quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Dois irmãos são exemplos do trabalho realizado pelo TF Teen, que ensina os adolescentes a valorizar os estudos e a família




Os irmãos Ester, de 13 anos, e Emanuel Fernandes Souza, de 16, são exemplos de como um jovem pode mudar quando bem orientado. Os dois fazem parte do TF Teen, grupo que reúne adolescentes, entre 11 e 14 anos, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Além de formar, conscientizar e apoiar, o grupo ensina os adolescentes a ter uma vida saudável, procurando sempre valorizar os estudos, a família e, acima de tudo, a aliança com Deus.

No último dia 26, os dois irmãos passaram a tarde no Striker, do Norte-Shopping, na zona norte do Rio de Janeiro, jogando boliche, esporte que atrai centenas de adolescentes e adultos ao local. Ester só conseguiu um strike – quando o jogador consegue derrubar todos os pinos com um arremesso –, ficando devendo, assim como o irmão, uma boa atuação. 

Mas quando o assunto é evangelizar, os dois se destacam. A mãe, Genilda Fernandes Souza, confirma a influência do TF Teen no dia a dia dos filhos.

“Eles sempre foram membros da Igreja, mas o TF Teen é uma bênção na vida dos adolescentes, que estreitam mais a relação com Deus”, avalia.

Aos 12, 13 anos, Emanuel tinha um vício comum entre adolescentes: não largava o videogame. Ele só parava para comer e ir à escola, onde não prestava atenção às aulas. O resultado não poderia ser outro: foi reprovado 2 anos.

“Isso me prejudicou bastante. Passava a noite no computador. Felizmente, superei esse problema; entrei para o TF Teen e tudo mudou. Passei a valorizar os estudos e, hoje, só tiro nota boa”, garante.

Melhor do que isso foi aprender a evangelizar. Atento às reuniões, Emanuel foi surpreendido com um convite. “Ganhei a oportunidade de resgatar pessoas perdidas pelo mundo, uma ajuda espiritual que muitos não têm e precisam. Nessas horas, sinto o espírito de Deus agindo em mim. Todos os dias, lembro uma frase da minha mãe: ‘Emanuel, peça a Deus que não seja você, mas Ele te usando na evangelização.’ Hoje sou um adolescente transformado, fiel a Deus”, frisa.

Já Ester nunca teve problema com os estudos. Apesar da pouca idade a menina é firme em determinadas questões e deu a sua opinião em relação ao “ficar”, gíria comum até entre adultos, que significa “namorar por um dia”. Às vezes, por alguns minutos. 

“Baseado no que aprendo no TF Teen, sei que não está na hora, não está no tempo. É preciso crescer, ter compromisso com Deus. Pedir ao Espírito Santo para conhecer um homem de Deus, com quem eu namore e case”, explica.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Quero me separar dele




– Quero me separar de você! Eu te odeio!

– Você é louca! Com um filho na barriga, fica aí brigando com as pessoas!

– Que pessoas? Você é doente da cabeça? Você está me traindo! Eu não te quero mais!!

Neste momento, ele me agrediu... (choro)

Fiquei no chão... sem me mover. Um filme passou na minha cabeça... Meu pai contando piadas já contadas um milhão de vezes, e minha mãe rindo delas. O jantar na mesa e a harmonia em meu lar... Meu sonho de ser uma jornalista famosa... Tenho tanta vontade de voltar para a igreja e fazer parte de algum grupo... Quero tanto voltar a ser gente, a ter dignidade...

Sim, quando a gente é espancada pelo marido, perde a dignidade, perde a vontade de viver, perde o amor próprio... O nosso mundo desmorona, toda aquela história de príncipe encantado, a nossa história de amor... Porque todo casal tem sua história, mas quando somos humilhadas por aquele que escolhemos para passar o resto da vida... é deprimente.

Fui para casa de minha mãe com muita vergonha. 

– Mãe, preciso da senhora.

Chorei muito em seu colo. Pedi perdão por não ter dado ouvidos à sua voz, aos seus conselhos.

