melancólica caso não atingisse tal proeza. No Brasil, uma jovem de 27 anos pôs na cabeça que queria se transformar na dançarina de axé Scheila Carvalho. “Comecei a ver a Scheila como minha referência, e até hoje já gastei 100.mil reais em cuidados estéticos para ficar igual a ela”, diz. Todo esse dinheiro foi gasto com cabelo cortado, tingido e tratado como o da musa, programa de exercícios igual ao dela, guarda-roupa idem, aplicações de botox, lipoaspiração em sete lugares e duas cirurgias para colocar próteses de mama. “Já quase cheguei lá, agora só falta serrar os dentes caninos”, completa. Para os psicólogos, esse tipo de comportamento pode denunciar uma forte e perigosa não-aceitação própria, uma renúncia do “eu” e a idolatria do “outro”. Quando isso acontece, explicam, as pessoas acreditam que seus problemas interiores não têm solução, que estão condenadas para sempre e que, por isso, a única forma de escapar dessa encruzilhada é através da incorporação de um novo ser, como se ela fosse um carro velho sem possibilidade de reparo. “O grande problema, no entanto, é que a transformação estética nunca muda a personalidade, nem faz de ninguém outra pessoa, e isso ela irá perceber em pouco tempo. Daí, o sentimento de frustração pode se agravar ainda mais”, esclarecem os médicos. “Há registros de pessoas que chegaram ao suicídio quando perceberam que eram outra pessoa por fora, mas que continuavam as mesmas de sempre por dentro”.

AMORES NADA CONVENCIONAIS

AMORES NADA CONVENCIONAIS:O MAIOR DESAFIO É VENCER O PRECONCEITO, AS PRÓPRIAS DIFERENÇAS OU CRER NO SENTIMENTO DO OUTRO?O inglês Jon Brower Minnoch é considerado o homem mais pesado de todos os tempos, de acordo com o Guinness Book, o livro dos recordes. Quando se casou, em 1978, estava com 635 quilos. Sua esposa, a também inglesa Jeannette Minnoch, pesava apenas 50 quilos quando subiu ao altar, dando a Jon – e também a ela – um nove recorde, registrado oficialmente no livro: o de casal com maior diferença de peso de todo o mundo! No Brasil, o casal formado por Claudia Pereira Rocha da Silva, de 34 anos, e Douglas Maister Breger da Silva, de 35, também está no Guinnes Book. A dupla foi reconhecida pelo livro como o menor casal do mundo. Cláudia tem apenas 92,5 centímetros de altura, tamanho equivalente ao de uma criança de três anos, e calça número 25. Aliás, um dos problemas que mais incomoda Cláudia é a dificuldade para encontrar roupas e calçados de seu tamanho e que não sejam de criança. “Todas as roupas são coloridas ou têm babados. É raro achar uma blusa discreta. A maioria é feita para anões maiores que eu”, reclama. Uma curiosidade do casal curitibano e que chama a atenção é que Douglas é ainda menor que sua parceira. Ele tem apenas 89,5 centímetros, 3 centímetros a menos que Cláudia. “Assim como muitos anões, nós dois já chegamos a trabalhar com teatro”, diz Douglas. “Adivinha a peça que nós fizemos”, pergunta Cláudia. “A Branca de Neve”. Em 2008, um homem de 92 anos estava prestes a se casar com uma jovem de apenas 16 anos. Os dois só não oficializaram o matrimônio porque a Justiça do Egito – país onde moram - impediu. O ministério da Justiça egípcio criou, na década 80, uma lei que impede o casamento de estrangeiros com egípcios quando a diferença de idade entre os noivos for maior do que 25 anos. Mesmo assim, o casal disse que pretende continuar unido. Na Inglaterra, os britânicos Frank, de 101 anos, e Anita Milford, de 100 anos, completaram em maio 81 anos de casados. Eles detêm o recorde de ser o casal vivo há mais tempo juntos, assegura o tabloide Daily Mail. Apesar da longevidade da união, Frank e Anita confessam que nunca formaram um casal de muitas afinidades, mas atribuem a isso o segredo para estarem há tanto tempo juntos. “O segredo do sucesso de nosso casamento é que, desde que nos conhecemos, sempre brigamos um pouco”.

