quinta-feira, 16 de agosto de 2012

AMC É UMA SEMENTE DE AMOR, FÉ E ALEGRIA.

 Logo que brilhou o sol Rosana, com a equipe de voluntárias, se dirige à Fundação Parada de Taipas. Um lugar deserto, guardando quase sessenta internas que cometeram deslizes na sociedade.
Na idade de 14 a 21 anos ali elas permanecem, e dentro da rotina vão se socializando e se educando nas regras e leis a cumprir.
Chegando à quadra, um espaço cedido para o evento, elas aparecem sorrindo e cumprimentando o grupo da AMC que lhes espera.



 Inicialmente Rosana agradece aos responsáveis e funcionários, valoriza o trabalho desenvolvido pelo Pr. Geraldo Vilhena, da Igreja Universal, onde, semanalmente, com um grupo de apoio busca resgatar a ideia perdida,  e mostra, através da palavra de Deus, que há uma nova chance para  quando ficarem livres desse passado.
É feita uma oração de agradecimento e são convidadas a participar de um café da manhã preparado por todas as voluntárias.















 No retorno, são presenteadas com um livro que fala do Pecado e Arrependimento, onde Rosana lê uma página e explica o significado de se perdoar. Dá o incentivo de uma nova chance e, ainda com todos os erros cometidos, Deus está pronto para recebê-las com o arrependimento. Todas atentamente dão ouvidos e acompanham cada palavra.
 


 Para surpresa das meninas a AMC leva um Kit de maquiagem para cada uma, e Gianni Albertoni  (modelo e apresentadora), com todo o brilho e luz, ensina como se maquiar. Todas muito atentas fazem uma roda ao seu lado e começa a aula.
Gianni com sorrisos e simpatia comenta cada detalhe e pinta as meninas de forma profissional, dando muitas dicas dos passos que se devem seguir. Elas, que também fazem alguns cursos profissionalizantes dentro da Fundação, dizem que foram privilegiadas com essa visita.
Sempre muito alegres, não deixam transparecer que, por trás de cada uma, já exista uma história marcante. Acreditamos que se existir nas instituições motivação, oportunidade de trabalho e educação seguramente muitas delas serão beneficiadas e, saindo, terão chance de um começo diferente: sem droga, sem roubos, sem homicídios.  É necessário que existam leis não só para a prisão, mas que existam, no mundo, sistemas de melhorias de condições para as classes sociais afinal, sempre estamos na esperança de um país em desenvolvimento, porém também com condições mais apropriadas e de visão para dignidade do próximo.
Nada justifica, mas tudo colabora. Com Deus, trabalho e educação muitos estariam protegidos e longe da força do mal.
Finalmente, Junior com seu violão anima  as meninas que cantam diversas músicas,  secular e gospel, que  fazem a alegria de todos.








 Carlinda finaliza com uma oração, pedindo a Deus a sua misericórdia e determinando um novo coração na vida de cada uma delas.


“Fiz abortos para me livrar das coisas”



Eu sempre me protegi muito, morria de medo de engravidar novamente de outra "coisa", só que desta vez eu não iria perder tempo, pois agora era madura e experiente, dona do meu próprio dinheiro e muito conhecida, era só fazer o aborto e tudo bem.

Mesmo me prevenindo, em 1 ano fiz dois abortos. Tinha um cliente que conhecia o amigo de um doutor e que sempre ajudava as mulheres da noite a se livrar das tais "coisas".

E o tempo foi passando e eu me achando cada dia mais poderosa, nada nem ninguém mandava em minha vida. O desejo de vingança contra o monstro ainda continuava...

Resolvi mudar o meu estilo, radicalizar! Mudei o meu visual. Era conhecida como a dama da noite e deveria ser mais poderosa do que nunca.

Uma roupa preta. Essa era minha marca registrada: roupa preta, muito justa, quase não entrava nela, e maquiagem muito escura. Meus cabelos já não eram mais loiros e cacheados, eu os pintava de preto e estavam lisos. Os sapatos eram de salto alto e pretos, a meia-calça era rasgada e as bijuterias, grandes
e pesadas.

Quando eu chegava em casa, por volta das 7 horas da manhã, a "coisa" estava dormindo. Passava longe do seu quarto, não queria nem ouvir a sua voz.

