segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Melancolia precoce


Melancolia precoce
Fernando Gazzaneo redacao@folhauniversal.com.br Marcos*, de 6 anos, não conseguia encontrar o prazer que a escola proporcionava a outras crianças. Ele chorava antes de entrar na sala e não sabia explicar o desconforto que sentia. “Era um menino com baixa autoestima”, lembra a psicopedagoga Telma Pantano, que cuidou do caso. O problema só foi identificado quando a mãe percebeu que os sintomas iam além de indisposição e mau comportamento. Marcos foi diagnosticado com depressão, doença que atinge cerca de 3% das crianças com até 12 anos. Embora seja menos frequente nesta faixa etária do que em adultos, em crianças ela interfere num momento da vida crucial para o desenvolvimento. A depressão está relacionada a uma deficiência na circulação dos neurotransmissores serotonina e dopamina. Essas substâncias, produzidas nos neurônios, são responsáveis pelas sensações de bem-estar e equilíbrio. “A falha neurológica pode estar presente desde o momento do nascimento. Isso explica o fato de haver na literatura médica casos de bebês com depressão”, explica Daniel Paguinim, psiquiatra e professor da Universidade Federal Fluminense. A depressão se manifesta de forma diferente em crianças (veja na pág. 18 e abaixo). “Ao contrário dos adultos, elas podem também manifestar o problema com um comportamento agressivo e irritadiço”, afirma Telma. Por isso, é às vezes confundida pelos pais como uma fase de temperamento difícil. Situações traumáticas, como a morte de alguém ou a separação dos pais, não são as principais responsáveis por desencadear a depressão nos pequenos. “Essas situações só reforçam uma fragilidade neurológica já existente”, explica Telma. Mas o comportamento familiar pode ser um estimulador. Uma família pouco sociável ou um ambiente violento pode contribuir para o agravamento do quadro. “Pai ou mãe com a doença é fator de risco para os filhos”, alerta Paguinim. Segundo ele, o aumento de casos em crianças pode estar também relacionado ao crescimento das exigências em relação ao desempenho delas (leia texto ao lado). A baixa autoestima e a dificuldade de lidar com situações desafiadoras também são sintomas. “Uma criança sem depressão insiste na resolução de um problema. Já a criança depressiva tende a fugir da situação”, diz o psiquiatra. É preciso se preocupar quando os sintomas perduram por mais de 6 meses e interferem no comportamento da criança em outras áreas da vida, como na escola. Na sala de aula, a atenção e o desempenho no aprendizado caem drasticamente e o relacionamento com colegas de classe e professores fica prejudicado. “A queda no rendimento escolar muitas vezes é interpretada com um julgamento de que a criança não quer saber de nada, que está se tornando um inconsequente”, relata Paguinim. E é comum que a doença seja reduzida a um distúrbio de aprendizagem, que requer outro tipo de intervenção. Para a depressão infantil, o melhor é o tratamento com especialistas como psicólogos e psiquiatras.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