UMA NOITE MAL DORMIDA


Uma noite mal dormida
Deito na pedra gelada da elegante porta de entrada do Banco do Brasil, na Rua São Bento, no Centro de São Paulo. Me ajeito como posso: um braço como travesseiro, o outro cobrindo o rosto, e espero. Em cima, as bandeiras de São Paulo e do Brasil, bem iluminadas, contrastam com a escuridão da rua. Do outro lado da calçada, alguém dorme em uma barraca de camping velha, coberta por um saco de lixo preto. No meio da rua, fechada para carros, há um homem apoiado em um canteiro, quase embrulhado no papelão. Então, eles chegam. Primeiro, um vestido de laranja, com uma vassoura, que acorda o homem embrulhado. Pede para ele deitar mais para a direita, sair do meio da rua. Passou da meia noite e não há mais ninguém por perto. Eu espero e cochilo. Aí, vem o caminhão. Estaciona ao meu lado. O motor parece que vai me engolir. Espero a água. Em vez disso, uma fumaça nojenta invade meu nariz. São cinco ou seis funcionários que lavam a calçada sem me olhar. Mesmo assim, tomam cuidado para não espirrar água. Permaneço seco, apesar do susto. A experiência de acordar desse jeito é horrível, mas trata-se de uma rotina para milhares de pessoas que dormem nas ruas paulistanas. As operações noturnas de limpeza são necessárias, segundo a Prefeitura, para garantir que as ruas continuem transitáveis de dia. Não fossem os jatos d'água que acordam os desabrigados de madrugada, o cheiro seria insuportável, argumentam.De acordo com dados da Secretaria de Subprefeituras, as operações envolvem 120 caminhões e 1.420 pessoas, entre garis e ajudantes de limpeza. Tudo ao custo de R$ 5 milhões mensais. Questionados se não seria melhor gastar o dinheiro em banheiros para a população de rua, os responsáveis pela pasta afirmam que existiam quatro na região central, mas que um deles acabou fechado por constantes ações de vandalismo e furto. Não deve ser reaberto. Considerada necessária pela Prefeitura, a lavagem das calçadas continuará, mesmo nas noites frias, como explicado em nota oficial: "Independentemente das condições climáticas, os serviços de limpeza precisam ser executados. Para a lavagem das calçadas da região central, nos locais onde existem moradores de rua dormindo, as equipes usam proteções de plástico para não molhá-los. Essa proteção se assemelha àquelas utilizadas pelas equipes de corte de grama, mas são de plástico e mais resistentes para que não molhem os moradores de rua." (D.S.)





sexta-feira, 24 de julho de 2009

A BELEZA TRAZ DINHEIRO OU DINHEIRO TRAZ BELEZA?

QUAL AFIRMAÇÃO CONDIZ MAIS COM A REALIDADE:A BELEZA TRAZ DINHEIRO OU DINHEIRO TRAZ BELEZA?O conceito de beleza não é algo estático, imutável. Longe disso, o belo varia de tempos em tempos e, a cada novo padrão estabelecido, trava-se uma guerra quase doentia para conquistá-lo. Durante a Renascença, por exemplo, a beleza estava diretamente associada ao que hoje é rejeitado, ou seja, às formas roliças e volumosas. A mulher que deixava à mostra o tecido adiposo transbordar era objeto de desejo e devoção. Nas artes, Renoir retratou a beleza feminina ao pintar mulheres gordas deitadas na relva. Monet é outro bom exemplo de exaltação àquilo que, hoje, deixou de ser belo e virou até motivo de chacota. Sua obra está recheada de mulheres ‘arrojadas fisicamente’. Não importa qual seja o modelo de beleza exigido por uma época, a regra pede estar sempre adaptado a ele. O jogo é assim, desde os antecedentes renascentistas, e assim continuará a ser. Hoje, no entanto, com as novas tecnologias e a ascensão do mercado de cosméticos, alcançar o padrão de beleza exige apenas um pouco de disposição e a um bocado de dinheiro. Algumas clínicas de estética de São Paulo chegam a cobrar até R$8 mil por um tratamento que se restringe aos cuidados com o cabelo e a pele. As expressões faciais podem ser amenizadas por pouco mais de mil reais. E para quem deseja abandonar de vez a Renascença, o mercado oferece as lipoaspirações por preços convidativos. Bastam dinheiro e um pouquinho de coragem. No Oriente, região marcada pelo conservadorismo extremo, o comércio de produtos para branquear a pele se tornou uma atividade milionária Na Índia, por exemplo, artistas de Bollywood - centro cinematográfico do país - participam de anúncios de televisão que procuram convencer os consumidores de que serão mais populares e belos se tornarem a pele mais clara. Nem todos concordam com esse tipo de apelo comercial. Para parte da população, os produtos para clarear a pele podem fortalecer o preconceito. É o que acredita também a atriz indiana Rani Moorthy. Para ela, essa tendência trata a cor mais escura como se fosse uma “doença a ser curada”. “Às sextas-feiras era obrigada a tomar banho de óleos, com limão e outros produtos usados tradicionalmente para clarear a pele”, conta.

