terça-feira, 5 de julho de 2011

Preso às dívidas

Preso às dívidas






Golpes de agiotas aumentam no País. Pegar dinheiro emprestado só prejudica quem está com dificuldades financeiras e pode terminar em tragédia







“Dinheiro fácil, rápido e sem burocracia.” A frase anunciada em classificados de jornais, panfletos na rua e em sites da internet seduz ao oferecer a possibilidade de obter dinheiro para abater dívidas, evitar cadastros de devedores e aumentar o poder aquisitivo. É possível pegar empréstimos sem nem apresentar documentos ou comprovar renda em alguns casos. Mas todas essas facilidades custam caro. Por trás da maioria delas esconde-se a prática de agiotagem, um crime que envolve extorsão, agressão e até assassinatos.


Em meados do ano passado, o consultor de vendas Paulo Maciel, de 37 anos, foi assaltado e não conseguiu bloquear seus cartões de crédito antes que criminosos fizessem compras no valor de R$ 18 mil. O rombo em suas contas desequilibrou toda sua organizada vida financeira. O banco, onde era cliente há anos, passou a cobrar a dívida e ameaçou leiloar os seus únicos bens: um carro e uma casa. “Eu jamais recorreria a um agiota, mas não poderia perder o único patrimônio que construí ao longo da vida”, conta Maciel. Ele pediu R$ 22 mil emprestados a um agiota que encontrou via internet. “Eu procurei aqui em Caxias do Sul (RS), mas ninguém quis dar informações. Então resolvi anunciar o meu interesse em um site de classificados na
internet. No dia seguinte, recebi uma ligação de um homem de uma cidade no centro do País que dizia que me daria o empréstimo”, explica.


Maciel irá pagar a dívida com o agiota em 120 parcelas de R$ 1.376, quando terminar, em 2021, terá gasto o equivalente a R$ 165.120. “É um valor realmente muito alto. Mas eu não tinha mais a quem recorrer. Com meu trabalho posso pagar essas parcelas, mas não posso pagar R$ 18 mil de uma vez só ao banco”, justifica-se.




Maciel é mais uma vítima da agiotagem. E, segundo as autoridades, o golpe do dinheiro fácil só cresce no País. “É um crime cuja tendência é aumentar, porque está totalmente ligado ao superendividamento. Conforme as pessoas ficam mais endividadas, e com o nome negativado no sistema regular, mas elas recorrem a esse tipo de empréstimo”, explica Maurício de Almeida e Silva, delegado titular da Delegacia do Consumidor (Decon) do Rio de Janeiro.



Segundo dados da Radiografia do Endividamento das Famílias nas Capitais Brasileiras, realizada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo, o endividamento do brasileiro aumentou nos últimos anos. Nos primeiros 5 meses deste ano, 64% das famílias nas capitais do País tinham alguma dívida, contra 61% no mesmo período do ano passado.







Nem sempre, tais endividamentos acabam bem. Assim como Maciel, M.E.C.J. também achou que procurar agiotas seria a melhor solução. Ela confiava em seu salário para quitar a dívida que contraiu no Rio de Janeiro. “Pagava juros de R$ 190 todo mês, só que fiquei desempregada e não tive mais condições. Ligaram para a minha avó, minha tia, dizendo que se eu não pagasse, matariam toda a minha família e eu também. Isso está me trazendo constrangimento emocional e psicológico. Não conseguimos sair de casa porque não sabemos se vamos voltar”, contou a vítima em maio ao programa “Balanço Geral RJ”, da “Rede Record”.




Só no Rio de Janeiro, nos primeiros 5 meses deste ano, o Disque-Denúncia registrou 3,8 mil ligações de denúncias contra agiotas. No mesmo período de 2010 foram 700. A maioria das denúncias envolvem ameaças de morte ao devedor e aos familiares da vítima, coação e delitos físicos, tudo em busca de pagamento.




Em alguns casos a ameaça se concretiza. O pedreiro Adalberto Mendes Lopes, de 34 anos, sem condições de pagar a dívida com os agiotas, pediu ajuda aos familiares. Reunidos, eles conseguiram juntar R$ 400 para quitar parte do saldo e, assim, tentar salvar a vida de Lopes. “Eu falei com o agiota e ele disse que, além daqueles R$ 400, eu tinha que dar mais R$ 600 para ele não matar meu filho”, contou a mãe da vítima, que preferiu não se identificar, em depoimento ao telejornal “RJ Record”. Como não conseguiram o dinheiro exigido, Lopes foi assassinado. O empréstimo original era de míseros R$ 20 que viraram R$ 1,2 mil.



