sexta-feira, 6 de abril de 2012

AS INFIÉIS



INFIDELIDADE FEMININA EM ALTA: EM APENAS UMA DÉCADA, NÚMERO DE MULHERES QUE CONFESSARAM JÁ TER TRAÍDO AO MENOS UMA VEZ NA VIDA QUASE DOBROU

DIFERENTEMENTE DOS HOMENS, ELAS PULAM A CERCA PARA SE VINGAR DE UMA TRAIÇÃO E, COM ISSO, "PROVOCAR CIÚME NO MARIDO OU NAMORADO"

Em apenas uma década, o número de mulheres que confessaram já ter traído o parceiro ao menos uma vez quase dobrou, mostrou uma pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc e que virou matéria de capa da revista IstoÉ, de 18 de maio deste ano. O estudo ouviu 2.365 brasileiras e mostrou que 12% delas admitiram ter pulado a cerca pelo menos uma vez na vida. Dez anos atrás, apenas 7% confessaram já ter traído.


VINGANÇA

Mais surpreendente que os números são os motivos que levam as mulheres a trair: a vingança. Uma em cada três mulheres entrevistadas, o equivalente a 35%, disse que só procurou outro homem porque descobriu que havia sido traída. Pagando na mesma moeda, a intenção delas seria provocar ciúme no companheiro.


CARÊNCIA

Depois da vingança é a carência afetiva que aparece como principal justificativa para a traição. Vinte e seis por cento das mulheres ouvidas pela Fundação Perseu Abramo disseram que foram infiéis porque não se sentiam amadas nem desejadas pelo namorado ou marido da forma como gostariam.


INSATISFAÇÃO SEXUAL

Em terceiro lugar está a insatisfação sexual, citada por 14% das mulheres ouvidas pela fundação. Diferentemente do que acontece com os homens, de forma geral elas se dizem mais satisfeitas sexualmente que eles, mas se sentem rejeitadas sexualmente quando passam por uma gravidez ou no período pós-gestação.

OUTRAS CAUSAS

Na lanterna das justificativas para a infidelidade estão a necessidade de elevar a autoestima, citada por 22% delas, a atração física por outra pessoa (11%) e não amar mais o marido ou namorado (9%). Com os homens a situação é bastante diferente: 65% dos que confessaram uma traição disseram ter sido movidos pelo desejo físico e sexual e que "o sexo pode existir desvinculado do amor".

quinta-feira, 5 de abril de 2012

No flagra!

Cada vez mais presentes na vida dos brasileiros, redes sociais contribuem para a busca de provas de infidelidade entre casais na Justiça


Hoje dificilmente alguém vive completamente fora do mundo digital. Somente no Brasil, mais de 87% dos internautas fazem parte de algum tipo de site de relacionamento, segundo levantamento recente do eMarketer, portal especializado em inteligência digital. O impacto da popularização das redes sociais, o acesso livre às câmeras e smartphones já pode ser sentido nas famílias. Cada vez mais essas tecnologias têm papel fundamental na separação de casais. A Associação de Advogados Matrimoniais dos Estados Unidos estima que publicações no Facebook já correspondam a 20% das provas apresentadas por cônjuges na hora do divórcio.


Na opinião de Álvaro Villaça Azevedo, professor de direito civil da Universidade de São Paulo (USP) e diretor da Faculdade de Direito da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), a comunicação pela internet tem aumentado atos de deslealdade e quebra de fidelidade entre cônjuges – recentemente impulsionados por redes sociais e ferramentas de bate-papo. "Pela internet muitas injúrias se cometem, o que enfraquece a convivência familiar em geral. Em particular, as redes sociais têm contribuído para o aumento dos divórcios, facilitando a infidelidade e a deslealdade entre o casal", afirma.


Para a psicóloga Ana Luiza Mano, integrante do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC-SP (NPPI), o fácil acesso e o excesso de possibilidades contribuem para o comportamento inadequado de pessoas casadas ou compromissadas. "Na rede social você pode criar uma fantasia em cima da foto e do perfil, até tomar coragem para falar com o pretendente. E se você manda uma mensagem e a pessoa não responde, já percebe que não está interessada. É muito mais fácil do que fazer isso pessoalmente", afirma. Segundo Ana Luiza, o mau comportamento dos usuários comprometidos é o grande porém das redes sociais.