CLASSE MÉDIA NO CRIME: O QUE MAIS OS MOTIVA?

CLASSE MÉDIA NO CRIME: O QUE MAIS OS MOTIVA?________________________________________O envolvimento de indivíduos das classes média e média-alta em atos de delito está cada vez mais comum no Brasil, como têm provado as estatísticas. No entanto, para o coordenador do programa de pós-graduação em Direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), isso não deve ser encarado como motivo de alerta, já que é um grande erro associar determinada classe social como mais ou menos propensa ao crime. “Assim como a pobreza não faz de ninguém criminoso, ser da classe média também não faz de ninguém honesto. É muito mais comum encontrar um delinquente por conta da vontade própria e da necessidade de consumo. Tem gente que ainda acredita na inocente ideia de que bandido é morador de favela”, diz. Segundo o acadêmico, tudo indica que há prevalência de estímulos externos ao meio social, que acabam por favorecer a entrada do jovem de vida estável no crime. Dentre os mais comuns, cita ele, pode-se destacar a necessidade que esses indivíduos têm em ser o “centro das atenções”, uma vez que grande parte da imprensa brasileira transforma criminosos potenciais em celebridades marcantes e até invejadas. “A mídia tem o poder de transformar assassinos, traficantes, prostitutas e outros tantos mais em heróis nacionais”, explica. Bom exemplo de tal teoria é o caso do ‘famoso’ Maníaco do Parque. O assassino em série já distribuiu autógrafos pelas ruas do País feito artista de Hollywood. Bruna Surfistinha, ex-garota de programa, após publicar livro que conta sua trajetória “profissional”, passou a ser vista com frequência em programas de entrevista com um falso ar de intelectualidade estampado no rosto. Um chamariz e tanto para muitos jovens, dispostos a seguir os mesmos caminhos que a celebridade do sexo. Outra linha de raciocínio, defendida por profissionais da psicologia, sustenta que essa propensão ao crime seja um “traço de personalidade do indivíduo”, algo a ser discutido muito mais pela genética que por sociólogos. Os opositores de tal teoria se defendem e colocam a responsabilidade sobre os pais. “A família pode agir como dispositivo que aciona ou desarma a ambição criminosa do filho. Em alguns casos, pode até mesmo criá-la, mesmo que o indivíduo não tenha nenhuma propensão ao crime.”

Estudos científicos, o mundo vai acabar em 2012

De acordo com profecias de diversas correntes e estudos científicos, o mundo vai acabar em 2012

