segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Capacitação para detectar maus-tratos

Projeto torna obrigatório a entidades que 

atendem crianças contar com pessoal 

apto a identificar sinais de violência

Brasília (DF) – O deputado federal Vitor Paulo, do PRB 
Fluminense, apresentou relatório favorável à 
aprovação do projeto de lei nº 4.569/2008, 
que torna obrigatório, a entidades públicas 
privadas que atendem crianças e 
adolescentes em situação de abrigamento ou 
caráter temporário, contar com pessoal 
capacitado para identificar sinais de 
maus-tratos e denunciá-los ao Conselho 
Tutelar, órgão incumbido de reportar ao 
Ministério Público. O texto, de autoria do
 senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), foi 
aprovado no último dia 31, pela Comissão de 
Seguridade Social e Família da Câmara. 
A matéria segue agora para votação na 
de Constituição e Justiça.


O parlamentar republicano alerta que a 
dos maus-tratos e da violência sexual contra
menores é um problema que vem ganhando 
quase epidêmicas no País.


“Muitas vezes, tal violência, por ocorrer no 
ambiente doméstico, é difícil de ser detectada,
 o que dificulta a responsabilização dos 
agressores. Por isso, a necessidade 
de esses profissionais levarem os casos ao 
conhecimento do Conselho Tutelar”, pondera.


Pelo texto, serão obrigadas a reportar os casos 
suspeitos ou confirmados ao Conselho 
Tutelar as pessoas encarregadas do cuidado, 
ou guarda de crianças e adolescentes; 
professores e escolas de todos os graus; 
autoridades policiais; e qualquer pessoa que 
venha a tomar conhecimento dos maus-tratos. 


Caberá ao Ministério Público definir o 
sistema de informação necessário à 
observação da sistemática dos casos de 
maus-tratos a crianças e adolescentes. A 
proposta prevê ainda que os cursos de 
formação de professores de educação 
básica e de pedagogia devem oferecer 




Violência


Caracterizam-se como maus-tratos: agressões
 físicas, psicológicas e sexuais; sevícias físicas;
 abuso sexual; crueldade mental; tortura; 
negligência; abandono; privação de alimentos; 
e rapto.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Terapia virtual




Cresce número de psicólogos que oferecem atendimento online. Até outubro, 196 pediram autorização para aderir à prática

Psicoterapia, ou simplesmente terapia, como é conhecida a prática, não está mais limitada a quatro paredes. Nada a ver com quebra de confidencialidade do paciente, ponto protegido pelo Código de Ética Profissional do Psicólogo. E, sim, resultado do avanço tecnológico e da massificação da internet, que animam cada vez mais os profissionais a oferecer seus serviços pelo mundo virtual, com sessões de terapia à distância. 


Segundo levantamento do Conselho Federal de Psicologia (CFP), o número de psicólogos que solicitam o cadastramento para atender online vem aumentando gradativamente. Em 2011, foram 184 pedidos e até outubro deste ano, mais 196. “Tem sido muito bom para a categoria e também para quem recebe o serviço”, avalia Aluízio Brito, membro do CFP. 


Não há restrição quanto aos dispositivos que podem ser utilizados na consulta. As resoluções mencionam isso de forma genérica. Na terceira e última resolução, que passa a valer a partir do próximo dia 25, fala-se apenas em “meios tecnológicos de comunicação a distância”. A terapeuta Riva Gelman, por exemplo, optou pelo Skype, que permite conversar ao vivo pela câmera do computador, com terapeuta e paciente se vendo simultaneamente. “Não senti diferença. O vínculo foi igual. O respeito, o tempo e o espaço (dedicado) à pessoa, também.” Com 34 anos de experiência, ela está habilitada a trabalhar com a nova modalidade desde junho. “Vi que tinha espaço e necessidade para esse tipo de atendimento”, analisa.


Rosa Farah, coordenadora do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática (NPPI) da PUC-SP, que coordena um grupo de atendimento virtual desde 1997, cita a importância do atendimento online para brasileiros que vivem no exterior ou em algum lugar isolado do País, com acesso à internet, mas não a um serviço de psicologia. “É bom para pessoas que têm um tipo de atividade sem rotina, como uma comissária de bordo, cada hora em um canto, viaja muito a trabalho, que não consegue manter a regularidade”, exemplifica.


