sexta-feira, 9 de março de 2012

Elas onde só havia eles.

Aos poucos, os últimos "territórios" só masculinos vão sendo conquistados pelas brasileiras. Até mesmo as profissões de trabalho pesado se rendem às mulheres

Os canteiros de obras, com a mão na massa, ou nas ruas e estradas do País, na direção de ônibus e caminhões, o colorido dos batons e os cabelos alinhados das mulheres contrastam com seus macacões e uniformes. Desde que começaram a lutar por salários mais dignos e melhores condições de trabalho no final do século 19, o que resultou na declaração do dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher, elas conquistam, aos poucos, suas reivindicações e avançam também em territórios tradicionalmente masculinos do mercado de trabalho. "Esse movimento acontece em todo o Ocidente. No País, é um processo decorrente da maior escolaridade das brasileiras, que supera a dos homens, e do desejo das mulheres de expandirem suas possiblidades de formação", afirma a socióloga Maria Rosa Lombardi, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas.



Segundo dados do Ministério do Trabalho, o emprego formal cresceu mais entre as mulheres em 2010 na comparação com 2009. Elas registraram um aumento de 7,3% na participação no mercado de trabalho, enquanto que para eles o índice foi de 6,7% no mesmo período. Mas as mulheres ainda são minoria e correspondem a 41,6% da mão de obra formal no Brasil.


No Governo, elas já ocupam posições importantes. Além da presidente Dilma Rousseff, Graça Foster comanda a Petrobras, a multinacional brasileira, e Gleisi Hoffman ocupa a estratégica posição de ministra da Casa Civil. No mundo, Sheryl K. Sandberg é peça-chave para manter o sucesso da rede social Facebook. Entusiasta das mulheres se lançarem e ocuparem cargos de liderança, Sheryl tem na conta bancária nada menos do que R$ 2,7 bilhões. "Mulheres sistematicamente subestimam suas habilidades", afirma ela num dos vídeos que circulam pela internet. Alguns deles já têm mais de 200 mil visualizações e fazem parte de importantes cursos de negócio no exterior, como Harvard. "Cargos de chefia são sempre desafios para elas. Além da bagagem técnica e científica, as mulheres precisam enfrentar preconceitos e discriminações, por não serem cargos tradicionalmente femininos", afirma Maria Rosa.



Os desafios se repetem na construção civil, um ambiente historicamente masculino. Mas, aos poucos, pedreiras, pintoras e eletricistas conquistam seu espaço nas obras e se destacam entre a maioria de homens. "Não existe uma constituição que diga o que a mulher e o homem podem fazer. Sendo assim, não há limites para nós", diz a mestre de obras Márcia Cristina Santos da Silva, de 42 anos, a primeira a ocupar o cargo numa grande empresa do ramo da construção civil. A quantidade de mulheres contratadas pelas empresas de construção aumentou 44,5% entre 2007 e 2009, segundo dados do Ministério do Trabalho. Dos mais de 2,2 milhões de trabalhadores, aproximadamente 172 mil (ou 7,8%) são mulheres. "Falta mão de obra no setor. Pela necessidade de conquistar um mercado estritamente masculino, elas se preparam mais e melhor, ocupando as vagas e também os cargos de gestão", diz Abílio Weber, diretor da escola do Senai Orlando Laviero Ferraiuolo, especializada em construção civil, em São Paulo. A presença feminina mudou o relacionamento e a conduta dos homens nos canteiros de obras. "Eles se portam de maneira diferente, mais respeitosa", comenta Weber.


