
sexta-feira, 28 de maio de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
IURD da uma direção: Não perca esta grande chance para a sua vida.


Gente, vamos usar a fé inteligente nesta Fogueira Santa. Se você foi selado com o Espírito de Deus e está absolutamente certo da sua salvação, então, corra em busca da realização de seu sonho material ou sentimental. Mas, se há um mínimo de dúvida com respeito à sua salvação eterna, então, dê prioridade a isso. É o mais importante para você.
O que você aproveita se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Você pode até aproveitar a vida regalada por algum tempo, mas nunca por toda a eternidade! Vamos investir na alma e garantir a salvação eterna. Pois, quando se realiza esse sonho espiritual (selo de Deus), todos os demais sonhos se realizam, de forma natural, com o tempo. Está escrito:
…buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a Sua justiça, e todas as demais coisas serão acrescentadas. Mateus 6.33
Muitas pessoas têm cometido um erro que, às vezes, tem sido fatal: a não observação desse conselho. Por conta disso, têm fixado a fé, primeiro, nas conquistas sentimentais e materiais. Esquecem-se que a conquista espiritual alicerça a fé para todas as demais conquistas. Perseguir um sonho qualquer antes do espiritual é como correr atrás do vento. Há quem o faça com sucesso, mas o mesmo não é sustentável. Por conta disso, há frustração.
De que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a alma? O sábio ganha alma. Mas, primeiro, a sua própria.
Se ainda não houve experiência pessoal com o Senhor Jesus, então, esta deve ser a prioridade para a Fogueira Santa do Monte Sinai.
Aqui vão algumas fotos de quando subimos o Sinai com bispos e pastores do mundo inteiro levando os sonhos daqueles que vivem esta fé do sacrifício.
Bispo Macedo
FOFOQUEIROS
FOFOQUEIROS:SÓ EXISTEM PORQUE O POVO É CURIOSO, PORQUE MUITOS DÃO O QUE FALAR OU PORQUE NINGUÉM É PERFEITO? A vontade de passar informações faz parte do homem. Ela faz parte da comunicação e, portanto, é uma ação natural. É assim que os povos acumulam e transferem conhecimentos. Essa é a tese defendida pela quase totalidade dos psicólogos e linguistas ao tratarem cientificamente da fofoca. Mas nem sempre essa prática é tão construtiva e importante. Na maioria das vezes, o “fofoqueiro” se esquece das conseqüências da informação que transmite. “Quando uma pessoa não controla o desejo violento de comentar ou criar algum boato, isso indicar um sintoma de a inveja”, alertam os pesquisadores. Há pesquisas recentes, realizadas nos Estados Unidos, que mostram, também, que o vaidoso, infestado pelo orgulho e pela arrogância, é o mais propenso a usar a fofoca no dia a dia. Os cientistas acreditam que essas pessoas se utilizam da fofoca quase sempre para denegri a imagem do outro, como tentativa de proteger a posição social que ocupam e o orgulho próprio. “É como se o indivíduo tivesse de estar o tempo todo diminuindo o ‘concorrente’ para não ter sua imagem maculada, o que é uma prova de que esse orgulho todo é infundado. Na verdade, ele não tem motivos concretos para sentir orgulho de si, daí partem para essa arma”, contam. Mas o que chamou mais a atenção dos cientistas norte-americanos foi o fato de terem constatado que os homens, na faixa entre 30 e 40 anos, fofocam, em média, duas vezes mais que as mulheres dessa mesma faixa etária. “Eles fazem uma fofoca a cada cinco minutos; as mulheres, a cada dez minutos ou mais”.


Acreditar na reintegração dos adolescentes a sociedade, este é o trabalho que vem sendo feito através dos eventos realizados pelos voluntários e jovens da IURD, em todas as unidades da Fundação Casa, tem sido distribuídos centenas de livros da biografia do Bispo Macedo, os jovens em geral tem curiosidade de conhecer a vida do Bispo Macedo, e ao mesmo tempo ficam revoltados em saber da injustiça da sua prisão. O livro conta a história de um Gideão atual que lutou contra tudo e contra todos, por algo em que acreditava, o livro conta a trajetória do Bispo Macedo, um Homem que tem disposição, decisão, uma postura e uma força de vontade muito grande em ver o nome de Jesus ser pregado em todo o mundo.

















