sexta-feira, 31 de julho de 2009

VÍDEOS DA INTERNET


VÍDEOS DA INTERNET:A FALTA DE CENSURA NESSE MEIO FAVORECE O ENTRETENIMENTO OU FERE O DIREITO DE IMAGEM?A Declaração Universal dos Direitos do Homem, no artigo 19, diz que “todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”. No entanto, ao mesmo tempo em que a democracia e a liberdade brasileiras asseguram aos cidadãos tal direito, deixam implícitas – até pela sua obviedade – que, para fazer uso adequado e proveitoso da expressão do pensamento, é preciso bom senso e ética. Os abusos, obviamente, não estão livres de sofrer as consequências previstas no Código Penal. O grande problema, porém, é definir exatamente em que ponto o direito à livre expressão termina e em que ponto se inicia o excesso e o dano moral causado ao próximo. O assunto se torna ainda mais delicado com relação às novas tecnologias, como a Internet. O maior e mais diversificado meio de informação do mundo é praticamente uma fonte livre de dados, imagens, vídeos e todo tipo de material informativo. No entanto, a rede carece de moderadores. Exatamente por isso, nela, pode-se tanto visitar e conhecer o museu do Louvre, na França, quanto assistir às mais grotescas cenas de selvageria e violência, publicadas sem critérios por anônimos e desocupados. A internet é um veículo mundial, e nenhuma proibição ou órgão de censura tem tal alcance. Sendo assim, o mecanismo hábil de redução dos abusos, como pornografia infantil, calúnias, fascismo e da ridicularização humana, passa a ser a responsabilidade de cada um dos usuários, não de uma suposta e inviável censura. Não há, portanto, nenhum remédio melhor que bom senso e ética. A censura, a proibição, a repressão e os demais meios privativos são sempre proporcionais à falta de responsabilidade social e maturidade de um povo. Mas essa prática não alcança a web. Nela, são livres tanto os cidadãos éticos e responsáveis quanto aqueles que usam o ciberespaço em prol da decadência social. Cabe ao cidadão (e usuário) colocar a seletividade em prática, e então julgar quais sites são convenientes acessar. Tomar a mesma postura diante da TV, rádio, jornais, etc., é a maior pena que pode sofrer o infrator. Afinal, o desprezo é sempre muito mais amargo que a censura!

ELES BATEM E ELAS SE CALAM


'ELES BATEM E ELAS SE CALAM'. POR QUÊ?MEDO, AMOR OU DEPENDÊNCIA ECONÔMICA?Pesquisas realizadas recentemente pelo Ibope mostraram que, para 33% das mulheres, o problema que mais as preocupa é a violência do marido ou parceiro, além do medo de agressão por algum estranho, fora de casa. Mais de 50% das entrevistadas confessaram ter sofrido algum tipo de violência do companheiro ou conhecer ao menos uma mulher que já tenha sido vítima desse tipo de agressão. Outras 51% disseram ter amigas ou conhecidas que preferem não denunciar o agressor por julgar o atendimento ineficiente, por não acreditarem na justiça ou simplesmente por medo de retaliação. Esses dados vêm legitimar a ascensão do crime doméstico, e em especial contra as mulheres, verificado nos últimos anos no Brasil. No Sul e no Sudeste, os casos que chegaram às delegacias aumentaram 7% entre 2007 e 2008. Na periferia das grandes cidades, as mulheres que declararam se sentir desprotegidas e com medo dentro da própria casa passaram de 43% em 2006 para 60% em 2008. Os estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste continuam recordistas. Mais de 62% delas já declararam ter sofrido algum tipo de violência dentro de casa, e 74% confessaram não se sentir seguras também quando estão nas ruas. Apesar dos números, o Ibope e as autoridades competentes acreditam que esses valores sejam bem maiores, uma vez que apenas uma pequena parte presta queixa do companheiro. Prova disso é que três em cada quatro entrevistadas consideram que as penas aplicadas nos casos de violência contra mulher são irrelevantes e que a Justiça trata com descaso as vítimas desse crime. Quase 60% consideram os serviços de atendimento totalmente ineficazes ou muito pouco funcionais. Quando interrogadas sobre o que acham que acontecerá com a mulher logo após uma denúncia ser feita, 33% confessaram que “Quando o marido fica sabendo, ele reage e ela apanha ainda mais”; 27% responderam que não acontece nada com o agressor; 21% creem que o agressor será preso; outras 12% supõem que o agressor irá receber apenas uma multa ou será obrigado a doar uma cesta básica. Há também aquelas que acreditam ser mais seguro ficar calada e sofrendo agressões do que confiar na Justiça depois da denunciada.

ABRIR MÃO DA FAMÍLIA EM NOME


ABRIR MÃO DA FAMÍLIA EM NOME DO SUCESSO PROFISSIONALÉ UMA OPÇÃO OU UMA EXIGÊNCIA DO MERCADO?Apesar de o sucesso profissional ser almejado muito mais pelos homens do que pelas mulheres, a ascensão feminina no mercado de trabalho, nas últimas duas décadas, é relevante. As últimas pesquisas realizadas em São Paulo indicam que elas estão alcançando sucesso profissional mais rápido e fácil que a maioria dos homens. Segundo o Ibope Mídia, 52% dos homens sacrificam boa parte do tempo com a família para se dedicarem ao trabalho. Entre as mulheres, apenas 48% abrem mão da casa para dar exclusividade à vida profissional. Do mesmo modo, 47% dos homens têm como objetivo máximo de vida atingir o topo mais alto da carreira. Já entre as mulheres esse número cai para 33%. Embora o sucesso profissional da mulher seja indiscutível, o que tem preocupado muitos homens (24% deles ainda acreditam que lugar de mulher é em casa), são os inúmeros casos de frustração amorosa entre elas. A maioria não admite, mas a ascensão profissional feminina é diretamente proporcional ao fracasso delas na vida sentimental. Conciliar uma atribulada e importante vida profissional à família ainda é uma conquista da minoria, por isso, o objetivo de edificar uma família tem sido deixado de lado. O Ibope Mídia revelou também que grande parte das mulheres inseridas no mercado de trabalho acredita que o dano à família não tenha relação com a carreira. Para elas, ele é provocado pelos próprios homens, que ainda não estão preparados para viver ao lado de uma ‘mulher-líder’ dentro e fora de casa. Outras, no entanto, afirmam que fizeram uma opção: pela independência financeira e repúdio à submissão. Uma minoria, bem mais direta e conformada com a situação, atribui o fracasso sentimental e familiar à falta de vocação para o lar e para a família. “Muitos homens se dedicam exclusivamente à carreira e deixam a casa renegada a segundo plano, mas nem por isso são criticados. Quando a mulher parte para o mesmo caminho, ela é massacrada socialmente. Não deveria ser assim”, defende uma entrevistada. “Mas quem, se é assim, quem então fica responsável pela família”, rebate o entrevistador? “Quem tem vocação exclusivamente para isso. Ser o melhor dentro de casa e no trabalho todo mundo sabe que é impossível”.

RECUSA FATAL


Recusa fatal
O britânico Gary Reinbach, de 22 anos, morreu na última segunda-feira (20) depois de ter sido negado a ele um transplante de fígado que poderia salvar sua vida. A justificativa dada é a de que ele não poderia receber um novo órgão caso não fosse capaz de deixar o hospital para provar que poderia ficar sóbrio por pelo menos 6 meses. Segundo o jornal britânico “Daily Mail”, que noticiou a história, o paciente era alcoólatra e tinha poucas semanas de vida, pois sofria de um caso grave de cirrose, doença crônica do fígado, e não tinha condições físicas para ir para casa. Os médicos de Reinbach argumentaram que, pela gravidade do caso, ele deveria ser uma exceção às rigorosas normas do hospital University College, em Londres, segundo as quais aqueles que procuram um transplante têm que provar que podem permanecer sem álcool fora do hospital. A mãe do jovem, Madeleine Hanshaw, disse ele estava desesperado para se recuperar e mudar de comportamento. “Essas regras são realmente injustas. Não estou dizendo que você deve dar um órgão a alguém que entra e sai do hospital o tempo todo e continua a se danificar. Mas só para pessoas como Gary, que cometeu um erro e não terá uma segunda chance”, disse. Gary Reinbach consumia bebidas alcoólicas desde os 13 anos, mas só foi internado pelo efeito da droga há 10 semanas, quando o quadro de cirrose já era irreversível sem transplante. Se recebesse um novo fígado, segundo especialistas, ele teria 75% de chances de sobreviver. De acordo o médico Tony Calland, presidente da comissão de ética da Associação Médica Britânica, os cirurgiões têm o direito de recusar transplantes de pacientes com doenças hepáticas causadas pelo álcool que não demonstram uma vontade de parar de beber. Uma porta-voz da NHS Blood and Transplant, não-identificada pelo “Daily Mail”, entidade que recebe informações de doadores, disse que o dilema se deu, em partes, devido a uma escassez de doadores. “Os médicos têm a difícil missão de decidir sobre quem vai tirar o maior proveito e cuidar melhor deste presente”, disse a fonte. O ministério da saúde da Grã-Bretanha abriu inquérito para investigar o caso.

FILHO DE PEIXE PEIXINHO É.


“FILHO DE PEIXE PEIXINHO É”NA MAIORIA DOS CASOS, SEGUIR OS RUMOS DOS PAIS É FRUTO DE UMA OPÇÃO, IMPOSIÇÃO OU INFLUÊNCIA?O velho ditado que diz que “filho de peixe peixinho é” nem sempre pode ser interpretado ao pé da letra. No mundo da fama e das artes, são inúmeros os filhos que seguem os passos dos pais, mas alguns são vencidos pelo cansaço das comparações e acabam desistindo no meio do caminho. Rafaela Fisher, por exemplo, filha de Vera Fisher, ensaiou várias vezes algumas estreias na televisão. Mas chegou a participar de apenas uma minissérie, “Desejo”, cuja protagonista era encenada por sua mãe. Depois de “Desejo”, Rafaela nunca mais assumiu um papel de destaque na televisão, nem em outro ramo das artes. Já com Cléo Pires, filha de Fábio Jr. e Glória Pires, a situação foi bem diferente. A menina que sempre falou que não sabia o que queria ser quando crescesse, cresceu e acabou estreando no cinema, com “Benjamin”, filme baseado no livro de mesmo nome de Chico Buarque. Mais tarde, e já bem mais madura na profissão, Cléo Pires conquistou papéis importantes no teatro e na novela. Hoje, a garota já se desvinculou do rótulo de “filha de famosos” e mostrou que chegou onde está por méritos próprios. E quem não se lembra da jovem e bela Yasmin, filha da modelo Luiza Brunet? Num caso atípico no mundo da fama, Luiza bem que tentou convencer a filha a não seguir os seus passos, mas não conseguiu. Yasmin mostrou desde muito pequena que seu negócio era mesmo a passarela. Depois de desfilar para grifes conceituadas no Brasil e no exterior, hoje Yasmin diz ter planos para a atuar na TV, área em que sua mãe reconhece ter fracassado. Mas se para uns a maior luta é tentar se desvincular do prejulgamento de fama herdada à sombra dos pais, para outros terem seus nomes associados ao pai ou mãe famoso é quase uma exigência. Tammy, filha da cantora Gretchen, por muitos anos fez de tudo para se parecer coma mãe, e se lançou de cabeça na mídia como “a sucessora da rainha do rebolado”. Mais tarde, a surpresa: não era bem isso o que Tammy queria... Se no mundo da fama os filhos se distanciaram dos passos do pai pode causar espanto, Stella McCartney, filha do ex-Beatle Paul McCartney, é a prova de que o talento pode muito bem ser direcionado para outra área. Stella nunca quis saber de guitarra. Seu pai nunca ligou para isso. Hoje, ela é conhecida mundialmente pelo seu talento como estilista.

