quinta-feira, 19 de julho de 2012

DO AMOR AO ÓDIO




Em nome do Amor: A frustração amorosa é apenas mais um dos inúmeros fatores que podem induzir alguém já psicologicamente instável a cometer um delito. Mesmo assim, "a paixão patológica pode até servir para explicar o crime, mas nunca para perdoar criminalmente quem o cometeu". 

   Dizem que o amor é um sentimento difícil de entender. Mais difícil ainda é encontrar explicação para o que alguns "apaixonados" fazem em nome do amor, como acabar destruindo violentamente a quem se ama e a si próprio.

    Os inúmeros casos de crimes ditos passionais demonstram também como a mente pode se transformar num vulcão de sentimentos devastadores quando alguém vive uma paixão patológico-obsessiva, distúrbio este já reconhecido pela psiquiatria. Mas será que o excesso de amor pode levar o indivíduo a perder completamente a razão? Ou será que a paixão é apenas um pretexto para que atitudes extremas sejam colocadas em prática?

    Segundo os psiquiatras, as duas coisas se misturam, e, quando não premeditado, o crime passional é cometido por uma pessoa que se encontra em estado de extrema emoção. A euforia pode durar até 24 horas, explicam. "O desequilíbrio é tanto, que o teor de autocrítica cai, a pessoa perde a referência e age como um animal. Os gatilhos que irão disparar essa atitude podem ser muitos, inclusive o amor".

Traçando o Perfil dos Criminosos Passionais

    As formas de cometer um crime sob o pretexto do "excesso de amor" são vastas, mas a medicina já é capaz de traçar três características comuns a essas pessoas e às situações que as envolvem. Veja:

    1º  Na maior parte das vezes nunca matou ninguém e sua conduta violenta é, principalmente, em relação a uma mulher específica. Dificilmente mata mais do que uma vez.

    2º  A receita da tragédia é relativamente simples: um homem mais velho e mais rico do que a parceira, inseguro, ciumento, possessivo, vaidoso e egoísta que se relaciona com mulher mais jovem, que não reage, mas sabe manipular os sentimentos do cônjuge.

    3º  Quando a mulher reage e decide pôr ponto final na relação, ele pede de volta objetos dados como presente. Incrédulo, pois se considera dono da mulher, tira a vida dela. Às vezes, não suporta a perda da amada e, depois do crime, comete suicídio.

    Mesmo diante desse quadro, os especialistas fazem questão de ressaltar que "a paixão patológica pode até servir para explicar o crime, mas nunca para perdoar criminalmente quem o cometeu". 

Nenhum comentário:

Postar um comentário