O resultado da doação das Biografias vem dando resultado, pois muitos adolescentes tem sido batizados nas águas. Com isso tem sido cumprido o que diz as escrituras Mateus cap. 25:36 estava nu e me vestistes, enfermo, e me visitaste; preso; e fostes ver-me.O trabalho junto aos jovens tem sido acompanhado diretamente pelo Pastor Geraldo Vilhena Coordenador Estadual de evangelização, nas unidades da Fundação Casa de São Paulo, que sempre orienta os jovens em relação as más companhias e sobre as drogas.

















O resultado da doação das Biografias vem dando resultado, pois muitos adolescentes tem sido batizados nas águas. Com isso tem sido cumprido o que diz as escrituras Mateus cap. 25:36 estava nu e me vestistes, enfermo, e me visitaste; preso; e fostes ver-me.O trabalho junto aos jovens tem sido acompanhado diretamente pelo Pastor Geraldo Vilhena Coordenador Estadual de evangelização, nas unidades da Fundação Casa de São Paulo, que sempre orienta os jovens em relação as más companhias e sobre as drogas.
Obsessão nas telas
“O que terá acontecido a Baby Jane?” O filme de 1962, estrelado na época pelas já veteranas e grandes atrizes Bette Davis e Joan Crawford é um clássico sobre a inveja, o ressentimento e a crueldade. É famosa até hoje a cena em que Jane (Betty Davis) serve um rato morto para o jantar de Blanche (Joan Crawford) que, presa a uma cadeira de rodas, tem um surto nervoso, enquanto Jane emite uma gargalhada macabra. O filme é sobre a inveja de Jane pelo sucesso da irmã Blanche, uma atriz reconhecida e estimada. Quando Blanche sofre um acidente e fica paraplégica, Jane passa a cuidar dela. A vingança e a maldade, então, explodem na velha casa em que ambas dividem. Outro clássico que tem a inveja e a ganância como tema é “Amadeus”, de 1984. Mostra como a inveja de Salieri (vivido por F. Murray Abraham) o levou a matar o compositor Wolfgang Amadeus Mozart (no filme interpretado por Tom Hulce). Salieri se celebrizou na história como uma das mais famosas faces deste terrível sentimento e de seu poder aniquilador. Nos anos 90, outro filme, “Mulher solteira procura”, foi um sucesso tratando do mesmo tema. Allison (Bridget Fonda) convida uma garota para dividir o apartamento (Jennifer Jason Leigh). A nova moradora, com inveja da vida de Allison, tenta destruí-la de forma obsessiva para roubar a sua identidade, garantindo o suspense do filme. É mesmo natural que o cinema e a literatura se apropriem de um sentimento tão antigo e catalisador de tantos males e conflitos.
