domingo, 22 de abril de 2012

Guerra ao refrigerante

O cerco mundial ao consumo desse tipo de bebida está apenas começando. Lei na Califórnia exige uma redução em corante suspeito na fórmula ou a inserção no rótulo do aviso "contém substância cancerígena"

Além de engordar e provocar consequências conhecidas pelos obesos, os refrigerantes carregam hoje a suspeita de auxiliar no desenvolvimento de câncer, derrame e infarto. Por isso, o cerco começa a se fechar contra as bebidas gaseificadas. Em Nova York, nos Estados Unidos, uma campanha institucional choca ao escancarar os riscos de se consumir essas bebidas industrializadas. Na Califórnia, uma lei vai obrigar a mudança na fórmula dos refrigerantes de cola. E o Brasil caminha para começar o controle sobre os refrigerantes, que são consumidos diariamente por cerca de 28,9% da população.


Neste momento, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) está participando de uma pesquisa que envolve o mundo todo para a análise do "caramelo 4" de refrigerantes do mundo inteiro. Quem está coordenando é o Center for Science in the Public Interest (CSPI) ou, em português, Centro para a Ciência a Favor do Interesse Público. Trata-se de uma ONG americana sediada em Washington. "Ajudaremos fornecendo informações sobre o conteúdo dos refrigerantes no Brasil, tanto de marcas multinacionais como locais", explicou Fábio Gomes, nutricionista da área de Alimentação, Nutrição e Câncer do instituto.


O "caramelo 4’, citado por Gomes e chamado cientificamente de 4-metilimidazol (4-MEI), é justamente a substância que vai obrigar os fabricantes a mexer na fórmula de famosos refrigerantes de cola. Baseada em estudos da CSPI, a Califórnia limitou a quantidade de 4-MEI que os produtos vendidos no Estado americano podem conter sem que seja obrigado a inserir no rótulo a mensagem "contém substância cancerígena". Desta forma, as gigantes do mercado de refrigerantes norte-americano vão alterar a fórmula para todo o país.



"A maioria das pessoas pode interpretar o termo ‘corante caramelo’ como ‘colorido com caramelo’, mas este ingrediente específico tem pouco a ver com o caramelo comum ou o doce de caramelo. É uma mistura concentrada marrom-escura de substâncias químicas. O caramelo comum não é saudável, mas pelo menos não é tingido com substâncias carcinogênicas", alerta Michael Jacobson, diretor-executivo do CSPI, que solicitou a extinção completa da comercialização do produto ao órgão regulador de alimentos e remédios nos Estados Unidos, a FDA (Food and Drug Administration). "A Coca-Cola e a Pepsi, com a anuência da FDA, estão expondo desnecessariamente milhões de americanos a uma substância que causa câncer. Corantes cancerígenos não têm lugar em nossos alimentos, ainda mais se levarmos em conta que sua função é cosmética", critica Jacobson, sobre a substância ser usada apenas para escurecer o refrigerante


Diante da situação verificada nos Estados Unidos, a Proteste Associação de Consumidores já solicitou aos fabricantes e à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a substituição do "caramelo 4" por corantes mais seguros na formulação de refrigerantes vendidos no Brasil. O problema não se restringe ao 4-MEI presente nos refrigerantes de cola, porque essa não é a única substância nociva encontrada nesse tipo de bebida.


A mesma Proteste analisou em 2009 a higiene e a qualidade nutricional de 24 amostras de refrigerantes diet e light e suas versões tradicionais. A conclusão da associação foi clara: "Crianças não devem tomar refrigerantes, pois eles só oferecem açúcar e quase nenhum nutriente. Assim, as crianças que tomam refrigerantes terão maior propensão ao ganho de peso e à obesidade infantil". No mesmo teste, além do açúcar e de corantes impróprios, em sete refrigerantes foi encontrado benzeno, outra substância cancerígena. O resultado foi encaminhado à Anvisa e ao Ministério da Agricultura e, no ano passado, foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta com os fabricantes depois de o Ministério Público Federal (MPF) instaurar inquérito civil público para apurar o caso. O prazo para que alguma mudança aconteça em relação aos refrigerantes que têm benzeno é de até 5 anos. As amostras onde foram verificadas a presença de benzeno são: Dolly Guaraná (tradicional e light), Fanta Laranja (tradicional e light), Sukita (tradicional e zero) e Sprite (zero), sendo que a presença de benzeno foi muito alta em amostras de Sukita zero e de Fanta light.


