quinta-feira, 2 de junho de 2011

CRIMES POR ENCOMENDA




CHACINA NO CAMPO: EM MENOS DE UMA SEMANA, QUATRO ASSASSINATOS EM ÁREAS DE EXPLORAÇÃO ILEGAL DE LENHA E MADEIRA, NO NORTE DO PAÍS; POLÍCIA ACREDITA EM "CRIMES ENCOMENDADOS"

O líder do Movimento Camponês Corumbiara (MCC), Adelino Ramos, conhecido como Dinho, e que sobreviveu ao Massacre de Corumbiara, ocorrido em agosto de 1995, foi assassinado na manhã desta sexta feira, dia 27, em Vista Alegre do Abunã, na região da Ponta de Abunã, município de Porto Velho, capital de Rondônia. O crime ocorreu enquanto Dinho vendia verduras, que eram cultivadas no acampamento onde ele vivia.

As circunstâncias apuradas pela polícia até agora levam a crer em crime encomendado, uma vez que Dinho vinha denunciando a ação de madeireiros na região da fronteira entre os estados de Acre, Amazônia e Rondônia. Há menos de um ano, o líder do MCC confessou que estava sendo ameaçado havia anos e, em reunião realizada em julho do ano passado em Manaus-AM, com o ouvidor agrário nacional, tornou públicas as ameaças contra sua vida e o risco que corria.

FAROESTE NO NORTE DO BRASIL

Outros três assassinatos no campo, todos com fortes evidências de serem crimes encomendados, ocorreram na última semana.

No sábado, dia 28, a polícia encontrou o corpo do lavrador Heremilton Pereira dos Santos no meio da floresta, em Nova Ipixuna, no interior do Pará. Três dias depois, no sábado, e na mesma área, que fica no nordeste paraense, o casal de sindicalistas José Cláudio Silva e Maria do Espírito Santo foi assassinado.

Depois das mortes, o Ibama realizou uma operação na região e encontrou 13 pontos ilegais de extração de lenha e madeira. As mortes, acredita a polícia, estão associadas a possíveis denúncias contra os madeireiros que atuam no local.

GOVERNO PROVIDENCIA FISCALIZAÇÃO

Depois de quase duas horas de reunião, o governo anunciou a liberação de R$ 500 mil destinados ao envio de fiscais que irão atuar nas áreas de conflito do Amazonas e Pará. Um grupo interministerial para acompanhar a situação também será criado, bem como a instalação de dois escritórios para acelerar a regularização das terras. Operações de combate ao desmatamento, chamadas Arco de Fogo e Arco Verde, também serão postas em prática.

MEDIDAS INEFICAZES
A Pastoral da Terra, responsável pela manutenção do bem-estar das cerca de 125 mil pessoas que moram na região de conflito, acredita que as medidas sejam insuficientes. “O que tem que ocorrer naquela região são políticas que garantam, de fato, o direito daquela população. As medidas tomadas pelo governo são medidas paliativas”, disse o Coordenador

quarta-feira, 1 de junho de 2011

IURD Agente da Comunidade na Fundação Casa de Raposo Tavares UI-28.


Grande surpresa receberam os internos e familiares da Jatobá UI-28 em Raposo Tavares neste sábado. A iniciativa foi dos voluntários da Igreja Universal do Reino de Deus juntamente com o grupo A Gente da Comunidade.

A abertura do evento foi um musical com a cantora Cristina Miranda e animação da voluntária do A Gente da Comunidade Marta Alves. Algo tão contagiante que os familiares e internos entraram na dança e a alegria foi geral.












A Cia Teatral Força Jovem Brasil apresentou a peça o " O Leilão de uma Alma", que relata o valor da alma, e muitas das vezes os jovens envolvidos com o colorido deste mundo não percebe que já foi pago um alto preço por suas vidas e que não é preciso viver sofrendo, basta somente procurar fazer a escolha certa.














Em seguida os palestrantes Robson, Amauri e Geidson narraram o próprio testemunho, com muita descontração e respondendo perguntas polêmicas sobre a experiência que tiveram com as drogas e o mundo do crime. Robson encontrou nesta unidade um jovem que mora no mesmo bairro em que ele passou seus dez anos de crime e que pode confirmar alguns fatos.






