sexta-feira, 16 de julho de 2010

Me apaixonei pelo meu assassino:


O goleiro e capitão do Flamengo, Bruno Fernandes, 26 anos, é apontado como o principal suspeito pelo sequestro seguido de morte de Eliza Samudio (25), sua ex-namorada, ocorrido no dia 4 de junho, no Rio de Janeiro.

Por conta da acusação, Bruno e seu amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o “Macarrão”, se entregaram ontem (7) à Polinter Andaraí, zona norte do Rio, menos de 12 horas após terem a prisão decretada. “Macarrão” e o adolescente J., primo de Bruno, são acusados de serem os executores do crime, a pedido do goleiro.

No dia 6, J. afirmou que Eliza foi sequestrada no Rio e morta em Contagem (MG), onde foi mantido encarcerada no sítio de Bruno, localizado na região metropolitana de Belo Horizonte. J. disse também que Eliza foi morta por estrangulamento e o corpo, entregue por “Macarrão” a um traficante de Contagem (MG), conhecido como Cleisson, que teria sido pago para “desová-lo” (desaparecer com o corpo sem deixar pistas).

Para a Divisão de Homicídios do Rio, “o depoimento do menor é sólido. Está claro que Bruno é o mandante do crime, e os outros dois, os executores”. As evidências ganharam ainda mais força com os exames realizados pelo Instituto de Criminalística (IC), que comprovaram que as marcas de sangue encontradas no interior do carro do goleiro são mesmo de Eliza. Outros oito suspeitos de terem participado do crime, entre eles a mulher de Bruno, Dayanne, de 23 anos, tiveram o pedido de prisão temporária decretado.

Essa não é a primeira vez que Bruno se envolve com problemas judiciais. De cinco anos para cá, foram sete: a primeira ocorrência do goleiro na Justiça está registrada na 32ª vara Cível de Belo Horizonte, em que consta que o goleiro pegou R$ 10 mil de empréstimo com o Banco BMG, mas recusou-se a pagar a quantia. Em outro caso, uma garota de programa pede R$ 1,8 milhão de indenização por confusão com outros jogadores do Flamengo no sítio em Minas Gerais. Alem destes, o goleiro responde a outros cinco processos judiciais.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

IURD NOTÍCIA ATAQUE E DESTRUIÇÃO DA IURD EM FARO (PORTUGAL)









Hoje dia 13/06, por volta das 17h45, avistamos pela câmera de segurança, uma máquina retroescavadora, conduzida por um homem desconhecido, que invadiu a Sede da IURD em Faro, no Largo de São nº 10. Movido por uma fúria incontrolável, começou a destruir completamente as portas da frente, de acesso ao hall de entrada. Imediatamente, nós corremos na direção ao homem e tentamos impedi-lo, sem sucesso. Telefonamos aos serviços de emergência e pedimos apoio policial, enquanto isso, o obreiro Cristiano Viegas (Funcionário da Rádio), que estava conosco no momento, correu na GNR (polícia local), que fica ao lado da Igreja, e também solicitou ajuda.

Entretanto, o homem colocou mais velocidade na máquina, contra nós, e conseguiu subir os degraus do hall, estourando completamente a porta automática (de acesso ao salão principal), bem como a câmera de segurança, que estava ali instalada, paredes e teto. Rindo muito, foi destruindo todas as cadeiras em direção ao altar, mas NÃO CONSEGUIU TOCAR NO ALTAR, QUE FICOU INTACTO! Continuou seu processo de destruição fazendo círculos com a retroescavadora ao longo de toda entrada principal da Igreja. Praticamente todas as poltronas foram destruídas, muitas partes do pavimento do salão também foram destruídas.

O bispo Robson Gomes (responsável pelo trabalho evangelístico no sul do País), juntamente com o pastor Warth Oliveira (responsável pela região de Portimão), com suas esposas, oravam e pediam ao Senhor pelo livramento, proteção e socorro.

Foi quando os agentes da GNR chegaram ao local e o homem não se deixou intimidar; continuou a ameaçar os policiais com a máquina, então, recebeu voz de prisão.

Apesar do ataque, permaneceram INTACTOS O ALTAR E TODOS OS ELEMENTOS SAGRADOS QUE ALI PERTENCEM. A TAÇA COM O ÓLEO SANTO DA UNÇÃO NÃO QUEBROU E NÃO DERRAMOU. O SANTUÁRIO DE DEUS FOI PRESERVADO, PARA HONRA E GLÓRIA DO NOSSO DEUS!