Apesar de não haver uma relação direta com a doença, 4-MEI e benzeno têm alto potencial cancerígeno – sendo que o benzeno está relacionado especialmente a dois cânceres: leucemia e linfoma. Além das duas substâncias citadas acima, há outros problemas na composição dos refrigerantes. Sem especificar as causas, um estudo publicado em fevereiro no "Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention" relacionou o consumo de dois ou mais refrigerantes por semana ao aumento do risco do câncer de pâncreas em 87%, se comparado com indivíduos que não consumiram a bebida.


Além do câncer, um estudo feito pela Universidade de Miami (EUA) e divulgado em fevereiro concluiu que os refrigerantes diet sugerem um aumento no risco de infarto e derrame cerebral: após pesquisar os hábitos alimentares de 2.564 adultos com idade média de 69 anos, foi verificada que a incidência de doenças coronárias entre aqueles que consumiam refrigerante diariamente era 44% maior do que os que não tomaram. O quadro preocupa no Brasil porque, além dos 29,8% que consomem a bebida diariamente, segundo revelou o Ministério da Saúde no início deste mês, há os que não consomem a bebida com frequência e ajudam a compor outro número assustador: 48,5% da população estão acima do peso.



"O Inca não recomenda beber refrigerante, principalmente pela questão do açúcar e do adoçante. Não existe nada que justifique tomar refrigerante. Não contribui em nada e pode atrapalhar em vários aspectos. Há outro componente também muito nocivo, o fosfato, resultado do processo de gaseificação do refrigerante, que tem fatores antinutricionais. Quando você está consumindo sua refeição – salada, feijão, carne –, os nutrientes, principalmente vitaminas e minerais, têm sua absorção dificultada por esse aspecto do refrigerante", observa Gomes, que lembrou ainda da existência de vários projetos de lei em tramitação para tentar, de alguma forma, regular ou oferecer mecanismo de regulação na publicidade de alimentos, especialmente as voltadas para as crianças. O Código de Defesa do Consumidor também já estabelece que os produtos colocados à venda não podem trazer riscos à saúde ou à segurança dos consumidores. Assim, a tendência de cerco à fabricação e à venda de refrigerantes deve começar, como aconteceu com o cigarro.


"A mudança de hábito passa por uma construção que leva tempo mesmo. Há 50 anos, os médicos diziam aos pacientes que não faria mal se fumassem apenas três cigarros por dia. Hoje isso é praticamente inconcebível. Houve milhares de estudos e ainda assim não foram suficientes para diminuir o tabagismo. É preciso pensar em políticas públicas que possam favorecer hábitos mais saudáveis. No tabagismo, temos seguido esses passos. Temos dado condições para quem quer parar de fumar. Temos também de dar condições para quem quer comer melhor, com menos sanduíches e menos refrigerantes" , afirma Gomes, citando um processo que já começou com força nos Estados Unidos, especialmente na campanha feita em Nova York, onde um cartaz espalhado pela cidade transforma o líquido da bebida em gordura e um vídeo com uma pessoa consumindo 16 sachês de açúcar enquanto almoça. Isso para escancarar o que significa para o corpo a ingestão de uma garrafa de 600 ml de refrigerante.



