quarta-feira, 9 de maio de 2012

RELAÇÕES PERIGOSAS



VIOLÊNCIA DO MARIDO OU COMPANHEIRO É O PROBLEMA QUE MAIS PREOCUPA AS BRASILEIRAS


NOS ESTADOS DO NORTE E NORDESTE A SITUAÇÃO É AINDA PIOR, LÁ MAIS DA METADE DAS MULHERES JÁ SOFREU ALGUM TIPO DE ABUSO E QUASE 80% NÃO SE SENTEM SEGURAS NAS RUAS, NEM DENTRO DE CASA

Dados divulgados no final da semana passada pela Agência Estado mostram que a violência doméstica ainda é um dos crimes mais temidos pela mulheres e que, diferentemente do que se imagina, esse tipo de violência não está mais restrito às regiões periféricas das grande cidades. Hoje ele atinge de forma praticamente uniforme todas as classes sociais. Os números comprovam esse cenário: em todo o País, para 33% das mulheres o problema que mais as preocupa é a violência do marido ou parceiro, além do medo de agressão por algum estranho, fora de casa.

Mais de 50% das entrevistadas confessaram ter sofrido algum tipo de violência do companheiro ou conhecer ao menos uma mulher que já tenha sido vítima desse tipo de agressão. Outras 51% disseram ter amigas ou conhecidas que preferem não denunciar o agressor por julgar o atendimento ineficiente, por não acreditarem na justiça ou simplesmente por medo de retaliação.

NORTE E NORDESTE LIDERAM VIOLÊNCIA

Esses dados vêm legitimar a ascensão do crime doméstico, e em especial contra as mulheres, verificado nos últimos anos no Brasil. No Sul e  no Sudeste, os casos que chegaram às delegacias aumentaram 9% entre 2007 e 2011. Na periferia das grandes cidades, as mulheres que declararam se sentir desprotegidas e com medo dentro da própria casa passaram de 43% em 2006 para 68% em 2011. Os estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste continuam recordistas. Mais de 62% das moradoras dessas regiões já  declararam ter sofrido algum tipo de violência dentro de casa, e 74% confessaram não se sentir seguras também quando estão nas ruas.

Apesar dos números, o Ibope e as autoridades competentes acreditam que esses valores sejam bem maiores, uma vez que apenas uma pequena parte presta queixa do companheiro. Prova disso é que três em cada quatro entrevistadas consideram que as penas aplicadas nos casos de violência contra mulher são irrelevantes e que a Justiça trata com descaso as vítimas desse crime. Quase 60% consideram os serviços de atendimento totalmente ineficazes ou muito pouco funcionais.

MEDO DE APANHAR
Quando interrogadas sobre o que acham que acontecerá com a mulher logo após uma denúncia, 33% confessaram que "quando o marido fica sabendo, ele reage e ela apanha ainda mais"; 27% responderam que não acontece nada com o agressor; 21% creem que o agressor será preso; outras 12% supõem que o agressor irá receber apenas uma multa ou será obrigado a doar uma cesta básica. Há também aquelas que acreditam ser mais seguro ficar calada e sofrendo agressões do que confiar na Justiça depois da denunciada.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

"VOCÊ NÃO VALE NADA, MAS EU GOSTO DE VOCÊ"


BRASILEIROS ESTÃO MAIS FIEIS, MOSTRA PESQUISA; APENAS 20% DELES ADMITEM TER UM OU MAIS RELACIONAMENTOS EXTRACONJUGAIS, CONTRA 65% DOS NORTE-AMERICANOS


QUANDO ANALISADAS APENAS AS MULHERES, A SITUAÇÃO SE INVERTE; ELAS ESTÃO TRAINDO MAIS, TANTO NO BRASIL QUANTO NO RESTANTE DO MUNDO OCIDENTAL

Uma recente pesquisa dirigida por uma das mais conhecidas especialistas em separações conjugais dos Estados Unidos, Emily Brown, diretora do Key Bridge Therapy and Mediation Center em Arlington, mostrou que cerca de 60% das americanas têm um ou mais relacionamentos extraconjugais. Praticamente o mesmo cenário se repete entre os homens: aproximadamente 65% relatam manter algum tipo de relação afetiva fora do casamento.

