quarta-feira, 21 de junho de 2017

Conheça a origem das festas juninas

Conheça a origem das festas juninas
Deixe a sua opinião


publicado em 20/06/2017 às 00:15.

Da Redação / Imagens: Wikimedia, Shutterstock, Thinkstock


Tags: festas juninas



 


As populares festas juninas envolvem diferentes formas de celebração, de acordo com o país. No Brasil, é voltada para os personagens bíblicosPedro e João Batista, tidos como santos, assim como o canonizado frade português Antônio de Lisboa, que viveu na virada dos séculos 12 e 13. Aqui, as festas não seguem exatamente os dias voltados para eles nos calendários, mas abrangem os meses de junho e julho. Porém, a devoção aos santos perdeu campo, e a temática rural é o maior foco, com vestimentas e comidas típicas do interior.

A origem das festas estaria nas celebrações pagãs do solstício de verão – quando a incidência solar medida a partir da linha do Equador é a maior do ano (ou seja, a luz do dia) –, simbolicamente o início “oficial” do verão no que concerne à mudança climática e, portanto, o início da época de plantio (dias mais quentes e mais longos, em uma época dependente da luz natural para quase toda prática ao ar livre). Como o solstício coincide com as datas voltadas aos santos, o sincretismo religioso se apoderou da festa com o pretexto de celebrá-los, na Idade Média.

A palavra "junina" remete à deusa pagã Juno, que a Igreja Católica adaptou para “joanina”, relativa a João. Hoje, voltou à baila “junina”, por muitos a usarem relativa ao mês de junho.

Por muitos cristãos, as festas são vistas como idólatras, enquanto outros consideram que não se desligaram da origem pagã, sobretudo pelas crendices que remetem à feitiçaria, como as chamadas simpatias.

Não só as festas dos dias de santos estão no contexto junino. No Brasil, 12 de junho, o Dia dos Namorados, foi instituído na véspera do dia de Santo Antônio, tido pelos seus adeptos com o “santo casamenteiro” – assim como os namorados do Hemisfério Norte a atrelaram ao dia de São Valentim (o Valentine's Day), 14 de fevereiro. Só que nem para a Igreja Católica Valentim é um santo oficial, pois não há dados suficientes para comprovar se a sua história foi real – a de um bispo que realizava casamentos secretamente em uma época em que eram proibidos pelo imperador romano Cláudio II, no século 3. Muitas são as simpatias para conseguir um cônjuge nessas datas. Dessa forma, é compreensível que muitos não separem as festas juninas do paganismo.

 



Fogo e danças

Ligadas ou não ao catolicismo sincrético, as fogueiras que os pagãos acendiam para a festa do solstício permaneceram em várias culturas, ainda que hoje não tenham mais tanto sentido católico ou pagão para muitos. As imensas fogueiras da festa de Midsummer (médio-verão) são bastante presentes (principalmente em margens de rios, lagos ou praias oceânicas) no Norte da Europa, em países como Suécia, Noruega, Lituânia, Letônia, Finlândia, Estônia e Dinamarca, assim como outras nações europeias, como Reino Unido, Irlanda, Galícia, Espanha, França, Itália, Malta, Portugal, Polônia, Rússia e Ucrânia. A colonização anglo-saxã levou o costume para países como Estados Unidos, Canadá (onde os festejos se misturam à data máxima da província francófona do Québec, em 24 de junho) e Austrália.

No solstício de inverno, as pessoas faziam um percurso em grupo, em filas, portando tochas, com as quais acendiam a fogueira – de onde teria vindo o costume das procissões com velas acesas. Para eles, o fogo afugentava os maus espíritos. Daí também teriam vindo as lanternas coloridas de papel.

A Igreja Católica medieval tentou se apoderar das fogueiras usando-as como um símbolo pseudocristão. Criaram a tradição com base em uma lenda em que Isabel, prima de Maria, mandou acender uma fogueira no alto de uma montanha para avisar a mãe de Jesus que engravidara (de João Batista).