Perigo de câncer também em alimentos


O risco de desenvolver câncer em razão da ingestão não se resume aos refrigerantes. A substância 4-MEI, que assusta os consumidores de refrigerantes de cola, também está presente em cervejas, achocolatados, doces de confeitaria, molhos curry e vinagre, além de salsichas, sopas e sucos industrializados. Ou seja, o consumo regular desses alimentos por um longo período de tempo também pode contribuir para o desenvolvimento de alguns tipos de câncer.
No entanto, assim como ocorre com os refrigerantes, o 4-MEI não é o único vilão. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), os tipos da doença que se relacionam aos hábitos alimentares estão entre as seis primeiras causas de mortalidade por essa doença. Alimentos ricos em gorduras, como carnes vermelhas, frituras, molhos com maionese, leite integral e derivados, bacon, presuntos, linguiças e mortadelas "parecem fornecer o tipo de ambiente que uma célula cancerosa necessita". O Inca ainda alerta para agentes cancerígenos presentes, por exemplo, em nitritos e nitratos usados para conservar alimentos embutidos, além de alertar para o risco presente em defumados e churrascos impregnados pelo alcatrão proveniente da fumaça do carvão, ou para a atenção que deve ser dada à quantidade de sódio em alimentos preservado em sal, como carne carne de sol, charque e peixes salgados.


Além dos alimentos em si, o Inca também orienta o consumidor sobre o preparo do alimento – que pode ou não contribuir com o desenvolvimento do câncer. Usar menos sal e aumentar a quantidade de temperos como azeite, salsa, alho e cebola diminuem o risco de câncer, assim como optar por métodos de cozimento que usam baixas temperaturas ao invés de fritar os alimentos.


A má alimentação contribui também para o aumento de peso. E pessoas obesas têm mais chance de sofrer com doenças cardiovasculares, como infarto, trombose, embolia e arteriosclerose, além de asma, apneia do sono, distúrbios psicológicos e ainda problemas ortopédicos.

sábado, 21 de abril de 2012

CONSAGRAÇÃO DE PASTORES EM 1991 NO BRAS (VEJA)

IURD poupa milhões ao Governo. Ex-Traficante de DROGAS se converte na Igreja Universal do Reino de Deus.


Meu nome é Amauri, tenho 36 anos, Iniciei no mundo das drogas aos 11 anos, provei todos os tipo de drogas, quando me vi sem recursos para usar as drogas, comecei no mundo do tráfico de armas e munição. Permaneci envolvido no crime por 10 anos, contratava meninos de 11 anos aqueles que eram ágeis e ligeiros

Era pego para trabalhar no tráfico o processo e igual até hoje, eu não tinha nenhum sentimento mesmo colando os meninos na frente da batalha. As mães hoje, nem sequer tem o direito de enterar seus filhos, eles eliminam e somem com o corpo esquartejam e queimam. Tive vários amigos , que já morreram nas mãos dos traficantes. As drogas é um espírito maligno que fica por detrás atuando na vida, daqueles que não tem um encontro com Deus,

Fazendo que você faça coisas horríveis para que seus sonhos sejam esquecidos ou até perdidos. Hoje sou liberto, e transformado, hoje faço ao contrario levo aos jovens uma palavra de libertação, é pode ter certeza que o único caminho é o Senhor Jesus não tem meio termo.

PERGUNTAS

O que você fez para se libertar das drogas?

Quais são as maiores armadilhas para um usuário de drogas?

Qual a cena que marcou quando você estava na vida do crime?

Qual foi a maior dificuldade quando você abandonou as drogas?

Qual foi sua motivação para sair do mundo do crime?



BRASIL É O SEGUNDO MAIOR CONSUMIDOR DE CRACK, COM 1,2 MILHÃO DE DEPENDENTES; NO MUNDO TODO, ELES SÃO MAIS DE 200 MILHÕES



PAÍS GASTA MENOS DE 0,5% DO PIB PARA TRATÁ-LOS; EUROPEUS E AMERICANOS RESERVAM ATÉ 1,3% DE SEU PIB PARA O MESMO FIM

Atualmente existem mais de 200 milhões de viciados em algum tipo de droga ilícita no mundo. Só no Brasil, os dependentes do crack somam mais de 1,2 milhão de pessoas, número que coloca o país no segundo lugar no ranking mundial. Se somados os viciados em cocaína e maconha, a população brasileira de dependentes químicos pode triplicar, chegando a quase 4 milhões. No País, a idade média para o início do consumo do crack é de 13 anos. A média mundial é de 15,3 anos Os dados são do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC).