terça-feira, 25 de maio de 2010
INVEJA
Sentimento que corrói
Cobiçar o que o outro possui, sejam bens ou felicidade, são marcas da inveja, um desejo negativo que só faz mal. Cientistas tentam decifrar no Japão a origem deste sentimento no cérebro A maioria das pessoas já sentiu inveja um dia: aquela sensação incômoda de que, por mais que cuidemos do nosso quintal, a grama do vizinho será sempre mais verde. Mas a passagem de uma ponta de desgosto pelo sucesso alheio para um sentimento destrutivo, capaz de prejudicar o alvo da cobiça, pode ocorrer em um piscar de olhos, caso a pessoa não tenha autoconfiança, ou seja, não se sinta segura o suficiente para bancar as próprias escolhas de vida. É o caso das personagens Verônica (vivida pela atriz Simone Spoladore) e Cíntia (Carla Regina), na novela “Bela, a Feia”, exibida pela “Rede Record”. As duas morrem de inveja de Valentina (Gisele Itié), a Bela, que voltou à trama transformada e que agora é a mais bonita e tem o melhor cargo da empresa em que elas trabalham. Sem suportar a ideia de ter por perto uma mulher mais bela e competente que elas, Verônica e Cíntia tentam a todo custo derrubar a mocinha da novela. “Esse é o tipo de inveja mais destrutivo, mas o que as pessoas não sabem é que isso leva a própria pessoa invejosa a um sofrimento muito grande. Por outro lado, há uma forma de inveja construtiva, em que a pessoa gosta daquilo que o outro tem e se mobiliza para melhorar e alcançar o desejado. E não podemos esquecer daquela inveja que acaba virando um lamento, em que o sujeito se faz de vítima. Essa pessoa acaba fazendo com que o motivo da cobiça vire seu algoz”, avalia a psicóloga Rachel Zausner Skarbnik, da Faculdade Federal da Bahia (veja no quadro ao lado mais detalhes sobre os diferentes tipos de inveja). Muitas vezes esse sentimento negativo pode interferir na situação emocional de quem é vítima da inveja alheia. Bonita e competente na empresa de investimentos imobiliários em que trabalha, a executiva Q. S., de 32 anos, afirma que desperta a inveja de muitas pessoas no ambiente de trabalho, principalmente pelo alto cargo de vice-diretora que ocupa. “Já vi colegas cortando o cabelo igual ao meu ou com a mesma roupa que comprei. Quando contei que ia me casar, foi uma enxurrada de perguntas. Todo mundo queria saber detalhes, ouvia comentários de todo tipo e, nos dias seguintes, tive dores de cabeça fortíssimas. Fiz um monte de exames e nada identificava o motivo das dores. Mas comecei a não falar mais sobre o casamento, os comentários pararam e as dores passaram”, descreve a executiva, que prefere não se identificar justamente com receio de ser alvo de mais inveja.A psicóloga Rachel lembra ainda que o invejoso pode não ter um perfil definido e nem sempre é aquele totalmente desprovido de bens. Ela conta um caso que chegou ao seu consultório de duas mulheres que eram cunhadas entre si, sendo que uma delas tinha muito dinheiro e um marido bastante popular e querido por todos. A irmã dele não tinha marido nem uma vida financeira estável, mas era uma pessoa muito amada pelos amigos e pela família, inclusive pelo irmão. Mesmo não tendo bens ou um relacionamento bem-sucedido, ela era invejada pela outra, que estava casada e era rica. “Apesar de tudo o que tinha, ela chegou a tentar destruir os relacionamentos da cunhada jogando os amigos contra ela, porque pensava que não poderia ser tão amada na família quanto a outra. Então, ela passou por um tratamento psicológico para se fortalecer. Faltava a ela uma autoafirmação, de saber que também podia ser querida e que para isso não era preciso destruir a vida da cunhada”, afirma a especialista. Ainda não se sabe ao certo o mecanismo psicológico que causa a inveja. Uma das hipóteses é de que exista uma região no cérebro que controla esse sentimento. Essa foi a descoberta de um grupo de cientistas japoneses que espera poder tratar do mal que prejudica não só o alvo da maldade como também a própria pessoa invejosa. “Ao entendermos como funciona esse fator neurocognitivo poderemos prevenir e tratar esse tipo de conduta. A inveja pode levar uma pessoa a praticar um ato destrutivo e até criminoso para conseguir o que deseja”, disse Hidehiko Takahashi, pesquisador- chefe do departamento de Neuroimagem Molecular do Instituto Nacional de Ciência Radiológica do Japão à rede de notícias “BBC” na época