segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Compulsão por compras


Desde pequeno, João (nome fictício), de 31 anos, fazia compras por impulso, mas o hábito virou um problema na fase adulta. "Todos os dias, comprava coisas que não precisava". Em 3 anos, ele acumulou uma dívida de R$ 40 mil que não conseguia pagar.

Há 4 anos João frequenta as reuniões dos Devedores Anônimos, grupo que reúne pessoas que têm em comum a compulsão financeira, mas ainda não está curado. "Estou em tratamento."

A especialista em consumo compulsivo do Hospital das Clínicas de São Paulo, Tatiana Filomensky, explica que a compulsão por compras (ou oniomania) pode estar ligada a fatores emocionais. "O comprador busca prazer e alívio para ansiedade, raiva e angústia." O tema foi abordado na comédia "Delírios de Consumo de Becky Bloom" (foto), em 2009: Rebecca (Isla Fisher) é uma jornalista endividada que se torna colunista de finanças e passa a fugir de credores e do passado de consumo sem limites. Na vida real, a jornalista Mara Luquet chegou a falir. No livro "Tristezas Não Pagam Dívidas" (Saraiva), ela conta como recuperou a saúde financeira.

Como pagar suas dívidas?



Ao contrário do que deveria ocorrer, as linhas de crédito estão deixando brasileiros endividados. Quase metade da população gasta mais do que recebe, aponta um levantamento do Ipea

A professora de espanhol Piedade Soares, de 30 anos, e o designer Renato Costola, de 27 anos, são casados desde 2007 e dividem os gastos de um apartamento em São Paulo. Há um ano, Costola trocou de trabalho e a renda do casal caiu para R$ 2,5 mil. Começaram a usar o cartão de crédito. Um empréstimo foi feito para pagar a dívida. O problema, agora, são as parcelas do empréstimo. A dívida foi para o cheque especial e o nome de Costola está na lista dos serviços de proteção ao crédito.

O casal faz parte das estatísticas que apontam o aumento no endividamento no País. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado em julho, mostrou que 47% dos brasileiros têm dívidas. Para 14% das famílias, o débito corresponde a mais de 5 vezes a renda mensal. A inadimplência registrou alta de 19,1% no primeiro semestre de 2012, segundo a Serasa Experian. O descontrole nos gastos e a inexperiência do consumidor contribuíram para o problema, de acordo com o assessor econômico da Serasa, Carlos Henrique de Almeida. "O crédito deve oferecer qualidade de vida, não pode ser um transtorno. O brasileiro se endividou acima da capacidade de pagamento", avalia.

Piedade e o marido estão tentando reorganizar os gastos. Ele terminou os estudos e foi promovido. Ela faz pós-graduação e passou a ganhar mais. "Anoto o dinheiro que entra e as contas a pagar. Tudo que sobra vai para a dívida", brinca Piedade, que passou a fazer uma tabela de despesas. (veja abaixo como organizar as finanças a dois).

A falta de experiência levou Yago de Souza, de apenas 19 anos, a uma dívida de mais de R$ 2 mil. Até julho de 2011, ele pagava a faculdade e fazia compras no cartão de crédito com o salário de auxiliar administrativo. "Quando fui demitido, não tinha dinheiro e continuei usando o cartão", conta. Hoje, ele voltou a trabalhar. "Vou limpar meu nome para recomeçar a vida, quero voltar a estudar."

O especialista em finanças pessoais André Massaro explica que o cartão de crédito não é o vilão da história. "O segredo do equilíbrio financeiro é gastar menos do que você ganha", afirma. Ele lembra que o cartão é uma boa forma de pagamento, mas pode dar a falsa sensação de que o usuário tem sempre dinheiro disponível. "A pessoa esquece de somar os gastos. É importante separar o valor da renda que pode ser usado com o crédito", ensina Massaro. Segundo Almeida, da Serasa, é bom não comprometer mais de 30% da renda com dívidas. Ou seja, quem ganha R$ 622 por mês pode usar, no máximo, R$ 186 em compras parceladas. Mesmo assim, cada pessoa deve analisar suas necessidades.