"A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos; e, neste lugar, darei a paz, diz o SENHOR dos Exércitos." Ageu 2:9

Jana Gomes - Portugal

terça-feira, 13 de julho de 2010

Sequelas do Divórcio



SEQUELAS DO DIVÓRCIO:

NA MAIORIA DOS CASOS, A SEPARAÇÃO DOS PAIS DETERMINA A CONDUTA DOS FILHOS OU SERVE APENAS DE DESCULPA?

Todos os anos, mais de um milhão de crianças passam a ser filhos de pais separados. Portanto, se a questão não for tratada com o devido afinco, pode-se, futuramente, ser criada uma sociedade “emocionalmente doentia”. Por isso, todo cuidado é pouco quando decidir a quem será dada a posse desses milhares de crianças.

A guarda dos filhos é um instrumento da justiça que visa aos interesses e à proteção da criança e, portanto, não deve, como acontece comumente, ser encarada como um duelo, uma disputa de poder entre os cônjuges ou uma manifestação fria de vingança. Mesmo porque entregar a guarda do filho a um dos pais não significa dar a ele poderes absolutos. Independente da decisão tomada pelo Juiz, pais e mães deverão continuar a desempenhar seus respectivos papéis perante o filho, ou seja, são eles, ainda que na nova situação, os responsáveis pela educação, pela saúde física e mental da criança e também por tudo aquilo que lhe garanta o bem-estar necessário para que ela cresça de forma saudável.

Embora sejam analisados diversos atributos dos pais para que a guarda seja estabelecida justamente, os juízes têm dado preferência a entregá-la às mães, sob a alegação de que a criança, ainda nas primeiras fases da vida, carece bem mais dos cuidados maternos. Além disso, é praticamente consenso que os homens têm visíveis limitações e dificuldades primárias para suprir as necessidades básicas de uma criança. Nessa pendência, o instinto materno sai na frente.

O mais importante de tudo, no entanto, é que pais e mães discutam sobre a guarda de seus filhos tranquila, coerente e inteligentemente. Não basta deixar que as emoções se sobressaiam às razões. A lei básica da guarda é simples: ela deve ser feita tendo como foco principal o conforto da criança, não o dos pais. Por isso mesmo, uma ‘disputa’ acalorada pela posse da criança é certeza de sequelas para toda a família.

Durante a tomada de decisões, o bom senso, a inteligência do casal e o amor pelo filho devem ser colocados todos sempre em primeiro lugar. Agir assim poupa frustrações, sequelas e traumas deixados por esse momento tão difícil. Afinal, não é nada justo uma criança pagar, durante quase toda vida, pelos erros cometidos pelos pais.

sábado, 10 de julho de 2010

Pedra no caminho










Por Daniel Santini
daniel.santini@folhauniversal.com.br


Crack avança com velocidade no Brasil e recuperação de dependentes continua sendo um desafio. Internados contam como é difícil deixar de fumar as pedras


O consumo de crack disparou no Brasil. A droga, obtida a partir da combinação de pasta de cocaína com bicarbonato de sódio e amoníaco, conquista mercado com a mesma rapidez com que destrói famílias, aumenta índices de violência e causa um impacto alarmante no sistema de saúde público.

De acordo com o ministério da Saúde, em 5 anos, o consumo mais do que triplicou. De 183 mil usuários no País em 2005, a estimativa passou para 600 mil em 2010. É uma projeção.

O número pode ser bem maior. Há pesquisas em andamento de universidades federais da Bahia e do Rio de Janeiro e novos dados devem ser apresentados no segundo semestre.
O vício avança em diferentes regiões, em áreas rurais ou urbanas, atropelando qualquer diferença social, particularidade ou contexto.

Afeta desde operários da construção de hidrelétricas no rio Madeira, em Rondônia, até cortadores de cana-de-açúcar do interior de São Paulo.

O crack ganha espaço mesmo em mercados então restritos a outras drogas.
Gradualmente sobe os morros cariocas, substituindo a venda de cocaína.

Invade o Polígono da Maconha, no sertão de Pernambuco, provocando, segundo policiais de cidades como Cabrobó e Belém de São Francisco, aumento de crimes violentos.