Dias depois, Antonio Soares da Silva Neto, o “Netinho”, foi preso por ser suspeito pela morte e por estar ligado a outras denúncias de agiotagem e ameaças.




Dívidas de risco


Possivelmente foram dívidas que levaram André Luis Gusmão de Almeida, ex-participante do reality show “Big Brother Brasil” a procurar agiotas que agora são os suspeitos de o terem assassinado no início de junho, em Alumínio no interior de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, em pelo menos três ocasiões, agiotas foram até a gráfica de Almeida fazer cobranças. A viúva declarou em depoimento que ele tinha uma dívida de R$ 20 mil, mas os bandidos pediam o dobro.







Não é a única morte recente relacionada pela polícia a dívidas e agiotas. Na segunda-feira (27), Marco Moreira Lagos, diretor-executivo da “TV Barretos”, foi assassinado com sete tiros nas costas. Em entrevista ao “Portal Imprensa”, o delegado Júlio Cardoso, do Departamento de Investigações Gerais de Barretos (SP), disse que uma funcionária o havia denunciado por agiotagem em novembro do ano passado e não descartou que o crime esteja relacionado com este tipo de atividade. O caso está sendo investigado.



Fora da lei


No imaginário popular, a agiotagem se caracteriza pela cobrança abusiva de juros. No entanto, todo empréstimo com juros feito sem autorização do Banco Central (BC) é considerado crime. Os bancos de varejo cobram juros altíssimos, algumas vezes mais altos do que os praticados por agiotas. No entanto, as instituições que funcionam dentro da lei costumam cobrar seus devedores também dentro da lei.







“Houve uma considerável expansão do crédito no Brasil. O consumidor pode procurar bancos ou financeiras para contratar um empréstimo. A modalidade que cobra a menor taxa de juros é o empréstimo consignado, cujo valor é descontado no contracheque. Pela garantia oferecida – nesta modalidade de empréstimo – as taxas de juros cobradas são menores que a de outros tipos de empréstimo. Se a pessoa não tiver como pagar o empréstimo, sempre haverá espaço para uma negociação nos bancos e financeiras, o que em geral não ocorre com agiotas”, diz André Furtado Braz, professor de economia da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro.



Mas é preciso ficar atendo às falsas instituições financeiras regulares. “Existem pequenos escritórios que se dizem financiadoras, mas que na verdade não estão legalizados. Por isso é importante entrar em contato com o BC para tirar dúvidas”, explica Ademar Gomes, presidente da Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo (Acrimesp). A instituição possui um departamento que atende pessoas de baixa renda que não têm condições de contratar um advogado. Segundo a entidade, nos últimos 5 anos, 214 pessoas procuraram ajuda com problemas com agiotas.



Para Silva, o delegado do Decon, faltam instrumentos jurídicos para combater esse tipo de crime. “No Rio o que temos feito é enquadrá-lo como crime contra o sistema financeiro, que tem pena de 1 a 4 anos, já que quem empresta não tem autorização. O crime de agiotagem tem pena de detenção de 6 meses a 2 anos, mas o agiota nem chega a ficar preso. Do jeito que temos feito, a simples caracterização de que a pessoa está emprestando dinheiro já a leva à cadeia.”



Mas essa ação não é igual em todo o País. Em São Paulo, por exemplo, os crimes ainda são enquadrados como crimes contra a economia popular. “Na verdade, os agiotas não se passam por operadores financeiros, ainda assim o potencial lesivo é imenso. O problema dessa prática criminosa é que o agiota pega como garantia um cheque e não precisa provar por qual tipo de serviço ele está sendo remunerado. Por isso, é muito importante que as vítimas procurem a delegacia para denunciar”, defende José Carlos Blat, promotor do Ministério Público de São Paulo.