Quando os colonizadores portugueses trouxeram os festejos juninos para cá, incluíram a tradição dos fogos de artifício (para “acordar” João Batista) e os balões (que levavam pedidos ao céu). No Brasil, a prática de soltar balões é oficialmente proibida, pelos sérios riscos de incêndio.

 


As danças, por sua vez, têm origem tanto nas coreografias pagãs para adorar falsos deuses quanto na dança de salão francesa quadrille (de onde vem o seu equivalente em português, quadrilha), uma evolução da antiga contradança – que, por sua vez, deriva de danças inglesas de camponeses (mais uma vez a ligação com a lavoura). Como hábitos franceses eram um grande interesse dos portugueses e foram amplamente difundidos na corte brasileira a partir da vinda de Dom João VI, a quadrilha se popularizou por aqui, fundindo-se a danças e ritmos brasileiros – na Bahia, ganhou até o espantoso apelido de “Baile Sifilítico”, pela participação de prostitutas.

A famosa “dança do mastro”, realizada em vários países e com uma variante bem popular na Suécia, tem, para alguns estudiosos, uma conotação fálica (comum a rituais de fertilidade do paganismo), com os dançarinos dando voltas ao redor do objeto.

A comida era distribuída em grande quantidade de propósito, para inspirar a fartura desejada nas lavouras, e muitos estudiosos defendem que parte dela era consagrada às falsas divindades – como ainda hoje é feito por adeptos do ocultismo.

Mesmo que hoje as festas não tenham uma ligação tão explícita com a religião, cabe a cada um pensar sobre o costume.

E você, o que acha das festas juninas? Costuma participar? Deixe a sua opinião nos comentários.



segunda-feira, 19 de junho de 2017

Força Jovem realiza ação de limpeza e preservação em praia de Curaçao


Força Jovem realiza ação de limpeza e preservação em praia de Curaçao
Atividade socioeducativa conscientiza a população sobre a importância de cuidar e respeitar o meio ambiente


publicado em 19/06/2017 às 00:15.

Por Michele Roza / Fotos: Cedidas


Tags: Força Jovem Universal Curaçao meio ambiente



Curaçao é um país insular (constituinte do Reino dos Países Baixos), localizado na região do Caribe, a aproximadamente 65 quilômetros da costa da Venezuela. A ilha é um dos destinos mais procurados do mundo para aqueles que apreciam belas paisagens litorâneas e águas límpidas.

Devido ao alto índice de turismo na região e pensando na preservação da natureza local, o grupo Força Jovem Universal de Curaçao realizou recentemente uma campanha de conscientização na praia de Maripampum, em Willemstad, capital e cidade mais populosa do país – considerada Patrimônio Mundial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Respeitar e cuidar do meio ambiente

Cerca de 15 jovens voluntários do projeto Comunidade da FJU reuniram-se com o objetivo de ajudar na limpeza e manutenção da praia. Foi a primeira vez que o grupo realizou essa ação recolhendo lixos como garrafas pet, latinhas, isopor, chinelos perdidos e outros materiais descartados nas areias e encostas da praia de Maripampum.

Com ações como essa, o grupo de jovens voluntários conscientizam a população em geral sobre a importância de preservar o meio ambiente e ainda mostram à juventude como devem respeitar e cuidar do lugar onde vivem.

Os jovens foram acompanhados pela líder do grupo em Willemstad, a obreira Sandra Guerra, de 40 anos. Segundo ela, poder colaborar com a limpeza e preservação do meio ambiente significa ajudar diretamente as pessoas, pois, ao manter as praias limpas valoriza-se o país onde vive e contribui-se com o bem-estar de todos.

“Esse tipo de ação é muito importante, já que está sendo realizada uma atividade socioeducativa para os jovens envolvidos e, além disso, é uma grande oportunidade de conscientização e bem-estar para toda a população local”, disse Sandra.

