sexta-feira, 7 de março de 2014

“Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra.”





“Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra.” A frase do poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare reproduz exatamente o efeito desse sentimento negativo, que é alimentado pelas más lembranças e que provoca até reflexos na saúde. Pessoas ressentidas comumente sofrem de gastrite nervosa, úlcera e tem mesmo mais disposição para desenvolver o câncer. Compromete a autoestima e prende permanentemente a pessoa no papel de vítima, impedindo a superação do problema. Além disso,estudos recentes mostram o impacto de sentimentos negativos, como a mágoa e o rancor,no sistema cardíaco.A psicanalista Lindalva Moraes explica que a pessoa ressentida sente necessidade de alimentar a dor, fortalecendo a posição de injustiçada,e confirma que esses sentimentos negativos podem acabar influenciando numa piora da saúde, colaborando para o aparecimento de sintomas físicos e até de doenças graves, como o câncer. “Isso só começa a mudar quando a pessoa passa a analisar a situação, tentando entender se teve alguma culpa naquilo que aconteceu. O questionamento é o primeiro passo,depois é tentar abstrair o sentimento negativo”,diz.Segundo o professor de Psicologia Júlio Rique Neto, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), existem diversas formas de controlar a mágoa, mas somente o perdão é capaz de fazer as pessoas realmente superarem esses anseios. “Mesmo aquelas que têm o sentimento de vingança, não se sentem melhor depois que quem lhes fez mal paga por isso. O ressentimento não passa”, explica. “Se existe alguém que conseguiu superar uma situação de traição sem perdoar, não conheço, nunca passou pelo meu consultório ou respondeu às minhas pesquisas”, enfatiza o pesquisador,que desenvolve estudos sobre o desenvolvimento sociomoral e o perdão.A estudante de nutrição Jéssica da Silva, de 19 anos, conseguiu aliviar a mágoa perdoando o namorado. Quando era mais jovem se relacionou com um homem mais velho que a magoou intensamente. O namorado pediu perdão, conseguiu reconquistar o coração da jovem e hoje os dois estão juntos há mais de 1 ano. “Quando a pessoa mostra arrependimento verdadeiro, a gente consegue perdoar. O perdão também faz bem para quem está sofrendo. É um recomeço. E nós dois conseguimos superar a situação”,conta.O Forgiveness Institute (Instituto do Perdão) da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, se dedica a estudar cientificamente os benefícios do perdão e defende a prática. O psicólogo Robert Enright, uma das autoridades no tema, explica que quando uma pessoa perdoa,ela exerce o aprendizado da virtude moral. “O perdão é como a paciência, bondade, justiça e o respeito. Em todas essas virtudes, não existem pré-requisitos para oferecê-las. A pessoa não precisa ser justa para receber lealdade, por exemplo. E o mesmo funciona para o perdão.Nós podemos oferecê-lo aos outros sempre que desejarmos. O perdão é incondicional,assim como a justiça”, diz. Patrícia da Silva Armani, prima do eletricista brasileiro Jean Charles (que foi morto injustamente pela polícia de Londres há 6 anos), confessa não saber se perdoou a chefia da Scotland Yard e os policiais que mataram o primo. “Eu tentei superar. Nos últimos anos tenho evitado pensar nisso. Quando eu lembro, a dor volta. Não sinto rancor dos policiais, afinal eles estavam cumprindo ordens do Ian Blair (chefe da polícia londrina na época). Dele eu guardo mágoa”, diz. Segundo Enright, não é fácil perdoar qualquer tipo de erro e muitas pessoas não conseguem perdoar injustiças terríveis, como no caso do assassinato de um ente querido.
A norte-americana Robin Casarjian foi estuprada quando era jovem e, apesar da violência que sofreu, lutou para conseguir superar o rancor que sentia pela situação. “O que muitas vezes as pessoas não entendem é que perdoando estamos fazendo um favor a nós mesmos. O perdão serve para nos libertar da prisão emocional da raiva, ressentimento e infelicidade. É um presente que damos a nós mesmos”, destaca Robin, que se tornou terapeuta especializada no trato de preconceitos e raivas e escreveu “O Livro do Perdão — O Caminho para o Coração Tranquilo”. O estudo científico sobre o perdão explodiu na última década e pesquisas mostram que pessoas que perdoam sofrem menos ansiedade e depressão. Segundo Robin, durante recente Reunião Anual da Sociedade de Medicina Comportamental dos Estados Unidos, uma pesquisadora da Duke University Medical Center afirmou que os benefícios do perdão estão correlacionados com o aumento da função imunológica em pacientes com o vírus HIV. Além de dar a sensação de liberdade, como afirma Robin, o ato de desculpar pode fazer muito bem à saúde de quem consegue realizá-lo. Segundo o professor da UFPB, pessoas que sofrem de estresse cardíaco após uma grande decepção restauram as funções do coração depois que conseguem perdoar o outro, assim como as que tinham alterações de pressão, retomam o ritmo normal após relevarem o rancor e perdoarem. “O perdão reestabelece o controle emocional e físico do corpo, além de reabilitar a dignidade e o bem-estar da vítima”, afirma. O operador de telemarketing Péricles de Souza Macedo, de 19 anos, acredita que esse sentimento negativo realmente afeta a saúde. “Quem guarda ressentimento fica doente, faz mal para cabeça e para corpo. É muito ruim”, diz. Ele se considera uma pessoa que sabe perdoar e lembra que já exercitou a prática algumas vezes na vida. “Descobrimos que as pessoas que foram tratadas injustamente tendem a ter menos energia se não perdoarem. Perdão adiciona vitalidade, acrescenta alegria, e isso tem um efeito positivo no sistema cardiovascular já que a raiva incessante é prejudicial”, relaciona o psicólogo Robert Enright. A última pesquisa feita na Universidade de Wisconsin mostra que quem perdoa apresenta um grande crescimento da autoestima e da esperança no futuro. Os resultados serão explicados no próximo livro do estudioso chamado “A Vida Perdoa”, que será lançado em breve pela Associação Americana de Psicologia. No outro lado, para ser verdadeiramente perdoado, primeiramente a pessoa que cometeu a injustiça deve se arrepender do erro que cometeu. “Se queremos o perdão do outro é importante assumir total responsabilidade por aquilo que fizemos, pedir desculpas e tentar fazer as pazes. Mas a decisão de perdoar ou não cabe a outra pessoa”, explica Robin. A terapeuta destaca ainda que mesmo quando o pedido de desculpa não é aceito, a pessoa precisa trabalhar o autoperdão, para entender o que a levou a cometer aquele comportamento negativo.

