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Quase impossível

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Quase impossível

Sempre fui considerado por mim mesmo um filho órfão. Apesar de morar com meus pais, era como se eu não existisse para eles. Viviam sempre ocupados com tudo e todos, menos comigo. Com isso, cresci em meio a tamanho ódio deles. Não suportava sequer dirigir a palavra a eles, chegando à conclusão de que não precisava deles. Aos poucos este sentimento foi se transformando em um ódio mortal. Tornou-se para mim um desafio: matar meu pais, porém, a dúvida era como e quando… Já adolescente, conheci novas amizades, entre elas, jovens envolvidos com satanismo. Achei aquilo o máximo e decidi ir mais a fundo. Eles assumiam ser anticristo, vestiam-se de toda simbologia, possuíam estilos musicais próprios, usavam drogas, se prostituíam e, claro, tinham muita, mas muita influência. Logo, me aprofundei na aventura, estudando tudo sobre esse “estilo de ser”, até que, não demorando muito, fiz meu pacto de sangue com satanás. E em meio aos rituais que aprendia no dia a dia e praticava, meu…

Surgiu um desejo diferente dentro de mim, um desejo por pessoas do mesmo sexo.

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Aos 14 anos de idade comecei a trabalhar na  empresa em que meu pai trabalhava e, a partir  daí, comecei a conhecer um outro mundo, logo  surgiu um desejo diferente dentro de mim, um  desejo por pessoas do mesmo sexo. A cada dia  que passava, e também por influência de amizades,  esse desejo só aumentava. Depois de certo tempo, minha família mudou-se  para zona leste de São Paulo. Nesta época,  meus pais começaram a desconfiar, porém eu  mentia dizendo que estaria em um lugar, estando  em outro, essa situação ficou tão crítica que meus  pais não acreditavam mais em mim. Para ir às  baladas e festas, chegava a roubar dinheiro e  cartão de crédito dos meus pais, a fim de  sustentar meus luxos. Num certo dia, minha mãe  chegou no meu quarto, trancou a porta e perguntou  se eu era homossexual, respondi com certo tom  de ironia dizendo que sim. Ali vi que feri muito a minha mãe, ela ficou um  tempo sem falar comigo, e por mais que eu tentasse  convencer a mim mesmo de que aquilo era normal,  dentro de mim eu so…