terça-feira, 28 de julho de 2009

PEDOFILIA X ABORTO


PEDOFILIA X ABORTO:O QUE VOCÊ ACHA MAIS AGRESSIVO A UM SER INDEFESO? O cardeal espanhol Antônio Cañizares casou polêmica ao afirmar, durante entrevista na TV3, canal de televisão da Catalunha, que a prática do aborto é ainda mais cruel que a da pedofilia. A declaração sucedeu às acusações de abuso sexual envolvendo as instituições irlandesas administradas pela Igreja Católica. A opinião de Cañizares causou revolta ao governo espanhol, que recentemente aprovou um projeto de legalização do aborto que dará liberdade às mulheres de interromper a gravidez até a 14ª semana de gestação. A Igreja Católica, no entanto, se declarou contra a decisão do governo de José Luis Rodriguez Zapatero, da mesma forma que desaprovou, há alguns anos, a autorização de casamento entre homossexuais. Para o cardeal, “não se pode comparar o que pode ter acontecido em alguns colégios com os milhões de vidas destruídas pelo aborto”. A ministra de Saúde e de Política Social do governo de Zapatero, Trinidad Jiménez, contestou a opinião de Cañizares. Segunda ela, “É muito grave e irresponsável relacionar abusos sexuais contra menores com o aborto”. A ministra defende também que aborto e crime de pedofilia são assuntos completamente diferentes. “Os abusos sexuais normalmente são cometidos em menores contra sua vontade e afetam de maneira terrível sua vida”, completou. Segundo artigo publicado pelo jornal espanhol El Pais, tanto a ministra Jiménez quanto o representante católico precisam tratar com mais cuidado suas opiniões, uma vez que atribuir pesos diferentes aos dois crimes pode incentivar a prática daquele que, supostamente, for considerado o mais “ameno”.

MUNDO CÃO NOS PORTOS BRASILEIROS.

'MUNDO CÃO' NOS PORTOS BRASILEIROS:AS AUTORIDADES FECHAM OS OLHOS PARA O PROBLEMA OU O COMBATEM DE FORMA INEFICAZ? O porto de Santos foi inaugurado em 2 de fevereiro de 1892, quando a então Companhia Docas de Santos (CDS) entregou à navegação mundial os primeiros 260 metros de cais, numa área hoje denominada Valongo. A partir daí, a cidade experimentou um rápido crescimento populacional e tecnológico, o que lhe conferiu importância reconhecida internacionalmente. Hoje em dia, o Porto de Santos movimenta, por ano, cerca de 90 milhões de toneladas de cargas diversas, número inimaginável em 1892, quando operou meras 125 mil toneladas. Com 12 quilômetros de cais, entre as duas margens do estuário de Santos, o porto entrou em nova fase de exploração, consequência da Lei 8.630/93, que prevê arrendamento de áreas e instalações à iniciativa privada, mediante licitações públicas. Desta forma, o porto santista se consagrou como o maior e mais importante de toda a América Latina. Mas se por um lado o porto santista é motivo de orgulho para muitos, por outro revela um triste cenário de abandono e degradação social. A área, hoje, é mundialmente conhecida pela proliferação do crime organizado. Se analisados os principais portos do planeta, se verificará que é no de Santos onde o roubo de cargas, por exemplo, é mais fácil de ser praticado. Nos últimos anos, o tráfico de drogas, contrabando e prostituição ganharam força e se instalaram solidamente. De acordo com os estivadores e a Polícia Federal, ali são roubados e desviados grande número de contêineres com armas, computadores, aparelhos de som e objetos diversos. A maioria dos roubos nem chega a ser registrada. “Esses crimes são praticados pelos chamados piratas, ladrões audaciosos e aventureiros que atacam navios, retiram a carga valiosa e somem misteriosamente a bordo de barcos modernos e velozes”, explica um agente da PF. Os estivadores confirmam a situação de perigo e abandono vivida no porto. Para eles, “o porto tornou-se terra de ninguém. Se quiser, qualquer pessoa pode entrar ou sair do cais, de armazéns e terminais ou ainda invadir navios sem ser barrado ou revistado”. A razão principal apontada pelos próprios trabalhadores para a facilidade dos roubos e demais crimes é o fato de a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), empresa que administra o porto, ter diminuído o contingente de guardas para garantir a fiscalização. “Eles já chegaram a um total superior a 700. Hoje, são bem menos que 150”, diz um estivador.

DE OLHO NA MULTA


De olho na multa
Por Fernando Gazzaneo fernando.gazzaneo@folhauniversal.com.br Um ano depois que a lei seca entrou em vigor e apertou o cerco para quem dirige alcoolizado, o Congresso Nacional trabalha para a aprovação de projetos que preveem alterações de pontos do Código Nacional de Trânsito. O objetivo é reduzir ainda mais o número de acidentes no País. Um dos principais deles, do deputado Carlos Zarattini (PT/SP), prevê um aumento de 64% a 69% no valor das multas. No Senado, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça senador Aloísio Mercadante (PT/SP) deve apresentar projeto que unifica outras 40 mudanças no código. Pelo proposta de Zarattini, a multa para a infração considerada leve aumentaria de R$ 53,20 para R$ 90 e o valor da multa mais baixa para infração gravíssima saltaria de R$ 191,53 para R$ 315. Dirigir sob a influência do álcool ou de qualquer outra substância psicoativa é considerada infração gravíssima, com multa de R$ 957,69. Com a aprovação da lei, o motorista embriagado terá que desembolsar R$ 1.575. De acordo com o texto, as infrações serão reclassificadas. Assim, falar ao celular, que hoje é infração média, passaria a gravíssima.A proposta encontra divergências dentro da Câmara dos Deputados. A deputada Rita Camata (PMDB/ES), relatora do projeto, defende que o valor da multa seja corrigido anualmente, conforme o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), taxa oficial da inflação do País. Rita defende que algumas infrações já tiveram o fator multiplicador aumentado, como as de ultrapassagens pela contramão. “O Estado não pode ser só um órgão arrecadador. Tem que se preocupar com campanhas educativas.” Para Cyro Vidal, um dos responsáveis pelo Código de Trânsito atual, a proposta do deputado Carlos Zarattini pode contribuir para a “famosíssima indústria da multa”. “Ela tem que ser discutida no Congresso Nacional para que depois não seja alvo da tirania de certos governantes públicos que veem o trânsito como uma maneira de arrecadar mais para o seu município.” Outra mudança que deve causar discussão é o artigo que permite que motocicletas passem por entre as filas de carros com velocidade inferior a 30 km/h apenas se o fluxo estiver parado. O deputado Zarattini foi procurado pela reportagem para comentar o projeto, mas, segundo a assessoria, estava em viagem ao exterior.

SURTOS PSICÓTICOS.

SURTOS PSICÓTICOS:PROBLEMA FRUTO DA DISPOSIÇÃO GENÉTICA, DE CONFLITOS INTERNOS OU PROVOCADOS PELA PRESSÃO SOCIAL?Uma bancária de apenas 27 anos que decide, de uma hora para outra, trafegar quase seis quilômetros pela Avenida 23 de Maio, em São Paulo, na contramão. Uma senhora, de 58 que, subitamente, desiste de seguir o trajeto pela Rodovia dos Imigrantes, dá meia volta, e viaja no contrafluxo por mais de oito quilômetros, colocando em risco a vida de milhares de pessoas. Uma adolescente, de 17 anos, que mata a mãe a facadas, em Belém, no Pará, porque foi impedida de ir ao show da banda Calypso. O que têm em comum essas e outros milhares de pessoas que, inesperadamente, apresentaram um quadro de desvio comportamental severo e violento? Experimentaram apenas um ‘momento de loucura’ passageiro? Se estivessem no século 18, essas pessoas certamente ficariam presas junto com assassinos, ladrões e estupradores da pior espécie. Mas o médico francês Philippe Pinel, em 1792, tirou as correntes dos seus pacientes e foi o primeiro a perceber que havia diferença entre a perturbação mental e a criminalidade, ou seja, entre um louco e um bandido de fato. De acordo com a maioria dos profissionais da saúde mental, comportamentos como os relatados são típicos de quem sofre de ‘surtos psicóticos’, episódios caracterizados pela desorganização do pensamento e pela perda da noção da realidade temporária, causada por motivos diversos. Na maioria dos casos, explicam os psiquiatras, o surto acomete quem tem alguma predisposição, como antecedentes familiares, aqueles que fazem uso frequente de drogas ou de medicação, ou que têm episódios passageiros de comportamento esquisito, personalidade excêntrica e até mesmo timidez excessiva. Num certo período, a pessoa percebe o mundo à sua volta de forma distorcida. Isso pode incluir alucinações, ideias delirantes, audição de vozes e alterações da consciência. A compreensão do todo é perdida e, muitas vezes, a respostas às ideias ou às vozes é um comportamento agressivo e incontrolável, o que acaba por gerar atitudes que colocam a vida dela e de muita gente em risco. Ainda de acordo com especialistas, todo mundo experimenta, ao longo da vida, desvios comportamentais em menor ou maior intensidade. O uso de determinados analgésico, por exemplo, pode provocar sonolência excessiva. Se a pessoa contrariar o seu corpo e decidir dirigir mesmo assim, poderá colocar em risco a vida dela e de outras pessoas. No entanto, esse tipo de alteração comportamental é previsível e pode ser evitada. Além do mais, o conjunto de sintomas se cessará quando as substâncias medicamentosas forem eliminadas do organismo. O paciente psicótico, no entanto, pode ser acometido por um ataque de personalidade de forma inesperada e sem causa aparente. As crises costumam ser violentas e a necessidade de intervenção médica é imediata. Apesar de alguns profissionais defenderem que os surtos psicóticos decorrem de causas neuroquímicas, e outros físicas ou até mesmo socais, há unanimidade ao se defender que a doença é realmente democrática: “O surto pode atingir qualquer pessoa, sem distinção de idade, sexo, grupo social ou capacidade de intelecto”.