do lançamento do estudo, em março do ano passado. Durante os trabalhos, 19 pessoas tiveram os cérebros monitorados por ressonância magnética. Os voluntários tinham que se imaginar em situações que envolviam outras três personagens. Nos testes, duas delas se mostrariam mais capazes e inteligentes do que os entrevistados. Quando sentiam inveja, a parte do cérebro chamada de córtex dorsal anterior era ativada. “Pessoas muito invejosas tendem a ter uma grande atividade nessa região do cérebro, que é responsável pela dor física e também é associada à dor mental”, contou o pesquisador. Outra parte cerebral relacionada ao sentimento de alegria acabava estimulada quando os voluntários liam sobre problemas com as personagens rivais. Isso explicaria como funciona o cérebro dos invejosos, que sentem prazer com a desgraça alheia. “Inveja não é necessariamente só querer ter o que o outro tem. É também não querer que o outro tenha algo e ainda ficar feliz porque o outro não tem ou não conseguiu ter. Muita gente se sente culpada por querer aquilo que julga bonito em outra pessoa. Mas isso é natural do ser humano e também pode levar a buscar formas de melhorar ou conseguir as coisas sem precisar derrubar outras pessoas”, avalia a psicóloga Sâmia Simurro, professora do MBA e especialização em Gestão de Programas de Qualidade de Vida da Pontifícia Universidade Católica (PUC) e da Universidade São Camilo, as duas em São Paulo.Sâmia ilustra a teoria com o caso de uma paciente que chegou a seu consultório sentindo uma culpa imensa porque uma colega de trabalho recebeu uma promoção que ela julgava ser dela (leia mais sobre o problema da inveja no ambiente de trabalho no quadro da página 10). “Com o tempo, ela entendeu que aquele sentimento era normal, e que ele poderia levá-la ao crescimento. E acabou se dedicando mais no trabalho e conseguindo uma promoção também”, lembra. Nem mesmo os familiares escapam desse sentimento negativo. Há relatos de famílias em que os pais tratam de forma diferente os filhos e, com isso, os irmãos crescem com inveja um do outro. Pior ainda é quando são os pais que invejam os próprios filhos. “Há pais com dificuldades para lidar com o sucesso dos filhos. Conheço casos de pessoas separadas cujos filhos são criados por um dos lados, só o pai ou só a mãe, e se tornam adultos bem-sucedidos. A parte que não esteve tão presente no dia a dia do filho acaba incomodada e até com inveja tanto do ex-parceiro, que criou bem o filho, como dos próprios filhos”, conta a terapeuta familiar Ângela Martins.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
IURD Bispo Macedo

Ansiedade, uma dúvida disfarçada
A ansiedade é um estado de aflição, angústia e preocupação. De fato, esse estado de espírito enfraquece a fé do mais fervoroso cristão. Deus nos dá o Espírito Santo justamente para nos dirigir, orientar e conduzir a nossa vida e nossa mente. Quando a pessoa fica na expectativa de resolver um problema ou para conquistar um determinado benefício, ela acaba se tornando ansiosa, refém da dúvida, do medo e da aflição. É impossível alguém tomar posse dos benefícios da fé estando nesse estado de espírito. A fé é uma energia positiva, divina. A dúvida, por sua vez, é negativa e neutraliza a ação da fé. Aqueles que se deixam levar pela ansiedade, mesmo que orem, jejuem, não irão tomar posse das bênçãos porque a ansiedade é uma dúvida disfarçada e causa a neutralização da sua fé. “(...) Sem fé é impossível agradar a Deus...” (Hebreus 11.6) Portanto, avalie bem o seu coração, porque, se você vive ansiosa, seja por qualquer coisa, inclusive até mesmo para receber o batismo com o Espírito Santo, o meu conselho é para que procure não ficar ansiosa por nada. “Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?” (Mateus 6.25) O Senhor Jesus já nos deu a receita do bom viver, de uma vida saudável, tranquila e de paz. Não é simplesmente abraçar a fé no Senhor Jesus e deixar que as coisas aconteçam de qualquer maneira. Todavia, você tem que se monitorar, zelar pela sua fé, guardar o coração de maus pensamentos, das contaminações desse mundo e daquilo que é nocivo à sua fé. Se você tem uma grande fé, foi na igreja, orou, buscou, pediu, então entregou nas mãos de Deus. Agora tem que esperar a solução. Deus abençoe a todos.Bispo Edir Macedo www.bispomacedo.com.br
IURD Fala voluntária

Ana Maria disse...