A recepcionista Lusinete Natividade, de 45 anos, aprendeu a lição. Há 20 anos, ela chegou a dever para duas operadoras de cartões. "Não sabia como funcionavam os juros", conta. Ela tomou uma atitude radical e ficou 10 anos sem usar cartão. "Sofri para me acostumar, mas fiz uma reeducação."

André Massaro destaca a importância de mudar os hábitos de consumo. "Não adianta pagar a dívida e continuar gastando como antes", diz. O professor universitário Ricardo Matheus, de 24 anos, sabe como usar as vantagens oferecidas pelo cartão de crédito. Ele tem três cartões que oferecem pontos para serem trocados por benefícios. "Vou viajar de graça para Nova York em outubro", diz ele, que já ganhou ingressos para filmes e shows.

Perspectivas

Apesar da inadimplência alta atualmente, o número não deve crescer nos próximos meses. Um indicador da Serasa Experian mostrou que, após subidas constantes, a inadimplência deve se estabilizar e começar a cair neste semestre. "O consumidor vai renegociar dívidas e priorizar os pagamentos atrasados", explica Almeida.

Já uma pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), apontou redução no nível de comprometimento da renda com dívidas. Segundo o estudo, apesar do aumento de 6,39% no número de famílias endividadas entre 2010 e 2011, a renda também cresceu 11,7%. Ou seja, o brasileiro conseguiu gastar um pouco mais, sem comprometer uma parte maior da renda.

A auxiliar administrativo Marisa Justino, de 48 anos, fazia compras em uma loja quando acabou adquirindo o cartão do estabelecimento, após insistência da vendedora. Ela parcelou a conta e, um mês depois, descobriu que a primeira fatura cobrava serviços que custavam mais de R$ 30. Marisa reclamou: "O responsável disse que o valor era referente a um seguro e, como eu havia assinado o contrato, teria de pagar". A supervisora de assuntos financeiros do Procon de São Paulo, Renata Reis, alerta que o consumidor deve evitar a contratação de serviços por impulso. "Nunca assine um documento na hora, peça o contrato, analise e volte outro dia", ensina.

Das reclamações recebidas pelo Procon-SP no segundo semestre de 2011, 67% estavam ligadas a cobranças indevidas e a contratos de cartões. Renata fala sobre a importância de conferir o valor da fatura antes do vencimento. Em último caso, um dos órgãos de defesa do consumidor deve ser acionado. O envio de cartões sem solicitação também é ilegal. "Exija o cancelamento", aconselha.

A Defensoria Pública de cada Estado também pode solucionar problemas com cartões e empréstimos. O defensor público Horário Xavier, de São Paulo, informa que os cidadãos devem ter em mãos todos os documentos relacionados a débitos no ato da queixa. "O contrato é analisado e, se houver cobrança de taxas ou juros abusivos, nós entramos com ação judicial."

Parceria organizada


Muitos casais levam meses organizando festa de casamento, chá de cozinha e lua de mel. Poucos, no entanto, reservam um tempo para discutir as finanças do novo lar. Marcos Silvestre, educador financeiro e autor do best-seller "12 Meses para Enriquecer" (Ed. Lua de Papel), lembra que os parceiros devem fazer juntos o planejamento do dinheiro. "Eles precisam traçar um orçamento de comum acordo, detalhando as principais despesas", ensina.

O escritor recomenda que os gastos conjuntos, como aluguel e conta de luz, sejam pagos pelos dois, mas de forma proporcional ao salário de cada um. (veja exemplo acima) "O mais importante é buscar equilíbrio e harmonia duradouros, assim nenhum dos parceiros será onerado além do que pode suportar." Gastos individuais, como cabeleireiro e roupas, podem ser pagos separadamente, diz Silvestre.

Ele aconselha que o casal tenha uma conta conjunta para que cada um deposite sua parte para as despesas. O parceiro mais organizado assume a responsabilidade de fazer pagamentos, conferir extratos e guardar todos os documentos. "O ideal é que o casal converse uma vez por mês sobre a vida financeira e as possíveis mudanças no orçamento."

