quarta-feira, 17 de agosto de 2011

IURD TV Clipe musical como a policia prendeu o Bispo Macedo.

BRIGAS NO AMBIENTE DE TRABALHO.


ATAQUES REPENTINOS DE RAIVA, CONHECIDOS COMO DISTÚRBIO DA EXPLOSÃO INTERMITENTE, ESTÃO ENTRE OS TRANSTORNOS PSÍQUICOS MAIS COMUNS DA ATUALIDADE; SÓ NOS EUA, POR EXEMPLO, DOENÇA ATINGE 16 MILHÕES E COLOCA OUTROS 32 MILHÕES EM RISCO


BASTA LEVAR UMA FECHADA DE ALGUM CARRO PARA você transbordar de raiva? Já precisou se segurar para não avançar sobre a pessoa que está à sua frente na fila, que demora para usar o caixa eletrônico? E quando você vai fazer compras e o vendedor diz que não tem o que você está procurando, é preciso controle para não dar um escândalo público?

ENTÃO, CUIDADO. Distúrbios psiquiátricos marcados por ataques de fúria repentina podem ser uma doença muito mais comum do que se imagina. Depois de analisar inúmeros casos, psiquiatras norte-americanos batizaram esse desequilíbrio de Distúrbio da Explosão Intermitente (DEI), e se assustaram com a grande quantidade de pessoas acometidas pela doença.

UMA PESQUISA REALIZADA PELA UNIVERSIDADE DE HARVARD, nos Estados Unidos, revelou que existem mais de 16 milhões de americanos vítimas do Distúrbio da Explosão Intermitente, número bastante superior ao de paciente de esquizofrenia. Segundos os estudiosos, esses ataques de fúria oferecem riscos não só às pessoas que convivem com o doente, mas também ao próprio paciente, que em alguns casos acaba se ferindo gravemente. Lançar objetos contra a parede, danificar o próprio carro ou os móveis da casa também são eventos comuns. Em alguns casos mais graves, é possível que o portador do distúrbio machuque seriamente as pessoas que o cercam, mesmo quando em situações inusitadas, como no escritório da empresa em que trabalha. "Basta que o colega se negue a ajudá-lo numa tarefa para que a crise seja desencadeada", exemplifica um dos realizadores da pesquisa.

O QUE COLOCA TODOS EM ALERTA, segundo os especialistas, é que, se apenas nos Estados Unidos há 16 milhões de portadores desse distúrbio, então, na melhor das hipóteses, haverá 32 milhões de pessoas com potencial risco de perder a vida! "Trata-se de um problema de saúde pública, pois cada uma das crises pode fazer múltiplas vítimas, inclusive o paciente", explicam.

PARA QUE ALGUÉM SEJA DIAGNOSTICADO COM O DEI é preciso observar se a raiva despertada condiz com a situação. A principal característica da doença é desproporção entre a intensidade da ira e o evento que a produziu. Além do mais, o indivíduo nunca dá sinais de que está entrando em crise. Apenas três ou quatro episódios de ataque de fúria, durante toda a vida, já podem caracterizar o distúrbio, apesar de que a maioria dos pacientes estudados apresentou mais de 43. Mesmo assim, consultar um psiquiatra é a única forma segura de constatar a doença.

O TRANSTORNO É MAIS COMUM EM HOMENS, e o tratamento compreende o uso de antidepressivos e psicoterapia, que visa principalmente à modificação de comportamento e exercícios de controle da raiva. A idade média do primeiro ataque é de 14 anos.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Construção da felicidade

“Hoje em dia é cada vez mais notória a participação da mulher no mercado de trabalho. Mesmo assim, apesar de tanta inteligência e capacidade profissional, a minoria delas tem sido sábia na construção de um mundo melhor para si. O que se tem visto é um número crescente de mulheres mal-amadas. Quer dizer, por um lado, conseguem conquistar a tão sonhada liberdade, mas, por outro, continuam infelizes. Têm dinheiro, homens, sucesso, tudo, mas não têm o amor puro e sincero de um esposo, pai amante, companheiro, amigo, para compartilhar a alegria do casamento todos os dias que lhe restam na Terra.


A construção dessa relação perfeita está justamente a cargo da mulher sábia. Deus deu ao homem autoridade sobre toda a Sua criação. Mas à mulher deu capacidade de edificar a sua casa. A mulher não recebeu autoridade do homem nem o homem recebeu a capacidade da mulher para edificar a casa. Cada um tem seu papel importante na construção de uma sociedade perfeita.


A cabeça (o homem) não pode dar nem um passo sem o corpo (a mulher). Em contrapartida, o corpo não tem vida sem cabeça. Deus é Magnífico na Sua criação! Ele fez os dois para viverem em comunhão e perfeita harmonia. Obrigatoriamente, cada um depende do outro, não tem jeito. Se há desordem nesse relacionamento, se não há consideração mútua, então, a consequência é a infelicidade”.

Os animais se divertem

Talita Boros

talita.boros@folhauniversal.com.br

Na maioria das vezes, o reino animal é retratado apenas como um local de luta intensiva pela sobrevivência. Incomodado com este fato, o especialista em comportamento animal Jonathan Balcombe decidiu provar que o mundo animal é muito mais do que isso. Para tanto, o cientista coletou imagens de fotógrafos profissionais e amadores durante mais de dois anos e organizou o livro “Exultant Ark” (Arca Exultante, em tradução literal), com fotos de animais em momentos de prazer.


Nas imagens, aparecem cervos tentando pegar flocos de neve com a língua, filhotes de porcos mamando, lêmures se aquecendo ao sol e muitos outros bichos em momentos deliciosos. Todas as imagens são acompanhadas por trechos de estudos que desmentem o comportamento animal apenas como utilitário.


Veja abaixo outras fotos






O presídio das mortes.

OEA determina que o Brasil adote medidas para proteger a vida de detentos em penitenciária pernambucana. Em 3 anos, 52 presos já foram assassinados

Gisele Brito

gisele.brito@folhauniversal.com.br


O Brasil tem até o próximo dia 24 para informar à Organização dos Estados Americanos (OEA) quais medidas irá tomar para proteger “a vida, integridade pessoal e saúde” de dententos no Presídio Professor Aníbal Bruno, em Pernambuco. Em 3 anos, ocorreram pelo menos 52 mortes violentas na cadeia.