ESTUPRADORES

ESTUPRADORES:DOENTES, CRIMINOSOS NATOS OU PRODUTO DA BANALIZAÇÃO SEXUAL?Na maioria dos países da América Latina, cerca de 50% das mulheres confessaram que a primeira relação sexual que tiveram fora forçada pelo parceiro. A proporção de mulheres que disseram ter sido vítimas de uma tentativa de abuso ou que foram forçadas por um companheiro íntimo a fazer sexo em algum momento de suas vidas é de 10,1% no Brasil (São Paulo) e chega a 46,7% no Peru (Cuzco). Essa é a conclusão a que chegou a Organização Mundial da Saúde (OMS) depois de pesquisar o comportamento sexual de diversos povos no período de 2002 até 2007. O mesmo estudo mostrou também que a violência sexual contra a mulher preocupa mais a sociedade do que o câncer ou a AIDS. Mais de 51% dos entrevistados disseram conhecer alguma mulher que já tenha sido agredida pelo companheiro, mas apenas 27% já tiveram contato com alguma vítima do vírus hiv ou do câncer de mama, por exemplo. Ainda de acordo com os relatórios, a grande maioria dos estupradores é alguém próximo da vítima, como o namorado, o marido ou um parente. Cerca de 70% das mulheres que prestaram queixa nas delegacias brasileiras disseram ter menos de 17 anos e conhecer o violentador, e em mais de 20% dos casos ele era o próprio pai ou o padrasto da vítima. Para os sociólogos, os dados levantados pela OMS são apenas a ponta de um iceberg, pois todos sabem que esse é o tipo de crime com maior “cifra negra”, ou seja, número de casos que não são denunciados, o que acaba contribuindo com a impunidade desses criminosos. “Muitas mulheres acreditam que esse seja um problema íntimo demais para ser denunciado, algo estritamente pessoal ou, então, que a violência sexual é uma fase passageira. O medo de represália por parte do parceiro também motiva essas mulheres a permanecerem em silêncio”, ensinam. Os especialistas condenam veemente esse tipo de posicionamento. Isso porque mais de 70% dos estupradores vivenciaram ou presenciaram alguma cena de violência sexual de um parente próximo quando crianças. “Se eles não foram denunciados, continuarão a fazer mais vítimas, que futuramente poderão se tornar também criminosos. Daí o ciclo se fecha e a tendência é a disseminação maciça desse tipo de comportamento que ameaça a sociedade”.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

DOMINADOS PELA PAIXÃO.


DOMINADOS PELA PAIXÃO:QUEM TEM MENOS CONTROLE SOBRE ESSE SENTIMENTO É O HOMEM OU A MULHER?Uma noite de insônia, cansaço e altos níveis de ansiedade, experimentados por uma pessoa apaixonada, aumenta consideravelmente os riscos de problema no coração. Indivíduos que sofrem por amor – seja por não ser correspondido, seja pelo parceiro não corresponder às expectativas do outro – podem ter dores no peito, aperto no coração, falta de ar e calafrios, sintomas muito semelhantes aos experimentados durante um ataque cardíaco. A esse quadro de sensações os cientistas do Hospital John Hopkin chamam de “Síndrome do Desgosto Amoroso”. Ainda de acordo com os estudos, a síndrome pode se manifestar também na fase inicial de um relacionamento afetivo, mesmo quando está tudo indo bem e não há motivos para preocupação. “Quando as pessoas começam um relacionamento, geralmente elas ficam muito ansiosas, se preocupam demais em atender às expectativas do outro e estão permanentemente alertas, procurando avaliar se suas próprias expectativas também serão atendidas. Essa carga de estresse pode desencadear sintomas típicos da Síndrome do Desgosto Amoroso, com a diferença que, neste caso, ela é passageira”, explicam os cientistas. Já nos casos em que o estresse é proveniente da decepção, os sintomas tendem a se prolongar e, não raro, pessoas mais sensíveis acabam precisando de tratamento. Nestes casos, para que o coração continue saudável, os médicos aconselham a reagir contra a desilusão. Exercícios de respiração, relaxamento e meditação ajudam bastante, garantem. Outra dica importante é saber avaliar se a pessoal pela qual se está sofrendo não foi demasiadamente idealizada, ou então se o problema não é de grande incompatibilidade. “Persistir nesse tipo de relacionamento tendo a ilusão de que será possível mudar o companheiro em poucos meses só irá agravar a situação. O sentimento do amor, diferentemente do que a maioria acredita, não nasce no coração, mas no cérebro! Isso não pode ser ignorado, é preciso ser racional também nessas horas”, explicam os médicos responsáveis pela pesquisa. Mesmo assim, quando a síndrome der sinais de que não que ir embora, o melhor a fazer é desabafar com alguém de confiança. “Chore se for preciso, coloque tudo para fora!”. Mas se você é daquelas pessoas que não gostam de dividir seus problemas com outros, a recomendação é escrever todas as angústias num papel, sempre tendo o cuidado que ninguém leia; depois, rasgue-o em pequenos pedaços e jogue tudo no lixo. Para os terapeutas, esse ato simbólico age no subconsciente, provocando uma espécie de purificação mental. “Tudo é válido quando o objetivo é resgatar a autoestima, o que não pode acontecer é a pessoa abrir mão de seus próprios valores e de sua personalidade para tentar agradar ao outro, ou tentar se enquadrar no modo de vida dele. Agir assim é mentir para si mesmo”, concluem os pesquisadores.

ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO

ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO:TRATÁ-LOS COMO SE FOSSEM HUMANOS REVELA AFETO, CARÊNCIA OU FRUSTRAÇÃO DO DONO?Por incrível que pareça, as desigualdades sociais passaram a existir também no mundo animal. Nos Estados Unidos e no Brasil, por exemplo, enquanto o número de ‘cachorros de rua’ cresce vertiginosamente, há também cada vez mais cachorros e outros bichinhos de estimação levando uma vida de luxo e glamour. Fazer um sofisticado tratamento num spa, frequentar creches exclusivas e comprar em lojas de departamentos muito mais chiques que a dos humanos já é rotina para alguns deles. Design de moda para os animais de estimação também virou uma obrigação para qualquer grife de luxo pet que se preze. Pode parecer exagero, mas o crescimento desse mercado no mundo ocidental é incontestável. Cerca de 60% dos lares americanos têm um animal de estimação. Lá, existem 78 milhões de gatos e 65 milhões de cachorros, de acordo com uma pesquisa da American Pet Products Manufacturers Association. Só nos Estados Unidos o mercado de ‘pets’ tem movimentado algo em torno de US$ 45 bilhões. Uma das vitrines da Gucci da Quinta Avenida, em Nova York, foi inteiramente dedicada a produtos para “cachorros de luxo”. Um pacote com cama e coleira sai por US$ 165. Há casacos por US$ 150, mas já estão esgotados. Um prato para ração pode ser encontrado por US$ 900. Depois, o animalzinho endinheirado pode pegar sua limusine e ir relaxar num spa cujos quartos são equipados com hidromassagem e aparelhos de TV que exibem filmes temáticos, como “A Dama e o Vagabundo” e “101 Dálmatas”. No Brasil, um dos mercados mais promissores do globo, muitos pet shops já faturam bem mais que algumas das principais lojas de roupa para “humanos”. Em contrapartida, é assustador o número de crianças abandonadas diariamente pelas ruas desse mesmo país, crianças de que não tiveram a mesma sorte de alguns poodles ou yorkshires. Por outro lado, é crescente o contingente de crianças que não sabem o que é comer, estudar ou brincar. Muitas delas fazem das ruas da cidade seu lar. Sem escola e desprovidas das condições básicas para viver com dignidade, elas crescem à deriva do destino, se lastimando por não terem uma “vida de cão”.