LEANDRO DUARTEAGÊNCIA UNIPRESS INTERNACIONAL
Apocalipse, fim dos tempos, Juízo Final. Para muitas pessoas, pura lenda. Mas, após tantos acontecimentos trágicos recentes, será que esses mesmos indivíduos não estão, agora, com uma pulga atrás da orelha? Isso sem falar que os indícios que levam ao fim do mundo não são apenas levantados por correntes místicas e religiosas, mas também pela ciência.
No dia 21 de dezembro de 2012, um acontecimento pode ser o estopim para o desencadeamento de catástrofes que culminariam com a destruição do planeta. Na data, está previsto um raro alinhamento do Sol com o centro da Via-Láctea – algo que acontece uma vez a cada 26 mil anos. Em virtude do fenômeno, vários distúrbios naturais, como furacões, terremotos, dilúvios, pragas – tudo o que a Bíblia prevê no Livro do Apocalipse – determinariam o fim dos tempos.
A verdade é que, hoje em dia, o panorama não é nada animador. Desde 2008, uma série de infortúnios atinge a Terra, como crise mundial, gripe suína, inundações e secas em diversas regiões, além de problemas recorrentes, como guerras, violência nas grandes cidades, aquecimento global, desigualdade social, entre outros.
As apostas para o fim dos tempos em 2012 parecem não ser em vão. Nostradamus, "I Ching", o Calendário Maia, oráculos gregos e romanos, a Bíblia Sagrada, todos apontam para um desfecho em pouco tempo. O assunto tem sido levado tão a sério que um filme sobre o tema, com custo estimado de US$ 200 milhões, está sendo produzido em Hollywood – a estreia está prevista para o dia 13 de novembro deste ano, no Brasil.
A superprodução de ficção científica "2012", que traz no elenco atores como John Cusack e Danny Glover, retrata a luta pela sobrevivência da humanidade por conta de uma grande devastação ocorrida em escala global. A Sony Pictures liberou um teaser do filme com a imagem de um tsunami de proporções colossais, com o seguinte texto: "Como os governos do nosso planeta preparariam seis bilhões de pessoas para o fim do mundo? Não preparariam."
A trama se desenvolve a partir da profecia do Calendário Maia de que, no inverno (hemisfério norte) do ano de 2012 – mais precisamente no dia 21 de dezembro –, o planeta será dizimado. A direção é assinada pelo alemão Roland Emmerich, que tem no currículo outras películas do gênero, como "O Dia Depois de Amanhã" e "Independence Day".
Curioso é que o filme "Eu sou a lenda" (2007), estrelado por Will Smith e que se passa em 2012, conta a história do cientista Robert Neville, que tenta conter o avanço de um vírus mortal que assolou o planeta após uma guerra biológica. Imune à doença, que transforma os humanos em criaturas parecidas com vampiros, o personagem vivido por Smith é, aparentemente, o único humano vivo e saudável no mundo. Caçado pelos seres infectados, Neville sobrevive aos ataques das "criaturas", enquanto busca um antídoto através de experiências com seu próprio sangue.
Princípio das dores?!De acordo com profecias de diversas correntes eDe acordo com o teólogo Raimundo do Nascimento Filho, pós-graduado em Psicologia, psicanalista clínico e psicopedagogo, ainda não é o fim. Segundo ele, Jesus deu o roteiro, não de tristezas apesar das dores, mas de encorajamento aos missionários que viriam após Ele, aos seus discípulos-apóstolos e às agências missionárias para se equiparem com conhecimento e a Palavra de Deus.“Calma, não é o fim! Inicialmente Jesus falou da morte e da ressurreição, era uma profecia dos lábios santos do Mestre especialmente direcionada a Israel, mas Ele falou da perseguição que viria”, explica o teólogo.O especialista lembra que os sinais da vinda de Jesus e sua aproximação seriam de tristeza entre as nações e comoções alarmantes em todo o sistema mundial. “Quando tais coisas começassem a acontecer, os crentes deveriam erguer sua cabeça, pois a consumação de sua salvação estaria bem perto”, comenta.
De acordo com o teólogo, os acontecimentos de hoje são a exposição da perplexidade; ou antes, como está na tradução atualizada, “em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas”. Os sinais físicos descritos neste versículo são usados na profecia do Velho Testamento como símbolos da violenta destruição de sistemas nacionais e grandes impérios (Is 13.10; Ez 32.7). Na passagem “Vindo numa nuvem” (aparecendo novamente da nuvem que O encobriu de seus olhos), quando da ascensão (At 1.9-11), o teólogo explica que Jesus, aqui, parece referir-Se à profecia em Daniel 7.13-14, a qual haveria de ter o seu cumprimento em Sua própria exaltação ao trono de Deus. Sua segunda vinda seria o Seu retorno daquele mundo celestial.