ADOÇÃO


ADOÇÃO:O QUE MAIS A ATRAPALHA SÃO AS LEIS, A BUROCRACIA OU A FALTA DE INTERESSE?A adoção visa dar às crianças e adolescentes desprovidos de família um ambiente de convivência mais humana, onde outras pessoas irão satisfazer ou atender aos pedidos afetivos, materiais e sociais que um ser humano necessita para se desenvolver dentro da normalidade. É de grande interesse também do Estado que se insiram essas pessoas em situação de abandono ou carência em ambiente familiar homogêneo e afetivo. A adoção, vista como um fenômeno de amor e afeto, deve, portanto, ser incentivada constitucionalmente. De acordo com as leis vigentes no Brasil, a adoção não pode acontecer no moldes de um contrato, e também não é possível subordiná-la a termo ou condição. Além disso, de acordo o Artigo 375 do Código Civil de 1916, quaisquer cláusulas que suspendam, alterem ou anulem os efeitos legais da adoção são proibidas; sua inserção na escritura anula radicalmente o ato. Depois de estabelecida, e respeitados os moldes da lei, são inúmeros os efeitos da adoção. Primeiro desaparecem todas as ligações com a família natural, todos os limites com a família original são esquecidos e apagados. O parentesco agora são os da família do adotante. Diz o art. 1.626 do Código Civil: “O adotado é equiparado nos direitos e obrigações ao filho sanguíneo, nesta ordem, assegura-se a ele o direito a alimentos e assume os deveres de assistência aos pais adotivos. O novo vínculo de filiação é definitivo, isto é, não pode o adotado desligar-se do vínculo da adoção”. Ainda de acordo com o Código Civil Brasileiro, a adoção visa, essencialmente, ao bem-estar e ao interesse do menor, e é exatamente neste ponto que muitos casais pecam. É comum a adoção acontecer para satisfazer as necessidades dos pais adotivos, enquanto os da criança adotada ficam em segundo plano. Deve, também, ser verificada a capacidade intelectual, afetiva e emocional dos adotantes para se avaliar as possibilidades reais do menor encontrar no novo lar o equilíbrio e a normalidade familiar que ele tanto carece. Todo esse estudo pretende minimizar a margem de erro na colocação de um menor numa família substituta equivocada. Procura-se inteirar o adotante das suas obrigações e responsabilidades, assim como informá-lo sobre os efeitos que esse ato irá gerar.

FAVELAS


FAVELAS:AINDA É POSSÍVEL SOLUCIONAR O PROBLEMA?O Brasil deverá ter mais de 55 milhões de pessoas morando em favelas até 2020, o que representará 25% da população total do País. A previsão é da Organização das Nações Unidas (ONU), feita com base no relatório de projeções demográficas, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O relatório prevê também estabilidade na taxa de crescimento das favelas brasileiras durante esse período, com avanço de 0,34% ao ano. Atualmente, 52,3 milhões de pessoas vivem em favelas, o que corresponde a aproximadamente 28% da população do Brasil. Nos Estados Unidos, o país mais rico do planeta, mais de 2 milhões de pessoas não têm casa. Outros 2,2 milhões irão perder a casa até o final deste ano, prevê a ONU. Dados do IBGE mostram também que 36,8% das cidades brasileiras divulgaram ter loteamentos irregulares, e 24,3%, lotes clandestinos, cuja ocupação não é informada à prefeitura. Embora o Brasil experimente relativa estabilidade quanto ao crescimento dessas moradias, o grande avanço das favelas - ocorrido entre 1991 e 2005, quando essa população cresceu três vezes mais que a média nacional – deixa consequências difíceis de serem reparadas, já que o equilíbrio do número dessas habitações está longe de significar problema resolvido. Mesmo que algumas favelas deixem de surgir, a ONU alerta que as crianças moradoras dessas habitações, com até cinco anos, têm até três vezes mais chances de morrer do que aquelas oriundas de famílias com melhores condições financeiras. No Brasil, das 18 milhões de crianças desta faixa etária, 7,9 milhões (44%) não têm acesso aos sistemas de saúde, mesmo não sendo moradoras de favelas. Ou seja, resolver o problema habitacional é apenas um detalhe de um gigantesco e complexo problema. “A questão não se restringe a favelas. Não basta tirar a população desses locais e colocá-la em casas de cimento. Altos níveis de concentração populacional em áreas urbanas tornam as crianças pobres vulneráveis a doenças contagiosas, como diarréia, problemas respiratórios e meningite. Ou seja, ter um lugar para morar é apenas o primeiro passo para que seja possível a resolver o foco do problema”, afirmam os elaboradores dos relatórios.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

PROFISSÃO DOS SONHOS


PROFISSÃO DOS SONHOS:É AQUELA QUE PROPORCIONA PRAZER, RECONHECIMENTO OU BOA REMUNERAÇÃO?Estudos realizados recentemente pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IESPE) e da MCI Marketing, mostraram que, de todos os países latino-americanos, os brasileiros aparecem no topo da lista da insatisfação profissional. Em segundo lugar está o México, seguido do Chile. De acordo com o instituto, mais de 28% da população economicamente ativa do Brasil não atuam na área em que desejavam ou para a qual se especializaram. Outros 30% não sabem responder com exatidão se gostam da profissão, e mais de 96% se dizem insatisfeitos com o salário. Para os especialistas, a insatisfação profissional dos brasileiros pode ter origem ainda na adolescência, na hora de prestar vestibular. Escolher a carreira profissional é uma decisão bastante delicada, que tem de ser tomada quando o jovem ainda não atingiu maturidade suficiente para saber o que realmente quer fazer pelo resto da vida. O conselho dado pelos especialistas é não optar por uma carreira levando-se em conta alguns poucos fatores, como a remuneração, por exemplo. Logicamente, esse ponto é importante, mas não deve ser o único item analisado na hora da decisão”, aconselham os especialistas. Outro erro comum é querer seguir uma carreira apenas porque, no momento, ela está na moda. “Agindo assim, as possibilidades de frustração futura são enormes. Para essa decisão é fundamental o autoconhecimento. Isso permitirá ao jovem uma reflexão sobre o que gostaria de ser, qual o seu objetivo, quais suas aptidões. E mais, é importante buscar informações sobre as profissões pelas quais se interesse”, explicam. Outra dica bastante importante, principalmente para os insatisfeitos brasileiros, é tentar sempre ser o melhor, independente da área de atuação. “Muitos profissionais passam a vida toda reclamando por não serem reconhecidos, mas também não fazem nada além da obrigação rotineira para que isso aconteça”. Portanto, se você trabalha varrendo o chão, varra o chão de uma forma que o seu trabalho chame a atenção das pessoas. Inove, seja criativo, seja o melhor varredor de chão da sua empresa, do seu bairro, e por que não de sua cidade ou do País?! Enfim, é preciso ser bom naquilo que se faz. Agindo assim, remuneração satisfatória, sucesso e reconhecimento profissional e pessoal passam a ser uma consequência inevitável de sua dedicação.

NO CAMINHO DA CULPA





No caminho da culpa

Muitas pessoas se autoflagelam por causa deste sentimento, que leva à depressão e até mesmo ao suicídio