A advogada Regina Beatriz Tavares da Silva, presidente da Comissão de Direito de Família do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp), lembra que antes das redes sociais era muito difícil conseguir provas de infidelidade e afirma que muita coisa mudou. "Em meu escritório posso dizer que em cerca de 30% dos processos temos provas oriundas das redes sociais", destaca. Apesar do crescimento, Regina pondera a afirmação de que a internet e os sites de relacionamento incentivam a infidelidade. "O que antes, muito antes de meios de comunicação mais modernos, já ocorria, continua a ocorrer. Se antes o pombo correio levava a mensagem do cônjuge adúltero ao seu cúmplice, hoje o e-mail faz esse papel", afirma.


Fundado em 2004, o Facebook, considerada hoje a principal rede social do mundo, conta com mais de 1 bilhão de usuários. Destes, 37 milhões são de brasileiros. Somente em 2011, a quantidade de brasileiros na rede cresceu 298,5%. O país fica na quarta colocação em número de usuários, perdendo para os Estados Unidos, que possui 157 milhões de internautas, Indonésia, com 41,7 milhões, e Índia, com 41,3 milhões. Todos esses números levam em consideração apenas a rede criada por Mark Zuckerberg.


Paulo Lins e Silva, advogado de família e diretor internacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), destaca que, embora não seja tão comum entre os brasileiros, quem busca ressarcimento por danos morais ou materiais contra a ex-esposa ou marido encontrou nas redes sociais da internet as provas necessárias para isso. "Muito embora no direito de família atual brasileiro não tenhamos mais a ‘culpa’ como motivação para a decretação do divórcio, nessas mídias se obtêm o enfraquecimento do vínculo afetivo conjugal, motivando o estímulo das partes para o divórcio", aponta.


Traição na rede


O site norte-americano Facebookcheating.com reúne histórias de internautas que foram traídos e descobriram a infidelidade de seus parceiros através da rede social. Um dos usuários, sem identificação, conta que quando voltou de viagem percebeu que a mulher estava fria e distante. Nesse dia, pouco tempo depois de comemorarem 25 anos de casados, ela pediu o divórcio. "Um ano atrás, minha esposa não sabia usar computador, até que seu irmão lhe enviou convite para o Facebook. Foi um começo inocente, mas então ela configurou seu perfil como ‘solteira’. Percebi que gastava horas no laptop. Achava que era muito tempo, mas acreditei nela. Ela dizia que falava com a família no exterior", diz. "O Facebook deve ser chamado Disgracebook [algo como Desgraçabook], já que o casamento não é mais considerado sagrado no site. Não tenho conta no Facebook e não terei", afirma.


Outra mulher, que também não se identificou, fala no site que o marido reencontrou uma antiga namorada e começou a traí-la. "Descobri que ele tinha entrado em contato com uma antiga namorada no Facebook. Ele não trabalhava naquela época, nem ela. Tinham o dia inteiro enquanto eu trabalhava. Acho que Facebook é um modo fácil para os cônjuges fazerem a festa. Começa como uma conversa inocente, mas muitas vezes acaba em divórcio", lamenta.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

LEI SECA NO BRASIL.



DESDE QUE ENTROU EM VIGOR, EM 2008, LEI SECA EVITOU A MORTE DE MAIS DE 3 MIL PESSOAS; MESMO ASSIM, BRASIL CONTINUA LIDERANDO RANKING DE ÓBITOS NO TRÂNSITO



NOVA DECISÃO DO STJ , POR 5 VOTOS A 4, DETERMINA QUE APENAS EXAME DE SANGUE E BAFÔMETRO PODERÃO SER ACEITOS COMO PROVAS DE EMBRIAGUEZ; COMO NINGUÉM SERÁ OBRIGADO A SE SUBMETER A E ELES, LEI SECA PERDE FORÇA E PASSA A EXISTIR APENAS NA TEORIA


Desde que a Lei Seca entrou em vigor no País, em julho de 2008, a média nacional de redução de mortes no trânsito em decorrência do consumo de álcool chegou a 6,2% . O Estado do Rio de Janeiro foi o que apresentou maior queda no número de óbitos (-32%) e o Rio Grande do Sul, a menor (-4%).

O índice representa quase três mil mortes menos em todo o País durante esses três anos e meio de Lei Seca, reduzindo de 37.161 para 34.859 o total de óbitos causados pela combinação de álcool e volante.