Quer conhecer mais sobre o trabalho do grupo Força Jovem Universal no Brasil e em outros países?Clique aqui e acompanhe as ações que têm sido realizadas em diversos locais. Você também pode fazer parte do grupo. Encontre uma Universal mais próxima de sua casa e informe-se com o responsáv
el.

domingo, 18 de junho de 2017

A primeira sede mundial da Universal

A primeira sede mundial da Universal
Catedral Mundial da Fé, no Rio de Janeiro, inaugurada em 15 de agosto de 1999


publicado em 18/06/2017 às 00:15.

Por Ivonete Soares (*) / Fotos: Arquivos Universal


Tags: Inauguração catedral mundial da fé Universal 40 anos




O Templo da Glória do Novo Israel, mais conhecido como a Catedral Mundial da Fé, ou, simplesmente, Templo Maior (localizado na zona norte da cidade do Rio de Janeiro), era – até a inauguração do Templo de Salomão, na capital paulista – a sede mundial da Universal, inaugurada em 15 de agosto de 1999.

O terreno que abriga o megatemplo foi arrematado pela Igreja em um leilão, em outubro de 1993, quando começou a luta para a construção, de 45 mil metros quadrados – um total de 72 mil contando com as construções externas.

Em 5 de julho de 1997, foi lançada a Pedra Fundamental da igreja, em uma reunião especial realizada pelo líder e fundador da Universal, bispo Edir Macedo, com a presença de 50 mil pessoas.

Veja como foi esse momento no vídeo abaixo:



Dois meses depois, em setembro, começaram as obras, até a tão esperada inauguração, em 1999, em uma manhã de domingo que marcou a história da Igreja e do estado.

Quinze mil pessoas compareceram ao culto inaugural, realizado pelo bispo Macedo, que fez questão de ressaltar que construir o templo só foi possível por conta do esforço coletivo:

“Graças às ofertas e aos dízimos do povo é que o Templo Maior se tornou realidade. Tudo veio dos nossos sacrifícios. Tudo o que conquistamos foi fruto do sacrifício e do suor do povo, de obreiros, pastores e bispos. Por essa razão, o esforço do Seu povo, demonstrado na prática da fé, glorifica a Deus”, falou o bispo, naquela manhã.

Bairro revitalizado

Localizado no bairro de Del Castilho, na Avenida Dom Hélder Câmara (antiga avenida Suburbana), 4.242, o maior templo da Universal ganhou destaque nos principais jornais cariocas e no mundo todo por conta do seu ousado projeto arquitetônico.


Com a chegada dessa suntuosa construção, tudo mudou pelo bairro: antes escuro e perigoso, ganhou nova iluminação, atraindo muitos comerciantes para lá, sem contar que os imóveis foram valorizados e as linhas de ônibus, por exemplo, ampliadas.

Já são quase 16 anos desde a inauguração, e o mais importante não é a mudança urbanística, mas os incontáveis milagres que aconteceram e têm acontecido em diversos aspectos na vida das pessoas que passam pela Catedral Mundial da Fé, que atualmente é a sede estadual da Universal no Rio de Janeiro e está aberta diariamente para todas as pessoas que desejam conhecer o Deus vivo. O atual responsável pelo trabalho evangelístico no estado é o bispo Jadson Santos.

O cenáculo principal tem capacidade para 12 mil pessoas sentadas, sendo 11 mil na nave principal e mil na auxiliar. O local conta com um amplo estacionamento, de quatro pavimentos, praça de alimentação, salas para exposições, cursos e seminários, entre outras acomodações e espaços, além do Centro Cultural Jerusalém (CCJ), que abriga a exposição permanente da 2ª maquete de Jerusalém da época do segundo Templo construída no mundo. As reuniões na Catedral Mundial da Fé acontecem diariamente e em diversos horários.

