domingo, 24 de junho de 2012

FILHO É BOM, MAS DURA MUITO"



EM UM DE SEUS TEXTOS MAIS CONHECIDOS, O ESCRITOR MÁRIO PRATA FAZ UM ALERTA BEM-HUMORADO, MAS REALISTA, AOS CASAIS QUE JÁ TÊM OU QUEREM TER FILHO; "CUIDADO", ALERTA PRATA, "ELES VÃO CRESCER!"

O escritor e roteirista Mário Prata, em um de seus textos mais conhecidos, intitulado "Filho é Bom, Mas Dura Muito", faz um humorado - mas realista - alerta àqueles que desejam ser ou já são pai. Logo na primeira linha, Prata vai logo avisando:

"APROVEITA AGORA, PORQUE, DEPOIS QUE O SEU FILHO NASCER, VOCÊ NUNCA
MAIS VAI TER SOSSEGO NA VIDA. VOCÊ NUNCA MAIS VAI DORMIR"

E as sucessões de alertas e avisos vão se seguindo por todo o texto, passando pela fase dos "porquês", do primeiro dia na escola, das corridas frequentes ao hospital, porque o guri se recusa a parar quieto, até chegar à fase mais temida por toda a família: a adolescência!

"Aproveita agora, que ele ainda não está andando em más companhias", porque você vai ter que aturar figuras saídas sabe-se lá de onde, com cabelos, brincos e tatuagens que você jamais poderia imaginar um dia conviver".

LIMITES: ENTRE PAIS E FILHOS, NEM TUDO DEVE SER DISCUTIDO

Os psicólogos deixam claro também que, na relação entre pais e filhos nem tudo é para ser discutido, nem tudo é para ser confessado. "A privacidade é uma necessidade de qualquer indivíduo, e com os adolescentes e as crianças não há por que ser diferente", alertam. Tal premissa é válida também para os pais que querem ter total controle sobre todos os aspectos da vida dos filhos.

"A PRIVACIDADE É UMA NECESSIDADE DE
QUALQUER INDIVÍDUO, E COM AS CRIANÇAS
E OS ADOLECENTES NÃO HÁ POR QUE SER DIFERENTE"

Muitos pais querem saber o que eles leem, o que veem na TV, sobre o que conversam na escola, ou então ficam ligando para o filho de cinco em cinco minutos para saber onde ele está e o que está fazendo. Se à primeira vista o comportamento parece exemplar, saiba que psicólogos e educadores não pensam assim.

"É preciso que os pais conheçam bem os filhos, não para sufocá-los ou controlá-los impetuosamente, mas sim para ensiná-los a tomar todas aquelas decisões com autonomia, inteligência e responsabilidade".

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