BRASIL É ADVERTIDO PELA ONU

Ainda de acordo com o UNDOC, a vice-liderança brasileira no número de dependentes químicos se deve principalmente aos investimentos abaixo da média mundial no combate às drogas. Enquanto a maioria dos países destina entre 0,5% e 1,3% do PIB no combate e tratamento ao uso de entorpecentes - número ainda considerado insuficiente pela ONU, o Brasil destina apenas 0,2% de seu PIB para o mesmo fim. Essa política de combate e prevenção adotada pelo País tem sido motivos de seguidas advertências por parte da ONU, que exige que o Brasil se enquadre na média mundial. O País se comprometeu a ajustar os investimentos, mas até o momento a promessa continua no papel.

GRAVIDEZ E DEPENDÊNCIA

Entre as grávidas brasileiras, cerca de 10% usam com frequência ou já experimentaram o crack durante a gestação, índice muito superior ao verificado em outros paises. Na década passada elas eram apenas 5%; um aumento de 100% em apenas dez anos.

RISCOS

Segundo a medicina, os recém-nascidos que foram expostos ao crack ainda na barriga da mãe apresentam logo nas primeiras 48 horas de vida alterações neurológicas e comportamentais provocadas pela exposição prolongada à droga. "Mas essas crianças não são viciadas e os danos podem ser minimizados", afirmam os médicos. Atualmente, só em Porto Alegre, por exemplo, mais de 150 bebês de mães viciadas na droga recebem assistência no Hospital Presidente Vargas.

JUVENTUDE CENSURADA



SURGIMENTO DE LEIS DE TODA ESPÉCIE, CADA VEZ MAIS DURAS E POLITICAMENTE CORRETAS, SÃO, SEGUNDO ESPECIALISTAS, UMA TÁTICA USADA PELOS ESTADOS QUE PREFEREM PUNIR A CONSCIENTIZAR A POPULAÇÃO



Nos últimos anos o Brasil vem assistindo à disseminação constante de novas e severas leis de âmbito nacional, o que tem aumentado consideravelmente o controle do Estado sobre a população, principalmente entre os mais jovens. Mas se para alguns tais medidas ameaçam a liberdade individual, para outros garantem a proteção coletiva.

"BOA PARTE [DA POPULAÇÃO] NÃO RESPEITA

OS LIMITES IMPOSTOS PELO BOM SENSO"

(Olavo de Carvalho, filósofo, sociólogo e jornalista)

Segundo os sociólogos, a proibição acaba sendo o modo mais efetivo de organizar uma sociedade carente de educação sólida e de senso de coletividade. "É sabido que a população brasileira conhece muito pouco sobre seus direitos e obrigações, já que grande parte dela não respeita os limites impostos pelo bom senso", diz o filósofo, sociólogo e jornalista Olavo de Carvalho. Desta forma, o surgimento de leis cada vez mais severas e polêmicas, bem como o aumento da vigilância de muitas famílias sobre os filhos, acabam sendo o reflexo daquilo que os brasileiros fizeram no passado e continuam a fazer no presente.


"A POPULAÇÃO BRASILEIRA CONHEÇE MUITO POUCO DE SEUS DIREITOS E OBRIGAÇÕES"

(Olavo de Carvalho, filósofo, sociólogo e jornalista)


Uma das leis mais polêmicas, a 577/2008, idealizada pelo então governador de São Paulo José Serra, proíbe o consumo de tabaco e seus derivados em todos os locais fechados do Estado, públicos ou privados. Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná são apenas alguns dos que também adotaram posteriormente a medida. Há indícios de que a Lei Antifumo alcançará âmbito nacional. Apesar da rigidez imposta, pesquisas mostram que mais de 80% dos fumantes se mostraram favoráveis à restrição.


