
Um experiente investigador da Equipe de Homicídios da Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo ficou impressionado com a frieza e a falta de culpa do acusado ao falar sobre o crime. "Pelo que conversamos, ele não está arrependido da morte. Só se arrepende de ter atirado em dois policiais porque isso deixou a situação dele mais complicada. Só por isso. Mas não se arrepende de ter matado", relata. Segundo o investigador, a falta de reação ao ser surpreendido pela polícia também comprova a frieza do acusado. "Quando entramos na casa onde estava escondido, ele já deitou no chão. Não esboçou reação, não falou nada. Simplesmente deitou no chão. Isso não é comum. Normalmente quando prendemos alguém, essa pessoa fala alguma coisa, se justifica ou até tenta fugir. Ele não se mexeu", lembra.

Apesar de ser cedo para dizer que "Paraná" é psicopata, o psiquiatra forense José Taborda, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria, diz que o sentimento de arrependimento de um indivíduo que comete um crime está diretamente ligado à estrutura de caráter dele: "Essa frieza e a falta de remorso geralmente aparecem em pessoas que fazem parte do grupo dos psicopatas". Segundo ele, não há um perfil fixo dessas pessoas. "Há vários tipos, uns mais sádicos, outros que cometem crimes do colarinho branco. Mas a postura em comum é que eles não se importam com os outros. Tudo gira em torno do seu próprio umbigo", destaca.
Por essas e outras características, o psiquiatra forense Fernando César destaca que a maioria dos serial killers (assassinos em série) apresenta esse transtorno. "Essas pessoas não se importam com o sofrimento que trazem às vítimas ou às suas famílias. Por isso, é muito difícil negarmos que quase todo serial killer é psicopata, mas nem todo psicopata vira um assassino", explica. Um estudo do Instituto de Neurociência Cognitiva dos Estados Unidos comprovou que psicopatas têm dificuldade em nomear expressões de tristeza, medo e reprovação em imagens de rostos humanos. É como se eles não conseguissem sentir e ver esses tipos de sentimentos.
César afirma que a motivação do serial killer é o encanto de matar, comumente aliado ao prazer sexual. "Frequentemente, antes ou após o homicídio, o serial killer pratica sexo com a vítima. Matar o excita. Mas há os que matam sem violentar. Em todos os casos, o que há de comum é o prazer em matar", diz. O grande ponto de consenso entre os especialistas é a crueldade. Esse tipo de comportamento, presente na maioria dos casos famosos de serial killers, é que aponta para a psicopatia. "As pessoas comuns, quando cometem alguma brutalidade, se arrependem, pois conseguem se colocar no lugar do outro. Ou até mesmo porque têm freios morais ou religiosos, sabem que o que fizeram ‘não foi certo’. O psicopata não. Ele não liga para a moral ou o inferno. Para ele, isto são só palavras que não existem em seu dicionário", completa.
Um dos casos de assassinos em série de maior repercussão no Brasil foi o de Francisco de Assis Pereira, chamado de "Maníaco do Parque", que estuprou, torturou e matou pelo menos seis mulheres e atacou outras nove em 1998. Ele atacava suas vítimas no Parque do Estado, a zona sul de São Paulo. Para atrair as mulheres, dizia ser um caça-talentos de uma agência de modelos e as convencia a subir em sua moto para uma sessão de fotos com tema ecológico. No parque, as estuprava com violência e as estrangulava com uma corda. Foi condenado a 270 anos de prisão.

O psicopata age sem muitos motivos. Sua versão da história "não cola", apesar de ele até inventar alguma explicação. Segundo o especialista, ele comete crimes "por pouca coisa" ou mesmo sem razão. Francisco das Chagas Rodrigues de Brito é outro exemplo brasileiro do ponto a que pode chegar uma pessoa assim. Brito é acusado de matar 30 meninos no Maranhão e dois no Pará, entre 1991 e 2003. O caso ficou conhecido como o dos "meninos emasculados", porque o criminoso extirpava os órgãos sexuais dos jovens. Até agora, Brito foi condenado a 237 anos de prisão.
Ré confessa, Suzane von Richtofen é outro caso de psicopata que se livra de quem coloca obstáculos em sua vida. Ela foi declarada cúmplice do assassinato dos próprios pais, Marisia e Manfred, cometido a golpes de barras de ferro em 2002. O casal era contra seu namoro com Daniel Cravinhos, outro envolvido no crime. Enquanto ele e seu irmão Cristian matavam os pais dela no quarto, numa casa de luxo da zona sul de São Paulo, Suzane os esperava na sala. Foi sentenciada a 39 anos de prisão. Quando indagados sobre a chance de ressocialização desses psicopatas assassinos, os especialistas são taxativos: não há.