Segundo a especialista, o canal virtual é importante para aqueles que jamais se aproximariam de um terapeuta no mundo real. “Chegam até nós pessoas que têm questões com sexualidade complicadas, como pedofilia, e dizem que não conseguem ir até o consultório. Nesses casos, muitas vezes o trabalho é fazer um preparo para que essa pessoa realmente consiga chegar a um atendimento presencial”, diz.


Nenhum psicólogo tem permissão para desenvolver o processo psicoterapêutico somente por computador. Mesmo 12 anos após a primeira resolução, de setembro de 2000, o CFP segue reticente, principalmente quanto à eficácia da prática e à segurança dos dados trocados virtualmente. “As pessoas se casam pelo computador, namoram, é possível avançar pela psicoterapia, mas com conhecimento e cautela”, diz Ana Bock, professora de Psicologia Social da PUC-SP e presidente do CFP na assinatura da resolução de agosto de 2005, ainda vigente. 




“Provou-se (naquela época) que não havia segurança, garantia de sigilo ou linguagem padronizada. E a avaliação dos pesquisadores foi de que não havia a possibilidade ainda de se fazer uma coisa qualificada. Ao mesmo tempo, entendeu-se que muitos serviços podiam ser prestados”, esclarece Ana.


Por isso, as sessões são (e continuarão) limitadas e com caráter pontual. Atualmente existe uma recomendação informal para 10 e, a partir do fim do ano, estará especificado para até 20. “Ainda acho pouco”, contesta Riva. “A pessoa tem um sofrimento, quer lidar com isso, como posso apressar o seu ritmo, dizer que o tempo está acabando? Cai na mesma limitação que os convênios, que impõem um número de consultas. É contraproducente”, opina. 


Brito esclarece que o atendimento online é “para questões específicas, mais imediatas, como antes de uma cirurgia, para lidar com uma crise de pânico”. O conselheiro tem reservas quanto à liberação total. “Imagina um choro, um grito. Dependendo de onde a pessoa está, vai a família correndo ver o que é, e lá está o psicólogo do outro lado. O processo psicoterapêutico desencadeia situações profundamente inesperadas e precisaria de intervenções que vão para além da fala, como relaxamento, por exemplo.” Rosa diz que estudos já mostram que é possível fazer o processo virtualmente. “Mas o conselho não especifica quando esses estudos seriam considerados suficientes, qual o número ou o teor para serem levados em conta para uma mudança maior da medida”, critica. “A que entrará em vigor nada mudou, só a redação está mais detalhada.”


Veja como escolher um psicólogo online


Para atender virtualmente, os psicólogos precisam estar cadastrados no Conselho Federal de Psicologia (CFP). O órgão só concede a autorização a quem seguir todos os requisitos, como o respeito ao limite de sessões e o caráter pontual, devidamente esclarecidos no site.


Até 25 de dezembro, para se certificar de que o profissional está cadastrado, deve-se procurar em seu site um selo quadrado, azul, que diz “PSI CREDENCIADO”. Basta clicar para conferir se foi redirecionada para a página do CFP, onde terá os dados detalhados confirmando a certificação.


Outra opção, provavelmente a única após esta data, será pesquisar o nome ou o site do psicólogo no endereço do CFP que lista todos os autorizados a prestar o serviço. Neste link, no canto esquerdo:http://selo.cfp.org.br/credenciamento/









Dia de festa, aniversário da Fundação CASA Itaquaquecetuba casa dois e Sra. Wanda (Diretora da Unidade) relatou sua felicidade do trabalho dos Voluntários da Igreja Universal do Reino de Deus com os internos.







 A Coordenadora Pedagógica Juraci, o Professor Sidney e a Agente Educacional Katiane mostrou com satisfação o que a unidade oferece para os internos ajudando a formação desses jovens. Exemplo sala de computação, sala de exposição de tarefas manuais, sempre seguindo a Missão, Valores e Visão consensados pelos responsáveis da Unidade CASA.Sendo: Missão: Executar a medida socioeducativa de forma humana e respeitosa; Valores: Solidariedade, justiça, ética, protagonismo e paz; Visão...: A unidade pretende que a educação em suas diversas formas, seja o eixo norteador desses jovens. Tudo isto feito com muita seriedade, comprometimento e carinho pois o futuro destes jovens são de prioridade para a Fundação.Não poderia faltar nesta festa os familiares dos internos que receberam os serviços de cabeleireiros (voluntários da IURD), a apresentação musical da cantora Joyce, algodão doce, salgados, lanches, refrigerantes e bolo. Pr. Geraldo Vilhena coordenador de evangelização em unidades da Fundação Casa de São Paulo, fez uma oração especial pelos familiares e internos levando uma palavra de esperança e solidariedade.Descobrimos que os salgadinhos foram feitos pelos internos (Que Maravilha!) mais uma oportunidade de trabalho que a fundação proporciona. Todos os funcionários, familiares e internos ficaram felizes e satisfeitos, agradecendo aos voluntários da IURD.Parabéns CASA Itaquaquecetuba, por mais um ano de funcionamento e que esta parceria IURD e FUNDAÇÃO CASA tenha como resultado Jovens Alegres e reintegrados a sociedade.














