terça-feira, 4 de agosto de 2009

MOCINHAS MAIS CEDO


“Mocinhas” mais cedo
Por Ivonete Soares redacao@folhauniversal.com.br Algumas delas ainda brincam de boneca e, de repente, veem suas vidas mudarem radicalmente com a chegada da primeira menstruação, chamada também de menarca. Estudos comprovam que as meninas têm menstruado cada vez mais cedo, a partir dos 10 anos de idade, o que já é considerado uma tendência mundial. Segundo especialistas, no século 19, a maioria das mulheres tinha a primeira menstruação por volta dos 15 anos. Mas, com o passar do tempo, a menarca foi sendo antecipada para a faixa dos 13. “Antigamente, as crianças eram criadas diretamente pelas mães, viviam dentro do núcleo familiar e quase não participavam das conversas e atividades dos adultos. Com isso, o estímulo à sexualidade era pouco desenvolvido e, muitas vezes, até inibido, principalmente em se tratando do sexo feminino”, explica o ginecologista e obstetra Jorge Naufal, diretor do Hospital e Maternidade Neomater, de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, confirmando que a antecipação da menstruação pode ser fruto de mudanças comportamentais. Um estudo da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, mostra que a substituição das bonecas por passeios em shoppings, idas a cabeleireiros e horas no computador podem desencadear um processo de mudanças físicas nas meninas. “Hoje, as crianças têm maior liberdade em relação ao adulto, sem contar o acesso aos meios tecnológicos, como a televisão e a internet. Com o estímulo audiovisual constante, fica fácil entender que no século 21 a tendência da mulher seja ter a primeira menstruação em torno dos 10 anos”, diz Naufal. Além do comportamento, a alimentação é outro fator decisivo que colabora com essa tendência. “A criança ingere mais proteínas, vitaminas, sais minerais e carboidratos e, portanto, tem melhores condições nutritivas para acelerar o processo do aparecimento da puberdade e da adolescência, o que, em contrapartida, encurta o período da infância, produzindo na menina um corpo de mulher com mente de criança.” Isso sem falar nos hormônios anabolizantes usados na criação dos animais para consumo humano, como aves e bois. “Quando nos alimentamos da carne, leite ou derivados desses animais, estamos ingerindo hormônios que aceleram a puberdade”, explica o ginecologista. E com o aparecimento da primeira menstruação há uma parada no crescimento dos ossos e da estatura das meninas. “Em alguns casos, é necessário prescrever hormônio de crescimento”, alerta Naufal.

UMA PALAVRA PODE MUDAR A SUA VIDA


segunda-feira, 3 de agosto de 2009

VIOLÊNCIA NAS BALADAS


VIOLÊNCIA NAS BALADAS:FATALIDADE COMO OUTRA QUALQUER OU ESTIMULADA PELO AMBIENTE?Estatísticas levantadas pela Polícia Militar de praticamente todos os estados brasileiros mostram que, nos finais de semana, os óbitos entre jovens de 18 a 24 anos aumentam 1321%. De acordo com o governo de São Paulo, a combinação álcool e direção tem sido a principal responsável pelos números. O Estado reconhece também que, mesmo depois de a Lei Seca ter entrado em vigor, as mortes no trânsito da Capital, nos três primeiros meses de 2009, atingiu praticamente os mesmos índices verificados nos mesmo período do ano passado, quando a lei ainda não havia entrado em vigor. Para as autoridades, a distribuição desigual da fiscalização no território Nacional tem prejudicado o desempenho do Estado. Na capital paulista, por exemplo, houve queda de quase 1% das mortes provocadas por motoristas embriagados. No entanto, as regiões de Piracicaba, Sorocaba e São José do Rio Preto apresentaram altas significativas nas estatísticas, o que prejudicou a média de todo o Estado, que, no geral, reduziu 7,3% as mortes no trânsito. De forma geral, no interior de São Paulo, mesmo depois da Lei Seca as mortes no trânsito aumentaram, em média, 20% e, mais uma vez, quase 72% das ocorrências aconteceram aos finais de semana e envolveram jovens de menos de 25 anos. Como confirmam as estatísticas, uma noitada em uma casa noturna qualquer parece não ser uma simples forma de diversão e lazer, essencial à saúde física e mental de todos. Elas são bem mais do que isso. Soam como pretexto. São raros os casos em que um jovem procura, numa balada, diversão e entretenimento, ou alguém legal para conhecer. Ao que tudo indica, as baladas viraram uma espécie de comemoração moderna ao deus Baco. Lá, sob o pretexto da distração e do lazer, muitas vezes o alvo é o consumo de drogas pesadas e de álcool, além da busca por sexo sem compromisso. Tudo sem limitações e aborrecimentos, seja por parte da família ou até mesmo da legislação.

FIM DA SÍNDROME DO PÂNICO


Fim da síndrome do pânico e da depressão
Síndrome do pânico e depressão foram os problemas que afetaram a autônoma Claudia Souza, de 25 anos. Ela conta que sofria de uma profunda tristeza. “Eu me sentia infeliz, minha vida não tinha sentido. Os médicos prescreveram vários medicamentos para depressão”, lembra. O pânico e a insegurança sinalizaram que a doença estava evoluindo. “Não conseguia sair sozinha, era um tormento, fora as alucinações que me deixavam ainda mais perturbada”, relata. Resignada, Cláudia achava que o problema era um fardo que teria que carregar, até que conheceu a Igreja Universal. “Depois que conheci o Senhor Jesus, minha vida mudou. Ele me abençoou em todos os sentidos. Estou curada da síndrome do pânico, da depressão e fui liberta das forças malignas que geravam alucinações. Tenho um casamento abençoado, sou feliz e o mais importante é que tive um encontro com o Senhor Jesus”, conclui.