NAMORO, NOIVADO E CASAMENTO


NAMORO, NOIVADO E CASAMENTO:RESPEITAR ESSAS ETAPAS É FUNDAMENTAL PARA O SUCESSO DO RELACIONAMENTO OU 'A ORDEM DOS FATORES NÃO ALTERA O PRODUTO'?Segundo os historiadores, o Dia dos Namorados surgiu, inicialmente, da comemoração aos deuses Juno e Lupercus, conhecidos como os protetores dos casais. No dia 15 de fevereiro, uma grande festa era realizada para agradecer a fertilidade da terra. Durante a comemoração, os rapazes costumavam colocar nomes de moças em papeizinhos para serem sorteados. O papel retirado, acreditava-se, corresponderia ao nome da futura esposa. Nos Estados Unidos, como muitos casais eram impedidos pela família de se casar, um padre de nome Valentino passou a realizar matrimônios às escondidas, para que eles não ficassem sem receber as bênçãos de Deus depois que fugissem para viver sozinhos. Posteriormente, o dia 14 de fevereiro passou a ser considerado o dia de São Valentin (Valentine’s Day), em homenagem ao padre. Até hoje a data é comemorada nos Estados Unidos e na Europa como “o Dia dos Namorados”. Já no Brasil, a divulgação da data partiu da iniciativa do empresário João Dória, que havia tomado contato com a comemoração no exterior. Representantes do comércio acharam uma ótima ideia promover um “dia dos namorados” no Brasil, a fim de impulsionar as vendas. Para isso, escolheu-se o dia 12 de junho, já que a data antecede o do dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro. Mas esse não foi o único motivo para a escolha. Como o dia 12 ainda marca o início do mês e fica próximo da data em que a maioria dos brasileiros recebe o salário, os empresários viram nessa combinação um dia perfeito para faturar alto. Apesar de o IBGE estimar que, atualmente, existam quase 53 milhões de pessoas solteiras com mais de 18 anos no País - número equivalente a 30% da população total brasileira -, a iniciativa de João Dória continua a surtir efeito comercial desde que entrou em vigor. Este ano, no entanto, os empresários brasileiros estão divididos com relação ao Dia dos Namorados: 30% acreditam que o faturamento irá aumentar, em relação ao resultado obtido na mesma data do ano passado; 28% apostam em queda e 42%, a maioria, na estabilidade dos faturamentos.

A nossa luta é espiritual


A nossa luta é espiritual
Há desafios que só podem ser vencidos por meio dos “olhos da fé”


publicado em 23/03/2016 às 00:03.


Por Daniel Cruz / Foto: Javier Morales (CC)/Flickr


Tags: reflexão




Deus não se manifesta na vida de todas as pessoas; Ele apenas se manifesta na vida daqueles que O buscam usando a fé.


Deus só age na vida de uma pessoa quando ela permite e deseja genuinamente ser guiada por Ele. Porém, é da vontade dEle que façamos isso. Como o Senhor mesmo disse em Sua Palavra:


“Clama a Mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.”Jeremias 33.3


Infelizmente, nos dias atuais, as pessoas estão cada vez mais se distanciando dos ensinamentos de Deus. E, por causa disso, a humanidade vive tempos de miséria, doenças e guerras. Há até mesmo os que questionam a existência do Altíssimo. Mas, como o Senhor Jesus observou: “... bem-aventurados os que não viram e creram.” João 20.27


Os olhos da fé


Assim, só crê aquele que usa os “olhos da fé”. Aquele que compreende a essência de Deus e confia nEle.


Quem tem o Espírito Santo dentro de si, tem uma visão espiritual sobre a vida. Essa pessoa não aborda as situações do dia a dia com a mesma ótica dos olhos físicos. Ela sabe identificar os ataques do mal contra a sua vida e, por isso, se mantém alerta espiritualmente. Os seus pensamentos estão conectados com o Senhor Jesus, mantendo a sua mente distante do pecado e dos apelos do mal.


Talvez você tenha enfrentado muitos problemas usando a força do seu braço, sem confiar em Deus. Porém, é preciso compreender que há desafios que só vencemos com os olhos espirituais.


