domingo, 9 de setembro de 2012

'ELES BATEM E ELAS SE CALAM'. POR QUÊ?MEDO, AMOR OU DEPENDÊNCIA ECONÔMICA?




'ELES BATEM E ELAS SE CALAM'. POR QUÊ?MEDO, AMOR OU DEPENDÊNCIA ECONÔMICA?


Pesquisas realizadas recentemente pelo Ibope mostraram que, para 33% das mulheres, o problema que mais as preocupa é a violência do marido ou parceiro, além do medo de agressão por algum estranho, fora de casa. Mais de 50% das entrevistadas confessaram ter sofrido algum tipo de violência do companheiro ou conhecer ao menos uma mulher que já tenha sido vítima desse tipo de agressão. Outras 51% disseram ter amigas ou conhecidas que preferem não denunciar o agressor por julgar o atendimento ineficiente, por não acreditarem na justiça ou simplesmente por medo de retaliação. Esses dados vêm legitimar a ascensão do crime doméstico, e em especial contra as mulheres, verificado nos últimos anos no Brasil. No Sul e no Sudeste, os casos que chegaram às delegacias aumentaram 7% entre 2007 e 2008. Na periferia das grandes cidades, as mulheres que declararam se sentir desprotegidas e com medo dentro da própria casa passaram de 43% em 2006 para 60% em 2008. Os estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste continuam recordistas. Mais de 62% delas já declararam ter sofrido algum tipo de violência dentro de casa, e 74% confessaram não se sentir seguras também quando estão nas ruas. Apesar dos números, o Ibope e as autoridades competentes acreditam que esses valores sejam bem maiores, uma vez que apenas uma pequena parte presta queixa do companheiro. Prova disso é que três em cada quatro entrevistadas consideram que as penas aplicadas nos casos de violência contra mulher são irrelevantes e que a Justiça trata com descaso as vítimas desse crime. Quase 60% consideram os serviços de atendimento totalmente ineficazes ou muito pouco funcionais. Quando interrogadas sobre o que acham que acontecerá com a mulher logo após uma denúncia ser feita, 33% confessaram que “Quando o marido fica sabendo, ele reage e ela apanha ainda mais”; 27% responderam que não acontece nada com o agressor; 21% creem que o agressor será preso; outras 12% supõem que o agressor irá receber apenas uma multa ou será obrigado a doar uma cesta básica. Há também aquelas que acreditam ser mais seguro ficar calada e sofrendo agressões do que confiar na Justiça depois da denunciada.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Combustível para a covardia