PRATO DO DIA:BELEZA


Prato do dia: BELEZA
Por Andrea Miramontes andrea.miramontes@folhauniversal.com.br Ela não fez plástica, botox, nem lipoaspiração, mas aparenta 10 anos a menos do que realmente tem. Ao começar uma dieta alimentar rigorosa para a saúde, a aposentada Marília Izildinha Pereira da Silva, de 54 anos, não imaginava os benefícios que apareceriam no espelho ao longo do tempo. Há 5 anos, ela excluiu itens gordurosos e industrializados, açúcares e passou a consumir verduras, frutas, iogurte, e arroz e grãos integrais. “Todo mundo acha que fiz plástica, e eu morro de rir, pois não fiz. Desde que comecei a dieta, minha pele está mais firme, o cabelo mais viçoso e o corpo no peso ideal”, conta. Seguir à risca o manual do bem-estar, com alimentação saudável e atividade física regular, não é fácil, mas os especialistas concordam que aí consiste a fórmula da beleza e da juventude. “A vitalidade do corpo, cabelo e pele, todas essas manifestações externas que chamamos de beleza, são decorrentes do que se come, do estilo de vida e até do emocional equilibrado, que é tão importante quanto a alimentação”, diz o médico gastroenterologista Alberto Gonzalez, autor do livro “Lugar de Médico é na Cozinha”. Defensor de alimentos vivos, como frutas, castanhas e hortaliças cruas, Dr. Gonzalez afirma que a maioria das doenças, e até o envelhecimento acentuado, podem ser evitados com pratos bem pensados. Alguns alimentos se revelam coringas nesse processo. Em uma dieta voltada à beleza e à saúde, não podem faltar à mesa os desintoxicantes, que ajudam nas funções intestinais, e os antioxidantes, que atuam contra os temidos radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento. Para o médico Márcio Bontempo, autor de mais de 50 livros sobre alimentação saudável, a pessoa pode começar a inclusão desses itens com substituições. “Em vez de arroz comum, aposte no integral, que é muito desintoxicante”, diz. Ele receita também a inclusão de produtos de soja, como o queijo tofu. “Os fitoesteroides (substâncias que ajudam a regular os hormônios) presentes na soja melhoram muito a pele”, afirma. Mas só incluir não basta, é preciso excluir também. “Excesso de queijo gorduroso pode dar acne; frituras e produtos industrializados têm substâncias tóxicas para a elastina, que mantém o tônus da pele; embutidos, como linguiça e salsicha, produzem nitrito, substâncias que geram radicais livres”, adverte o médico. Entre os alimentos antioxidantes estão as frutas vermelhas, bem como o tomate e a uva. “A uva vermelha contém resveratrol, que melhora a circulação sanguínea, previne envelhecimento e até alguns tipos de tumores. Outros coringas que não devem faltar são as castanhas”, afirma o médico especializado em nutrição João César Soares, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Barriga impecável Foi buscando parar o tempo que a atriz francesa, radicada no Brasil, Dorothee Marie Bouvyer, de 57 anos, mudou radicalmente. “Há alguns anos, com a menopausa, comecei a engordar, e achava que nada estava bom. E não adiantava só cortar calorias e ficar com pele e cabelos horríveis. É preciso comer coisa boa. Em 1 ano de substituição de alimentos, perdi 12 quilos e hoje tudo está em dia”, conta.A nutricionista responsável pela dieta da atriz, Maria Cecília Corsi, aposta na associação de alimentos. “Brócolis tem muitas vitaminas e zinco. Se associado com um purê de cenoura e aveia, já está aí uma fórmula boa para a pele. E não adianta passar no rosto. Tem que comer, pois a beleza vem do consumo”, ressalta. Para cabelos brilhantes, ela indica a inclusão de gorduras boas, como a de castanhas, abacate e azeite, que também servem para unhas fortes, assim como juntamente com grãos integrais. Na área de cereais, a semente de linhaça e a quinua (ou quinoa) têm sido bastante festejadas como descobertas que deveriam ser incluídas no cardápio diário. “A linhaça é muito boa para ajudar a baixar o colesterol e dá saciedade, o que ajuda nas dietas de emagrecimento. A semente ainda é rica em vitaminas e zinco, poderoso antioxidante”, completa Corsi. A profissional ensina que não adianta comer a semente pura. “Para que ela seja absorvida e atue no organismo, a pessoa tem que triturar e hidratar, deixar de molho um tempo na água, senão o organismo não consegue romper a casca do alimento”, acrescenta a nutricionista. Na quinua, um grão ainda pouco conhecido por aqui e cultivado tradicionalmente na Bolívia e no Peru, foram encontradas inúmeras propriedades para a saúde e beleza, entre elas a ajuda no emagrecimento. “A quinua possui fibras hidrossolúveis que saciam por mais tempo e retardam a absorção de gordura e açúcares. O processo libera caloria aos poucos, para que o organismo não acumule”, explica a nutricionista Michele Trindade, da Universidade de São Paulo (USP). A profissional insiste ainda no consumo de água, “os já tão falados dois litros por dia”, que trabalham para a desintoxicação. “Quem não consegue tomar tanta água pode incluir sucos naturais, que hidratam e trabalham na prevenção das rugas.” Para ajudar o leitor, a Folha Universal escolheu alguns sucos especiais (veja na página 10). Como se vê, receitas não faltam. Basta um pouco de apetite para mudar.

Pesadelo amazônico


Pesadelo amazônico
Um barco com o motor desprotegido e uma menina com cabelos longos. A combinação já fez centenas de vítimas, principalmente na região amazônica. As escalpeladas são mulheres de todas as idades que perderam o cabelo, o couro cabeludo e até orelhas e parte do rosto nas engrenagens do principal meio de transporte local. Como os motores dos barcos não são apropriados para a navegação, eles são fixados no meio do veículo. Para transferir força para a hélice, que fica na parte traseira, há um eixo exposto, que gira a uma velocidade de 1,8 mil rotações por minuto. Alguns segundos de descuido são suficientes para que acidentes bárbaros, porém comuns, façam com que mulheres fiquem completamente deformadas ou morram de hemorragia. Segundo dados da Comissão da Amazônia, existem cerca de 100 mil barcos navegando na região. Um terço deles transita sem qualquer fiscalização. Mas isso deve mudar. No último dia 13, o vice-presidente José Alencar sancionou a lei 11.970/2009, da deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP), que determina que os responsáveis pelas embarcações, que navegam nos rios da Amazônia, têm até o dia 6 de agosto para protegerem os eixos dos motores. A reivindicação à deputada partiu da Associação das Mulheres Escalpeladas do Amapá. A presidente da associação, Maria do Socorro Pelaes Damasceno, sofreu um escalpelamento aos 7 anos e já fez várias cirurgias plásticas para reconstruir o rosto e o couro cabeludo. Resta saber se a lei vai pegar, já que a maioria dos donos de embarcações não teria dinheiro para comprar os kits de proteção, vendidos a cerca de R$ 90. “O sofrimento não se resume ao acidente. Depois vêm inúmeros curativos, cirurgias e não é só isso. O momento mais difícil é a hora de encarar o espelho, sempre cruel e implacável ao revelar as mutilações do escalpelamento”, diz o cirurgião plástico Claudio Brito, criador da organização não-governamental Sarapó, que presta atendimento e distribui kits de proteção no estado. Além da dor física e da perda da autoestima, essas mulheres ainda têm de enfrentar o preconceito. “Eu sabia que as pessoas iam olhar pra mim assim: ‘nossa, aquela garota não tem cabelo, não tem orelha’, isso foi difícil pra mim”, diz uma vítima. O tratamento é doloroso e dura mais de 10 anos. A primeira etapa é repor a pele do crânio com enxertos retirados das pernas. Quando o acidente não é tão grave, há uma possibilidade de se recuperar o couro cabeludo. Nos últimos 20 anos, quase 200 vítimas foram atendidas na Santa Casa de Belém (PA), e 5% delas morreram. A cada mês, dois acidentes, em média, são registrados no Pará.