Segundo a organização não governamental de proteção aos direitos humanos Justiça Global, o presídio é um dos maiores da América Latina. Sua capacidade é de 1.450 pessoas, mas abriga hoje 4.800 encarcerados. Muitos deles sem direito a atendimento à saúde. “A chamada ala da saúde é uma das coisas mais desumanas que eu já vi. Lá pessoas que precisam de tratamento são isoladas e deixadas em condições extremamente graves”, diz Fernando Delgado, advogado e instrutor do núcleo de direitos humanos da Escola de Direito de Harvard (EUA).


Muitos presos afirmam que já foram torturados por outros detentos, que ocupam a função de “chaveiro”. “São presos que, literalmente, tem a chave da cadeia. Em outros presídios há coisas semelhantes, mas quem assume essas funções normalmente tem bom comportamento. Os ‘chaveiros’ são exatamente o contrário”, diz Sandra Carvalho, diretora-adjunta da Justiça Global.


A presença dos “chaveiros” em parte é explicada pela falta de servidores públicos. Delgado conta que em sua visita à unidade em setembro de 2010 havia menos de 20 servidores trabalhando, todos em atividades administrativas. “É um quadro muito reduzido para uma população de quase 5 mil presos. A figura do ‘chaveiro’ é oficializada e tem muita autoridade”, diz.


A OEA também acompanha a situação no Presídio Urso Branco, em Rondônia, desde 2002. Apesar do descumprimento das medidas sugeridas, a ONG Justiça Global afirma que a ação foi positiva. “De 2000 e 2007 mais de 100 pessoas morreram ali, mas hoje esse número caiu muito”, diz Sandra.


Em nota à Agência Brasil, o governo de Pernambuco informou que a construção de consultórios médicos e o reforço dos sistemas de segurança estão previstos para o final do mês e admitiu que “a medicação disponibilizada pelo sistema de saúde é insuficiente para atender toda a demanda carcerária”.

24 horas com você

IURD TV, novo canal gratuito na internet, já teve milhões de acessos de todas as partes do mundo com menos de 3 meses de existência

Jorge O’hara
j.ohara@folhauniversal.com.br


Disponível desde maio deste ano para internautas do mundo inteiro, a IURD TV, canal televisivo gratuito na internet com 24h de programação direcionada ao atendimento espiritual, que inclui comentários de internautas, testemunhos, orações, mensagens de fé e esclarecimento de dúvidas, teve mais de 320 mil acessos só no primeiro dia do “Jejum de Daniel” – propósito que tem como objetivo levar as pessoas a serem batizadas com o Espírito Santo.

A perspectiva é que durante este mês haja cerca de 10 milhões de acessos na IURD TV, nova ferramenta do portal Arca Universal, de acordo com o coordenador Paulo Cezar. Outra marca importante, segundo ele, é o número de comentários diários – cerca de 10 mil. Estes são lidos, durante a programação, pelos bispos Edir Macedo, Romualdo Panceiro, Honorilton Gonçalves, Guaracy Santos, Clodomir Santos, Darlan Ávila, Jadson Santos, Adilson Silva, Domingos Siqueira e Márcio Carotti, e têm sido um avivamento espiritual, tanto às pessoas que estão conectadas no canal quanto às próprias lideranças da Igreja Universal do Reino de Deus, que também se renovam com experiências de vida.

Sobre a estrutura, para que os programas sejam transmitidos em tempo real, Paulo Cezar afirma que foi contratada uma das maiores empresas do mundo em streaming – forma de distribuir conteúdo multimídia numa rede através da internet. “Temos servidores espalhados pelo mundo que transmitem o sinal para cada uma dessas localidades, permitindo que a pessoa acesse a IURD TV com uma conexão próxima a ela”, explica o coordenador.



Os países que mais relatam tais experiências com o Espírito Santo são Brasil, Portugal, Estados Unidos, Argentina, Japão, Moçambique, México, Angola, Reino Unido, Colômbia, Venezuela, Espanha, França e Suécia, de acordo com o Google Analytics.

Além dos programas “Nosso Tempo” e “Retrato de Família”, foram incluídos na programação a atração “Coisas de Mulher”, apresentado por Grace Pereira, Lucia Amaral e Marta Alves de Oliveira, e o “Força Jovem”, com o pastor Jean Madeira (veja a grade completa no www.arcauniversal.com/iurdtv/).


Conteúdo internacional


Na Europa, países como Portugal, Inglaterra e Espanha também já estão produzindo seus conteúdos no idioma local para IURD TV. “O programa foi muito legal. Fiz um bloco em espanhol e outro em português”, afirma o pastor Walber Barboza, responsável pelo trabalho evangelístico da IURD na Espanha.

Ele acrescenta que uma ex-prostituta, que mantinha relações com 20 homens diariamente, participou do IURD TV da Espanha, relatando a sua conversão após o encontro com Deus. “Agora, transmitindo em espanhol, poderemos ganhar mais almas na Europa, Américas do Sul e Central e Estados Unidos”, acredita o pastor.


Além disso, a Rede Família e a Rede Aleluia, com mais de 64 emissoras localizadas em todo o território brasileiro, têm transmitido os programas do mais novo canal da instituição.


24 horas no ar

A IURD TV começou num estúdio de rádio com a ideia de dar ao programa do bispo Macedo um “ar radiofônico”. “O projeto cresceu tanto que tivemos que promover algumas mudanças como a estrutura física e visual”, explica o pastor Paulo Henrique, coordenador da IURD TV.

Quanto à escolha da grade de programação, ele afirma que foi definida pelo bispo Macedo. Sobre os próximos objetivos do canal, o coordenador ressalta: “Queremos dar opção às pessoas, fazer com que a internet seja utilizada como um instrumento para resgatar milhares de vidas.”

Se você deseja colaborar com este trabalho e tornar-se um internauta missionário, saiba como acessando www.iurdtv.com.