“Quando Jesus diz: ‘Não passará esta geração’; a geração que vivia então. A afirmativa nestes versículos tem referência especial à pergunta feita pelos discípulos em Lc.21:7, que diz: ‘Mestre, quando sucederá isto?’ E é o único lugar na profecia em que Jesus responde diretamente à pergunta. A destruição do templo estava então a só uma geração distante. Registrado no livro de Mateus 24.34”, explica.O teólogo chama a atenção para o alerta que Jesus deu ao homem, de tomar cuidado para não ser encontrado desprevenido no dia de Sua volta, pois será de súbito para toda a raça humana. E também pede ao homem que vigie e ore, para não ser envolvido no julgamento, mas que seja capaz de permanecer diante do Filho do homem quando Ele vier. (34-36)
E Jesus continua a profetizar: “Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores.” (Mateus 24.7,8) De acordo com teólogos, neste trecho Jesus deixa claro que esse é o tempo anterior ao arrebatamento. O tempo em que já se vê o mundo se deteriorando em maldade e miséria; mas isso não chega aos pés do horror que se transformará a Terra. Isso significa revoluções, conflitos bélicos e terrorismo. Só em 2004, aconteceram 42 guerras e conflitos armados no mundo. O Paquistão e a Índia se tornaram potências atômicas.
Tribulação“Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, será salvo. E será pregado este Evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda)...” (Mt 24.9-15)De acordo com teólogos, aqui o arrebatamento já aconteceu. Nesse período é que a aliança de Israel com o anticristo e o último ditador mundial provavelmente será tratada. As leis serão mudadas, a Lei de Deus será completamente ignorada, a Bíblia será rejeitada e a consequência será uma apostasia sem limites.
O fim“...Então, virá o fim.” (Mt 24.14) O termo “o fim” provavelmente significa as últimas e mais fortes dores de parto antes que a nova vida irrompa e Jesus volte.
O abominável da desolação“Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo...” (Mt 24.15) Aqui é descrita a metade dos sete últimos anos e o fator desencadeante dos últimos três anos e meio. O abominável da desolação consistirá do anticristo se assentando no novo templo reconstruído em Jerusalém. (2 Ts 2.3,4)
Depois da Tribulação“Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento e os poderes dos céus serão abalados. Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.” (Mt 24.29-31)
GuerrasDurante o século XX, mais de 80 milhões de pessoas pereceram por conta de conflitos armados. Na Segunda Guerra Mundial, morreram 56 milhões; na Primeira, 20 milhões; na Guerra da Coreia, 2 milhões; na do Vietnã, 1,8 milhão; na de Bangladesh, 1,5 milhão; na da Indochina, 1,2 milhão; e na Guerra de Secessão de Biafra foram 1,1 milhão. EpidemiasAlgumas doenças consideradas erradicadas, como tuberculose, dengue e varíola, reapareceram com força total. A cada ano surgem superbactérias que já não são combatidas por antibióticos poderosos. As epidemias mataram muita gente: peste negra (um terço da população europeia), suor inglês (metade da população de Londres), cólera (30 mil), gripe espanhola (50 milhões).Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
VulcõesEstima-se que existam atualmente 1.500 vulcões ativos no mundo – 550 em terra e o restante nos oceanos. Na Itália, há cinco vulcões “preocupantes”; no Japão, 86.
InundaçõesEm todo o século XIX, três grandes inundações abateram a Terra, gerando o óbito de 938 mil pessoas. No século XX, até agosto de 1996, aconteceram 82 grandes inundações em diversos pontos do planeta. O total de mortes contabiliza aproximadamente 4,72 milhões de pessoas.Fonte: World Almanac.
TerremotosPesquisas apontam cerca de 500 mil tremores, a cada ano, em todo o globo. Estima-se que haja em torno de um milhão de sismos, dos quais 100 mil são percebidos pelas pessoas com seus próprios sentidos e pelo menos mil causam danos. estudos científicos, o mundovai acabar em 2012