sábado, 8 de dezembro de 2012

Tudo começou aqui


Alan, que aos 3 anos já frequentava a EBI, hoje é pastor e elogia o trabalho: “Voltar a este lugar me traz doces recordações”

Quem olha os bispos e pastores da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) desenvolvendo a missão evangelística no altar, nos presídios, ou onde estejam os aflitos não imagina os caminhos trilhados até chegarem aonde estão. Muitos têm histórias sofridas, estiveram envolvidos em vícios e passaram maus pedaços, mas há aqueles que desde crianças frequentam a Igreja e desfrutaram do trabalho da Educação Bíblica Infanto-juvenil (EBI). Além dos benefícios de uma vida longe das mazelas que afetam os jovens atualmente, muitos já ingressaram na Obra de Deus e são obreiros, pastores, bispos e evangelizadores.

O pastor Alan Pereira de Andrade, 21 anos, da sede da IURD de Realengo, no Rio de Janeiro, diz que ser pastor é um privilégio e reconhece que isso ocorreu graças aos ensinamentos que sempre recebeu, desde os 3 anos, na EBI. Aos 14, ele já fazia parte do TF Teen, grupo que reúne adolescentes, entre 11 e 14 anos, da IURD. 

“Lembro com alegria de como era recebido na EBI. Das festividades de que participei, das orações recebidas, da dedicação das voluntárias... Foi um tempo feliz que marcou a minha infância. Ali dei meus primeiros passos com Deus”, afirma Alan.

Segundo a educadora Fernanda Silva Vieira Soares, Alan Pereira sempre foi uma criança assídua e atenta às reuniões de domingo na Catedral.

“Ele sempre demonstrou muita dedicação na EBI. Sempre foi muito educado e atencioso. Isso será muito positivo na sua vida como pastor”, analisa a educadora. 

Alan conta que, no TF Teen, foi recebendo outros ensinamentos que o conduziram à real conversão. “Recordo que em uma vigília com o bispo Guaracy, na Catedral Mundial, eu senti a presença de Deus. É como se encontrasse com o Senhor Jesus. Quando a pessoa vai à Igreja, Deus está do lado delas. Mas, quando ela se entrega 100%, há essa experiência do renascimento. A partir daí, Deus está dentro dela”, analisa.

Sempre com a turma da EBI

Alan reconhece que continuar na presença de Deus foi um desafio. “Recebia convites que contribuiriam para que eu não permanecesse na igreja. Muitos jovens não permanecem com Jesus, são influenciados pelas amizades. Se ele não bebe, acaba bebendo para fazer parte do grupo. Várias vezes tentaram me desviar, mas preferi minha turma da EBI e aconselho aos pré-adolescentes que ajam da mesma forma”, conclui
.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Deus, em Sua infinita misericórdia e compaixão, permite que nós enfrentemos os problemas familiares para que saibamos como Ele se sente diante dos nossos erros e injustiças.



 Porque o aborrecimento que nós temos é por conta das injustiças que sofremos. 

Jesus perguntou: “Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir um peixe, lhe dará em lugar de peixe uma cobra? Ou, se lhe pedir um ovo lhe dará um escorpião? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lucas 11.11-13)

Deus está pronto para intervir e abençoar a sua vida, mas a pergunta é: qual é a sua atitude em relação a Ele? Porque eu tenho filhos e não tenho coragem de dar-lhes aquilo que eles não têm condição de suportar. 

Por exemplo: você tem uma criança de 5 anos. Tem coragem de pegar uma nota de R$ 100 e dar na mão dela? Você não dá porque ela não tem cabeça para usar aquele dinheiro.