As mulheres também aceleram fundo na carreira de motoristas de ônibus e caminhão. Em São Paulo, do total de 17,5 mil motoristas de ônibus, hoje 121 são mulheres. Apesar de muito poucas, elas já são bem mais do que as quase 40 que estavam ao volante há 3 anos, segundo informações do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo. Na capital do Paraná, Curitiba, são somente cerca de 30 mulheres num universo de 7,5 mil trabalhadores que ocupam o banco do motorista, de acordo com o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana. Adriana Rodrigues Silva, de 40 anos, quebrou um tabu na cidade de São Paulo: foi a primeira mulher a ser aceita como motorista de ônibus na única grande empresa que ainda resistia a entregar o volante à habilidade feminina. Ela dirige um veículo articulado de 18 metros de comprimento todos os dias pela cidade. "Quando fui contratada, meu chefe ainda falou que se eu fizesse algo errado, ele não aceitaria mais nenhuma outra mulher. A responsabilidade era minha", lembra. A experiência com Adriana deu tão certo que logo depois mais mulheres assumiram a direção dos ônibus da empresa.



Com a carreta de 19 metros e 17 toneladas, Terezinha Iugas, de 50 anos, percorre as estradas e diz se sentir poderosa ao volante. "Sou realizada profissionalmente, é uma sensação muito boa. Quando a gente dirige uma carreta, não quer mais carro pequeno", conta. No Brasil, ainda não há dados sobre a quantidade de mulheres na direção dos caminhões. "Trata-se de um fato novo ainda. Porém, os números apresentados pelas empresas têm mostrado um crescimento grande e em pouco tempo das mulheres nesta profissão", diz Newton Gibson, presidente da Associação Brasileira de Logística e Transporte de Carga.



Com um volume bem menor na garupa, Fernanda de Britto trabalha há 3 meses como motogirl. É pilotando moto e fazendo entregas – em meio à ampla maioria de homens – que garante o seu sustento. "Estou achando o máximo. Eu tinha uma visão terrível dos motoboys. Hoje vejo que são pais de família, que precisam desse trabalho, assim como eu", diz a mensageira. Fernanda faz parte do contingente das 20 a 30 mulheres de cada mil motociclistas que usam o veículo para trabalhar na cidade de São Paulo, estima Rodrigo Ferreira, consultor de mercado de duas rodas. Há 10 anos, apenas uma ou duas a cada mil motos eram usadas com a mesma finalidade pelas mulheres. Na cidade do Rio de Janeiro também verifica-se maior participação feminina. "Cinco anos atrás não havia mulheres na profissão. Nós não temos dados fechados, mas a estimativa é que elas sejam hoje 20% do total de motociclistas", diz Pedro Paulo de Carvalho, secretário executivo do Sindicato dos Empregados Motociclistas do Rio.


Algumas empresas chegam a preferir a mão de obra feminina. "As mulheres não têm a força física, mas são mais cuidadosas, pacientes e atenciosas com o trabalho", diz a economista Patrícia Lino Costa, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Apesar dos avanços, as mulheres ainda têm muito a conquistar e preconceitos a vencer. "O grande desafio da sociedade é o compartilhamento das responsabilidades familiares, que não devem ser só das mulheres. Um dos setores que mais emprega a mão de obra feminina é o serviço doméstico. Elas também ganham menos do que os homens, ocupando cargos iguais, e a taxa de desemprego entre as mulheres é maior", pontua.


quarta-feira, 7 de março de 2012

Crimes sem solução

Mais de 115 mil assassinatos estão sem punição no País, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça. Motivos não faltam: delegacias sucateadas, precária infraestrutura das polícias técnicas para obter provas e falta de investigadores e peritos capacitados

"Mataram meu filho. E foi como se tivessem pisado numa barata. Parece que não importa para ninguém", diz Vera Lúcia Andrade de Freitas. O filho, Matheus, foi uma das cerca de 500 pessoas que morreram em maio de 2006, numa série de assassinatos que ficaram conhecidos como "crimes de maio". A suspeita é de que tenham sido mortas por policiais, como revide aos ataques a PMs feitos por bandidos da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).


Matheus, que tinha 21 anos, estava numa pizzaria perto de sua casa quando homens encapuzados e de moto passaram atirando. Matheus e Ricardo Porto Noronha, de 17 anos, foram atingidos e morreram. Os dois deveriam estar na escola, mas foram dispensados após o colégio receber ligações telefônicas ameaçadoras. A pizzaria também recebeu ameaças, mas o dono não cumpriu a "ordem" de fechar. "Na verdade, nunca investigaram a morte do meu filho. Vieram aqui, perguntaram ao dono da pizzaria se sabia de algo. Ele disse que não e pronto", diz Vera Lúcia.


