terça-feira, 9 de agosto de 2011

Mais um VENENO leia.

Surge uma nova droga

Feita na Rússia com mistura caseira que inclui até gasolina, o krokodil, ou crocodilo em português, destrói a pele e mutila o corpo dos usuários

Uma nova droga de efeito devastador se espalha como uma epidemia pela Rússia: o krokodil ou crocodilo em português. Trata-se de uma mistura feita com um derivado de ópio, a codeína, e uma série de químicos como gasolina, solvente de tinta, ácido clorídrico, iodo e fósforo vermelho. A combinação ganhou esse nome porque a região da pele em que o krokodil é injetado fica esverdeada e com uma textura escamosa. Com o tempo, as veias se rompem, os tecidos morrem e se soltam do corpo. O que se vê são viciados em farrapos de carne, apodrecendo vivos, corroídos pela acidez da droga.

A heroína é muito popular na Rússia. O governo estima que 2,5 milhões de pessoas usem a droga no país. Ela é produzida principalmente no Afeganistão e chega a preços que variam entre o equivalente a R$ 50 e R$ 150 o grama ao consumidor final. O krokodil, que tem efeito dez vezes mais potente que a heroína, custa entre R$ 5 e R$ 8 o grama e tornou-se a alternativa para quem não têm como sustentar a dependência química em heroína. A expectativa de vida para quem é usuário da nova droga é de 1 a 3 anos. Os que sobrevivem sofrem amputações e ficam dementes, com problemas motores, de raciocínio, de fala e de visão. Em entrevista à revista norte- americana “Time”, uma ex-usuária relatou mortes de amigos por pneumonia, envenenamento, meningite, explosões de artérias do coração ou putrefação até a morte.

“A codeína é um opiáceo, uma substância natural encontrada no ópio, ativo obtido da papoula. O iodo, em contato direto com a pele, causa lesões. O fósforo vermelho, se aquecido, se torna fósforo branco e é extremamente venenoso. Os solventes e a gasolina, usados no refino, são substâncias tóxicas que atacam fígado, rins e cérebro”, explica Nadia Tawil, toxicologista do Instituto Brasileiro de Estudo e Avaliação Toxicológica (Ibemax).

“Nos últimos 5 anos, as vendas de codeína em comprimidos cresceram dezenas de vezes”, declarou Viktor Ivanov, chefe do Controle de Drogas da Rússia ao jornal inglês “The Independent”.

No país, esses comprimidos são vendidos sem receita médica. No Brasil, segundo técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não existe codeína em forma pura, apenas em xaropes e em doses pequenas, o que torna impossível sua dissociação para usos escusos.

De qualquer maneira, são fármacos que exigem retenção de receita e controle de vendas. A codeína, assim como qualquer opiáceo, é altamente viciante.

“Estas drogas causam dependência com extrema facilidade. E quando o dependente, por qualquer motivo, para de tomar a droga, ocorre um violento e doloroso processo de abstinência, com náuses, vômitos, diarreia, cãibras musculares, cólicas intestinais, lacrimejamento e coriza, que pode durar entre 8 a 12 dias. Mas os opiáceos não são facilmente encontrados no Brasil”, diz o psiquiatra clínico José Carlos da Fonseca, da clínica de reabilitação Renascer.

domingo, 7 de agosto de 2011

Aposta macabra

Aposta macabra

Jovem britânico é condenado por matar ex-namorada. Em troca do crime, ele ganharia um café da manhã dos amigos

Talita Boros

talita.boros@folhauniversal.com.br

Os limites para crimes brutais por motivos fúteis parecem não ter fim. Na semana passada, o jovem Joshua Davies, de 16 anos, foi condenado no Reino Unido pelo assassinato de sua ex-namorada, Rebecca Aylward, de 15 anos. A sentença deve ser definida em setembro, mas Davies já foi considerado culpado pelo crime, ocorrido em outubro do ano passado em Bridgend, no País de Gales. O adolescente cometeu o ato bárbaro após apostar com um amigo que, se realmente acabasse com a vida da ex-namorada, ganharia um café da manhã grátis.


De acordo com jornais locais, durante o julgamento, Davies disse ao júri que “às vezes” odiava Rebecca e que um amigo havia sugerido que ele “se livrasse dela”. Segundo a polícia, o adolescente era bom aluno, aparentemente não usava drogas e tinha boas relações com a família da vítima. Os dois tinham terminado o namoro de 3 meses e os pais de Rebecca ficaram felizes quando souberam que ele havia ligado para ela para marcar um encontro. A jovem aceitou o convite e chegou até a comprar roupas novas para o reencontro.