Depois do Rio, os Estados que apresentaram os melhores resultados com a implementação da Lei foram Espírito Santo (-18,6%), Alagoas (-15,8%), Distrito Federal (-15,1%), Santa Catarina (-11,2%), Bahia (-6,1%) e São Paulo (-6,5%). Os dados são do Ministério da Saúde e foram divulgados no final de junho.

PAÍS AINDA ESTÁ LONGE DE SER EXEMPLO

Ainda que as estatísticas mostrem números animadores, o trânsito brasileiro é responsável por 35 mil óbitos anuais, 400 mil feridos e por deixar sequelas temporárias em outras 100 mil pessoas. Apenas Índia, China, Estados Unidos e Rússia superam esses números, mas em termos proporcionais (relação população / frota) o Brasil passa a ocupar o primeiro lugar.

DECISÃO DO STJ ENFRANQUECE LEI SECA

Apenas o teste do bafômetro e o exame de sangue poderão ser aceitos como prova de embriaguez para fundamentar a abertura de ação penal contra quem for flagrado dirigindo embriagado. A decisão foi tomada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), por 5 votos contra 4. Para especialistas, a decisão tomada pelo STJ é um "desserviço" à segurança no trânsito brasileiro.

Como o depoimento de testemunhas, de guardas de trânsito e rodoviário, e mesmo os sinais de embriaguez, como exalação de odor etílico por parte do motorista, desequilíbrio, etc., não podem mais serem usados como mecanismos de acusação, as autoridades de trânsito ficam com poucos instrumentos jurídicos eficientes para coibir a embriaguez na direção. Pela decisão do Supremo, os motoristas podem se recusar a fazer o teste do bafômetro ou o exame de sangue, pois a Constituição lhes dá o direito de não produzir provas contra si. A partir de agora, portanto, não haverá como processá-los judicialmente, mesmo havendo sinais evidentes de embriaguez.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Arquivo IURD P.P.F (Foto casamento do Bispo Clodomir)


AMOR DE BALADA



"AMOR DE BALADA", DEFINIDO COMO SENTIMENTO EFÊMERO E RASO, PODE REVELAR DE TUDO UM POUCO: FRUSTRAÇÃO, DÚVIDA, BANALIZAÇÃO SENTIMENTAL E ATÉ UMA FORMA IMEDIATISTA DE SATISFAZER OS DESEJOS CARNAIS, MAS DE "AMOR" MESMO QUASE NADA TEM



A velha definição biológica de que o homem nasce, cresce, se reproduz e morre, hoje, foi alterada para "o homem nasce, consome, cresce, continua a consumir, se reproduz (não necessariamente nessa etapa da vida) e morre". O "ter", portanto, suplantou o "ser", conceito este que se estendeu não apenas aos bens materiais, mas também às relações humanas.

O relacionamento homem-mulher (e todas as demais variantes), assim, acabou também por se tornar mercadoria de consumo. Um bom exemplo disso é a contabilidade realizada pelos jovens, durante uma "balada", para verificação de quantas garotas eles conseguem "consumir". Relacionar-se com outro, portanto, se tornou mercadoria. Não a mercadoria típica do capitalismo moderno, mas aquela da Idade Média, comercializada à base de troca.

HOMENS, MULHERES E PACOTINHOS DE SAL


Homens e mulheres vivem, atualmente, o cenário típico de um mercado feudal. A única diferença é que, agora, são pessoas. Os jovens de hoje trocam de parceiro com a mesma frequência que um mercador da antiguidade trocava seu pacotinho de especiarias por um punhado de sal. Diante desse comportamento, que muitos rotulam de moderno, não seria exagero questionar quem sofreu maior desvalorização, se o pacotinho de sal ou os homens e mulheres modernos. A dúvida persiste.

CASO OU COMPRO UMA BICICLETA? VOU A UMA BALADA PARA FICAR COM ALGUÉM OU FAÇO UM BOLO DE FUBÁ?


O amor de balada, instantâneo, passageiro e quase relâmpago, de amor quase nada tem. Esse "sentimento" se tornou apenas forma imediatista de que o indivíduo dispõe para saciar suas necessidades físicas de consumo carnal. Portanto, o caráter humano desses pseudo-relacionamentos, que é a base de qualquer tipo de interação entre seres humanos, se dissolveu por completo e a relação virou simples passatempo. Ou uma diversão comum e boba. "Não sei se me caso ou compro uma bicicleta". "Não sei saio pra ficar com alguém ou se faço um bolo de fubá"!