AGÊNCIA UNIPRESS INTERNACIONALAlice Mota
Culpa é um sentimento que pode provocar a autopunição. Muitas religiões ainda o tratam com requintes medievais e obrigam seus seguidores a pagarem penitências. Há seitas islâmicas que praticam a autoflagelação - o dilaceramento do próprio corpo. No Brasil, há alguns grupos de penitentes, no Nordeste, que também praticam rituais de autoflagelo, como a Ordem dos Penitentes.
Como destacou a psicóloga Martha Padrão, por causa deste sentimento, muitos têm sofrido de depressão e até mesmo cometido o suicídio.
Segundo a especialista, a culpa também pode levar a pessoa a sentir-se vítima. “Existem aquelas pessoas que se matam com o intuito de fazer uma outra se sentir culpada.”
Constantes acusaçõesNa família, muitos pais se culpam pela rebeldia e pelo fracasso dos filhos. Casais se acusam pelo insucesso no relacionamento e acabam se separando.
No entanto, em recente Concentração de Fé e Milagres, que acontece todos os domingos na Catedral Mundial da Fé, na Zona Norte do Rio de Janeiro, bispo Clodomir Santos, responsável pelo trabalho evangelístico, alertou para que as pessoas não aceitem o sentimento de culpa, que na maioria das vezes é causado por constantes acusações entre os próprios membros da família. E, por conta disso, lares têm sido desfeitos.
“Não se pode alimentar o sentimento de culpa. Alimente-se de sentimentos e pensamentos de Deus. Não dê ouvidos a ninguém, não aceite palavra de condenação. Se você fez alguma acusação a alguém, vá até ele e peça perdão”, destacou o bispo.
Exemplificando o que dizia, o bispo contou a história de um rapaz que era usuário de drogas e freqüentava a igreja em busca de libertação. Até que um homem lhe dirigiu uma palavra de acusação dizendo que tipo de crente era ele. O rapaz deixou aquela palavra entrar na sua vida, sentiu-se culpado e se afastou da igreja.
Graves conseqüênciasEntre as principais conseqüências do sentimento de culpa, a autoflagelação é freqüente em muitos movimentos e religiões. O “Opus Dei” é um deles. Em seu site, o movimento é denominado como “instituição da Igreja Católica(...)”. Pessoas que trabalham neste movimento são conhecidas como numerárias, divulgam casos de autoflagelação e de que modo cometem esses atos.
PuniçõesO cilício é o instrumento que os integrantes do “Opus Dei” fabricam para se autoflagelarem. Entre as punições cometidas com este instrumento de martírio corporal está a de colocar uma tira de arame com pontas no alto da coxa durante duas horas por dia e açoitar as nádegas nuas uma vez por semana com um chicote de corda trançada.
Rituais de autoflagelação do grupo da Ordem de Penitentes no Nordeste do País são feitos de diversas maneiras, desde longas caminhadas pedindo esmolas, até a martirização do corpo com instrumentos próprios.
Cacho é instrumento de suplício utilizado por estes penitentes, formado por lâminas de ferro e que pertenceu ao fundador da seita. A autoflagelação é feita junto aos cruzeiros, nas portas das igrejas ou nos cemitérios, sempre de madrugada e longe da visibilidade.
“Meus pais sofriam com meus vícios”
“Eu me sentia culpado ao ver meus pais sofrendo por causa do meu vício em cocaína e crack, que me destruía, e a culpa me atormentava”, lembra o jovem Rômulo de Araújo Oliveira, 29 anos, que por várias vezes foi internado em clínicas particulares para desintoxicação. O rapaz chegou a perder a sanidade mental por causa dos efeitos das drogas.
Para sustentar o consumo frenético das substâncias alucinógenas, Rômulo furtou objetos da família e utensílios domésticos. “Eu me sentia horrível, mas não conseguia me controlar. A tristeza e a depressão faziam com que eu me afundasse ainda mais nos vícios. Fiquei louco e também tentei o suicídio.”
As orações da mãe, Celeste Araújo, nas correntes de libertação, que acontecem da Igreja Universal, foram fundamentais para a total recuperação de Rômulo. “Sou testemunha da eficácia dos propósitos da Sessão de Descarrego, porque somente através da fé em Jesus Cristo, das orações fortes e dos ensinamentos alcancei a libertação do vício em cocaína e crack, que me levaram ao inferno”, declara.
COLABOROU: Ticiana Bitencourt
“Carrego muita culpa”
A jovem Suzana* conheceu Paulo* e começaram a namorar, mas em pouco tempo descobriu que a vida dele era uma farsa. Através da própria mãe de Paulo e da sua ex-mulher, Suzana ficou sabendo que ele usava as mulheres para se esconder da justiça, por causa de acusações de estelionato e homicídio. E, por saber da participação dele em um caso de homicídio, Suzana se sente culpada por não tê-lo entregue à polícia.
“Como todas as outras mulheres que ele se relacionou, eu fui ameaçada por ele. Mas o medo que sinto não é maior do que a culpa que carrego. Me sinto culpada também de ter morado com um marginal e por deixado meu filho, ainda criança, conviver com ele”, lamentou Suzana.
Suzana diz que lhe falta coragem para avisar a atual mulher dele sobre quem ele é realmente.“Não quero que aconteça com ela o mesmo que aconteceu comigo e com outras mulheres. É horrível conhecer o autor de um crime e não carregar uma culpa de não entregá-lo à polícia”, declarou.
Suzana também contraiu uma dívida de R$ 6.000,00 sendo vítima de Paulo nos golpes de clonagem.
“Ele fazia clonagem de telefonia fixa e cartões de crédito com limites de R$ 2.000,00”, contou Suzana.

COMIA RESTOS DE COMIDA








COMIA RESTOS DE COMIDA

Hoje é uma comerciante bem-sucedida, dona de duas óticas

Desde que chegou à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), há 12 anos, a comerciante Maria Aparecida Alves da Silva Nogueira, 48 anos, compreendeu que as privações e o sofrimento por ela enfrentados não condiziam com as promessas do Senhor Jesus para a humanidade.
Aparecida conta que o dilema começou quando, ao separar-se do marido com uma filha pequena, ficou sem lugar para morar. Como não tinha emprego fixo, acabou permanecendo, provisoriamente, em um quartinho nos fundos do bar de propriedade do pai dela. “Eu o ajudava durante o dia e ele me deixava morar em um cômodo usado como depósito. Minha filha e eu dormíamos em um colchão e, muitas vezes, nos alimentávamos de restos de comida deixados nos pratos dos clientes do bar”, relembra, acrescentando que permaneceram nessa precariedade por seis anos.
Ponto de partidaA comerciante garante que só teve as forças renovadas quando conheceu o trabalho da IURD e aprendeu a usar a fé: “Após assistir a uma reunião, senti um alívio no coração. Entendi, também, que poderia dar a volta por cima; bastava lançar-me nas mãos de Deus. E foi o que fiz. Ouvi falar da Fogueira Santa, e mesmo sem ter condições lutei para gerar meu sacrifício. Em pouco tempo, as coisas começaram a mudar.”Aparecida relata que a primeira grande mudança foi a volta do marido. “Ele me pediu perdão e, desde então, passamos a lutar juntos e a conquistar o nosso espaço. Hoje vivemos em total harmonia, temos mais um filho e a nossa vida mudou. Temos duas óticas em São Paulo, entre outros bens, e nunca mais passamos por privações. Ao contrário, tudo o que nós sonhamos, Deus nos dá total condição de adquirir”, testemunha.
PERDEU R$ 5 MILHÕESEmpresário não sabe explicar como, de repente, perdeu todos os bens, chegando a morar de favor com a família
O empresário Ondimar Bernandes de Oliveira, 51 anos, a esposa Maisa Rocha de Oliveira, 46, e os filhos passaram por maus momentos antes de chegar à Igreja Universal de Jaraguá, cidade do interior de Goiás. Ele conta que era fazendeiro, mas, em um curto espaço de tempo, perdeu tudo. “Eu não sei explicar como aconteceu, o fato é que perdi R$ 5 milhões. Foram embora três fazendas, 800 vacas, tratores, carros e casa. Eu, minha esposa e nossos três filhos fomos morar de favor. De repente, eu não sabia mais negociar”, lembra Ondimar.
A crise financeira afetou profundamente o relacionamento entre o casal, as brigas eram constantes a ponto de pensarem na separação. Os filhos também não eram unidos e estavam sempre em conflito. “Uma de minhas filhas teve depressão, o que me entristeceu bastante”, admite.
Por mais que tentasse achar a causa, Ondimar não conseguia justificativas para que a situação chegasse àquele ponto. Além do mais, ressentia-se de não poder dar à família o conforto de antes. “No auge de meus problemas, recebi o convite de um conhecido para ir à Igreja Universal. Quando cheguei, o pastor lançou um desafio para aqueles que desejavam mudar de vida. Como eu estava arrasado, entrei de cabeça neste propósito. Minha primeira transformação foi espiritual. Depois, comecei a lutar pela minha família, pois ninguém queria me acompanhar até a IURD” conta.
Após permanecer fiel na presença de Deus e participar da Fogueira Santa, colocando sua fé em prática, Ondimar conta que toda a família está na Igreja. “Fiz a minha parte e Deus me honrou. Tudo o que eu tenho foi à custa de muito trabalho e sacrifício. Por meio da Fogueira Santa de Israel, conquistei a minha empresa, uma lavanderia, minha casa, que tem 23 cômodos, 20 carros e 50 terrenos. Vivemos hoje como eu nunca imaginava ser possível. Somos muito felizes, prósperos e abençoados”, finaliza o empresário.



OS JOVENS E A VIOLÊNCIA.


OS JOVENS E A VIOLÊNCIA:NOS DIAS DE HOJE, O QUE MAIS OS INFLUENCIA?O ditador soviético Stalin já dizia, em 1913, que para destruir a ordem de qualquer sociedade e mantê-la totalmente subordinada ao Estado deve-se, em primeiro lugar, comprar os jovens. “Compre-os e dê-lhes liberdade sem limites, até que o sentido do certo e do errado seja naturalmente invertido”, aconselhava. Essa inversão de valores, segundo os especialistas, já está muito próximo de ser uma realidade. E o pior, tem sido sustentada e ensinada principalmente no convívio familiar. Uma pesquisa da Unesco, realizada com estudantes de escolas públicas e particulares de 14 capitais brasileiras, mostrou, por exemplo, que a maioria dos jovens brasileiros começa a consumir bebidas alcoólicas em casa, por influência dos próprios pais. Quase 10% dos alunos entre a quinta-série e o 3º ano do ensino médio disseram que bebem álcool com frequência. A porcentagem é ainda maior entre os com idade acima dos 19 anos: 16%. Já a porcentagem daqueles que fumam diariamente é de cerca de 3%. A maioria desses jovens fumantes confessa, também, que passou a consumir cigarros para “copiar” os hábitos dos pais, mas que faz isso escondido deles. Em proporção bem menor, cerca de 0,7%, estão os jovens com menos de 18 anos que dizem compartilhar álcool e cigarro com os pais. Para os educadores, o estilo amigável ao extremo da relação entre pai e filho nem sempre é salutar. “É possível, sim, ser pai ou mãe e amigo ao mesmo tempo, mas ser só amigo, como querem alguns, é impossível e também prejudicial. Filhos precisam de educação, de orientação e base para que cresçam saudáveis física e psicologicamente”, explica a psicóloga Rosely Sayão. Longe dos pais, o conteúdo exibido pelas grandes mídias, o círculo de amizades e a proliferação de jogos que propagam a violência têm acelerado ainda mais o processo de inversão de valores pelos jovens. Alguns novos jogos para computador, como o Rapelay, por exemplo, desenvolvido no Japão e facilmente encontrado no comércio clandestino, tem por objetivo estuprar garotas menores de idade. Depois de cumprir essa missão, o jogador ganha ainda mais pontos se conseguir convencer a vítima a abortar. Há pouco tempo, um jovem jogador compulsivo de “Manhunt” (Caçada Humana, em português livre) confessou ter sido encorajado e motivado pelo game a assassinar o britânico Stefan Pakeerah. Enfim, fica fácil perceber que os jovens de hoje assumiram comportamento bastante diferente do adotado pelos jovens de algumas décadas atrás. Enquanto a geração passada sonhava em impor seus conceitos para revolucionar a sociedade, a de agora parece estar mais interessada na “passividade”, e prefere mesmo é ser influenciada.