A campanha


Esta é a segunda vez em que a IURD realiza o “Jejum de Daniel” (a primeira ocorreu de 28 de março até o dia 17 de abril deste ano) com a abstinência de informações seculares, exceto para aqueles que trabalham com a informação.

Durante os 21 dias do propósito, a orientação é que os participantes “alimentem o espírito” com a leitura da Bíblia, literaturas da Igreja, blog do bispo Macedo e assistam à IURD TV, programação que ganhou destaque com testemunhos impactantes como o descrito abaixo.


O pastor que não tinha o Espírito Santo


Ulisses Gomes Teixeira, de 34 anos, achava que tinha o Espírito Santo, mas se enganou. “Só fui perceber isso após 6 anos na obra como pastor”, lembra. E acrescenta: “Eu era um bom obreiro, um bom auxiliar, mas quando as portas da igreja se fechavam só Deus sabia o que eu passava. Era um vazio e uma angústia enorme, que eu acreditava ser capaz de preencher após o casamento. Quando casei, não conseguia tratar minha esposa com o mesmo carinho que tratava os membros”, confessa o pastor.

O pastor Ulisses se casou aos 25 anos com Renata Tablas Gomes, à época com 19. “Percebi que ele não tinha o Espírito Santo. Ele era nervoso e tudo que eu fazia o irritava, além de ter um ciúme possessivo. No altar ele tinha um comportamento e, em casa, era totalmente diferente”, afirma Renata.

Até que, num gesto de humildade, o pastor Ulisses reconheceu que precisava ter de fato um encontro com Deus. “Minha vida espiritual só mudou após eu reconhecer que não tinha o Espírito Santo, me humilhar e buscá-lo de todo o meu coração. A partir de então fui verdadeiramente selado por Deus”, conclui.

A beleza do amor

Pesquisa indica que casais consideram parceiros mais belos do que aparentam aos olhos de outras pessoas

Talita Boros

talita.boros@folhauniversal.com.br

O amor é realmente cego. Pelo menos é o que aponta um novo estudo da Universidade de Groningen, na Holanda, que mostra que homens e mulheres normalmente pensam que seus companheiros são mais atraentes fisicamente do que realmente são. Essa “ilusão positiva” sobre o parceiro, segundo os cientistas, ajuda a manter a estabilidade emocional e o otimismo na relação. Segundo a psicanalista Tatiana Ades, o motivo disso é que a atração e a beleza são dois fatores ligados à afetividade. “Quem está apaixonado vê o outro de forma totalmente diferente. A paixão mexe com a química e altera os sentidos. Isso torna o parceiro mais belo”, explica.


A pesquisa foi realizada com 70 casais heterossexuais, com idade entre 18 e 37 anos e relacionamento médio de 2 a 3 anos. Todos eles avaliaram as próprias fotos, do parceiro e dos outros participantes. Na análise da avaliação, os cientistas perceberam que tanto os homens quanto as mulheres deram uma nota muito maior para si e para os companheiros do que as outras pessoas do estudo.


Os pesquisadores holandeses agora querem descobrir se essa visão positiva do parceiro permanece em relacionamentos mais duradouros. Na avaliação da psicanalista, a resposta é sim. “Apesar de com o fim da paixão a química diminuir, no amor saudável, depois de anos de relacionamento, essa visão sobre o outro continua. Isso só muda se tiver um desestímulo”, completa Tatiana.


Estudos anteriores mostravam que as pessoas tinham uma visão positiva sobre o parceiro apenas com relação ao comportamento. A maioria considerava o outro mais inteligente ou amável do que realmente era. Entretanto, esta é a primeira vez que a aparência física é ligada a essa visão.

Somália sente fome

Somália sente fome

Na pior seca dos últimos 60 anos, 29 mil crianças morreram de fome na Somália. Na região conhecida como Chifre da África, crise alimentar já atingiu 12 milhões

Raquel Maldonado

raquel.maldonado@folhauniversal.com.br


Aproximadamente 29 mil crianças com menos de cinco anos de idade morreram de fome na Somália nos últimos três meses, segundo estimativas do governo dos Estados Unidos. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), trata-se da mais severa crise alimentar dos últimos 20 anos no Chifre da África, região em que estão o Quênia, Etiópia, Somália e Djibuti (veja mapa ao lado). A fome está relacionada à pior seca dos últimos 60 anos, que atingiu mais de 12 milhões de pessoas nos quatro países. Ainda que toda área tenha sido atingida, a situação é especialmente difícil na Somália, onde quase metade da população – 3,7 milhões de pessoas – precisa de assistência humanitária.


Até agora, cinco regiões do país tiveram decretada epidemia de fome, que, de acordo com a ONU, é caracterizada quando dois adultos ou quatro crianças a cada 10 mil pessoas morrem de fome a cada dia e 30% das crianças estão seriamente desnutridas.


Além da seca, a fome entre os somalis é decorrência de uma guerra civil que devastou o país, governado desde o início dos anos 90 por milícias. A violência crônica, associada à seca, resultou em deslocamentos de mais de um quarto da população somali. Neste ano, mais de 160 mil fugiram para países vizinhos, enquanto cerca de 1,5 milhão de pessoas se deslocaram internamente, segundo o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur).


Tendo em vista a gravidade da situação, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) pediu na sexta-feira passada (5) uma ação conjunta urgente de toda a comunidade internacional. “Como a fome se espalhou e ameaça invadir toda a região, uma ação imediata é necessária para salvar as vidas e o sustento de milhões de pessoas que vivem no Chifre da África”, disse a FAO em comunicado.


Para isto, serão necessários US$ 2,4 bilhões (ou R$ 3,9 bilhões). Até o momento, os doadores disponibilizaram US$ 1 bilhão (R$ 1,6 bilhão), menos da metade do necessário.



Desafio


A crise no Chifre da África é o mais recente episódio da luta mundial de combate à fome, que, a partir de 2012, será comandada pelo brasileiro José Graziano da Silva, de 61 anos. Logo que foi eleito diretor-geral da FAO, em 26 de junho, em seu primeiro discurso Graziano mostrou-se otimista e afirmou acreditar que erradicar a fome é possível. “Estou convencido, com base em minha experiência no Brasil e em outros países, que erradicar a fome é uma meta razoável e alcançável”, disse o agrônomo e economista, que ocupa desde 2006 o cargo de subdiretor-geral da FAO e representante regional para América Latina e Caribe.


