

SÓ NOS EUA, POR EXEMPLO, DOENÇA ATINGE 16 MILHÕES E COLOCA OUTROS 32 MILHÕES EM RISCO
Levar uma fechada de carro, mesmo que o motorista não tenha tido intenção, já suficiente para você transbordar de raiva? Já precisou se segurar para não avançar sobre a pessoa que está à sua frente na fila, que demora para usar o caixa eletrônico? E quando você vai fazer compras e o vendedor diz que não tem o que você está procurando, é preciso controle para não dar um escândalo público?
Então, cuidado. Distúrbios psiquiátricos marcados por ataques de fúria repentina podem ser uma doença muito mais comum do que se imagina. Depois de analisar inúmeros casos, psiquiatras norte-americanos batizaram esse desequilíbrio de Distúrbio da Explosão Intermitente (DEI), e se assustaram com a grande quantidade de pessoas acometidas pela doença.
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, revelou que existem mais de 16 milhões de americanos vítimas do Distúrbio da Explosão Intermitente, número bastante superior ao de paciente de esquizofrenia. Segundos os estudiosos, esses ataques de fúria oferecem riscos não só às pessoas que convivem com o doente, mas também ao próprio paciente, que em alguns casos acaba se ferindo gravemente. Lançar objetos contra a parede, danificar o próprio carro ou os móveis da casa também são eventos comuns. Em alguns casos mais graves, é possível que o portador do distúrbio machuque seriamente as pessoas que o cercam, mesmo quando em situações inusitadas, como no escritório da empresa em que trabalha. "Basta que o colega se negue a ajudá-lo numa tarefa para que a crise seja desencadeada", exemplifica um dos realizadores da pesquisa.
O que coloca todos em alerta, segundo os especialistas, é que, se apenas nos Estados Unidos há 16 milhões de portadores desse distúrbio, então, na melhor das hipóteses, haverá 32 milhões de pessoas com potencial risco de perder a vida! "Trata-se de um problema de saúde pública, pois cada uma das crises pode fazer múltiplas vítimas, inclusive o paciente", explicam.
Para que uma pessoa seja diagnosticada com o DEI, é preciso observar se a raiva despertada condiz com a situação. A principal característica da doença é desproporção entre a intensidade da ira e o evento que a produziu. Além do mais, o indivíduo nunca dá sinais de que está entrando em crise. Apenas três ou quatro episódios de ataque de fúria, durante toda a vida, já podem caracterizar o distúrbio, apesar de que a maioria dos pacientes estudados apresentou mais de 43. Mesmo assim, consultar um psiquiatra é a única forma segura de constatar a doença.
O transtorno é mais comum em homens, e o tratamento compreende o uso de antidepressivos e psicoterapia, que visa principalmente à modificação de comportamento e exercícios de controle da raiva. A idade média do primeiro ataque é de 14 anos.