TOQUE DE ACOLHER


EVANDRO PELARIN - Toque de “acolher”
Por Eliana Caetano redacao@folhauniversal.com.br Em uma iniciativa pioneira no Brasil, o juiz Evandro Pelarin, da Vara da Infância e Juventude de Fernandópolis, município do interior de São Paulo, determinou que todos os menores que estejam nas ruas desacompanhados de pais e responsáveis após as 23 horas sejam encaminhados ao Conselho Tutelar da cidade, para não ficarem expostos ao álcool, drogas, violência e prostituição. Em operações especiais, policiais civis e militares e conselheiros tutelares recolhem crianças e adolescentes e acionam os pais. O resultado é positivo. Outras cidades adotaram o sistema. Mesmo assim, o chamado “toque de recolher” ainda divide opiniões. 1 – O que é o “toque de recolher”? Esse é o nome que acabou sendo atribuído a uma decisão da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Fernandópolis, que determina que as Polícias Civil e Militar, com membros do Conselho Tutelar, recolham crianças e adolescentes – desacompanhados dos pais ou de adulto responsável – em situações de risco, encaminhando-os, imediatamente, aos pais, como medida de proteção, mediante advertência. Isso, sem prejuízo à responsabilização dos pais por multas, em caso de negligência, e à internação e tratamento de menores viciados. 2 – Por que chamá-la de “toque de acolher”? O termo “toque de recolher” não consta dos processos judiciais. Acredita-se que tenha surgido devido à recomendação judicial, em 2005, para que os menores de 18 anos não permaneçam sozinhos, nas ruas, depois das 23 horas. Em abril de 2009, a associação de amigos da cidade chamou de “toque de acolher”, o que parece apropriado, em razão da essência, que é a proteção aos menores. 3 – Como surgiu esta decisão? Várias eram as reclamações à Vara da Infância e Juventude – vindas de moradores e até de vereadores – sobre menores nas ruas fazendo uso de bebidas alcoólicas. Além disso, havia um clamor para que a Justiça tomasse providências em relação a furtos a casas, automóveis e roubos à mão armada a residências. 4 – Apesar dos números positivos, a medida ainda divide opiniões? É importante dizer que a equipe está treinada para abordar jovens expostos a drogas, violência, álcool e prostituição. Estudantes uniformizados ou meninos e meninas que voltam para casa, depois do cinema ou da casa de um amigo, como hipótese, não são conduzidos ao Conselho Tutelar.5 – Qual o balanço do trabalho? Houve diminuição no número de atos infracionais (crimes cometidos por adolescentes). Nas primeiras operações, de agosto a dezembro de 2005, chegou-se a recolher 40 menores em situações de risco. Numa das últimas, em abril de 2009, foram encontrados três adolescentes nesta situação. A motivação legal e jurídica nunca foi combater a criminalidade juvenil, mas resguardar o menor. 6 – O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) foi contra a medida e enviou parecer ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), alegando inconstitucionalidade. Não é possível prever o que o CNJ possa decidir, nem em quanto tempo. Ademais, em tese, o CNJ não pode decidir sobre matéria estritamente jurídica, que é o caso. Apenas o Tribunal de Justiça de São Paulo ou um Tribunal Superior em Brasília pode “revogar” a decisão judicial. Mas, aguardaremos. 7 – Houve protestos? No início surgiram reclamações de meninos e meninas quanto à recomendação para que não ficassem sós, na rua, altas horas da noite. Com o tempo, diminuíram, e os menores começaram a ir para casa mais cedo. Muitos jovens apoiam a iniciativa. Algumas alternativas interessantes surgiram, como uma boate para adolescentes de 14 a 18 anos, chamada “Proibida a entrada para maiores de 18 anos”, onde não há bebidas alcoólicas e funciona das 19h às 23h. 8 – Como a lei brasileira trata do menor em situação de risco? A Constituição Federal, no artigo 227, prescreve que “é dever da família, da sociedade e do Estado colocá-los a salvo de toda forma de negligência”. Pela lei, o menor não pode ficar desassistido, solto e sem qualquer vigilância em locais onde se usam bebidas alcoólicas ou drogas. Tais situações denotam “toda forma de negligência”, que a família, a sociedade e o Estado devem combater. Se a família e a sociedade falham ao não impedir o contato de menores com substâncias proibidas, o Estado não pode falhar; tem o dever de agir. O Estatuto da Criança e do Adolescente não só determina que o Estado atue, para livrar os menores dos perigos, como prescreve que os pais devem obedecer às ordens judiciais no sentido da prevenção e da proteção. 9 – Por que retirar os menores dos locais de risco em vez de prender os traficantes? O “toque de recolher” não afasta o dever da polícia em prender o criminoso. E a polícia, em Fernandópolis, vem prendendo traficantes e até fornecedores de bebidas. 10 – Alguns municípios adotaram a medida. Como avalia esse interesse? Vejo como um exercício de responsabilidade que a população espera dos juízes. Nós, da infância e da juventude, trabalhamos duro, não só para a proteção dos menores em risco, mas acho que estamos lutando também contra um modelo – classificado como politicamente correto – que fala de tudo, menos da crise da família e dessa permissividade que campeia nos costumes de um modo geral.

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Ouça aqui o Santo Culto

SEXO,DINHEIRO OU AMOR

SEXO, DINHEIRO OU AMOR:O QUE TEM SIDO PRIORIDADE NA VIDA DA MAIORIA DAS PESSOAS?A independência financeira da mulher já é uma realidade em boa parte do mundo e, possivelmente em decorrência dessa mudança, em pouco mais de uma década, houve uma queda global de 73% para pouco mais de 60% de mulheres que mantêm relacionamento conjugal estável. Tais pesquisas, portanto, abrem espaço para questionamentos como: “a mulher de algumas décadas atrás era motivada a se casar por necessidade financeira, já que o mercado estava fechado para ela?”. Ou então: “diante de levantamentos que provam que quanto mais intensa a inclusão da mulher no mercado de trabalho, maior é a probabilidade de ela não se casar, então onde se insere o sentimento verdadeiro das relações?”. O Brasil está longe de ser um país que promove a igualdade entre os sexos, mesmo assim, oferece a homens e mulheres oportunidades iguais em educação e saúde, mas é um dos últimos na comparação de igualdade salarial, ocupando a 100ª posição mundial. Para os especialistas, o número de matrimônios oscila de acordo com a empregabilidade feminina. “Durante períodos em que o mercado de trabalho absorve profissionais do sexo feminino, há queda na taxa de casamentos, e vice-versa”, explicam. Outro fator que tem contribuído bastante para a mudança do perfil das uniões conjugais é a revolução sexual feminina, que passou a ficar mais evidente nas últimas duas décadas. A mulher, assim como os homens, começou a buscar o relacionamento sexual desvinculado de afetividade. Já é grande o número delas que admite esse comportamento. E como entre os homens isso não causa mais espanto, a mulher compreende que está havendo o aval deles, o que acaba por encorajá-las a buscar por diversão em vez da união estável. Diante de tudo isso, os valores familiares mudaram. Agora, os relacionamentos passaram a ser aceitos com o intuito de se “experimentar”. Algumas famílias já até desejam que os casais tenham um convívio mais intenso e mais íntimo antes do casamento, para que não haja frustração futura até mesmo da própria família. Mas, daí, fica a pergunta: e o amor? Bem, o amor, que em princípio deveria ser o regente de toda essa história, acaba se tornando, geração após geração, um personagem cada vez mais secundário de uma grande trama chamada vida.

BATISMO COM FOGO


Batismo com Fogo

Logo após ser batizado nas águas e selado com o Espírito Santo, Jesus foi conduzido pelo Mesmo para o deserto. Lá foi batizado com fogo.
Cada cristão precisa ter sempre em mente um fato: Em geral todos os fatos ocorridos na vida do Mestre também acontecem na vida do Seu discípulo. E não se pode fugir disso. Afinal de contas, quem segue Suas pisadas está sujeito a pisar nas mesmas pedras e espinhos… Mas estes já não têm mais tanto poder de machucar.
Você que acabou de ser selado com o Espírito de Deus, não deve estranhar também o batismo de fogo que vier a surgir, ou mesmo pelo qual está passando. Mantenha sua alegria no seu íntimo porque isso é sinal de que você é muito amado.
Medite nessa palavra:
Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de Sua glória, vos alegreis exultando. Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus. ( I Pedro 4.12-14 )

PROFESSORES E ALUNOS:


PROFESSORES E ALUNOS:QUEM ESTÁ MAIS 'DEFICIENTE'?O último censo realizado pelo Ministério da Educação – divulgado no final de maio – mostrou que mais de 380 mil professores de todo o País não têm diploma adequado ou formação suficiente para ministrar aula. Do total de 1,8 milhão de professores de quinta a oitava série do ensino fundamental, 26,6% não têm a habilitação legal exigida para dar aulas nesse nível, ou seja, formação de ensino superior com licenciatura. Outros 21,3% não têm nenhuma graduação, e 5,3% têm diploma superior, mas sem licenciatura. Para mudar esse cenário, o governo federal pretende investir R$ 1 bilhão com o Plano Nacional de Formação dos Professores. O projeto deve criar 330 mil vagas em 90 universidades públicas de 21 Estados para professores sem formação legal ou graduados em áreas diferentes daquelas em que atuam. Outra medida do plano é estabelecer uma nota mínima no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para quem quiser ingressar em um curso superior de formação de professores. A proposta precisa passar pelo crivo do Congresso. Apesar dos planos do governo federal, o Tribunal de Contas da União (TCU) tem mostrado, ano após ano, que os investimentos em educação no Brasil estão constantemente abaixo do constitucional. Do total dos recursos voltados para a educação, o governo deve destinar 30% à erradicação do analfabetismo e ao ensino fundamental. No entanto, apenas 25% desse valor têm chegado ao lugar que deveria. Conforme mostrado em relatórios do TCU, a educação brasileira longe de ser uma prioridade. Os ministérios do Transporte, Saúde, Defesa e Cidades concentram 60% dos investimentos do governo federal. A Saúde, de acordo com especialistas, tem sido o ministério que mais absorve investimentos. Em decorrência de tal política, quando analisados os salários de professores de 38 países desenvolvidos e em processo de desenvolvimento, o Brasil fica na 35ª posição, de acordo com pesquisa realizada pela Unesco. “Em início de carreira, um professor suíço recebe US$ 33.210 anuais. No Brasil, a remuneração cai para apenas US$ 4.808”, destaca a pesquisa.