Bom dia!Amigos foi realmente um dia de grande alegria para as Maes e internos da UI São Paulo - Vila Maria.Sem contar a nossa satisfação em estar junto trabalhando e doando algumas horas de amor para estes internos.Amor que muitos deles não tiveram e tão pouco uma familia estruturada para dar base a seu carater.Mas com o trabalho coordenado pelo Pastor Geraldo Vilhena juntamente com seus voluntarios é possivel levar a palavra de Jesus para estes meninos.Pois somente a palavra do Senhor Jesus liberta, curar e traz paz." Grande Abraços a todos e que Deus abençoe muito suas vidas " ANA MARIA A. ALMEIDAIURD JAÇANA- SP
IURD Folha Universal Comente esta charge

Geração canguru
Por Guilherme Bryan guilherme.bryan@folhauniversal.com.br Um em cada quatro jovens adultos de 25 a 34 anos mora com os pais no Brasil. Veja como é essa convivência Comodidade, ausência de conflitos, adiamento das responsabilidades e busca de melhor formação educacional são razões para muitas pessoas de 25 a 34 anos ainda morarem com os pais. Elas formam a denominada “geração canguru”, porque, assim como os filhotes desse animal, estão muito ligadas à mãe ou aos pais. Nas últimas décadas a quantidade de jovens adultos que ainda vivem com os pais praticamente dobrou entre os homens, passando de 13,7% (em 1986) para 24,2% (2008) do total de pessoas nessa faixa etária. Entre as mulheres, foi de 13,7% para 18,3% no mesmo período, segundo pesquisa da demógrafa Regiane Lucinda de Carvalho, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), baseada na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. O designer Rafael Mazzari, de 26 anos, faz parte dessa geração e garante que a comodidade de ter roupa lavada, comida feita pela mãe e contas pagas o leva a permanecer na casa dos pais. “Eu só sairei quando tiver emprego fixo e oportunidade de adquirir um imóvel, o que me dará segurança para me casar. Porém, não vou sair para ter outro padrão de vida pois nunca tive conflito com meus pais nem me senti cobrado por eles. Além do mais, tudo me estimula a ficar: um quarto só para mim, poder levar a namorada em casa e ter carro”, afirma. “O prolongamento da convivência entre pais e filhos é resultado de fatores como não haver mais pressão cultural tão grande para os jovens se casarem e terem filhos como ocorria em décadas anteriores. A difícil inserção no mercado de trabalho e a necessidade de aumento da escolaridade faz com que os jovens optem por permanecer com os pais até conseguirem posição econômica segura”, avalia Regiane. O fenômeno é registrado principalmente nas classes média e alta, das quais atinge 3,3 milhões de famílias, segundo dados do instituto de pesquisas LatinPanel, de abril do ano passado.O personal trainer Luis Fernando Pereira da Silva, de 28 anos, formado há 5 anos em Educação Física, mora com a mãe a e irmã de 25, sem a obrigação de contribuir com as despesas. “Às vezes me sinto um pouco incomodado, mas nada que me irrite a ponto de querer largar da barra da saia dela. Só farei isso para me casar ou trabalhar em outra cidade”, garante. A mãe de Luis, a secretária de escola Leda Pereira da Silva, de 57 anos, pensa do mesmo modo: “O fato de eu ter saído de casa quando me casei, aos 27 anos, faz com que considere normal eles estarem comigo nessa idade. Quando saírem ficarei triste, mas com a sensação de missão cumprida.” Ficar tanto tempo na casa dos pais pode ser prejudicial, segundo alguns especialistas. “A mordomia, a superproteção e a falta de limites dadas pelos pais fazem com que os filhos fiquem acomodados e, o que é mais grave, podem gerar neles falta de confiança e incapacidade de lidar com as críticas. Por isso é preciso ajudá-los a terem sólida estrutura emocional para lidar com problemas, se sentirem produtivos e serem mais independentes”, acrescenta Tânia Zagury, professora-adjunta da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro e autora do livro “Encurtando a Adolescência”. O apoio da família também é praticamente garantido para quem não deu