Um estudo recém-divulgado prova, em números, o que há muito já é de conhecimento de todos, principalmente das famílias arruinadas pelo vício: o álcool estimula a violência doméstica. A pesquisa, uma tese de mestrado divulgada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), foi feita com 8 mil domicílios, em 108 cidades brasileiras, e mostrou que em metade dos casos de violência doméstica houve o consumo de bebida alcoólica pelo agressor. O estudo também provou que a gravidade das agressões é maior quando há ingestão da droga. E o cenário não deve mudar tão cedo. Segundo o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Unifesp, o álcool hoje é a droga lícita mais utilizada no Brasil, sendo que quase 80% dos brasileiros já a experimentaram alguma vez e 12,3% são considerados dependentes. Com o consumo de bebida alcoólica, os homens se acham mais valentes, usam mais armas e cometem também abusos sexuais. “O álcool diminui o senso crítico do indivíduo. Na primeira fase do consumo, a pessoa bebe para ficar com coragem. Aí, fala mais e fica descontraída. Transparece na pessoa o que ela tem de mais evidente e, no caso daquelas que são violentas, essa característica predomina”, diz o psicólogo Arilton Martins Fonseca, responsável pelo estudo. A pesquisa mostra ainda que as esposas estão entre as vítimas mais maltratadas. “Isso porque o homem quer exercer um poder e vê a companheira como posse e extensão de si. Ele chega cansado, transtornado e desconta na mulher”, avalia a psicóloga Branca Paperetti, com a experiência de quem atende cerca de 200 casos semelhantes por mês na Casa Eliane de Grammont, em São Paulo, organização dedicada a dar apoio a mulheres vítimas de violência. É justamente o caso da esteticista A.N., de 46 anos, e do empresário D. N., de 52. Casados há 18 anos, ela já sofreu agressão física e psicológica do marido, que sempre se mostrou violento quando estava sob o efeito do álcool. Na última vez, há quase 1 ano, o empresário chegou bêbado em casa, acendeu velas e ameaçou incendiar tudo. Na ocasião, ele foi expluso do lar, mas voltou arrependido. “Agora, já está quase há 1 ano sem beber. Ele se arrepende do que faz. É uma pessoa maravilhosa, muito trabalhadora. Só que sob efeito do álcool se transforma”, conta ela. Esse tipo de comportamento é bastante comum nos casos de violência doméstica. Trata-se de um ciclo formado por fases de agressão, seguidas por períodos tranquilos, quando a pessoa diz se arrepender das atitudes durante a embriaguês. “Chamamos de fase de lua de mel. Ele pede desculpas, promete que nunca mais vai espancar; a mulher acredita, perdoa e relaxa. Dias depois, ele bebe novamente, insulta a companheira, e ela acaba apanhando”, explica Branca. De acordo com ela, é importante ressaltar que a bebida alcoólica funciona como um fator que libera a violência doméstica, mas não pode ser usado como justificativa das agressões – tese com a qual o pesquisador da Unifesp concorda. “O álcool vira uma personificação. A mulher se induz a pensar que o marido bebeu, por isso, não estava em si e o desculpa mais facilmente. A crença de que o álcool é responsável pelas agressões diminui a culpa do agressor e aumenta a tolerância da vítima”, conclui Fonseca. (A.M.)

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

SE ESFORÇAR PARA FAZER O BEM




























Eles não dão dízimo nem ofertas. Excluídos pela sociedade, vivem nas ruas e superlotam o sistema penitenciário. Mas recebem da Igreja Universal o mesmo tipo de ajuda de qualquer pessoa que chega aos seus templos: solidariedade e fé Cerca de 43 milhões de brasileiros vi-vem abaixo da linha da pobreza, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas. Só na cidade do Rio de Janeiro, estima-se que aproximadamente 10 mil pessoas morem nas ruas. Já a população carcerária no País supera os 400 mil. Esses são apenas alguns dos milhares de excluídos que vivem no Brasil e muitos não têm qualquer fonte de renda nem assitência familiar. Por essa razão, são os grupos de pessoas que mais necessitam de auxílio espiritual. Conscientes disso, voluntários, pastores e bispos da Igreja Universal do Reino de Deus, se dedicam, há 32 anos, a essas pessoas nos trabalhos de evangelização. No Rio de Janeiro, são 555 agentes religiosos que atuam em 35 presídios, 11 delegacias, 72 asilos, 10 centros de recuperação de dependes químicos e 10 creches sob a coordenação do pastor Júlio Pinheiro. Outro importante lugar visitado pelos evangelistas é a Fundação Leão XII, órgão do Governo do Estado que atende moradores de rua. No estado de São Paulo, a evangelização com menores internos da Fundação Casa (antiga Febem) começou há 7 anos. Já a evangelização nos presídios atende mais de 50% das unidades prisionais. A assistência social e moral a presidiários, realizada pela IURD, acontece no País há 20 anos. No Rio de Janeiro, por exemplo, há 7 anos não acontece uma rebelião. Fato observado pelo diretor do Presídio Moniz Sodré, Gilson Nogueira. Segundo ele, a presença de evangelistas é importante para a ressocialização dos presos, já que a reintegração na sociedade se dá através de educação, trabalho e auxílio espiritual. “Os internos batizados e membros da Igreja podem se fortalecer espiritualmente através de orações, jejuns, leitura e estudo da Bíblia, além destes auxiliarem os novos convertidos e outros internos da unidade. O comportamento deles tem mudado de forma bastante satisfatória, não apenas no relacionamento entre eles, como também, com os servidores da unidade”, reconhece Nogueira. Esses trabalhos de evangelização também são realizados em todo Brasil e no exterior. Colaborou Alice MotaPeriferia Evangelistas em comunidade carente de Salvador (BA). Além da Palavra de Deus, a população é beneficiada com ações sociais São Paulo Voluntárias da Associação de Mulheres Cristãs (AMC), da IURD, oram pelas adolescentes da Fundação Casa de Parada de Taipas Minas Gerais A igreja realiza batismos nas águas nas unidades prisionais. Recentemente, a cerimônia ocorreu na Penitenciária Estevam Pinto Rio de Janeiro O trabalho evangelístico é feito em várias unidades prisionais, a exemplo do realizado na Penitenciária Moniz Sodré Paraíba Distribuição da Folha Universal para detentos que participam de orações realizadas pelo grupo de evangelização Fundação Casa O trabalho evangelístico na antiga Febem, de São Paulo, é dirigido aos menores internos e seus familiares Salvador Evangelistas levam conforto espiritual e solidariedade a moradores de rua na capital da Bahia

