segunda-feira, 6 de maio de 2013
CIÚME
CIÚME:NA MAIORIA DAS VEZES ACONTECE DEVIDO AO COMPLEXO DE INFERIORIDADE, A RIVAL TEM MAIS QUALIDADE OU ONDE HÁ FUMAÇA HÁ FOGO?
Machado de Assis, autor do clássico romance Dom Casmurro, perpetuou sua obra e sua grandiosidade literária ao abordar, de forma inteligente e realista, o ciúme e a devastação que esse sentimento pode provocar na alma e na vida das pessoas. Também na música popular brasileira o ciúme é tema frequente. Grandes sucessos de Chico Buarque, Caetano Veloso, Lupicínio Rodrigues, entre outros, abordam a relação estreita e tênue entre esse complexo sentimento e o amor. Mas, se por um lado o ciúme pode servir de base para a inspiração de vultosos artistas, por outro, ele pode ser também o responsável pelo sofrimento e tormenta na vida de muitos casais. De acordo com a quase totalidade dos psicólogos, o ciúme é um sentimento inerente à espécie humana. Em maior ou menor grau, todo mundo já o experimentou em algum momento da vida e, diferentemente do que imagina aquele que é acometido por ele, o ciúme é uma reação pessoal, voltada exclusivamente para a pessoa que o sente. É diferente, por exemplo, de algumas sensações como o medo despertado por um lugar, pela altura ou por algum inseto, que vêm do exterior (meio) para o interior (indivíduo). O ciúme em excesso é também, portanto, uma manifestação própria de personalidades com tendências egocêntricas. Quando manifestado de forma mais grave, o que pode comprometer a saúde mental e até mesmo física das pessoas, o ciúme é chamado de patológico pela psiquiatria. Nesses casos, o portador desse distúrbio paranoico não é capaz de diferenciar fantasia e imaginação da realidade. Os principais sintomas são extrema desconfiança e constante busca de provas e confissões por parte do parceiro. São comuns também ansiedade, depressão e um forte sentimento de humilhação acompanhado pelo desejo de vingança. Algumas pessoas relatam experimentar durante esses episódios um acentuado aumento da libido. Tal distúrbio, se detectado, deve ser rapidamente tratado, pois pode induzir o portador a tomar atitudes que colocam em risco a própria vida e a de outros. Há que se ressaltar também que o ciúme natural e racional, quando bem dosado, é um importante indicador da importância que se dá ao outro. A ausência dele, portanto, pode ser tão prejudicial quanto o excesso. E talvez venha daí a expressão “temperar a relação”. Como o sal, ciúme de mais pode ser perigoso; de menos, deixa tudo muito insosso e sem-graça
domingo, 5 de maio de 2013
Eu perdi as oportunidades
No segundo domingo, é a mesma coisa. Eu já estou ficando cansada de ter que obedecer à minha mãe. Mais uma vez aquele homem fala e eu não ouço nem entendo nada. Acho tudo sem vida, quero voltar a viver. No terceiro domingo, resolvo levantar sozinha e me arrumar. Minha mãe fica imensamente feliz. Eu fico com imensa raiva. Faço isso para ela parar de empurrar esse Deus para mim. Eu aceito a vida, vida com o André, a minha vida.
Por volta das 11h da manhã, voltamos para casa. Uma maravilhosa e suculenta macarronada está nos esperando. Sentamos à mesa e nos deliciamos.
Já é tarde quando a campainha toca. É o entregador de flores. Minha mãe atende e me traz um ramalhete de rosas colombianas vermelhas. Lindas e perfumadas. Há um bilhete. Peço que leia para mim. Com toda sutileza, tira do envelope o papel amarelo escrito com letra tremida.
– É do André. Quer que eu leia?
– Sim, por favor.
Ela fala em tom baixo e com tristeza.
“Peço que me perdoe, eu estava nervoso. Volta pra mim?”
– Claro! Claro! Mãe, me dá o telefone! Vou ligar agora para ele!
– Você está seguindo o seu caminho, minha filha. A decisão é somente sua.
Não ouço uma palavra da minha mãe, quero o André de volta. Voltamos no mesmo dia. Deixo o repouso e volto para as baladas com ele e meus amigos.
