
"GUERRA EM FAMÍLIA": TODOS OS ANOS MAIS DE 250 MIL PAIS E MÃES TOMAM A ATITUDE DE DENUNCIAR O FILHO À POLÍCIA POR CRIMES QUE VÃO DE AGRESSÃO FÍSICA A ROUBOS DENTRO DE CASA; NO OUTRO EXTREMO, CASOS DE FILHOS QUE DENUNCIAM OS PAIS SUPERAM 500 MIL AO ANO, SENDO A VIOLÊNCIA SEXUAL O PRINCIPAL MOTIVADOR DA DENÚNCIA
BASTA UMA RÁPIDA PESQUISA PELO PORTAL DE BUSCAS GOOGLE para ter de volta mais de 13 milhões de ocorrências relacionadas a casos de pais que resolvem denunciar o filho à polícia ou à Justiça. A pesquisa mostra também que, de modo geral, há mais ocorrências no interior do País do que nas principais capitais do Sul e Sudeste, e na maioria dos casos os pais resolvem denunciar o filho por causa do envolvimento com o tráfico de drogas (com a venda do entorpecente realizada dentro da própria casa), roubos (incluindo os contra os próprios membros da família) e agressões físicas, também contra membros da família.
SE OS RESULTADOS DA PESQUISA MOSTRADOS PELO GOOGLE PODEM SER QUESTIONADOS, já que não são oficiais, dados da Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo (SSP) mostram que os mais 13 milhões de resultados devolvidos pelo portal de buscas são perfeitamente condizentes com a realidade da família brasileira. Isso porque a Secretaria estima em mais de 250 mil o número de denúncias feitas anualmente entre membros de uma mesma família, sendo que mais de 65% são feitas pelo pai ou pela mãe, que resolvem entregar o filho.
O OUTRO LADO: FILHOS DENUNCIAM PAIS SÃO MAIS DE 500 MIL POR ANO
NO EXTREMO OPOSTO, CASOS DE FILHOS QUE DENUNCIAM OS PAIS também têm registrado alta nos últimos anos, sendo a violência sexual a queixa mais registrada pelas vítimas. Dados coletados nas principais delegacias do País e nos "disque-denúncia" mostram que a grande maioria dos denunciantes aponta o namorado, o marido, o pai ou um parente próximo como o autor da violência. Cerca de 70% das mulheres que prestam queixa dizem ter menos de 17 anos e conhecer o violentador, e em mais de 20% dos casos ele era o próprio pai ou o padrasto da vítima.
VOLUME DE DENÚNCIAS PODERIA SER MAIOR, SE BRASILEIRO CONFIASSE NA JUSTIÇA
O ÍNDICE DE INSATISFAÇÃO COM A JUSTIÇA BRASILEIRA bateu recorde histórico em 2010, quando 98% da população reprovando a atuação do judiciário. Há menos de uma década os insatisfeitos representavam 85%. Como comparação, nos Estados Unidos esse número está em torno de, no máximo, 20% desde os anos 90. Os dados são do Ibope e foram coletados a partir de pesquisa realizada entre maio e junho de 2010 em oitos capitais brasileiras e mostram porque muitas vítimas, dos mais diversos tipos de crimes, ainda optam por não denunciar o agressor.






Segundo o delegado, o acusado prestou depoimento logo após o crime, no qual disse ter esperado Suênia sair da aula na sexta-feira e pedido para conversar sobre o fim do namoro. Eles saíram de carro e, no calor da discussão, ele teria dado três tiros nela. Depois, se dirigiu até uma delegacia na periferia e entregou o corpo, dizendo-se arrependido.
Certa vez um homem pediu a Deus uma flor e uma borboleta, mas Deus lhe deu um cacto e uma lagarta triste. O homem não entendeu o porquê do seu pedido vir errado.
Uma pesquisa realizada pela Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, comprovou que dois terços dos casais que se separam no país iniciaram o divórcio a pedido das mulheres. No Brasil, a situação não é diferente. Segundo o IBGE, nos anos 2004 e 2005, em mais de 70% dos casos de separação judicial não consensual (em que não houve acordo) foram elas que tomaram a iniciativa de se separar, assim como nos pedidos de divórcio, no qual 52% foram requisitados por mulheres.
Com Marilene da Silva, de 64 anos, a situação não foi diferente. Apesar de não ter se divorciado oficialmente do marido – o hoje bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, João Batista, de 68 – , eles viveram momentos muito difíceis antes de chegar à presença de Deus.