Agora, em meio ao agravamento da crise no Chifre da África, já não tão otimista, Graziano disse, durante entrevista coletiva no Palácio do Itamaraty, em Brasília, reconhecer que o órgão não está dando conta de controlar a situação na Somália. “O nosso diagnóstico é de que o alerta foi dado em tempo: há dois anos a FAO tem rememorado as dificuldades da região, que passou por uma seca de um ano, que se repetiu no segundo. Mais uma vez nós patinamos na hora de efetivar a ajuda”, assumiu o agrônomo.


Antes de ir para a FAO, ele coordenou a elaboração do “Fome Zero”, que serviu de base para o lançamento do exitoso programa “Bolsa Família”, uma das políticas públicas decisivas para tirar mais de 20 milhões de brasileiros da pobreza.


Seu principal desafio agora é ajudar os países a cumprir a Meta do Milênio da ONU, de reduzir pela metade o número de pessoas com fome até 2015. “Creio que muitos países pobres não poderão fazê-lo, principalmente os menores, onde muitas vezes as necessidades e urgências são maiores”, afirmou em entrevista à agência de notícias “France Presse”. A estimativa mais recente da FAO é terrível: o mundo tem cerca de 1 bilhão de famintos.


Na opinião de André Spitz, presidente do Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida (Coep), mesmo que Graziano não consiga acabar com a fome no mundo até o final do seu mandato, em 2015, os primeiros passos já poderão ser dados. “Acredito que ele tem todas as condições de começar esse processo e fazer com que a questão da fome no mundo comece a ser tratada como uma prioridade. Temos recursos para isso. O mais difícil é conseguir o comprometimento de todos os países, principalmente dos desenvolvidos”, aponta.


O orçamento da instituição para o período de 2012 a 2013 será de cerca de R$ 1 bilhão, além de contribuições voluntárias dos países que integram o órgão. Para Jorge Abrahão, diretor de estudos sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apesar de o Brasil ter muita pobreza, é um país muito rico e com estrutura também, por isso houve sucesso no combate à miséria. “O orçamento da FAO é muito baixo e o Graziano vai se deparar com países muito diferentes. Não será preciso apenas montar programas de transferência de renda. Em alguns países, a FAO precisará começar do zero e montar as estruturas básicas para que o projeto funcione. Isso sem falar da corrupção”, avaliou.


Dentre os desafios que Graziano assumirá, ajudar a Somália talvez seja o principal.


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

IURD TV Bispo Macedo conta o segredo como Deus ajudou a pagar a RECORD.

Erro na escolha

O casamento virou um drama. O que fazer?

A maioria das mulheres sonha chegar ao altar com pompa e circunstância. Idealizam o marido perfeito, todos os detalhes da festa, convidados, decoração da casa e finalmente chega o grande dia. Com o passar dos meses, anos, a rotina diária se encarrega de mostrar que muito mais que afinidades, incluindo a sexual, o casamento envolve responsabilidades e compromissos nem sempre respeitados por ambos.


A escritora Cristiane Cardoso afirma que o casamento é um voto sagrado diante de Deus. Assim, é uma decisão de grande responsabilidade, não podendo ser um ato precipitado nem realizado se existir dúvida. Ela declara ainda que, hoje em dia, as pessoas “entram” e “saem” de casamentos milhares de vezes. “Por causa da dureza do coração humano é que Deus fala sobre o divórcio (Mateus 19.8.). O Senhor não é e nunca foi a favor do divórcio, mas os corações enganosos mais uma vez O levaram a fazer exceções”, diz.


Segundo Cristiane, autora dos livros “A Mulher V” e “Melhor do que Comprar Sapatos”, se o divórcio é permitido ou não, o matrimônio ainda pode dar certo mesmo se a pessoa não teve as intenções certas antes de se casar. “Com Deus, tudo é possível! O Senhor pode te ajudar a amar seu esposo, mesmo depois de estar casada há alguns anos.”


Casados há 20 anos, Cristiane e o esposo Renato Cardoso ministram um curso de casamento (leia mais), onde dão conselhos sobre de que forma as pessoas devem se comportar para que tenham um relacionamento vitorioso. Mas, para os que já estão dentro de um maremoto na vida conjugal, ela aconselha:


“Saiba que o seu casamento ainda pode dar certo. Com Deus, tudo é possível! Ele pode te ajudar a amar esse homem agora, mesmo depois de estar casada com ele há alguns anos. Como? Assim como todas as outras coisas com Deus, você faz a metade, Ele faz o resto”, ensina.


Segundo ela alguns relacionamentos não dão certo porque as pessoas têm tendência de fantasiar, daí vem a decepção.


“Se a pessoa buscar a Deus e lutar pelo amor verdadeiro, Ele prontamente abençoará. Mas se continuar esperando sentir esse amor, o Senhor não vai ajudá-la. É como no exercício da fé: obedeça, independente do que você sente ou vê, e ame, mesmo que sinta ou não. Uma vez que coloque isso em prática, estará trabalhando no seu casamento e este vai se tornar o matrimônio que sempre sonhou”, conclui.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Pregação no Espírito Bispo Romualdo Panceiro.

Em São Paulo bispos visitam cenáculos e ensinam os valores do Jejum




Desde que o “Jejum de Daniel” foi anunciado, o trabalho de bispos, pastores e obreiros da IURD tem sido contínuo. Incansáveis, eles oram, atendem as pessoas nos cenáculos, fazem visitas, pois o objetivo é que todos recebam o Espírito Santo. Reuniões especiais têm acontecido em diversas regiões do País. Dois encontros recentes reuniram verdadeiras multidões, a exemplo do ocorrido na matriz do Cenáculo do Espírito Santo, em São Paulo, no bairro do Brás, e no Cenáculo do município de Osasco, situado na grande São Paulo.