IDOSOS


IDOSOS:QUEM MAIS ESTÁ DEVENDO PARA ELES É A SOCIEDADE, A FAMÍLIA OU OS GOVERNANTES?“Eu fui empurrado no metrô, pisado, ninguém teve coragem de me ajudar, de me levantar. Me humilharam e disseram que eu sou coroa, e que lugar de coroa é no cemitério". O depoimento acima é de um senhor de 73 anos, aposentado, que vive no Rio de Janeiro. Se apenas as palavras já chocam, presenciar uma cena de violência contra um idoso qualquer vai além do sentimento da perplexidade, ela provoca um misto de revolta e sede de justiça. Uma sociedade que não respeita sua senilidade não respeita a si mesma e, por isso mesmo, não tem grandes chances de êxito futuro. Perplexo, outro senhor de 68 anos, também morador da cidade do Rio de Janeiro, diz já ter sido maltratado por diversos motoristas de ônibus que, à sombra de desrespeito, parecem desprezar que o tempo age com a mesma velocidade para todo mundo: “Ele me prensou na porta e queria me bater ali. Só não me bateu porque eu chamei atenção e ele conseguiu abrir a porta e eu consegui sair do coletivo, mas fiquei com uma parte da perna prensada e machucada.“, lamentou o aposentado. De acordo com o presidente do Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (CNDI), “Os idosos são vítimas de várias espécies de maus tratos, mais notadamente a apropriação de seus benefícios pelos parentes mais próximos. Há outras espécies de violência, como abandono dos idosos em asilos e maus tratos no trânsito”. Pesquisas realizadas por serviços de atendimento ao idoso, como os disque-denúncia, revelaram que aproximadamente 60% dos casos de violência cometida contra idosos são praticados por parentes próximos, que geralmente vivem na mesma casa que eles. Em segundo lugar ficam os casos de desrespeito na rua. Como se tudo isso não bastasse, o abandono sofrido pelos idosos por parte dos órgãos públicos também é um fator que chama a atenção, uma vez que o Estatuto do Idoso, em vigor desde 1994, assegura, pelo menos na teoria, o bem-estar daqueles que já chegaram aos 60 anos. Os principais pontos do estatuto são: atendimento preferencial no Sistema Único de Saúde (SUS), direito ao transporte público gratuito. Nenhum idoso poderá ser objeto de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão. Todo idoso tem direito a 50% de desconto em atividades de cultura, esporte e lazer. É proibida a discriminação por idade e a fixação de limite máximo de idade na contratação de empregados, sendo passível de punição quem o fizer. E, finalmente, é obrigatória a reserva de 3% das unidades residenciais para os idosos nos programas habitacionais públicos ou subsidiados por recursos públicos. Somadas à violência física, psicológica e ao abandono, sente-se também agredido o idoso que, ao tomar contato com o estatuto que o protege, percebe que tais leis funcionam mais como mero adorno na Constituição do País. Um país que, durante toda a vida, ele ajudou a construir.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

FICAR PRA TITIA


Ficar Pra Titia

A ansiedade existe porque o mal persevera em sugerir dúvidas, medos e preocupações. Em seguida sugere soluções rápidas através de conselhos “amigos”. Como fez na casa construída sobre a areia.
“Você ainda não casou? Iiii… tá mal! Cuidado pra não ficar pra titia!…”
Essa e outras tantas situações vivenciadas motiva o medo de Deus não responder às orações. O tempo passa e a ansiedade aumenta. E o pior: turbinada por pessoas usadas pelo mal.
Por isso, a necessidade de se investir na atitude de fé diária. Só ela dissipa dúvidas, medos e ansiedades.
A Pedro Jesus disse: “Arreda, Satanás!” ( Mateus 16.23 )
Amigos, jamais esqueçam uma coisa: quem está mal sempre será usado pelo mal para disseminar o mal.
Fuja dessa gente! Mesmo tendo ela aparência ser de Deus! Fuja já!
Não permita que façam seus ouvidos de pinico, corrompendo sua boa fé com blá, blá, blás…
Use sua capacidade de raciocínio e nunca se deixe levar pelas dúvidas dos outros.
“Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” ( Salmo 1.1
)Publicado por Edir Macedo

A MODA QUE SAI DAS TELAS



A moda que sai das telas
A partir da premissa que moda e cinema sempre tiveram muito a ver, a versão online do jornal britânico “Times”, do dia 3 deste mês, resolveu listar os 10 filmes que mais influenciaram o modo de vestir das pessoas e os estilistas. O vencedor foi “Bonequinha de Luxo” (1961), graças ao vestido preto e às luvas longas da mesma cor, usadas pela atriz Audrey Hepburn no filme. Ele foi seguido por “Juventude Transviada” (1955), onde James Dean consagrou o estilo rebelde de camiseta branca, calça jeans e jaqueta de couro. O filme mais antigo do ranking é “Os Homens Preferem as Loiras” (1953), no qual a atriz Marilyn Monroe ousa nas cenas com vestidos e luvas cor-de-rosa. Já nos anos 60, muitas mulheres usavam cabelos curtos, inspiradas no visual do filme “Acossado” (1960), e minissaias, como em “Blow Up – Depois Daquele Beijo” (1966). “Desde o seu surgimento, o cinema foi propagador de moda. Nas décadas de 40 e 50, as mulheres levavam ao cinema lápis e papel para copiar roupas, maquiagem e cortes de cabelo das divas. Já a partir dos anos 70, a moda da rua passa a influenciar o cinema e também as passarelas”, comenta Josenilde Souza, professora de Produção de Moda das Faculdades Metropolitanas Unidas, de São Paulo, e autora do blog “Moda e Cinema”. A moda da rua inspirou os ternos brancos e calças bocas-de-sino do ator John Travolta, em “Os Embalos de Sábado à Noite” (1977), e o estilo retrô, de roupas pretas e cabelo curtinho, usado pela atriz Uma Thurman, em “Pulp Fiction – Tempo de Violência” (1994). No século 21, a poderosa indústria da moda se consagra em “O Diabo Veste Prada” (2006), no qual Meryl Streep vive uma editora de moda e Anne Hathaway exibe modelos de tirar o fôlego, copiados em várias vitrines após a estreia. (G.B.)

DISTIMIA:DEPRESSÃO LEVE

DISTIMIA: DEPRESSÃO LEVE

Doença afeta cerca de 180 milhões de pessoas e traz prejuízos sociais, familiares e profissionais

CLARISSE WERNECKAGENCIA UNIPRESS INTERNACIONAL
Todo mundo já teve um colega de trabalho que “vivia” de mau-humor ou tem um familiar que está sempre quieto, calado e que prefere evitar eventos sociais. Ou, ainda, conheceu um adolescente rebelde. Saiba que essas pessoas podem sofrer de distimia.A distimia é uma doença do humor, como a depressão. No entanto, seus sintomas são mais brandos do que na chamada depressão maior, mas ocorrem de uma forma crônica, com a persistência da tristeza por longo tempo, podendo durar muitos anos ou até a vida inteira do indivíduo. Estima-se que ela acometa entre 3% a 5% da população mundial (cerca de 180 milhões de pessoas). Mas é pouco diagnosticada, pois muitos portadores não sabem que têm a doença.
Enquanto na depressão maior a pessoa tende a ficar prostrada, o distímico mantém a sua rotina normal, fazendo com que a enfermidade, muitas vezes, passe despercebida pelas pessoas que o cercam e até por ele mesmo. O psiquiatra e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora, Uriel Heckert, no entanto, explica que essa “rotina normal” mantida pelos distímicos é relativa. “Esses pacientes encontram mais dificuldade para realizar as tarefas cotidianas, pois tudo lhes é custoso, exigindo maior esforço. Os relacionamentos tornam-se difíceis e o rendimento profissional acaba comprometido. Por viverem sempre insatisfeitos e irritadiços, tem seu funcionamento orgânico afetado, ficando mais sujeitos a doenças físicas, o que pode deixá-los ainda mais tristes. A distimia pode causar muito sofrimento e prejuízo”, explica.
Muitas vezes, os distímicos apresentam desempenho abaixo de sua capacidade, tanto no trabalho, quanto na escola. Relutam em realizar atividades “de risco”, como convidar alguém para sair ou ir a entrevistas para emprego. São ainda pessimistas, facilmente desencorajáveis e apresentam dificuldade em completar tarefas. Dr. Uriel Heckert explica que a distimia caracteriza-se pela presença, em grau moderado, de tristeza, desânimo, desinteresse por atividades prazerosas, pessimismo e sentimentos infundados de culpa. “Também pode ocorrer irritabilidade, alterações do sono e do apetite. Para se firmar o diagnóstico, os sintomas devem estar presentes de forma prevalente ao menos pelo prazo de dois anos. Não se trata de eventuais alterações do humor ou de uma reação negativa diante de eventos desagradáveis”, diz.
Humor oscilanteSegundo a psicóloga Adriana Araújo, a maioria dos distímicos não consegue demonstrar muito como está seu humor, se estão alegres ou tristes. “Muitos artigos na internet referem-se ao distímico como irônico ou com humor sarcástico, mas essa não é a regra; a maioria é mais introspectiva e com pouca expressão dos sentimentos e emoções”, diz.
O perfil típico do distímico é o de uma pessoa mal-humorada, quieta demais ou que está sempre triste. Na maioria dos pacientes, a doença começa cedo: na infância, adolescência ou início da idade adulta, por isso ela é facilmente interpretada como o jeito de ser da pessoa. Em crianças, muitas vezes expressa-se por irritabilidade e mau humor ou isolamento. Em adolescentes, pode associar-se à rebeldia ou abuso de drogas, além de irritabilidade ou isolamento.
“A tendência geral é considerar o quadro como característica da personalidade daquela pessoa e, portanto, como algo irremediável. Os distímicos acabam ganhando má reputação e passam a ser alvo de críticas que não consideram o grau de sofrimento em que eles vivem”, afirma Heckert.
Depressão e tristeza"Todas as pessoas se sentem tristes em algum momento da vida. Eventos adversos como perda de um emprego, separação, morte de uma pessoa próxima, mudanças que não são bem-vindas, entre outros, podem causar muita tristeza. Entretanto, mesmo tristes, essas pessoas conseguem executar as tarefas, mantendo algum bom humor e esperança, até que um dia superam esse sentimento.
Na depressão e na distimia, a experiência emocional é muito mais intensa e duradoura e a pessoa sente-se sem esperança e vitalidade, acha-se incapaz e tem autoestima baixa, podendo chegar até a ideias suicidas. O fato de não conseguir ver o lado bom das coisas, interfere de forma decisiva em seus afetos, nos comportamentos e planejamento de vida.
Mas a depressão é uma doença completamente tratável, desde que o paciente e a família tomem a atitude de procurar um médico e seguir suas recomendações."
O tratamentoComo os sintomas da distimia acompanharam o paciente por muitos anos de vida, ele pode levar um tempo até conseguir se livrar dos efeitos da depressão crônica. De imediato, um psiquiatra deve ser consultado. Ele poderá receitar medicamentos para eliminar o máximo de sintomas possível (humor deprimido, falta de sono, alterações de apetitite, etc). Depois, a psicoterapia é recomendada para auxiliar no redirecionamento de sua vida.
"A psicoterapia envolve técnicas para detectar necessidades de mudanças, aumento de energia e vitalidade, planejamento e ação", diz a psicóloga Adriana Araújo.
O psiquiatra Uriel Heckert recomenda ainda a terapia familiar, para ajudar na superação dos problemas nos relacionamentos causados pelos sintomas da distimia.
Para a geriatra Margarete Henriques, o apoio da família é muito importante para a cura da enfermidade. "A família deve entender que os comportamentos do paciente são originários de uma doença", diz.
Em seu consultório, ela encaminha pacientes seus com suspeita de depressão ou distimia a psiquiatras ou psicólogos, com frequência, sem que, no entanto, a família tenha percebido algo de errado com eles. "O próprio portador da depressão ou distimia, muitas vezes, se recusa a procurar um médico por achar que seu ‘mal-estar’ é resultado de problemas particulares ou sociais que está atravessando. Esta recusa é sinal de que algo não vai bem!", diz a especialista.
SintomasA maioria dos doentes não apresenta todos os sintomas relatados abaixo, mas se forem observados pelo menos oitos deles, um psiquiatra ou psicólogo deve ser consultado:¡ tristeza, humor deprimido;¡ sensação de desamparo;¡ dificuldade de concentração;¡ dificuldade para tomar decisões;¡ baixa autoestima;¡ baixo nível de energia;¡ fadiga;¡ problemas de sono (insônia, sono não reparador, sonolência exagerada, etc.);¡ alterações do apetite (falta ou excesso de apetite, descontrole com relação a certos tipos de alimentos, como doces);¡ falta de memória;¡ isolamento social;¡ irritabilidade;¡ dificuldade para realizar atividades de risco (entrevista para emprego, convidar alguém para sair, etc.);¡ facilidade para ser desencorajado;¡ pessimismo;¡ falta de esperança;¡ mau humor;¡ abuso de álcool ou drogas;¡ enxaqueca;¡ náuseas;¡ desmotivação;¡ pensamentos suicidas;¡ autocrítica exagerada;¡ crítica (aos outros) exacerbada.