Meu pai ficou revoltado, queria me levar para a delegacia. Eu não tive coragem, não quis apresentar queixa.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Rapazes e moças estão consumindo bebidas alcoólicas cada vez mais cedo e o que a maioria não sabe, alertam especialistas, é que se trata de uma droga perigosa




Bruno da Silva estava em uma balada com os amigos e desmaiou após ingerir grande quantidade de álcool e GHB (gama-hidroxibutirato, substância usada para ganhar massa muscular vendida legalmente na Europa, mas considerada droga no Brasil. Ao acordar, um bombeiro realizava os primeiros socorros. Ele ainda não tinha 20 anos e aquela não era a primeira vez que chegava perto de uma overdose por abusar de álcool e drogas. O rapaz, hoje com 23 anos, reduziu o consumo de substâncias ilícitas, mas ainda bebe com frequência e acredita que tudo começou quando foi apresentado ao álcool, ainda na adolescência (leia o depoimento). 

Assim como Silva (o nome do rapaz é fictício para preservar sua identidade), a maioria das pessoas começa a consumir álcool muito cedo. Pesquisa recente do Ministério da Saúde aponta que 71% dos jovens entre 13 e 15 anos já tomaram alguma bebida alcoólica e 22% deles já se embriagaram. “A sociedade fica mais preocupada com as drogas ilegais. O álcool é negligenciado e fica em um posto especial porque as pessoas pensam que podem consumir a vida toda sem problemas”, alerta o psiquiatra Arthur Guerra, coordenador do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas da Universidade de São Paulo (USP). 

Três em cada quatro estudantes do ensino médio com menos de 18 anos já beberam álcool, de acordo com estudo divulgado em abril pela Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (FMB-Unesp). Dos 1.507 alunos de escolas públicas e particulares de Botucatu ouvidos pela pesquisa, 38,8% dos estudantes entre 7 e 14 anos  já experimentaram bebida alcoólica e 8,5% o fizeram em período recente. A responsável pelo estudo, Priscila Lopes Pereira, destaca que beber para se embriagar é uma prática comum, principalmente entre meninas. Fatores como pertencer à classe social mais alta, estudar em escola pública e não ter prática religiosa facilitam o contato precoce com o álcool, diz a pesquisadora. 

“Começa com a batida de bombom com vodca bem docinha, na festa de 15 anos”, brinca a universitária Giovanna Crespo, de 23 anos, sobre o drinque servido em alguns aniversários. “A bebida é oferecida pelos adultos, não tem como não provar”, acrescenta ela, que bebeu pela primeira vez aos 15 anos.


Um estudo do Ibope Inteligência feito para o governo do Estado de São Paulo mostrou que as mesclas e bebidas adocicadas atraem os jovens porque diluem o álcool com sabores da infância, como refrigerantes, sucos, frutas e açúcar. Em São Paulo, 45% dos menores de 18 anos já experimentaram bebida alcoólica e 26% deles fizeram isso entre 12 e 13 anos, enquanto 47% experimentaram na faixa etária entre 14 e 15 anos. Desses, 49% receberam a bebida de amigos e 21%, de familiares.

A psiquiatra Carla Bicca, tesoureira da diretoria da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), alerta para a negligência dos pais. “Muitos adolescentes bebem em casa, vão a uma festa e os pais deixam o filho usar. Os pais não acreditam que o álcool é uma droga”, observa. 

A universitária Camila Fonseca, de 19 anos, conta que bebe drinques “mais leves”, como vodca com refrigerante de limão, desde os 14 anos. “Bebia por curiosidade, para me sentir mais solta e fazer parte da turma. Meus pais permitiam”, explica. O amigo dela, Vinícius Caetano, de 23 anos, conta que a bebida o deixava mais corajoso. “Perdia a vergonha e conseguia xavecar as meninas. E tem uma pressão dos amigos”, diz.

A brincadeira aparentemente inofensiva pode ser perigosa. “Jovens que consomem álcool mais cedo ficam mais vulneráveis a desenvolver dependência alcoólica do que aqueles que começam depois dos 21 anos, após a formação do cérebro”, alerta Arthur Guerra (saiba mais sobre outros danos no infográfico abaixo).


De acordo com a psiquiatra Carla Bicca, pesquisas mostram que filhos de pais alcoólatras têm 30% mais chances de se tornarem dependentes. Além disso, os adolescentes que bebem se expõem a mais riscos, como envolvimento em brigas, acidentes de trânsito, fraturas e quedas, e podem contrair doenças sexualmente transmissíveis ou ficar desnutridos. “O mau desempenho e o abandono escolar estão associados ao uso excessivo e frequente de álcool, assim como a hipertensão e o diabetes”, diz o médico Ricardo C. Torresan, do Departamento de Neurologia, Psicologia e Psiquiatria da FMB-Unesp. 