No Brás, a reunião especial foi realizada pelo bispo Romualdo Panceiro, que explicou às milhares de pessoas presentes a importância do Espírito Santo na vida do ser humano e de que forma alcançá-Lo. O bispo ressaltou, porém, que, muitas vezes, a pessoa chega à Igreja preocupada apenas em receber a cura, a transformação do seu casamento, a bênção sentimental, financeira, e se esquece que, enquanto ela não esvaziar-se disso tudo, deixar de lado a ansiedade e as preocupações, nada do que fizer surtirá resultado ou efeito.

“A sua vida só vai mudar completamente quando você receber o Espírito Santo”, determinou o bispo Romualdo, fazendo, em seguida, a busca ao Espírito Santo, momento em que várias pessoas foram batizadas.

Antes e depois em Osasco



Um domingo especial e marcante para os participantes da reunião Terapia da Família, realizada às 9h30, no Cenáculo do Espírito Santo em Osasco, na Grande São Paulo. Assim pode ser definido o encontro realizado no domingo (31). Ao lado do pastor Raul Nascimento, responsável evangelístico da Igreja, bispo Guaracy Santos ministrou o encontro que teve como principal objetivo levar os participantes a despertar para a importância de ter uma vida totalmente nas mãos de Deus. Uma oração pela família foi realizada logo no início da reunião, em seguida a mensagem foi direcionada aos casais. Na oportunidade, ele alertou que não há homem ou mulher perfeito, sendo indispensável que um entenda o outro, evitando assim conflitos que possam destruir o relacionamento.

O “Jejum de Daniel” foi destacado pelo bispo Guaracy como fundamental, pois a partir deste propósito haverá um “antes e depois” na vida de milhões de pessoas, já que o propósito de fé está ocorrendo em todos os países onde a Igreja Universal desenvolve o trabalho evangelístico e social.

Dia marcante

Presentes à reunião o gerente geral Carlos Eduardo dos Santos, de 37 anos, e sua esposa, a advogada Vanessa dos Santos Aboud, de 29, comentaram que a reunião foi especial para os dois. “Somos casados há 7 anos e o fato de estarmos na Igreja não significa que não precisemos de orientações, pois aprendemos sempre. Esta reunião acrescentou muito à minha vida”, comentou Carlos Eduardo.

Vanessa concorda com o esposo e acrescenta: “O encontro foi objetivo e maravilhoso. Crescemos espiritualmente e na vida sentimental”, garantiu.

No limite

Brasileiras aparecem em quarto lugar em ranking das mulheres mais estressadas do mundo

Talita Boros

talita.boros@folhauniversal.com.br

Você se sente pressionada para ter uma sólida carreira profissional e ao mesmo tempo manter as responsabilidades da vida familiar? Se sua resposta for sim, você está entre a maioria das mulheres do País que sofre para conseguir conciliar todas as obrigações da vida moderna. As brasileiras aparecem em quarto lugar no ranking das mais estressadas do mundo, realizado pela consultoria Instituto Nielsen em 21 países. A pesquisa, chamada de The Women of Tomorrow (A Mulher do Amanhã, em português) mostrou que duas em cada três brasileiras se consideram estressadas.


Com 67% das entrevistadas no Brasil afirmando viver em constante pressão, o País fica atrás apenas da Índia (87%), México (74%) e Rússia (69%). Segundo o estudo, o estresse feminino é atribuído às múltiplas funções desempenhadas por elas – em casa e no trabalho –, e à falta de tempo para o descanso. Para a psicóloga Ana Elizabeth Luz Guerra, do Centro Internacional de Análise Relacional (Ciar), a inserção da mulher no mercado de trabalho e a crescente necessidade de mão de obra contribuíram para as superposições dos papéis atribuídos socialmente a elas. “É fato que a mulher não pode ser mil ao mesmo tempo. As consequências disso são os sentimentos de inadequação, incompetência, frustração, estresse, além de doenças”, explica. Ao todo, a pesquisa ouviu 6,5 mil mulheres, incluindo 318 brasileiras, entre fevereiro e abril deste ano.


No outro extremo da lista estão as suecas e malaias, consideradas as mais tranquilas do mundo. Nesses dois países, menos da metade (44%) delas afirma estar estressada na maior parte do tempo. “A divisão das tarefas do lar entre homens e mulheres se faz naturalmente mais igualitária em países desenvolvidos, como a Suécia”, destaca Ana Elizabeth.


Para Maria Isabel Bellaguarda Batista, também psicóloga do Ciar, o acesso a sistemas de educação e saúde confiáveis, tanto para si como para seus familiares, assegura à mulher possibilidades de ausentar-se do território familiar para exercer suas funções no trabalho de forma mais leve e com menos culpa. “A possibilidade de ter tempo para cuidar de si, para vivenciar o prazer de encontrar amigos, por exemplo, pode diminuir os níveis de estresse”, diz Maria Isabel.


A dica das especialistas para aliviar a sobrecarga do estresse é investir no autoconhecimento para dominar habilidades e limites. “A mulher sofre as consequências da modernidade de forma mais direta pelo fato de não se sentir compreendida e valorizada suficientemente. Parece que elas sempre estão em falta com algo ou com alguém”, ressalta Maria Isabel.

A luta contra a tuberculose.

A luta contra a tuberculose

Doença tem cura, mas abandono do tratamento é o principal motivo para que mais de 1,7 milhão de pessoas ainda morram todos os anos no mundo

Da redação

redacao@folhauniversal.com.br

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu, na semana passada, que cesse o uso de teste sorológico (de sangue) para detecção de tuberculose – doença infecciosa causada pelo bacilo de Koch que atinge principalmente os pulmões, tem cura, mas ainda mata 1,7 milhão de pessoas no mundo todos os anos. Segundo a OMS, o teste é falho e não identifica metade dos casos. Apesar de não usar esse tipo de exame, o Brasil ainda registra cerca de 4,7 mil mortes anuais por conta do bacilo. Em 2009 (dados mais recentes), o País teve quase 71 mil novos casos, segundo o Ministério da Saúde. O principal motivo para que a tuberculose ainda faça tantas vítimas é o abandono do tratamento por parte dos pacientes.