SOLIDÃO


'SOLIDÃO.COM':COM A INTERNET, OS RELACIONAMENTOS ESTÃO SENDO BENEFICIADOS, PREJUDICADOS OU BANALIZADOS?Recentes pesquisas realizadas pela Global Market Insite (GMI) constataram que o brasileiro é o povo que mais procura por namoro e sexo via internet. Dentre os 18 países analisados, o Brasil ficou em primeiro lugar, mantendo boa distância do segundo colocado. Os estudos analisaram o comportamento de homens e mulheres de todo o mundo que se relacionam virtualmente e chegou à conclusão de que dois terços dos entrevistados namoram pelo computador. Quase metade (46%) considera essa atividade muito importante para a vida. Ao todo, foram ouvidas 18 mil pessoas entre 18 e 64 anos. Na lista dos países analisados estão alguns dos mais importantes, como Canadá, China, Austrália, Espanha, Estados Unidos, França, Inglaterra, Brasil e Japão. Os brasileiros, segundo a GMI, não são apenas os campeões em número dos que procuram por um amor na rede. Quase 30% deles querem exclusivamente sexo, seja real ou apenas virtual. Em segundo lugar estão os alemães (24%), seguidos dos mexicanos e indianos, empatados com 22%. Em último lugar aparecem os poloneses. Apenas 4% deles estão interessados em encontrar alguém na Web. Quando questionados se a prática de manter relacionamento virtual é considerada traição, 56% dos brasileiros disseram que sim. Trinta e dois por cento assumiram que já traíram o parceiro desta forma, provando que, virtualmente, o brasileiro é o povo mais infiel do mundo. Em segundo lugar estão os malaios (29%). Outro ponto curioso levantado pela GMI diz respeito ao comportamento ético do internauta brasileiro. Oitenta e oito por cento das pessoas ouvidas na pesquisa confessaram que se descrevem de modo fantasioso quando estão conhecendo alguém na internet. Quase 43% dos homens de olhos castanhos dizem ter olhos verdes ou azuis quando estão online. Com relação às mulheres, 92% disseram que mentem quando falam sobre o peso e cor de cabelo. Apenas 6% delas disseram jamais ter mentido ao se descrevem fisicamente para o parceiro virtual.

PAQUERA


PAQUERA:O QUE VALE MAIS É A CANTADA, A APARÊNCIA OU A CONTA BANCÁRIA?Homens e mulheres sempre fazem uso de algum jogo para conquistar a pessoa pretendida, mas o que os difere, no entanto, é o modo como cada um se utiliza desse jogo de sedução. A mulher, de forma geral, lança mão bem mais de seu lado físico para atrair sua presa. Por isso, ela sempre se veste de forma sensual, usa perfumes que cativam o olfato masculino, salto alto para dar-lhe aparência sedutora e atraente. A gesticulação corporal também entra ação, mesmo que de forma inconsciente, na hora da paquera. Movimentos repetitivos, como passar as mãos no cabelo, ajeitar alguma peça da roupa e copiar os movimentos do pretendente, são fortes sinais de que a mulher está “jogando”. Já os homens fazem uso de algumas táticas bastante semelhantes às das mulheres. Outras, no entanto, são muito diferentes. Em comum com o sexo feminino, ele tem o hábito de preservar a aparência e impressionar pelos sentidos. Para tanto, ele procura aparecer bem-vestido e perfumado. Mas é a cantada a principal responsável por colocar um abismo entre os dois sexos: Ela é um tipo de arma exclusivamente masculina. O homem também é mais incisivo na hora de manter uma troca de olhares ardente com sua paquera. Cabe a mulher apenas retribuir ou não, pois ela pouco se utiliza desse gesto. Mesmo em tempos modernos, cabe também aos homens tomar a atitude de aproximação da mulher. Para quem estuda a arte da conquista, essa tática faz com a maioria das mulheres se apaixone, uma vez que sugere que o homem que age assim é presente, e não ausente. Uma dica valiosa dada pelos especialistas, é que homens e mulheres não devem tentar, a todo o momento e sem nenhum critério, conquistar alguém. “Isso vai se parecer mais com desespero. Espere a oportunidade certa”, ensinam. Mas procurar mostrar simpatia, ser educado e ter personalidade são as armas mais infalíveis que existem, garantem.

UM QUER SEXO,O OUTRO NÃO:ISSO SERVE DE JUSTIFICATIVA PARA UMA TRAIÇÃO?


UM QUER SEXO, O OUTRO NÃO:ISSO SERVE DE JUSTIFICATIVA PARA UMA TRAIÇÃO?Aproximadamente 900 mil uniões matrimoniais foram formalizadas durante 2008 em todo o Brasil, contra 230 mil casos de divórcio. Portanto, durante esse período, de cada quatro casamentos, um terminou em separação, número elevado, de acordo com os realizadores da pesquisa. Mas o crescimento do número de separações não tem sido uma característica apenas do Brasil. Censos realizados por todo o mundo mostram que os divórcios estão em alta. Na Califórnia, por exemplo, houve um incremento de desquites de 100% em apenas um ano. Em maio de 2002 ocorreram 6.800 separações legais; em maio de 2003 foram 15 mil. Atualmente, os registros já se aproximam dos 20 mil. Em 30 anos, a taxa de casamentos formais caiu de 41,48% para 34,49% entre as mulheres de todo o mundo, com redução de nove pontos percentuais de casamentos religiosos. Assim como no mercado de trabalho e na previdência, tem havido também movimentos em direção à informalidade conjugal. Hoje, são 36,2 milhões de mulheres sozinhas, cerca de 50% do total. Quanto às causas mais comuns para a separação, recentes pesquisas comprovam o que já era esperado: a traição ainda é a principal causa citada pela maioria das pessoas ouvidas. Em seguida, estão os problemas financeiros (dívidas, descontrole e divergência de salário entre o casal), seguidos dos vícios e da incompatibilidade de gênios (arrogância, egoísmo, conformismo e intolerância). Rotina e ciúme também são grandes empecilhos para a harmonia conjugal, mas aparecem na lanterninha dos principais motivadores para o fim das uniões. Para os pesquisadores, foi-se o tempo em que as mulheres suportavam tudo como guerreiras, inclusive a traição, para segurar o casamento. Atualmente, a maioria absoluta dos pedidos de divórcio parte das mulheres. Segundo elas, o bom desempenho sexual do marido é fator primordial para não haver separação, nem possibilidades de uma traição. Tal tese foi provada por uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, onde, das 400 mulheres ouvidas e que admitiram já ter traído, 70% disseram ter sido motivadas pela insatisfação da vida sexual com o marido. Já paras os homens, a porcentagem cai para apenas 22%. Os sexólogos responsáveis pela pesquisa explicam que as mulheres interpretam o sexo de várias maneiras: que elas ainda são amadas, desejadas e respeitadas pelo marido. O homem tem uma visão diferente disso, muito mais carnal, o que explicaria o fato de eles pedirem menos o divórcio ou traírem unicamente por motivos sexuais.

POR QUE AS PESSOAS SENTEM MEDO DE MORRER?


Por que as pessoas sentem medo de morrer?

A opinião de Pastor Geraldo Vilhena .o medo é um sentimento inerente ao ser humano, caracteriza-se pelos sentimentos de pânico, pavor, terror, entre outros. Na atualidade, em que os sentimentos estão à flor da pele, os seres humanos sofrem com todo tipo de síndrome, depressão, mal súbito, ansiedade e, o mais preocupante no momento, os ataques de fúria, que têm motivado muitos crimes e delitos. O ser humano está num desequilíbrio emocional e não consegue encontrar seu ponto de segurança e sua harmonia perdida; isso se deve à distância criada entre o homem e Deus. Não é novidade que muitos tenham medo da morte em meio a este vendaval de emoções.
É conflitante pensar na própria morte, porém o problema não está na morte em si, mas para além dela, ou seja, com a propagação do Cristianismo pelos meios de comunicação em massa, fica no inconsciente humano o sentimento de dúvida em relação ao que realmente vai acontecer com a alma quando morrer, o que leva as pessoas a terem medo da morte, pois a carne é algo temporário, mas a alma é um bem eterno. É como Deus promete em sua Palavra: "De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e Nele crer tenha a vida eterna" (João 6.40). Uma das mais preciosas promessas que Deus faz ao homem é a vida eterna, porém, muitas pessoas menosprezam esta promessa e fazem dela algo fantasioso, uma história infantil com final feliz.
O que muitos esquecem é que o final feliz não será para todos, porque as pessoas estão preocupadas e envolvidas em sua rotina, em suas ambições, preocupadas em agradar meio mundo, mas, despreocupadas em conhecer a Deus e tê-lo como Senhor da sua vida. Cultivam tanto o corpo e suas vaidades, mas esquecem de preservar a própria alma, o que verdadeiramente será para sempre.
"Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá... Crês nisto?" (João 11. 25,26). O medo da morte se deve ao fato de muitos não crerem nas Palavras de Deus e levarem uma vida desenfreada, totalmente sem limites, que as deixam distanciadas do único que pode lhes proporcionar a salvação eterna: Deus. O sentimento arbitrário, a morte, emana da falta de aliança com Deus, o que gera a dúvida da salvação, ou seja, a pessoa não tem a certeza da própria salvação, por isso teme morrer; pela insegurança do que pode acontecer após a morte.
Aqueles que crêem em Deus e andam em concordância com seus mandamentos, não têm medo da morte. Ela será apenas uma mudança de estado para desfrutar da presença de Deus e da salvação eterna. É como Paulo afirmava: "Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro." (Filipenses 1.21)