Um dia, cheguei em casa e não tinha ninguém. Resolvi deitar e dormir porque estava muito cansada. Tinha feito cerca de cinco programas naquela madrugada e meu corpo estava quebrado, além da bebida.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

“Crack: o meu grande amor”


Um dia acordei na praia pela manhã, estava toda suja e sem roupas. Meu cabelo estava muito embaraçado, minhas unhas, com sangue e meu corpo, dolorido. Minhas roupas estavam jogadas ao meu lado, meus braços com grandes arranhões, provavelmente eu mesma os tinha feito, estava com uma unha quebrada. A depressão era profunda. Lembrava-me de minha mãe... Coloquei as roupas sujas e fui para casa descalça.

Andei quilômetros para chegar em casa, não sabia como tinha ido parar tão longe, afinal, o ponto que eu ficava era perto e não tão longe.

Tinha uma banheira no banheiro do meu quarto, eu enchi de água e sabão e entrei dentro dela, adormeci.

Depois de algumas horas acordei com muita angústia, uma sensação de vazio imensa, algo parecido com depressão, dava a impressão de que o meu coração havia sido arrancado. Sinto saudades de minha mãe.

Não sei ao certo o que aconteceu. Quando olhei do meu lado, a "coisa" estava lá, me olhando e segurando um copo de leite quente.

– Eu fiquei aqui esperando a senhora, fiz leitinho para agradá-la.

Fiquei sem fala, apenas tomei o leite...

No dia seguinte perguntei para algumas amigas o que tinha acontecido e elas relataram que eu fiquei muito doida. Peguei carona com um homem muito conhecido da rapaziada, que também era usuário, só que ele usava cocaína injetada, o efeito é tão potente quanto o crack.

Disseram que eu saí com ele em seu carro e não voltei mais. Realmente não sei o que aconteceu, não me lembro de nada.

Quando uso o crack, sinto uma euforia, alegria, fico confiante, minha energia aumenta e eu desejo cada vez mais o crack. Daria tudo o que tenho por uma pedra do meu amor, meu grande amor.... o crack.


terça-feira, 14 de agosto de 2012

O álcool mata mais do que muitas doenças sérias e transmissíveis, como a aids e a tuberculose.


Álcool é responsável por quase 4% de todos os óbitos no mundo. Entre a classe média, bebida mata mais que obesidade e tabagismo


O uso abusivo do álcool mata 2,25 milhões de pessoas por ano (quase 4% de todas as mortes no mundo), sendo que cerca de 320 mil são de jovens com idade entre 15 e 29 anos. Em comparação, drogas ilícitas fazem 250 mil vítimas anualmente, segundo pesquisa recente realizada pela Universidade de South Wales, em Sydney, na Austrália. Isso quer dizer que o álcool é responsável por nove vezes mais mortes do que todas as drogas consumidas no mundo. E não para por aí: na classe média, o álcool é o maior fator de risco para a saúde, pior que a obesidade, o sedentarismo e o tabagismo.

De acordo com o levantamento mais extenso já feito sobre o assunto nos últimos 7 anos, realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o álcool também mata mais do que muitas doenças sérias e transmissíveis, como a aids e a tuberculose. Segundo o órgão, a maior parte das mortes relacionadas ao álcool é causada por ferimentos ocorridos em decorrência do abuso da substância, cirrose e problemas cardíacos.

No Brasil, o consumo de bebidas alcoólicas cresceu nos últimos 5 anos, aumentando o risco de doenças e acidentes, de acordo com o I Levantamento Nacional sobre os Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira, realizado pelo governo federal. Outro estudo, feito a partir da base de dados do Datasus, mostrou que a bebida tirou a vida de 34.573 brasileiros entre 2006 e 2010. De todos os adultos que bebem no País, pelo menos 45% deles tiveram algum problema relacionado ao consumo em excesso.

A OMS elaborou uma série de recomendações para tentar barrar esse aumento da popularidade do álcool, principalmente em países emergentes como o Brasil. Entre os itens listados como essenciais pela organização, estão o aumento de impostos sobre as bebidas, a restrição cada vez maior das vendas e a adoção de programas de prevenção ao alcoolismo.

Segundo pesquisa feita pelo governo federal, de forma geral, os brasileiros apoiam as políticas públicas contra o álcool, tanto aquelas voltadas para a ampliação do tratamento e prevenção, quanto as mais restritivas.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Empurrando com a barriga

Hábito de adiar tarefas não é exclusividade de brasileiros, mas afeta a maioria, aponta estudo




Deixar para começar o regime e a atividade física na segunda-feira ou ainda apagar e-mails quando o melhor seria estar trabalhando num relatório. Afinal, quem já não decidiu fazer qualquer outra coisa, por mais desinteressante que seja, só para não realizar aquilo que é realmente necessário?