Tais atitudes revelam, indubitavelmente, que o amor de balada ou de qualquer outra variante do tipo pode ser um pouco de tudo: a banalização desse sentimento, um passatempo, um modo animalesco de saciar desejos ou, então, um estilo de vida próprio daqueles que, cansados da frustração amorosa, resolveram aderir à profissão de mercador feudal do século 21.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Não fique preso ao passado.

Ficar preso a situações, objetos ou sentimentos antigos pode atrapalhar a vida e impedir novas oportunidades. Entenda a importância de se livrar do peso dessa bagagem indesejada para ser feliz. De volta para o futuro.

Muitas vezes ficamos presos a sentimentos, situações ou objetos que um dia fizeram parte da nossa história. Descartar um pedaço da vida – mesmo que não faça mais sentido – não é fácil. Dificilmente alguém gosta de deixar para trás algo que um dia já foi importante. Praticar o desapego, seja com o que for, exige reflexão e muita dedicação. Mas especialistas confirmam: se livrar do peso desses sentimentos, abre espaço para novos caminhos e experiências, além de permitir que possamos viver um futuro ainda melhor e mais completo. O importante é colocar em prática o desapego.


A psicoterapeuta Cristiane Cappa, especialista em psicologia transpessoal, afirma que o apego em excesso mantém as pessoas como prisioneiras. "Prisioneira daquela pessoa, sentimento, atitude ou história que um dia, sim, foi muito importante para o nosso crescimento, mas que hoje nos coloca distante dele", afirma. Segundo ela, praticar o desapego é deixar ir o que já não faz parte da vida, ou não serve mais. "É abrir mão de tudo o que não nos acrescenta, tudo aquilo que nos ocupa, nos possui, nos consome."


Exemplos de situações que nos mantêm reféns não faltam: um trabalho que exige demais, não traz satisfação e que mantemos só pelo dinheiro; a falta de coragem de arriscar quando carregamos o medo do erro; incontáveis objetos e roupas que não usamos e ocupam espaço em casa.


Foi esse peso que motivou Renata Lara, de 40 anos, a mudar radicalmente de vida. Saiu da casa onde morava, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, e voltou para o bairro onde nasceu, o Grajaú, zona norte, para ficar perto dos pais. Também mudou a sede do escritório e de um espaço onde fazia eventos e colocou tudo no mesmo lugar, junto à sua casa. "Foi quando a minha filha nasceu. Não tinha tempo para nada e isso me incomodava. O espaço na casa nova era tão bom que comecei a fazer eventos que achava importante. Eventos daquilo que eu acreditava", diz.



Renata chamou artistas do bairro e o evento cresceu tanto que virou um projeto cultural, a "Anitcha", que hoje mantém uma feira mensal de trocas, chamada "Desapegue-se", que recebe mais de 500 pessoas na praça do bairro. "As pessoas levam suas cangas e suas coisas. Você pode trocar livremente. Negocia com os outros. Troca de serviços, massagem, aula de inglês e objetos. As crianças adoram. Às vezes coloco coisas numa caixa e troco por um abraço. O mais importante na troca é conhecer as outras pessoas", afirma. "A vida passa tão rápido e quanto mais coisas a gente tem, menos a gente cuida. Não temos tempo. O desapego começa na matéria, nos objetos, mas aos poucos você também vai desapegando de sentimentos ruins", diz.


A atriz Ana Paula Arósio abandonou a carreira de sucesso e os holofotes para viver uma vida mais tranquila, ao lado do marido, em um sítio no interior de São Paulo. Ela recusou convites de trabalho e decidiu se refugiar no campo. "Abrir mão de certas ‘coisas’, sejam materiais ou sentimentais, que nos ocupam, mas já não nos satisfazem, apesar de difícil e dolorido, pode nos proporcionar imensa satisfação já que nos libertamos e nos abrimos para o novo, para vivenciar novas sensações", destaca a psicóloga Cintia Soares.