UNIVERSAL NA FUNDAÇÃO CASA


Nesta última quinta feira, o Bloco de Ajuda aos Dependentes Químicos da IURD estiveram presentes, na Fundação do Brás ui-36 realizando um debate sobre drogas e suas conseqüências
Para da início a palestra, o Pastor Geraldo Vilhena Coordenador de evangelização, nas unidades da Fundação Casa de São Paulo, fez uma oração, na qual abençoou a unidade, e os adolescentes. E deu uma palavra de otimismo “você sabe a diferença entre o sábio e o inteligente? O inteligente ele apanha para apreender, e o sábio apreende vendo o inteligente apanha. É assim na nossa vida também, temos que apreender com os erros e jamais cometer novamente, as drogas e um deles, e foi por isso que trouxemos o bloco de ajuda aqui hoje, para que você apreenda com os erros deles, e siga somente os bons exemplos, Seja sábio fique longe das drogas! Após a palavra de otimismo chamou o bloco para dar andamento no debate.

Amauri começa o debate, fazendo a seguinte pergunta, porque lá fora, o cara fica parecendo um mostro? E aqui fica bonzinho? E que por detrás da valentia existe um mal agindo, e continuou, fiquei dez anos no mundo do crime, fiz parte de facção do crime,

Nelci Paiva pergunta: Amauri quais foram suas experiências com as drogas?
Amauri responde: Passei maus bocados por causa das drogas já experimente de tudo até êxtase, Quando a droga entra no organismo ela faz uma devastação, você perde totalmente a noção do que é certo ou errado, eu cheguei em um nível bem perto da morte.

José Maria Brito Pergunta: É você Cristina como foi a sua experiência com as drogas?

Cristina responde: Passei pelo vale da sombra e da morte. Vivi um inferno, já passei pela Fundação Casa porque matei um policial, a minha experiência com as drogas foi a pior de todas já tomei até back, Em certas loucuras eu matava pelo simples prazer, sentia até gosto de sangue na boca,
Adolescente pergunta: Sra Cristina qual foi o momento mais difícil da sua vida?
Cristina responde: Foi quando vi minha mãe ser esquartejada pelos bandidos cortaram ela em pedaços e atearam fogo. Pois ela também era do mundo do crime.
.Adolescente pergunta: Qual foi sua motivação para sair do mundo do crime?
Amauri responde: Quando todo mundo falhou e eu cheguei no fundo do poço, foi ai que eu entreguei minha vida , parei e pensei, pode ser que eu não tenha a próxima vez.
Cristina disse: fui para a IURD, por causa dos meus filhos, pois não queria para eles a mesma vida que tive, eu entrei e falei, Deus muda minha vida. Pastor Geraldo pergunta: Amauri você já chegou a maltratar sua família? Ele reponde: Apesar do cara estar na vida louca , o crime condena bater em pai e mãe.
Adolescente pergunta para Cristina: A Senhora depois da morte da sua mãe pensou no suicídio? Não mais vi muita das vezes minha mãe após sua morte com uma capa preta. Tinha pesadelos quase que todos os dias. Em seguida, quem deu seu depoimento foi Sra Elza que tem um filho nas drogas, ela representa a dor e sofrimento de cada mãe dos adolescente, falou que seu filho ficou durante sete anos sem falar com ela, e da luta incansável que trava todos os dias , para salvar o seu filho do mundo das drogas.
Para finalizar, cada um mostrou como saiu do mundo das drogas, que não e da noite pro dia, tem que haver uma persistência da parte de cada um, mais quando Deus entra na batalha, se vence a guerra.

Para finalizar Amauri da Força Jovem Dose Mais Forte da Zona Sul que faz parte também do Bloco de Ajuda aos dependêntes Químicos fez uma oração para liberta os jovens internos da Fundação Casa das DROGAS.

Nenhum comentário:

Postar um comentário