FALA VOLUNTÁRIOS




SUCESSO NO PASSADO


SUCESSO NO PASSADO, ANONIMATO NO PRESENTE:É MAIS DIFÍCIL ALCANÇAR A FAMA OU VOLTAR A VIVER SEM ELA?A fama é um brinde especial, uma faca sem cabo, um carro sem freios, um bule sem asa, uma arma traiçoeira. Por isso, deve ser usada com inteligência e precaução. A fama é leviana, instável, volátil, uma visita passageira que quase nunca vem para ficar. Ai de quem confia plenamente nela: mais cedo ou mais tarde ela lhe trairá, sem dó algum, sem resquícios de piedade. E irá embora para sempre, feito mulher gentil e atraente que só esperava pelo momento oportuno para dar “o grande golpe”! Mesmo assim, essa tem sido a meta de milhares de pessoas no Brasil e no mundo: Conquistar a fama a todo o custo. Não importam quais serão os resultados que ela trará. Não importa se ela fará de você uma pessoa pior ou um frustrado no futuro. Há muito mais gente correndo atrás dela do que se imagina, mas poucos se dão conta do que isso realmente significa. Exemplos não faltam. Quem não se lembra do grupo musical brasileiro “As Meninas”, que tanto sucesso fez com o clichê da desigualdade social “É que o de cima sobe e o debaixo desce”? Onde, afinal, foram parar as meninas? E Felipe Dylon? O adolescente, graças à tecnologia de correção da voz e algum investimento financeiro, dizem alguns, conseguiu sucesso instantâneo, mesmo cantando uma música só. Se Tom Jobim é lembrado até hoje pelo seu Samba de Uma Nota Só, Felipe Dylon, As Meninas, Dominó, Twister, Polegar e tantos outros grupos comerciais são lembrados, hoje, pelo sucesso de uma música só. Para muitos produtores musicais, o maior problema daqueles que almejam o sucesso e o reconhecimento público é a inversão de idéias. Para conquistar a fama, é preciso mostrar talento, competência e persistência. Ou seja, a fama vem como resultado de um potencial. Mas no Brasil, principalmente, são inúmeros os casos de pessoas que acreditam que a fama venha antes do talento e isso, como todos sabem, é impraticável. Ninguém fica famoso e, feito isso, começa a se perguntar “bem, agora eu preciso mostrar alguma coisa...” Os fatos acontecem de modo inverso! Albert Einstein, famoso cientista alemão e ganhador do prêmio Nobel de Física, apesar de nunca ter se preocupado com a fama, mostrou que entendia bem do assunto quando disse que “O único lugar em que o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário”.

FISCALIZAÇÃO POR RELÓGIOS


Fiscalização por relógios
Em breve, as ruas de São Paulo serão invadidas por até mil novos relógios munidos de câmeras que irão monitorar o trânsito das ruas, as inundações e a ocorrência de infrações. Pelo menos essa é a intenção da Prefeitura de São Paulo, que prometia abrir licitação até o final de julho. Além de informar hora e temperatura, os aparelhos também indicarão o índice de poluição atmosférica e os locais de acidentes. Em troca, as empresas licitadas terão dois painéis de dois metros quadrados para utilizar para fins publicitários.

domingo, 2 de agosto de 2009

BOI SELVAGEM


Boi Selvagem

Se o boi tivesse consciência de sua força, não se submeteria a trabalhos forçados. O mesmo se dá em relação aos selados com o Espírito Santo. Se eles soubessem o poder que têm, jamais lamentariam seus problemas!
Israel era escravo no Egito. Suas forças tinham se esgotado e ele estava muito debilitado. Mas, ao livrá-lo dos carrascos egípcios, Deus lhe deu a força do boi selvagem.
Você que recebeu o selo Divino precisa saber que Esse poder não lhe foi dado para falar em línguas. Mas para conquistar as “nações pagãs” que vivem ao seu redor diariamente. Em vez de ficar curtindo sua força, use-a para a glória de seu Senhor.
Nascemos de Deus, fomos selados com Seu Poder; portanto, vivamos exclusivamente para servi-Lo com mais eficiência.
Ocupe sua mente em conquistar para a glória do Senhor, a Quem você pertence! E as demais coisas (casamento, família, sucesso econômico, etc.) virão de forma natural.
Nunca permita que seu coração seja oprimido com preocupações deste mundo, porque o diabo sabe aproveitar essa fraqueza humana. Em vez disso, vamos partir para o objetivo maior: ganhar almas.
Saiba que ganhar almas é fazer a obra de Deus. Mas nem sempre fazer a obra de Deus é ganhar almas. Cuidado! Não deixe sua força ser amarrada e controlada pelo mal.
“Porém tu exaltas o meu poder como o do boi selvagem; derramas sobre mim o óleo fresco. Os meus olhos vêem com alegria os inimigos que me espreitam, e os meus ouvidos se satisfazem em ouvir dos malfeitores que contra mim se levantam.” ( Salmos 92.10-11)Publicado por
Edir Macedo

VIOLÊNCIA,DROGAS E SEXUALIDADE


VIOLÊNCIA, DROGAS E SEXUALIDADE:A MÚSICA DESPERTA ESSE CARÁTER NOS JOVENS OU APENAS RETRATA ESSAS ATITUDES DELES?Vários estudos nacionais e internacionais têm mostrado que a influência exercida pela música sobre o comportamento humano é muito mais intensa do que se imaginava. Outra conclusão interessante diz que os diferentes estilos musicais podem despertar atitudes positivas e outras nem tanto assim, e que dificilmente alguém consegue escapar de seus efeitos. Nos Estados Unidos, por exemplo, uma pesquisa divulgada pela Sky News mostrou que 65% das pessoas que foram submetidas a análise enquanto dirigiam, reconheceram a influência da música no comportamento ao volante de um carro. Uma porcentagem equivalente de voluntários afirmou que certos tipos de música são capazes de provocar exaltação suficiente para colocar a condução do veículo em risco. Estudos e trabalhos periciais já apontaram a escolha da música como resultado determinante na ocorrência de alguns acidentes de trânsito. Recentemente, psicólogos brasileiros analisaram o comportamento de 364 pessoas que estavam em busca de um relacionamento amoroso. Diante delas, colocou-se um álbum com fotos dos possíveis pretendentes. Enquanto as fotos eram analisadas, os pesquisadores alternavam a música ouvida pelos candidatos, através de fones de ouvido. Os resultados surpreenderam. Depois de diversas experimentações, os pesquisadores perceberam que a escolha do parceiro mudava com a mesma frequência com que a música era mudada. Sabendo-se que determinadas músicas deixavam os candidatos mais propensos a determinados tipos físicos, os realizadores da pesquisa se convenceram de que podiam interferir diretamente na escolha final do indivíduo. Hoje, sabe-se também que o funcionamento do corpo humano é afetado pelas vibrações sonoras. Acordes consonantes ou dissonantes e diferentes tipos de intervalos exercem efeito sobre a pulsação e respiração. A pressão sanguínea pode diminuir, ou ser elevada, de acordo com a continuidade de determinados acordes. Portanto, se o filósofo alemão Friedrich Nietzsche disse que “sem música a vida seria um erro”, hoje sabemos também que há uma grande chance de o erro ser fruto da própria música.