As autoridades têm avançado no combate a este tipo de crime, mas a principal estratégia para se prevenir ainda é evitar a tentação de dinheiro fácil.

sábado, 2 de julho de 2011

Trágica infidelidade

Trágica infidelidade



O poder destrutivo da traição pode ir muito além da separação. Algumas aventuras extraconjugais viram caso de polícia e arruinam famílias inteiras


Da redação


redacao@folhauniversal.com.br






A traição não compensa. Vários casos emblemáticos mostraram o quão perigosa pode ser a infidelidade. Além de magoar quem mais se ama e acabar com nosso bem mais valioso – a família –, uma relação extraconjugal pode terminar de forma trágica e arruinar para sempre a vida de pessoas inocentes. O caso da estudante Verônica Verone, de 18 anos, mostrou mais uma vez o poder destrutivo de uma traição. De acordo com a polícia, ela confessou ter matado o ex-amante, o empresário Fábio Rodrigues Gabriel, de 33 anos, em maio. Ainda segundo as investigações, ela teria aplicado o golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela” (no qual se coloca sedativos na bebida alcoólica oferecida à vítima) e depois asfixiado Gabriel com um cinto num quarto de motel em Niterói (RJ). A motivação do crime, segundo a delegada do caso, Juliana Rattes, da 77ª DP, foi a revolta da jovem com o fim do relacionamento. Ela está presa em Bangu 7, no Rio de Janeiro.




Para Luiz Ângelo Dourado, especializado em psicologia criminal, “o homicida passional passa a vida enamorado de si mesmo e elege a si próprio, ao invés dos outros, como objeto de ‘amor’. Ele não possui autocrítica e exige ser admirado e exaltado. Se isso não ocorre, sente-se desprezado, morto, destruído e liquidado. Contra isso, luta com todas as armas, podendo até matar para evitar o colapso de seu ego”.




A polícia tem informações de que antes do crime, Verônica teria tentado comprar uma arma, além de ter oferecido dinheiro a um matador de aluguel para acabar com a vida do ex-amante (eles tinham terminado quando ocorreu o crime), que era pai de duas crianças.




O sobrinho do empresário, o estudante Eduardo Hugo, de 23 anos, tem certeza que o crime foi motivado por ciúmes. “A Verônica não aceitou o fato de ele ter acabado o casamento e, mesmo assim, não querer nada com ela. Presenciei várias ameaças recebidas por ele”, conta.




A psicóloga Rita Dantas Souza afirma que quem trai acaba criando uma série de fantasias e muitas vezes não aceita ser contrariado. “A pessoa que se torna amante tem ilusões e acredita que um dia terá a pessoa amada só para si. Ela fica iludida por promessas ou vantagens e vive seus dias à espera de que a pessoa com quem se envolveu coloque um ponto final em seu casamento. Quando ela percebe que isso não vai acontecer, pode ter atitudes drásticas e impensadas”, ressalta.







Outro crime ocorrido à raiz de uma relação extraconjugal foi o protagonizado em 2007, na cidade de Ilhota (SC), pela técnica pedagoga Rosicler de Fátima Bosi e por seu amante, Felipe Shuldes, que na época tinham 51 e 19 anos, respectivamente. Para dar continuidade ao caso amoroso e usufruir do patrimônio adquirido ao longo do casamento, Rosicler decidiu matar o marido, o advogado Jaime Antônio Bosi, com quem era casada há 37 anos e tinha dois filhos.
Segundo a Justiça catarinense, Rosicler serviu café com tranquilizantes ao marido e esperou a chegada do amante, com intenção de simular um assalto. Os dois bateram diversas vezes na cabeça da vítima até matá-la. Ela foi condenada a 18 anos de prisão e ele, a 15. Entretanto os dois ainda tentam anular o julgamento e levar a decisão para o Superior Tribunal de Justiça.
Para o advogado de acusação, Rogério Ristow, não se trata de um crime passional. “O pano de fundo foi o dinheiro. A vítima tinha seguro e um patrimônio razoável, então acreditamos que a ganância levou os dois a matarem Jaime”, avalia.




Valmor Bosi, irmão da vítima, disse à Folha Universal que uma das coisas mais difíceis durante o processo foi assistir à angústia dos sobrinhos. “No começo, um deles resistia em acreditar nessa barbárie. Mas os dois jovens colaboraram com a polícia para que o crime fosse esclarecido”, disse. Ainda segundo ele, Rosicler já demostrava ser uma pessoa descontrolada. “Sempre me pergunto por que não nos atentamos aos sinais que essa mulher deu”, lamenta.