15 de outubro de 1988, 23h47
– No dia em que você perdeu a criança, disse que se voltaria para o Homem de Branco. Mas nem se lembrou dEle quando saiu do hospital. (gargalhadas)
Novamente, eles me fazem lembrar de tudo nitidamente. As pessoas ficam desesperadas e gritando a todo momento. Não existe nenhum segundo de paz. O tempo todo, em todo lugar, existe pânico. O pedido de socorro, o lamento... Novamente o desespero. Vermes, bichos entram nas pessoas. Eles querem me jogar em um lugar preparado para aqueles que um dia serviram ao Homem de Branco. Dizem que é o nosso galardão.
– No domingo, você teve a decisão de tomar o caminho certo, mas não deixamos. Você sempre fez a nossa vontade.
Acho que não vou conseguir sair daqui, não acho nenhuma saída. Os demônios estão por todo lado. São bichos horrorosos, escabrosos, fedorentos, dá muito nojo chegar perto deles. Eles batem nas pessoas, atormentam-nas o tempo todo, não existe paz... Nem por um milésimo de segundo existe paz. Minha boca está seca, parece que meu corpo está ficando todo ressecado...
Eu não ouvia nada, achava que era esperta e minha mãe enganada com facilidade. Eu é que era enganada e não sabia. Tive oportunidades e não aceitei. O calor é tão grande que é impossível respirar. Sinto muitas dores... Imagine isso por bilhões e trilhões de anos!!! Descobri que não vale a pena satisfazer a vontade da carne e do coração e depois passar a eternidade neste tormento.
sábado, 4 de maio de 2013
Quase fui assassino
Rafael Vasconcellos Silva era um desses adolescentes que não medem esforços para andar com dinheiro, roupa de marca e viver rodeados de mulheres. Até os 17 anos, respeitava e obedecia aos pais, era humilde, simples, tinha boas amizades, estudava e sonhava com um futuro promissor. Mas as dificuldades financeiras, agravadas pela ausência do pai, que abandonou sua mãe por uma mulher mais nova, lhe tiraram o ânimo e a fé para continuar lutando por uma vida melhor.
A luta incansável da mãe e as orientações e evangelização que recebeu do Força Jovem restauraram sua vida e sua fé, tornando-o um homem de bem, querido pela família, trabalhador e confiante num futuro melhor. Mas a superação não aconteceu da noite para o dia. Segundo ele, os prazeres da vida, dos 17 aos 20 anos, só aumentavam nele o desejo de manter-se no caminho errado.
“Minha mãe me via armado com fuzil, mas perdera todo o controle sobre mim porque eu nem estava mais na Igreja. Quando os pais não têm mais autoridade sobre os filhos, a expectativa é a pior possível porque se perde o rumo, a referência. Pior é quando não existe mais fé, o que aconteceu comigo”, lamenta.
Quando via o grupo do Força Jovem evangelizando na rua, Rafael saía correndo, mesmo sabendo que estava errado. Afinal, tinha sido da Igreja por vários anos. Por duas vezes, foi alvo de tiros de fuzil de um mesmo PM, que errou a mira em ambas. O pior episódio, segundo Rafael, ocorreu quando viveu uma situação em que teria que matar um traficante que vendia pó Royal (fermento de bolo), em vez cocaína, prejudicando o comércio de drogas no local.

“O gerente do tráfico me passou uma pistola e perguntou se eu já havia sentido cheiro de sangue. Ele ordenou que eu matasse o homem que estava na minha frente. Três coisas me impediram de atirar: Deus; a afirmação que ouvi de um pastor de que não temos poder de tirar a vida de ninguém; e o pedido de misericórdia do traficante, que disse ter feito aquilo porque a filha não tinha o que comer. Entreguei a pistola e não matei, mas o homem foi morto por outro do grupo”, conta.
Para entrar no caminho do bem, Rafael enfrentou muitos obstáculos, superou o vício nas drogas e contou com uma ajuda especial para não aceitar o posto de gerente do tráfico, que tinha, na época (2005), salário de R$ 10 mil.
“Era um dia movimentado. O tráfico vendia muita droga e um dos traficantes me chamou no canto e perguntou por que eu não voltava para a Igreja. Aquilo me travou, gelei por dentro, fiquei por alguns segundos sem ação e conclui que era uma mensagem de Deus. Larguei tudo, entreguei o fuzil, a pistola, as drogas e voltei para a Igreja e para o Força Jovem, de onde nunca deveria ter saído”, afirma.