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ALERGIA à VISTA


Alergia à vista
Por Guilherme Bryan guilherme.bryan@folhauniversal.com.br Um grupo de 12 alimentos é responsável por quase todas as reações alérgicas. E alguns estão muito presentes na mesa do brasileiro, como leite e ovo Leite, ovos, amendoim, nozes, amêndoas, nozes-pecã, soja, peixes e crustáceos, como lagosta, caranguejo e camarão, são responsáveis por 90% das alergias alimentares, segundo levantamento do Food and Drug Administration (FDA), órgão que regula a comercialização de medicamentos e alimentos nos Estados Unidos, país onde a prevalência do problema é de 6% a 8% entre as crianças e de 2% na população adulta. As chances também são maiores em pacientes com outras doenças alérgicas, como rinite, e, em 50% dos casos, os pacientes possuem histórico familiar. Os principais sintomas das reações alérgicas provocadas por alimentos são coceira nos olhos, urticária, dor de estômago, diarreia, vômito, chiado no peito, tosse, além de inchaço dos lábios, das pálpebras, da língua e da garganta. Em casos mais graves – o chamado choque anafilático, que envolve risco de morte – os sinais são inchaço e respiração dificultada, com chances de haver intensa queda na pressão arterial e perda da consciência. A recomendação é chamar imediatamente o socorro. É muito comum, porém, as pessoas confundirem alergia alimentar com intolerância alimentar, que é uma resposta anormal a determinado alimento sem afetar o sistema imunológico. Outra diferença é que, nas alergias, a reação pode ser imediata, cerca de 1 hora após a ingestão do alimento. “Quem apresentar a suspeita de algum tipo de alergia alimentar, o primeiro passo é procurar um médico, que está treinado para identificar se um alimento está provocando problemas ao organismo. É muito comum as pessoas culparem o alimento, mas nem sempre elas têm razão. Se você toma café, por exemplo, e ele ‘ataca’ o estômago, não é alergia. Agora, uma vez diagnosticado o problema, é preciso tomar cuidado com a leitura de rótulos, inclusive de cosméticos e medicamentos, pois, assim como os alimentos, eles também podem possuir alérgenos alimentares, como um elemento do leite, por exemplo”, esclarece Ana Paula Castro, presidente em São Paulo da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia.

A BOLACHA VOLTOU



A bolacha voltou
A única fábrica de discos de vinil no Brasil, Polysom, localizada no município de Belford Roxo, no Rio de Janeiro, estava desativada até o início deste ano, quando o presidente da gravadora Deckdisc, João Augusto, resolveu comprá-la. Reformada desde maio, a expectativa é que ela volte a fabricar, ainda este ano, cerca de 40 mil LPs por mês. A Polysom venderá o produto semiacabado para qualquer gravadora interessada, a qual caberá encapar, embalar e vender. Os primeiros bolachões a serem prensados serão trabalhos de Chico Science & Nação Zumbi, Engenheiros do Hawaii, Inimigos do Rei, João Bosco e Vinícius Cantuária.

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O CARDEAL FALA


CARDEAL DIZ QUE 'ABORTO É PIOR QUE PEDOFILIA'.ELE TEM RAZÃO, A DECLARAÇÃO INCENTIVA A PEDOFILIA OU VISA À DEFESA DA IGREJA?O cardeal espanhol Antônio Cañizares casou polêmica ao afirmar, durante entrevista na TV3, canal de televisão da Catalunha, que a prática do aborto é ainda mais cruel que a da pedofilia. A declaração sucedeu às acusações de abuso sexual envolvendo as instituições irlandesas administradas pela Igreja Católica. A opinião de Cañizares causou revolta ao governo espanhol, que recentemente aprovou um projeto de legalização do aborto que dará liberdade às mulheres de interromper a gravidez até a 14ª semana de gestação. A Igreja Católica, no entanto, se declarou contra a decisão do governo de José Luis Rodriguez Zapatero, da mesma forma que desaprovou, há alguns anos, a autorização de casamento entre homossexuais. Para o cardeal, “não se pode comparar o que pode ter acontecido em alguns colégios com os milhões de vidas destruídas pelo aborto”. A ministra de Saúde e de Política Social do governo de Zapatero, Trinidad Jiménez, contestou a opinião de Cañizares. Segunda ela, “É muito grave e irresponsável relacionar abusos sexuais contra menores com o aborto”. A ministra defende também que aborto e crime de pedofilia são assuntos completamente diferentes. “Os abusos sexuais normalmente são cometidos em menores contra sua vontade e afetam de maneira terrível sua vida”, completou. Segundo artigo publicado pelo jornal espanhol El Pais, tanto a ministra Jiménez quanto o representante católico precisam tratar com mais cuidado suas opiniões, uma vez que atribuir pesos diferentes aos dois crimes pode incentivar a prática daquele que, supostamente, for considerado o mais “ameno”.

BARRIL DE PÓLVORA

“Barril de pólvora”
Por Daniel Santini daniel.santini@folhauniversal.com.br A situação mundial é crítica e a crise econômica atual não se restringe à falência de empresas, desemprego e recessão. É o que aponta o relatório de 2009 da Anistia Internacional, organização que monitora violações de Direitos Humanos em todo o planeta. Ao reunir novas denúncias, os responsáveis pelo estudo procuraram neste ano chamar a atenção para o descaso dos governos em relação aos desfavorecidos em meio à busca por soluções para a quebra do sistema financeiro. “Estamos sentados em um barril de pólvora de desigualdade, injustiça e insegurança”, ressaltou Irene Khan, secretária-geral da Anistia, insistindo que a situação é alarmante. Segundo o relatório, “em 2008, muitos governos continuaram surdos às vozes dos pobres e dos marginalizados e, ao não priorizar os direitos humanos, os líderes mundiais não lidaram com um aspecto central da solução que possibilitará uma estabilidade econômica e política duradoura”. A relatora Irene Khan destaca que os governos mais ricos e poderosos conseguiram mais dinheiro do que o considerado necessário para erradicar a pobreza no planeta, para ajudar “bancos que estavam à beira da falência e financiar pacotes de estímulo para economias que, depois de anos vivendo de farra, agora não conseguem superar a ressaca”. A análise é recheada de dados que mostram que a crise atingiu principalmente os excluídos: “Os efeitos nos países ricos são irrisórios se comparados aos desastres que estão se desenrolando nos mais pobres.” Na América Latina e Caribe, onde, de acordo com o estudo, mais de 70 milhões sobrevivem com menos de US$ 1 (R$ 1,9) por dia, os problemas que aumentaram vão desde falta de acesso à água potável e moradia adequada até discriminação. O estudo aponta também que os protestos ligados à piora nas condições de vida têm sido reprimidos de modo violento. No relatório, aliás, há um capítulo só sobre tortura e execuções em operações policiais em comunidades carentes brasileiras.