Davies matou Rebecca com vários golpes usando uma pedra do tamanho de uma bola de rúgbi em uma floresta da região. Segundo a psicóloga Dirce Perissinotti, do Programa de Atendimento e Pesquisa em Violência da Universidade Federal de São Paulo, a necessidade de aprovação, combinada com baixa autoestima, motiva crimes como este. Segundo ela, pesquisas recentes evidenciam que o comportamento violento entre jovens é cada vez mais comum. “Uma das explicações é que as famílias hoje cuidam menos das crianças e os contatos afetivos na primeira infância são menores. Dessa forma, os valores familiares são menos transmitidos, o que pode influenciar a ter um comportamento violento”, aponta.

sábado, 6 de agosto de 2011

IURD faz doações de centenas de livros todos os meses na Fundação Casa veja no video.

MUNDO BIZARRO


SE "DE PERTO NINGUÉM É COMUM", EXEMPLOS NÃO FALTAM: DE PACATOS CIDADÃOS DO INTERIOR DO PAÍS A CÉLEBRES CIENTISTAS E GANHADORES DO PRÊMIO NOBEL, NINGUÉM ESCAPA DE ALGUM EPISÍDIO DE ESQUISITICE


Há uma máxima popular, por muitos atribuída ao pensador Tolstoi, que diz que, de perto, ninguém é normal. E é realmente isso o que querem dizer os médicos quando abordam o assunto: "a normalidade é relativa e quase impossível de ser claramente definida", garantem. Mesmo assim, existem inúmeros casos por aí que insistem em colocar essa teoria por água abaixo. O motivo é simples: são demonstrações que, para muitos, beira à insanidade.

Quem não se lembra, por exemplo, do padre Adelir de Calir, que acabou morrendo depois de tentar levantar voo em uma cadeira içada por mil balões de gás hélio, em Paranaguá, em abril de 2008?

Nos Estados Unidos, um homem de 42 anos, morador do Estado de Minnesota, morreu após tentar forjar um acidente de carro. A intenção dele era ser hospitalizado para poder receber analgésicos controlados.

De volta ao Brasil, agora no Estado de Minas Gerais, um homem de meia-idade foi a uma casa de strip-tease assistir a um show erótico, mas quando uma das dançarinas jogou a calcinha para ele, depois que recebeu uma nota de dez reais, o espectador, entusiasmado, engoliu a pequena peça e foi excluído do rol dos "seres vivos".

GÊNIOS, MAS NÃO MENOS "BIZARROS"

ISAAC ASIMOV

O célebre escritor e bioquímico russo Isaac Asimov (1920-1992), além de se tornar conhecido no mundo todo por seus trabalhos científicos e literários, é lembrado até hoje por suas esquisitices. Sempre que convidava alguém para jantar em sua casa, por exemplo, e a pessoa demorava a chegar, Asimov acreditava que o motivo do atraso era porque o hóspede havia caído em algum buraco na rua. Quando sua mulher não chegava em casa no horário previsto, o cientista jamais desconfiava dela. O temo dele não era uma traição ou coisa do tipo, mas sim que a sua amada houvesse caído em algum buraco por aí.

ALBERT EINSTEIN

O mais famosos ganhando do prêmio Nobel de física e autor da Teoria da Relatividade era outro que, nem de longe, se mostrava um exemplo de normalidade. Alguns biógrafos do cientista afirmam que um dos grandes passatempos do físico era brincar com barquinhos de papel em sua banheira. Quem o repreendia ou amassava suas embarcações era duramente castigado.

Galileu Galilei

O físico e matemático italiano que introduziu o método científico em praticamente todo o mundo era, dizem os estudiosos de sua vida, “um homem de pouca intimidade com a higiene”. Há relatos de que Galileu, quando estava trabalhando em seus teoremas matemáticos, se recusava a tomar banhos ou trocar de roupa. "o problema é que, para desenvolver algumas de suas teses mais complexas, Galileu chegou a levar até três anos".


Video doação de milhares de Folha Universal para a Fundação Casa veja.

"NAMORO DE RISCO"



"NAMORO DE RISCO"

"RELACIONAMENTO DE RISCO": BRASILEIRAS TEMEM MAIS A VIOLÊNCIA DO COMPANHEIRO DO QUE O DESEMPREGO, OS ASSALTOS OU UM PROBLEMA COM A PRÓPRIA SAÚDE, REVELA PESQUISA DO IBOPE; REGIÃO NORDESTE É RECODISTA DE CASOS: 62% DAS ENTREVISTADAS DISSERAM JÁ TER APANHADO DO MARIDO OU COMPANHEIRO

NÃO É O DESEMPREGO, A VIOLÊNCIA URBANA, NEM A PRÓPRIA SAÚDE. Pesquisas realizadas recentemente pelo Ibope mostraram que o problema que mais preocupa as mulheres nos grandes centros está dentro de casa. Trata-se da violência do marido ou parceiro. Metade das entrevistadas confessou temer os maus-tratos do marido ou disse conhecer alguém que já fora vítima da fúria injustificável do companheiro. Ao todos, o Ibope ouviu 2.550 mulheres em todas as regiões brasileiras

OUTRAS 51% DAS ENTREVISTADAS DISSERAM ter amigas ou conhecidas que preferem não denunciar o agressor por julgar o atendimento ineficiente, por não acreditarem na Justiça brasileira ou simplesmente por medo de retaliação.