Decidido a levar adiante o conceito de o "mínimo para viver", o americano Andrew Hyde, de 27 anos, vendeu tudo o que tinha e saiu para viajar pelo mundo. Hyde guardou apenas 39 itens que considerava essenciais para a nova vida que decidiu ter. Em entrevista ao jornal britânico "Daily Mail", ele contou que não se sentia bem com os excessos de sua vida. "Simplesmente percebi que tinha um monte de coisas de que não precisava", disse. "Eu só precisei sentar e pensar: ‘O que eu tenho a oportunidade de usar todo dia? O que eu realmente tenho orgulho de ter?’ Peguei o essencial e o resto foi embora", completou. Além de permitir a possibilidade de renovação e transformação de vida, o desapego faz bem à saúde. "Muitas pessoas querem se curar da depressão, da gastrite, enxaqueca, mas não abrem mão do orgulho ferido, da mágoa e do ressentimento, que comprimem o peito e que se manifestam com dores por todo o corpo. Nem abrem mão da raiva que arde e queima por todo o estômago, nem do perfeccionismo e de feridas do passado que as consomem em dor. Muitos querem se curar, mas poucos escolhem desapegar-se", afirma a psicoterapeuta Cristiane.


A professora potiguar Paula Belmino, de 36 anos, estava vivendo um dos momentos mais felizes da vida quando um trauma quase acabou com o sonho de ser mãe. Paula, aos 9 meses de gravidez, teve uma complicação na hora do parto, e seu bebê nasceu morto. "Era uma felicidade que de repente se tornou um luto. Do nada, você perde o que tinha. Eu só queria ficar sozinha e não ter que contar para ninguém o que tinha acontecido", lembra.


Dois meses depois da perda, Paula se mudou para São Paulo, cidade do namorado, decidida a recomeçar a vida. Apesar disso, ainda não conseguia se livrar da lembrança do filho perdido e por isso guardava todo o enxoval. "Eu era muito apegada àquela lembrança. Guardei tudo na casa da minha irmã e não queria nem pensar em dar as roupinhas para alguém", conta. Nesse tempo, a professora estava tentando engravidar novamente, mas não conseguia. "Foi quando minha irmã engravidou. Meu cunhado estava desempregado na época e ela não tinha nada para o enxoval. De repente, me deu um clique e eu resolvi dar tudo para ela. Por incrível que pareça, no mês seguinte eu descobri que também estava grávida. Parece que, quando me desapeguei, consegui engravidar", lembra. Hoje, 5 anos depois, Paula acredita na ideia de que é importante se libertar das coisas ruins do passado, para seguir em frente.


A milionária britânica, identificada como "Stephanie Steve Shirley" doou mais de US$ 100 milhões (R$ 180 milhões) de sua fortuna para pesquisas na área de neurologia. Segundo ela, o sentimento de desapego faz bem à saúde. Assim como Stephanie, o empresário austríaco Karl Rabeder se desfez de sua fortuna milionária para viver com US$ 1.350 (R$ 2.435) por mês. Rabeder, que veio de uma família simples, mas com ideias materialistas, acreditava que o dinheiro o impedia de ser feliz. Decidido, rifou a mansão onde morava, vendeu os bens valiosos e criou uma organização que ajuda pessoas em países em desenvolvimento.


Em geral, pode-se dizer que as pessoas desapegadas são tranquilas, estão sempre em paz. Conhecem a sua verdadeira natureza e sabem que o fato e a possibilidade de perderem alguma posse, ou se distanciarem de alguém, não vai mudar sua verdadeira natureza. "As pessoas apegadas podem apresentar sintomas como fobia, ansiedade, depressão, ou seja, ou têm medo de perder ou perderam e não souberam lidar bem com a perda", diz o psicólogo Felipe de Souza, doutorando em psicologia da religião da Universidade Federal de Juiz de Fora, Minas Gerais.



Segundo o especialista, o apego excessivo pode trazer doenças físicas e emocionais. "Se pensarmos, por exemplo, no ciúme como uma forma de apego, veremos que a insegurança, a ansiedade e o medo correlacionados podem ser patológicos, causando a longo prazo doenças mentais", diz. Por isso, pode-se concluir que o desapego, ao criar uma melhor qualidade de vida, também auxilia na preservação da saúde.


Para praticar o desapego, os especialistas sugerem, primeiro, começar a jogar fora objetos que não têm mais utilidade ou função, já que o acúmulo excessivo de pertences está ligado ao sentimento de apego aos objetos. "Ao doarmos ou jogarmos fora uma parte do que temos e não vamos mais utilizar, estamos praticando o desapego", afirma Souza.