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AUXÍLIO-CRECHE


Auxílio-creche
A maioria das mulheres não sabe, mas a proteção à maternidade é um direito constitucional, garantido às trabalhadoras. Além disso, o pagamento do auxílio-creche ou a manutenção de uma creche na empresa que tenha mais de 30 funcionárias mulheres, acima dos 16 anos, é dever do empregador, segundo a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Já a Portaria 3.296/1986, do Ministério do Trabalho e Emprego, autoriza, em substituição à exigência contida na CLT, que a empresa adote o sistema de auxílio-creche, que deverá custear as despesas integrais da creche pelo menos durante os 6 primeiros meses de vida do bebê. “Infelizmente, 80% das empresas não faz isso, porque são leis que não pegaram. As entidades de classe não divulgam amplamente e os trabalhadores não conhecem seus direitos. Mas é importante que as mulheres procurem a delegacia regional de trabalho mais próxima e consultem se a empresa para a qual trabalham se enquadra nas condições”, aconselha o advogado trabalhista Luiz Fernando Nicolelis.

sábado, 1 de agosto de 2009

NAMORO,NOIVADO E CASAMENTO


NAMORO, NOIVADO E CASAMENTO:RESPEITAR ESSAS ETAPAS É FUNDAMENTAL PARA O SUCESSO DO RELACIONAMENTO OU 'A ORDEM DOS FATORES NÃO ALTERA O PRODUTO'?Segundo os historiadores, o Dia dos Namorados surgiu, inicialmente, da comemoração aos deuses Juno e Lupercus, conhecidos como os protetores dos casais. No dia 15 de fevereiro, uma grande festa era realizada para agradecer a fertilidade da terra. Durante a comemoração, os rapazes costumavam colocar nomes de moças em papeizinhos para serem sorteados. O papel retirado, acreditava-se, corresponderia ao nome da futura esposa. Nos Estados Unidos, como muitos casais eram impedidos pela família de se casar, um padre de nome Valentino passou a realizar matrimônios às escondidas, para que eles não ficassem sem receber as bênçãos de Deus depois que fugissem para viver sozinhos. Posteriormente, o dia 14 de fevereiro passou a ser considerado o dia de São Valentin (Valentine’s Day), em homenagem ao padre. Até hoje a data é comemorada nos Estados Unidos e na Europa como “o Dia dos Namorados”. Já no Brasil, a divulgação da data partiu da iniciativa do empresário João Dória, que havia tomado contato com a comemoração no exterior. Representantes do comércio acharam uma ótima ideia promover um “dia dos namorados” no Brasil, a fim de impulsionar as vendas. Para isso, escolheu-se o dia 12 de junho, já que a data antecede o do dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro. Mas esse não foi o único motivo para a escolha. Como o dia 12 ainda marca o início do mês e fica próximo da data em que a maioria dos brasileiros recebe o salário, os empresários viram nessa combinação um dia perfeito para faturar alto. Apesar de o IBGE estimar que, atualmente, existam quase 53 milhões de pessoas solteiras com mais de 18 anos no País - número equivalente a 30% da população total brasileira -, a iniciativa de João Dória continua a surtir efeito comercial desde que entrou em vigor. Este ano, no entanto, os empresários brasileiros estão divididos com relação ao Dia dos Namorados: 30% acreditam que o faturamento irá aumentar, em relação ao resultado obtido na mesma data do ano passado; 28% apostam em queda e 42%, a maioria, na estabilidade dos faturamentos.

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VENCEU O FRACASSO


Venceu o fracasso
Por Ticiana Bitencourt redacao@folhauniversal.com.br Salvador (BA) – Lília Correia, de 32 anos, é um significativo exemplo de que resultados podem ser alcançados na Fogueira Santa de Israel quando há sinceridade, fé e sacrifício. Graduada em Odontologia, ela saldou dívidas, adquiriu uma sala onde montou um consultório, além de comprar dois automóveis e um apartamento. A família dela residia num dos condomínios de luxo da Região Metropolitana de Salvador, mas contínuas situações de crise abalaram a estabilidade financeira. “Cheguei a montar um consultório com meu pai, mas não deu certo. Dívidas foram se acumulando e meu nome chegou a ser registrado no Serasa (Serviço de Proteção ao Crédito). Tivemos o fornecimento de água e energia suspensos em nossa casa”, lembra. Ela conta que as frustrações provocaram tamanha angústia e passou a nutrir pensamentos de que a morte seria a solução. “Sentia-me desapontada por não alcançar a prosperidade tão sonhada ao seguir a carreira do meu pai. Tentei suicídio três vezes porque não conseguia enxergar uma saída. Nada do que eu fazia dava certo”, relata. A mãe de Lília começou a participar de reuniões na Igreja Universal, sempre fazendo convites à filha. Quando tentou o suícidio pela terceira vez, ela decidiu ir à igreja. “No início fui resistente, mas depois fui admitindo como verdade a Palavra de Deus. Compreendi que Ele poderia mudar a minha vida. Passei ver lógica nas orientações dos pastores”, afirma. Lília diz que foi obtendo mudanças gradativas, libertação, paz e força espiritual. O propósito da Fogueira Santa foi a oportunidade que ela agarrou para ver concretizado o que esperava de Deus. “Fui abençoada em todos os sentidos. Fiquei livre daquela vontade de morrer, me casei e estou muito feliz. Tenho certeza de que ainda há muito para conquistar e a Fogueira Santa é a chance que tenho para isso”, completa.

SINAIS NA PELE


Sinais na pele
Pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, desenvolveram uma técnica capaz de distinguir, com sucesso em 90% dos casos, manchas benignas na pele e melanomas, um tipo de câncer originado nas células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele. Esse método é baseado na identificação e marcação de proteínas produzidas por cinco genes que aparecem mais em atividade nos melanomas, o que foi considerado um indicador confiável para o diagnóstico preciso de tecidos com a doença. “A importância de pesquisas como essa é muito grande, pois estão sendo indicadores para as famílias que possuem alguém com a doença para evitar que outros membros a desenvolvam. O objetivo é descobrir fatores de risco bem na fase inicial, quando todo tipo de câncer tem cura. Hoje, mesmo havendo tratamentos quimioterápicos, o principal ainda é o cirúrgico”, explica Carlos Eduardo dos Santos, médico do Instituto Nacional do Câncer (Inca). De acordo com estimativa do Inca, o melanoma atinge cerca de 6 mil brasileiros por ano e representa apenas 4% dos tipos de câncer de pele. Porém, ele é considerado muito grave pela alta possibilidade de metástase, quando células cancerígenas espalham-se para outras regiões do corpo. Ou seja, sua incidência é baixa, mas sua letalidade é alta. Por isso é tão importante o diagnóstico precoce. (G.B.)