E os pais, que deveriam orientar os filhos sobre os perigos desse ambiente, têm sidos os que mais os estimulam a frenquentá-los
O ditador soviético Stalin já dizia, em 1913, que para destruir a ordem de qualquer sociedade e mantê-la totalmente subordinada ao Estado deve-se, em primeiro lugar, comprar os jovens. "Compre-os e dê-lhes liberdade sem limites, até que o sentido do certo e do errado seja naturalmente invertido", aconselhava. Essa inversão de valores, segundo os especialistas, já está muito próxima de ser uma realidade. Um bom exemplo disso se vê em algumas "baladas", que, como sustentam os estudiosos, são um microcosmo dessa nova ordem comportamental, que, brevemente, deverá se estender das festas particulares à sociedade geral.
"Da última vez que saímos juntas, minha mãe conseguiu ficar com seis caras diferentes, e eu não consegui nenhum"
(C. de Oliveira, de 19 anos)
O consumo desenfreado de álcool e tantas outras drogas ilícitas nesses locais, associado ao volante, por exemplo, já é uma das principais causas de morte entre jovens de 16 a 25 anos no Brasil, cenário este que reflete a tão propagada, e ao mesmo tempo contraditória, "liberdade sem limites" defendida por Stalin. E os pais, que deveriam evitar que isso acontecesse, são, muitas vezes, os principais estimuladores da conduta imprópria dos filhos.
Nos grandes centros urbanos, já é muito comum ver adolescentes acompanhadas da mãe, em casa noturnas e até bailes funk. Juntas, mães e filhas bebem, fumam e até disputam possíveis pretendentes. É o caso da jovem C. de Oliveira, de 19 anos, que frequenta a noite paulistana acompanhada da mãe há quase um ano. "Da última vez que saímos juntas minha mãe conseguiu ficar com seis caras diferentes, e eu não consegui nenhum", diz a garota.
"A mãe que age dessa forma [agindo como adolescente também] está tirando o direito de sua filha de ter uma mãe de verdade. Isso é crime"
(Márcio Block, psicólogo)
Esse tipo de relação entre pais e filhos pode explicar, também, a liderança dos brasileiros como o povo que inicia a vida sexual mais cedo, com a primeira experiência por volta dos 14 anos, enquanto a média mundial é aos 17,5 anos. Na Europa é onde os adolescentes se inicial sexualmente mais tarde, por volta dos 17,6 anos. "A mãe que age dessa forma está tirando o direito de sua filha de ter uma mãe de verdade. Isso é crime", diz o psicólogo e psicoterapeuta Márcio Block.
LIMITES: ENTRE PAIS E FILHOS, NEM TUDO DEVE SER DISCUTIDO
Os psicólogos deixam claro que, na relação entre pais e filhos nem tudo é para ser discutido, nem tudo é para ser confessado. "A privacidade é uma necessidade de qualquer indivíduo, e com os adolescentes e as crianças não há por que ser diferente", alertam. Tal premissa é válida também para os pais que querem ter total controle sobre todos os aspectos da vida dos filhos.
Muitos pais querem saber o que eles leem, o que veem na TV, sobre o que conversam na escola, ou então ficam ligando para o filho de cinco em cinco minutos para saber onde ele está e o que está fazendo. Os psicólogos e educadores também condenam esse tipo de excesso. "Assim como é um absurdo a mãe disputar com a filha quantos homens elas conseguem 'pegar' numa balada, o contrário, a superproteção e a supervigilância, também prejudicam", dizem,
"É preciso que os pais conheçam bem os filhos, não para sufocá-los ou controlá-los impetuosamente, mas sim para ensiná-los a tomar todas aquelas decisões com autonomia, inteligência e responsabilidade". Só assim os ideais do ditador italiano não voltarão a controlar uma sociedade inteira, mesmo depois de mais de um século de sua morte.
Evento em São Paulo reúne amigos e convidados durante lançamento de livro

O livro "Flor de Jabuticaba – Poesias para alimentar a sua Vida", de Carlinda Tinôco Cis, lançado na noite do último dia 9, na Livraria Cultura, em São Paulo, já é um verdadeiro sucesso. Este é o terceiro livro da autora e, segundo ela, retrata a sua própria alma e a das pessoas em geral, tendo como principal objetivo conceder a todos uma palavra de fé e fortalecimento.
O evento contou com inúmeros convidados e personalidades da mídia, como as apresentadoras da "Rede Record" Chris Flores e Gianne Albertoni (Hoje em Dia); Roberta Piza e Thalita Oliveira (Fala Brasil); o jornalista Brito Jr. (A Fazenda); a cantora Sula Miranda; a presidente da Associação de Mulheres Cristãs (AMC), Rosana Oliveira; além das voluntárias da instituição e outros amigos da escritora.
Carlinda explicou que toda renda adquirida com a venda do livro será destinada ao projeto social Fazenda Nova Canaã, situado no município de Irecê, Estado da Bahia.
Chris Flores, que conhece de perto o trabalho realizado em Nova Canaã, diz que o livro ajudará não apenas as crianças do local, mas os leitores. "Assim como eu me inspiro todos os dias com uma poesia do livro, creio que as pessoas que comprarem não apenas estarão ajudando o projeto, mas a si próprias. A Carlinda passa uma mensagem edificante de forma simples e positiva", descreveu, durante o evento.