Psicopatas que não gostam de sangue
A maior parte dos psicopata
s – ao contrário do que se imagina – vive aparentemente muito bem em sociedade, é educado e simpático. Muito além daquela imagem de assassino sanguinário, a maioria dos portadores desse transtorno nunca vai matar ni
nguém. Isso não quer dizer que não vão manipular ou mentir. Muito pelo contrário, eles se tornam estelionatários, falsários, chefes autoritários e até mesmo políticos de grande carisma e pouco moral. De acordo co
m estudo feito por uma equipe de psiquiatras norte-americanos, 3,9% dos profissionais que ocupam cargos altos em empresas apresentam traços psicopatas. Isso significa que ele pode ser seu vizinho, seu irmão ou seu melho
r amigo.
O caso de Marcelo Nascimento da Rocha (foto ao lado), que fingiu ser Henrique Constantino, her
deiro da companhia aérea Gol e até chegou a dar entrevistas ao vivo se passando pelo personagem, é um exemplo desse tipo de psicopata. Durante toda a vida, Rocha assumiu 16 identidades falsas e conseguiu ter sucesso nos golpes aplicados usando a maioria delas. O picareta mais célebre do país inspirou o
livro e filme "Vips - Histórias Reais de um Mentiroso", da escritora Mariana Caltabiano, onde ele relata todas as fantasias e golpes que aplicou. Hoje o falsário cumpre pena por estelionato.








Ansiedade, desânimo, desmotivação, baixa autoestima, mudança de humor, insegurança e desejos de atentar contra a própria vida são alguns dos sintomas mais comuns de um indivíduo com depressão, doença que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), atinge 121 milhões de pessoas ao redor do mundo e está entre as principais causas que contribuem para incapacitar um indivíduo. A OMS prevê que, até o ano de 2020, a depressão passe a ser a segunda maior causa de incapacidade e perda de qualidade de vida.
A separação dos pais causou sequelas irreparáveis à auxiliar de faturamento Joice Gomes Ribeiro, de 28 anos. Chorava pelos cantos e sentia medo de ficar sozinha quando criança. Na adolescência, procurou preencher seu vazio nas baladas e bebidas. Porém, a depressão lhe tirava o desejo de viver, um sofrimento que parecia não ter fim. Aos 15 anos, tentou o suicídio por não suportar o fim de um relacionamento de 1 ano. Joice se jogou de um precipício de aproximadamente 10 metros de altura, em Arapongas, interior do Paraná. Chegou a ser internada para observação durante alguns dias, mas não sofreu nenhum dano físico
Com o avanço da idade, homens e principalmente mulheres solteiras enfrentam um bombardeio de cobranças com relação à vida sentimental. Festas de família podem se tornar um verdadeiro martírio se a pergunta exaustivamente repetida for sobre “quando será o casamento”, ainda que a pessoa nem mesmo esteja namorando. Para as mulheres, termos pejorativos como “solteirona” e “ficar para titia” são comuns, só que, além de serem brincadeiras impróprias, podem incomodar e interferir na busca pela pessoa ideal.
Este assunto, que foi tema do programa A Escola do Amor, apresentado por Renato e Cristiane Cardoso e exibido na IURD TV, falou sobre as dificuldades enfrentadas por solteiros com idade um pouco mais avançada. Eles receberam o casal Jeronimo e Rosângela Alves (foto), casados há mais de 20 anos.
Dados da Previdência Social mostram que os pedidos de afastamento do trabalho por doenças mentais, como estresse e depressão, aumentaram quase 20% em 2011 em relação a 2010. O ritmo intenso das grandes metrópoles, o medo do desemprego e o estresse causado pela economia aquecida têm sido as causas mais comuns do colapso psíquico de trabalhadores. A principal causa de afastamento ainda são os danos físicos, seguidos por doenças osteomoleculares, como as lesões por esforço repetitivo (LER) e, em terceiro lugar, as doenças mentais e psíquicas.


Os acidentes de trabalho, porém, são ainda a maior causa de afastamentos no País. É o caso de Luiz Antonio Gonzalez, de 45 anos, ex-PM que foi vítima do acaso enquanto aguardava socorro para uma viatura quebrada. “Sofri um acidente de trânsito e perdi o movimento da perna esquerda. Fiquei 3 anos internado. Minha vida parou. Depois de muitos anos recuperei parte dos movimentos e voltei a trabalhar. Passei mais 10 anos trabalhando, mas fui reformado, pois não conseguia mais correr e tinha problemas na coluna. Nesse tempo minha perna direita afinou, pois jogava toda a carga sobre ela”, conta o ex-policial militar, que hoje dá orientação para outros policiais acidentados, porque durante sua intermação hospitalar teve tempo de estudar sobre seguros e laborterapia (enfermidades causadas pelo trabalho).