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

PRIMEIRA BRIGA



O que estava acontecendo com ele? Parece que mulher tem um sexto sentido, sabe quando algo não vai bem. À noite, voltamos para casa e aconteceu nossa primeira briga. Eu não consegui ficar calada. Parecia que tudo o que havia aprendido durante anos sobre como ser uma mulher sábia fôra por água abaixo.

Eu fui dormir muito nervosa, minha pressão subiu e passei mal. Para o Léo, parecia que nada tinha acontecido, tudo normal. Como podia ser normal me deixar sozinha em casa e se encontrar com a ex? Será que ele era tão infantil assim? Infantil... Minha mãe havia falado algo a esse respeito.

No dia seguinte, preparei seu café da manhã. Continuou dormindo porque eu entrava uma hora antes no trabalho – ele trabalhava em uma empresa de marketing. Estávamos no 3º ano da faculdade e Carla estudava no mesmo andar que nós. Eu trabalhava na mesma empresa da época de solteira e fazia a faculdade à noite na mesma sala que meu esposo. Saía do trabalho e ia direto para a faculdade; devido à distância, tive que comprar um carro. Já o Léo podia ir a pé, seu emprego ficava a quatro quadras da faculdade.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O FRACASSO


















O fracasso de muitos cristãos se dá por não reconhecerem imediatamente a origem das ideias, dos conselhos e pensamentos que surgem a todo instante e que normalmente são absorvidos e praticados sem que se avalie se contrariam ou não a vontade de Deus.


Muitos desconhecem o fato de que o espírito de Balaão se mantém tão vivo nos nossos dias quanto nos dias em que Israel se dirigia à Terra Prometida. E os seus conselhos sutis têm levado muita gente de Deus à corrupção espiritual e, consequentemente, à morte eterna.


Os nicolaítas eram parceiros dos discípulos de Balaão. “Nicolaíta” era uma denominação grega dos discípulos da doutrina de Balaão, que sustentava as práticas de comer coisas sacrificadas aos ídolos e da prostituição.


Talvez fique difícil para o leitor entender por que a doutrina de Balaão era aceita entre aqueles que eram tão fervorosos, mas a verdade é que os nicolaítas difundiam o pensamento de que se o corpo material é destruído com a morte física, então não tem importância a sua corrupção.


Na concepção deles, o que valia mesmo era o espírito; este, sim, é que deveria ser puro! Se avaliarmos bem a Igreja do Senhor nos dias atuais, não vamos ver tanta diferença assim, uma vez que há os que se dizem evangélicos, que até apregoam o ato sexual antes do casamento, quando a Bíblia é radicalmente contra.

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