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FARMÁCIAS ABANDONADAS



Farmácias abandonadas
Gisele Brito redacao@folhaunivesal.com.br Segundo a lei federal 5.991/73, toda farmácia ou drogaria deve contar com um farmacêutico, durante todo o horário de funcionamento. Mas essa é outra lei que não é seguida à risca no Brasil. Em São Paulo, cerca de 14,5% das drogarias privadas não contam com a presença integral desse profissional. O índice é preocupante, mas vem melhorando nos últimos anos. No início da década de 90, 80% dos estabelecimentos paulistas cometiam a irregularidade. Já no setor público a situação é alarmante. Apenas 33% drogarias do Estado contam com a assistência farmacêutica. Representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF) afirmam que, com algumas exceções, o descumprimento da lei por quem deveria fiscalizá-la – vigilâncias sanitárias municipais ou secretarias de saúde municipais – se repete em todo País, com índices ainda piores.Segundo o presidente da Comissão de Saúde Pública do CFF, Vladimir de Santi, a presença do farmacêutico é fundamental para complementar o atendimento médico, principalmente nos estabelecimentos públicos, onde as consultas são precárias. Com isso, os pacientes ficam sem informações básicas. “Hoje, mais de 70% da população busca remédios na rede pública. O acesso aumentou muito. Mas só acesso não garante qualidade do serviço. A população toma remédios de maneira errada. O farmacêutico deveria estar lá para orientar sobre se é para tomar antes ou depois das refeições, com água ou com leite”, explica de Santi. Segundo ele, além de prejudicar a saúde das pessoas, a falta desses profissionais gera prejuízo nas contas públicas. Isso porque o farmacêutico cuida de toda a parte logística, compras e armazenamento. “Está comprovado que cidades que passaram a cumprir a lei tiveram diminuição das perdas econômicas e aumento do acesso aos remédios por parte da população. Foi assim em Fortaleza, Ceará e Pará”, diz.

TUDO POR UM SONHO




Tudo por um sonho
“Geralmente, o caminho para realizar um sonho não é fácil”
AGÊNCIA UNIPRESS INTERNACIONALAlice Mota
Superar as adversidades é algo comum entre os vencedores - pessoas que não se intimidam jamais para tomar atitude em busca de um sonho. Um exemplo recente de superação, e que todo o mundo pôde acompanhar, foi a vitória da atleta brasileira Maurren Maggi, na modalidade salto em distância, na Olimpíada de Pequim, ocorrida no último mês de agosto.Mesmo depois de ser acusada de dopping e afastada do esporte, ela voltou a sonhar, enfrentou as dificuldades e venceu. Mas para realizar um sonho, isto é, chegar ao sucesso, o secretário da Associação Brasileira de Psicanálise (ABP), Sérgio Nick, destacou o esforço e o sacrifício como fatores importantes.
Ser perseverante é uma atribuição que Maurren Maggi destaca como primordial para alcançar o que se aspira. “Geralmente, o caminho para realizar um sonho não é fácil. Porém, é importante não desistir jamais e pensar no sonho na hora da dor, das dificuldades e das decepções.”
Ter alguém para poder contar nos bons e maus momentos também é um fator destacado pela atleta. “É bom cercar-se de amigos que te levem para cima e não de pessoas que tentem te derrubar. No meu caso, tenho técnicos competentes, que sempre me ajudam”, destacou.Em busca de realizar o que desejam, muitos são até chamados de loucos. Como acontece com os nordestinos que deixam sua terra natal dispostos a se sacrificarem em busca do sonho. Se deslocam para as grandes capitais com pouquíssima ou nenhuma condição financeira.No pensamento e no papelAo contrário daqueles que sonham e vão à luta, há os que simplesmente sonham. Passam a vida alimentando seus desejos, mas não fazem nada para realizá-los. Eles só ficam no pensamento ou no papel. “Um dia eu vou ser isso”, “um dia vou ter aquilo”, “um dia vou ser bem-sucedido”, “um dia...”, “um dia...”, e esse dia nunca chega, ficando tudo para “um dia”.Mas, como ressaltou Sérgio Nick, para conquistar o que deseja, é necessário abrir mão de algumas coisas e lutar pelos objetivos, porque nada vem por acaso.
“Por causa de uma suspensão, cheguei a desistir do esporte. Nasceu minha filha e por ela resolvi voltar. Não apenas para competir em Pequim, mas para buscar uma medalha. Para isso, tive que abrir mão de muitas coisas. Fico longos períodos longe da minha filha, num sofrimento enorme. Tenho uma vida regrada, com treinos pela manhã e à tarde. Por muitas vezes, abro mão de festas e de outros eventos sociais para descansar e treinar melhor”, concluiu Maurren Maggi.
"Sempre quis ser atleta. Comecei nos 100m com barreiras e depois me fixei no salto em distância, primeiro em Ribeirão e depois no Projeto Futuro, do Ibirapuera. O sonho maior de todo atleta é disputar uma olimpíada. Me contundi em Sidney, em 2000, e depois fui impedida de participar em 2004, em Atenas, por causa da suspensão