Compulsão por compras

Desde pequeno, João (nome fictício), de 31 anos, fazia compras por impulso, mas o hábito virou um problema na fase adulta. "Todos os dias, comprava coisas que não precisava". Em 3 anos, ele acumulou uma dívida de R$ 40 mil que não conseguia pagar.

Há 4 anos João frequenta as reuniões dos Devedores Anônimos, grupo que reúne pessoas que têm em comum a compulsão financeira, mas ainda não está curado. "Estou em tratamento."

A especialista em consumo compulsivo do Hospital das Clínicas de São Paulo, Tatiana Filomensky, explica que a compulsão por compras (ou oniomania) pode estar ligada a fatores emocionais. "O comprador busca prazer e alívio para ansiedade, raiva e angústia." O tema foi abordado na comédia "Delírios de Consumo de Becky Bloom" (foto), em 2009: Rebecca (Isla Fisher) é uma jornalista endividada que se torna colunista de finanças e passa a fugir de credores e do passado de consumo sem limites. Na vida real, a jornalista Mara Luquet chegou a falir. No livro "Tristezas Não Pagam Dívidas" (Saraiva), ela conta como recuperou a saúde financeira.

sábado, 4 de agosto de 2012

AS MULHERES SÃO DE GRANDE IMPORTÂNCIA NA FAMÍLIA E NA OBRA DE DEUS

Voluntárias realizam ação em salões de beleza e distribuem o livro “A Mulher V”



Recentemente, as voluntárias do Grupo Godllywood, do qual fazem parte membros dos grupos A Mulher V, Pré-Sisterhood e Sisterhood, adquiriram exemplares do livro "A Mulher V", da escritora Cristiane Cardoso, e distribuíram em salões de beleza. A ação ocorreu em vários Estados e agradou as mulheres, que foram presenteadas em meio a um momento de descontração e embelezamento. As voluntárias garantem que foram muito bem recebidas durante a ação e que pretendem realizar outro evento em breve.







sexta-feira, 3 de agosto de 2012

"TRIPLICA O NÚMERO DE MULHERES ALCOÓLATRAS",




EM MENOS DE DUAS DÉCADAS, AVANÇO DO ALCOOLISMO ENTRE MULHERES MAIS DO QUE TRIPLICA, PASSANDO DE 10% PARA 33%; AUMENTO É MAIS SIGNIFICATIVO ENTRE AS JOVENS DE 14 A 17 ANOS


UM TERÇO DOS BEBEDORES COMPULSIVOS de todo o mundo é do sexo feminino. No Brasil, dos anos 90 até agora , a participação das mulheres entre a população alcoólatra mais do que triplicou, passando de 10% para 33%. Na faixa entre 14 e 17 anos, 6% das meninas e 10% dos meninos foram classificados como consumidores compulsivos de álcool, o que equivale a cinco doses ou mais ingeridas no mínimo uma vez por semana. Os que bebem cinco doses ou mais de uma a três vezes por mês (ocasionais) são 16% dos garotos e 14% das garotas.

PELO MENOS EM 14 ESTADOS DA FEDERAÇÃO, A PESQUISA MOSTROU que essas jovens começaram a consumir  álcool antes dos 15 anos, em casa e por influência dos pais. É também em casa onde elas experimentam pela primeira vez outras substâncias nocivas, como os derivados do tabaco.

OS DADOS SÃO O RESULTADO DE UM ESTUDO ELABORADO PELA  Secretaria Nacional Antidrogas em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - batizada de 1º Levantamento Nacional sobre os Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira. A pesquisa revelou, também, que o consumo de tabaco e seus derivados, a exemplo do que vem ocorrendo com o álcool, tem crescido mais entre a população feminina.

SEGUNDO EXPLICAM OS PESQUISADORES DA UNIFESP, na concepção dos jovens, incluindo as mulheres, o álcool não é problema, uma vez que é culturalmente aceito e até estimulado o seu uso, assim como o cigarro. "Para eles, bebida e cigarro não trazem danos graves", dizem.