Nós precisamos ter consciência de que há tempo para tudo. Não me refiro às necessidades físicas; do ponto de vista de saúde, você é curado na hora. Mas, do ponto de vista das bênçãos materiais, elas vêm de acordo com sua prática de obediência. Quando você tiver maturidade suficiente, então, Deus vai abençoando a sua vida. Dia após dia.


















































































































Jovens da UIPaulista,visitam Matriz da IURD- Brás, SP.
Dois jovens que cumprem medida sócioeducativa na UIPaulista (Vila Maria), tiveram a oportunidade de participar, na manhã de domingo último, de um culto,realizado no templo da Igreja Universal do Reino de Deus, no Brás. Com o propósito de ter uma vida renovada na presença de Deus, após a reunião, os jovens passaram pelo batismo nas águas, demonstrando assim, a condição de arrependimento. Após a cerimônia, foram recepcionados com um lanche especial, oferecido pelos voluntários da evangelização que fazem o trabalho naquela unidade.






















































































quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

“Pare com isso! Estou grávida!”




Completei 8 meses de gestação, os pés inchados; o peso da minha barriga era grande, mas tinha que trabalhar e fazer horas extras. O Léo fez uma dívida no cartão de crédito, não sei com o quê; eu é que tinha que pagar, o cartão estava no meu nome. 




Cheguei em casa, tomei um banho e deixei a comida do Léo no micro-ondas. Fui dormir, não estava mais aguentando as dores no corpo.


Léo chegou em casa por volta de 1h da manhã, o cheiro de álcool era insuportável, estava muito bêbado. Para completar, batera com o carro; mais uma dívida em minhas costas...


Fiz que não vi, somente o escutei xingando e falando que havia batido. Continuei deitada e cobri a minha cabeça; aprendi a ficar calada, porque gritar nessas horas não adianta. Ele deitou na cama com aquele bafo horroroso, estava com a roupa suja de urina, as mãos grudentas, falando palavrões. Segurou minhas mãos com toda a força e me violentou.


– Socorro! Pare com isso! Estou grávida! 


Eu não podia ir à delegacia. Como iria falar que meu marido me violentou? Ele pode me ter a hora que quiser; afinal, somos casados. É que eu não queria nada com ele. Mas, com toda a fúria que o dominava naquele momento, me agrediu. Eu consegui fugir e pulei a janela. Oito meses de gestação, uma barriga enorme, o corpo cansado e pés inchados... Estava com roupa de dormir, mas saí correndo pela rua e cheguei até a casa de meus pais.


Mais uma vez a vergonha da minha mãe. Como eu poderia olhar para o rosto dela? Ela havia me avisado. Meu pai disse para ir até a delegacia, mas eu não quis.


No dia seguinte, Léo não se lembrava de nada. Me pediu perdão. Eu aceitei. Nem sei por que a gente aceita tanto perdão assim. A gente, quando casa com alguém e não dá certo, dá a impressão de que a mente fica cauterizada, não conseguimos mais tomar nenhuma decisão; ficamos petrificadas, sem reação, sem esperança de vida.



