segunda-feira, 5 de julho de 2010

Multas de trânsito há um exagero


MULTAS DE TRÂNSITO HÁ UM EXAGERO, SÃO NECESSÁRIAS PARA EDUCAR OU O MAU MOTORISTA NÃO SE INTIMIDA? Em janeiro deste ano, o Jornal da Tarde noticiou em primeira página um novo recorde, batido em 2009: o das multas de trânsito, que atingiram a impressionante soma de R$ 473 milhões, ou quase meio bilhão. Esse resultado já era esperado desde a divulgação dos dados relativos ao primeiro semestre do ano passado, quando se constatou que o número de multas aplicadas havia chegado a 3,1 milhões, aumento de 40% em relação ao mesmo período de 2008. As estatísticas divulgadas pelo Jornal da Tarde, portanto, mostram que, na capital paulista, uma nova multa é aplicada a cada 5 segundos. Para que seja possível aplicar tantas multas em intervalo de tempo tão pequeno, a quantidade de radares espalhados pela cidade teve de crescer no mesmo ritmo: de 180 em 2004 para 456 em meados do ano passado. A arrecadação, portanto, passou de R$ 328 milhões em 2004, para R$ 350 milhões em 2005, R$ 391 milhões em 2006, R$ 391,8 milhões em 2007, um pequeno e excepcional recuo em 2008 (R$ 386 milhões) e chegou a R$ 473 milhões em 2009. E um novo recorde será batido em 2010, com R$ 532 milhões, se as previsões da Prefeitura de confirmarem. Mesmo assim, o crescimento exponencial de arrecadação e aplicação de multas não tem evitado a morte de quase 40 mil pessoas no trânsito, todos os anos. Em números absolutos, tem-se verificado que a quantidade de mortes em acidentes cresce continuamente desde a década de 60, quando 51.125 pessoas perderam a vida em decorrência direta ou indireta do trânsito. Na década de 70 esse número subiu para 139.689 mortos, e na década de 80 foram registradas 229.254 mortes. Já entre 1992 e 1995, o número de acidentes nas rodovias federais brasileiras aumentou 50,4% , o de feridos cresceu 38,2%, e o número de mortos registrou crescimento de 21,4%. Ironicamente, a capital paulista, hoje a que mais aplica multas no trânsito em todo o País, é também a que mais registra acidentes: um a cada 3,2 minutos. E a cada 7 horas um pedestre morre atropelado.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Psicopatas


MENTES ASSASSINAS:PSICOPATAS DEVEM SER TRATADOS COMO DOENTES, COMO CRIMINOSOS COMUNS OU COMO VÍTIMAS DA DEGRADAÇÃO FAMILIAR? Descrita pela primeira vez em 1941 pelo psiquiatra americano Hervey M. Cleckley, do Medical College da Geórgia, a psicopatia consiste num conjunto de comportamentos e traços de personalidade específicos. Encantadoras à primeira vista, essas pessoas geralmente causam boa impressão, ganham rapidamente a confiança de todos e são tidas como “normais” pelos que as conhecem superficialmente. O lado obscuro do psicopata se revela sem causa aparente. E um dos traços mais marcantes, em quase a totalidade dos casos, é o egocentrismo exacerbado. Os doentes também não são dignos de confiança, dizem os especialistas, e um traço que chama bastante a atenção de todos à sua volta é que o sofrimento alheio desperta, neles, profunda diversão. “Muitas pessoas chegam a rotular o psicopata, pela falta de conhecimento, de seres invejosos”, dizem os psiquiatras. “Eles jamais sentem culpa. Seja por ter matado uma pessoa, seja por ter visto alguém sendo morto”. Estudos indicam que mais de 25% dos prisioneiros americanos se enquadram nos diagnósticos e são considerados psicopatas. No entanto, Os estudos também apontam um dado preocupante: Existe um número considerável de psicopatas que está livre aí pelas ruas. Alguns pesquisadores acreditam que muitos deles sejam bem-sucedidos profissionalmente e ocupem até mesmo posições de destaque na política, nos negócios ou nas artes. Mesmo assim, esse lado lúcido não elimina o risco que eles representam à sociedade. Um dos grandes enigmas da ciência ainda é decifrar os mecanismos cerebrais dos psicopatas. Enquanto uma corrente de estudiosos defende que essas pessoas já nascem com a doença, devido a distúrbios genéticos combinados à predisposição fisiológica, outra acredita que eles possam ser ‘fabricados’ pela sociedade, assim como defendia o filósofo suíço Rousseau em sua tese, ao afirmar que “todo homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”. Um estudo realizado nos Estados Unidos, com 31 assassinos extremamente perigosos que cumpriam pena, mostrou que mais de 64% dos deles tinham alguma deficiência de substâncias químicas que atuam diretamente no funcionamento do cérebro, o que dá força à tese que de psicopatas já nascem psicopatas. No entanto, quase 84% desses sujeitos tinham sido vítimas de severos abusos físicos e sexuais, o que não descarta a possibilidade de que o homem pode ser o responsável pela criação desses seres-monstro!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Menor pede para ser preso