O consumo de bebidas alcoólicas também facilita a experiência com outras drogas, dizem os especialistas. Dos mais de 60 mil jovens entre 13 e 15 anos que participaram da pesquisa do Ministério da Saúde, 9% experimentaram drogas ilícitas. “É comprovado que o álcool aciona a evolução na escala de drogas. O jovem que bebe convive em um meio fácil de encontrá-las, ele tem mais propensão de experimentar”, avalia Carla Bicca. Segundo ela, o uso de álcool e outras drogas atinge o cérebro e pode desencadear doenças psiquiátricas como depressão, mudança de humor e esquizofrenia. (Veja o depoimento de Alexson, ex-usuário de drogas que experimentou primeiro o álcool)

Apesar das leis que proíbem a compra e o consumo de álcool por menores de 18 anos, na prática o uso de bebidas alcoólicas é largamente difundido, destaca Analice Gigliotti, chefe do Setor de Dependências Químicas e Comportamentais da Santa Casa do Rio de Janeiro. A especialista critica a falta de fiscalização dos pontos de venda, o excesso de propagandas e a banalização do álcool. “Até na Copa vai ter propaganda de cerveja”, reclama.  


Entre os jovens universitários, os abusos são frequentes. A estudante Mariana Zago, de 23 anos, já perdeu as contas de quantas vezes se embriagou em festas da faculdade. “A bebida faz as coisas acontecerem, boas e ruins. Você fica menos tímido, mais alegre.” Um levantamento feito em 2010 pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) e a Faculdade de Medicina da USP mostrou que 60,5% dos universitários tinham consumido bebidas alcoólicas nos últimos 30 dias da data da pesquisa, e 72% nos últimos 12 meses.

Um estudo alemão publicado no fim de outubro no jornal Alcoholism: Clinical & Experimental Research mostra que os dependentes de álcool morrem, em média, 20 anos mais cedo que a população em geral.

Consumo inusitado do álcool

Em setembro, um jovem americano foi hospitalizado após consumir grande quantidade de vinho por meio de um tubo inserido no reto, durante festa em uma fraternidade acadêmica na Universidade do Tennessee. O estudante Alexander P. Broughton, de 20 anos, ficou alcoolizado por uma prática chamada butt chugging. Outras formas inusitadas de consumo de álcool têm sido mote de vídeos espalhados pela internet, como a prática de pingar vodca nos olhos e o uso de absorventes internos encharcados com bebidas alcoólicas e introduzidos na vagina e no ânus. Em 2010, um universitário de 23 anos de Campinas (SP) perdeu 80% da visão do olho direito após pingar várias doses de vodca no olho, seguindo o exemplo de jovens americanos no YouTube. “Esse uso pode trazer sérios riscos, mas é anedótico, a maioria dos adolescentes brasileiros não faz isso”, avalia o psiquiatra Arthur Guerra.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Eu consegui, me livrar do álcool e da maldita cocaína.




A técnica de enfermagem Márcia Helena Machado, de 26 anos, conta que desde os 13 era viciada em álcool e cocaína. “A dependência química destruía minha saúde e meu lar. Não tinha forças para vencer a dependência”, conta. Ela estava sem esperanças de se libertar daquelas substâncias, mas recebeu um convite para participar da Corrente dos 70, na Igreja Universal, e foi abençoada. “Perseverei muito, não foi fácil, porém, alcancei a vitória. Atualmente, não consumo drogas, fiquei livre dos problemas de saúde estou casada e realizada. Jesus transformou a minha vida”, garante.

sábado, 3 de novembro de 2012

A violência doméstica no Brasil ainda é uma triste realidade que independe de classe social


No Brasil e em vários países, Projeto Raabe realizará passeatas contra a violência doméstica, pedindo um basta a crimes contra a mulher




























A violência doméstica no Brasil ainda é uma triste realidade que independe de classe social ou do grau de escolaridade. Segundo dados do Mapa da Violência 2012, realizado pelo Instituto Sangari, mais de 90 mil mulheres foram assassinadas entre 1998 e 2010, sendo 43,7 mil só na última década. Segundo a pesquisa, o medo (68%) continua sendo a principal razão para evitar a denúncia contra a violência, cujos principais autores são parceiros e ex-parceiros (43,4%).