FILHOS DA FUNDAÇÃO CASA









Filhos da Febem

Por Andrea Dip andrea.dip@folhauniversal.com.br
Uma porta pesada de ferro se abre. Um guarda, um detector de metais e uma cabine blindada aparecem. Mais alguns passos, e o barulho da porta se fechando identifica que daquele lugar não entra e sai quem quer. Um caminho de concreto, mais algumas portas, mais um ou dois guardas, mais um portão fechado. Através das grades é possível ouvir bebês e vozes de adolescentes. Lá, o clima tenso desaparece e, às vezes, dá para esquecer que se está em uma Unidade Feminina de Internação Provisória (UIP) da Fundação Casa, ex-Febem. Em poucos metros quadrados funciona a Casa das Mães, que separa adolescentes grávidas e com bebês das outras internas. Ao todo, a unidade abriga 118 meninas de 12 a 20 anos incompletos, e o tempo médio de internação é de 1 ano e meio. No momento da visita, algumas meninas pintavam quadros, outras faziam pães e doces em uma grande cozinha. K., de 16 anos, era uma delas. De avental branco e sorriso largo, ela conta que “rodou” (foi pega), junto com o marido, de 48 anos, por tráfico de drogas e está na UIP há 9 meses. “O juiz disse que ele me usou. Mas eu acho que ninguém usa ninguém, vai por esse caminho quem quer”, diz a jovem, que entrou grávida de 4 meses e teve a filha num hospital conveniado à Fundação. “Eu entrei dizendo: ‘vou traficar, a vida do crime é isso mesmo’. Agora, penso na minha filha, em como vai ser.” Até março de 2006, as meninas que entravam grávidas na Fundação Casa eram levadas a um abrigo assim que os bebês nasciam e lá ficavam com os filhos por 4 meses. Após esse período, as mães voltavam para a internação e os filhos iam para a família da menina ou para um orfanato. Grande parte das meninas fugia e nem voltava para a Febem. A Casa das Mães, com 12 vagas, não supre a demanda de todo o Estado, mas é a única em São Paulo e possibilitou que os bebês fiquem com as mães até o final da medida sócio-educativa. “Aqui é feito o pré-natal, há acompanhamento psicológico. Os bebês são tratados no posto de saúde da região, tomam as vacinas e não lhes faltam alimentos, roupas e estrutura”, conta Maria Isabel Melo, diretora do Internato Feminino, que fica no bairro da Mooca, zona leste da capital paulista. As roupas e brinquedos chegam através de doações e, por vezes, são trazidos por familiares das meninas. Ali, os bebês ficam 24 horas ao lado das mães. O quarto grande é coletivo, com berços ao lado das camas. As meninas lavam a própria roupa e a dos filhos, ajudam na comida, na limpeza e têm oficinas de panificação, manicure e, a mais procurada, de bordado. Maria Isabel explica que as adolescentes que chegam grávidas têm geralmente o mesmo histórico: “O tráfico é o motivo mais comum. Geralmente, é por amor. Elas se envolvem na vida dos companheiros e quando elas vêm para cá, eles são presos. A maioria já tem filhos de outros relacionamentos”, diz. Essa é a história de J., 17 anos. Há poucos dias na unidade, está grávida de 38 semanas e conta que deixou uma filha de 3 anos com a mãe. Esse é seu maior sofrimento. “Minha mãe cuida bem, mas disse que não vem me visitar nem trazer minha filha, porque preciso pagar pelo que fiz. Entrei para o tráfico porque era o caminho mais rápido para comprar as coisas que eu queria. Mas nem de perto é o caminho mais fácil”, diz, amadurecida pela realidade. E para o futuro? J. faz uma pausa de silêncio enquanto mexe na longa trança de cabelos negros: “Quero conhecer pessoas que me ajudem não com dinheiro, mas com um ombro. Quero cuidar da minha família, dos meus filhos”. E o pai? “O pai da minha filha é do crime. E o pai do meu filho está preso”. Para o psicólogo Rubens Maciel, as meninas que vão para a Fundação Casa têm a família desestruturada ou vivem em situação de miséria. “Elas saem de casa porque o convívio com os pais e irmãos é degradante, violento. E, não encontrando segurança em casa, vão procurar esse carinho em um namorado que também vem de uma situação semelhante”, explica. Por esse quadro caótico, Maciel acredita que a situação dos bebês que nascem atrás das grades é relativa. “Se você comparar com a rua, eles estão em uma situação melhor, porque nada falta, estão num ambiente seguro. Mas, se comparada à situação de uma família estruturada, eles estão em uma condição pior, porque estão privados de liberdade por um delito cometido pela mãe”. É o caso da bebê de G. (de 18 anos), interna há 1 ano e 4 meses. “Ela está engatinhando e quer ir para fora, vai até o portão e quer sair”, conta. O caso dela é o mais grave entre as oito meninas que ocupam a Casa das Mães. Após alguma resistência, conta que cometeu latrocínio, roubo seguido de morte. Ela também estava com o marido no momento do crime e ainda tem 3 ou 4 meses como interna para cumprir. Quando sair, pretende ir morar com a sogra no interior e aceitar qualquer trabalho. “Não posso ficar escolhendo, né?”, diz a adolescente. Sobre sonhos e o futuro, elas não falam. Dão respostas vagas. O fato é que as meninas estão entrando para o crime cada vez mais cedo. Em 2000, a idade média das internas era de 18 anos. Hoje, as meninas “rodam” com pouco mais de 15. E descobrem, nas palavras de J., que esse caminho é “rápido, mas nunca fácil”. Berçários e creches nas prisões O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, no fim do mês passado, uma lei que garante condições mínimas de assistência a mães presas e recém-nascidos. O texto determina que as penitenciárias femininas tenham berçários onde as mães possam cuidar e amamentar os filhos até, no mínimo, 6 meses depois do nascimento. A lei assegura ainda que haja acompanhamento médico pré-natal e pós-parto. Até então, as detentas ficavam com os bebês até os 4 meses de vida e depois davam para a família ou para abrigos, dependendo da situação. As prisões deverão também ter creches com profissionais qualificados para abrigar crianças de 6 meses a 7 anos, cuja mãe esteja presa e seja a única responsável. A autora do projeto, deputada Fátima Pelaes (PMDB/AP) ressaltou à imprensa que a lei é uma “obrigatoriedade de que realmente os presídios femininos disponham de um atendimento à mãe e à criança”. Fátima, que nasceu em um presídio e viveu nele até os 2 anos de idade, afirmou também que: “Toda mulher tem direito de ser mãe e toda criança tem direito à convivência com essa mãe, ao carinho e ao afeto. Isso faz diferença na vida dos dois.”