MEDO DO AVENTAL BRANCO


Medo do avental branco
Por Guilherme Bryan guilherme.bryan@folhauniversal.com.br O receio e o medo do médico fazem com que uma em cada seis pessoas sofra com o aumento da pressão arterial apenas quando está em consulta. Uma hora depois da medição com o profissional de saúde, a pressão retorna ao nível normal. Trata-se da chamada síndrome da hipertensão arterial do avental branco, referência à vestimenta habitual dos médicos. Segundo pesquisadores da Universidade de Milão, na Itália, que avaliaram mais de 1,4 mil adultos, as pessoas com a síndrome dobram, em 10 anos, as chances de terem hipertensão arterial sistêmica. Por isso, recomenda-se que aqueles que acharem que a pressão indicada pelo médico está baixa ou alta demais, repita a medição em casa, desde que saiba como fazê-lo, e realize exames periódicos. Os médicos também podem verificar as condições do paciente pela monitorização ambulatorial da pressão arterial, feita com o auxílio de um aparelho digital conectado à pessoa durante 24 horas. “Quando nos sentimos estressados ou ansiosos, é normal a liberação de adrenalina e o aumento da pressão. Porém, algumas pessoas têm esse mecanismo exacerbado diante do médico e possuem componentes genéticos desencadeadores da hipertensão, que podem ser acelerados por fatores como faixa etária e peso”, explica Fabiana Roveda, cardiologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). “Para prevenir, é recomendável fazer atividade física, controlar o peso, principalmente com relação à gordura abdominal, não exagerar no consumo de sal e não fumar”, indica Márcio Oliveira de Souza, professor de Educação Física das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU). Em 2003, ele descobriu, durante o mestrado em Educação Física pela USP, que, ao fazer exercícios em bicicleta ergométrica três vezes por semana, durante 4 meses, algumas pessoas que sofriam da hipertensão do avental branco não apresentaram variação na pressão. A conclusão foi que o exercício aeróbico reduz os riscos de desenvolvimento da pressão alta nos pacientes.

terça-feira, 28 de julho de 2009

PEDOFILIA X ABORTO


PEDOFILIA X ABORTO:O QUE VOCÊ ACHA MAIS AGRESSIVO A UM SER INDEFESO? O cardeal espanhol Antônio Cañizares casou polêmica ao afirmar, durante entrevista na TV3, canal de televisão da Catalunha, que a prática do aborto é ainda mais cruel que a da pedofilia. A declaração sucedeu às acusações de abuso sexual envolvendo as instituições irlandesas administradas pela Igreja Católica. A opinião de Cañizares causou revolta ao governo espanhol, que recentemente aprovou um projeto de legalização do aborto que dará liberdade às mulheres de interromper a gravidez até a 14ª semana de gestação. A Igreja Católica, no entanto, se declarou contra a decisão do governo de José Luis Rodriguez Zapatero, da mesma forma que desaprovou, há alguns anos, a autorização de casamento entre homossexuais. Para o cardeal, “não se pode comparar o que pode ter acontecido em alguns colégios com os milhões de vidas destruídas pelo aborto”. A ministra de Saúde e de Política Social do governo de Zapatero, Trinidad Jiménez, contestou a opinião de Cañizares. Segunda ela, “É muito grave e irresponsável relacionar abusos sexuais contra menores com o aborto”. A ministra defende também que aborto e crime de pedofilia são assuntos completamente diferentes. “Os abusos sexuais normalmente são cometidos em menores contra sua vontade e afetam de maneira terrível sua vida”, completou. Segundo artigo publicado pelo jornal espanhol El Pais, tanto a ministra Jiménez quanto o representante católico precisam tratar com mais cuidado suas opiniões, uma vez que atribuir pesos diferentes aos dois crimes pode incentivar a prática daquele que, supostamente, for considerado o mais “ameno”.

MUNDO CÃO NOS PORTOS BRASILEIROS.

'MUNDO CÃO' NOS PORTOS BRASILEIROS:AS AUTORIDADES FECHAM OS OLHOS PARA O PROBLEMA OU O COMBATEM DE FORMA INEFICAZ? O porto de Santos foi inaugurado em 2 de fevereiro de 1892, quando a então Companhia Docas de Santos (CDS) entregou à navegação mundial os primeiros 260 metros de cais, numa área hoje denominada Valongo. A partir daí, a cidade experimentou um rápido crescimento populacional e tecnológico, o que lhe conferiu importância reconhecida internacionalmente. Hoje em dia, o Porto de Santos movimenta, por ano, cerca de 90 milhões de toneladas de cargas diversas, número inimaginável em 1892, quando operou meras 125 mil toneladas. Com 12 quilômetros de cais, entre as duas margens do estuário de Santos, o porto entrou em nova fase de exploração, consequência da Lei 8.630/93, que prevê arrendamento de áreas e instalações à iniciativa privada, mediante licitações públicas. Desta forma, o porto santista se consagrou como o maior e mais importante de toda a América Latina. Mas se por um lado o porto santista é motivo de orgulho para muitos, por outro revela um triste cenário de abandono e degradação social. A área, hoje, é mundialmente conhecida pela proliferação do crime organizado. Se analisados os principais portos do planeta, se verificará que é no de Santos onde o roubo de cargas, por exemplo, é mais fácil de ser praticado. Nos últimos anos, o tráfico de drogas, contrabando e prostituição ganharam força e se instalaram solidamente. De acordo com os estivadores e a Polícia Federal, ali são roubados e desviados grande número de contêineres com armas, computadores, aparelhos de som e objetos diversos. A maioria dos roubos nem chega a ser registrada. “Esses crimes são praticados pelos chamados piratas, ladrões audaciosos e aventureiros que atacam navios, retiram a carga valiosa e somem misteriosamente a bordo de barcos modernos e velozes”, explica um agente da PF. Os estivadores confirmam a situação de perigo e abandono vivida no porto. Para eles, “o porto tornou-se terra de ninguém. Se quiser, qualquer pessoa pode entrar ou sair do cais, de armazéns e terminais ou ainda invadir navios sem ser barrado ou revistado”. A razão principal apontada pelos próprios trabalhadores para a facilidade dos roubos e demais crimes é o fato de a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), empresa que administra o porto, ter diminuído o contingente de guardas para garantir a fiscalização. “Eles já chegaram a um total superior a 700. Hoje, são bem menos que 150”, diz um estivador.

DE OLHO NA MULTA


De olho na multa
Por Fernando Gazzaneo fernando.gazzaneo@folhauniversal.com.br Um ano depois que a lei seca entrou em vigor e apertou o cerco para quem dirige alcoolizado, o Congresso Nacional trabalha para a aprovação de projetos que preveem alterações de pontos do Código Nacional de Trânsito. O objetivo é reduzir ainda mais o número de acidentes no País. Um dos principais deles, do deputado Carlos Zarattini (PT/SP), prevê um aumento de 64% a 69% no valor das multas. No Senado, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça senador Aloísio Mercadante (PT/SP) deve apresentar projeto que unifica outras 40 mudanças no código. Pelo proposta de Zarattini, a multa para a infração considerada leve aumentaria de R$ 53,20 para R$ 90 e o valor da multa mais baixa para infração gravíssima saltaria de R$ 191,53 para R$ 315. Dirigir sob a influência do álcool ou de qualquer outra substância psicoativa é considerada infração gravíssima, com multa de R$ 957,69. Com a aprovação da lei, o motorista embriagado terá que desembolsar R$ 1.575. De acordo com o texto, as infrações serão reclassificadas. Assim, falar ao celular, que hoje é infração média, passaria a gravíssima.A proposta encontra divergências dentro da Câmara dos Deputados. A deputada Rita Camata (PMDB/ES), relatora do projeto, defende que o valor da multa seja corrigido anualmente, conforme o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), taxa oficial da inflação do País. Rita defende que algumas infrações já tiveram o fator multiplicador aumentado, como as de ultrapassagens pela contramão. “O Estado não pode ser só um órgão arrecadador. Tem que se preocupar com campanhas educativas.” Para Cyro Vidal, um dos responsáveis pelo Código de Trânsito atual, a proposta do deputado Carlos Zarattini pode contribuir para a “famosíssima indústria da multa”. “Ela tem que ser discutida no Congresso Nacional para que depois não seja alvo da tirania de certos governantes públicos que veem o trânsito como uma maneira de arrecadar mais para o seu município.” Outra mudança que deve causar discussão é o artigo que permite que motocicletas passem por entre as filas de carros com velocidade inferior a 30 km/h apenas se o fluxo estiver parado. O deputado Zarattini foi procurado pela reportagem para comentar o projeto, mas, segundo a assessoria, estava em viagem ao exterior.

SURTOS PSICÓTICOS.

SURTOS PSICÓTICOS:PROBLEMA FRUTO DA DISPOSIÇÃO GENÉTICA, DE CONFLITOS INTERNOS OU PROVOCADOS PELA PRESSÃO SOCIAL?Uma bancária de apenas 27 anos que decide, de uma hora para outra, trafegar quase seis quilômetros pela Avenida 23 de Maio, em São Paulo, na contramão. Uma senhora, de 58 que, subitamente, desiste de seguir o trajeto pela Rodovia dos Imigrantes, dá meia volta, e viaja no contrafluxo por mais de oito quilômetros, colocando em risco a vida de milhares de pessoas. Uma adolescente, de 17 anos, que mata a mãe a facadas, em Belém, no Pará, porque foi impedida de ir ao show da banda Calypso. O que têm em comum essas e outros milhares de pessoas que, inesperadamente, apresentaram um quadro de desvio comportamental severo e violento? Experimentaram apenas um ‘momento de loucura’ passageiro? Se estivessem no século 18, essas pessoas certamente ficariam presas junto com assassinos, ladrões e estupradores da pior espécie. Mas o médico francês Philippe Pinel, em 1792, tirou as correntes dos seus pacientes e foi o primeiro a perceber que havia diferença entre a perturbação mental e a criminalidade, ou seja, entre um louco e um bandido de fato. De acordo com a maioria dos profissionais da saúde mental, comportamentos como os relatados são típicos de quem sofre de ‘surtos psicóticos’, episódios caracterizados pela desorganização do pensamento e pela perda da noção da realidade temporária, causada por motivos diversos. Na maioria dos casos, explicam os psiquiatras, o surto acomete quem tem alguma predisposição, como antecedentes familiares, aqueles que fazem uso frequente de drogas ou de medicação, ou que têm episódios passageiros de comportamento esquisito, personalidade excêntrica e até mesmo timidez excessiva. Num certo período, a pessoa percebe o mundo à sua volta de forma distorcida. Isso pode incluir alucinações, ideias delirantes, audição de vozes e alterações da consciência. A compreensão do todo é perdida e, muitas vezes, a respostas às ideias ou às vozes é um comportamento agressivo e incontrolável, o que acaba por gerar atitudes que colocam a vida dela e de muita gente em risco. Ainda de acordo com especialistas, todo mundo experimenta, ao longo da vida, desvios comportamentais em menor ou maior intensidade. O uso de determinados analgésico, por exemplo, pode provocar sonolência excessiva. Se a pessoa contrariar o seu corpo e decidir dirigir mesmo assim, poderá colocar em risco a vida dela e de outras pessoas. No entanto, esse tipo de alteração comportamental é previsível e pode ser evitada. Além do mais, o conjunto de sintomas se cessará quando as substâncias medicamentosas forem eliminadas do organismo. O paciente psicótico, no entanto, pode ser acometido por um ataque de personalidade de forma inesperada e sem causa aparente. As crises costumam ser violentas e a necessidade de intervenção médica é imediata. Apesar de alguns profissionais defenderem que os surtos psicóticos decorrem de causas neuroquímicas, e outros físicas ou até mesmo socais, há unanimidade ao se defender que a doença é realmente democrática: “O surto pode atingir qualquer pessoa, sem distinção de idade, sexo, grupo social ou capacidade de intelecto”.