Familiares e internos se emocionaram no momento em que Robson mostrou o pedaço do corpo que ele havia perdido em virtude das drogas, e que seria o único a sobreviver da quadrilha que havia formado para manter o vício.Mas Robson disse que no momento que fez uma aliança com Deus tudo mudou, hoje ele tem família constiuída, casa, carro, emprego assim com também o Amauri e Geidson.










Robson fez um convite aos internos para também fazerem esta aliança e de joelhos todos fizeram um a oraçao, pedindo perdão e esquecendo o passado para começar ali uma vida nova.


Pr Geraldo Vilhena (Responsável pelo trabalho de Evangelização nas Unidades da Fundação Casa de São Paulo) fez uma oração especial a todos os internos, familiares, funcionários, colaborados do evento.


Foram distribuidos biografias do Bp Macedo, bolos e refrigerantes para todos.Queremos agradecer a Sra. Zilda e Allan Roberto (Pedagogia) e os Coordenadores de Equipe Marcelo, Vitor Hugo e Josué pela oportunidade e apoio que nos foi dado.
































E a nossa fé nos faz acreditar que estes jovens guardaram e refletiram sobre tudo o que foi dito e feito, e que os frutos virão... Deus os abençõe abundantemente.


Marta Alves

O anel





Um aluno chegou a seu professor com um problema: "Venho aqui porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?" O professor, sem olhá-lo, disse: "Sinto muito meu jovem, mas agora não posso ajudá-lo. Devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez, depois." E, fazendo uma pausa, falou: "Se você me ajudar, eu posso resolver meu problema com mais rapidez e depois, talvez, possa ajudá-lo." "Claro, professor!", gaguejou o jovem. O professor, então, tirou um anel que usava no dedo pequeno, deu ao garoto e disse: "Monte no cavalo e vá até o mercado. Deve vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenha pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro." O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado e começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele. Só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel. Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas. Depois de oferecer a joia a todos que passavam pelo mercado, abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor para poder receber a sua ajuda e conselhos. Entrou na casa e disse: "Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir duas ou três moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel." "Importante o que me disse, meu jovem", contestou, sorridente. E disse: "Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com o meu anel." O jovem foi ao joalheiro e lhe deu o anel para examinar. Ele examinou o anel com uma lupa, pesou-o e disse: "Diga ao seu professor que, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro." "58 MOEDAS DE OURO!", pestanejou o jovem. "Sim", retrucou o joalheiro. "Eu sei que com o tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente..." O jovem correu emocionado à casa do professor para contar o que ocorreu. "Sente-se", disse o professor. E depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, falou calmamente: "Você é como esse anel, uma joia valiosa e única. Só pode ser avaliada por um especialista. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?" E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo. Todos nós somos como joia: valiosa e única. Andamos pelos mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem, mas só um especialista, Jesus, o Grande Joalheiro, sabe o seu real valor. Portanto, repense o seu valor!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Mágoa