JUSTIÇA NO BRASIL

JUSTIÇA NO BRASIL:A FRASE QUE MELHOR A TRADUZ É 'TARDA MAS NÃO FALHA' OU 'FALHA SÓ QUANDO LHE CONVÉM'?O Estado brasileiro atende satisfatoriamente a população no que diz respeito ao amparo jurídico? Se a sua resposta é não, então você faz parte da maioria, afinal, se o clichê diz que “a Justiça é cega”, o senso comum afirma que o brasileiro que ainda acredita estar amparado por ela é cego também. É certo que a Justiça está em crise em boa parte do mundo. No Brasil, no entanto, a situação ainda é mais delicada, uma vez que a população padece com a demora nos serviços prestados, com o difícil acesso a profissionais da área e principalmente com a falta de instrução. A baixa escolaridade se reflete diretamente no bom funcionamento da Justiça. No Brasil, milhares de pessoas têm seus direitos mais essenciais corrompidos cotidianamente, mas a falta de informação as impossibilita de ter consciência de que estão sendo lesadas. A baixa instrução é tão grande, que boa parte da população (principalmente a parcela que compõe as classes C e D) acredita que a Polícia Militar é o próprio Poder Judiciário. Para piorar o quadro, quando se recorre a uma causa, a morosidade do processo quase sempre vence a sociedade pelo cansaço: ela é uma das mais lerdas e burocráticas do mundo! Para amenizar esse quadro, é preciso aprender com os outros países, examinar dados estatísticos de lugares onde a Justiça se mostre eficiente, para verificar as causas da morosidade brasileira. Sabe-se, por exemplo, que o número de juízes no País é muito inferior aos padrões ideais. Na Alemanha, há um juiz para cada 3 mil habitantes. No Brasil , existe um juiz para cada 30 mil habitantes. Para chegar aos padrões europeus, portanto, o País teria de dar um salto dos atuais 15 mil juízes para algo em torno dos 150 mil. Em São Paulo, o Estado mais próspero da Federação, qualquer processo entre a primeira e a segunda instância leva, em média, sete anos e pode chegar a mais de 10 anos para ser julgado. E apesar de o País já ter embarcado na era científico-tecnológica, em muitas varas a informática ainda é pouco ou nada utilizada. Os recursos que a moderna tecnologia oferece ainda parecem estar longe de contribuir para uma Justiça mais célere. Definitivamente, hoje, o Brasil sofre com a crise do Estado. Para onde quer que se olhe, o que se vê é sempre a mesma coisa: precariedade, abandono e mau desempenho. O Estado não consegue apresentar bons resultados na administração da previdência social, da segurança pública, da saúde, da educação, da conservação das estradas e de tantos outros aspectos essenciais que visam ao bem comum. Com a Justiça acontece a mesma coisa, o mesmo desleixo. E isso salta aos olhos, está evidente. Afinal, ninguém é cego. E, pelo jeito, nem ela.

domingo, 26 de julho de 2009

VIDA DE AMANTE.

VIDA DE AMANTE:NA MAIORIA DOS CASOS ELAS SÃO VÍTIMAS OU PROVOCAM A SITUAÇÃO?O jornalista e escritor Olavo de Carvalho escreveu, certa vez, que “as mulheres sempre foram exploradas pelos homens”. Mais adiante, de modo convincente, o escritor mostra que essa exploração ultrapassa os limites da soberania do sexo masculino sobre o feminino e alcança níveis próximos à servidão escravagista, principalmente no que diz respeito à exploração sexual da mulher. Ao homem, por exemplo, cabe o direito de trair e desfrutar dos prazeres de suas amantes em paz. Ele é exaltado por essa atitude. Mas a mulher que age assim é duramente condenada. Que as mulheres ainda são muito mais recriminadas pelo comportamento poligâmico, é fato. Que existem homens que apenas nutrem um relacionamento para explorá-las sexualmente, também. Mas isso não significa que a traição é uma exclusividade do sexo masculino. Há estudos que indicam que as mulheres traem quase com a mesma freqüência que os homens. Mesmo assim, não importa se a atitude parta do homem ou da mulher, quem já traiu, seja motivado pela falta de amparo, pela falta de atenção por parte do companheiro ou apenar para saciar uma curiosidade ou um desejo, sabe que aquele que trai, trai primeiro a si próprio. E não há nada mais sofrível do que conviver com a mentira, mesmo porque o espelho da alma sempre devolverá a imagem da verdade, ou seja, o peso de estar defraudando a si e ao companheiro. Os estudiosos do comportamento humano já levantaram inúmeras hipóteses para explicar a traição conjugal. As mais comuns são a incompatibilidade do casal e a insatisfação sexual. Mas por que a traição no lugar do acerto de contas? Neste caso, o que parece prevalecer, de acordo com os pesquisadores, é a “lei do mínimo esforço”. Ou seja, trair é mais fácil que sentar com o parceiro e abrir o jogo, expor problemas e insatisfações. Mas como preferem tomar outro caminho, alguns casais são capazes de sacrificar a própria felicidade para sustentar a aparência do relacionamento-padrão. Definitivamente, trair não compensa. E engana-se quem imagina que apenas a pessoa traída sofrerá consequências. As seqüelas quase sempre marcam tanto o traído quanto o traidor, e não é raro que o segundo seja afetado ainda com maior intensidade e tempo. Como ensinam os terapeutas, o ato de trair pode ser comparado ao ato de se embriagar. “Depois de esgotada uma garra inteira, quem sofre com a ressaca nunca é a bebida”.

IDEIAS BRILHANTES

IDEIAS BRILHANTES:ELAS SE MANIFESTAM DE ACORDO COM A INTELECTUALIDADE, COM A DEDICAÇÃO OU COM A NECESSIDADE ?O escritor Felipe Fernández-Armesto listou, em seu livro intitulado “Ideias Que Mudaram O Mundo”, as 178 ideias mais importantes da humanidade. Segundo Fernández-Armesto, uma grande parte desses conceitos nasceu muito antes do que estamos acostumados a imaginar. De acordo com a tradição histórica, as ideias começaram a ser concebidas na Grécia Antiga e, posteriormente, no Antigo Egito e na Mesopotâmia. Portanto, há que se admitir que as ideias são tão antigas quanto a humanidade. Algumas se originaram com os ancestrais dos seres humanos, os hominídeos, e, segundo muitos historiadores, algumas das melhores e mais importantes ideias já concebidas pelo homem viram à tona durante a Idade da Pedra. Durante esse período, invenções que hoje são consideradas de ‘natureza menor’ mudaram para sempre o modo de o homem viver e de se relacionar com o mundo. É o caso da roda, o mais clássico dos exemplos e cuja utilidade se perpetua até os dias atuais. Ou quando os homens aprenderam a lascar as primeiras pedras, transformando-as em ferramentas poderosas de caça e autodefesa. Fernández-Armesto ranqueou também as duas melhores ideias de todos os tempos. “Se por melhores entendermos as mais influentes – aquelas que significaram mais para mais pessoas por mais tempo –, elas devem estar entre as mais antigas. Quanto mais tempo elas estiverem por aqui, mais mudaram o mundo. Uma é a ideia de símbolos, de que uma coisa pode ser representada por outra. Ela está na origem da complexidade da linguagem humana, da arte e da escrita. A ideia da ilusão, de que há mais no mundo do que é visível, está na origem da ciência e também na da religião. No campo das ditas ‘ideias concretas’, ou seja, aqueles que se reverteram em algum benefício prático, os historiadores acreditam que as mais importantes foram aquelas nascidas do acaso, ou de forma inesperada. Incluem-se nessa categoria a energia elétrica (descoberta por um fisiologista enquanto dissecava uma rã para estudo), a descoberta da gravidade, pelo físico inglês Isaac Newton, além de outras ideias mais recentes, como a que deu origem ao forno de micro-ondas (durante a Segunda Guerra Mundial, em batalha no mar) e a da Internet (que também surgiu durante a segunda Grande Guerra).

PIRIGUETES

PIRIGUETES:SÃO O RESULTADO DA DESVALORIZAÇÃO FEMININA, DOS ANSEIOS DO HOMEM OU DE UMA FASE PASSAGEIRA?Não se sabe exatamente de onde surgiu o termo “piriguete”, neologismo usado atualmente para designar algumas mulheres cujo comportamento está indefinido entre a vulgaridade e o sensual. Para alguns filólogos, a palavra nasceu de trechos de músicas executadas durante as festas populares do Nordeste. Outros, ainda mais criteriosos, acreditam que “piriguete”vem do radical latino “periculum” mais a terminação “ete”, cuja expressão equivalente, no português, se refere a “perigo constante”. Mesmo assim, no bom português, principalmente no utilizado pelos soteropolitanos, piriguete quer dizer “mulher a perigo”, ou seja, aquela que está pronta para atacar! Há quem acredite que o primeiro símbolo e representante daquilo que, mais tarde, se tornaria uma piriguete tenha sido a boneca Barbie, criação americana do início dos anos 60. As roupas insinuantes e a cor predominantemente rosa de seus assessórios ainda inspiram muitas garotas na hora de se vestir e no modo de se comportar. Mas foi só a partir da década de 90 que o movimento de exaltação à sexualidade feminina, desprovida de sensualidade, adquiriu proporções maiores. E desta vez a influência não veio de nenhuma boneca, mas da música. O estrondoso sucesso de grupos de axé, na década de 90, deu início há uma série de outros grupos musicais populares que exaltavam a promiscuidade feminina. As apresentações constantes na mídia ajudaram a difundir, de forma generalista e preconceituosa, a mulher-objeto. Acolhidas pela massa, os programas populares de domingo se renderam à nova mania nacional, e suas musas saíam dos palcos de dança e se dirigiam imediatamente às capas das principais revistas masculinos do País. Já nos anos 2000, e a vez do funk carioca dar força ao movimento de exposição e exaltação do sexo e do corpo feminino. Com letras sempre recheadas de insinuação sexual, o ritmo agora não apenas dita, na voz do homem, o modo de portar das mulheres, mas é também cantado por elas, o que derruba a tese de que o machismo social seja o principal vilão da história. “Sou Cachorrona Mesmo E late que eu vou passar Agora eu sou solteira e ninguém vai me segurar”. Atualmente, pode-se dizer que o exagero ultrapassou os limites da música e está por todo o canto. E o pior, sendo ovacionado com tamanho entusiasmo, que, não pertencer a algum grupo defensor da “liberdade e da banalidade sexual”. pode gerar parecer estranho e gerar grande preconceito.