"OITENTA POR CENTO DOS FUMANTES

SÃO FAVORÁVEISÀ LEI ANTIFUMO"


Pouco tempo antes do surgimento da Lei Antifumo, a Lei Seca também deu o que falar. Em vigor desde junho de 2008, determina punição a quem dirigir sob qualquer dosagem de álcool no sangue. Desta forma, um simples enxágue de boca feito com produtos à base de álcool já se torna motivo suficiente para punir o motorista. O mesmo acontece com quem degustar um bombom de licor e se sentar ao volante. A lei surgiu como tentativa de inibir os inúmeros prejuízos aos cofres públicos relacionados a acidentes de trânsito envolvendo motoristas embriagados, principalmente entre a população na faixa de 20 a 35 anos, responsável por cerca de 75% dos acidentes automotivos motivados pelo consumo de álcoo.

"PARA O ESTADO, ENCURTAR AS RÉDEAS

DO POVO SAI MUITO MAIS BARATO DO QUE EDUCÁ-LO"


Enfim, leis como a antifumo, a lei seca, os toques de recolher e outras mais ousadas e menos necessárias (a exemplo da regulamentação do tamanho do colarinho dos chopes paulistas e tantas outras) são, para muitos, uma maneira eficaz, rápida e barata de o Estado "encurtar as rédias do povo", pois suprir o déficite de conscientização e responsabilidade dos brasileiros são tarefas que despendem muito mais dedicação, boa vontade e, logicamente, investimentos.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

MÉDICOS VICIADOS E ESTRESSADOS


A CADA TRIMESTRE, MAIS DE 300 MÉDICOS PROCURAM AJUDA PARA TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA NAS CLÍNICAS DA UNIFESP



SEGUNDO O CREMESP, USO DE ENTORPECENTES NA CLASSE MÉDICA ATINGE NÍVEIS SEMELHANTES AOS DO RESTANTE DA POPULAÇÃO


Somente na capital paulista, cerca de 100 médicos assumem o papel de pacientes na Unidade de Álcool e Drogas da Universidade de São Paulo (Unifesp) para o tratamento da dependência química. Esse número, segundo pesquisadores, comprova que o diploma em medicina, em vez de proteger os profissionais da saúde, retarda o reconhecimento da dependência, o pedido de socorro e o início do tratamento.

"NÃO SOMOS SEMIDEUSES"

(Mauro Aranha, vice-presidente do Cremesp, justificando a incidência de médicos nos mundo das drogas)

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), em parceria com a Unifesp, depois de analisar os casos de médicos que chegam até a unidade para tratar o vício chegaram a conclusão de que, entre os profissionais da saúde, a incidência de uso de entorpecentes é praticamente a mesma verificada entre o restante da população.

"AS PESSOAS PRECISAM PERDOAR OS MÉDICOSELES TAMBÉM FICAM DOENTES"

(Idem)


Quando questionado sobre a estatística - a cada trimestre mais de 300 médicos e residentes são atendidos na clínica de recuperação da Unifesp -, o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), Mauro Aranha, é categórico: "Não somos semideuses. As pessoas precisam perdoar os médicos, eles também ficam doentes. O caso de Sócrates, ex-jogador e líder do Corinthians, é um exemplo disso".