Por Talita Boros talita.boros@folhauniversal.com.br
“Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra.” A frase do poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare reproduz exatamente o efeito desse sentimento negativo, que é alimentado pelas más lembranças e que provoca até reflexos na saúde. Pessoas ressentidas comumente sofrem de gastrite nervosa, úlcera e tem mesmo mais disposição para desenvolver o câncer. Compromete a autoestima e prende permanentemente a pessoa no papel de vítima, impedindo a superação do problema. Além disso,estudos recentes mostram o impacto de sentimentos negativos, como a mágoa e o rancor,no sistema cardíaco.A psicanalista Lindalva Moraes explica que a pessoa ressentida sente necessidade de alimentar a dor, fortalecendo a posição de injustiçada,e confirma que esses sentimentos negativos podem acabar influenciando numa piora da saúde, colaborando para o aparecimento de sintomas físicos e até de doenças graves, como o câncer. “Isso só começa a mudar quando a pessoa passa a analisar a situação, tentando entender se teve alguma culpa naquilo que aconteceu. O questionamento é o primeiro passo,depois é tentar abstrair o sentimento negativo”,diz.Segundo o professor de Psicologia Júlio Rique Neto, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), existem diversas formas de controlar a mágoa, mas somente o perdão é capaz de fazer as pessoas realmente superarem esses anseios. “Mesmo aquelas que têm o sentimento de vingança, não se sentem melhor depois que quem lhes fez mal paga por isso. O ressentimento não passa”, explica. “Se existe alguém que conseguiu superar uma situação de traição sem perdoar, não conheço, nunca passou pelo meu consultório ou respondeu às minhas pesquisas”, enfatiza o pesquisador,que desenvolve estudos sobre o desenvolvimento sociomoral e o perdão.A estudante de nutrição Jéssica da Silva, de 19 anos, conseguiu aliviar a mágoa perdoando o namorado. Quando era mais jovem se relacionou com um homem mais velho que a magoou intensamente. O namorado pediu perdão, conseguiu reconquistar o coração da jovem e hoje os dois estão juntos há mais de 1 ano. “Quando a pessoa mostra arrependimento verdadeiro, a gente consegue perdoar. O perdão também faz bem para quem está sofrendo. É um recomeço. E nós dois conseguimos superar a situação”,conta.O Forgiveness Institute (Instituto do Perdão) da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, se dedica a estudar cientificamente os benefícios do perdão e defende a prática. O psicólogo Robert Enright, uma das autoridades no tema, explica que quando uma pessoa perdoa,ela exerce o aprendizado da virtude moral. “O perdão é como a paciência, bondade, justiça e o respeito. Em todas essas virtudes, não existem pré-requisitos para oferecê-las. A pessoa não precisa ser justa para receber lealdade, por exemplo. E o mesmo funciona para o perdão.Nós podemos oferecê-lo aos outros sempre que desejarmos. O perdão é incondicional,assim como a justiça”, diz. Patrícia da Silva Armani, prima do eletricista brasileiro Jean Charles (que foi morto injustamente pela polícia de Londres há 6 anos), confessa não saber se perdoou a chefia da Scotland Yard e os policiais que mataram o primo. “Eu tentei superar. Nos últimos anos tenho evitado pensar nisso. Quando eu lembro, a dor volta. Não sinto rancor dos policiais, afinal eles estavam cumprindo ordens do Ian Blair (chefe da polícia londrina na época). Dele eu guardo mágoa”, diz. Segundo Enright, não é fácil perdoar qualquer tipo de erro e muitas pessoas não conseguem perdoar injustiças terríveis, como no caso do assassinato de um ente querido.
A norte-americana Robin Casarjian foi estuprada quando era jovem e, apesar da violência que sofreu, lutou para conseguir superar o rancor que sentia pela situação. “O que muitas vezes as pessoas não entendem é que perdoando estamos fazendo um favor a nós mesmos. O perdão serve para nos libertar da prisão emocional da raiva, ressentimento e infelicidade. É um presente que damos a nós mesmos”, destaca Robin, que se tornou terapeuta especializada no trato de preconceitos e raivas e escreveu “O Livro do Perdão — O Caminho para o Coração Tranquilo”. O estudo científico sobre o perdão explodiu na última década e pesquisas mostram que pessoas que perdoam sofrem menos ansiedade e depressão. Segundo Robin, durante recente Reunião Anual da Sociedade de Medicina Comportamental dos Estados Unidos, uma pesquisadora da Duke University Medical Center afirmou que os benefícios do perdão estão correlacionados com o aumento da função imunológica em pacientes com o vírus HIV. Além de dar a sensação de liberdade, como afirma Robin, o ato de desculpar pode fazer muito bem à saúde de quem consegue realizá-lo. Segundo o professor da UFPB, pessoas que sofrem de estresse cardíaco após uma grande decepção restauram as funções do coração depois que conseguem perdoar o outro, assim como as que tinham alterações de pressão, retomam o ritmo normal após relevarem o rancor e perdoarem. “O perdão reestabelece o controle emocional e físico do corpo, além de reabilitar a dignidade e o bem-estar da vítima”, afirma. O operador de telemarketing Péricles de Souza Macedo, de 19 anos, acredita que esse sentimento negativo realmente afeta a saúde. “Quem guarda ressentimento fica doente, faz mal para cabeça e para corpo. É muito ruim”, diz. Ele se considera uma pessoa que sabe perdoar e lembra que já exercitou a prática algumas vezes na vida. “Descobrimos que as pessoas que foram tratadas injustamente tendem a ter menos energia se não perdoarem. Perdão adiciona vitalidade, acrescenta alegria, e isso tem um efeito positivo no sistema cardiovascular já que a raiva incessante é prejudicial”, relaciona o psicólogo Robert Enright. A última pesquisa feita na Universidade de Wisconsin mostra que quem perdoa apresenta um grande crescimento da autoestima e da esperança no futuro. Os resultados serão explicados no próximo livro do estudioso chamado “A Vida Perdoa”, que será lançado em breve pela Associação Americana de Psicologia. No outro lado, para ser verdadeiramente perdoado, primeiramente a pessoa que cometeu a injustiça deve se arrepender do erro que cometeu. “Se queremos o perdão do outro é importante assumir total responsabilidade por aquilo que fizemos, pedir desculpas e tentar fazer as pazes. Mas a decisão de perdoar ou não cabe a outra pessoa”, explica Robin. A terapeuta destaca ainda que mesmo quando o pedido de desculpa não é aceito, a pessoa precisa trabalhar o autoperdão, para entender o que a levou a cometer aquele comportamento negativo.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