Choque térmico


Choque térmico
Por Natália Mazzoni natalia.mazzoni@folhauniversal.com.br Para ter todas as funções em ordem, o corpo humano precisa ter, em média, 37ºC. Quando a temperatura está abaixo do normal, a chamada hipotermia, pode ocorrer problemas que comprometem o funcionamento do organismo. Mas o frio nem sempre é o vilão. Se aplicadas de forma correta, baixas temperaturas podem ser usadas a favor da saúde. É por isso que cientistas e médicos se dedicam cada vez mais à hipotermia terapêutica, que tem sido usada, com ótimos resultados, em procedimentos cirúrgicos e tratamentos. A técnica mais conhecida, e muito usada por atletas, é a aplicação de bolsas com gelo ou gel congelado ou até imersão em piscina com gelo para tratar lesões esportivas. "Os benefícios do uso adequado do gelo são a diminuição da fadiga muscular, recuperação de processos inflamatórios e recuperação de atletas após o treino", diz o especialista em fisioterapia esportiva, David Homsi. Mas a hipotermia vai além das lesões musculares. A aposentada Maria de Nazareth Diz Meireles de Assis, que luta contra um câncer desde 2006, sabe bem disso e sentiu na pele as vantagens de se tratar com temperaturas abaixo de zero. Ela é um dos dez pacientes de quimioterapia do Instituto Paulista de Cancerologia (IPC) que começaram a usar uma touca com gel congelado a uma temperatura de 25°C negativos para combater a queda de cabelo, um dos efeitos colaterais do tratamento contra o câncer. Segundo dados do instituto, as pessoas que se submeteram à nova técnica, conhecida como hipotermia local, perderam apenas 20% dos cabelos durante o tratamento, enquanto o comum é um paciente de quimioterapia perder 70% dos fios. O médico responsável pelo projeto, e diretor do IPC, Hézio Jadir Fernandes Junior explica que a touca produz um processo de contração dos vasos sanguíneos. "A baixa temperatura provoca essa vasoconstrição e diminui o fluxo sanguíneo. Dessa maneira, a droga quimioterápica causadora da queda do pelo não chega até o folículo piloso (base do cabelo), o que evita que o fio caia”, diz. Maria passa por ciclos de quimioterapia a cada 20 dias, que duram 4 dias seguidos. Neste ano, a touca usada por ela em todas as sessões – colocada 15 minutos antes do início do tratamento e trocada a cada 45 minutos – veio para ajudar em um dos sintomas que mais incomodavam a aposentada. "Nunca me acostumei a usar perucas. Sempre me virei usando lenços ou boinas. Desta vez, meu cabelo não caiu quase nada. É o primeiro inverno que não sinto frio na cabeça", comenta. Especialistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) também usam a hipotermia local, em casos de cirurgias de aneurisma cerebral. Durante a operação, a temperatura no local da cirurgia é diminuída em até 30°C, com a aplicação de uma espécie de soro fisiológico gelado que é feita na região da cabeça que está exposta. Dessa maneira, é reduzida a produção de substâncias excitantes que são formadas quando o cérebro sofre uma lesão, e podem levar o paciente à morte. "Com a hipotermia local, o paciente tem muito mais chances de sobreviver. Desde que começamos com esse procedimento, não tivemos nenhum óbito", diz o neurocirurgião Mirto Prandini, professor e diretor do Laboratório de Técnicas Neurocirúrgicas da Unifesp.

