sábado, 17 de junho de 2017

Será que você está sendo filmado?


Será que você está sendo filmado?
Golpistas usam sites pornográficos e aplicativos para fazer fotos secretas de usuários e chantageá-los com a publicação de suas imagens





O que muitos achavam ser um “inocente” aplicativo (ou app) de pornografia para smartphones é, na verdade, uma armadilha. De forma secreta, ele tira fotos dos usuários para depois chantageá-los, segundo divulgou uma empresa de segurança de dados dos Estados Unidos, a Zscaler.


Conforme publicado pela rede britânica BBC, o aplicativo insere um vírus que bloqueia o aparelho quando o dispositivo da câmera do celular é ativado. Depois, os operadores da armadilha virtual pedem um “resgate” de US$ 500 (cerca de R$ 2 mil) para o desbloqueio.


Esse tipo de crime cibernético é conhecido como ransomware (de ransom, resgate em inglês), que “sequestra” os dados do aparelho e ameaça apagá-los ou divulgar as imagens – inclusive íntimas – e a identidade dos usuários na web, caso eles não paguem o valor determinado. O aplicativo denunciado na matéria da BBC é somente mais um dentre vários que apareceram nos últimos anos. Alguns, inclusive, não apenas fotografam como gravam vídeos sem que as pessoas saibam. A mesma prática é utilizada por alguns sites pornográficos ou de sexo virtual, que se “apoderam” das câmeras de computadores e tablets. Em agosto deste ano, a Intel Security, outra empresa de segurança, afirmou que esse tipo de golpe aumentou 127% desde 2014, atingindo principalmente notebooks e desktops.


Segundo a Zscaler, o aplicativo mantém uma mensagem fixa na tela do celular atacado – com o pedido de resgate – e não adianta desligar e religar o aparelho. Os pesquisadores das empresas de segurança ouvidos na matéria da rede britânica sugerem que qualquer tipo de aplicativo só seja baixado diretamente de lojas conceituadas, como Google Play e App Store do iTunes. Eles orientam também a tomar muito cuidado com links recebidos para fazer download de aplicativos fora dessas lojas ou sites de empresas de confiança.


Perigo na vida real

Quem se esconde sob máscaras do mundo virtual sempre acha que está seguro e que sua identidade na vida real nunca será descoberta. Não é o que vemos acontecer a todo momento na mídia. Muitos casos de atitudes vergonhosas na web vêm à tona, destruindo a reputação dos usuários, custando seus empregos, sua credibilidade e até a própria vida, no caso de alguns que ficam tão envergonhados que se suicidam.


Sites e aplicativos desse tipo vendem uma ideia falsa de que sexo fácil – inclusive para pessoas casadas que querem aventuras fora do relacionamento – vale a pena e não trará consequências ruins. É claro que, para ganhar dinheiro, falam qualquer coisa que alguém queira ouvir. Mas o preço a ser pago vem depois. Muitas vezes, os danos são irreversíveis, pois uma reputação manchada, por exemplo, não é facilmente recuperada.


O sexo fora do casamento é um perigo tão grande que, hoje em dia, não faz mais diferença se ele ocorre no mundo real ou virtual, pois ambos oferecem riscos. Ele é um ato nobre quando feito com o respeito que merece, em que os envolvidos, o homem e a mulher, têm muito a ganhar.


Há um caminho para se chegar ao sexo respeitoso e saudável, que muitos esquecem ou não querem seguir passo a passo e preferem pegar os “atalhos” eletrônicos que são, no fim das contas, armadilhas para complicar ainda mais a vida.


E qual seria esse caminho? Começa com a amizade, seguindo para o companheirismo, a confiança, os sacrifícios que a união pede, o compromisso e a cumplicidade. Só depois de seguir todas essas etapas é que surgem as recompensas do prazer físico e psicológico da vida sexual saudável e realizada.


Esse trajeto exige esforço e dedicação. Quem o percorre pode usufruir das recompensas sem culpa, sem peso, pois vigia cada passo e blinda a relação, para que nenhum problema coloque tudo a perder. No fim das contas, tanto o caminho quanto as recompensas são prêmios merecidos para quem soube cuidar e zelar.


Uma vida sexual benéfica, afinal, é consequência das atitudes das duas pessoas envolvidas. E ninguém consegue isso com vídeos pornôs ou com acesso a sites e aplicativos maliciosos. (Veja o que os especialistas têm a dizer sobre os prejuízos da pornografia na página 16.)

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