Regras do desapego: quando menos é mais


No livro "Jogue Fora 50 Coisas", a norte-americana Gail Blanke ensina a treinar o desapego no cotidiano, com objetos que se acumulam em casa, mesmo sem função. Gail é especialista em motivação e organização e tem uma empresa que ajuda homens e mulheres que buscam potencializar suas vidas pessoais e profissionais. Segundo a especialista, é necessário se livrar de sentimentos e objetos do passado para construir uma vida de sucessos. Conheça as regras do desapego que estão no livro:


1. Se a coisa – o objeto, crença ou convicção, lembrança, trabalho ou até a pessoa – é um peso para você, o deixa imobilizado ou simplesmente faz com que você se sinta mal consigo mesmo, jogue-a fora, dê para alguém, venda, deixe para trás, siga em frente.


2. Se isso simplesmente fica ali, ocupando espaço e não acrescenta nada de positivo a sua vida, jogue fora. Se você não está caminhando para frente, está andando para trás. Jogar fora o que é negativo ajuda a redescobrir o que é positivo.


3. Não torne difícil a decisão de se livrar ou não de alguma coisa. Se tiver que pesar os prós e contras por muito tempo ou ficar angustiado pensando sobre o que é o certo, jogue fora.


4. Não tenha medo. Estamos falando sobre a sua vida. A única que você tem de verdade. Você não tem tempo, energia ou espaço para lixo material ou psicológico.



Passos para deixar para trás seus arrependimentos e erros:


1. Lembre-se: você tem que fracassar. É a única forma de alcançar o sucesso.


2. Não existe perfeição. Alguns jogadores podem ter feito jogadas perfeitas, mas não foram perfeitos o campeonato inteiro. Jogue fora a perfeição.


3. Não leve seus supostos erros para o lado pessoal. Se algo não deu certo, faça reajustes e tente de outro jeito.


4. Se gastar energia relembrando de coisas que não deram certo, o que devia ou não devia ter feito ou falado, você não terá energia para achar novos caminhos para a sua realização. Livre-se dessas coisas. Só aí já devem entrar outras 10 coisas na sua lista.

sábado, 31 de março de 2012

DIA DA VERDADE (Um basta na mentira)



Pastor Geraldo Vilhena coordenador de evangelização em unidades da Fundação Casa de São Paulo diz.

Mentir é falar ou dizer algo contrário à verdade; é a expressão e manifestação contrária ao que alguém sabe, crê ou pensa. Pode-se crer na mentira, falar mentira e praticar a mentira. É o engano em seus diferentes aspectos; nocivo ao ser humano e ofensa grave diante de Deus. O diabo é o pai da mentira (João 8:44) e, portanto, a mentira é um instrumento diabólico que o homem usa para sua própria perdição. O mais triste é que o homem ama a mentira, não ama a verdade pois ele é mau por natureza (Romanos 1:25; Apocalipse 22:15).

A juventude, em termos gerais, está sendo arrastada à perdição eterna pelo prazer transitório da inclinação à droga, sexo, etc. Tudo não passa de uma grande mentira; é enganoso, anormal, trazendo prejuízos físicos, morais e espirituais. Tais coisas podem ser definidas como praticar a mentira. Esta prática abrange os mais variados aspectos da mentira como idolatria, homicídio, adultério, fornicação, cobiça, etc


Espanhola enganou os EUA com história falsa de 11 de setembro

Tania Head dizia ser sobrevivente do ataque às Torres Gêmeas, mas ela nem nos EUA estava no dia do terror

Thiago Varella, do R7

Foto por Reprodução

Tania Head, em Nova York


Tania Head comoveu os Estados Unidos contando como conseguiu sobreviver aos atentados de 11 de setembro de 2001. Sem o menor pudor, ela contava que estava no 78º andar da Torre Sul do World Trade Center, trabalhando pela companhia de investimentos Merill Lynch, quando o primeiro avião se chocou contra o prédio.

Milagrosamente, Tania teria conseguido fugir somente com um ferimento no braço, enquanto seu noivo, Dave, que estava na Torre Norte, acabou morrendo.

Tania passou a frequentar reuniões de grupos de sobreviventes e familiares de vítimas. Todo mundo acreditava na história dela. Alguns choravam. A mulher chegou a organizar visitas ao marco zero da tragédia, na cratera onde ficama as Torres Gêmeas. Saiu na TV, conheceu o prefeito Rudolph Giuliani e até se tornou presidente de uma associação de sobreviventes. Posou para fotos ao lado de outros políticos e conseguiu feitos como um aumento de verbas para as ONGs ligadas aos ataques e a abertura dos escombros para a visitação de outros sobreviventes e parentes de vítimas do 11 de setembro.