METROSSEXUAIS:

METROSSEXUAIS:O EXCESSO DE VAIDADE DELES VISA À CONQUISTA FEMININA, À SATISFAÇÃO PRÓPRIA OU COMPROMETE A MASCULINIDADE?Criado no início dos anos 90, o neologismo “metrossexual” surgiu do espírito irrequieto do escritor inglês Mark Simpson, em artigo escrito para o jornal “The Independent”. Simpson juntou as palavras ‘metropolitano’ e ‘heterossexual’, para designar os homens que vivem no meio urbano e têm preocupação exagerada com a aparência. Mas segundo o escritor, em pouco tempo a publicidade tratou de dar novos rumos ao neologismo, que, originalmente, não estabelecia nenhum paralelo com a qualidade de homem de espírito sedutor irredutível. “Metrossexual nada mais é do que o narcisista dos novos tempos. A ideia de que o metrossexual é sempre hétero e que seu cuidado com a aparência tem o objetivo de atrair as mulheres é uma invenção da publicidade”, explica Simpson. Essa alteração de comportamento, que acabou por transfomar alguns homens em seres hipernarcizistas, em boa parte é o resultado da cultura consumista surgida no período pós-guerra, quando o capitalismo se estabeleceu como sistema predominante. A partir de então, tal como as mulheres, os homens começaram a folhear as revistas masculinas para se adequarem aos padrões da moda, deixaram de cortar o cabelo no barbeiro e passaram a frequentar com mais assiduidade os institutos de beleza. Prova disso é que produtos para cabelo, pele e até itens de maquiagem, voltados para o públicos masculino, já representam 50% das vendas nas principais redes de cosméticos do País. Quase 2.500 desses estabelecimentos já contam com grupos de funcionários treinados exclusivamente para dar atendimento aos homens. “Usamos também um código de cores para que a linha masculina possa ser identificada rapidamente”, explica a gerente de vendas de uma dessas lojas. Quando interrogados, a maioria dos “consumidores da beleza” confessa que o excesso de preocupação com a aparência não tem como finalidade conquistar mulheres. “O metrossexual de verdade está com a atenção totalmente voltada para si, e pouco tempo tem para gastar conquistando mulheres”, escreveu certa vez, talvez com razão, o próprio criador da gíria.

ASCENSÃO E DECADÊNCIA NO FUTEBOL:

ASCENSÃO E DECADÊNCIA NO FUTEBOL:FALTA ESTRUTURA EMOCIONAL, PROFISSIONAL OU SE DEVE AO EXCESSO DE EXIGÊNCIA DOS CLUBES?Para muitos profissionais e torcedores, a Copa do Mundo de 82 foi a última competição em que o futebol-arte brasileiro brilhou, mesmo sem vitória. No dia 5 de julho daquele ano, o Brasil foi ao estádio do Sarriá para decidir a classificação contra a Itália. Para a seleção canarinho, um empate já era suficiente para garantir vaga nas semifinais. Logo aos cinco minutos do primeiro tempo, Rossi, da Itália, abriu o placar. Mesmo assim, a dupla Sócrates e Zico empata o jogo doze minutos depois. Para a seleção e outros milhares de brasileiros, a classificação estava garantida. Isso se, mais uma vez, Rossi não tivesse feito seu segundo gol, faltando dezesseis minutos para o fim da partida. A Itália foi para a final com a Alemanha e acabou levando a taça. Três a um! O futebol brasileiro ficou pelo caminho. Mesmo assim, aquela seleção foi eleita pela imprensa internacional especializada como a melhor da Copa e uma das melhores que o mundo já tinha visto até então. A derrota brasileira foi difícil, no entanto, a equipe de Telê foi ovacionada dentro e fora de casa. Os canarinhos não trouxeram a taça, mas impressionaram o mundo. Por isso mesmo, há quem diga que a imagem heróica que atletas contemporâneos como Robinho, Ronaldinho Gaúcho, Diego, Ronaldo Fenômeno e tantos outros têm hoje foi na verdade construída no período que vai até 82. Muitos de nossos atletas ainda se sustentam na obra de artistas como Zico, Pelé, Sócrates, Garrincha, Leônidas e muitos outros que realmente construiriam o título de “Brasil, o País do Futebol”. De lá para cá, quase tudo mudou. A fama permanece, mas o talento, a arte e o amor ao futebol ficaram por lá, esquecidas, abandonadas nas arquibancadas e no gramado do Sarriá. Na década de 70, Vicente Matheus, que não era Presidente, e sim diretor de futebol, prometeu a Rivelino, um dos maiores craques da história, luvas e salário fixo para que o atleta jogasse. Naquele mesmo ano, Paulo Maluf resolveu esbanjar. A proposta era doar um Fusca zero-quilômetro para cada jogador da seleção campeã do mundo no México. Mas Maluf levou um processo e foi condenado em todas as instâncias. Os jogadores, no entanto, mal podiam acreditar naquele prêmio, um fusquinha reluzente. Realmente tudo está muito mudado, e a seleção, assim como o Fusca, tentou ressuscitar, mas sem êxito. A maioria dos grandes craques da atualidade, também. Ronaldinho Gaúcho, mesmo dando o honroso exemplo de atender ao celular enquanto recebia a medalhe de bronze nos Jogos Olímpicos da Pequim, em 2008, aparece empatado com o astro do basquete americano Michael Jordan na lista dos 25 que mais faturaram naquele ano. Segundo estimativas da revista Forbes, Ronaldinho faturou mais de US$ 31 milhões. O dinheiro tomou o lugar de muitos talentos. Roubou a cena e o encanto pelo verdadeiro futebol. Fazer fama passou a valer muito mais que fazer gols. Desde 82 que o Brasil criou fama e permanece deitado na cama. E o pior de tudo: torcer por um time virou algo bem próximo a torcer por um banco. Ambos visam ao lucro, mas dissimulam que o cliente (ou será torcedor?) é o que está em primeiro lugar!

O QUE MAIS ATRAPALHA A VIDA AMOROSA DOS ARTISTAS?

O QUE MAIS ATRAPALHA A VIDA AMOROSA DOS ARTISTAS?A MÍDIA, OS FÃS OU A AGENDA?Responda rápido: Quantas vezes o cantor Fábio Jr. já se casou? Se a resposta não está na ponta da língua, não se preocupe, afinal, o cantor é praticamente um recordista: tem seis casamentos em seu “currículo”, o último, com a modelo Mari Alexandre, já dura quase dois anos. O casal, de acordo com publicações especializadas, não corre risco de brigar por conta de cobranças ‘de fatos passados’, afinal, se a moça alegar que Fábio Jr. não sossega casado, ele pode retrucar dizendo que Mari Alexandre teve 43 namorados até conhecê-lo. E dois deles ao mesmo tempo. Recentemente, Fábio Jr. e Mari Alexandre tiveram seu primeiro filho. Já a atriz Dercy Gonçalves passou boa parte de seus 101 anos sozinha, em companhia apenas de suas polêmicas. Esteve casada nos anos 40, com o jornalista Danilo Bastos, mas a união foi “efêmera”, como a própria atriz gostava de falar. “Nunca amei ninguém. Tenho quase cem anos e não sei o que é amar”, confessou, certa vez, em um programa de auditório. Por outro lado, Nelson Ned, cantor de sucesso nos anos 70, faz questão de afirmar que não estaria vivo, não fosse a capacidade de amar que tem. Em declarações duvidosas, se define um ‘prematuro’ na arte de amar. “Perdi minha virgindade aos cinco anos de idade”, diz, causando estranheza, espanto e risos. Com cem milhões de álbuns vendidos, 65 discos lançados - entre compactos, álbuns e coletâneas -, 5 DVDs, 10 filmes e 50 anos de carreira, Roberto Carlos, o “eterno romântico”, não gosta de expor “detalhes” de sua vida particular, mas sabe-se que foi casado três vezes: com Cleonice, com quem teve Dudu Braga e Luciana; com Mirian Rios e com Maria Rita, de quem ficou viúvo em 1999, ano mais difícil da carreira do cantor, segundo ele mesmo. Durante esse período, não lançou nenhum disco, nem apresentou shows na TV. Passados dez anos da perda da esposa, e já beirando os 70, Roberto Carlos está sozinho. E diz que irá continuar assim. No entanto, a vida sentimental mais atribulada de que se tem notícia não pertence a nenhuma celebridade brasileira. Nem hollywoodiana. Uma anônima senhora, de 68 anos, chamada Lucinda Wolfe, moradora em Anderson, Indiana, EUA, foi reconhecida oficialmente pelo Guinnes Book como a mulher com maior número de casamentos do mundo: ela se casou 23 vezes. Lucinda conta que seu primeiro casamento foi celebrado quando tinha 16 anos. Ao entrar para o livro dos recordes, ela disse também que o casamento mais longo durou sete anos. E o mais curto, apenas 36 horas.