No Brasil, ao contrário do que se imagina, os casos de traição conjugal vêm diminuindo nos últimos anos. Segundo o psiquiatra Gley Costa, a infidelidade dos brasileiros é mais comum em momentos em que os casais passam por momentos que ele chama de "desajustes" ou "crises", diferentemente dos americanos, que traem mesmo quando tudo parece estar bem. Apenas 20% dos 4.500 brasileiros ouvidos, incluindo homens e mulheres, confessaram manter relações extraconjugais mesmo quando o casamento não está em crise.

TRAIÇÃO FEMININA EM ALTA

Apesar de as pesquisas mostrarem que os brasileiros são mais fiéis que os americanos,  Gley Costa, por meio de uma pesquisa desenvolvida em parceria com o Projeto Sexualidade da Universidade de São Paulo (Prosex), que ouviu 3 mil pessoas em vários estados brasileiros, concluiu que, apesar da queda geral de traições, quando analisado apenas o comportamento feminino a situação se inverte: elas estão traindo mais. Atualmente, elas representam cerca de 52% dos integrantes dos declarados infiéis.

DESCOBERTAS E REAÇÕES

Ainda de acordo com Costa, a reação ao descobrir que se está sendo traído pouco mudou ao longo dos anos. "O homem se sente envergonhado e tem sua masculinidade diretamente atingida e até diminuída, enquanto as mulheres partem para a briga e questionam sua capacidade de amar", explica.

Com relação ao perdão, elas continuam sendo mais toleráveis. Aproximadamente 70% delas disseram que perdoariam o parceiro por traição, contra apenas cerca de 30% deles. Além da tolerância maior à infidelidade, a pesquisa mostrou que elas também são mais habilidosas na hora de esconder que têm outra pessoa. "Os homens são bem menos cuidadosos, talvez por questões culturais. Eles são ensinados desde crianças que é homem trai mesmo, e até que é ‘qualidade’ agir assim", diz Costa

CIÚMES

Quando o assunto é o ciúme, no entanto, o quadro se inverte. As mulheres não conseguem esconder o que estão sentindo. "O ciúme é sempre mais evidente nelas, ao contrário dos homens, que conseguem administrar bem melhor essa emoção", diz Costa. Com relação a qual sexo é mais atingido pelo ciúme, as pesquisas mostram que homens e mulheres são atingidos por ele quase que na mesma proporção.

sábado, 5 de maio de 2012

DISPUTA POR AMOR

"A DISPUTA POR UM AMOR É, ANTES DE TUDO, UMA DISPUTA ENTRE RAZÃO E EMOÇÃO", DIZ JEFF LOWER, PESQUISADOR DO LOVEHURTS


QUESTIONADO SOBRE A QUAL DOS SENTIMENTOS DEVE-SE DAR OUVIDO, LOWER É CATEGÓRICO: "NÃO EXISTE UMA RESPOSTA LÓGICA, NÃO ESTAMOS TRATANDO DE UMA CIÊNCIA EXATA"

Quem nunca disputou um grande amor, mesmo que a disputa fosse vã e o amor, platônico? Quem nunca lutou com todas as forças, competiu contra outros e contra a si mesmo e sofreu solitariamente? Quem nunca se deixou levar por um relacionamento absolutamente impossível e infrutífero? Nessas horas, o senso comum diz que o amor é cego, e que a pessoa apaixonada perde por completo a razão. Mas será que, por mais conflituosa que possa parecer a circunstância, não resta outro caminho que não seja o da frustração de um sonho impossível? Afinal, a quem dar ouvidos? À razão ou à emoção?

"O SER HUMANO É UM ABISMO DE SURPRESAS"
(Jeff Lower, pesquisador do Lovehurts)

Segundo pesquisadores ingleses do Instituto Lovehurts, especializado em relações humanas, emoção e razão são dois conceitos complementares e que, portanto, não devem ser administrados ou sentidos de forma individualizada, apesar de algumas pessoas deixarem mais à mostra um lado do que outro, o que, de acordo com os estudiosos, está longe de ser uma qualidade. "A emoção pede a você que se entregue a um amor descabido. Mas aí vem a lógica e lhe avisa que agir assim não será bom, e ouvi-la pode evitar o sofrimento", aconselha Jeff Lower, do Loverhurts.