No entanto, Tania não era umas das dezenove pessoas que estavam na lista oficial dos sobreviventes que estavam acima do ponto de impacto do avião. A história era tão chocante que ninguém duvidou dela. Mas Tania mentiu. Só que sua fantasia durou cinco anos . Só foi desmascarada pelo jornal The New York Times, que desconfiou do relato da impostora.

Ela mentiu tanto que até seu nome era outro. Tania Head chamava-se, na verdade, Alicia Esteve Head, espanhola nascida em Barcelona que nem ao menos estava em Nova York no dia dos ataques. Quando a tragédia ocorreu, ela assistia um curso na cidade espanhola.

Até hoje, ninguém sabe ao certo por que Tania mentiu. A espanhola não obteve nenhum tipo de lucro com a história. Muito pelo contrário, ela até doou dinheiro à associação de sobreviventes. Sobreviventes do atentado lembram que ela enviava e-mails regulares a eles. Nos textos, ela parecia se empolgar com a fama e com os holofotes.

Descoberta a farsa, Tania, ou melhor, Alicia sumiu. Foi divulgado que os pais dela teria sido presos anos antes por fraude financeira. Depois de algum tempo desaparecida, surgiu um e-mail na caixa de mensagens de alguns sobreviventes do 11 de setembro dizendo que a espanhola havia se suicidado. Mas, por causa do passado de lorotas, fica difícil acreditar na nova história.









IURD promove campanha visando a libertar aqueles que levam uma vida de aparência


O casal Marilice e Álvaro de Lima, de 64 e 63 anos, respectivamente, viveu mais de 2 décadas um relacionamento de aparência. Segundo Álvaro, as pessoas que os conheciam, elogiavam e admiravam o casal. Mas somente eles sabiam como era a realidade entre quatro paredes. "Enquanto as pessoas viam um casal exemplar, entre nós só havia desunião e desrespeito, além de infidelidade de ambas as partes", conta.


Assim como na vida familiar, com o tempo também começaram a ter problemas nas finanças. "Quando fomos à bancarrota, as pessoas descobriram que o nosso casamento já estava falido. Nesse momento, todas as áreas de nossas vidas estavam destruídas. Cheguei a pensar em matar a minha família e depois a mim como solução de tudo", lembra.


Assim como este casal, não são poucas as pessoas que aparentam uma vida diferente da realidade. De acordo com Viviane Sampaio, psicóloga especializada em Terapias Cognitivas pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) do Hospital das Clínicas (HCFMUSP), há pessoas que optam por uma vida de aparências por ser uma forma mais fácil de lidar com os problemas que a vida inevitavelmente apresenta. "É uma fuga da realidade, porque o indivíduo não consegue gerenciar estas dificuldades. É algo que pode ser temporário, e a pessoa ou se conscientiza para tentar um caminho com resultados melhores ou opta pela vida de aparência que dá um resultado imediato. Com isso, ela pode se tornar uma pessoa frustrada, sendo este um modo de pensar frágil e imaturo", explica.


Segundo a especialista, quanto maior a capacidade de o indivíduo lidar com limites, melhor é a forma como ele vive. "Há pessoas que acham que podem ter a vida como a dos personagens de novela, o que não é a realidade. A pessoa precisa aprender a lidar com os problemas e frustrações, e saber que nem tudo será conquistado de imediato. Quanto maior a capacidade de lidarmos com as perdas que teremos, melhor será a nossa vida", ensina.



Como mudar?


No dia 1º de abril, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) realizará a campanha "Dia da verdade", a fim de ajudar as pessoas que vivem de aparências. De acordo com o bispo Adilson Silva, enquanto nesta data algumas pessoas vão lembrar o dia da mentira, o objetivo dos bispos e pastores é levar a verdade. "Porque Jesus disse: ‘E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará’ (João 8.32). E somado a isso é o Domingo de Ramos, quando nos lembramos da entrada de Jesus em Jerusalém. O Senhor Jesus é a Verdade, então vamos determinar que este dia seja a entrada triunfal da Verdade na vida das pessoas, para que elas deixem de viver uma mentira", aponta.


Aqueles que reconhecem ter uma vida de aparências e querem mudar devem procurar a IURD mais próxima no dia 1º de abril. Esses são os primeiros passos para a transformação, conforme explica o bispo Adilson.