“A maior dificuldade que enfrentamos é a continuidade no tratamento, que dura entre 6 meses, nos casos simples, a 2 anos, quando o bacilo é resistente. Entre 10 a 15 dias tomando o remédio, o paciente começa a se sentir melhor, tem menos febre e tosse e, por isso, acha que está curado e abandona o tratamento. Isso torna o bacilo mais resistente à medicação”, explica Draurio Barreira, coordenador geral do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde. “São três os pilares para o controle da tuberculose: descentralizar as unidades de atendimento, pois um quarto dos postos de saúde ainda não podem tratar os doentes; o empenho do doente de levar o tratamento até o fim e a disseminação de informação em forma de campanhas ou reportagens.”

Francis Varaine, especialista da doença dos Médicos Sem Fronteira (MSF), ensina como identificar os sintomas de tuberculose: “Tosse por mais de 3 semanas, com catarro ou não, febre baixa que se manifesta entre o fim da tarde e o começo da noite, suores noturnos e perda de peso são os principais sintomas de tuberculose. O escarro com sangue ocorre em casos mais avançados da doença”, diz. Segundo ele, quem tiver um ou mais sintomas, não deve hesitar em procurar um posto de saúde e fazer o teste.


No Brasil, tudo é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS): do diagnóstico – que é feito por meio de teste que identifica a presença do bacilo pelo catarro do paciente ou por raio X – ao tratamento. “As pessoas desconhecem a doença, pensam que é coisa do século 19. Mas a tuberculose nunca foi erradicada, não existe uma vacina contra ela. O tratamento é simples, mas não é fácil: tem efeitos colaterais, causa manchas vermelhas na pele, enjoos, porém o abandono do tratamento pode levar à morte”, alerta Barreira.

Dr. Pinóquio

Falsos médicos são contratados por hospitais públicos e privados que descumprem regras básicas na hora da seleção. Pacientes correm risco de vida com doutores de mentira

Gisele Brito

gisele.brito@folhauniversal.com.br

A carreira de médico é uma das mais difíceis, concorridas e prestigiadas no País e no mundo. Quem veste jaleco branco costuma transmitir uma credibilidade quase inquestionável. Falhas de gestores públicos e administradores de hospitais privados, porém, têm permitido a contratação de falsos médicos, colocando em risco a vida dos pacientes.


No início deste mês, o Conselho Regional de Medicina (CRM) de Pernambuco recebeu duas denúncias de exercício ilegal da profissão. Em uma delas, o falso doutor atuava há mais de 10 anos. Ele chegou a participar da equipe de dirigentes de um hospital.


No primeiro caso, um médico formado em Cuba foi pego atuando com o número de registro de um médico de mesmo nome. Segundo Helena Carneiro Leão, presidente do CRM pernambucano, na Região Norte, em função da proximidade com as fronteiras, muitas pessoas que cursam medicina em outros países, e não poderiam atuar no Brasil sem passar por um curso de adaptação e ter o diploma reconhecido, exercem ilegalmente a profissão.


Apenas 4 dias depois dessa fraude ser descoberta, veio à tona o caso de Leonardo de Moura Cintra, que trabalhou durante 10 anos em hospitais pernambucanos sem ter concluído o curso de medicina. O caso dele é considerado excepcional porque, além de ser bastante respeitado e conhecido, Cintra atuava no Hospital Regional do Agreste, o maior do interior do estado, em Caruaru, e chegou a integrar a diretoria de outro hospital. “Muitas vezes, em cidades pequenas, para resolver um problema ou por falta de profissionais interessados em atuar, os gestores contratam sem muitos critérios, o que é errado. Nesse caso, era um hospital grande, não havia essa pressão. Mas, apesar de ser um hospital público, ele não era concursado. Esse vínculo empregatício precário e a falta de um plano de carreira para os médicos colaboraram para a situação”, explica Helena Leão.


Embora nos dois flagrantes registrados em Pernambuco os falsos médicos tenham frequentado cursos de Medicina, casos assim são menos comuns, segundo José Fernando Vinagre, presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM). “Normalmente é só alguém que pendura um estetoscópio no pescoço ou fez 1 ano de enfermagem e sai dizendo que é capacitado para atender”, diz.


Na Paraíba, por exemplo, dois supostos médicos, que usavam números de registros profissionais falsos, foram pegos durante fiscalizações do CRM em fevereiro último. Um deles prescrevia receitas a pacientes com erros grosseiros. Isso, segundo o CRM paraibano, já deveria ser o suficiente para impedir a compra dos medicamentos em farmácias.


Entre 2005 e 2010 o CRM de São Paulo registrou 131 denúncias do mesmo tipo. Mas esse número pode ser ainda maior, já que os conselhos regionais são comunicados apenas quando há, de fato, um médico devidamente registrado envolvido no caso.


Há casos em que a fraude resultou em tragédia. Em meados de 2009, o estudante de medicina Alex Sandro da Cunha Silva foi contratado pela médica Sarita Fernandes para cobrir seus plantões no Hospital Rio Mar, no Rio de Janeiro. Lá, em agosto do ano passado, ele atendeu Joanna Cardoso Marcenal, de 5 anos. Dias depois, a menina morreu de parada cardiorrespiratória. O caso chocou o País. Os dois acusados irão a júri popular, segundo o Tribunal de Justiça. Alex Sandro usava o número de CRM de outro médico. Segundo as investigações, Sarita sabia que ele não era formado e o ajudou a falsificar documentos.


Como evitar a fraude


No caso do doutor de mentirinha Leonardo Cintra, em Pernambuco, a fraude poderia ter sido desmascarada facilmente. Ele usava o registro profissional de uma médica. Os hospitais que o contrataram descobririam isso se tivessem pedido uma certidão de regularidade ou verificado a veracidade do número do registro profissional no site do conselho regional.


Todos os conselhos têm seu cadastro estadual de médicos, que também pode ser acessado por pacientes que queiram se certificar se estão sendo atendidos por um profissional de verdade. “O médico é obrigado por lei a divulgar esse número em todo tipo de divulgação que ele faz, em receitas, propagandas e pedidos de exames”, diz José Vinagre, presidente do CFM. Ele reforça que a responsabilidade para evitar situações desse tipo é dos contratantes.


