quarta-feira, 18 de julho de 2012

DOENÇAS EMOCIONAIS




METADE DA POPULAÇÃO MUNDIAL, O EQUIVALENTE A 3,5 BILHÕES DE PESSOAS, SOFRE DE ALGUM TRANSTORNO PSÍQUICO; DEPRESSÃO É O MAIS COMUM E ATINGE 400 MILHÕES


A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que quase metade da população mundial, o equivalente a cerca de 3,5 bilhões de pessoas, sofra de algum distúrbio de cunho emocional e que outros 400 milhões sejam vítimas da depressão, a mais comum das desordens psíquicas.

Ainda de acordo com a OMS, só na América Latina são 24 milhões as vítimas da depressão.  Sessenta por cento dos casos de suicídio envolvem vítimas da depressão, e é o sexo masculino o mais atingido. Os homens depressivos morrem quatro vezes mais por suicídio do que as mulheres, embora as estatísticas mostrem que elas cometem mais tentativas que eles.

ANSIEDADE ATINGE 1,75 BILHÃO NO MUNDO

Depois da depressão os transtornos de ansiedade, como fobias, transtornos obsessivo-compulsivos (TOC) e pânico são os mais freqüentes. Eles atingem 25% da população mundial (cerca de 1,75 bilhão). 

Todas essas enfermidades emocionais são capazes de limitar a vida completamente. Há inúmeros relatos de portadores de distúrbio de ansiedade, por exemplo, que dizem ter perdido quase tudo para o transtorno: o emprego, uma grande proposta de trabalho, amigos e até mesmo o casamento. Para os médicos, isso acontece porque, apesar de essas doenças estarem cada vez mais presentes na vida das pessoas, elas ainda  despertam muito preconceito, o que leva o doente a sofrer calado, piorando a situação.

PRECONCEITO

Muitos portadores de depressão ou de outros distúrbios psíquicos se recusam a fazer psicoterapia ou a tomar remédio. Esses, de acordo com os psiquiatras, devem praticar exercício físico com regularidade (melhora o humor e a autoimagem) e aumentar o número de atividades diárias capazes de lhes dar prazer. A comunidade médica também é unânime ao afirmar que cultivar uma crença e cuidar da “alma” responsavelmente proporciona resultados tão bons (senão melhores) que os obtidos por meio da medicação tradicional.

terça-feira, 17 de julho de 2012

MULHERES FAZEM MAIS DÍVIDAS QUE OS HOMENS



Hoje mais de 15 milhões de clientes de bancos têm dívidas acima de R$ 5 mil e outros 80 milhões têm dívidas menores 


 

De acordo com dados obtidos através do Banco Central (BC) e divulgados recentemente pelo jornal O Estado de São Paulo, o endividamento do brasileiro cresceu 47% nos últimos 26 meses e, no primeiro semestre de 2010, o valor dessa dívida atingiu 35% da renda anual dos inadimplentes. O BC informou também que a inadimplência de pessoa física bateu recorde histórico em maio de 2008, como, posteriormente, foi comprovado pelo IBGE, que apontou,  em números absolutos, 23 milhões de endividados no País em 2010, então com população em torno de 195 milhões.

Segundo o BC, o crescimento do nível de endividamento das famílias brasileiras é um movimento associado ao próprio desenvolvimento do mercado de crédito, que era ‘incipiente’ antes da consolidação da estabilidade da economia mundial. Mesmo assim, a partir de julho de 2009 começou-se a observar, ainda que de forma modesta, novo declínio no número de inadimplentes.