Como o apóstolo Paulo escreveu: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” Efésios 6.12


Talvez você esteja enfrentando problemas que aparentemente não têm solução. Então, procure pela resposta em Deus. Participe de um encontro ainda hoje em uma Universal mais próxima de sua casa (veja o endereço aqui). Você também pode conversar com bispos e pastores da Universal por meio do Pastor Online.

sábado, 17 de junho de 2017

Não seja escravo das lembranças



Não seja escravo das lembranças
Leia a mensagem de hoje do livro “O Pão Nosso para 365 dias”


publicado em 02/05/2016 às 00:15.

Da Redação (*) / Foto: Fotolia









“Jamais digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Pois não é sábio perguntar assim. ” Eclesiastes 7.10

Olhe para frente. De uma vez por todas: olhe para frente! Enquanto você se prende ao passado, o relógio corre. Corre, pois o tempo é implacável. A oportunidade de fazer algo novo se escoa entre seus dedos. Não vai mudar o passado. Não vai trazer de volta o que não existe mais. É burrice julgar o passado melhor que o presente. Sábio é plantar hoje o que é bom, para colher no futuro o que é melhor ainda.

Existem duas maneiras de olhar para o passado. A primeira é relembrar, se torturando com fato de ele não existir mais, se torturando com as coisas boas ou ruins que aconteceram. Isso o faz escravo das lembranças, escravo de suas emoções. Emoções que foram responsáveis pelos fracassos do passado. Ou pela situação lastimável em que você ficou depois. Imobilizado em um tempo que não existe. A segunda maneira é absorver lições do que passou e trazê-las para o presente, como aprendizado. Se algo foi bom, amém. Guarde as lições daquilo e siga em frente. Viverá algo ainda melhor. Se foi ruim, já aconteceu – e já acabou. Resolva dentro de você, perdoe, esqueça. Feche a porta. Vire a página.

Quando pensa no passado, sua mente se transporta para o passado. Como dar um passo se o seu corpo está em um lugar e sua mente, em outro? A fé olha para frente. Quando Moisés morreu, Deus foi direto: “Moisés, Meu servo, é morto; dispõe-te, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que Eu dou aos filhos de Israel” Josué 1.2. Moisés morreu. O passa­do passou. Dispõe-te, agora, porque ainda há muito a ser feito.

Ajuda para encarar a maternidade

Ajuda para encarar a maternidade
Projeto T-amar, da Universal, oferece orientação e apoio para mães que buscam preparo emocional e espiritual para educar os filhos
publicado em 06/03/2016 às 00:05.

Rê Campbell / Fotos: Demetrio Koch


 

Educar a filha Déborah Louise, de 9 anos, sempre foi um desafio para Christiane Dantas, de 35 anos. (foto ao lado) Desde muito pequena, a menina esbanjava energia e apresentava um “temperamento difícil.” Na tentativa de controlá-la, Christiane recorria a castigos, críticas e repreensão.

O autoritarismo era a base do relacionamento entre as duas. “Ela sempre foi hiperativa e eu tinha dificuldade. As pessoas cobravam certas atitudes dela e me cobravam também. Eu jogava todas as broncas em cima dela”, relembra. A tática, entretanto, não funcionava. “Ela não mudava e eu ficava frustrada”, afirma.

Há alguns meses, Christiane passou a coordenar reuniões de mães em atividades promovidas pelo projeto T-amar, em Teresina (PI). “Aprendi a respeitar as diferenças, sem deixar de educar e cobrar. Antes, eu era intransigente, colocava meu ponto de vista e ponto final. Agora, aprendi a dialogar e ouvir”, destaca.

Déborah se aproximou mais da mãe e ficou mais atenta aos seus conselhos. Christiane também mudou. “Procuro ter mais paciência, elogio seus acertos e trabalho seus pontos fracos. Aprendi a não cortar as asas, mas orientar o voo”, diz.

