terça-feira, 19 de junho de 2012

"REAGINDO A ASSALTOS"


"REAGINDO A ASSALTOS"

COM A EXPANSÃO DOS SISTEMAS DE SEGURANÇA EM CARROS, CASAS E LOJAS COMERCIAIS, CRIMINOSOS ESTÃO COLOCANDO EM PRÁTICA UM "PLANO B": O ASSALTO A MÃO ARMADA



RESULTADO: SOMENTE NA CAPITAL PAULISTA, EM APENAS UM ANO HOUVE AUMENTO DE 220% NO NÚMERO DE MORTES DURANTE ASSALTOS A BANCOS

avanço de novas tecnologias voltadas à segurança, principalmente dos automóveis, como travas e sistemas antifurtos de última geração, além dos bloqueadores via satélite, têm levado os criminosos de todo o País a colocar em ação um "plano B": os assaltos a mão armada, prática que tem se estendido também a outros setores, como agências bancárias e lojas comerciais.

Somente na capital paulista, por exemplo, os assaltos à mão armada registraram aumento de 20% nos últimos dois anos.  Já os assaltos a bancos seguidos de morte, no Brasil, tiveram uma explosão no número de casos, com alta de 113% entre 2011 e 2011, segundo levantamento da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) e CNTV (Confederação Nacional dos Vigilantes). Em outras palavras, a pesquisa revela que 49 pessoas foram assassinadas em crimes envolvendo instituições financeiras, com uma média de quatro por mês.

O Estado de São Paulo lidera a lista em números absolutos de vítimas que morreram durante assaltos a bancos, com alta de 220%  entre 2010 e 2011, o que significa dizer que saltou de 5 para 16 os mortos nesse tipo de crime. Em segunda lugar está o Rio de Janeiro, com 9 mortos durante o mesmo período. Goiás (4), Paraná (4) e Rio Grande do Sul (4) surgem na sequência como os Estados com o maior número de casos.

SAIDINHA DE BANCO

Com relação ao perfil das vítimas que perderam a vida nesse tipo de crime, a principal ocorrência foi a "saidinha de banco", com 32 mortes registrada. A maioria dos casos envolveu clientes (30), seguido de vigilantes (8) e policiais (6).

CUSTOS

Trezentos milhões de reais por dia. Esse é o custo estimado da violência no Brasil, o equivalente ao orçamento anual do Fundo Nacional de Segurança Pública, e um valor superior ao envolvido na reforma da Previdência que tanto mobilizou os governos. Os dados, divulgados no início do mês, são do próprio governo federal.

Esses valores não contabilizam o sofrimento físico e psicológico das vítimas da violência brasileira, uma das mais "críticas" do mundo. Com 3% da população mundial, o Brasil concentra 9% dos homicídios cometidos em todo o planeta.

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