certo morando sozinho ou no casamento. O publicitário José Luis de Morais Abdal Junior, de 34 anos, casou quando tinha apenas 19 e saiu da casa dos pais. Depois de 12 anos, pai de dois filhos, resolveu se mudar com a família para o Canadá. Porém, os filhos e a esposa obtiveram o visto do país e ele não. Resultado: voltou para a casa dos pais temporariamente e já está ali há 3 anos, mas contribui financeiramente. “Como saí de casa muito novo, voltei para conviver melhor com meus pais e meus sete irmãos. Assim não tenho que pagar todas as contas, mas tive que me adaptar a uma nova situação. Com a cabeça mais madura tenho conflitos com meu pai no modo com que ele e eu encaramos a paternidade”, observa José Luis.
Por Guilherme Bryan guilherme.bryan@folhauniversal.com.br Um em cada quatro jovens adultos de 25 a 34 anos mora com os pais no Brasil. Veja como é essa convivência Comodidade, ausência de conflitos, adiamento das responsabilidades e busca de melhor formação educacional são razões para muitas pessoas de 25 a 34 anos ainda morarem com os pais. Elas formam a denominada “geração canguru”, porque, assim como os filhotes desse animal, estão muito ligadas à mãe ou aos pais. Nas últimas décadas a quantidade de jovens adultos que ainda vivem com os pais praticamente dobrou entre os homens, passando de 13,7% (em 1986) para 24,2% (2008) do total de pessoas nessa faixa etária. Entre as mulheres, foi de 13,7% para 18,3% no mesmo período, segundo pesquisa da demógrafa Regiane Lucinda de Carvalho, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), baseada na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. O designer Rafael Mazzari, de 26 anos, faz parte dessa geração e garante que a comodidade de ter roupa lavada, comida feita pela mãe e contas pagas o leva a permanecer na casa dos pais. “Eu só sairei quando tiver emprego fixo e oportunidade de adquirir um imóvel, o que me dará segurança para me casar. Porém, não vou sair para ter outro padrão de vida pois nunca tive conflito com meus pais nem me senti cobrado por eles. Além do mais, tudo me estimula a ficar: um quarto só para mim, poder levar a namorada em casa e ter carro”, afirma. “O prolongamento da convivência entre pais e filhos é resultado de fatores como não haver mais pressão cultural tão grande para os jovens se casarem e terem filhos como ocorria em décadas anteriores. A difícil inserção no mercado de trabalho e a necessidade de aumento da escolaridade faz com que os jovens optem por permanecer com os pais até conseguirem posição econômica segura”, avalia Regiane. O fenômeno é registrado principalmente nas classes média e alta, das quais atinge 3,3 milhões de famílias, segundo dados do instituto de pesquisas LatinPanel, de abril do ano passado.O personal trainer Luis Fernando Pereira da Silva, de 28 anos, formado há 5 anos em Educação Física, mora com a mãe a e irmã de 25, sem a obrigação de contribuir com as despesas. “Às vezes me sinto um pouco incomodado, mas nada que me irrite a ponto de querer largar da barra da saia dela. Só farei isso para me casar ou trabalhar em outra cidade”, garante. A mãe de Luis, a secretária de escola Leda Pereira da Silva, de 57 anos, pensa do mesmo modo: “O fato de eu ter saído de casa quando me casei, aos 27 anos, faz com que considere normal eles estarem comigo nessa idade. Quando saírem ficarei triste, mas com a sensação de missão cumprida.” Ficar tanto tempo na casa dos pais pode ser prejudicial, segundo alguns especialistas. “A mordomia, a superproteção e a falta de limites dadas pelos pais fazem com que os filhos fiquem acomodados e, o que é mais grave, podem gerar neles falta de confiança e incapacidade de lidar com as críticas. Por isso é preciso ajudá-los a terem sólida estrutura emocional para lidar com problemas, se sentirem produtivos e serem mais independentes”, acrescenta Tânia Zagury, professora-adjunta da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro e autora do livro “Encurtando a Adolescência”. O apoio da família também é