AMOR PROIBIDO

AMOR PROIBIDO:ELE REALMENTE FASCINA MAIS OU NINGUÉM ESCOLHE QUEM AMAR?“Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer...” Luís Vaz de Camões. A Universidade de Cambridge, na Inglaterra, realizou recentemente um estudo que procurar traçar o perfil dos apaixonados. E o mais surpreendente é que os resultados obtidos confirmam o que, há séculos, afirmavam os grandes filósofos gregos, entre eles Platão. Há aqueles que amam com o fogo de Eros ou de forma incondicional, como as mães. Mas existem também os amantes ditos ‘relapsos’, que, segundo a pesquisa, é um tipo de sentimento mais comum entre os homens, mas está longe de significar ‘falta de amor’ ou a temida frigidez. O problema é que ao longo da vida esses sentimentos podem se confundir, ou passar de uma modalidade a outra, o que pode deixar muitos “apaixonados” completamente desnorteados. Não existem regras fixas, tampouco fórmulas mágicas, capazes de orientar o amante confuso nessas horas. Mas os pesquisadores de Cambridge garantem: “o importante é aceitar que o ser humano pode amar de diferentes maneiras, em diferentes momentos da vida. Respeitar o modo como a outra pessoa ama é fundamental para a estabilidade social, seja ela entre colegas, familiares ou casais. O grande causador de tantos desentendimentos é que a maioria das pessoas quer ser amada da mesma forma e nos mesmos moldes que ama”. A teoria é convincente e esclarecedora. No entanto, aceitá-la na prática é bem mais difícil. Afinal, quem nunca amou sem ser amado? Quem nunca sentiu na pele o pensamento de Platão, e viveu um amor incondicional e idealizado, mas só lá naquele mundo distante, no antigo ‘Mundo das Idéias Platônicas’, enquanto o Mundo Físico queimava de dor e descontentamento? Que essas experiências são necessárias à evolução de todo ser humano, não há dúvidas. Mas, feita a viagem de volta para o mundo físico, dificilmente as pessoas querem regressar à Terra de Platão. Enfim, o amor é mesmo um beco profundo e sem saída, mas necessário e belo. Quem o experimenta, dificilmente consegue encontrar o caminho de volta. Uns porque não querem mesmo; outros porque se perderam em suas armadilhas.

sábado, 25 de julho de 2009

IURD AÇÃO SOCIAL NA FUNDAÇÃO CASA ANTIGA FEBEM



















Ação social na FUNDAÇÂO CASA (ANTIGA FEBEM)IURD ajuda na ressocialização de menores da Fundação CasaAgência Unipress InternacionalSÃO PAULO - Voluntários da Igreja Universal do Reino de Deus de todo o Brasil visitam, diariamente, unidades da Fundação Casa. Em São Paulo, cerca de 150 pessoas acompanham o pastor Geraldo Vilhena, – responsável pelo trabalho no Estado – nas reuniões realizadas nos locais. Segundo dados da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência (SEDH/PR), no Brasil, o número de menores infratores que cumpre pena aumentou em 28%, entre 2002 e 2006. Em média, há nove adolescentes em regime de internação para cada um em regime semi-aberto. São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará são os Estados com maior execução para este regime. Com o objetivo de ajudar na reintegração desses jovens na sociedade, há sete anos a IURD conta com a ajuda de voluntários de todas as áreas para a realização do trabalho espiritual. Durante os encontros, os internos recebem uma palavra de fé e de esperança. “Nós oramos para que eles sejam libertos dos problemas espirituais e possam receber a presença de Deus”, diz o pastor Geraldo. Semanalmente, são distribuídos cerca de três mil exemplares da Folha Universal e mensalmente mil livros e duas mil revistas Plenitude, para que os adolescentes possam conhecer, de uma forma diversificada, a Palavra de Deus. O grupo também organiza palestras sobre saúde da mulher – nas unidades femininas –, higiene e educação, além de oferecer doações e amparo aos familiares dos internos. No mês passado, cerca de 200 famílias do Complexo do Brás receberam lanches, roupas, calçados e brinquedos. “Durantes esses eventos, procuramos conscientizar todos sobre a importância de resgatar os valores da família, da formação da criança e do adolescente para a nossa sociedade”, explicou o pastor, acrescentando uma palavra de fé aos que estão sofrendo por terem algum parente sendo escravizado pelo mundo do crime: “Disse o Senhor que se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra”, finalizou.

MUDANÇA DE ESTÉTICA


MUDANÇA DE ESTÉTICA:A TRANSFORMAÇÃO É APENAS FÍSICA, ATINGE TAMBÉM O LADO SENTIMENTAL E PROFISSIONAL OU NÃO PASSA DE ILUSÃO?Basta analisar rapidamente alguns periódicos de moda, decoração ou paisagismo para se deparar com sugestões do tipo: “Já pensou em mudar o rumo de sua vida trocando a cor da parede de seu quarto?”, ou então: “Que tal renovar seu guarda-roupa e mudar de vida?”. Há também convites mais incisivos e com promessas ainda mais ousadas, como esta a seguir, publicada em uma grande revista de moda e beleza: “Por que não revolucionar a sua vida, virar uma estrela da TV e arrumar um novo amor, começando pela transformação total de sua aparência?”. Pode parecer exagero, mas quem nunca se sentiu atraído por tais apelos? Quem nunca pensou em mudar o interior, apagar magos e frustrações transformando apenas o corpo físico? A maioria dos que se submete a transformações estéticas radicais não quer apenas melhorar, consertar ou disfarçar. O objetivo é mudar da cabeça aos pés, virar outra pessoa, deixar para trás o invólucro da sem-gracice e renascer outro, mais belo e amado. Apesar de as cirurgias plásticas estarem cada dia mais banalizadas, tem se difundido fortemente na mídia programas que promovem transformações completas, como é o caso da atração norte-americana “I Want a Famous Face”, criado pela MTV. A proposta do programa é acompanhar a mutação de candidatos que querem se transformar em clones de seus ídolos. Em um polêmico episódio, gêmeos terrivelmente tímidos e cheios de espinhas queriam virar Brad Pitt. Em outro, uma garota de pele escura e olhar triste almejava ser Kate Winslet, e afirmou que continuaria muito melancólica caso não atingisse tal proeza. No Brasil, uma jovem de 27 anos pôs na cabeça que queria se transformar na dançarina de axé Scheila Carvalho. “Comecei a ver a Scheila como minha referência, e até hoje já gastei 100.mil reais em cuidados estéticos para ficar igual a ela”, diz. Todo esse dinheiro foi gasto com cabelo cortado, tingido e tratado como o da musa, programa de exercícios igual ao dela, guarda-roupa idem, aplicações de botox, lipoaspiração em sete lugares e duas cirurgias para colocar próteses de mama. “Já quase cheguei lá, agora só falta serrar os dentes caninos”, completa. Para os psicólogos, esse tipo de comportamento pode denunciar uma forte e perigosa não-aceitação própria, uma renúncia do “eu” e a idolatria do “outro”. Quando isso acontece, explicam, as pessoas acreditam que seus problemas interiores não têm solução, que estão condenadas para sempre e que, por isso, a única forma de escapar dessa encruzilhada é através da incorporação de um novo ser, como se ela fosse um carro velho sem possibilidade de reparo. “O grande problema, no entanto, é que a transformação estética nunca muda a personalidade, nem faz de ninguém outra pessoa, e isso ela irá perceber em pouco tempo. Daí, o sentimento de frustração pode se agravar ainda mais”, esclarecem os médicos. “Há registros de pessoas que chegaram ao suicídio quando perceberam que eram outra pessoa por fora, mas que continuavam as mesmas de sempre por dentro”.