O BC se mostra otimista com relação ao futuro financeiro das famílias brasileiras, mas acredita que o momento, pós-crise, pede cautela. A justificativa para o período de atenção se sustenta nos próprios dados divulgados pelo Banco Central:

Cada consumidor tem, em média, 3 débitos diferentes
Mais de 15 milhões de clientes de bancos têm dívidas acima de R$ 5.000,00, número 47% maior que o medido em dezembro de 2005 e 13,6% maior que a marca alcançada um ano atrás;
São 80 milhões de clientes com alguma dívida, mesmo que pequena;
Cada consumidor tem, em média, 3 débitos diferentes (carro, casa e empréstimo);
O uso do rotativo do cartão de crédito (não pagamento integral da fatura) cresceu 30,4% nos últimos 12 meses, ficando atrás apenas do crédito consignado (crescimento de 31,9%);
A dívida das pessoas fisicas com os bancos somam R$ 442,4 bilhões. Desse total, 33% (R$ 146 bilhões) vencem em até 180 dias e 16,8% (R$ 74,7 bi) vencem em até 360 dias.
Para os economistas, o brasileiro tem se endividado mais porque está mais otimista com a situação do País. "Talvez até mais otimista do que pode sugerir a realidade", dizem. Por isso mesmo, eles aconselham:
"Independentemente da situação do País, o mais seguro e prudente é evitar dívidas. A regra é simples: não deixe de comprar, mas compre apenas quando tiver dinheiro". 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

MANIAS E COMPULSÕES



COMPULSÕES COMO O TOC, A MAIS COMUM DELAS, ACOMETEM DE 3% A 4% DA POPULAÇÃO MUNDIAL E SE NÃO FOREM TRATADAS PODEM DURAR A VIDA TODA, LIMITANDO COMPLETAMENTE A VIDA DAQUELES QUE AS POSSUEM 


CASOS LEVES DE COMPULSÃO, COMO A MANIA DE SUBIR CALÇADAS APENAS COM O PÉ DIREITO, não conseguir tomar banho sem lavar determinada parte do corpo primeiro, etc. raramente causam grandes transtornos ou prejudicam a vida das pessoas, explicam os psiquiatras. "O problema surge quando se vira um escravo das manias, quando o indivíduo sente que alguma coisa horrível (geralmente a morte) poderá acontecer caso ele não cumpra minuciosamente o ritual", explica a psiquiatra Ana Beatriz, autora de diversos best-sellers na área da psiquiatria voltada para o grande público, entre eles "Mentes Com Medo" e "Mentes Inquietas".

AINDA DE ACORDO COM A ESCRITORA, O QUE DIFERE OS QUEM TÊM apenas uma mania dos que sofrem  transtornos compulsivos patológicos graves e que, para este último, viver passa a ser um tormento, pois as obrigações são tantas que  a vida passa a ser dedicada exclusivamente a elas (manias). "Diante da tentativa de abandonar tais hábitos,  uma avalanche de pensamentos ruins invade o portador do transtorno. Muitos deles encontram solução se trancafiando em casa ou no quarto. Algumas pessoas chegam a passar vários meses sem sair da cama, tudo para não ter que duelar com suas compulsões", explica a Dr. Ana Beatriz

NO MUNDO TODO, A PATOLOGIA MAIS COMU, RELACIONADA À COMPULSÃO É O TOC(Transtorno Obsessivo Compulsivo), e cujo diagnóstico só é possível por meio de análise médica, que avaliará os sintomas do paciente. Apesar de acometer algo em torno de 3% a 4% da população mundial (com início mais comum a partir dos 20 anos), a incidência de TOC tem aumentado nos últimos dez anos, principalmente nos centros urbanos, o que o caracteriza como "mal dos tempos modernos". Mesmo assim, os pesquisadores ainda não têm uma resposta clara para o que seria o agente causador da compulsão. Existem os que acreditam em disfunção genética e os que defendem a disfunção orgânica, que geraria déficit de algumas substâncias neurotransmissoras. Mas a atuação simultânea desses dois fatores parece ser o caminho mais lógico, acreditam os especialistas.

PARA SE LIVRAR DAS COMPULSÕES, OU AO MENOS DIMINUIR SEUS EFEITOS, SEJAM ELAS LEVES OU NÃO, o tratamento médico é indispensável. E animador. A doença tem respostas excelentes para os tratamentos atuais. A utilização de psicoterapia de orientação dinâmica ou cognitivo-comportamental associada com tratamento farmacológico itenso (geralmente em doses mais elevadas do que as para tratar a depressão) surtem excelentes resultados.