praticamente garantido para quem não deu certo morando sozinho ou no casamento. O publicitário José Luis de Morais Abdal Junior, de 34 anos, casou quando tinha apenas 19 e saiu da casa dos pais. Depois de 12 anos, pai de dois filhos, resolveu se mudar com a família para o Canadá. Porém, os filhos e a esposa obtiveram o visto do país e ele não. Resultado: voltou para a casa dos pais temporariamente e já está ali há 3 anos, mas contribui financeiramente. “Como saí de casa muito novo, voltei para conviver melhor com meus pais e meus sete irmãos. Assim não tenho que pagar todas as contas, mas tive que me adaptar a uma nova situação. Com a cabeça mais madura tenho conflitos com meu pai no modo com que ele e eu encaramos a paternidade”, observa José Luis.
CÉLULA SINTÉTICA

22 de maio de 2010 N° 16343AlertaVoltar para a edição de hoje
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CÉLULA SINTÉTICA
Agora é lucrar com a descoberta
Possibilidade de usar o micro-organismo para transformar o CO2 da atmosfera em combustível pode valer cerca de US$ 1 trilhão
Era um sonho que começou há quase 15 anos, quando o veterano da Guerra do Vietnã Craig Venter, 63 anos, se tornou geneticista, resolvendo, um dia, criar um novo genoma – e com isso, fazer a primeira forma de vida sintética. Na noite de quinta-feira, em um anúncio bombástico, no qual o acusavam de brincar de Deus, Venter disse que o sonho havia se tornado realidade, ao contar que havia criado um organismo com DNA sintético.A façanha, aclamada como um avanço científico por alguns e um desenvolvimento alarmante por outros, foi realizada por cientistas no Instituto J. Craig Venter, em Rockville, Maryland (EUA), usando pouco mais do que um computador, micróbios comuns, um sintetizador de DNA e substâncias químicas.O resultado – além de US$ 40 milhões gastos e mais de uma década de trabalho – é o primeiro micróbio que cresceu e se reproduziu com apenas um genoma sintético para guiá-lo.Enquanto cientistas e filósofos já debatem as potentes consequências e as implicações morais da realização, a força motivadora para Venter é comercial. A equipe dele tem um sonho ainda mais ambicioso: criar organismos não somente inovadores, mas também lucrativos. Venter tem um contrato garantido com a gigante petrolífera ExxonMobil para desenvolver algas que possam absorver CO2 da atmosfera e convertê-lo em combustível – uma inovação, ele acredita, que pode valer mais de US$ 1 trilhão.– A nova bactéria é a prova de que podemos fazer, na teoria, mudanças em um genoma inteiro de um organismo. Podemos adicionar novas funções, eliminar aquelas que não queremos e criar uma nova gama de organismos industriais que coloca todo o esforço deles naquilo que nós queremos que eles façam. Até este experimento funcionar, tudo era teórico. Agora é realidade – conta o cientista californiano.Cientistas reconhecem os riscos da descobertaA realização atraiu críticas imediatas daqueles que temem que isso possa provocar um desastre ambiental ou ser um presente aos terroristas inclinados ao desenvolvimento de armas biológicas.– O potencial está em um futuro distante, mas real e significante: lidando com poluição, novas fontes de energia, novas formas de comunicação. Mas os riscos também são inigualáveis. Isto pode ser usado no futuro para criar a mais poderosa arma biológica que possamos imaginar – diz Julian Savulsescu, da Universidade de Oxford, no Reino Unido.Venter concorda que regras rigorosas são necessárias para garantir que os organismos sintéticos não escapem e causem estragos:– É claramente uma tecnologia de duplo uso, e isso requer uma imensa responsabilidade para quem usá-la. Nós estamos entrando em uma nova era emocionante, na qual estamos limitados apenas, na maior parte das vezes, por nossa imaginação.E se o micróbio, de alguma maneira, escapar do rigoroso sistema de segurança do laboratório de Venter?– Ele não irá crescer fora do laboratório a não ser que seja deliberadamente injetado em uma cabra. E nós não trabalhamos com cabras.