AMORES NADA CONVENCIONAIS

AMORES NADA CONVENCIONAIS:O MAIOR DESAFIO É VENCER O PRECONCEITO, AS PRÓPRIAS DIFERENÇAS OU CRER NO SENTIMENTO DO OUTRO?O inglês Jon Brower Minnoch é considerado o homem mais pesado de todos os tempos, de acordo com o Guinness Book, o livro dos recordes. Quando se casou, em 1978, estava com 635 quilos. Sua esposa, a também inglesa Jeannette Minnoch, pesava apenas 50 quilos quando subiu ao altar, dando a Jon – e também a ela – um nove recorde, registrado oficialmente no livro: o de casal com maior diferença de peso de todo o mundo! No Brasil, o casal formado por Claudia Pereira Rocha da Silva, de 34 anos, e Douglas Maister Breger da Silva, de 35, também está no Guinnes Book. A dupla foi reconhecida pelo livro como o menor casal do mundo. Cláudia tem apenas 92,5 centímetros de altura, tamanho equivalente ao de uma criança de três anos, e calça número 25. Aliás, um dos problemas que mais incomoda Cláudia é a dificuldade para encontrar roupas e calçados de seu tamanho e que não sejam de criança. “Todas as roupas são coloridas ou têm babados. É raro achar uma blusa discreta. A maioria é feita para anões maiores que eu”, reclama. Uma curiosidade do casal curitibano e que chama a atenção é que Douglas é ainda menor que sua parceira. Ele tem apenas 89,5 centímetros, 3 centímetros a menos que Cláudia. “Assim como muitos anões, nós dois já chegamos a trabalhar com teatro”, diz Douglas. “Adivinha a peça que nós fizemos”, pergunta Cláudia. “A Branca de Neve”. Em 2008, um homem de 92 anos estava prestes a se casar com uma jovem de apenas 16 anos. Os dois só não oficializaram o matrimônio porque a Justiça do Egito – país onde moram - impediu. O ministério da Justiça egípcio criou, na década 80, uma lei que impede o casamento de estrangeiros com egípcios quando a diferença de idade entre os noivos for maior do que 25 anos. Mesmo assim, o casal disse que pretende continuar unido. Na Inglaterra, os britânicos Frank, de 101 anos, e Anita Milford, de 100 anos, completaram em maio 81 anos de casados. Eles detêm o recorde de ser o casal vivo há mais tempo juntos, assegura o tabloide Daily Mail. Apesar da longevidade da união, Frank e Anita confessam que nunca formaram um casal de muitas afinidades, mas atribuem a isso o segredo para estarem há tanto tempo juntos. “O segredo do sucesso de nosso casamento é que, desde que nos conhecemos, sempre brigamos um pouco”.

UMA NOITE MAL DORMIDA


Uma noite mal dormida
Deito na pedra gelada da elegante porta de entrada do Banco do Brasil, na Rua São Bento, no Centro de São Paulo. Me ajeito como posso: um braço como travesseiro, o outro cobrindo o rosto, e espero. Em cima, as bandeiras de São Paulo e do Brasil, bem iluminadas, contrastam com a escuridão da rua. Do outro lado da calçada, alguém dorme em uma barraca de camping velha, coberta por um saco de lixo preto. No meio da rua, fechada para carros, há um homem apoiado em um canteiro, quase embrulhado no papelão. Então, eles chegam. Primeiro, um vestido de laranja, com uma vassoura, que acorda o homem embrulhado. Pede para ele deitar mais para a direita, sair do meio da rua. Passou da meia noite e não há mais ninguém por perto. Eu espero e cochilo. Aí, vem o caminhão. Estaciona ao meu lado. O motor parece que vai me engolir. Espero a água. Em vez disso, uma fumaça nojenta invade meu nariz. São cinco ou seis funcionários que lavam a calçada sem me olhar. Mesmo assim, tomam cuidado para não espirrar água. Permaneço seco, apesar do susto. A experiência de acordar desse jeito é horrível, mas trata-se de uma rotina para milhares de pessoas que dormem nas ruas paulistanas. As operações noturnas de limpeza são necessárias, segundo a Prefeitura, para garantir que as ruas continuem transitáveis de dia. Não fossem os jatos d'água que acordam os desabrigados de madrugada, o cheiro seria insuportável, argumentam.De acordo com dados da Secretaria de Subprefeituras, as operações envolvem 120 caminhões e 1.420 pessoas, entre garis e ajudantes de limpeza. Tudo ao custo de R$ 5 milhões mensais. Questionados se não seria melhor gastar o dinheiro em banheiros para a população de rua, os responsáveis pela pasta afirmam que existiam quatro na região central, mas que um deles acabou fechado por constantes ações de vandalismo e furto. Não deve ser reaberto. Considerada necessária pela Prefeitura, a lavagem das calçadas continuará, mesmo nas noites frias, como explicado em nota oficial: "Independentemente das condições climáticas, os serviços de limpeza precisam ser executados. Para a lavagem das calçadas da região central, nos locais onde existem moradores de rua dormindo, as equipes usam proteções de plástico para não molhá-los. Essa proteção se assemelha àquelas utilizadas pelas equipes de corte de grama, mas são de plástico e mais resistentes para que não molhem os moradores de rua." (D.S.)





sexta-feira, 24 de julho de 2009

A BELEZA TRAZ DINHEIRO OU DINHEIRO TRAZ BELEZA?

QUAL AFIRMAÇÃO CONDIZ MAIS COM A REALIDADE:A BELEZA TRAZ DINHEIRO OU DINHEIRO TRAZ BELEZA?O conceito de beleza não é algo estático, imutável. Longe disso, o belo varia de tempos em tempos e, a cada novo padrão estabelecido, trava-se uma guerra quase doentia para conquistá-lo. Durante a Renascença, por exemplo, a beleza estava diretamente associada ao que hoje é rejeitado, ou seja, às formas roliças e volumosas. A mulher que deixava à mostra o tecido adiposo transbordar era objeto de desejo e devoção. Nas artes, Renoir retratou a beleza feminina ao pintar mulheres gordas deitadas na relva. Monet é outro bom exemplo de exaltação àquilo que, hoje, deixou de ser belo e virou até motivo de chacota. Sua obra está recheada de mulheres ‘arrojadas fisicamente’. Não importa qual seja o modelo de beleza exigido por uma época, a regra pede estar sempre adaptado a ele. O jogo é assim, desde os antecedentes renascentistas, e assim continuará a ser. Hoje, no entanto, com as novas tecnologias e a ascensão do mercado de cosméticos, alcançar o padrão de beleza exige apenas um pouco de disposição e a um bocado de dinheiro. Algumas clínicas de estética de São Paulo chegam a cobrar até R$8 mil por um tratamento que se restringe aos cuidados com o cabelo e a pele. As expressões faciais podem ser amenizadas por pouco mais de mil reais. E para quem deseja abandonar de vez a Renascença, o mercado oferece as lipoaspirações por preços convidativos. Bastam dinheiro e um pouquinho de coragem. No Oriente, região marcada pelo conservadorismo extremo, o comércio de produtos para branquear a pele se tornou uma atividade milionária Na Índia, por exemplo, artistas de Bollywood - centro cinematográfico do país - participam de anúncios de televisão que procuram convencer os consumidores de que serão mais populares e belos se tornarem a pele mais clara. Nem todos concordam com esse tipo de apelo comercial. Para parte da população, os produtos para clarear a pele podem fortalecer o preconceito. É o que acredita também a atriz indiana Rani Moorthy. Para ela, essa tendência trata a cor mais escura como se fosse uma “doença a ser curada”. “Às sextas-feiras era obrigada a tomar banho de óleos, com limão e outros produtos usados tradicionalmente para clarear a pele”, conta.

CLASSE MÉDIA NO CRIME: O QUE MAIS OS MOTIVA?

CLASSE MÉDIA NO CRIME: O QUE MAIS OS MOTIVA?________________________________________O envolvimento de indivíduos das classes média e média-alta em atos de delito está cada vez mais comum no Brasil, como têm provado as estatísticas. No entanto, para o coordenador do programa de pós-graduação em Direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), isso não deve ser encarado como motivo de alerta, já que é um grande erro associar determinada classe social como mais ou menos propensa ao crime. “Assim como a pobreza não faz de ninguém criminoso, ser da classe média também não faz de ninguém honesto. É muito mais comum encontrar um delinquente por conta da vontade própria e da necessidade de consumo. Tem gente que ainda acredita na inocente ideia de que bandido é morador de favela”, diz. Segundo o acadêmico, tudo indica que há prevalência de estímulos externos ao meio social, que acabam por favorecer a entrada do jovem de vida estável no crime. Dentre os mais comuns, cita ele, pode-se destacar a necessidade que esses indivíduos têm em ser o “centro das atenções”, uma vez que grande parte da imprensa brasileira transforma criminosos potenciais em celebridades marcantes e até invejadas. “A mídia tem o poder de transformar assassinos, traficantes, prostitutas e outros tantos mais em heróis nacionais”, explica. Bom exemplo de tal teoria é o caso do ‘famoso’ Maníaco do Parque. O assassino em série já distribuiu autógrafos pelas ruas do País feito artista de Hollywood. Bruna Surfistinha, ex-garota de programa, após publicar livro que conta sua trajetória “profissional”, passou a ser vista com frequência em programas de entrevista com um falso ar de intelectualidade estampado no rosto. Um chamariz e tanto para muitos jovens, dispostos a seguir os mesmos caminhos que a celebridade do sexo. Outra linha de raciocínio, defendida por profissionais da psicologia, sustenta que essa propensão ao crime seja um “traço de personalidade do indivíduo”, algo a ser discutido muito mais pela genética que por sociólogos. Os opositores de tal teoria se defendem e colocam a responsabilidade sobre os pais. “A família pode agir como dispositivo que aciona ou desarma a ambição criminosa do filho. Em alguns casos, pode até mesmo criá-la, mesmo que o indivíduo não tenha nenhuma propensão ao crime.”

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