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FILHOS FICAM CADA VEZ MAIS TEMPO MORANDO EM CASA




Lar... Doce lar
Por que os filhos ficam cada vez mais tempo morando com os pais
Eles protestam por mais liberdade e vivem reclamando da falta de privacidade, mas não dispensam uma casa bem arrumada, as contas pagas, comida na mesa e roupa lavada. Os jovens vêm contrariando as expectativas da sociedade e provam que nunca é tarde para sair da casa dos pais.Para a psicóloga Kátia Beal, especialista em psicoterapia cognitivo-comportamental e pesquisadora na área de relacionamentos, a explicação para esta atitude teria ligação com a falta de incentivo da família. “A nova geração, pelo menos na camada com maior poder aquisitivo, não é mais pressionada a sair de casa e constituir família. Muito pelo contrário, atualmente os pais fazem questão de manter os filhos em casa por mais tempo, muitas vezes boicotando sua saída”, explica.Kátia afirma ainda que se há algum tempo os pais incentivavam os herdeiros a comprar um imóvel, casar e ter filhos, hoje adaptam a própria casa às necessidades dos filhos adultos para mantê-los perto por mais tempo. “Autonomia e independência já não são mais prioridades na vida dos jovens, até porque têm um custo alto”, ressalta. Além de ter a “comidinha da mamãe”, os jovens de hoje encontram na casa dos pais toda a liberdade de que precisam, fator que colabora para o esquecimento da antiga necessidade de ter seu próprio “cantinho”. “Para a maior parte, não vale a pena sacrificar o conforto pela independência”, garante.Este é o caso do design gráfico Marcelo, de 30 anos, que vive no Rio de Janeiro. Embora já tenha pensado em sair da casa onde mora com a mãe e a irmã, de 26 anos, ele afirma que desfrutar da “comodidade de ter tudo a qualquer hora, sem fazer muito esforço” é um bom motivo para abrir mão de uma vida independente. “O preço a pagar para viver sozinho” também pesa na escolha, uma vez que não permite usar seu dinheiro da forma que achar melhor.Com um emprego estável, Marcelo realmente já conquistou muitas coisas, como um carro, que mantém sem muito esforço, além de uma vida social pra lá de agitada. Enquanto isso, a posição dos pais é clara. “Não se oporiam se eu resolvesse sair de casa. Só se preocupam se vou conseguir dar conta das responsabilidades morando sozinho.” Mas, embora a opção permita regalias, também gera desconforto. “A desvantagem é que, por você ter tudo isso, tem certa obrigação de dar satisfação do que faz da vida”, salienta.
Superproteção
A maturidade parece demorar a chegar na vida desses eternos adolescentes, que esperam estar seguros da decisão para morar sozinhos. A especialista aponta ainda uma outra forma de dependência. “Há também os jovens que saem de casa, mas continuam sendo sustentados e recorrem à família a cada problema”, exemplifica Kátia Beal.Essa superproteção dos pais seria reflexo das mudanças na sociedade, que contribuem diretamente para o medo da violência e outros perigos da vida moderna. Em casa, eles estariam sob seus olhares protetores. “Sair de casa e ser ‘financiado’ é continuar dependente, tendo somente as vantagens de se morar sozinho e nenhuma responsabilidade; dessa forma, os pais não contribuem para a maturidade dos filhos”, afirma.O grande fantasma na vida desses jovens chama-se responsabilidade. Beal observa que esta vem sendo adiada, devido à falta de imposição de regras e condições por parte dos donos da casa. “Orientando os filhos a cuidar das próprias coisas, contribuir com despesas, ou mesmo assumir seus próprios gastos, economizando para quando sair de casa, os pais estariam contribuindo para o desenvolvimento dos filhos”, afirma.
Independência... E agora?Entretanto, há casos de jovens que correm atrás da independência, abrindo mão de toda e qualquer facilidade, em busca de seus sonhos. A comunicóloga Juliana, de 24 anos, é exemplo de ousadia e perseverança. Criada em Campos, interior do Rio de Janeiro, ela sempre sonhou em estudar na “cidade grande” e batalhou para fazer valer sua vontade. Filha única de um casal conservador, ela encarou todos os desafios e foi atrás de uma bolsa em uma grande universidade. Após morar em um pensionato por cinco anos, a moça conseguiu se formar e alcançar estabilidade financeira para manter um apartamento em um bairro de classe média do Rio.“A vantagem é a liberdade. Por outro lado, a cama não se arruma sozinha, e a comida não aparece pronta. É bom ter o próprio espaço, mas tem de assumir muitas responsabilidades. Mesmo com liberdade e privacidade, sinto falta de alguém por perto, como quando fico doente. Na casa dos meus pais, sempre tinha alguém para cuidar de mim a qualquer hora”, pondera.Apesar das dificuldades, a jovem garante que nunca pensou em voltar às origens e atribui essa postura aos valores que aprendeu desde criança. “Eu sabia que iria enfrentar problemas. Faz parte do pacote. Já era responsável antes de morar sozinha, devido à criação que recebi de meus pais. Sempre me alertaram que eu deveria arcar com as conseqüências das minhas atitudes.”Por necessidade ou como forma de superar essa fase de descobertas de uma forma mais amena, muitos optam por dividir a casa com outras pessoas. Segundo Kátia Beal, a experiência é válida, desde que se estabeleçam limites e respeito entre os moradores acerca dos hábitos em casa. “Morar com outras pessoas pode ser também um excelente exercício de maturidade e respeito ao próximo, aprendendo-se a ter mais responsabilidades e a viver as experiências da vida adulta”, aposta.Ao contrário de Juliana, a bióloga Paula, de 25 anos, se viu obrigada a abandonar os mimos dos pais, no Rio de Janeiro, para estudar na Universidade Estadual do Norte Fluminense, em Campos. Morando nas chamadas “repúblicas”, residências onde vivem diversos estudantes, a jovem teve que amadurecer em meio aos conflitos do dia-a-dia. “Sem dúvida, a liberdade é uma das grandes vantagens de sair da casa dos pais, mas não é fácil cortar o cordão umbilical. Diversas vezes a saudade fala mais alto, afinal eles são uma parte de mim. É muito difícil abdicar de momentos ao lado deles e conviver com estranhos. É uma mudança muito brusca. Não é fácil passar por algum aperto e não poder correr e gritar ‘mãe, me ajuda!’”, confessa.
Entretanto, a vida reservou grandes descobertas para a adolescente, que acabou tomando gosto por ter em suas mãos total autonomia sobre sua vida. Hoje, formada, Paula teve que voltar para a casa dos pais, devido à falta de oportunidades de emprego na cidade onde estudou. Ela está passando por grandes dificuldades para se readaptar à antiga vida de muitas mordomias e cobranças em dobro. “A forma como meus pais impõem suas regras e o fato de não respeitarem minha privacidade fazem com que me afaste deles. Não porque não os ame, e sim porque eles mesmos não conseguem aceitar que cresci e agora criei novos hábitos. Hoje tenho meus próprios costumes”, analisa.Ao contrário do eterno adolescente Marcelo, a história da bióloga demonstra que esse movimento de superproteção dos pais modernos pode se refletir de forma diferente, dependendo da personalidade de cada filho. “Muitas vezes, a proteção de meus pais me sufoca. Eles não entendem que não preciso de todo o conforto que me proporcionam para ser feliz e que posso viver com o pouco que conquistar com meu próprio esforço. Para eles, a minha vontade de sair de casa novamente não faz sentido. Mas vivo na esperança de que um dia ao menos respeitem a minha decisão”, conclui Juliana.