ÁLCOOL, MACONHA E CRACK


As substâncias mais consumidas por médicos e residentes, segunda a Unifesp, são o álcool e a maconha. Dos 308 profissionais médicos com idade média de 35 anos e em tratamento por dependência, 48,2% são dependentes do álcool e 17,8%, da maconha. Os benzodiazepínicos e os opiáceos somam 24% entre as drogas mais consumidas pela classe médica. Crack, cocaína, anfetaminas e inalantes pontuaram, juntos, 8,5% entre as drogas mais usadas.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Algumas pessoas falam que são o lixo da sociedade.(VEJA)


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É tempo de mudar o foco

Pouco conhecida, mas muito comum nos dias de hoje, a Síndrome da Visão de Computador é responsável por dores de cabeça, vista embaçada e outros danos à saúde ocular


As horas ininterruptas em frente ao computador ou à televisão podem provocar muitos problemas quando o assunto é a saúde dos olhos. Ressecamento, ardor, visão borrada, dificuldade para focalizar imagens, dor de cabeça, tremores nos músculos ao redor dos olhos e fotofobia (sensibilidade ou aversão a qualquer tipo de luz) são sinais da Síndrome da Visão de Computador, distúrbio provocado pela exposição prolongada a monitores de computador e televisão.


A oftalmologista Roberta Lilian Fernandes de Sousa, do Departamento de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Universidade Estadual Paulista (Unesp), afirma que o computador não é o causador da síndrome. Ele apenas a desencadeia em pessoas que já têm alguma alteração ocular devido ao extremo esforço visual necessário para a focalização das imagens durante o uso do aparelho.


"Muitas vezes estes pacientes precisam usar óculos de baixo grau e não usam. Isso acaba dificultando a focalização das imagens e colaborando para o desenvolvimento dos sintomas durante o uso do computador", destaca. "Em outros casos, os pacientes podem apresentar sintomas de olho seco, que surgem devido à diminuição do ato de piscar durante o uso deste aparelho, o que altera a lubrificação ocular normal", completa a médica.


O tratamento indicado pelos profissionais envolve tanto o uso de colírios e óculos quanto a adoção de medidas que minimizam os sintomas da síndrome. "Colírios lubrificantes devem ser usados enquanto fazemos o uso prolongado do computador. Eles aliviarão as queixas de olho ressecado e o ardor ocular", explica Roberta. Já o uso de óculos se faz necessário no alívio às dores de cabeça e turvação visual, segundo ela.


Além disso, é essencial que haja iluminação adequada, posicionamento correto da tela do computador e postura ao se sentar para trabalhar ou usar o computador em casa. A oftalmologista também ressalta que o descanso é fundamental.


"É preciso descansar de 5 a 10 minutos a cada 1 hora de trabalho e olhar para pontos distantes, para relaxar a musculatura ocular. Praticar exercícios de relaxamento e alongamento do pescoço e costas também amenizam os problemas", afirma a especialista.

terça-feira, 17 de abril de 2012

EPIDEMIA DE CRACK NO BRASIL



BRASIL É O SEGUNDO MAIOR CONSUMIDOR DE CRACK, COM 1,2 MILHÃO DE DEPENDENTES; NO MUNDO TODO, ELES SÃO MAIS DE 200 MILHÕES



PAÍS GASTA MENOS DE 0,5% DO PIB PARA TRATÁ-LOS; EUROPEUS E AMERICANOS RESERVAM ATÉ 1,3% DE SEU PIB PARA O MESMO FIM

Atualmente existem mais de 200 milhões de viciados em algum tipo de droga ilícita no mundo. Só no Brasil, os dependentes do crack somam mais de 1,2 milhão de pessoas, número que coloca o país no segundo lugar no ranking mundial. Se somados os viciados em cocaína e maconha, a população brasileira de dependentes químicos pode triplicar, chegando a quase 4 milhões. No País, a idade média para o início do consumo do crack é de 13 anos. A média mundial é de 15,3 anos Os dados são do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC).

BRASIL É ADVERTIDO PELA ONU

Ainda de acordo com o UNDOC, a vice-liderança brasileira no número de dependentes químicos se deve principalmente aos investimentos abaixo da média mundial no combate às drogas. Enquanto a maioria dos países destina entre 0,5% e 1,3% do PIB no combate e tratamento ao uso de entorpecentes - número ainda considerado insuficiente pela ONU, o Brasil destina apenas 0,2% de seu PIB para o mesmo fim. Essa política de combate e prevenção adotada pelo País tem sido motivos de seguidas advertências por parte da ONU, que exige que o Brasil se enquadre na média mundial. O País se comprometeu a ajustar os investimentos, mas até o momento a promessa continua no papel.