O caso de Matheus entra para a triste estatística dos milhares de assassinatos sem solução no Brasil. O Conselho Nacional de Justiça contabiliza que a maioria dos 143.694 homicídios ocorridos antes de 31 dezembro de 2007 está sem solução no País. Os dados são de um levantamento feito em função da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública, lançada em 2010 para promover um mutirão dos órgãos responsáveis pela segurança pública e traçar políticas nacionais. Para isso, foi estabelecida uma meta até abril deste ano: concluir todos o inquéritos e procedimentos que investigam homicídios dolosos instaurados até 31 de dezembro de 2007. A meta, porém, não será atingida. Até dezembro passado, o número de casos sem solução era de 115.561 (80,4% dos 143 mil). Só 28.133 inquéritos de homicídios antigos tiveram desfecho. Mesmo assim, a maioria (22 mil) por arquivamento, sem autoria.


Para especialistas, o problema é estrutural. "As causas são diversas", diz Taís Ferraz, juíza federal e conselheira do Conselho Nacional do Ministério Público. Ela aponta a comunicação entre polícia e Ministério Público, baseada em protocolos burocráticos que tornam os processos lentos, como um dos fatores. Ela cita ainda a falta de capacitação para o combate a crimes contra a vida. O descompasso causado pela falta de conhecimento já é chamado de "efeito CSI", referência ao seriado de tevê que mostra a rotina de peritos forenses que resolvem crimes por meio de perícia. Christiano Xavier, diretor do sindicato dos servidores da polícia de Minas Gerais, Estado com 19.640 inquéritos anteriores a 2008 em aberto, concorda. "Temos 9 mil policiais civis e 50 mil militares, menos efetivo que nos anos 80. Acho difícil resolver esses casos antigos."


Taís cobra investimentos na Polícia Civil: "Ela sempre recebeu menos verbas que a PM. Faltam delegados, investigadores, peritos. É impossível resolver homicídios sem perícia. A PM tem mais visibilidade, atrai mais votos. Mas ao não darmos respostas aos homicídios, passamos a mensagem de que vale a pena matar", afirma.


A impunidade não acontece, porém, só por conta do corporativismo, nos casos em que há PMs envolvidos. Atinge também famílias abastadas e políticos. O caso da Rua Cuba, por exemplo, ocorrido na véspera do Natal de 1988 em São Paulo, nunca foi esclarecido. O advogado Jorge Toufic Bouchabki e sua mulher, Maria Cecília, foram mortos enquanto dormiam. O filho mais velho, Jorginho, então com 19 anos, chegou a ser um dos suspeitos, mas não foi a julgamento por falta de provas. O crime prescreveu em 2008, 20 anos após o crime. Outro caso é o do assassinato do prefeito de Campinas (SP), Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT, morto a tiros em setembro de 2001. Para a polícia, ele foi morto por atrapalhar a fuga da quadrilha de Wanderson Lima, o Andinho, que negou a participação. Em 2007, a Justiça recusou a denúncia contra Andinho por falta de provas. A promotoria não havia achado a arma do crime nem estabelecida a motivação.


terça-feira, 6 de março de 2012

FESTAS SEM LIMITES



"AS BALADAS SEM LIMITES, ONDE TUDO PODE, SÃO O REFLEXO, A EXTENSÃO DO QUE ACONTECE LÁ FORA, NA SOCIEDADE", EXPLICAM ESPECIALISTAS

E os pais, que deveriam evitar que isso acontecesse, são, muitas vezes, os principais estimuladores dessa conduta entre os filhos.