IMAGEM VULGARIZADA DA BRASILEIRA


IMAGEM VULGARIZADA DA BRASILEIRA NO EXTERIOR:RESULTADO DA REALIDADE, DA SENSUALIDADE MAL INTERPRETADA OU DO PRECONCEITO?Quem não se lembra do polêmico funk “eguinha pocotó”, recheado de versos que comparam a mulher a animais irracionais? E dos comerciais de cerveja, que misturam boas doses de sensualidade e erotismo aos anúncios publicitários para, além de vender, transformar a mulher em objeto, matéria de divertimento e de prazer masculino? A cultura ocidental contemporânea mercantilizou o erotismo e a sensualidade feminina, utilizando-se do desejo e do sonho como principais ingredientes para obtenção de lucro. Com esse objetivo, imagens eróticas e linguagem ambígua invadem todos os meios de comunicação de massa, seja através de comerciais, músicas, novelas ou na veiculação de informações. Ou seja, a exploração e a divulgação da “mulher-objeto” acontecem explicita ou implicitamente, causando a impressão de que nada poderia ser diferente. Muitos publicitários, quando criam seus anúncios, parecem não estar preocupados em informar a qualidade do produto anunciado, tamanha a exploração de posições, movimentos e ações eróticas das garotas-propaganda. Certamente, tal cenário só se estabeleceu na sociedade atual devido à grande aceitação pública e a uma grande “troca de interesses”. Se por um lado mídia e publicitários lucram com esse tipo de comportamento, por outro, é preciso que existam personagens para assumi-los, ou seja, a mulher. Todo esse contexto acabou por reverter o uso que se fazia no passado da figura da mulher. A dona de casa, mãe de família, eficiente dona do lar dá lugar à mulher objeto, sensual, tratada como “coisa”. Obviamente, o que se contesta não é a ascensão social da mulher. Mesmo porque a revolução feminista, além de necessária, foi uma conquista épica. Hoje, muitas delas estão à frente de grandes empresas, no executivo de importantes nações. Mas essas, no entanto, acabam sendo ofuscadas, uma vez que o conceito de liberdade e igualdade sexual se deturpou a ponto de se fazer imaginar que trocamos a mantenedora do lar por “mulheres preparadas”, “popozudas”, “cachorras” e tantas outras denominações que beiram à selvageria sexual.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

VÍDEOS DA INTERNET


VÍDEOS DA INTERNET:A FALTA DE CENSURA NESSE MEIO FAVORECE O ENTRETENIMENTO OU FERE O DIREITO DE IMAGEM?A Declaração Universal dos Direitos do Homem, no artigo 19, diz que “todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”. No entanto, ao mesmo tempo em que a democracia e a liberdade brasileiras asseguram aos cidadãos tal direito, deixam implícitas – até pela sua obviedade – que, para fazer uso adequado e proveitoso da expressão do pensamento, é preciso bom senso e ética. Os abusos, obviamente, não estão livres de sofrer as consequências previstas no Código Penal. O grande problema, porém, é definir exatamente em que ponto o direito à livre expressão termina e em que ponto se inicia o excesso e o dano moral causado ao próximo. O assunto se torna ainda mais delicado com relação às novas tecnologias, como a Internet. O maior e mais diversificado meio de informação do mundo é praticamente uma fonte livre de dados, imagens, vídeos e todo tipo de material informativo. No entanto, a rede carece de moderadores. Exatamente por isso, nela, pode-se tanto visitar e conhecer o museu do Louvre, na França, quanto assistir às mais grotescas cenas de selvageria e violência, publicadas sem critérios por anônimos e desocupados. A internet é um veículo mundial, e nenhuma proibição ou órgão de censura tem tal alcance. Sendo assim, o mecanismo hábil de redução dos abusos, como pornografia infantil, calúnias, fascismo e da ridicularização humana, passa a ser a responsabilidade de cada um dos usuários, não de uma suposta e inviável censura. Não há, portanto, nenhum remédio melhor que bom senso e ética. A censura, a proibição, a repressão e os demais meios privativos são sempre proporcionais à falta de responsabilidade social e maturidade de um povo. Mas essa prática não alcança a web. Nela, são livres tanto os cidadãos éticos e responsáveis quanto aqueles que usam o ciberespaço em prol da decadência social. Cabe ao cidadão (e usuário) colocar a seletividade em prática, e então julgar quais sites são convenientes acessar. Tomar a mesma postura diante da TV, rádio, jornais, etc., é a maior pena que pode sofrer o infrator. Afinal, o desprezo é sempre muito mais amargo que a censura!

ELES BATEM E ELAS SE CALAM


'ELES BATEM E ELAS SE CALAM'. POR QUÊ?MEDO, AMOR OU DEPENDÊNCIA ECONÔMICA?Pesquisas realizadas recentemente pelo Ibope mostraram que, para 33% das mulheres, o problema que mais as preocupa é a violência do marido ou parceiro, além do medo de agressão por algum estranho, fora de casa. Mais de 50% das entrevistadas confessaram ter sofrido algum tipo de violência do companheiro ou conhecer ao menos uma mulher que já tenha sido vítima desse tipo de agressão. Outras 51% disseram ter amigas ou conhecidas que preferem não denunciar o agressor por julgar o atendimento ineficiente, por não acreditarem na justiça ou simplesmente por medo de retaliação. Esses dados vêm legitimar a ascensão do crime doméstico, e em especial contra as mulheres, verificado nos últimos anos no Brasil. No Sul e no Sudeste, os casos que chegaram às delegacias aumentaram 7% entre 2007 e 2008. Na periferia das grandes cidades, as mulheres que declararam se sentir desprotegidas e com medo dentro da própria casa passaram de 43% em 2006 para 60% em 2008. Os estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste continuam recordistas. Mais de 62% delas já declararam ter sofrido algum tipo de violência dentro de casa, e 74% confessaram não se sentir seguras também quando estão nas ruas. Apesar dos números, o Ibope e as autoridades competentes acreditam que esses valores sejam bem maiores, uma vez que apenas uma pequena parte presta queixa do companheiro. Prova disso é que três em cada quatro entrevistadas consideram que as penas aplicadas nos casos de violência contra mulher são irrelevantes e que a Justiça trata com descaso as vítimas desse crime. Quase 60% consideram os serviços de atendimento totalmente ineficazes ou muito pouco funcionais. Quando interrogadas sobre o que acham que acontecerá com a mulher logo após uma denúncia ser feita, 33% confessaram que “Quando o marido fica sabendo, ele reage e ela apanha ainda mais”; 27% responderam que não acontece nada com o agressor; 21% creem que o agressor será preso; outras 12% supõem que o agressor irá receber apenas uma multa ou será obrigado a doar uma cesta básica. Há também aquelas que acreditam ser mais seguro ficar calada e sofrendo agressões do que confiar na Justiça depois da denunciada.