Quando voltou, muita gente desconfiou daquela mudança radical de comportamento: da soberba para a humildade. Mas no domingo seguinte, foi batizado.
“Deus me guardou e protegeu durante os três anos em que fiquei no tráfico. Isso não foi em vão. Hoje, oro e procuro tirar as pessoas desse caminho. Sou muito grato ao Força Jovem, que insistiu para eu sair daquela vida. Hoje, recuperei a autoestima, a dignidade e o carinho de minha família. Minha esposa é maravilhosa, trabalho honestamente e sonho ser pai. Além disso, completei o ensino médio no ano passado e estou me preparando para o concurso dos Bombeiros”, comemora o porteiro, hoje com 27 anos.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Quando se perde a visão espiritual,se perde a vida.

Deficientes naturais de visão física não têm ideia da
beleza da natureza.
São acostumados com a ausência de luz.
Mas, quando alguém perde a visão física, é mais
cruel acostumar-se com a escuridão.
Pior mesmo é quando se perde a visão espiritual.
Muitas pessoas que trabalharam comigo lado a lado
e até comeram do mesmo prato, que foram iluminados,
e provaram o dom celestial, e se tornaram
participantes do Espírito Santo (Hebreus 6.4), e
relaxaram na fé, acabaram perdendo a visão espiritual.
Tal perda lhes têm custado a Salvação de suas almas.
Muitas pessoas que trabalharam comigo lado a lado
e até comeram do mesmo prato, que foram iluminados,
e provaram o dom celestial, e se tornaram
participantes do Espírito Santo (Hebreus 6.4), e
relaxaram na fé, acabaram perdendo a visão espiritual.
Tal perda lhes têm custado a Salvação de suas almas.
Ainda ontem, ao conversar com um colega de ministério,
surgiu esse assunto.
Ele mostrou-me fotos recentes da família de um daqueles
cegos por opção.
Semblante caído, rosto pálido, sem brilho, sem força,
sem expressão, sem vida…
Sua esposa, antes tão bonita, tão alegre e tão cheia de
vida, agora expressa dor e tristeza.
Na foto familiar, nenhum membro esboça qualquer
alegria,
como seria o normal.
surgiu esse assunto.
Ele mostrou-me fotos recentes da família de um daqueles
cegos por opção.
Semblante caído, rosto pálido, sem brilho, sem força,
sem expressão, sem vida…
Sua esposa, antes tão bonita, tão alegre e tão cheia de
vida, agora expressa dor e tristeza.
Na foto familiar, nenhum membro esboça qualquer
alegria,
como seria o normal.
Tristeza e pesar tentaram se apossar de mim.
Porém, raciocinando de acordo com a Palavra de Deus,
concluí: o que poderia fazer além de orar por eles?
Porém, raciocinando de acordo com a Palavra de Deus,
concluí: o que poderia fazer além de orar por eles?
Quando se perde a visão espiritual, se perde a vida.
E os demais que compõem aquela família tendem a cair
no mesmo buraco sem Luz.
E os demais que compõem aquela família tendem a cair
no mesmo buraco sem Luz.
Aconteceu com Israel no passado, acontece com muitos
cristãos no presente.
Israel trocou sua Glória pela corrupção espiritual e
moral.
Muitos oficiais de igrejas evangélicas também têm
trocado
a Salvação pelas ofertas deste mundo.
Fazer o quê?
Cada um tem o poder em mãos para escolher a quem
servir.
Deus não interfere na escolha de ninguém, porém, está
sempre pronto para apoiar os que querem retornar a Ele.
cristãos no presente.
Israel trocou sua Glória pela corrupção espiritual e
moral.
Muitos oficiais de igrejas evangélicas também têm
trocado
a Salvação pelas ofertas deste mundo.
Fazer o quê?
Cada um tem o poder em mãos para escolher a quem
servir.
Deus não interfere na escolha de ninguém, porém, está
sempre pronto para apoiar os que querem retornar a Ele.
Tanto Zacarias quanto Malaquias serviram de
instrumentos
do Espírito Santo para advertir Israel naqueles dias.
instrumentos
do Espírito Santo para advertir Israel naqueles dias.
"Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Tornai-vos
para
mim,
diz o SENHOR dos Exércitos, e Eu Me tornarei
para vós
outros,
diz o SENHOR dos Exércitos." Zacarias 1.3
para
mim,
diz o SENHOR dos Exércitos, e Eu Me tornarei
para vós
outros,
diz o SENHOR dos Exércitos." Zacarias 1.3
"Desde os dias de vossos pais, vos desviastes dos
Meus
estatutos e não os guardastes; tornai-vos para
Mim, e
Eu Me tornarei para vós outros,
diz o SENHOR dos Exércitos…
" Malaquias 3.7
Meus
estatutos e não os guardastes; tornai-vos para
Mim, e
Eu Me tornarei para vós outros,
diz o SENHOR dos Exércitos…
" Malaquias 3.7
Estou deixando de viver
30 de julho de 1988, 11h58
Abri os meus olhos. Minha visão estava embaçada. Vi um quarto branco e agulhas em meu braço. Eu estava tomando soro, André ao meu lado.
– O que aconteceu?
– Você sabia que estava grávida e não me falou nada? Eu deveria deixar você aqui sozinha!
– Do que está falando? Quem está grávida?
– Não se faça de ingênua! O médico disse que você abortou. Queria ter um filho meu só para ficar comigo. É isso?
Estava me sentindo um lixo. Não sabia que estava grávida, e mesmo que estivesse, aquela reação do André não era justa. Ele saiu revoltado pela porta do quarto e não voltou mais. Recebi alta dois dias depois e fui para a casa da minha mãe. André não foi me visitar. Ela fez sopa de espinafre e deixou-me de repouso por cinco dias. O cuidado dela era imenso comigo. Percebi que em nenhum momento me falou do seu Deus, mas senti falta. Meu pai toda hora ia ao meu quarto. Entrei em depressão. Falava somente o necessário. Deixei de atender ao telefone, de assistir televisão, estava deixando de viver. Um mês se passou e nada mudou dentro de mim. Até que o silêncio de minha mãe foi quebrado. Ela levantou bem mais cedo do que o de costume. Arrumou-se e foi até o meu quarto. Fez-me levantar e, sem dizer aonde iríamos, vestiu-me roupas limpas. Penteou meus cabelos azuis e pôs um pouco de água de cheiro em meu pescoço. Não falei nada. Eu não tinha forças para falar. Entramos no carro e meus pais me levaram para a igreja.
– Não acredito que me trouxeram para cá. O que vou fazer aqui neste lugar?
O homem, naquele lugar, falava mais alto. Falava, falava, falava... E as pessoas choravam e se alegravam. Eu queria o André.
12ª de um total de 16 crônicas.
Continua na próxima edição.
A história é fictícia e baseada em fatos do cotidiano.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Questão de respeito Não levar em consideração certas atitudes pode sinalizar futura infelicidade conjugal
Casar, ter uma família, uma bela casa... Os preparativos para a festa, os convidados, a lua de mel e os dias de alegria ao lado da pessoa amada. Estes são requisitos básicos dos sonhos que estão no imaginário de quase todos os jovens que sonham com o casamento. Mas, conforme mostram as estatísticas de divórcio, muitos não estão preparados para encarar este compromisso.
Casam, mas, por diversos motivos, acabam se separando.
“Ouço muitas jovens dizerem que estão prontas para casar, mas, muitas vezes, ao interagir, conversar e aconselhá-las, vejo o quanto estão longe de estar prontas”, comenta a escritora Nanda Bezerra.
Um dos motivos, segundo destaca, é a dificuldade que as pessoas têm em respeitar o próximo. “Muitos se consideram donos da verdade. Não respeitam seus pais nem as pessoas ao redor. Agem dessa forma e ainda pensam que respeitam a Deus. Como pode?”, indaga.
Autora do livro “40 Segredos Que Toda Solteira Deveria Saber”, a escritora destaca que o respeito é fundamental para que um casamento seja bem-sucedido.
“Em muitos casos só se pensa na lua de mel! Não há cuidados, não se observa a pessoa com quem se está casando. Se vissem, se pensassem, não casariam. Pelo fato de as pessoas se comportarem desta forma, crescem as estatísticas de casamentos fracassados, mas nos resta a esperança de que elas entendam a importância do respeito e mudem de atitude. Respeito é uma peça importantíssima para um casamento feliz”, conclui Nanda.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Briga com o espelho
Cuidados exagerados com a aparência podem trazer prejuízos
Um problema que muitas mulheres têm é a preocupação excessiva com a aparência. Se não é o peso, é a pele, o cabelo, a roupa, os sapatos. Para elas, a opinião dos outros e tudo o que tem a ver com o visual são extremamente importantes. Quantas pessoas fizeram sacrifícios financeiros, se submeteram a cirurgias para que seus sonhos de consumo nesta área se tornassem realidade? São elas as fontes de inspiração que alimentam a indústria da beleza, com tratamentos impressionantes que atraem o público feminino.