A prática ilegal da medicina é um delito com pena que varia de 6 meses a 2 anos de detenção, sem contar outras implicações, devido à falsidade ideológica ou em casos de lesão ou morte de pacientes.

O valor dos professores.

O valor dos professores

Maioria dos estados paga menos que o piso estabelecido por lei. Docentes se mobilizam e greves prejudicam volta às aulas

Gisele Brito

gisele.brito@folhauniversal.com.br


Ana Jimenez, de 27 anos, atua há 4 na rede pública estadual na cidade de São Paulo e não nega que já sabia que seu futuro seria difícil quando ingressou na faculdade de Geografia e decidiu dar aulas. A vontade de contribuir para diminuir as mazelas do mundo, porém, a motivou, diz ela. Hoje, em meio à dificuldade de comprar um imóvel, Ana sente certa frustração. “Uma manicure ganha R$ 20 reais por 1 hora e meia de trabalho. Eu ganho R$ 7,50. Não é desmerecer o trabalho da manicure, até porque uma das minhas tias é manicure, mas ela não fez faculdade”, conta. “Para o meu pai, todo o investimento na minha formação está sendo desperdiçado. Por ele eu não seria professora. Nenhum pai quer que seu filho seja professor”, afirma. Em São Paulo, o salário inicial para um professor da rede estadual com nível superior é R$ 1.438,33. É pouco, mas há situações ainda mais críticas em outros estados.


Em maio, Amanda Gurgel, de 29 anos, comoveu milhares de pessoas ao proferir um discurso diante de deputados do Rio Grande do Norte. A professora, formada em Letras, questionou se os parlamentares seriam capazes de viver com seu salário-base: R$ 930. E denunciou o descaso com a educação. O vídeo foi parar na internet e virou um sucesso. Meses depois, porém, Amanda diz que tudo continua igual para os professores potiguares. “A gente não quer ser milionário, só ter uma vida digna No Rio Grande do Norte nada mudou. Fizemos uma greve que durou 81 dias, nenhuma das nossas reivindicações foi atendida. Fomos humilhados mais uma vez”, conta.


Os baixos salários entre os professores não são novidade, mas, com a entrada em vigor da lei que estabelece um piso nacional para a categoria, este quadro deveria ter começado a se alterar. A lei foi promulgada em 2008 e questionada na Justiça. Ficou suspensa até abril deste ano, quando o Supremo Tribunal Federal sentenciou que o texto é constitucional. O piso nacional passou a ser de R$ 1.187,97 para professores de nível médio, aqueles que não cursaram Ensino Superior.


Mesmo com a determinação, porém, pouco mudou. A maioria dos estados ainda paga remuneração inferior ao piso estabelecido, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Os professores têm feito protestos e greves para reclamar da situação. Algumas já duram meses e para muitos alunos o reinício das aulas previsto para agosto será adiado.


No Rio de Janeiro, por exemplo, onde esses professores recebem R$ 650, a situação só deve se definir nesta quarta-feira (3), quando haverá uma assembleia. Eles estão parados desde 7 de junho. “O Governo defende que paga um salário proporcional ao piso, já que a nossa carga horária é de 22 horas e meia, mas nós queremos receber o valor estabelecido pela lei”, explica Sérgio Paulo Aurnheimer Filho, coordenador do sindicato dos profissionais de educação do Rio de Janeiro. Segundo ele, centenas deixam a rede estadual, atraídos por salários em redes municipais que pagam até o dobro.


“Os professores ficam só esperando a aprovação em outro concurso para saírem. Isso prejudica o desenvolvimento de projetos educativos de médio e longo prazo”, aponta Aurnheimer.


Em Minas Gerais, onde o salário-base é de R$ 396,89 por uma jornada de 24 horas semanais, valor inferior ao piso, mesmo proporcionalmente, a situação não é diferente. A greve, que começou em 8 de junho, não tem previsão para acabar de acordo com Beatriz Cerqueira, coordenadora-geral do sindicato dos profissionais de educação de Minas. “Existe uma lei, mas o Governo de Minas não fez nada para se adequar. Por isso fizemos uma greve. Dar aula é, para muitos, apenas uma atividade de passagem, algo que se faz enquanto não se encontra outro trabalho que pague melhor. E tudo isso afeta o processo educativo”, emenda.


Muitos professores arranjam outros empregos para complementar a renda. “Preparar uma boa aula demanda tempo e esse tempo não é integralmente pago. Ou seja, além de ganhar pouco o professor trabalha de graça quando quer oferecer algo legal para os alunos. É óbvio que quando você está cansada e desmotivada fica tudo mais difícil”, diz a professora Ana.


Para Heleno Araújo Filho, secretário para assuntos educacionais da CNTE, a falta de vínculos com a comunidade e as múltiplas jornadas prejudicam a qualidade da educação. “O piso foi um instrumento muito comemorado, mas foi muito descaracterizado graças a interpretações errôneas e à má vontade dos gestores”, comenta.


IURD TV Bispo Macedo homenagem dia dos pais.

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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Sem direção

Sem direção

Motoristas que matam e saem impunes contribuem para a violência epidêmica no trânsito, que só aumenta no Brasil. Entre as vítimas que sobrevivem, 20% têm sequelas permanentes

Talita Boros

talita.boros@folhauniversal.com.br


Os acidentes de trânsito são os maiores causadores de mortes de pessoas entre 5 e 29 anos no mundo. A cada ano, 1,2 milhão de pessoas morre nas ruas e estradas, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). O número de feridos está perto dos 50 milhões. Destes, muitos sofrem sequelas graves, como paralisias, amputações e traumatismos.


No Brasil, o trânsito mata mais de 38 mil pessoas por ano. Isso equivale a 100 vidas perdidas por dia. Este ano, as indenizações pagas pelo seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) já ultrapassaram R$ 1 bilhão. Desde 2003, esse valor aumentou 133%. As principais causas são excesso de velocidade, uso de álcool e drogas, sono ao volante e desatenções como falar pelo celular. Para os especialistas, falta punição.