ABRIR MÃO DA FAMÍLIA EM NOME


ABRIR MÃO DA FAMÍLIA EM NOME DO SUCESSO PROFISSIONALÉ UMA OPÇÃO OU UMA EXIGÊNCIA DO MERCADO?Apesar de o sucesso profissional ser almejado muito mais pelos homens do que pelas mulheres, a ascensão feminina no mercado de trabalho, nas últimas duas décadas, é relevante. As últimas pesquisas realizadas em São Paulo indicam que elas estão alcançando sucesso profissional mais rápido e fácil que a maioria dos homens. Segundo o Ibope Mídia, 52% dos homens sacrificam boa parte do tempo com a família para se dedicarem ao trabalho. Entre as mulheres, apenas 48% abrem mão da casa para dar exclusividade à vida profissional. Do mesmo modo, 47% dos homens têm como objetivo máximo de vida atingir o topo mais alto da carreira. Já entre as mulheres esse número cai para 33%. Embora o sucesso profissional da mulher seja indiscutível, o que tem preocupado muitos homens (24% deles ainda acreditam que lugar de mulher é em casa), são os inúmeros casos de frustração amorosa entre elas. A maioria não admite, mas a ascensão profissional feminina é diretamente proporcional ao fracasso delas na vida sentimental. Conciliar uma atribulada e importante vida profissional à família ainda é uma conquista da minoria, por isso, o objetivo de edificar uma família tem sido deixado de lado. O Ibope Mídia revelou também que grande parte das mulheres inseridas no mercado de trabalho acredita que o dano à família não tenha relação com a carreira. Para elas, ele é provocado pelos próprios homens, que ainda não estão preparados para viver ao lado de uma ‘mulher-líder’ dentro e fora de casa. Outras, no entanto, afirmam que fizeram uma opção: pela independência financeira e repúdio à submissão. Uma minoria, bem mais direta e conformada com a situação, atribui o fracasso sentimental e familiar à falta de vocação para o lar e para a família. “Muitos homens se dedicam exclusivamente à carreira e deixam a casa renegada a segundo plano, mas nem por isso são criticados. Quando a mulher parte para o mesmo caminho, ela é massacrada socialmente. Não deveria ser assim”, defende uma entrevistada. “Mas quem, se é assim, quem então fica responsável pela família”, rebate o entrevistador? “Quem tem vocação exclusivamente para isso. Ser o melhor dentro de casa e no trabalho todo mundo sabe que é impossível”.

RECUSA FATAL


Recusa fatal
O britânico Gary Reinbach, de 22 anos, morreu na última segunda-feira (20) depois de ter sido negado a ele um transplante de fígado que poderia salvar sua vida. A justificativa dada é a de que ele não poderia receber um novo órgão caso não fosse capaz de deixar o hospital para provar que poderia ficar sóbrio por pelo menos 6 meses. Segundo o jornal britânico “Daily Mail”, que noticiou a história, o paciente era alcoólatra e tinha poucas semanas de vida, pois sofria de um caso grave de cirrose, doença crônica do fígado, e não tinha condições físicas para ir para casa. Os médicos de Reinbach argumentaram que, pela gravidade do caso, ele deveria ser uma exceção às rigorosas normas do hospital University College, em Londres, segundo as quais aqueles que procuram um transplante têm que provar que podem permanecer sem álcool fora do hospital. A mãe do jovem, Madeleine Hanshaw, disse ele estava desesperado para se recuperar e mudar de comportamento. “Essas regras são realmente injustas. Não estou dizendo que você deve dar um órgão a alguém que entra e sai do hospital o tempo todo e continua a se danificar. Mas só para pessoas como Gary, que cometeu um erro e não terá uma segunda chance”, disse. Gary Reinbach consumia bebidas alcoólicas desde os 13 anos, mas só foi internado pelo efeito da droga há 10 semanas, quando o quadro de cirrose já era irreversível sem transplante. Se recebesse um novo fígado, segundo especialistas, ele teria 75% de chances de sobreviver. De acordo o médico Tony Calland, presidente da comissão de ética da Associação Médica Britânica, os cirurgiões têm o direito de recusar transplantes de pacientes com doenças hepáticas causadas pelo álcool que não demonstram uma vontade de parar de beber. Uma porta-voz da NHS Blood and Transplant, não-identificada pelo “Daily Mail”, entidade que recebe informações de doadores, disse que o dilema se deu, em partes, devido a uma escassez de doadores. “Os médicos têm a difícil missão de decidir sobre quem vai tirar o maior proveito e cuidar melhor deste presente”, disse a fonte. O ministério da saúde da Grã-Bretanha abriu inquérito para investigar o caso.

FILHO DE PEIXE PEIXINHO É.


“FILHO DE PEIXE PEIXINHO É”NA MAIORIA DOS CASOS, SEGUIR OS RUMOS DOS PAIS É FRUTO DE UMA OPÇÃO, IMPOSIÇÃO OU INFLUÊNCIA?O velho ditado que diz que “filho de peixe peixinho é” nem sempre pode ser interpretado ao pé da letra. No mundo da fama e das artes, são inúmeros os filhos que seguem os passos dos pais, mas alguns são vencidos pelo cansaço das comparações e acabam desistindo no meio do caminho. Rafaela Fisher, por exemplo, filha de Vera Fisher, ensaiou várias vezes algumas estreias na televisão. Mas chegou a participar de apenas uma minissérie, “Desejo”, cuja protagonista era encenada por sua mãe. Depois de “Desejo”, Rafaela nunca mais assumiu um papel de destaque na televisão, nem em outro ramo das artes. Já com Cléo Pires, filha de Fábio Jr. e Glória Pires, a situação foi bem diferente. A menina que sempre falou que não sabia o que queria ser quando crescesse, cresceu e acabou estreando no cinema, com “Benjamin”, filme baseado no livro de mesmo nome de Chico Buarque. Mais tarde, e já bem mais madura na profissão, Cléo Pires conquistou papéis importantes no teatro e na novela. Hoje, a garota já se desvinculou do rótulo de “filha de famosos” e mostrou que chegou onde está por méritos próprios. E quem não se lembra da jovem e bela Yasmin, filha da modelo Luiza Brunet? Num caso atípico no mundo da fama, Luiza bem que tentou convencer a filha a não seguir os seus passos, mas não conseguiu. Yasmin mostrou desde muito pequena que seu negócio era mesmo a passarela. Depois de desfilar para grifes conceituadas no Brasil e no exterior, hoje Yasmin diz ter planos para a atuar na TV, área em que sua mãe reconhece ter fracassado. Mas se para uns a maior luta é tentar se desvincular do prejulgamento de fama herdada à sombra dos pais, para outros terem seus nomes associados ao pai ou mãe famoso é quase uma exigência. Tammy, filha da cantora Gretchen, por muitos anos fez de tudo para se parecer coma mãe, e se lançou de cabeça na mídia como “a sucessora da rainha do rebolado”. Mais tarde, a surpresa: não era bem isso o que Tammy queria... Se no mundo da fama os filhos se distanciaram dos passos do pai pode causar espanto, Stella McCartney, filha do ex-Beatle Paul McCartney, é a prova de que o talento pode muito bem ser direcionado para outra área. Stella nunca quis saber de guitarra. Seu pai nunca ligou para isso. Hoje, ela é conhecida mundialmente pelo seu talento como estilista.

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