Qualquer separação motivada por um caso extraconjugal será dolorosa para toda a família, entretanto Marina Vasconcellos, terapeuta familiar e de casal, alerta que apenas casos extremos acabam em tragédia: “Para um indivíduo normal, participar de uma traição, seja como o amante ou o cônjuge traído, não é suficiente para matar alguém. Quem mata nessas condições faz isso porque já está doente, porque é obsessivo e não pode ser contrariado.”




Um dos crimes que ficaram mais famosos no País, principalmente pelos requintes de crueldade, foi o do cirurgião plástico Farah Jorge Farah, que esquartejou a ex-amante Maria do Carmo Alves em janeiro de 2003, em São Paulo. Farah foi acusado por homicídio duplamente qualificado, destruição, ocultação e vilipêndio a cadáver. O médico alegou que Maria do Carmo, casada havia 20 anos, era obcecada por ele e que o perseguia, ameaçando sua família. Após matá-la em sua própria clínica, ele dissecou o corpo para que fosse mais fácil retalhá-lo. Farah foi condenado a 13 anos de prisão, mas hoje recorre da decisão em liberdade e cursa Gerontologia (estudo de questões relacionadas à velhice), na Universidade de São Paulo. “Perante Deus, já paguei os meus pecados”, disse Farah em entrevista concedida há pouco mais de 1 ano ao portal “R7”.




De acordo com a psicóloga Olga Tessari, os crimes que envolvem amantes ou ex-amantes, na maioria das vezes, são cometidos “para resolver um problema”. “O assassino é uma pessoa egoísta e sem valores que não pensa em ninguém e vê a morte como única saída para poder continuar vivendo sua vida como antes”, afirma.




Honra ferida
São vários os casos em que os amantes cometem homicídio, seja porque um deles não quis mais continuar com a relação, por medo de que a infidelidade chegasse aos ouvidos do cônjuge, ou por pura ganância. Entretanto, há muitos casos em que a pessoa traída se descontrola ao saber da deslealdade e comete uma loucura. Esse é o caso da aposentada britânica Patricia Wakeford, de 67 anos, que matou o marido, Tony Wakeford, de 75 anos, com uma facada no coração, em setembro do ano passado. Segundo ela, ele teria confessado que a traiu com sua melhor amiga




Histórias como estas não são tão raras, segundo Edilmar Lima, detetive particular e diretor da Central Única Federal dos Detetives do Brasil. “Estamos lidando com um dos nossos bens mais preciosos, que é a nossa honra. Muitos esperam por justiça, mas outros querem fazê-la com as próprias mãos”, afirma.




Segundo ele, mais de uma vez um cliente seu teria matado o cônjuge ou o amante após tomar conhecimento da traição. O mais recente ocorreu em Brasília: “A pessoa me disse que já sabia que estava sendo traída, mas precisava de provas. Nós constatamos a traição, entregamos o material e depois de um tempo, quando a investigação já tinha terminado, ficamos sabendo que o cliente acabou matando o cônjuge”, lembra o profissional.




E, entre os casos de indifelidade que acabam em assassinato, há uma possibilidade ainda mais cruel: quando quem morre é um inocente que não tem ligação nenhuma com a traição. Foi o que ocorreu com a menina Lavínia Azeredo de Oliveira, de 6 anos, que foi assassinada em março deste ano pela amante do pai, Luciene Reis Santana, de 24 anos, de forma cruel: enforcada com o cadarço do tênis, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.




sexta-feira, 1 de julho de 2011

IURD pastor Geraldo Vilhena agradece aos amigos que lhe abençoaram no dia do seu aniversário.





DA FAMA AO ESQUECIMENTO



DA FAMA AO ESQUECIMENTO
FAMA REPENTINA AINDA É A META DE MILHARES DE PESSOAS NO BRASIL E NO MUNDO: MUITOS CONSEGUEM, MAS A MAIORIA VOLTA PARA O ANONIMATO COM A MESMA VELOCIDADE
"Ai de quem confiar plenamente na fama: mais cedo ou mais tarde ela lhe trairá, sem dó algum, sem resquícios de piedade. E irá embora para sempre, feito mulher gentil e atraente que só esperava pelo momento oportuno para dar um grande golpe, doído e fatal".