Aparece como “oxi”, uma mistura ainda mais destrutiva à base de querosene e cal virgem, em estados como Acre, Maranhão, Pará e Piauí.

De acordo com o Relatório Mundial sobre Drogas de 2010, apresentado na semana retrasada pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc), o Brasil está, ao lado da Argentina, Equador, Uruguai e Venezuela, entre os países em que o consumo de cocaína e derivados (como o crack) mais aumentou em 2009.

O problema é, primordialmente, de saúde pública. “A dependência é tratável e não uma sentença de morte. Os dependentes devem ser tratados, não presos ou mortos”, ressaltou, na apresentação dos dados, o diretor-executivo do Unodc, Antonio Maria Costa.

Ele cobrou mais respeito aos direitos humanos de quem está com problemas.

Em todo o mundo, em vez de priorizar a recuperação de dependentes, diferentes governos seguem apostando no combate a traficantes.

Gasta-se mais com armas do que com tratamento e prevenção.
No caso do crack, o tratamento é justamente o principal desafio. Recuperar quem se afundou com a droga custa caro, é demorado e difícil.

“Os pacientes chegam sem autoestima, deprimidos, sem memória e sem capacidade de decisão. Estão debilitados fisicamente, com os dentes muito estragados, e sem a capacidade de sonhar.

Muitos não sabem exprimir sentimentos”, relata Cláudia de Oliveira Soares, de 40 anos, diretora terapêutica do Grupo Viva, que reúne clínicas particulares consideradas referências no tratamento.

Dependência química
“O dependente de crack normalmente chega com uma ou mais doenças mentais, como depressão e psicose. As drogas causam lesões cerebrais, provocam desde desarranjos químicos até sequelas. Há danos que são reversíveis e outros não. Nosso trabalho é fazer com que os pacientes voltem a atribuir significados para a vida”, diz a especialista.

Ela viu, em poucos anos, o número de dependentes de crack superar o de outras substâncias como álcool e cocaína. Em 4 anos, os usuários de crack passaram de 30% dos pacientes da clínica para 99%. O tratamento é composto por sessões de terapia e atividades diversas. O apoio da família é importante para a recuperação. Leia ao lado o depoimento de dois pacientes que conseguiram avanços significativos.

“A sociedade precisa conhecer e admitir que a dependência química existe. É uma doença, a pessoa não fica assim por não ter caráter ou por ser fraca. É preciso acabar com o preconceito e tratar quem precisa”, afirma a diretora.

A situação é muito triste, muito sofrida, mas é importante que as pessoas saibam que a recuperação não é impossível. Dá para sair, dá para ter esperança, mesmo sendo tão difícil. O principal problema é que quem fuma sempre quer mais. Com o crack, como costumam dizer, “uma é muito e mil é pouco”. A pessoa fuma até acabar o corpo. E não tem diferença social, não tem nada. A droga pega desde quem está na favela até a alta sociedade. Eu comecei fumando maconha e bebendo com 16 anos. Com uns 23, comecei a usar, primeiro cocaína e depois crack. Minha vida só piorou e eu fazia as pessoas sofrerem. Agora quero ficar limpo, fazer minha família feliz e nunca mais usar. Vou conseguir.

Técnico de inspeção de 28 anos. Internado há 3 meses.

O crack é uma droga traiçoeira. É importante que as pessoas saibam o que é e nunca experimentem. Eu, mesmo sendo professor de biologia, não tinha ideia. Vicia muito rápido. A euforia dura minutos e é muito forte. Depois vem o vazio. Comecei com maconha aos 17 anos, fui para cocaína com 20 anos e, aos 21, quando já lecionava, comecei a chegar drogado no trabalho. Com 24 anos mudei para o litoral do Rio Grande do Sul para tentar me afastar, mas lá conheci o crack. Passei a cometer atos insanos, vendi roupas, celular, tudo. Cheguei a ficar internado, mas saía e caía de novo. O tratamento precisa ser construído. Só isolar as pessoas sem terapia não adianta. O mais difícil é lidar com a culpa quando a realidade volta. Vem solidão e saudade. Hoje estou confiante, mas tenho os pés no chão. Sei que o tratamento continua para sempre.

Professor de biologia de 25 anos no último dia de tratamento de 6 meses.

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