GRAVIDEZ E DEPENDÊNCIA

Entre as grávidas brasileiras, cerca de 10% usam com frequência ou já experimentaram o crack durante a gestação, índice muito superior ao verificado em outros paises. Na década passada elas eram apenas 5%; um aumento de 100% em apenas dez anos.

RISCOS

Segundo a medicina, os recém-nascidos que foram expostos ao crack ainda na barriga da mãe apresentam logo nas primeiras 48 horas de vida alterações neurológicas e comportamentais provocadas pela exposição prolongada à droga. "Mas essas crianças não são viciadas e os danos podem ser minimizados", afirmam os médicos. Atualmente, só em Porto Alegre, por exemplo, mais de 150 bebês de mães viciadas na droga recebem assistência no Hospital Presidente Vargas.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Cigarro, do glamour à maldição

Já foi chique tragar. Em 25 anos, o fumo virou vilão da saúde. Brasil proíbe cigarro com sabor. Na Austrália, nem a marca pode aparecer no maço

Considerado durante anos símbolo da elegância e do glamour, o cigarro virou nas últimas duas décadas um dos maiores inimigos da saúde pública mundial. Medidas para restringir seu uso, divulgação e comercialização se multiplicaram em muitos países, na tentativa de frear o responsável por uma das principais causas de morte evitável do planeta. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou por unanimidade, no mês passado, a resolução que proíbe o uso de aditivos que dão sabor a produtos derivados de tabaco, como mentol, chocolate e cravo. Essa é a medida mais recente tomada pelas autoridades do País na luta contra o fumo. Se antes a indústria tabagista conseguia, numa incrível manobra de construção de imagem, associar o cigarro à sedução e ao poder, hoje a sociedade civil, profissionais da saúde e poder público unem forças para controlar e reduzir a epidemia do tabagismo.


Pelo menos um bilhão de pessoas ainda devem morrer por uso e exposição ao fumo até o final deste século, de acordo com o relatório da Fundação Mundial do Pulmão e da Sociedade Americana do Câncer. O número equivale a uma morte a cada 6 segundos. Apesar de todas as medidas restritivas tomadas no mundo, na última década as mortes pelo uso de tabaco triplicaram, chegando a 50 milhões. Somente em 2011, 6 milhões de pessoas morreram, sendo 80% delas em países pobres e em desenvolvimento. De acordo com a fundação, o cigarro e outros derivados de tabaco são responsáveis por 15% das mortes de homens em todo o mundo e 7% entre as mulheres.


Ricardo Henrique Meirelles, pneumologista da Divisão de Controle de Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer (Inca), explica que só será possível medir os resultados positivos das leis antifumo daqui a alguns anos. "Grande parte das doenças do tabagismo é de longa duração. Demora um tempo para o viciado adoecer. São doenças de evolução lenta. O que podemos perceber de imediato é que a restrição do fumo reduziu a incidência de doenças cardiovasculares", diz. Hoje o Brasil tem cerca de 25 milhões de fumantes. Meirelles destaca que, em alguns anos, esse alto número de tabagistas ainda deve impactar negativamente nos índices de adoecimento e morte.


