quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A psicologia da vida: JOGO É UMA NEUROSE?


O vício do jogo,pelas suas características e efeitos psíquicos sobre a personalidade do jogador,pode ser considerado como uma verdadeira neurose.Dostoievski, principalmente,num de seus livros notáveis,pôs em relevo o estado de alma em que ficam os homens diante do pano verde.É uma verdadeira tempestade de emoções,mal disfarçadas em certos indivíduos,irreprimível em alguns, escandalosamente apreciável em outros.Inúmeras são por isso as obras nas quais os escritores,de toda uma literatura vastíssima sobre o assunto,colhem em flagrante os momentos mais decisivos de uma situação psicológica qualquer,em que o desespero do viciado espoca em impropérios ou lamentações,em indiferenças ou atitudes frias,em palavras de fé ou descrença,em gestos tácitos ou eloqüentes.A maneira porque reage um indivíduo em face daquilo a que se chama sorte ou azar é toda particular.Daí a infinita gama de emoções analisadas pelos mais abalizados psicólogos do mundo.Isto demonstra,sem dúvida alguma,que motivos inconscientes,conflitos e complexos, os mais sérios,adormecem nas dobras profundas do espírito, alimentados dia a dia pela imaginação do jogador.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Criminosos e drogados


A entrada de jovens brasileiros para o mundo do crime vem ocorrendo cada vez mais cedo, e por isso o assunto tem sido motivo de preocupação e debate dentro da ONU, além de servir como matéria de capa para diversas publicações estrangeiras. Um estudo realizado por economistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que as grandes crises econômicas têm atuado diretamente para a crescente participação infanto-juvenil na criminalidade. O ingresso maciço de menores em atividades criminosas, por causa de quedas do salário real ou piora na distribuição de renda, explica quase todo o aumento dos homicídios nos Estados do Rio, São Paulo e Minas Gerais desde os anos 80 até os dias atuais, conclui o estudo. “Durante os períodos de acentuada crise, é comum a taxa estadual de homicídios por 100 mil habitantes saltar mais de 200% em algumas áreas do País”, registra a pesquisa. Ao entrarem no crime, os adolescentes praticamente selam o seu destino: a grande maioria acaba sendo assassinada antes dos 30 anos. Outro dado dramático revelado pelo estudo é o fato de que os que sobrevivem quase nunca retornam à vida de estudo e trabalho honesto, mesmo quando a economia se recupera. Ainda em suas páginas, o relatório explica de forma amarga a queda do número de homicídios entre jovens e a consequente diminuição da criminalidade (ainda insatisfatória) verificadas nas principais capitais brasileiras nos últimos dez anos. “Essas ondas de violência vão caindo lentamente à medida que os jovens criminosos vão se matando uns aos outros. Portanto, a aparente queda da criminalidade entre esse grupo, na verdade, é o resultado do crescimento da violência ”. Segundo a Subsecretaria de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, cerca de 70% dos menores que conseguem sobreviver a esse cenário acabam se tornando reincidentes, ou seja, voltam a cometer, com a mesma frequência, outros crimes depois de cumprir pena, provando que o sistema tutelar que os assistiram não foram capazes de cumprir o verdadeiro objetivo para o qual foram criados.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Separados pelo trabalho


No Brasil, 52% dos homens sacrificam boa parte do tempo com a família para se dedicarem ao trabalho. Entre as mulheres, apenas 48% abrem mão da casa para dar exclusividade à vida profissional. Do mesmo modo, 47% dos homens têm como objetivo máximo de vida atingir o topo mais alto da carreira. Já entre as mulheres esse número cai para 33%. Os números foram divulgados recentemente pelo Ibope Mídia, responsável pela pesquisa. Como mostram os dados do estudo, atingir o êxito profissional ainda é uma característica típica do comportamento masculino. Mesmo assim, cresce dia a dia o número de mulheres que conquistam altos cargos dentro de grandes empresas, que chefiam importantes instituições públicas e privadas e que, contrariando aos velhos costumes, dirigem grandes equipes predominantemente masculinas. Em decorrência desse novo comportamento social, nos últimos 30 anos a taxa de casamentos formais caiu de 41,48% para 34,49% entre as mulheres, com redução de nove pontos percentuais de casamentos religiosos. Assim como no mercado de trabalho e na previdência, tem havido também movimentos em direção à informalidade conjugal. Segundo os antropólogos, esse fenômeno se deve principalmente ao novo papel desempenhado pelas mulheres na sociedade moderna: elas renegaram o papel de esposa e mantenedora do lar para dar prioridade à profissão. Hoje, a mulher dos grandes centros urbanos não vê o casamento antes do 30 como algo atrativo, pois ela acredita que a vida a dois irá prejudicar o desempenho na profissão. “Mas tudo tem um preço”, alertam os estudiosos. Eles explicam que o êxito profissional pode levar quase uma vida inteira para acontecer, e, se a mulher não estiver atenta, poderá sofrer com a angústia de não ter com quem dividir tudo aquilo que ela conseguiu ao longo da vida.

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