quinta-feira, 29 de março de 2012

GANGUE DAS LOIRAS



APESAR DA OUSADIA PARA COMETER CRIMES, "GANGUE DAS LOIRAS" NÃO ATACAVA EM DIAS DE CHUVA PARA NÃO ESTRAGAR O CABELO, REVELA PM

VAIDADE DAS CRIMINOSAS TAMBÉM FRUSTROU UMA TENTATIVA DE SEQUESTRO, QUANDO INTEGRANTE DA QUADRILHA MANDOU "PARAR TUDO" PORQUE HAVIA QUEBRADO UMA UNHA

Um grupo formado por seis mulheres, cinco loiras e uma morena, é acusado por ter praticado mais de 50 sequestros violentos na capital paulista. Uma suspeita, Carina Geremias Vendramini, de 25 anos foi detida no dia 6. Vagner Dantas da Silva, também de 25 anos e marido de uma das suspeitas, foi reconhecido por várias vítimas e preso. A polícia agora trabalha com uma grande operação para encontrar as outras integrantes da quadrilha, Priscila Amaral, Lilmara Valezin, Franciely dos Santos, Vanessa Geremias Vendramini, Monique Awoka Scasiota.

"UMA DAS AÇÕES CRIMINOSAS ARQUITETADAS NÃO DEU CERTO PORQUE ELAS PASSARAM DUAS HORAS ESCOVANDO OS CABELOS"

Bonitas, bem-vestidas e com idades entre 20 e 30 anos, as sequestradoras aparentam ser de classe média e são todas amigas na rede social Facebook. Apesar de ter feito número considerável de sequestros-relâmpagos, a "gangue das loiras", como ficou conhecido o grupo, nem sempre conseguia êxito em suas ações. Tudo por causa da "vaidade", conforme divulgou a polícia.

A PM paulista descobriu, por exemplo, que a "gangue das loiras" não atuava em dias chuvosos para não estragar o cabelo. Como faziam questão de estar sempre impecáveis na aparência, muitos outros planos de ataque não deram certo porque, segundo o delegado que apura o caso, as garotas demoravam muito para se arrumar.

"GRAÇAS A UMA UNHA QUEBRADA"

(Do delegado que apura o caso, sobre como uma vítima consegui fugir do sequestro)

"Uma das ações criminosas arquitetadas pelas garotas não deu certo porque elas passaram duas horas escovando os cabelos e, quando saíram para praticar o crime começou a chover", revelou o delegado.

Ainda de acordo com o delegado, outro plano se frustrou quando, durante um roubo, uma das loiras quebrou a unha e mandou parar tudo. A vítima então conseguiu fugir. "Graças a uma unha quebrada", disse.

terça-feira, 27 de março de 2012

Arquivo IURD P.P.F. FOTO PRIMEIRO UNIFORME DAS OBREIRAS IURD.


DIA DE FÚRIA



ATAQUES DE FÚRIA MOTIVADOS POR SITUAÇÕES BANAIS OU SEM CAUSA APARENTE ESTÃO ENTRE OS CINCO TRANSTORNOS PSÍQUICOS MAIS COMUNS DA ATUALIDADE

SÓ NOS EUA, POR EXEMPLO, DOENÇA ATINGE 16 MILHÕES E COLOCA OUTROS 32 MILHÕES EM RISCO


Levar uma fechada de carro, mesmo que o motorista não tenha tido intenção, já suficiente para você transbordar de raiva? Já precisou se segurar para não avançar sobre a pessoa que está à sua frente na fila, que demora para usar o caixa eletrônico? E quando você vai fazer compras e o vendedor diz que não tem o que você está procurando, é preciso controle para não dar um escândalo público?

Então, cuidado. Distúrbios psiquiátricos marcados por ataques de fúria repentina podem ser uma doença muito mais comum do que se imagina. Depois de analisar inúmeros casos, psiquiatras norte-americanos batizaram esse desequilíbrio de Distúrbio da Explosão Intermitente (DEI), e se assustaram com a grande quantidade de pessoas acometidas pela doença.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, revelou que existem mais de 16 milhões de americanos vítimas do Distúrbio da Explosão Intermitente, número bastante superior ao de paciente de esquizofrenia. Segundos os estudiosos, esses ataques de fúria oferecem riscos não só às pessoas que convivem com o doente, mas também ao próprio paciente, que em alguns casos acaba se ferindo gravemente. Lançar objetos contra a parede, danificar o próprio carro ou os móveis da casa também são eventos comuns. Em alguns casos mais graves, é possível que o portador do distúrbio machuque seriamente as pessoas que o cercam, mesmo quando em situações inusitadas, como no escritório da empresa em que trabalha. "Basta que o colega se negue a ajudá-lo numa tarefa para que a crise seja desencadeada", exemplifica um dos realizadores da pesquisa.

O que coloca todos em alerta, segundo os especialistas, é que, se apenas nos Estados Unidos há 16 milhões de portadores desse distúrbio, então, na melhor das hipóteses, haverá 32 milhões de pessoas com potencial risco de perder a vida! "Trata-se de um problema de saúde pública, pois cada uma das crises pode fazer múltiplas vítimas, inclusive o paciente", explicam.