"QUEM SE ATREVE A EXPLICAR O QUE NEM A LÓGICA, NEM O AMOR EXPLICA?"
(Jeff Lower)

Lower explica que o binômio razão/emoção deve funcionar de modo parecido com o empregado na hora de atravessar uma rua movimentada. Se você está com pressa, a emoção pede que se atravesse no meio dos carros, a fim de atingir o outro lado da rua o mais rápido possível, afinal, essa é a primeira e mais instigante vontade que surge. Ao mesmo tempo, a razão entra em ação. E é partir dela que iremos calcular a velocidade desenvolvida pelos carros e pelo própria pedestre, para saber se a travessia será segura ou trará prejuízos à integridade física. Só a partir da ponderação dessas duas análises é que a decisão será tomada.

"O AMOR PODE SURPREENDER, MESMO QUANDO NÃO ADMINISTRADO SOB OS CONSELHOS DA LÓGICA"
(Jeff Lower)

"Com o coração acontece a mesma coisa", explica o pesquisador. "É preciso avaliar os riscos, pois nem sempre atravessar a rua das emoções é garantia de chegar ao outro lado a salvo. Mas como o amor tem razões que a própria razão desconhece, não raro ele pode surpreender mesmo quando não é administrado sob os conselhos da lógica".

"QUEM NUNCA DISPUTOU UM AMOR,
MESMO QUE A DISPUTA
FOSSE VÃ E O AMOR, PLATÔNICO?"

Interrogado sobre como explicar os casos em que a pessoa agiu exclusivamente pela emoção e teve êxito, Lowe diz que, às vezes, é preciso deixar a filosofia e a lógica de lado. "Não estamos tratando de uma ciência exata. O ser humano é um abismo de surpresas. Quem se atreve a explicar o que nem a lógica, nem o amor explica?", indaga.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Como vencer a ansiedade?

A definição de ansiedade no dicionário Michaelis é uma atitude que alterna medo e esperança. A pessoa fica entre dois pensamentos, sem saber ao certo o que fazer. A psicóloga Cátia Lima Rodrigues explica como surge tal sentimento. "Quando temos temores subjetivos, como de ficarmos sozinhos, de sofrermos ou do futuro, desenvolvemos a ansiedade como mecanismo de defesa."


Porém, conforme o tempo passa, a ansiedade torna-se mais intensa, até o ponto em que essas dúvidas e desejos a respeito do futuro acabam levando a pessoa a fazer escolhas erradas, especialmente na vida sentimental. Mas há uma forma de superar a ansiedade reconhecendo a pessoa certa? Cátia esclarece que para encontrar "a pessoa certa", é preciso primeiro ser essa pessoa.


"A pessoa certa é aquela que cuida de si, que promove a confiança e o amor como virtudes pessoais, que se desenvolve a fim de lidar com a inconstância própria da vida, sem buscar segurança externa a si, nas coisas ou nos outros", pontua.


Felicidade depois dos 30


A jornalista Ana Paula Ladeira, de 35 anos, travou uma grande batalha contra a ansiedade na espera por seu amado, Flávio Ladeira, de 31 anos. Casados há cerca de 5 meses, ela conta que até então havia confiado e esperado em Deus. "Passei a buscar pela minha vida sentimental aos 21 anos. De lá até aqui, enfrentei perseguições e gozações de familiares e pessoas próximas, além de ver todas as minhas amigas casarem", relata.


Paula teve apenas um namorado antes de se relacionar com o marido e, como explica, a relação não era o que esperava. "Aos 27 anos, tive meu primeiro namorado, mas foi uma decepção. Então, passei a fazer a Terapia do Amor (reunião especial que acontece nos Cenáculos do Espírito Santo em prol da vida sentimental) sem faltar, a fim de encontrar a minha bênção. Perseverei até o fim", lembra.


Hoje, a jornalista se diz feliz e realizada. "O meu esposo é tudo o que sempre pedi a Deus. Todos os sacrifícios e renúncias que tive de fazer valeram a pena. Venci a ansiedade, a tristeza, as dúvidas e perseguições. Deus não me desamparou e eu, em momento algum, deixei de confiar n’Ele. Quando confiamos em Deus, Ele faz muito mais do que pedimos ou esperamos", afirma.