O que é o T-amar?

 

Ser mãe é mesmo uma tarefa desafiadora. E foi pensando nas dúvidas e dilemas enfrentados pelas mães que o T-amar foi criado em 2012. A coordenadora nacional do projeto, Edineia Dutra, (foto ao lado) explica que a iniciativa reúne mulheres de todas as idades com algo em comum: buscar preparo emocional e espiritual na criação dos filhos. “Nosso objetivo é carinhosamente acolher, apoiar e orientar as mães. Trabalhamos para que aprendam a vencer seus desafios pessoais e familiares.”

Atualmente, o projeto atende milhares de mães em todo o País e conta com o apoio de 1.150 voluntárias. Elas participam de encontros mensais, trocam experiências, recebem orientações e aprendem a aplicar os conselhos por meio de tarefas práticas. As atividades ocorrem em diversas unidades da Universal. Há mulheres que nunca receberam apoio do pai de seus filhos, viúvas, divorciadas e também mulheres que dividem a responsabilidade de educar com os pais.

No processo, Edineia acrescenta que as mães descobrem que autoridade é diferente de autoritarismo e que o bom uso da palavra provoca resultados surpreendentes. “Elas também percebem que um gesto de carinho pode expressar mais do que mil palavras”, conta.

Sem controle

Muitas mães chegam ao T-amar ao perceber que perderam o controle parcial ou total sobre os filhos. Em muitos casos, a autoridade delas é ignorada. Essa era a sensação de Sheila Feijó, de 48 anos, que participou pela primeira vez de uma reunião do T-amar em Viamão (RS). “Tenho dificuldades com meu filho mais velho, ele se envolveu com drogas. Fazia tempo que não conversávamos sem discutir. Atendendo a uma tarefa sugerida na reunião, decidi fazer um café da manhã para ele e escrevi um cartão dizendo que o amava e que ele podia contar comigo. Ele está mais carinhoso e pediu perdão”, diz.

Sheila afirma que o projeto também está fazendo bem para a relação dela com os outros filhos – uma jovem de 20 anos e um rapaz de 26 anos – e com o neto, de 11 anos. “Me renovo a cada encontro e aprendo a ser uma mãe melhor”, ressalta.

Equilíbrio

Lígia Maria dos Santos, de 32 anos, começou a frequentar as reuniões do T-amar em meados de 2015, em Del Castilho (RJ). Na época, ela enfrentava o fim de um casamento de oito anos, a morte da mãe, a depressão do pai e a demissão no trabalho. Os problemas se refletiam na relação dela com a filha Laura, de 7 anos. “Tudo isso mexeu com o psicológico e a fala da Laura. Deixei de brincar com ela, de sorrir.”

As duas já passavam por tratamento médico, mas a recuperação ainda não era completa. “A equipe do T-amar é muito unida e me deu carinho e atenção. Reaprendi que preciso ter momentos para sentar e brincar com a minha filha”, destaca. Laura conseguiu superar os problemas na fala e melhorou o desempenho escolar. “Aprendi que posso crescer como mulher e mãe.”

 


Já Isonete da Silva, de 34 anos, (foto ao lado)começou a participar das reuniões do T-amar em São Paulo (SP) porque se sentia sobrecarregada. Ela cuida sozinha do filho Davi, de 3 anos. “Eu era agressiva, batia e ele respondia com agressividade, ficava chateado. Hoje eu procuro conversar, explico as coisas. Ele está mais calmo, mais obediente”, conclui.

Como participar

Os encontros acontecem todo segundo domingo do mês nas principais capitais do Brasil.

Em São Paulo, capital, eles são realizados no 10º andar do Templo de Salomão, às 15 horas, na Av. Celso Garcia, 605 – Brás.

E também, na Av. João Dias 1.800 – Santo Amaro, 3º andar, sala do TF Teen.Confira outros endereços mais próximos de você: Site:projetotamar.org. Facebook Tel. (11) 3573-3505.