"Não há como mudar se não há a entrada triunfal de Jesus na vida da pessoa. Essa entrada não é automática, quem provoca a mudança é a pessoa quando crê; e o fato de ela vir nesse dia já é uma manifestação de fé. Jesus disse: ‘Tudo é possível ao que crê’ (Marcos 9.23), então vai ser o dia em que nós vamos apresentar a verdade para a pessoa e os que creem certamente vão ver a manifestação do poder de Deus na vida deles", assegura.


Ao agir conforme a explicação dada pelo bispo Adilson, o casal apresentado no início desta matéria pôde alcançar a mudança que tanto queria e passou a desfrutar de uma vida plena. "Fomos convidados para ir a um dos Cenáculos do Espírito Santo por uma ex-empregada. Depois de muita luta, campanhas e votos, Deus transformou nossas vidas de maneira extraordinária. Hoje somos de fato uma família unida e feliz. Há respeito entre nós e sou marido de uma única mulher", testemunha Álvaro.


GAROTAS DE PROGRAMA DE LUXO



MAIS DE 1,5 MILHÃO DE BRASILEIRAS SE PROSTITUEM NO PAÍS, ATIVIDADE QUE MOVIMENTA CERCA DE R$ 500 MILHÕES POR ANO



LONGE DOS GRANDES CENTROS, PROSTITUIÇÃO ATINGE TAMBÉM CRIANÇAS E ADOLESCENTES, QUE VENDEM O CORPO AO LONGO DE 2 MIL PONTOS DE "COMÉRCIO SEXUAL" ESPALHADOS PELAS RODOVIAS FEDERAIS

Mais de 1,5 milhão de pessoas se prostituem no Brasil, atividade que tem movimentado, todos os anos, cerca de R$ 500 milhões. Fora do País, com maior concentração na Europa (Espanha e Portugal), outras 75 mil garotas ganham a vida se prostituindo ou estão submetidas a regimes sub-humanos em prostíbulos dominados por grandes traficantes de mulheres. Nesses lugares, as vítimas das organizações que traficam pessoas com objetivos sexuais geram um lucro líquido de US$ 13 milhões (cerca de R$ 24 milhões) para seus exploradores, que vendem essas mulheres para uma rede de exploração sexual por valores que variam entre US$ 100 e US$ 1.600. Esses dados foram divulgados no final de 2011, em reportagem especial publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Ainda de acordo com a reportagem, apesar de o mercado do sexo movimentar cifras bem maiores no exterior, é dentro do Brasil que ele ocorre com maior intensidade e de forma mais "democrática", o que inclui a exploração sexual de crianças e adolescentes, atividade praticamente insignificante nos países europeus. Dados da Polícia Rodoviária Federal, por exemplo, mostram que as rodovias federais brasileiras têm 1.820 pontos de risco para exploração sexual de crianças e adolescentes. Os pontos estão espalhados em 66 mil quilômetros de estradas, sendo 67,5% deles em áreas urbanas.

Os locais de maior contração de prostituição, identificados pelos agentes da PRF, não são mais divulgados. O objetivo é impedir que ocorra a migração dos criminosos e preservar futuras ações repressivas. Mesmo assim, sabe-se que a exploração sexual de crianças e adolescentes ocorre com maior frequência nos corredores de escoamento de riquezas e em estradas que ligam regiões mais desenvolvidas a outras menos desenvolvidas, como no eixo Sudeste-Nordeste.

PERFIL

Às margens das rodovias federais, mulheres, crianças e adolescentes que se prostituem são, segundo a PRF, majoritariamente de classe baixa e de pouca ou quase nenhuma escolaridade, que vivem em famílias instáveis e desestruturadas. Tais características, dizem os agentes, inibem a oferta de trabalho a essas pessoas e as estimulam a se aventurar em diferentes esquemas, em busca de dinheiro e qualidade de vida.

LEGALIZAÇÃO


No Brasil, apesar das inúmeras tentativas de mudar de legalizar a atividade - O deputado Jean Wyllys (PSOL/RJ) é o principal defensor dessa ideia -, vender o corpo não e legalizado, e a exploração sexual é considerada crime. Em alguns países do primeiro mundo, no entanto - como Alemanha, Suiça, Holanda e Austrália -, já existem uma regulamentação da profissão. A justificativa dada não é só para lucrar, mas também para proteger as garotas de programa.

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