"O IMPORTANTE É PROCURAR AJUDAR E SEGUIR AS ORIENTAÇÕES MÉDICAS A FIO. Tentar vencer qualquer transtorno psiquiátrico sozinho é até possível, mas é como travar uma luta no corpo a corpo com um urso feroz", diz o roteirista e ator de novelas Gugu Keller, que sofreu durante quase 20 anos com a doença, hoje superada.

sábado, 14 de julho de 2012

Condenado à morte por tráfico internacional de drogas.


Empenho da diplomacia brasileira consegue retardar fuzilamento de brasileiro preso na Indonésia por tráfico. Ele seria executado ainda neste mês


A execução do carioca Marco Archer Cardoso, de 50 anos, condenado à morte por tráfico internacional de drogas na Indonésia, foi adiada após acordo entre o Itamaraty e o presidente indonésio Susilo Bambang Yudhoyono. A condenação continua sem data definida. O instrutor de voo livre foi preso em 2003 ao tentar entrar naquele país com 13,4 quilos de cocaína, uma das maiores apreensões da droga no local.


A decisão foi tomada depois de intervenções feitas pela presidente Dilma Rousseff, pelo chanceler Antonio Patriota e pelo embaixador brasileiro em Jacarta, Paulo Alberto Da Silveira Soares. Os esforços brasileiros foram empenhados quando o jornal indonésio "Jakarta Post" divulgou que a execução de Archer aconteceria este mês e que o último pedido do carioca seria uma garrafa de uísque. Na ocasião, o promotor do caso, Andi DJ Konggoasa, declarou ter "se preparado para a execução em coordenação com os ministérios relevantes, as embaixadas e as famílias".


Desde 2004 Archer tenta converter a pena de morte em prisão perpétua ou a máxima aplicada na Indonésia (20 anos de cadeia). Ele já apresentou duas cartas de clemência ao presidente Yudhoyono, última opção legal para tentar escapar da morte. O primeiro pedido de perdão foi negado. A resposta ao segundo ainda não foi divulgada pelos órgãos oficiais. Caso seja morto, ele será o primeiro brasileiro executado em outro país e o primeiro ocidental a cumprir esse tipo de sentença, que é feita por fuzilamento na Indonésia.


Ele está na prisão de segurança máxima Pasir Putih, localizada a 430 quilômetros de Jacarta, a capital do país – formado por mais de 13 mil ilhas, entre elas a de Bali, um paraíso dos surfistas. A cocaína levada por Archer estava escondida dentro dos equipamentos de voo livre e havia sido adquirida em Lima, capital do Peru. Ele alega que com a venda da droga iria pagar a dívida de uma cirurgia feita em Cingapura, depois de sofrer um acidente de parapente, em 1997.


Outro brasileiro que também está no corredor da morte é o surfista paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte, de 39 anos. Ele está preso desde 2004, quando foi detido ao portar 6 quilos de cocaína escondidos dentro de uma prancha de surfe. Para ele, as opções de recursos não se esgotaram e ainda lhe resta um pedido de perdão.


Desde 1997, quando a pena de morte para traficante internacional de drogas foi instituída no país, apenas uma pessoa foi executada no paredão. Há quatro anos a Indonésia não realiza execuções. Os dois brasileiros integram uma lista de 30 estrangeiros que estão no corredor da morte – a maioria deles por tráfico de drogas.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Seja a própria bênção


Deixe-me ensiná-los a obter os benefícios da sua fé. Tudo depende do seu pensamento. Por exemplo, quando os pais querem garantir o futuro do filho, eles investem nos estudos. E quando a pessoa entra numa faculdade, ela usa a mente. O futuro daquele jovem vai depender do seu pensar. Quando ele assimila os conhecimentos técnicos e coloca em prática, se torna um bom profissional. É exatamente isso que Deus quer fazer com você. Ele quer que você use sua razão porque Deus é sabedoria. Ele criou o ser humano com capacidade de raciocínio, mas se a pessoa é emotiva, dá vazão ao coração, aí Deus não pode falar com ela.