MULHERES SÃO MAIS SENSÍVEIS AOS EFEITOS DO ÁLCOOL

AS MULHERES TÊM MAIS UM MOTIVO PARA SE PREOCUPAREM com o avanço do vício entre o sexo feminino, isso porque ele é biologicamente menos tolerante ao álcool.  Conforme explica o médico Drauzio Varella, se forem administradas para dois indivíduos de sexos opostos a mesma dose de álcool, ajustada de acordo com o peso corpóreo, a mulher apresentará níveis alcoólicos mais elevados no sangue. Isso se explica pela maior proporção de tecido gorduroso no corpo das mulheres e por variações na absorção de álcool no decorrer do ciclo menstrual. "Por essas razões, as mulheres ficam embriagadas com doses mais baixas e progridem mais rapidamente para o alcoolismo crônico e suas complicações médicas", diz Varella.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

GRADUADOS EM DROGAS





Em decorrência desse quadro, a Senad alerta que 22% dos alunos de universidades brasileiras estão sob risco de desenvolver dependência de álcool e outros 8% estão sob risco de desenvolver dependência de maconha ou outra droga ilícita.


Graduados em Drogas

            Metade dos universitários brasileiros já experimentou algum tipo de droga ilícita pelo menos uma vez na vida, segundo relatório do governo federal sobre o consumo de drogas, álcool e tabaco entre alunos de universidades brasileiras. Entre os menores de 18 anos, 80% já consumiram algum tipo de droga lícita, como o álcool ou o cigarro.
            A pesquisa foi realizada pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) e ouviu 18 mil jovens matriculados no ano letivo de 2009 em 100 instituições de Ensino Superior, nas 27 capitais brasileiras.
            O estudo constatou também que 36% dos estudantes ouvidos já beberam em excesso  ( cerca de cinco doses ou mais dentro de duas horas para homens e quatro doses ou mais no mesmo período para mulheres) no último ano e 25%, nos 30 dias anteriores à pesquisa.
            Nos últimos doze meses, 40% dos universitários confessaram ter usado duas ou mais drogas e 43% confessaram o uso múltiplo e simultâneo de drogas em algum momento da vida. Para 47,8% , o motivo é "porque gostavam".
            Em decorrência desse quadro, a Senad alerta que 22% dos alunos de universidades brasileiras estão sob risco de desenvolver dependência de álcool e outros 8% estão sob risco de desenvolver dependência de maconha ou outra droga ilícita.
            De modo geral, o consumo de drogas no Brasil tem aumentado ano a ano e, hoje, o País se tornou  o segundo maior consumidor de drogas do planeta, de acordo com relatórios divulgados pela ONU.    
Prova disso é que, em 2002, aproximadamente 200 quilos da droga foram apreendidos no Brasil. Em 2007, foram 578 quilos apreendidos. O montante equivale a 81,7% do crack apreendido em toda a América do Sul.

terça-feira, 31 de julho de 2012

ACREDITE SE QUISER. LEIA ESTE JORNAL E DEPOIS ME DIGA O RESULTADO.


Esta dinâmica é feita nas Unidades da Fundação Casa de São Paulo, com a orientação dos técnicos da Fundação Casa e Obreiros da IURD.

Pastor Geraldo Vilhena (Coordenador de evangelização em Unidades da Fundação Casa de São Paulo)


IURD NA FUNDAÇÃO CASA PERGUNTA:Qual a importância da Folha Universal nesta dinâmica?
Pastor Geraldo Vilhena responde: A Folha Universal é rica em diversas informações que edifica os jovens internos e famílias na parte espiritual e social.
IURD NA FUNDAÇÃO CASA PERGUNTA: Por que edifica na área espiritual?
Pastor Geraldo Vilhena responde: Por que os jovens tem informações de varias mensagens dos Bispos e pastores e também aos testemunhos de transformação de vida.
IURD NA FUNDAÇÃO CASA PERGUNTA: Com esta dinâmica senhor tem observado mudanças ?
Pastor Geraldo Vilhena responde: Sim                                                                depois da implantação deste projeto os jovens internos tiveram mais interesse pela leitura.  Tendo como conseqüência um grande crescimento espiritual e educacional  na vida dos jovens na Fundação Casa.

É usado como fonte a FOLHA UNIVERSAL.















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