O ditador soviético Stalin já dizia, em 1913, que para destruir a ordem de qualquer sociedade e mantê-la totalmente subordinada ao Estado deve-se, em primeiro lugar, comprar os jovens. "Compre-os e dê-lhes liberdade sem limites, até que o sentido do certo e do errado seja naturalmente invertido", aconselhava. Essa inversão de valores, segundo os especialistas, já está muito próxima de ser uma realidade. Um bom exemplo disso se vê em algumas "baladas", que, como sustentam os estudiosos, são um microcosmo dessa nova ordem comportamental, que, brevemente, deverá se estender das festas particulares à sociedade geral.


"Da última vez que saímos juntas, minha mãe conseguiu ficar com seis caras diferentes, e eu não consegui nenhum"

(C. de Oliveira, de 19 anos)


O consumo desenfreado de álcool e tantas outras drogas ilícitas nesses locais, associado ao volante, por exemplo, já é uma das principais causas de morte entre jovens de 16 a 25 anos no Brasil, cenário este que reflete a tão propagada, e ao mesmo tempo contraditória, "liberdade sem limites" defendida por Stalin. E os pais, que deveriam evitar que isso acontecesse, são, muitas vezes, os principais estimuladores da conduta imprópria dos filhos.


"A mãe que age dessa forma [agindo como adolescente também] está tirando o direito de sua filha de ter uma mãe de verdade. Isso é crime"

(Márcio Block, psicólogo)


Esse tipo de relação entre pais e filhos pode explicar, também, a liderança dos brasileiros como o povo que inicia a vida sexual mais cedo, com a primeira experiência por volta dos 14 anos, enquanto a média mundial é aos 17,5 anos. Na Europa é onde os adolescentes se inicial sexualmente mais tarde, por volta dos 17,6 anos. "A mãe que age dessa forma está tirando o direito de sua filha de ter uma mãe de verdade. Isso é crime", diz o psicólogo e psicoterapeuta Márcio Block.


LIMITES: ENTRE PAIS E FILHOS, NEM TUDO DEVE SER DISCUTIDO


Os psicólogos deixam claro que, na relação entre pais e filhos nem tudo é para ser discutido, nem tudo é para ser confessado. "A privacidade é uma necessidade de qualquer indivíduo, e com os adolescentes e as crianças não há por que ser diferente", alertam. Tal premissa é válida também para os pais que querem ter total controle sobre todos os aspectos da vida dos filhos.


Muitos pais querem saber o que eles leem, o que veem na TV, sobre o que conversam na escola, ou então ficam ligando para o filho de cinco em cinco minutos para saber onde ele está e o que está fazendo. Os psicólogos e educadores também condenam esse tipo de excesso. "Assim como é um absurdo a mãe disputar com a filha quantos homens elas conseguem 'pegar' numa balada, o contrário, a superproteção e a supervigilância, também prejudicam", dizem,


"É preciso que os pais conheçam bem os filhos, não para sufocá-los ou controlá-los impetuosamente, mas sim para ensiná-los a tomar todas aquelas decisões com autonomia, inteligência e responsabilidade". Só assim os ideais do ditador italiano não voltarão a controlar uma sociedade inteira, mesmo depois de mais de um século de sua morte.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Igreja Universal do Reino de Deus realiza a Santa Ceia na Fundação Casa.


Uma vez por mes é realizada a mais importante cerimônia na Igreja Universal do Reino de Deus, a Santa Ceia. Na Fundação Casa não é diferente, também é realizada esta cerimonia a cada mes.Com a responsabilidade do Pastor Geraldo Vilhena e uma equipe de voluntários que fazem a obra de Deus na Fundação Casa.



Antes do início da cerimônia o pastor Geraldo Vilhena, ensina sobre os dois elementos que fazem parte da Santa Ceia (pão e suco de uva) o pão simboliza o corpo de Senhor Jesus e o suco de uva o Sangue do Senhor Jesus.

"Porque eu recebi do SENHOR o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão;" (I Coríntios 11 : 23)

"Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha." (I Coríntios 11 : 26)

Foi ensinado também a importancia da Santa Ceia o seu significado e quem está preparado para participar de cerimônia.

"Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor." (I Coríntios 11 : 27)


Logo após a mensagem os voluntários servem a pão e o suco de uva aos adolescentes




Pastor Geraldo Vilhena, serve a Santa Ceia para os voluntários que fazem a obra de Deus dentro da Fundação Casa.



No final muitos jovens receberam o Espírito Santo.

MULHER DIFÍCIL



"LEI DO MÍNIMO ESFORÇO" TEM LEVADO OS HOMENS DA ATUAL GERAÇÃO A IGNORAR AS MULHERES DIFÍCEIS; COM ISSO, A ARTE DA CONQUISTA ESTÁ DESAPARECENDO

"O MAIOR PREJUDICADO COM ESSE NOVO TIPO DE COMPORTAMENTO SÃO ELES MESMOS, OS HOMENS", AFIRMAM ESPECIALISTAS

"Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo.
Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se
machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são
boas como as do topo, mas são fáceis de conseguir".

O texto acima, de autoria de Machado de Assis, apesar de ter sido escrito no início do século 20, pelo menos do ponto de vista da maioria dos especialistas em relacionamento, continua bastante atual. Isso porque, segundo esses estudiosos, as mulheres mais bonitas e vistosas têm consciência de que possuem tais características. Sendo assim, o número de "investidas" que elas recebem é quase sempre maior do que o de mulheres que não têm os mesmos atributos físicos. Sendo assim, a mulher mais cortejada passa a, involuntariamente, ser mais "seletiva". Ou, como os homens preferem dizer, mais "difíceis".

Por causa desse tipo de comportamento, o homem foi ensinado pela sociedade a cortejar e lutar para conquistar uma mulher. "Mas de repente tudo ficou tão fácil que ele nem precisa mais correr atrás de mulher alguma, elas é que correm atrás deles. Isso é tão cômodo para eles, afinal eles escolhem mulheres como se escolhe uma cerveja num refrigerador", diz a sexóloga Carmen Janssen.

Ainda de acordo com a sexóloga, o fato de os homens estarem cada vez menos dispostos a cortejar uma mulher, "eles adotaram 'lei do mínimo esforço'", diz, tem construído uma sociedade em que o consumismo se estendeu às relações humanas. Quem se nega a entrar nessa sociedade, muitas vezes é tachado de metido, arrogante ou antiquado. Ignorar tais preconceitos e estar ciente de seus próprios valores é o que importa. "O respeito ao próximo e a si mesmo deve prevalecer. Entregar-se aos desejos imediatos do corpo é renunciar ao intelecto e, quando isso acontece, não só o aspecto sentimental, mas todos os outros de nossa vida jamais podem prosperar", finaliza Janssen, quase como quem está traduzindo as poéticas linhas machadianas do século retrasado.

MEDO DE CASAMENTO



RECONHECIDA RECENTEMENTE PELA PSIQUIATRIA, A "GAMOFOBIA" SE CARACTERIZA PELO MEDO MÓRBIDO DE SE CASAR

DISTÚRBIO É LIGADO À ANSIEDADE E ATINGE AMBOS OS SEXOS, MAS INCIDÊNCIA É MAIOR ENTRE OS HOMENS

Medroso? Insensível? Cafajeste? Nada disso. A ciência agora já tem um diagnóstico para aqueles que, só de ouvir falar em casamento, começam a suar frio. O nome da doença, reconhecida pela psiquiatria moderna e caracterizada pelo medo mórbido de se casar, é gamofobia.

"O casamento implica responsabilidades.E eles querem ser adolescentes a vida toda"

(José Carlos Zapellini, psiquiatra)

Segundo especialistas, a causa mais frequente desse distúrbio, que é também um tipo de ansiedade patológica, são as experiências de casamentos fracassados na família ou com alguma pessoa próxima. Quando esse não for o caso, outra razão bastante comum é a falta de maturidade de alguns homens em assumir a idade adulta, transtorno este chamado de Síndrome de Peter Pan e reconhecido pela psiquiatria desde o início dos anos 80.