Cuidar da aparência é louvável e em alguns casos questão de saúde, mas a vaidade não pode extrapolar, trazendo prejuízos psicológicos e transformando-se em uma compulsão que pode trazer sérios riscos.
“O problema é que, geralmente, a pessoa nunca está satisfeita, bonita o suficiente, não importa o quão perfeita esteja. E eu lhe digo: desista desse sonho de perfeição! É isso mesmo. Esqueça a esperança de que um dia você vai ser exatamente como sempre sonhou, pois isso nunca acontecerá”, comenta a escritora Cristiane Cardoso, autora do Livro “A Mulher V” e “Melhor Que Comprar Sapatos”.
Segundo ela, o fato de as mulheres conseguirem perder os quilos indesejáveis e adquirir as roupas da moda não significa que se sentirão realizadas. “Muitas começam a exagerar optando por cirurgias aqui e ali, tratamentos para rejuvenescer, sem contudo obter o resultado desejado. Só conseguimos nos sentir realizadas quando temos algo mais do que simplesmente aparência; quando o que há do lado de fora estiver acompanhado com uma decoração interior”, diz, referindo-se a uma vida plena, em harmonia com Deus.
Ela alerta para o valor da autoestima que todo ser humano deve cultivar. “Quando Deus muda o nosso interior, ficamos livres de traumas e complexos. Então, as pessoas olham para nós e nos admiram, querem ser como nós. É necessário cuidar-se de dentro para fora. Assim, quando estiver bem vestida e alguém se aproximar para conversar, essa pessoa não encontrará uma mulher que seja apenas bela, mas também agradável e atraente”, garante.
terça-feira, 30 de abril de 2013
SOCORRO EU PRECISO DE AJUDA
Vivendo como bicho
Crimes contra moradores de rua crescem a cada dia no País. Somente em Goiânia, 29 pessoas foram assassinadas nos últimos 8 meses

“Vi ontem um bicho na imundície do pátio, catando comida entre os detritos. Quando achava alguma coisa, não examinava nem cheirava: engolia com voracidade. O bicho não era um cão, não era um gato, não era um rato. O bicho, meu Deus, era um homem.” O poema de Manuel Bandeira, da metade do século 20, retrata a atual e vergonhosa condição dos moradores em situação de rua, que sofrem a indiferença, o desrespeito e a discriminação da sociedade. Como se não bastasse essa degradação, diversos crimes no País estão chamando a atenção das autoridades. Em Goiânia, 29 moradores de rua já morreram assassinados, em 8 meses. A última vítima (até o fechamento desta edição) foi morta com golpes de faca no Setor Coimbra, no centro da cidade. Outras duas foram espancadas a pauladas até a morte no Setor Rodoviário. Uma das vítimas era uma criança de apenas 11 anos. De acordo com a polícia local, as ações covardes podem ser de responsabilidade de um grupo de extermínio. A ministra chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, propõe transformar os casos em crime federal, sob o argumento de que há deficiência no trabalho das polícias que investigam os crimes, o que leva à falta de denúncias ao Ministério Público. Já em Minas Gerais, um skinhead, Antônio Donato Baudson Peret, de 24 anos, foi preso depois de postar foto dele na internet simulando enforcar um morador de rua na região centro-sul de Belo Horizonte. A imagem, chocante e humilhante, ajudou nas averiguações da Delegacia Especializada de Investigações de Crimes Cibernéticos (Deicc), com apoio da Guarda Municipal de Americana (Gama).
A reportagem da Folha Universal acompanhou o grupo Anjos da Noite na capital paulista e viu de perto a situação dessas pessoas, numa noite fria, com os termômetros registrando 17 graus C. Todas as quintas-feiras o grupo sai para levar a palavra de Deus, fazer orações e entregar centenas de marmitex aos moradores, levando o alimento para o corpo e para a alma. O obreiro Luciano da Rocha, de 41 anos – um dos responsáveis pelo trabalho em São Paulo, que reúne cerca de 50 voluntários da Universal –, conta que um dos maiores problemas que essa população sofre é a violência. “Hoje em dia, tem muitos moradores que dormem com uma faca por perto, porque não sabem o que pode acontecer durante a madrugada. Eles estão com medo de serem assassinados a qualquer momento”, declara Luciano.