Pulmões sob ataque


Camille Rodrigues da Silva - PULMÕES SOB ATAQUE
Por Andrea Miramontes andrea.miramontes@folhauniversal.com.br Desde que o frio tomou conta de boa parte do País, o consultório da pneumologista Camille Rodrigues da Silva, de 37 anos, está abarrotado de pacientes vítimas de problemas respiratórios. E não é à toa, pois, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), dois em cada dez brasileiros são afetados por alguma doença respiratória crônica e, no frio, a situação piora. Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) revelou ainda que, com as mudanças bruscas de temperatura, todos os dias, morrem, em média, 75 idosos com mais de 65 anos em São Paulo. Há 10 anos, a professora e mestre pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) também atua no PrevFumo – Grupo de Prevenção e Tratamento de Tabagismo da Unifesp. Camille fala sobre mitos e verdades que envolvem as doenças respiratórias e a relação delas com o cigarro e o frio. 1 – Uma pesquisa da USP apontou que, devido à poluição, a média de vida do paulistano não fumante já é menor em 1 ano e meio do que a população do resto do País. O cigarro agrava essa situação? Em São Paulo, ficamos muito expostos à qualidade do ar ruim. Isso facilita a agressão pulmonar e o desenvolvimento de doenças. O cigarro piora tudo, inclusive o avanço da idade. Após os 35 anos, as pessoas começam a envelhecer e a perder gradualmente a capacidade do pulmão, mas quando são somadas a perda funcional da idade com a agressão do cigarro, o ataque ao órgão acelera. Em uma cidade com poluição e cigarro, o quadro se agrava ainda mais. 2 – Que mal faz a poluição ao organismo e o que ela pode causar a longo prazo? Trata-se de mais um agressor para as vias respiratórias, que facilita a manifestação de doenças e a penetração de vírus. Mas ninguém vai desenvolver um câncer por estar em contato com o ar ambiente, só se já tem propensão. Há uma exceção também para pessoas que têm exposição diária, no domicílio, à queima de carvão, como na China, onde usam para o fogão. Aqui no Brasil, há alguns casos de pessoas que cozinham com o auxílio do carvão, mas isso não ultrapassa 5% da população. 3 – Agora no inverno, como o organismo reage ao frio e como amenizar os problemas da estação? O frio intenso resseca as vias aéreas, promove uma agressão e isso mobiliza o sistema imunológico. Essa agressão das vias respiratórias provoca gripes ou dispara a asma e outras doenças crônicas em quem já tem a tendência. Se a pessoa fuma, o quadro piora, pois fumantes têm mais gripe do que não fumantes. Colocar uma bacia com água no quarto já ajuda bastante em dias muito secos. 4 – E qual o perigo da mudança brusca de temperaturas? Para o sistema respiratório, a temperatura ideal está acima dos 22°C ou 23°C graus. Quando esfria bruscamente, isso agride as vias aéreas e pode desencadear doenças como asma, rinite, enfisema e pneumonia. Nessa época do ano, os consultórios de pneumologistas ficam lotados, fica difícil até arrumar um horário. 5 – Crenças populares dizem que andar descalço e sair com o cabelo molhado causam gripe. O que há de verdade nisso?As pessoas têm que se agasalhar e se proteger do frio, mas alguns dizeres são mitos, como este de lavar a cabeça e ficar com o cabelo molhado. Se a pessoa não molhou a roupa e não vai ficar com a roupa úmida, não tem nada de mais. Andar descalço, se a pessoa não está sentindo frio, também não tem problema. Agora, algumas receitas da vovó ajudam mesmo a aquecer o corpo, como chás, que também hidratam as vias respiratórias, ou mel, que traz uma sensação de bem-estar. Já o limão, que muita gente acredita ser benéfico, não há nenhuma comprovação científica que faça bem ao sistema respiratório. 6 – Uma gripe mal curada pode virar uma pneumonia e matar? Não diria ser possível em qualquer idade. Pode até acontecer, mas em crianças e idosos. Uma gripe pode promover uma lesão nas vias aéreas e facilitar a penetração de bactérias que estão no ar e não entrariam se o corpo estivesse forte. Nos idosos, pode começar com um quadro gripal e a gripe facilita a entrada da bactéria causando pneumonia. O idoso não morre da pneumonia, mas com a doença, que acaba debilitando todo o organismo. 7 – E a vacina da gripe? Tem muita gente que diz que ficou gripada depois que a tomou. Isso é possível? A vacinação contra gripe previne a doença e é recomendada a todos os meus pacientes, principalmente os que têm mais de 60 anos. As pessoas que efetivamente têm a reação são minoria. Vale a pena tomar. 8 – E quanto aos fumantes, qual o perfil de quem decide parar? Somos procurados por pacientes com mais de 40 anos, na maioria mulheres. Elas têm mais dificuldades de parar de fumar do que os homens. Aos 40, a pessoa inicia a reflexão da importância de parar ou mesmo já começou a sentir os efeitos do tabaco, com alguma doença detectada. 9 – Qual o índice de sucesso de quem para de fumar? Conseguimos fazer com que 50% dos pacientes que nos procuram parem efetivamente. Sabemos que, após 1 ano, esse índice cai até 20%, mas ainda é um bom resultado. A literatura médica mostra que menos de 40% das pessoas que tentam sozinhas conseguem parar. 10 – Quando aparecem os malefícios do cigarro e em quanto tempo é possível ver os benefícios em quem para de fumar? Os problemas começam a aparecer depois de 30 anos fumando, levando em conta a média de fumante que consome um maço por dia. Em duas semanas, o ex-fumante já percebe a melhora na disposição para atividades físicas. O sistema imunológico de quem parou de fumar também melhora, o que o fará suportar melhor uma gripe causada pelo ao frio.

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