OBESIDADE


OBESIDADE:O MAIOR DESAFIO É VENCER A DOENÇA, O PRECONCEITO OU ACEITAR A PRÓPRIA IMAGEM? De acordo com relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade, na última década, deixou de ser um problema de saúde de algumas populações específicas e adquiriu características de “epidemia” mundial. Para a medicina, a doença pode ser causada por uma série de fatores, e todos eles estão sendo estudados atualmente pela comunidade científica de todo o planeta. Até agora, o que se sabe é que a obesidade é o resultado do aumento do tamanho ou do número de células de gordura de uma pessoa. Quando ela ganha peso, as células gordurosas primeiro aumentam de trabalho e, depois, em número. O excesso de peso e a obesidade mórbida podem levar a outras complicações, como diabetes, aumento da pressão sanguínea, colesterol, infertilidade e atrite, por exemplo. Os métodos para determinar se um indivíduo está obeso são extremamente simples. O mais conhecido deles é feito através da medida do Índice de Massa Corporal (IMC), que se obtém dividindo-se o peso (em kg) pela altura (em centímetros) ao quadrado. Indivíduos com IMC entre 25 e 29.9 estão apenas com sobrepeso. Já os que ultrapassam os 29.9 são considerados obesos. Para aqueles que são inimigos de cálculos matemáticos, os médicos dão uma dica importante: “O ideal é, numericamente, nunca pesar mais que os valores de sua altura”. Assim, uma pessoa que mede 1,70m, por exemplo, não devera exceder os 70kg. Nos Estados Unidos, estima que cerca de 60% da população esteja acima do peso ideal, sendo as crianças as principais vítimas da obesidade. No Brasil, os números também não são animadores: o País já tem 40% da população acima do peso considerado normal. Mais de 50% da população alemã está obesa. No Japão, berço da longevidade, o número de obesos entre jovens de 22 a 27 anos dobrou nos últimos anos. O mesmo fenômeno foi verificado na China, no mesmo período. Para os médicos, apesar de na maioria dos casos haver predisposição genética para a obesidade, hábitos mais saudáveis podem evitá-la. “Beliscar a todo momento lanches, frituras e doces em excesso faz qualquer pessoa ganhar peso incontrolavelmente. Esse costume, aliado a uma vida sedentária e estressante, alimentação diária à base de ‘fast foods’ e falta de alimentos saudáveis, compõe o cenário ideal para o ganho de peso”, alertam.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

IURD testemunho de Sula Miranda









RAINHA DOS CAMINHONEIROS,RENDE –SE AO REIS DOS REIS

Crendo no Deus vivo, Sula Miranda descobriu o segredo para alcançar a paz, e o equilíbrio que tanto buscava.
Há quatro anos, a paulistana Suely Brito de Miranda, decidiu trilhar uma nova estrada .Ela mudou os rumos da sua vida quando passava por um momento de muitos conflitos interiores.A “Rainha dos Caminhoneiros”,como ficou conhecida, conta que, na ocasião,buscava por algo, mas não sabia ao certo que era.
“Estava confusa, pois já havia feito de tudo, mas falava comigo mesma que precisava de mais para me sentir completa. Era uma cantora conhecida e tinha apresentado vários programas na teve, mas nada pra mim estava bom”, relata. Sula considera que teve todas as oportunidades que um artista pode desejar. Desde criança, junto com as irmãs (Yara e Maria Odete Grechen).tinha aulas de dança,canto violão e balé dentro de casa e participava dos festivais e atividades artísticas na escola.Aos 14 anos,fazia parte do grupo “As Melindrosas”.que no primeiro disco alcançou as expressiva marca de um milhão de cópias vendias.
Após três anos no grupo deu início à carreira solo e gravou 12 CDS de música sertaneja. Além disso, comandou atrações musicais, shows de calouros e programas femininos e para caminhoneiros,em emissoras como o SBT,Rede Record,Bandeirantes,CNT e Rede TV!

EM BUSCA DE AJUDA
Segundo a cantora, apesar da fama e do reconhecimento pelo seu trabalho, sentia-se uma pessoa vazia, embora não fosse notado pela família nem pelos amigos.
“Para eles, eu era o modelinho”.que deu certo e tinha a obrigação de acertar o tempo todo.Mas,nas horas de dor e angústia,estava sempre sozinha.Passei por muitos momentos difíceis,que foram explorados pela imprensa,e que me expuseram a inúmeros julgamentos “.
Sula afirma que bateu em várias portas em busca de ajuda, procurando por uma palavra, um conselho ou orientação. Ouvia cartomante, usava gnomos, pedrinhas e objetos místicos em casa, em busca de equilíbrio. Fazia preces e acendia velas, mas nada disso lhe trazia paz.
Em meio a tudo, a cantora recebeu um convite do bispo João Batista, com que havia trabalhando antes na Tv Record, para ir a uma das reuniões na Igreja Universal do Reino de Deus. Aceitei. Fui à Catedral da Fé de Santo Amaro (zona Sul de São Paulo) e, desde o primeiro dia, percebi que era ali que eu queria estar. Abracei a fé no Senhor Jesus e me entreguei a Ele de fato e de verdade”,
Recentemente, Sula Miranda lançou seu primeiro CD gospel . “Coração de Louvor”, pela Line Records,e afirma que somente crendo no Deus vivo descobriu o segredo para alcançar a paz e o equilíbrio que tanto buscava.




quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Perigo nas Baladas


PERIGO NAS BALADAS:EXISTE ALGUMA QUE NÃO OFERECE NENHUM RISCO? Estatísticas levantadas pela Polícia Militar de praticamente todos os estados brasileiros mostram que, nos finais de semana, os óbitos entre jovens de 18 a 24 anos aumentam 1321%. De acordo com o governo de São Paulo, a combinação álcool e direção tem sido a principal responsável pelos números. O Estado reconhece também que, mesmo depois de a Lei Seca ter entrado em vigor, as mortes no trânsito da Capital, nos três primeiros meses de 2009, atingiram praticamente os mesmos índices verificados nos mesmo período do ano anterior, quando a lei ainda não havia entrado em vigor. Para as autoridades, a distribuição desigual da fiscalização no território nacional tem prejudicado o desempenho do Estado. Na capital paulista, por exemplo, houve queda de quase 1% das mortes provocadas por motoristas embriagados. No entanto, as regiões de Piracicaba, Sorocaba e São José do Rio Preto apresentaram altas significativas nas estatísticas, o que prejudicou a média de todo o Estado, que, no geral, reduziu 7,3% as mortes no trânsito. De forma geral, no interior de São Paulo, mesmo depois da Lei Seca as mortes no trânsito aumentaram, em média, 20% e, mais uma vez, quase 72% das ocorrências aconteceram aos finais de semana e envolveram jovens de menos de 25 anos. Como confirmam as estatísticas, uma noitada em uma casa noturna qualquer parece não ser uma simples forma de diversão e lazer, essencial à saúde física e mental de todos. Elas são bem mais do que isso. Soam como pretexto. São raros os casos em que um jovem procura, numa balada, diversão e entretenimento, ou alguém legal para conhecer. Ao que tudo indica, as baladas viraram uma espécie de comemoração moderna ao deus Baco. Lá, sob o pretexto da distração e do lazer, muitas vezes o alvo é o consumo de drogas pesadas e de álcool, além da busca por sexo sem compromisso. Tudo sem limitações e aborrecimentos, seja por parte da família ou até mesmo da legislação.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Homossexuais


HOMOSSEXUAIS:O PRECONCEITO QUE MAIS OS PREJUDICA É O QUE NASCE NO AMBIENTE DE TRABALHO, FAMILIAR OU SOCIAL? A homossexualidade, até meados da década de 1990, foi classificada, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), como um transtorno tipicamente mental. Apenas em 17 de maio de 1990 a assembleia geral da OMS aprovou a retirada do código 302.0 (Homossexualidade) da Classificação Internacional de Doenças e declarou que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”. Desta forma, deu-se fim a um ciclo de 2000 anos em que a cultura mundial encarou o desejo sexual por indivíduos do mesmo sexo primeiro como pecado, depois como crime e, por último, como doença. Apesar das mudanças promovidas pela OMS há quase 20 anos, homossexuais, bissexuais e travestis ainda sofrem cotidianamente as consequências da homofobia, definida clinicamente como o medo, a aversão, ou o ódio irracional de homossexual. Tal aversão se manifesta de diversas maneiras e, não muito raro, de forma generalizada. É comum, por exemplo, o relato de indivíduos que dizem sofrer preconceito no ambiente de trabalho, dentro de casa, na igreja que frequentam, na escola, etc. Mas existem formas ainda mais graves de homofobia, que resultam em ações de violência verbal e física. Esta última, apesar de o Brasil se autorrotular livre de preconceitos, é a manifestação mais corriqueira. Segundo dados da OMS, em média, um homossexual é assassinado no País a cada dois dias. Ou seja, a homofobia brasileira faz quase 200 vítimas por ano. Procurando amenizar a situação e relembrar que homossexualidade não é doença, o dia 17 de maio é marcado por protestos e denúncias no mundo inteiro, quando um número crescente de atividades e movimentos são realizados com o propósito de dar cabo às diferenças com relação à opção sexual.

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