A maioria dos moradores está acomodada com a situação e, em um primeiro momento, não aceita ajuda. Mas Luciano explica que os trabalhos sociais, como o dos Anjos da Noite, servem para mudar a visão dessas pessoas. “Ajudamos o morador de rua a repensar, a tirar documentos, arrumar emprego e se reinserir na socidade”.
Ana Paula Raffi, de 30 anos, mora numa praça com sua mãe, Sandra Raffi, de 50 anos, e cerca de outros 40 moradores na mesma condição e à beira da Avenida dos Bandeirantes, na zona sul de São Paulo. “Eu apanhei anteontem do meu ex-marido, que também é morador de rua. Ele me deu uma rasteira e me agrediu”, contou Ana. Com o rosto inchado e com o olho roxo, ela revelou sua verdadeira dor: “Eu nem lembrava se estava doendo, porque isso aqui (apontando para o rosto) vai passar já, já. O que dói é o coração. Esse, sim, demora para sarar”.

Essa dor, todos carregam. Excluídos e desprezados, cada um tem seus motivos para estar na rua.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o alcoolismo é o fator que motiva 35,5% pessoas a morarem na rua. O desemprego representa 29,8% das causas e as desavenças com familiares, 29,1%. Os números fazem parte da Pesquisa Nacional sobre População em Situação de Rua, realizada em parceria com a Unesco.
De volta às ruas há apenas quatro dias, Alisson Vicente, de 28 anos, alcoólatra, mora com outros cinco na região do Largo 13 de Maio, na zona sul paulistana, local rodeado de comércio. “Eles (comerciantes) não gostam, têm medo da gente, mas nunca tive problemas”, conta. “Fiquei 2 anos nas ruas e cheguei a ser internado para tratamento por 7 meses, mas voltei”, lembra Alisson.

A reportagem conversou com Zilda Leonarda, de 37 anos, visivelmente inquieta, que disse trabalhar como diarista. Ao lado dela, duas mulheres trocavam um cachimbo para consumo de crack. “Tenho mais três filhos que moram com a minha mãe em Marília (interior de São Paulo)”, conta ela. Apesar de toda condição adversa, Zilda ainda garantiu que tinha uma Bíblia guardada, mas não a encontrou entre suas coisas. A aparente confusão mental dava lugar a instantes de coerência. “Eu vou sair dessa vida. Logo mais vou dormir na casa da minha patroa”, garantiu Zilda.
A poucos quilômetros dali, um personagem parece viver em um mundo à parte de todos os outros. Também pudera, com o nome de Jesus Silva Ribeiro, o idoso era só sorriso com a chegada da equipe dos Anjos da Noite. Ele ofereceu café a quem se aproximava e fez questão de mostrar que era saudável ao levantar a camisa. “Veja, não tenho nenhuma ferida, machucado, nada!”
Orgulhoso, ainda brincou com sua generosa barba. “É grande, né? Guardo tudo aqui, até talheres.” Jesus é obediente e, pelo que se percebe, por isso vive sem grandes ameaças. “Se os policiais pedem pra eu sair, eu saio. À noite durmo aqui, em frente a este comércio, mas quando acordo eu tenho que sair, porque ninguém gosta de um mendigo na sua porta”. Enquanto Jesus continua seguindo a “regra da rua” e contando com a sorte, vale lembrar que muitos casos de mortes ou desrespeito acontecem entre os próprios moradores, normalmente por inimigos ou envolvimento com tráfico.

O obreiro Luciano destaca que os moradores de rua vivem em um cenário desolador, de violência brutal e vícios. “O crack é o que mais detona com essas pessoas, que vão se deteriorando e ficam alucinadas sob o efeito da droga. Por isso, existe muito desentendimento entre elas”, diz ele.
Para a secretária executiva do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, Carolina Ferro, a culpa não é só dos políticos ou da ação de gangues. “Não importa quem puxa o gatilho para matar um morador em situação de rua. Quem os mata é a sociedade, uma vez que a política é reflexo da nossa sociedade.”