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Você sabe como se forma um profissional?


Você sabe como se forma um profissional? 

A pessoa ingressa em uma faculdade, estuda 
por anos e ali recebe informações. Ela não 
recebe dinheiro nem emprego, mas 
conhecimento. Em seguida, coloca em prática 
aquelas informações
; e quanto mais ela pratica, mais experiência 
adquire. Quanto mais experiência possui, melhor 
fica a condição econômica dela. 


Assim também é com relação ao Reino de Deus.
 Não é pelo fato de ser religiosa que a pessoa
 será abençoada. A fé nada tem a ver com religião. 
A fé bíblica tem a ver com obediência, com a 
prática da Palavra de Deus. 


A frequência na igreja não significa que a pessoa 
será salva ou abençoada. O que faz a diferença é 
quando ela aprende a Palavra de Deus e a coloca 
em prática. O que isso tem a ver com religião? 
Nada! Este é o segredo da vida. 


Não basta conhecer, é preciso colocar em 
prática. O homem prudente é o inteligente 
(Mateus 7.24-27), que anda e age de acordo 
com a razão, não com as emoções.


Os mesmos problemas vêm sobre os bons 
e os 
maus, a diferença é que os que obedecem 
permanecem firmes. Todos nós enfrentamos 
aflições, mas é sobre o Senhor Jesus Cristo 
que 
tenho depositado a minha vida. Ele é o primeiro
 de 
tudo. Seguir Jesus é você fundamentar a sua 
vida 
sobre Ele. A única coisa que sustenta sua vida
 é se 
você ouve e pratica a Palavra de Deus. Deus é 
justo 
e a Palavra dEle não pode falhar. 


Deus abençoe a todos.

    Notícias

    Voluntários da Universal visitam Internato Pirituba

    Por Assessoria de Imprensa, em 05/05/10 16:25

    No sábado (1º de maio), jovens do Internato Pirituba receberam voluntários da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Os evangélicos promoveram diversas atividades que envolveram jovens, familiares e funcionários. A visita terminou em festa com sorvete, bolo, refrigerante e teatro.
    O pastor Luis Eduardo Novaes contou aos adolescentes como foi sua recuperação após ter mergulhado no mundo das drogas. Ele revelou todas as dificuldades que enfrentou para abandonar o vício e que só conseguiu com a ajuda de Deus. Ele orou com todos os jovens e os incentivou a “seguir a corrente do bem”.
    O pastor Geraldo Vilhena, coordenador da IURD para evangelização na Fundação CASA, também orou com os jovens e seus familiares.
    Os eventos e manifestações religiosas acontecem na Fundação CASA por meio do Programa de Assistência Religiosa (PAR). O objetivo é permitir o acesso dos jovens a todas as religiões.                                    
                                                             
    Um ex-interno da Fundação acompanhou o grupo e falou de sua recuperação com a ajuda do trabalho da IURD. Ele também contou aos jovens das más experiências com as drogas e de suas passagens pela antiga Febem.
    Fé e teatro
    A Companhia Teatral Força Jovem da IURD apresentou uma peça que emocionou a todos os presentes. A peça contou a histórida de uma pessoa que resolveu leiloar sua alma. Os lances foram dados pela religião, prostituição, bebidas, drogas e no fim quem deu o lance maior foi a morte. Mas no último suspiro somente Jesus resgatou a sua alma e lhe deu uma nova chance.
    Depois do teatro, os voluntários distribuíram livros e um diploma como homenagem  para todas mães.  Também ofereceram sorvete, pipoca, refrigerante e algodão doce aos adolescentes.


















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