Dirceu Rodrigues Alves, diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), diz que no Brasil os crimes de trânsito normalmente têm penas brandas e raramente o motorista responsável é sentenciado à prisão. “Não há punição. Hoje se paga doando cestas básicas. Os crimes são sempre considerados culposos (quando não há intenção de matar)”, afirma. “A questão é que o veículo é uma arma e o motorista desconhece isso, ou ignora”, emenda. Os últimos dados sobre trânsito no País são de 2008 e mostram que as taxas de mortalidade nas ruas em decorrência de imprudência são duas vezes maiores que a de países como o Canadá.


Recentemente, o engenheiro Marcelo Malvio de Lima, de 36 anos, se envolveu no acidente que matou a advogada Carolina Menezes Cintra Santos, de 28 anos, em São Paulo. Lima dirigia um Porsche a mais de 150 km/h, de acordo com a perícia. Segundo o delegado responsável pelo caso, Paul Henry Verduraz, do 15º Distrito Policial, ele deve ir a júri popular e pode responder por homicídio doloso (quando há intenção de matar). Para não ser preso na noite do acidente, o engenheiro pagou fiança de R$ 300 mil.


Outro caso famoso de imprudência é o do ex-deputado paranaense Luiz Fernando Ribas Carli Filho, que em 2009, matou os jovens Gilmar Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20, em Curitiba (PR). Com o impacto da batida, o carro dos jovens “voou” por mais de 100 metros. Carli Filho responde a processo em liberdade pelo acidente. Ele dirigia com a habilitação suspensa. De acordo com a perícia do Instituto de Criminalística do Estado, Carli Filho estava alcoolizado e dirigia 167 km/h numa via de velocidade máxima permitida de 60 km/h. Ele deve ir à júri popular ainda este ano, por duplo homicídio com dolo eventual.


Além da imprudência, dois outros fatores concorrem para o número elevado de acidentes fatais: o crédito facilitado e a estabilidade econômica que fez surgir uma nova classe média com sede de consumo. A quantidade de veículos nas ruas do País mais do que dobrou em 10 anos, atingindo a marca de quase 65 milhões no fim do ano passado, informa o Departamento Nacional de Trânsito. Ou seja, há hoje 35 milhões de veículos a mais em circulação, uma média de um carro para cada 2,94 brasileiros.


As internações por lesões de vítimas de acidentes de trânsito custaram ao Sistema Único de Saúde (SUS) mais de R$ 113 milhões em 2008. Um estudo feito pelo Hospital das Clínicas revela que as vítimas de atropelamento representam mais de 20% das internações, seguidas pelos acidentados com motos, com 19%. Os homens são maioria: 62,9% em atropelamentos e 89,3% nos acidentes com motos.



O administrador Vitor Gurman, de 24 anos, foi atropelado à noite na calçada quando voltava de uma festa no mês passado na Vila Madalena, em São Paulo. Do outro lado estaria a nutricionista Gabriella Pereira, de 28 anos, ao volante de um Land Rover. Ela disse que dirigia o carro do namorado, Roberto de Souza Lima, de 34 anos, porque ele tinha bebido muito. A polícia ainda apura se era Gabriella mesmo que estava ao volante. Vitor foi atingido pela camionete, que capotou, e morreu no hospital. O veículo acumula 26 multas (dez por excesso de velocidade).



Segundo a Abramet, as principais vítimas com lesões permanentes são pedestres e motociclistas. Dados do DPVAT revelam que a indenização para vítimas do trânsito com lesões irreversíveis é a que mais cresce no País. Em 2005, as indenizações por invalidez respondiam por 17% do total de ressarcimentos do seguro. No primeiro semestre de 2010, o percentual subiu para 59%. “Estudo feito em Rio Preto revelou que em 70% dos acidentes na cidade um motoqueiro está envolvido”, diz Marcelo dos Anjos, gerente da Associação Preventiva de Acidentes e Assistência às Vítimas do Trânsito, sediada no interior paulista.


A tecnologia deixou os carros mais seguros, mas também mais velozes, aumentando os riscos. Segundo Johann Gwehenberg, chefe de Pesquisa de Acidentes e Prevenção de Sinistros da Alemanha, o ônibus é o veículo mais seguro, porque os motoristas são treinados e andam em velocidade moderada. “O índice de fatalidade por milhagem é 40 vezes menor do que viajar de carro.” Em 2006, após constatar que a mortalidade no trânsito não caía, a Organização das Nações Unidas (ONU) decidiu que de 2011 a 2020 será a Década de Redução dos Acidentes. A meta é reduzir em 50% as ocorrências no período. O Brasil aderiu à proposta e está implantando o Plano Nacional de Redução de Acidentes para a Década, que aborda fiscalização, educação, saúde, infraestrutura e segurança veicular.


Segundo Alves, da Abramet, para resolver o problema em curto prazo é necessário rigor. “É preciso fiscalizar e punir duramente quem não cumpre as leis.” Para o especialista, a educação no trânsito precisa começar na infância, abordando atitudes dos pedestres e os perigos dos carros. “Hoje os motoristas são malformados, não sabem nada. Precisamos salvar a próxima geração que vai estar nas ruas”, alerta.


Estados se mobilizam


São Paulo lançou em maio campanha para proteger os pedestres: agentes em cruzamentos sem semáforos auxiliam na travessia. A partir de amanhã, quem invadir a faixa ou pôr pedestres em perigo será multado em até R$ 191,53. Outra medida foi a redução do limite de velocidade para 60 km/h em grandes vias paulistanas. A meta é reduzir os acidentes em 20%.


No Amazonas, a campanha “Amigo Legal”, sobre os perigos da mistura álcool e direção, quer diminuir os acidentes em 10% até o fim do ano. Agentes vão a bares e escolhem uma pessoa do grupo para voltar dirigindo. Eleito, o “Amigo Legal” recebe pulseira e uma blusa da campanha.


O Paraná, o terceiro estado em vítimas fatais, iniciou campanha para os motociclistas em Umuarama. As ocorrências com motos somam 65% do total de acidentes no município.


No Tocantins, com o tema “A Vida é Feita de Escolhas”, o Governo faz blitze educativas, e distribui panfletos sobre dicas de segurança para quem vai pegar a estrada.

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