A proteção nas mãos delas

SUS inicia distribuição de 20 milhões de camisinhas femininas para grupo de mulheres vulneráveis
Em tempos modernos, as mulheres adquiriram muitos direitos sobre o próprio corpo. A maior representação disso foi a chegada da primeira pílula anticoncepcional no mercado, em meados da década de 1960, que permitiu que elas assumissem o controle do planejamento familiar.


Hoje, a camisinha feminina é um dos únicos métodos que confere independência total às mulheres que não conseguem negociar o uso do preservativo com o parceiro e, principalmente, para as que sofrem algum tipo de violência doméstica ou sexual.


Com esse objetivo, o governo federal começa a distribuir agora em maio o primeiro lote de 20 milhões de preservativos femininos. A distribuição não é geral e foca justamente as mulheres mais vulneráveis. Além das já citadas, profissionais do sexo, as que vivem ou convivem com o vírus da aids, usuárias de drogas, as que têm algum tipo de doença sexualmente transmissível e as de baixa renda também poderão retirar gratuitamente o preservativo na rede pública.


"É para isso que ela serve, para colocar nas mãos das mulheres a capacidade de se proteger", destaca a médica Carolina Ambrogini, que é ginecologista, obstetra e sexóloga.


Com relação à proteção, os benefícios da camisinha feminina são os mesmos da masculina: protege contra o HIV, outras infecções sexualmente transmissíveis e do vírus da hepatite, além de evitar uma gravidez indesejada. "A diferença é que ela é introduzida pela mulher no canal vaginal", explica Carolina. Segundo a ginecologista, diferentemente do masculino, o preservativo feminino pode ser colocado até 8 horas antes da relação sexual. "É muito simples e rápido. Existem vários vídeos na internet que ensinam a usar. A colocação é igual a do absorvente íntimo. A camisinha não sai durante a relação e não causa desconforto", completa.


Apesar das afirmações da médica, a camisinha feminina ainda é envolta em preconceitos. ‘É feia’, ‘é grande’, ‘incomoda’, ‘é difícil de colocar’ são algumas das reclamações mais comuns entre as mulheres, mesmo entre as que nunca utilizaram o preservativo feminino. "A melhor maneira de lidar com o preconceito é se informando, buscando relatos de quem já usou. É importante as mulheres pensarem antes na própria proteção, em se cuidar", pontua Carolina.

"QUANDO CASAR, SARA"


"APOSTAR TODAS AS FICHAS NA VIDA AFETIVA EM BUSCA DA REALIZAÇÃO PESSOAL PLENA É UM ERRO COMUM, É COMO TERCEIRIZAR A PRÓPRIA FELICIDADE", DIZ PESQUISADORA DA CAMBRIDGE


"Quando se inicia um relacionamento, assina-se uma espécie de contrato com a outra pessoa e conosco mesmos. Nesse contrato existe uma cláusula que diz que você pode ou não ser muito feliz", que o sonho pode ou não dar certo." É desta forma que Ligia Clarck, psicóloga da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, define os relacionamentos entre homem e mulher. Segundo ela, por tudo isso, é importante não terceirizar a felicidade  própria depositando todas as expectativas no ser amado. "Agir assim é pedir para o relacionamento não dar certo", diz.

Quase todo o mundo, no entanto, age levado pelo  impulso momentâneo, quando o assunto é o coração, e deposita todas as fichas no próximo, situação  que aumenta consideravelmente as possibilidades de frustração. "Daí não vale colocar a culpa toda no outro por sua infelicidade. Será que você não terceirizou sua felicidade? Será que você pode fazer alguém feliz se não se sente assim?  Pense bem, ninguém podem dividir aquilo que não tem", aconselha Ligia Clark

Refletindo sobre tais conselhos,  fica evidente que o problema nem sempre está só no outro. "Às vezes, por pior e mais difícil que seja, devemos olhar primeiro para nós mesmos. Agir assim não é egocentrismo. Longe disso, é respeitar a si mesmo e aos outros", continua a pesquisadora, que alerta também para o fato de ser preciso sempre reavaliar as próprias atitudes, parar e pensar antes de agir e, acima de tudo, aprender a ser feliz. Como? "Amando-se muito", completa.  "Só amando primeiro a você mesmo é que você poderá deixar alguém te amar. Só assim, ensina a psicóloga, é possível entregar a vida a outra pessoa e viver em função do amor. “Do contrário, nada feito. É frustração na certa", finaliza.

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