"A realidade mostra-nos uma expressão significativae crescente de doentes com Gamofobia"(idem)

"O casamento implica responsabilidades. E eles querem ser adolescentes a vida toda", explica o psiquiatra José Carlos Zepellini. Ainda de acordo com Zepellini, não existem pesquisas para quantificar os casos, "mas a realidade mostra-nos uma expressão significativa e crescente de doentes com Gamofobia", diz.

SINTOMAS

Boca seca, irritabilidade, enxaquecas, distúrbios no sono, irregularidades respiratórias e cardíacas, agressividade, falta de paciência, entre outras que o sujeito não domina, são os principais indícios de gamofobia. Esses sintomas surgem dos mecanismos de defesa que todo ser humano tem e que é ativado involuntariamente para protegê-lo das situações que lhe causam medo. "É a mesma coisa que sente, por exemplo, alguém vai prestar uma prova para o vestibular, sofre um assalto ou é ameaçado por um animal perigoso. Nosso organismo se prepara para enfrentar essas situações de estresse e reage naturalmente assim, Com quem tem medo de se casar, é a mesma coisa", diz Zapellini.

TRATAMENTO

A ajuda psicológica é, até o momento, a forma mais eficaz de se livrar do problema. As terapias não medicamentosas são as mais indicadas e que dão os melhores resultados. Com elas, o "gamofóbico" irá compreender que a vida é feita de erros e de aprendizagens e que, com o casamento, é a mesma coisa. Depois de algum tempo, em média seis meses, apesar de variar muito de paciente para paciente, o distúrbio pode ser vencido por meio da descontração e da descoberta dos prazeres da vida conjugal.

sábado, 3 de março de 2012

Inimigos da comunicação.


A comunicação é fundamental ao relacionamento. Em muitos casamentos, a ausência desse ingrediente tem levado ao esfriamento do casal e motivado brigas. Protelar assuntos ou dar desculpas para fugir do diálogo é o erro que pode custar a felicidade a dois. E, por mais que exista o amor, os conflitos acabam sufocando a relação, e, por não conseguirem resolver as adversidades, muitos acabam se separando, quando não ficam juntos como dois estranhos dentro de casa. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, afirma que casais que se comunicam de maneira agressiva estão mais propensos a adoecer ou pelo menos terão maior dificuldade em curar as condições clínicas já existentes. Na pesquisa, os 37 casais participantes tiveram pequenas feridas criadas artificialmente na pele em decorrência de estresse. Eles foram acompanhados por um período de 12 dias para se registrar o cotidiano e o processo de cicatrização do pequeno ferimento.


Ao final do período de testes, as pessoas que apresentaram uma comunicação mais positiva tiveram um processo de cura mais rápido. Já os brigões levaram mais tempo para sarar o machucado na pele. Os cientistas atribuíram os resultados aos níveis de oxitocina, um hormônio associado à proteção, presente em maior quantidade nas pessoas com mais facilidade de comunicação.


Erros e Dicas


A terapeuta de casais e psicóloga formada pela Universidade de São Paulo, Kelen de Bernardi Pizol, ressalta os erros na comunicação e dá dicas para um bom entrosamento entre o casal:


Errado: Fechar-se à comunicação, independente do motivo do desentendimento


Dicas: Para conciliar os conflitos, em primeiro lugar, o casal deve se abrir ao diálogo. "Eles precisam abrir um espaço para conversar sobre o que os está incomodando e também para dizer do que não estão gostando", garante Kelen.


Errado: Insistir em acertar aquele ponto no auge da discussão


Dica: Esperar o clima melhorar para tentar chegar a um ponto comum


Errado: Ficar computando cada vez que você cedeu e o outro não ou querer que apenas o outro ceda


Dica: "No amor não há competição. O casal deve saber que está no mesmo time e não é oponente um do outro", diz Kelen


Errado: Insultar, acusar, ficar relembrando o passado


Dica: Ter tato para não dizer coisas que magoem desnecessariamente, preservando a relação

Quando os amigos atrapalham.