Uma pesquisa realizada pela internet, com mais de 4 mil pessoas de 22 Estados do País, mostrou que 97,4% dos brasileiros adiam atividades ao longo de sua rotina. O levantamento, feito pela Triad Productivity Solutions, empresa especializada em produtividade, foi recentemente publicado no livro “Equilíbrio e resultado: por que as pessoas não fazem o que deveriam fazer?”.


“O brasileiro adia bastante, mas todo mundo em qualquer país faz isso, porque é um hábito do ser humano”, diz Christian Barbosa, especialista em produtividade e gestão do tempo que coordenou o estudo.


O comportamento de deixar algo para fazer depois já era chamado pelos romanos de procrastinação. Em latim, procastinare significa “encaminhar para amanhã”. Agora, com a internet, não são poucas as distrações que o mundo virtual oferece e que, segundo os entrevistados da pesquisa, também são os principais motivos para a procrastinação. “O ser humano nunca precisou da internet para procrastinar, mas hoje existe uma pressão cultural para a obtenção de prazeres imediatos”, analisa a psicanalista Cecilia Orsini, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.



Deixar para depois foi o que fez Flávia Fray, de 22 anos, durante uma seleção de emprego. “Fui adiando e deixei para comparecer no último dia da entrevista. Quando cheguei lá, a vaga já tinha sido ocupada.” Na vida pessoal, os afazeres domésticos também costumam ficar para depois. “No fim, tenho de fazer tudo correndo.”


Flávia não é exceção. Segundo a pesquisa, 26% dos entrevistados dizem adiar assuntos pessoais, 13% os profissionais, 61% postergam os dois e 71% assumiram deixar tudo para fazer na última hora. “É mais comum adiar as coisas pessoais porque não tem ninguém te cobrando”, comenta Barbosa. Exercícios físicos (68%) e leitura de livro (64%) são as tarefas mais postergadas pelos brasileiros, seguidos por assuntos de saúde (53%) e planejamento financeiro (47%).


“Você deveria fazer as coisas, mas muitas vezes não as faz porque não quer enfrentar uma situação que pode ser penosa. A pessoa se autoengana, pensando que pode ser menos difícil no futuro”, diz a psicanalista Cecilia. “Não há nada contra em adiar uma coisa ou outra. O problema é quando isso se torna crônico e você deixa de realizar coisas importantes frequentemente”, diz Barbosa.


De acordo com o estudo, o sonho de se casar, mudar de apartamento ou emprego são os menos adiados e as tarefas chatas e longas são as mais postergadas. Na avaliação de especialistas, empurrar o problema com a barriga não resolve a questão. “É preciso ter a consciência de que a vida é feita de escolhas, com custos e benefícios. A gente paga por elas quer queira, quer não”, diz Cecília.


Wagner Quarterone, de 51 anos, lembra bem do estresse pelo qual passou ao adiar o envio da declaração de Imposto de Renda. No prazo limite, seu computador quebrou. Depois disso, conta, procura fazer tudo com antecedência. “Agora policio a minha agenda, até mesmo para ter a chance de errar e poder corrigir.”


Para Denise Diniz, coordenadora do Núcleo de Qualidade de Vida da Universidade Federal de São Paulo, adiar as tarefas muitas vezes gera uma sensação de impotência e frustração. “O homem tem uma necessidade psicológica de realização, o que fica diretamente associado à autoimagem da pessoa”. Para Cecília, desde que a pessoa queira, ela pode mudar o hábito de procrastinar.

sábado, 11 de agosto de 2012

“Gastava tudo com crack”




Desejo ardentemente mudar de vida, mas meu corpo treme, minha mente às vezes trava, tenho dores de cabeça.

Chegou o dia de ir para casa, ou o que era a minha casa; porque fiquei tanto tempo nas ruas que meu lar se tornou os becos, os lixos, as calçadas, a praia... Onde havia usuário de drogas, ali eu estava; não importava o local, mas importava onde tinha um ponto de venda. Eu fazia os programas e na mesma hora gastava todo o dinheiro com crack...

Cheguei ao ponto de não escovar meus dentes, perdi quatro deles.Meu cabelo era embaraçado, metade preto, metade loiro; os cachos não existiam mais, eram quebrados e sem nenhuma vida.

Minha pele estava amarelada, meus pés rachados, minhas unhas escuras e podres. Eu me sentia o lixo, o nada, queria morrer, queria minha mãe.