ESTUPRADORES

ESTUPRADORES:DOENTES, CRIMINOSOS NATOS OU PRODUTO DA BANALIZAÇÃO SEXUAL?Na maioria dos países da América Latina, cerca de 50% das mulheres confessaram que a primeira relação sexual que tiveram fora forçada pelo parceiro. A proporção de mulheres que disseram ter sido vítimas de uma tentativa de abuso ou que foram forçadas por um companheiro íntimo a fazer sexo em algum momento de suas vidas é de 10,1% no Brasil (São Paulo) e chega a 46,7% no Peru (Cuzco). Essa é a conclusão a que chegou a Organização Mundial da Saúde (OMS) depois de pesquisar o comportamento sexual de diversos povos no período de 2002 até 2007. O mesmo estudo mostrou também que a violência sexual contra a mulher preocupa mais a sociedade do que o câncer ou a AIDS. Mais de 51% dos entrevistados disseram conhecer alguma mulher que já tenha sido agredida pelo companheiro, mas apenas 27% já tiveram contato com alguma vítima do vírus hiv ou do câncer de mama, por exemplo. Ainda de acordo com os relatórios, a grande maioria dos estupradores é alguém próximo da vítima, como o namorado, o marido ou um parente. Cerca de 70% das mulheres que prestaram queixa nas delegacias brasileiras disseram ter menos de 17 anos e conhecer o violentador, e em mais de 20% dos casos ele era o próprio pai ou o padrasto da vítima. Para os sociólogos, os dados levantados pela OMS são apenas a ponta de um iceberg, pois todos sabem que esse é o tipo de crime com maior “cifra negra”, ou seja, número de casos que não são denunciados, o que acaba contribuindo com a impunidade desses criminosos. “Muitas mulheres acreditam que esse seja um problema íntimo demais para ser denunciado, algo estritamente pessoal ou, então, que a violência sexual é uma fase passageira. O medo de represália por parte do parceiro também motiva essas mulheres a permanecerem em silêncio”, ensinam. Os especialistas condenam veemente esse tipo de posicionamento. Isso porque mais de 70% dos estupradores vivenciaram ou presenciaram alguma cena de violência sexual de um parente próximo quando crianças. “Se eles não foram denunciados, continuarão a fazer mais vítimas, que futuramente poderão se tornar também criminosos. Daí o ciclo se fecha e a tendência é a disseminação maciça desse tipo de comportamento que ameaça a sociedade”.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

DOMINADOS PELA PAIXÃO.


DOMINADOS PELA PAIXÃO:QUEM TEM MENOS CONTROLE SOBRE ESSE SENTIMENTO É O HOMEM OU A MULHER?Uma noite de insônia, cansaço e altos níveis de ansiedade, experimentados por uma pessoa apaixonada, aumenta consideravelmente os riscos de problema no coração. Indivíduos que sofrem por amor – seja por não ser correspondido, seja pelo parceiro não corresponder às expectativas do outro – podem ter dores no peito, aperto no coração, falta de ar e calafrios, sintomas muito semelhantes aos experimentados durante um ataque cardíaco. A esse quadro de sensações os cientistas do Hospital John Hopkin chamam de “Síndrome do Desgosto Amoroso”. Ainda de acordo com os estudos, a síndrome pode se manifestar também na fase inicial de um relacionamento afetivo, mesmo quando está tudo indo bem e não há motivos para preocupação. “Quando as pessoas começam um relacionamento, geralmente elas ficam muito ansiosas, se preocupam demais em atender às expectativas do outro e estão permanentemente alertas, procurando avaliar se suas próprias expectativas também serão atendidas. Essa carga de estresse pode desencadear sintomas típicos da Síndrome do Desgosto Amoroso, com a diferença que, neste caso, ela é passageira”, explicam os cientistas. Já nos casos em que o estresse é proveniente da decepção, os sintomas tendem a se prolongar e, não raro, pessoas mais sensíveis acabam precisando de tratamento. Nestes casos, para que o coração continue saudável, os médicos aconselham a reagir contra a desilusão. Exercícios de respiração, relaxamento e meditação ajudam bastante, garantem. Outra dica importante é saber avaliar se a pessoal pela qual se está sofrendo não foi demasiadamente idealizada, ou então se o problema não é de grande incompatibilidade. “Persistir nesse tipo de relacionamento tendo a ilusão de que será possível mudar o companheiro em poucos meses só irá agravar a situação. O sentimento do amor, diferentemente do que a maioria acredita, não nasce no coração, mas no cérebro! Isso não pode ser ignorado, é preciso ser racional também nessas horas”, explicam os médicos responsáveis pela pesquisa. Mesmo assim, quando a síndrome der sinais de que não que ir embora, o melhor a fazer é desabafar com alguém de confiança. “Chore se for preciso, coloque tudo para fora!”. Mas se você é daquelas pessoas que não gostam de dividir seus problemas com outros, a recomendação é escrever todas as angústias num papel, sempre tendo o cuidado que ninguém leia; depois, rasgue-o em pequenos pedaços e jogue tudo no lixo. Para os terapeutas, esse ato simbólico age no subconsciente, provocando uma espécie de purificação mental. “Tudo é válido quando o objetivo é resgatar a autoestima, o que não pode acontecer é a pessoa abrir mão de seus próprios valores e de sua personalidade para tentar agradar ao outro, ou tentar se enquadrar no modo de vida dele. Agir assim é mentir para si mesmo”, concluem os pesquisadores.

ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO

ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO:TRATÁ-LOS COMO SE FOSSEM HUMANOS REVELA AFETO, CARÊNCIA OU FRUSTRAÇÃO DO DONO?Por incrível que pareça, as desigualdades sociais passaram a existir também no mundo animal. Nos Estados Unidos e no Brasil, por exemplo, enquanto o número de ‘cachorros de rua’ cresce vertiginosamente, há também cada vez mais cachorros e outros bichinhos de estimação levando uma vida de luxo e glamour. Fazer um sofisticado tratamento num spa, frequentar creches exclusivas e comprar em lojas de departamentos muito mais chiques que a dos humanos já é rotina para alguns deles. Design de moda para os animais de estimação também virou uma obrigação para qualquer grife de luxo pet que se preze. Pode parecer exagero, mas o crescimento desse mercado no mundo ocidental é incontestável. Cerca de 60% dos lares americanos têm um animal de estimação. Lá, existem 78 milhões de gatos e 65 milhões de cachorros, de acordo com uma pesquisa da American Pet Products Manufacturers Association. Só nos Estados Unidos o mercado de ‘pets’ tem movimentado algo em torno de US$ 45 bilhões. Uma das vitrines da Gucci da Quinta Avenida, em Nova York, foi inteiramente dedicada a produtos para “cachorros de luxo”. Um pacote com cama e coleira sai por US$ 165. Há casacos por US$ 150, mas já estão esgotados. Um prato para ração pode ser encontrado por US$ 900. Depois, o animalzinho endinheirado pode pegar sua limusine e ir relaxar num spa cujos quartos são equipados com hidromassagem e aparelhos de TV que exibem filmes temáticos, como “A Dama e o Vagabundo” e “101 Dálmatas”. No Brasil, um dos mercados mais promissores do globo, muitos pet shops já faturam bem mais que algumas das principais lojas de roupa para “humanos”. Em contrapartida, é assustador o número de crianças abandonadas diariamente pelas ruas desse mesmo país, crianças de que não tiveram a mesma sorte de alguns poodles ou yorkshires. Por outro lado, é crescente o contingente de crianças que não sabem o que é comer, estudar ou brincar. Muitas delas fazem das ruas da cidade seu lar. Sem escola e desprovidas das condições básicas para viver com dignidade, elas crescem à deriva do destino, se lastimando por não terem uma “vida de cão”.

