domingo, 10 de junho de 2012

Que pais são esses?


Despreparados e totalmente fora de controle, pais cometem atrocidades que vão desde queimar a mão de uma criança por desobediência até dar cocaína a um bebê




Uma mulher foi presa no Rio de Janeiro suspeita de ter queimado as mãos do próprio filho, um garoto de 9 anos, com uma colher. A mãe, que teria esquentado o talher no fogão, agrediu o menino por ele ter retirado dinheiro da carteira dela, sem autorização. O caso é o reflexo da punição por violência – aquela que extrapola os limites do castigo, vira agressão e pode levar à morte.


"Situações como essa reproduzem esse modelo. Essa mãe pode estar reproduzindo a educação que recebeu", afirmou o psicólogo Alexandre Ferreira Nascimento, membro do Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro (CRP-RJ). Segundo ele, o modelo de educação no Brasil é marcado por métodos de violência como meio de instrução.


"A agressão possui uma simbologia. A mão que furta é a mão que será queimada. Ela pode ter feito isso com o intuito de corrigir um erro do filho. Mas, seja qual for o motivo, essa criança teve seu direito violado", completa o psicólogo. Ainda de acordo com o especialista, situações de desespero podem levar um pai ou uma mãe a cometer agressões desse nível. "O que não é tolerável", reforça.


Este não foi o único caso de pais que agrediram filhos que ganhou repercussão na mídia recentemente. Em abril, um pai agrediu a filha, também de 9 anos, na cidade de Campo Grande (MS), porque a criança teria arranhado a geladeira da casa. O pai e a madrasta da menina foram indiciados por lesão corporal dolosa (quando há a intenção de machucar).


Além dos castigos exagerados, há também pais que negligenciam totalmente a criação dos filhos. Um exemplo disso é o da norte-americana Catalina Clouser, de 19 anos, que esqueceu o filho, um bebê de 5 semanas, em cima do carro, no Estado do Arizona, nos Estados Unidos. A criança, que estava numa cadeirinha, caiu do veículo, mas não sofreu qualquer ferimento. A jovem só sentiu falta da criança ao chegar em casa. Ela foi detida por abuso infantil e o bebê foi entregue ao serviço de proteção à criança.


Já no Brasil, uma criança de apenas 2 anos foi internada em Anápolis (GO), na semana passada, com overdose de cocaína. O suspeito dessa crueldade – ter dado a droga – é o padrasto, que está foragido. A menina foi hospitalizada com crises convulsivas, em estado grave.

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