Com essas palavras o escritor argentino Antonio Muñoz Molina abre um de seus livros de maior sucesso, "Carlota Fainberg", no qual ele discorre sobre as armadilhas, as decepções e os prazeres vividos por quem viveu a fama na pele ou está disposto a tudo para entrar no mundo do estrelato.

"Primeiro vem o talento, e só depois a fama,
Nunca o inverso"

Apesar dos conselhos dados por Molina (...a fama é um brinde especial, uma faca sem cabo, um carro sem freios, um bule sem asa, uma arma traiçoeira...) conseguir reconhecimento popular continua sendo a meta de milhares de pessoas no Brasil e no mundo. Mas se é grande o número dos que conseguem chegar lá, não faltam exemplos, na mesma proporção, dos que atingiram o sucesso de forma repentina mas voltaram ao anonimato na mesma velocidade.

"O único lugar em que sucesso
vem antes de trabalho
é no dicionário"
(Albert Einstein, físico alemão)

Quem não se lembra do grupo musical brasileiro "As Meninas", que tanto sucesso fez com o clichê da desigualdade social "É que o de cima sobe e o debaixo desce"? Onde, afinal, foram parar as meninas?

E Felipe Dylon? O adolescente, graças à tecnologia de correção da voz e algum investimento financeiro, dizem alguns, conseguiu sucesso instantâneo, mesmo cantando uma música só. Se Tom Jobim é lembrado até hoje pelo seu Samba de Uma Nota Só, Felipe Dylon, As Meninas, Dominó, Twister, Polegar, e até os mais recentes Justin Bieber e Restart e tantos outros grupos comerciais são lembrados, hoje pelo sucesso de uma música só, o que não opinião dos especialistas é um forte indício de "fama explosiva, repentina, mas passageira".

Para quem, mesmo sabendo dos riscos, não desiste de entrar para o rol dos famosos, os "caçadores de talento" deixam um recado: "Para conquistar a fama é preciso mostrar talento, competência e persistência. Ou seja, a fama é resultado de um potencial posto em prática. Primeiro vem o talento, e só depois a fama. Nunca o inverso". Em outras palavras, é como bem disse Albert Einstein, cientista alemão e ganhador do prêmio Nobel de física, "O único lugar em que sucesso vem antes de trabalho é no dicionário".

quarta-feira, 29 de junho de 2011

TRABALHADORES JOVENS X MADUROS



TRABALHADORES JOVENS X MADUROS
APESAR DA ASCENSÃO SÓCIO-ECONÔMICA VERFICADA NO PAÍS NA ÚLTIMA DÉCADA, O MAIOR SONHO DO TRABALHOR BRASILEIROS AINDA É SE MUDAR DO BRASIL, MOSTRA PESQUISA ALEMÃ
"O maior sonho de consumo da maioria dos brasileiros é mudar do Brasil". Foi essa a conclusão a que chegou uma pesquisa elaborada pelo sócio-diretor de uma das mais importantes agências de marketing da Alemanha, Carl Sztutman. Para o pesquisador, essa ambição do brasileiro é explicada pelo fato de a população do País ver cada vez menos possibilidades de alcançar êxito financeiro em sua terra natal. "A saída, então, para muitos, é deixar o Brasil", diz.

"Diferentemente da tradição oriental,
o Brasil não vê com bons olhos
os profissionais de meia-idade"
(Carl Sztutman, pesquisador)

Vencer economicamente, de acordo com o pesquisador, requer perseverança, empenho, determinação, além de sorte. A falta de dinheiro e o risco do desemprego, o crescente individualismo dos cônjuges, o alto custo para ter filhos e dar uma educação de qualidade a eles são alguns dos fatores que têm desencorajado as pessoas a permanecerem no Brasil, aponta a pesquisa de Sztutman, além de preconceitos ainda muito enraizados no País, como o que existe contra aqueles que já passaram dos 40 anos.

"Um fenômeno típico de países subdesenvolvidos"
(Idem, a respeito do preconceito contra trabalhadores que passaram dos 40 anos)

"Diferentemente da tradição oriental, o Brasil não vê com bons olhos os profissionais de meia-idade. É exatamente nessa faixa etária que a experiência e o desenvolvimento na profissão atingem o ápice", afirma o pesquisador. No entanto, o mercado tem dado preferência aos ingênuos recém-formados. "Um fenômeno típico de países subdesenvolvidos", diz.

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MACACO LADRÃO PM 1