Para se livrar de drogas, filho pede para ser preso
23 de junho de 2010 16h 23

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Texto - +
BRÁS HENRIQUE - Agência Estado
Para tentar conter o vício em drogas do filho, uma mãe tentou chamar a atenção das autoridades para interná-lo na Fundação Casa, em Franca, no interior de São Paulo. A trabalhadora rural Ocrésia Miquelini, de 54 anos, fez denúncia anônima, contra ela mesma, de que mantinha o filho adolescente, de 17 anos, acorrentado à cama. Policiais militares foram ao local ontem à tarde e encontraram o jovem preso. O caso foi levado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde mãe e filho confessaram que simularam a situação. O garoto queria voltar para a Fundação Casa, onde esteve internado, para tentar se livrar do vício.
A mãe já havia registrado quatro boletins de ocorrência por agressão contra o filho. Ele passou pela Fundação Casa, estava em liberdade assistida e deveria voltar, pois não cumpriu as determinações judiciais. Na manhã de ontem, o garoto consumiu crack e, alterado, ao ser questionado pela mãe sobre seu comportamento, disse a ela que o amarrasse e chamasse a polícia para ser internado novamente. A ideia era sensibilizar as autoridades pois, há poucas semanas, viram pela televisão que um pai desesperado amarrou o filho usuário de drogas, em Jaboticabal, ficou detido um dia, e o jovem conseguiu ajuda.
O jovem usa maconha e cocaína há cinco anos e crack há dois meses. Ocrésia tem medo que o filho venda mais objetos da casa para sustentar seu vício: ele já vendeu 15 telefones celulares, três bicicletas, televisores e até as próprias roupas.
O caso foi encaminhado à Promotoria da Infância e da Juventude de Franca, que aguarda posição judicial sobre o pedido de internação na Fundação Casa, por três meses, feito há duas semanas. Após o registro da ocorrência e da confissão na DDM, mãe e filho foram liberados. Ambos aguardam uma decisão judicial.

Que é Fobia?


Que é “Fobia”?
Temor patológico angustioso, que se apresenta diante de determinadas situações ou de objetos que normalmente não são temíveis e que, portanto, não têm justificação objetiva. A fobias é uma das emoções depressivas. Para estudo foi divida as fobias em dois grupos:

1-Exagerações de emoções comuns: solidão, depressão, medo de aranhas, serpentes, etc. (medo da morte).

2-Medos estranhos particulares (agorafobias, claustrofobias, etc.).