Venter perseguia a criação de um novo genoma há 15 anos e defende controle rigoroso da sua utilização
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CÉLULA SINTÉTICA
Agora é lucrar com a descoberta
Possibilidade de usar o micro-organismo para transformar o CO2 da atmosfera em combustível pode valer cerca de US$ 1 trilhão
Era um sonho que começou há quase 15 anos, quando o veterano da Guerra do Vietnã Craig Venter, 63 anos, se tornou geneticista, resolvendo, um dia, criar um novo genoma – e com isso, fazer a primeira forma de vida sintética. Na noite de quinta-feira, em um anúncio bombástico, no qual o acusavam de brincar de Deus, Venter disse que o sonho havia se tornado realidade, ao contar que havia criado um organismo com DNA sintético.A façanha, aclamada como um avanço científico por alguns e um desenvolvimento alarmante por outros, foi realizada por cientistas no Instituto J. Craig Venter, em Rockville, Maryland (EUA), usando pouco mais do que um computador, micróbios comuns, um sintetizador de DNA e substâncias químicas.O resultado – além de US$ 40 milhões gastos e mais de uma década de trabalho – é o primeiro micróbio que cresceu e se reproduziu com apenas um genoma sintético para guiá-lo.Enquanto cientistas e filósofos já debatem as potentes consequências e as implicações morais da realização, a força motivadora para Venter é comercial. A equipe dele tem um sonho ainda mais ambicioso: criar organismos não somente inovadores, mas também lucrativos. Venter tem um contrato garantido com a gigante petrolífera ExxonMobil para desenvolver algas que possam absorver CO2 da atmosfera e convertê-lo em combustível – uma inovação, ele acredita, que pode valer mais de US$ 1 trilhão.– A nova bactéria é a prova de que podemos fazer, na teoria, mudanças em um genoma inteiro de um organismo. Podemos adicionar novas funções, eliminar aquelas que não queremos e criar uma nova gama de organismos industriais que coloca todo o esforço deles naquilo que nós queremos que eles façam. Até este experimento funcionar, tudo era teórico. Agora é realidade – conta o cientista californiano.Cientistas reconhecem os riscos da descobertaA realização atraiu críticas imediatas daqueles que temem que isso possa provocar um desastre ambiental ou ser um presente aos terroristas inclinados ao desenvolvimento de armas biológicas.– O potencial está em um futuro distante, mas real e significante: lidando com poluição, novas fontes de energia, novas formas de comunicação. Mas os riscos também são inigualáveis. Isto pode ser usado no futuro para criar a mais poderosa arma biológica que possamos imaginar – diz Julian Savulsescu, da Universidade de Oxford, no Reino Unido.Venter concorda que regras rigorosas são necessárias para garantir que os organismos sintéticos não escapem e causem estragos:– É claramente uma tecnologia de duplo uso, e isso requer uma imensa responsabilidade para quem usá-la. Nós estamos entrando em uma nova era emocionante, na qual estamos limitados apenas, na maior parte das vezes, por nossa imaginação.E se o micróbio, de alguma maneira, escapar do rigoroso sistema de segurança do laboratório de Venter?– Ele não irá crescer fora do laboratório a não ser que seja deliberadamente injetado em uma cabra. E nós não trabalhamos com cabras.
Venter perseguia a criação de um novo genoma há 15 anos e defende controle rigoroso da sua utilização
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