Ao entrar naquela casa, voltei à minha infância, ao dia em que entrei pela primeira vez naquele quarto preparado para mim, às vezes que fazia leite morno para tomar... Até do meu macarrão sem molho lembrei, até ele era bom.

Minha tia veio me encontrar, já não estava mais embriagada, seu olhar era outro, não tinha cheiro de uísque, cheirava a perfume. A casa estava limpa e um cheirinho de sopa vinha da cozinha. Ela segurou minha mão e disse:

– Minha querida, seu quarto a espera.

Achei tudo tão estranho... Como pode alguém mudar de uma hora para outra? Ela sempre foi alcoólatra, não limpava a casa, nem comida fazia... Agora estava me chamando de querida e fazendo sopa?

De olho no glaucoma


Ainda sem cura, maior causa de cegueira no País será tratada com remédio liberado por lente de contato que está em fase de pesquisa

Pesquisadores brasileiros criaram uma espécie de lente de contato capaz de liberar medicamento nos olhos que promete ser um grande aliado no tratamento do glaucoma. A doença, ainda irreversível, precisa de tratamento contínuo. O uso inadequado de colírio, o esquecimento ou a falta de recursos mostram a ineficiência do combate ao problema, que, segundo o professor da pós-graduação em glaucoma da Universidade Federal Paulista (Unifesp), Paulo Augusto de Arruda Mello, atinge 1,2 milhão de pessoas no País e é a maior causa de cegueira no Brasil.


"Concluímos a fase de bancada da pesquisa com sucesso. Usamos um princípio ativo que diminui a pressão do olho em um dispositivo de liberação controlada. A forma da lente ainda será desenvolvida até chegarmos ao modelo mais confortável para o paciente, mas trabalhamos com silicone como matriz no dispositivo que estamos usando", explicou José Roberto Rugero, coordenador da pesquisa realizada durante 3 anos no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), com ajuda de profissionais da Unifesp e apoio do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da empresa Ophthalmos.


Agora, a pesquisa será testada, o que exige um financiamento em torno de R$ 1 milhão, segundo Rugero. A previsão é de que sejam necessários mais 2 anos de estudo até o produto chegar ao mercado. "Iria facilitar muito a adesão ao tratamento", acredita o presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, Aderbal Alves Jr. "Como o glaucoma é comum em idosos, há problema de esquecimento de um tratamento que tem de ser diário e durante a vida toda."


De acordo com Mello, a fidelidade ao tratamento é a grande vantagem de usar um dispositivo que libera a droga na concentração adequada, diferentemente do colírio. Segundo ele, o glaucoma se dá pelo aumento da pressão no nervo ótico, o que pode ser detectado em exames oftalmológicos. A doença, afirma ele, apesar de não ter sintomas em 80% dos casos, é mais comum começar a se manifestar em quem tem mais de 40 anos, em negros, pacientes com mais de 6 graus de miopia e ainda por herança genética.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

“Ódio, um obstáculo”

Um mês se passou. Dias e noites com fortes dores no corpo. Em minha mente, a cada segundo o desejo pela droga. Os enjoos eram constantes. Já não tinha mais vontade de morrer e sim de viver, de mudar de vida, mas quão difícil foi.


Eu ouvia palavras de fé, que Deus mudaria minha vida, mas em troca deveria dar a minha vida a Ele.


Consegui um emprego. O que eu ganhava no mês não chegava aos pés do que eu tirava num dia de programa. Mas havia uma diferença: o dinheiro rendia, eu não sei como...


Comecei a me arrumar, deixei meu cabelo loiro e com cachos crescer.


Não usava mais aquelas roupas apertadas que pareciam que iam rasgar no meu corpo, minha maquiagem não era mais escura e sim suave. Meu sorriso estava voltando; às vezes ainda pensava nas drogas, mas meu desejo de sair delas era tão grande que todo dia eu pedia a ajuda de Deus.


Meu corpo estava parando de tremer, as náuseas haviam sumido, não fui mais aos pontos de drogas, eu queria muito mudar, para isso eu tive que negar meus desejos e me sacrificar.


Fui mudando aos poucos, com muita luta, e perseverando na minha fé.


Havia um grande problema em minha vida, maior até que o crack... O ódio. Ódio pela menina que agora já não era mais a "coisa", e sim uma menina. Eu não conseguia falar o seu nome, era algo que estava dentro de mim, não conseguia tirar.

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