ESSES DADOS VÊM LEGITIMAR A ASCENSÃO do crime doméstico, e em especial contra as mulheres, verificado nos últimos anos no Brasil. No Sul e no Sudeste, os casos que chegaram às delegacias aumentaram 8% entre 2007 e 2010. Na periferia das grandes cidades, as mulheres que declararam se sentir desprotegidas e com medo dentro da própria casa passaram de 43% em 2006 para 65% em 2010. Os Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste continuam recordistas. Mais de 62% delas já declararam ter sofrido algum tipo de violência dentro de casa, e 74% confessaram não se sentir seguras também quando estão nas ruas.

APESAR DOS NÚMEROS, O IBOPE e as autoridades competentes acreditam que esses valores sejam bem maiores, uma vez que apenas uma pequena parte presta queixa do companheiro. Prova disso é que três em cada quatro entrevistadas consideram que as penas aplicadas nos casos de violência contra mulher são irrelevantes e que a Justiça trata com descaso as vítimas desse crime. Quase 60% consideram os serviços de atendimento totalmente ineficazes ou muito pouco funcionais.

MEDO DE RATALIAÇÃO INIBE DENÚNCIAS

QUANDO INTERROGADAS SOBRE O QUE ACHAM QUE ACONTECERÁ com a mulher logo após uma denúncia, 33% confessaram que “quando o marido fica sabendo, ele reage e ela apanha ainda mais”; 27% responderam que não acontece nada com o agressor; 21% creem que o agressor será preso; outras 12% supõem que o agressor irá receber apenas uma multa ou será obrigado a doar uma cesta básica. Há também aquelas que acreditam ser mais seguro ficar calada e sofrendo agressões do que confiar na Justiça depois da denunciada.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

MÃES SOLTEIRAS


MÃES SOLTEIRAS

"MARIDO PRA QUÊ?": UM TERÇO DAS MÃES BRASILEIRAS PREFERE CRIAR OS FILHOS SOZINHAS E NUNCA FOI CASADA; ENTRE AS MÃES NORTE-AMERICANAS, EM APENAS 14 ANOS ESSA "OPÇÃO" AUMENTOU 80%


ENTRE 2006 E 2010, mais de 20% dos bebês brasileiros registrados eram de mães solteiras com idade inferior a 20 anos. Em famílias de renda inferior a um salário mínimo, o número é maior: mais de 35% das adolescentes engravidam antes de completar 19 anos. Quando a renda familiar sobe para dez salários mínimos ou mais, esse valor cai para 2,3%.

NÃO HÁ ESTUDOS NO PAÍS que indiquem com precisão o número de mães adultas e "solteiras por opção". Os dados verificados foram obtidos exclusivamente com base nos registros de cartórios. A única tentativa de organizar um estudo sobre o assunto partiu do Ibope Media, segundo o qual , atualmente, cerca de um terço das mães brasileiras é solteira, nem nunca esteve casada.

NOS ESTADOS UNIDOS, nos últimos 14 anos tem se verificado fenômeno semelhante. Lá, houve aumento de quase 80% dos casos de maternidade precoce e de mães solteiras. A explosão desse tipo de caso chamou a atenção da socióloga Rosanna Hertz, que decidiu escrever um livro sobre o assunto, intitulado "Single by Chance, Mothers by Choice", ("Solteiras por Acaso, Mães por Opção", em tradução livre). Quadro semelhante tem se verificado entre os países europeus, mas é na América Latina onde mais nascem crianças de mães com idade entre 15 e 19 anos e que não irão crescer ao lado da presença do pai: são cerca de 3.312.000 todos os anos. Os dados, nesse caso, são do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNDU).

TANTO AS BRASILEIRAS QUANTO AS AMERICANAS justificam da mesma forma a opção por criar os filhos sozinhas: o crescimento da participação das mulheres no mercado de trabalho, a busca por realização pessoal e profissional, ou seja, a independência. Além disso, as mulheres estão se preocupando com a maternidade cada vez mais tarde, porque dão prioridade à carreira porque não querem, nem aceitam mais, depender do homem para tudo.

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