O administrador Rui Almeida, de 62 anos, fumante desde os 14, conseguiu deixar o vício há 4 anos. Ele lembra que há poucos anos, o cigarro era socialmente bem aceito nos lugares onde frequentava. "Eu fumava em todos os lugares. No supermercado, no banco e até no ônibus. Ninguém reclamava. Fumar era bonito, transmitia responsabilidade", recorda. A médica Maria Vera Cruz de Oliveira Castellano, coordenadora da Comissão de Tabagismo da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, diz que o tabaco não era visto como veneno há 30 anos e sim como estilo de vida. Segundo ela, a recente proibição do cigarro aromatizado é uma grande vitória na luta contra o fumo. "O cigarro com sabor era a porta de entrada dos jovens para o vício. O fumo tem gosto desagradável para o iniciante. Com aromatizadores, o jovem era conquistado." Uma pesquisa recente feita no Brasil em parceria om a Organização Mundial de Saúde (OMS) mostrou que o cigarro com sabor é o preferido entre adolescentes de 13 capitais. Os jovens que escolhem esse tipo de produto fumam mais e com maior frequência que aqueles que escolhem cigarros sem aditivos. O estudo foi feito com 17.127 estudantes de 13 a 15 anos. "Um aspecto traiçoeiro da dependência é que quando você fala a um jovem que daqui a 30 anos ele ficará doente, aquilo não o atinge. É distante", diz ela.


O estudante, Emanuel Ferreira, de 20 anos, começou a fumar há 3 anos. Filho de pais fumantes, ele é de uma geração que não se recorda dos tempos em que o cigarro era liberado. "Para mim é impossível pensar que era permitido fumar dentro de avião. É estranho", conta. O pneumologista Ricardo Meirelles ressalta que a única vacina eficiente contra o cigarro é a prevenção. "Temos que continuar a fazer campanhas nas escolas e a reduzir a propaganda." O Brasil é um dos signatários da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco, em vigor desde 2005, que prevê esforços contra o tabagismo no mundo. A sanção da presidente Dilma Rousseff, no final do ano passado, à lei que proíbe o fumo em locais coletivos fechados, acabando com os fumódromos, foi considerada pela OMS como um grande avanço.



Como a indústria enganou as pessoas


Até a metade do século passado não havia nenhum tipo de regulamentação para a propaganda de cigarro. De olho no crescente público, a indústria tabagista usava as mais diferentes formas para explorar os supostos "benefícios" do fumo. Parece incrível dizer isso hoje, mas muitas propagandas exibiam médicos e dentistas recomendando uma marca de cigarro. Até crianças eram usadas em anúncios, mostrando o valor familiar que o cigarro trazia e lembrando como "fumar é bom".


Além disso, a indústria tabagista era patrocinadora de eventos esportivos e artísticos, aliando à imagem do cigarro pessoas de sucesso, como atletas e estrelas do cinema, como Eva Garbo, John Wayne, Fred Astaire, Humphrey Bogart e Frank Sinatra. Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos EUA, reuniram várias peças publicitárias de época e organizaram um acervo que percorreu o mundo, mostrando o paradoxo dos anúncios tabagistas.


"Eu estou enviando Chesterfields para todos os meus amigos. Não há melhor Natal que um fumante possa ter", "Minha garganta está a salvo com Craven A. Você pode acreditar na suavidade e qualidade" e "20.679 médicos dizem que Lucky Strike não irrita a garganta" são alguns dos exemplos de mensagens usadas nos anúncios de cigarro. Segundo médicos da Stanford, a indústria fazia relatórios médicos pseudocientíficos e estudos sobre efeitos "benéficos" do cigarro, e usava dados manipulados nos anúncios como se fossem verdades. A propaganda do fumo é proibida no Brasil desde 2000, exceto em pontos de venda de cigarro. Ela é permitida através de pôsteres, painéis e cartazes, além da própria embalagem, hoje considerada o principal veículo de comunicação da indústria. Recentemente a Austrália aprovou a primeira lei do mundo que proíbe as fábricas de cigarro de colocar seus logos nas embalagens. No Brasil, a propaganda não pode estar associada a esportes, nem sugerir o consumo em práticas perigosas. Crianças não podem participar de nenhum anúncio. E é obrigatória a inserção de imagens e frases de advertência em embalagens e anúncios.


Todos contra o fumo


Conheça as ações de alguns dos 192 países signatários da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, da OMS, e veja o que está sendo feito contra o cigarro em todo o mundo

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