terça-feira, 29 de junho de 2010

Paixão doentia


PAIXÃO DOENTIA
Quando o ciúme, a separação ou desentendimentos entre os casais transformam o carinho em ódio e fazem com que uma história de amor acabe como um caso de polícia Morta com mais de dez facadas no começo deste mês, a médica paulista Glaucianne Hara, de 40 anos, era acusada de perseguir obsessivamente o autor confesso do crime, o marceneiro gaúcho Rodrigo Fraga da Silva, de 33 anos. Ela foi assassinada em frente a um hotel na cidade de Torres (RS), onde Silva, que é casado, mora com a família. De acordo com o escrivão da delegacia da cidade, Ronaldo Teixeira, o marceneiro confessou o crime e alegou que, após eles terem um relacionamento amoroso, a médica o perseguia e ameaçava a família dele. “Ele havia registrado inclusive alguns boletins de ocorrência contra a moça por ameaça”, afirma o escrivão. Glaucianne e Silva teriam se conhecido pela internet em 2007. O marceneiro, que responde o processo por homicídio em liberdade, contou à polícia que, apaixonada, ela constantemente deixava os dois filhos em São Paulo para ir a Torres assediá-lo, mesmo depois de ele acabar com o relacionamento em 2008. A médica paulista não aceitou o término da relação: ligava mais de 40 vezes por dia para ele, fazia ameaças e até tentou se matar com uma overdose de remédios. “Ela tinha um amor doentio por ele. Ele falava para todo mundo que ia matá-la. E ela preferia até ser morta por ele. Ela queria ele a todo custo”, contou uma amiga da vítima, que acompanhou o caso amoroso desde o começo, ao “Domingo Espetacular”, da “Rede Record”. Segundo ela, Glaucianne passou a perseguir o marceneiro, que chegou a espancá-la várias vezes. “Ela falava assim: ‘ele me bate porque me ama’”, disse a amiga, completando que Glaucianne registrou três boletins de ocorrência por agressão contra o ex-amante. Na página pessoal do site de relacionamentos “Orkut”, Silva chama a médica de “lixo”, conta da obsessão da mulher e fala das ameaças: “Esse lixo ambulante responde na Justiça pelos crimes cometidos e por não acatar a lei, onde no início de 2008 se comprometera a não me perseguir mais. Comprometeu-se, mas não cumpriu”, descreve na internet. A relação doentia entre Glaucianne e Silva é mais um caso de paixão exagerada que não teve um final feliz. “Relações pessoais são como reações de produtos químicos. Algumas se equilibram, outras são explosivas. Isso não justifica nem exime a culpa do agressor, que já é uma pessoa violenta e demonstra isso antes de cometer o crime”, comenta a procuradora de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Luiza Nagib Eluf, autora de dois livros sobre crimes passionais, que são aqueles em que o sentimento de paixão se transforma em raiva, ódio e vingança. Segundo a Anistia Internacional, cerca de 70% dos assassinatos de mulheres no mundo são praticados pelos parceiros. Segundo Rúbia Abs da Cruz, advogada e coordenadora da organização não-governamental Themis, especializada em assessoria jurídica e estudos de gênero, mais da metade dos casos de homicídios passionais ocorrem no momento da separação.Luiza Eluf afirma que, com raras exceções, os crimes passionais são planejados e cometidos por pessoas que não conseguem lidar com a frustração. “O crime passional não é causado pelo amor. A motivação é sempre o ódio”, completa. Para ela, a única forma de prevenir esse tipo de assassinato é dando proteção policial à vítima antes que o pior aconteça. “Não adianta vir com aquela máxima da ‘briga de marido e mulher ninguém mete a colher’, porque depois o casal volta a ficar bem. Isso pode acontecer, mas nem por isso as queixas devem ser ignoradas’, aponta Luiza, que vê no caso da advogada paulista Mércia Nakashima todas as características de um crime passional, apesar de a polícia ainda não ter concluído as investigações. “Trata-se de um relacionamento desfeito, com crises anteriores de ciúme, perseguição à ex-namorada, temperamento explosivo do ex. Tudo isso é característica de um crime passional”, relata. O caso lembrado pela procuradora ainda está sob investigação, mas a suspeita do assassinato recai sobre o ex-namorado de Mércia, o advogado e ex-policial militar Mizael Bispo, de 40 anos. Depois de ficar 20 dias desaparecida, o corpo de Mércia, que tinha 28 anos, foi encontrado no último dia 11 em uma represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. Bispo, que namorou com Mércia durante 4 anos e após o término do relacionamento no fim do ano passado tentava reatar o romance, nega as acusações. Mas uma testemunha afirma tê-lo visto em um posto de gasolina em Nazaré Paulista no dia 23 de maio, dia do desaparecimento da moça. Além disso, um pescador declarou à polícia que naquela data estava na represa à noite quando ouviu gritos e viu um homem sair de um veículo antes de ele afundar – o corpo de Mércia foi achado boiando próximo a seu carro, que estava submerso. A família de Mércia afirmou ao “Jornal da Record” que foi ameaçada, caso prossiga com as investigações. Enquanto ela estava desaparecida, os parentes da advogada declararam à imprensa que Bispo era uma pessoa violenta. “Não estamos acusando ele, porque não temos prova, mas tudo nos leva a crer que foi ele”, disse à mãe de Mércia, Janete Nakashima, ao programa “Hoje em Dia”, da “Record”. Para a psicóloga Sâmia Simurro, professora de MBA e especialização em Gestão de Programas de Qualidade de Vida da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e da Universidade São Camilo, há duas formas de descontrole emocional que podem levar a um final trágico. “Quando há um planejamento do crime, há o sintoma de psicose. Mas existe também aquela pessoa que explode e acaba cometendo o crime movida por uma emoção intensa”, completa Sâmia. Ela já acompanhou um caso típico de desequilíbrio emocional de uma mulher que ficou abalada depois de descobrir que era traída pelo marido. “Certo dia, tomada pelo ciúme, atirou no ex-marido, que morreu”, diz. A mulher confessou o crime e foi condenada. Avaliada por psiquiatras forenses, foi tida como doente mental e cumpre pena em um hospital psiquiátrico. “Embora considerada doente, ela tomou consciência de tudo o que perdeu: filhos, emprego, a vida em liberdade. Mas há erros que não temos como arrumar”, finaliza.

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