Como lidar com as influências, muitas vezes negativas, deles e a perda da atenção do parceiro


Alguns casais, por estarem acostumados a viver no meio de amigos, não reservam um tempo necessário para a pessoa amada, trazendo com isso conflitos entre si. Há também aqueles casais em que um dos parceiros tem mais amizades que o outro e as prioriza de tal forma que acaba por magoar a pessoa amada, deixando-a de lado, exatamente como aconteceu com Jadson Santos Edington, de 36 anos, casado com Rosilene da Silva Edington, de 34.


Unidos há 18 anos, vivem em perfeita harmonia e felicidade, porém, no início do namoro e algum tempo após o casamento, enfrentaram muitos conflitos por conta de Jadson viver cercado de amigos e frequentemente sair com eles, deixando Rosilene bastante indignada.


Jadson conta que pelo fato de não ter sucesso nos relacionamentos amorosos os amigos sempre estavam perto para apoiá-lo. Porém, mesmo depois de começar a namorar Rosilene, Jadson passava mais tempo com os amigos do que com ela, o que gerou um grande problema na relação, especialmente depois que se casaram, pois ele continuou com os mesmos hábitos de solteiro.


"Trabalhávamos o dia inteiro no nosso comércio e, à noite, quando deveríamos descansar e passar um tempo juntos, já que éramos recém-casados, os amigos dele apareciam em casa. Isso acontecia praticamente todos os dias. Não tínhamos privacidade", lembra Rosilene, que brigava muito com Jadson e até destratava os amigos dele, porém, de nada resolvia.


De acordo com a psicóloga Maria Adélia Reis, as amizades são importantes para o indivíduo compreender a si e ao mundo, estimulam a autoestima e futuras realizações, porém, não podem passar dos limites. "Temos que balancear o convívio com ambos, incluindo os dois em nossa rotina, evitando controles ou imposições que não adiantam", diz.


Ao perceber que o que fazia não trazia resultados positivos, Rosilene entendeu que reclamar só afastava o marido. Então, ela mudou o comportamento e, com o tempo, tudo foi se acertando. "Passei a tratá-los bem e, pouco a pouco, Jadson também passou a me dar mais atenção. A partir daí, ele começou a sentir prazer em ficar em casa comigo e, hoje, 18 anos depois, não temos mais esse problema, vivemos felizes e unidos", completa Rosilene.

IURD Bispo Macedo (Valores invertidos)


O homem que não teme a Deus pensa somente em si mesmo, vive na vaidade dos seus pensamentos e, apoiado na fé natural, anda de acordo com os conceitos desse mundo. O seu coração está obscurecido de entendimento e ele estará sujeito às leis espirituais malignas que regem esse mundo.

Muitos vivem assim, nos dias de hoje, por não conhecer a salvação eterna e não ter um encontro com Deus. Agora, situação pior é aquela vivida por aqueles que um dia tiveram um encontro com o Senhor Jesus e estão distantes dEle.

Muitas pessoas tentam salvar os seus familiares, obrigando-os a aceitar a salvação. Nós não podemos agir dessa forma, mas, sim, darmos um exemplo cristalino de que a Luz está em nós, e eles, com certeza, vão querer seguir esse caminho.

"Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros. Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo." (Efésios 4.25-27)

Estes são os conselhos para que tenhamos um comportamento justo, reto, de acordo com Deus, embora muitos julguem que esses valores estão ultrapassados. Hoje em dia, os valores estão invertidos, aliás, os que têm a fé natural não valorizam a fé sobrenatural.

Porém, no meio de tanta sujeira, podridão e imundícia, Deus escolheu cada um de nós que verdadeiramente o chama pelo Seu nome. O desejo dEle é que brilhemos nesse mundo, que venhamos a dar sabor, muito mais que através de palavras, que venhamos a testemunhar com a nossa própria vida, com o nosso próprio exemplo de cristão verdadeiro.

Postagem em destaque

MACACO LADRÃO PM 1