Como consequência da violência doméstica, as mulheres podem apresentar apatia, depressão, ansiedade, estresse pós-traumático, destruição da autoestima, pânico, fobia, comportamento antissocial, entre outras sequelas psicológicas. 

Para Joelma Torquato, de 44 anos, administradora de empresas, a consequência do abuso sexual sofrido na infância foi um sentimento de raiva em relação aos homens. “Eu tentava canalizar essa raiva em vingança. Achava que ‘usava os homens’, só que na verdade quem era usada era eu. Às vezes fingia gostar e quando o rapaz começava a corresponder a esse ‘amor’, eu dava um fora nele”, recorda-se. 

Na vida de Joelma, os abusos começaram quando ela era ainda bem jovem. Aos 6 anos, um tio foi o primeiro agressor. O segundo abuso, cometido pelo dono da casa onde ela e a mãe moravam, durou cerca de 1 ano e meio. 

“Eu não entendia o que estava acontecendo, mas sabia que era errado. Eu sentia um misto de sentimentos, ao mesmo tempo em que me sentia culpada; isso me causava vergonha e muita raiva dele. Eu não conseguia reagir, é como se algo me amordaçasse, eu simplesmente me calava, inerte diante de tudo aquilo. Mas essa situação mudou no dia em que me apresentaram a um Deus que é Pai. Eu me lancei e deixei que o seu Espírito Santo trabalhasse em meu ser. Hoje sou uma mulher de alma curada, sem traumas, livre, feliz e realizada”, comemora.

Para as mulheres que ainda sofrem qualquer tipo de agressão, Joelma aconselha: “Livrem-se do sentimento de culpa, vocês não são as únicas. Não se calem nem se deixem escravizar por esses sentimentos; e, acima de tudo, aprendam a liberar perdão. Façam isso através de Jesus, pois Ele é o único caminho para a transformação de nossas vidas. Deem essa chance a vocês mesmas, se permitam ser felizes. Acreditem, essa não é a única realidade; existe, sim, felicidade e vocês todas têm esse direito”, assegura.

Tudo pronto para a 2ª passeata “Rompendo o Silêncio”

Para ajudar mulheres que passam por situações similares às enfrentadas por Joelma, foi criado o Projeto Raabe (www.projetoraabe.com), que tem conquistado notoriedade e apoio de autoridades. Recentemente, o Projeto Raabe do Paraná fez um pronunciamento na Assembleia Legislativa e apresentou aos parlamentares as consequências da violência doméstica e o trabalho realizado pelas voluntárias do projeto para mudar esta realidade. Iniciativas como as de Curitiba não param e, no dia 24 de novembro, será realizada a 2ª passeata “Rompendo o Silêncio”, em todos os Estados brasileiros. Em São Paulo, começará no Largo 13 (Praça Floriano Peixoto), às 12h, terminando, às 15h, na Av. João Dias 1.800, onde ocorrerá o evento oficial.

O Brasil subnutrido

Apesar de ter reduzido a pobreza nos últimos anos, 

por conta de programas sociais, o Brasil ainda tem 

13 milhões de pessoas consideradas subnutridas, 

segundo dados divulgados pela ONU



Uma em cada oito pessoas no mundo passa 
fome, segundo o relatório “Estado da 
Insegurança Alimentar no Mundo 2012”, publicado
 pela ONU no início deste mês. Ao todo, 870 
milhões sofrem com desnutrição e, de acordo 
com as Nações Unidas, uma ação imediata 
ainda é necessária para combater o 
problema, principalmente nos países 
desenvolvidos. No Brasil, onde cerca de 13 
milhões 
são subnutridos, houve redução dos índices. De 
acordo com o relatório, o País diminuiu o 
percentual de 14,9%, no período de 1990 a 1992,
 para 6,9% nos anos de 2010 a 2012. Programas 
sociais desenvolvidos pelo governo, como o 
Programa Bolsa Família, são citados como 
referência no documento da ONU.


“O Bolsa Família inspira as famílias a lutar por um 
futuro melhor para crianças e jovens”, declarou 
Josette Sheeran, diretora-executiva do Programa 
Mundial de Alimentação da Organização das 
Nações Unidas, durante a abertura do evento 
Diálogo Brasil-África sobre Segurança 
Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento
 Rural, um dia após a publicação do relatório,
 em Brasília. 