Quando você ouve a palavra de Deus e coloca em prática, o resultado vem. Foi o que aconteceu com Abraão. Ele ouviu uma voz, ele não viu Deus. Mas onde Deus falou com ele? Foi no coração? Não, Deus falou no seu intelecto. Ele fala conosco quando meditamos na palavra de Deus.


Só para você ter uma ideia, antigamente os brancos escravizavam os negros, e os brancos conversavam entre si: "A gente não pode deixar o negro pensar, porque no dia em que ele pensar, vai deixar de ser escravo." O diabo não quer que você pense. Você estará fadado à maldição para o resto da vida enquanto ouvir a voz do coração.


Deus tinha prometido a Abraão que ele seria pai de numerosas nações, porém, quase 25 anos depois, Abraão pergunta para Deus: "Senhor Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos (...)?" (Gênesis 15.2) Ele usou a inteligência. Às vezes você está olhando só para o seu problema, mas Deus quer que você brilhe. Ele quer fazer de você a própria bênção.


Deus abençoe a todos.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

MENTIRAS EXTREMAS





MESMO AS PESSOAS PSICOLOGICAMENTE SAUDÁVEIS CONTAM, EM MÉDIA, UMA MENTIRA A CADA CINCO MINUTOS, SENDO A MAIS COMUM DELAS OS "FALSOS ELOGIOS", MOSTRA ESTUDO DA USP 


NOS CASOS PATOLÓGICOS NÚMERO DE MENTIRAS DITAS PRATICAMENTE É O MESMO; O QUE MUDA É O 'MENTIR POR MENTIR', SEM QUE SE TIRE PROVEITO DA BLASFÊMIA

UM ESTUDO REALIZADO PELO HOSPITAL DE PSIQUIATRIA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO  mostrou que uma pessoa normal mente mais de duzentas vezes ao dia, o que dá , em média, uma mentira dita  a cada cinco minutos, sendo a mais comum delas os elogios falsos.  Logo em seguida vêm as desculpas, quase sempre utilizadas   quando há medo das consequências, insegurança, baixo autoestima ou para se isentar de culpa. Mesmo assim, em todos esses casos, a necessidade de mentir pode ter causas internas, como a necessidade de mostrar aos outro a pessoa é melhor do que é realmente, ou externas, que vêm à tona por pressão ou coação, por exemplo.

MAS A MENTIRA É TAMBÉM  CLINICAMENTE RECONHECIDA COMO PATOLOGIA, e ela é assim definida em casos em que mentir  se tornar uma compulsão incontrolável e sem causa aparente. Os indivíduos acometidos por esse mal, segundo os pesquisadores da USP, têm necessidade inconsciente de mentir mesmo diante de casos extremamente banais. "Um bom exemplo é a pessoa que sai para fazer compras num dia ensolarado e, ao retornar, diz a todos que pegou uma chuva daquelas pelo caminho. Nesse tipo de caso, o mentiroso não se beneficia de sua blasfêmia. Ele mente por mentir", exemplifica um dos responsáveis pelo estudo, o psicanalista Roberto Freitas, que há mais de trinta anos  estuda o assunto.

OUTRO TIPO DE CASO BASTANTE COMUM - e também patológico - acontece quando o próprio indivíduo, levado pela compulsão de mentir continuamente, acaba por não distinguir mais a verdade da invenção. Geralmente, ele tem tanta convicção naquilo que diz, que ele próprio passa a acreditar que suas mentiras são eventos reais.

ESSES CASOS EXTREMOS MERECEM ATENÇÃO ESPECIAL e, hoje, já há tratamento voltado exclusivamente para esse tipo de transtorno, que combina terapia comportamental e medicamentosa. "Os resultados quase sempre são excelentes, mas a maior dificuldade, assim como a grande parte dos transtornos psiquiátricos, ainda é o paciente aceitar que necessidade de tratamento", afirma Fretias.

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