Para que uma pessoa seja diagnosticada com o DEI, é preciso observar se a raiva despertada condiz com a situação. A principal característica da doença é desproporção entre a intensidade da ira e o evento que a produziu. Além do mais, o indivíduo nunca dá sinais de que está entrando em crise. Apenas três ou quatro episódios de ataque de fúria, durante toda a vida, já podem caracterizar o distúrbio, apesar de que a maioria dos pacientes estudados apresentou mais de 43. Mesmo assim, consultar um psiquiatra é a única forma segura de constatar a doença.

O transtorno é mais comum em homens, e o tratamento compreende o uso de antidepressivos e psicoterapia, que visa principalmente à modificação de comportamento e exercícios de controle da raiva. A idade média do primeiro ataque é de 14 anos.

sexta-feira, 23 de março de 2012

SEXO, BEBIDAS E BALADAS



"AS BALADAS SEM LIMITES, ONDE TUDO PODE, SÃO O REFLEXO, A EXTENSÃO DO QUE ACONTECE NA SOCIEDADE", EXPLICAM ESPECIALISTAS

E os pais, que deveriam orientar os filhos sobre os perigos desse ambiente, têm sidos os que mais os estimulam a frenquentá-los

O ditador soviético Stalin já dizia, em 1913, que para destruir a ordem de qualquer sociedade e mantê-la totalmente subordinada ao Estado deve-se, em primeiro lugar, comprar os jovens. "Compre-os e dê-lhes liberdade sem limites, até que o sentido do certo e do errado seja naturalmente invertido", aconselhava. Essa inversão de valores, segundo os especialistas, já está muito próxima de ser uma realidade. Um bom exemplo disso se vê em algumas "baladas", que, como sustentam os estudiosos, são um microcosmo dessa nova ordem comportamental, que, brevemente, deverá se estender das festas particulares à sociedade geral.

"Da última vez que saímos juntas, minha mãe conseguiu ficar com seis caras diferentes, e eu não consegui nenhum"

(C. de Oliveira, de 19 anos)


O consumo desenfreado de álcool e tantas outras drogas ilícitas nesses locais, associado ao volante, por exemplo, já é uma das principais causas de morte entre jovens de 16 a 25 anos no Brasil, cenário este que reflete a tão propagada, e ao mesmo tempo contraditória, "liberdade sem limites" defendida por Stalin. E os pais, que deveriam evitar que isso acontecesse, são, muitas vezes, os principais estimuladores da conduta imprópria dos filhos.


Nos grandes centros urbanos, já é muito comum ver adolescentes acompanhadas da mãe, em casa noturnas e até bailes funk. Juntas, mães e filhas bebem, fumam e até disputam possíveis pretendentes. É o caso da jovem C. de Oliveira, de 19 anos, que frequenta a noite paulistana acompanhada da mãe há quase um ano. "Da última vez que saímos juntas minha mãe conseguiu ficar com seis caras diferentes, e eu não consegui nenhum", diz a garota.

"A mãe que age dessa forma [agindo como adolescente também] está tirando o direito de sua filha de ter uma mãe de verdade. Isso é crime"

(Márcio Block, psicólogo)

Esse tipo de relação entre pais e filhos pode explicar, também, a liderança dos brasileiros como o povo que inicia a vida sexual mais cedo, com a primeira experiência por volta dos 14 anos, enquanto a média mundial é aos 17,5 anos. Na Europa é onde os adolescentes se inicial sexualmente mais tarde, por volta dos 17,6 anos. "A mãe que age dessa forma está tirando o direito de sua filha de ter uma mãe de verdade. Isso é crime", diz o psicólogo e psicoterapeuta Márcio Block.

LIMITES: ENTRE PAIS E FILHOS, NEM TUDO DEVE SER DISCUTIDO

Os psicólogos deixam claro que, na relação entre pais e filhos nem tudo é para ser discutido, nem tudo é para ser confessado. "A privacidade é uma necessidade de qualquer indivíduo, e com os adolescentes e as crianças não há por que ser diferente", alertam. Tal premissa é válida também para os pais que querem ter total controle sobre todos os aspectos da vida dos filhos.

Muitos pais querem saber o que eles leem, o que veem na TV, sobre o que conversam na escola, ou então ficam ligando para o filho de cinco em cinco minutos para saber onde ele está e o que está fazendo. Os psicólogos e educadores também condenam esse tipo de excesso. "Assim como é um absurdo a mãe disputar com a filha quantos homens elas conseguem 'pegar' numa balada, o contrário, a superproteção e a supervigilância, também prejudicam", dizem,

preciso que os pais conheçam bem os filhos, não para sufocá-los ou controlá-los impetuosamente, mas sim para ensiná-los a tomar todas aquelas decisões com autonomia, inteligência e responsabilidade". Só assim os ideais do ditador italiano não voltarão a controlar uma sociedade inteira, mesmo depois de mais de um século de sua morte.

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