Na ocasião da publicação, o diretor-geral da 
Organização das Nações Unidas para 
Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da 
Silva, afirmou em entrevista coletiva que, do total de
 870 milhões de pessoas, 850 milhões vivem em 
países em desenvolvimento. Para ele, é um 
número “inaceitável” num mundo que dispõe de 
recursos suficientes.




“No mundo de hoje, de oportunidades 
técnicas e econômicas sem precedentes, 
achamos totalmente inaceitável que mais de 100 
milhões de crianças menores de 5 anos estejam 
abaixo do peso e, portanto, incapazes de realizar
 o 
seu potencial humano e socioeconômico, e 
inaceitável que a desnutrição infantil seja uma 
causa de morte para mais de 2,5 milhões de 
crianças a cada ano”, revela o prefácio do 
relatório. 
Entre os anos de 1990 e 1992, o percentual 
mundial
 era de 18,6% Entre os anos de 2010 e 2012, 
caiu 
para 12,5%. A maioria, 852 milhões, vive em 
países
 em desenvolvimento da Ásia e da África.


O continente africano, que registra atualmente
 239 milhões de pessoas em situação de fome, 
foi o único que registrou aumento no número de 
pessoas com desnutrição. A América Latina e o 
Caribe registraram progressos, reduzindo o 
número de 65 milhões para 49 milhões, no 
mesmo período de 
1990 a 2012. “Se a redução da fome média anual 
dos últimos 20 anos continuasse até 2015, o 
percentual de desnutrição nos países 
em desenvolvimento atingiria 12,5% – ainda 
acima da meta do Objetivo de 
Desenvolvimento do Milênio 
(ODM), de 11,6%, mas muito mais perto do 
que o estimado anteriormente”, aponta o relatório.


Direito


Em 2010, o Brasil alterou o artigo 6º da 
Constituição federal, por meio de emenda, e 
tornou a alimentação um direito social. Até então, 
eram direitos sociais educação, saúde, 
trabalho, moradia, lazer, segurança, previdência 
social, proteção à maternidade e à infância e 
assistência aos desamparados. A campanha 
nacional pela inclusão da alimentação na 
Constituição foi liderada pelo Conselho 
Nacional de Segurança 
Alimentar e Nutricional (Consea) e teve a 
participação de entidades civis, movimentos 
sociais, órgãos 
públicos e privados, organizações não 
governamentais, artistas e cidadãos de todo o País. 


A inclusão tem o objetivo de garantir que 
ações de combate à fome se tornem políticas de 
Estado, além de favorecer a manutenção de 
políticas de combate à miséria.


O que você precisa saber sobre a fome


O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU lista os fatos essenciais para você entender por que a fome é o maior problema solucionável que o mundo enfrenta hoje.


• Aproximadamente 925 milhões de pessoas no mundo não comem o suficiente para serem consideradas saudáveis. Isso significa que uma em cada sete pessoas no planeta vai para a cama com fome todas as noites.


• A fome é o número um na lista dos dez 
maiores 
riscos para a saúde. Ela mata mais pessoas 
anualmente do que Aids, malária e tuberculose 
juntas.


• Bem mais que a metade dos famintos do 
mundo – cerca de 578 milhões de pessoas – vive 
na 
Ásia e na região do Pacífico. A África responde por 
pouco mais de um quarto da população com 
fome do mundo.


• Um terço das mortes entre crianças menores de 

anos de idade nos países em desenvolvimento 
estão ligadas à desnutrição.


• Mães desnutridas muitas vezes dão à luz bebês 
abaixo do peso. Essas crianças têm 20% 
mais probabilidade de morrer antes dos 5 anos de 
idade. Cerca de 17 milhões de crianças nascem 
abaixo do peso a cada ano.


• Os primeiros mil dias da vida de uma criança, 
desde a gravidez até os 2 anos de idade, são a 
janela crítica para combater a desnutrição. Uma 
dieta adequada nesse período pode protegê-las 
contra o nanismo mental e físico, duas 
consequências da desnutrição.


• Custa apenas 25 centavos de dólar por dia 
alimentar uma criança com todas as vitaminas 
e os nutrientes de que ela precisa para crescer 
saudável.


• Em 2050, as alterações climáticas e os 
padrões climáticos irregulares levarão mais 
de 24 milhões de crianças à fome. Quase metade 
dessas crianças vive na África Subsaariana.

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