PRATO DO DIA:BELEZA


Prato do dia: BELEZA
Por Andrea Miramontes andrea.miramontes@folhauniversal.com.br Ela não fez plástica, botox, nem lipoaspiração, mas aparenta 10 anos a menos do que realmente tem. Ao começar uma dieta alimentar rigorosa para a saúde, a aposentada Marília Izildinha Pereira da Silva, de 54 anos, não imaginava os benefícios que apareceriam no espelho ao longo do tempo. Há 5 anos, ela excluiu itens gordurosos e industrializados, açúcares e passou a consumir verduras, frutas, iogurte, e arroz e grãos integrais. “Todo mundo acha que fiz plástica, e eu morro de rir, pois não fiz. Desde que comecei a dieta, minha pele está mais firme, o cabelo mais viçoso e o corpo no peso ideal”, conta. Seguir à risca o manual do bem-estar, com alimentação saudável e atividade física regular, não é fácil, mas os especialistas concordam que aí consiste a fórmula da beleza e da juventude. “A vitalidade do corpo, cabelo e pele, todas essas manifestações externas que chamamos de beleza, são decorrentes do que se come, do estilo de vida e até do emocional equilibrado, que é tão importante quanto a alimentação”, diz o médico gastroenterologista Alberto Gonzalez, autor do livro “Lugar de Médico é na Cozinha”. Defensor de alimentos vivos, como frutas, castanhas e hortaliças cruas, Dr. Gonzalez afirma que a maioria das doenças, e até o envelhecimento acentuado, podem ser evitados com pratos bem pensados. Alguns alimentos se revelam coringas nesse processo. Em uma dieta voltada à beleza e à saúde, não podem faltar à mesa os desintoxicantes, que ajudam nas funções intestinais, e os antioxidantes, que atuam contra os temidos radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento. Para o médico Márcio Bontempo, autor de mais de 50 livros sobre alimentação saudável, a pessoa pode começar a inclusão desses itens com substituições. “Em vez de arroz comum, aposte no integral, que é muito desintoxicante”, diz. Ele receita também a inclusão de produtos de soja, como o queijo tofu. “Os fitoesteroides (substâncias que ajudam a regular os hormônios) presentes na soja melhoram muito a pele”, afirma. Mas só incluir não basta, é preciso excluir também. “Excesso de queijo gorduroso pode dar acne; frituras e produtos industrializados têm substâncias tóxicas para a elastina, que mantém o tônus da pele; embutidos, como linguiça e salsicha, produzem nitrito, substâncias que geram radicais livres”, adverte o médico. Entre os alimentos antioxidantes estão as frutas vermelhas, bem como o tomate e a uva. “A uva vermelha contém resveratrol, que melhora a circulação sanguínea, previne envelhecimento e até alguns tipos de tumores. Outros coringas que não devem faltar são as castanhas”, afirma o médico especializado em nutrição João César Soares, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Barriga impecável Foi buscando parar o tempo que a atriz francesa, radicada no Brasil, Dorothee Marie Bouvyer, de 57 anos, mudou radicalmente. “Há alguns anos, com a menopausa, comecei a engordar, e achava que nada estava bom. E não adiantava só cortar calorias e ficar com pele e cabelos horríveis. É preciso comer coisa boa. Em 1 ano de substituição de alimentos, perdi 12 quilos e hoje tudo está em dia”, conta.A nutricionista responsável pela dieta da atriz, Maria Cecília Corsi, aposta na associação de alimentos. “Brócolis tem muitas vitaminas e zinco. Se associado com um purê de cenoura e aveia, já está aí uma fórmula boa para a pele. E não adianta passar no rosto. Tem que comer, pois a beleza vem do consumo”, ressalta. Para cabelos brilhantes, ela indica a inclusão de gorduras boas, como a de castanhas, abacate e azeite, que também servem para unhas fortes, assim como juntamente com grãos integrais. Na área de cereais, a semente de linhaça e a quinua (ou quinoa) têm sido bastante festejadas como descobertas que deveriam ser incluídas no cardápio diário. “A linhaça é muito boa para ajudar a baixar o colesterol e dá saciedade, o que ajuda nas dietas de emagrecimento. A semente ainda é rica em vitaminas e zinco, poderoso antioxidante”, completa Corsi. A profissional ensina que não adianta comer a semente pura. “Para que ela seja absorvida e atue no organismo, a pessoa tem que triturar e hidratar, deixar de molho um tempo na água, senão o organismo não consegue romper a casca do alimento”, acrescenta a nutricionista. Na quinua, um grão ainda pouco conhecido por aqui e cultivado tradicionalmente na Bolívia e no Peru, foram encontradas inúmeras propriedades para a saúde e beleza, entre elas a ajuda no emagrecimento. “A quinua possui fibras hidrossolúveis que saciam por mais tempo e retardam a absorção de gordura e açúcares. O processo libera caloria aos poucos, para que o organismo não acumule”, explica a nutricionista Michele Trindade, da Universidade de São Paulo (USP). A profissional insiste ainda no consumo de água, “os já tão falados dois litros por dia”, que trabalham para a desintoxicação. “Quem não consegue tomar tanta água pode incluir sucos naturais, que hidratam e trabalham na prevenção das rugas.” Para ajudar o leitor, a Folha Universal escolheu alguns sucos especiais (veja na página 10). Como se vê, receitas não faltam. Basta um pouco de apetite para mudar.

Pesadelo amazônico


Pesadelo amazônico
Um barco com o motor desprotegido e uma menina com cabelos longos. A combinação já fez centenas de vítimas, principalmente na região amazônica. As escalpeladas são mulheres de todas as idades que perderam o cabelo, o couro cabeludo e até orelhas e parte do rosto nas engrenagens do principal meio de transporte local. Como os motores dos barcos não são apropriados para a navegação, eles são fixados no meio do veículo. Para transferir força para a hélice, que fica na parte traseira, há um eixo exposto, que gira a uma velocidade de 1,8 mil rotações por minuto. Alguns segundos de descuido são suficientes para que acidentes bárbaros, porém comuns, façam com que mulheres fiquem completamente deformadas ou morram de hemorragia. Segundo dados da Comissão da Amazônia, existem cerca de 100 mil barcos navegando na região. Um terço deles transita sem qualquer fiscalização. Mas isso deve mudar. No último dia 13, o vice-presidente José Alencar sancionou a lei 11.970/2009, da deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP), que determina que os responsáveis pelas embarcações, que navegam nos rios da Amazônia, têm até o dia 6 de agosto para protegerem os eixos dos motores. A reivindicação à deputada partiu da Associação das Mulheres Escalpeladas do Amapá. A presidente da associação, Maria do Socorro Pelaes Damasceno, sofreu um escalpelamento aos 7 anos e já fez várias cirurgias plásticas para reconstruir o rosto e o couro cabeludo. Resta saber se a lei vai pegar, já que a maioria dos donos de embarcações não teria dinheiro para comprar os kits de proteção, vendidos a cerca de R$ 90. “O sofrimento não se resume ao acidente. Depois vêm inúmeros curativos, cirurgias e não é só isso. O momento mais difícil é a hora de encarar o espelho, sempre cruel e implacável ao revelar as mutilações do escalpelamento”, diz o cirurgião plástico Claudio Brito, criador da organização não-governamental Sarapó, que presta atendimento e distribui kits de proteção no estado. Além da dor física e da perda da autoestima, essas mulheres ainda têm de enfrentar o preconceito. “Eu sabia que as pessoas iam olhar pra mim assim: ‘nossa, aquela garota não tem cabelo, não tem orelha’, isso foi difícil pra mim”, diz uma vítima. O tratamento é doloroso e dura mais de 10 anos. A primeira etapa é repor a pele do crânio com enxertos retirados das pernas. Quando o acidente não é tão grave, há uma possibilidade de se recuperar o couro cabeludo. Nos últimos 20 anos, quase 200 vítimas foram atendidas na Santa Casa de Belém (PA), e 5% delas morreram. A cada mês, dois acidentes, em média, são registrados no Pará.

TOQUE DE ACOLHER


EVANDRO PELARIN - Toque de “acolher”
Por Eliana Caetano redacao@folhauniversal.com.br Em uma iniciativa pioneira no Brasil, o juiz Evandro Pelarin, da Vara da Infância e Juventude de Fernandópolis, município do interior de São Paulo, determinou que todos os menores que estejam nas ruas desacompanhados de pais e responsáveis após as 23 horas sejam encaminhados ao Conselho Tutelar da cidade, para não ficarem expostos ao álcool, drogas, violência e prostituição. Em operações especiais, policiais civis e militares e conselheiros tutelares recolhem crianças e adolescentes e acionam os pais. O resultado é positivo. Outras cidades adotaram o sistema. Mesmo assim, o chamado “toque de recolher” ainda divide opiniões. 1 – O que é o “toque de recolher”? Esse é o nome que acabou sendo atribuído a uma decisão da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Fernandópolis, que determina que as Polícias Civil e Militar, com membros do Conselho Tutelar, recolham crianças e adolescentes – desacompanhados dos pais ou de adulto responsável – em situações de risco, encaminhando-os, imediatamente, aos pais, como medida de proteção, mediante advertência. Isso, sem prejuízo à responsabilização dos pais por multas, em caso de negligência, e à internação e tratamento de menores viciados. 2 – Por que chamá-la de “toque de acolher”? O termo “toque de recolher” não consta dos processos judiciais. Acredita-se que tenha surgido devido à recomendação judicial, em 2005, para que os menores de 18 anos não permaneçam sozinhos, nas ruas, depois das 23 horas. Em abril de 2009, a associação de amigos da cidade chamou de “toque de acolher”, o que parece apropriado, em razão da essência, que é a proteção aos menores. 3 – Como surgiu esta decisão? Várias eram as reclamações à Vara da Infância e Juventude – vindas de moradores e até de vereadores – sobre menores nas ruas fazendo uso de bebidas alcoólicas. Além disso, havia um clamor para que a Justiça tomasse providências em relação a furtos a casas, automóveis e roubos à mão armada a residências. 4 – Apesar dos números positivos, a medida ainda divide opiniões? É importante dizer que a equipe está treinada para abordar jovens expostos a drogas, violência, álcool e prostituição. Estudantes uniformizados ou meninos e meninas que voltam para casa, depois do cinema ou da casa de um amigo, como hipótese, não são conduzidos ao Conselho Tutelar.5 – Qual o balanço do trabalho? Houve diminuição no número de atos infracionais (crimes cometidos por adolescentes). Nas primeiras operações, de agosto a dezembro de 2005, chegou-se a recolher 40 menores em situações de risco. Numa das últimas, em abril de 2009, foram encontrados três adolescentes nesta situação. A motivação legal e jurídica nunca foi combater a criminalidade juvenil, mas resguardar o menor. 6 – O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) foi contra a medida e enviou parecer ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), alegando inconstitucionalidade. Não é possível prever o que o CNJ possa decidir, nem em quanto tempo. Ademais, em tese, o CNJ não pode decidir sobre matéria estritamente jurídica, que é o caso. Apenas o Tribunal de Justiça de São Paulo ou um Tribunal Superior em Brasília pode “revogar” a decisão judicial. Mas, aguardaremos. 7 – Houve protestos? No início surgiram reclamações de meninos e meninas quanto à recomendação para que não ficassem sós, na rua, altas horas da noite. Com o tempo, diminuíram, e os menores começaram a ir para casa mais cedo. Muitos jovens apoiam a iniciativa. Algumas alternativas interessantes surgiram, como uma boate para adolescentes de 14 a 18 anos, chamada “Proibida a entrada para maiores de 18 anos”, onde não há bebidas alcoólicas e funciona das 19h às 23h. 8 – Como a lei brasileira trata do menor em situação de risco? A Constituição Federal, no artigo 227, prescreve que “é dever da família, da sociedade e do Estado colocá-los a salvo de toda forma de negligência”. Pela lei, o menor não pode ficar desassistido, solto e sem qualquer vigilância em locais onde se usam bebidas alcoólicas ou drogas. Tais situações denotam “toda forma de negligência”, que a família, a sociedade e o Estado devem combater. Se a família e a sociedade falham ao não impedir o contato de menores com substâncias proibidas, o Estado não pode falhar; tem o dever de agir. O Estatuto da Criança e do Adolescente não só determina que o Estado atue, para livrar os menores dos perigos, como prescreve que os pais devem obedecer às ordens judiciais no sentido da prevenção e da proteção. 9 – Por que retirar os menores dos locais de risco em vez de prender os traficantes? O “toque de recolher” não afasta o dever da polícia em prender o criminoso. E a polícia, em Fernandópolis, vem prendendo traficantes e até fornecedores de bebidas. 10 – Alguns municípios adotaram a medida. Como avalia esse interesse? Vejo como um exercício de responsabilidade que a população espera dos juízes. Nós, da infância e da juventude, trabalhamos duro, não só para a proteção dos menores em risco, mas acho que estamos lutando também contra um modelo – classificado como politicamente correto – que fala de tudo, menos da crise da família e dessa permissividade que campeia nos costumes de um modo geral.

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