AMOR QUE ENLOUQUECE



PAIXÃO PODE, SIM, TRANSFORMAR-SE EM ÓDIO E MOTIVAR ATITUDES VIOLENTAS, MAS PROCESSO É LONGO

QUANDO AS BARREIRAS ENTRE UM SENTIMENTO E OUTRO SE TORNAM EVIDENTES, QUASE SEMPRE É TARDE DEMAIS
Há muito tempo a ciência tenta explicar como um dos sentimentos mais nobres do homem, o amor, pode pegar a contramão e acabar destruindo violentamente a quem se ama. Os inúmeros casos de crimes ditos passionais trazem à tona, também, o instigante enigma de como a mente pode se transformar num vulcão de sentimentos devastadores quando alguém vive uma paixão patológico-obsessiva.

PAIXÃO X ÓDIO: APESAR DE SEREM SENTIMENTOS OPOSTOS, ORIGEM É A MESMA
Uma corrente de psiquiatras acredita que amor e ódio são como cabeça e cauda de uma mesma serpente. Ou seja, um não pode viver sem o outro. Segundo esse princípio, nenhum ser humano ama, nem odeia outro absolutamente. Apesar do quase contrassenso, ainda de acordo com essa teoria, nenhum amor sobrevive ou prospera sem algum resquício mínimo de aversão, e vice-versa.

APAIXONADOS E DOENTES: PERFIS SEMELHANTES
A medicina acredita que nos casos patológicos possa haver desequilíbrio de um desses dois sentimentos antagônicos, que acaba ganha proporções anormais. Quando isso acontece, punir o outro é quase sempre um dos objetivos de quem tira a própria vida em nome do amor. Quem se mata pode ser incapaz de conviver com a frustração de não ter o objeto amado. Mas a transformação da paixão em ódio muitas vezes é um processo muito longo, o que dificulta saber exatamente quando o amor saudável se transformou em nocivo. Às vezes, quando as barreiras entre um sentimento e outros se tornam evidentes pode ser tarde demais.

“Quem se mata pode ser incapaz
de conviver com a frustração
de não ter o objeto amado”

Apesar da complexidade do assunto, psiquiatras e psicólogos deixam uma dica importante: O amor saudável se caracteriza por sentimentos de generosidade e de solidariedade. A pessoa que ama quer, antes de tudo, a realização pessoal do ser amado, e não apenas a dela própria. Já o amor patológico inverte essa proposição. A pessoa amada precisa servir ao narcisismo daquele que ama. Então, pode-se dizer que essa pessoa não ama a outra. Ele apenas a usa para reforçar sua autoestima.

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