Em 2012, a Guarda Civil Metropolitana de São Paulo retirou moradores de rua que ficavam embaixo do Elevado Costa e Silva e os encaminhou para postos de saúde ou abrigos, como o espaço de convivência, na região central. “Para mim, isso é uma camuflagem do problema”, comenta Carolina. “Temos 9 mil vagas nos albergues da cidade, mas são pelo menos 15 mil pessoas em situação de rua. Seis mil pessoas não têm nenhuma opção para dormir naquela noite! Além disso, os serviços são precários e alguns albergues violam os direitos humanos”, ressalta.

Ainda de acordo com o levantamento do MDS, cerca de 50 mil adultos vivem nesta triste condição pelas ruas do Brasil. “Com o tempo, a gente mostra nosso trabalho e ganha a confiança para propor uma transformação”, explica Luciano.
É preciso fazê-los ver que há solução e que não adianta se acomodar. “Ninguém nasceu para sofrer e não podemos acreditar que alguém nos criou para passar por isso, para sofrer. As pessoas que moram na rua são pessoas, como outras. A gente mostra que elas são mais fortes do que a situação em que estão”, argumenta.
Dona Deuza Coutinho é prova disso. Nascida no Maranhão, morou 2 anos nas ruas de São Paulo. “Convivi com mendigos que comiam restos de comida do lixo”. Ela pediu ajuda numa Universal e um pastor lhe disse: “A senhora vai trabalhar e fazer um sacrifício”. Mediante aquelas palavras – trabalho e sacrifício –, Dona Deuza foi em busca de emprego. Depois do primeiro “não”, foi insistente e conseguiu uma colocação no segundo dia. “Cada dia que voltava para trabalhar, tinha desejo de vencer e não esquecia das palavras ‘trabalho e sacrifício’. Não saí do sertão para ser mendiga aqui.” Hoje, Deuza investiu no seu sonho de montar um salão de beleza e prova que, mesmo quando tudo parece perdido, é possível recuperar sua própria humanidade


Conversamos com estas pessoas e tivemos conhecimento de suas vidas do passado, tinham famílias , emprego púbico etc.Devido aos problemas não tiveram forças para vence-los, foram derrotados moram na rua, eles querem
a nossa ajuda.
























Aconteceu neste domingo uma ação organizada pelo Pr Geraldo Vilhena e voluntários da IURD com prestação de serviços de corte de cabelo, barba para moradores de rua no bairro do Brás.Os voluntários sairam pelo bairro informando sobre os serviços prestados e convidaram à todos. Surpresa para os moradores de rua que também receberam sucos variados, lanches de presunto, hot dog e canjica. A felicidade transparecia no rosto daqueles moradores e um deles ficou emocionado com tal gesto de carinho. A falta de esperança, perspectivas de futuro, afeto e abandonados pela sociedade fazem com que estas pessoas não acreditem em amor ao próximo. Pois a nossa sociedade somente oferece este tipo de ajuda em momentos específicos como: eleição, natal, etc.Os voluntários da IURD juntamente com o Pr Geraldo Vilhena conseguiram com esta atitude provar para estes moradores de rua os seus valores e que possuem direitos como qualquer cidadão.

Um dia evangelizando na frente da Fundação Casa, em favor das famílias dos internos, o Senhor Jesus me mostrou a necessidade dos moradores de rua . Então, resolvemos ajudá-los na parte social e espiritual e os resultados pode ser observado no ANTES e DEPOIS.Falou o Pastor Geraldo Vilhena ,Coordenador de evangelização nas unidades da Fundação Casa de São Paulo, em entrevista para o blog IURD NA FUNDAÇÃO CASA.
Assinar:
Comentários (Atom)
Postagem em destaque
-
DÍVIDA SURPRESA Dívida surpresa Poucas situações são piores do que tentar fazer uma compra à prazo e descobrir, na loja, que “consta uma r...
-
Plenitude plenitude Meus amigos leitores, você vai encontrar nestas matérias escaneadas, da antiga revista plenitude, assuntos de muita i...
-
DÚVIDA e MEDO Dúvida e Medo Contrapondo a fé e a coragem vêm a dúvida e o medo. Enquanto o Bem usa a Voz da fé para encorajar, o ...











