terça-feira, 11 de maio de 2010

Brasil tem mais de 1 milhão de viciados em crack



'BRASIL TEM MAIS DE 1 MILHÃO DE VICIADOS EM CRACK', SEGUNDO IBGE:REFLEXO DO PODER DA DROGA, DA FRAGILIDADE HUMANA OU DO ESTADO? Estimativas baseadas em dados do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) levaram o psiquiatra Pablo Roig, especialista no tratamento de dependentes de droga, a concluir que, no Brasil, existem mais de 1,2 milhão de viciados em crack, e que a idade média para o início do consumo desta droga é de 13 anos. No mundo todos, de acordo com o Escritório da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC), deve existir mais de 200 milhões de viciados em algum tipo de droga. A cocaína e o crack são, respectivamente, as que mais fazem vítimas. O médico também acredita que, atualmente, a maioria dos países gasta entre 0,5% e 1,3% do PIB no combate e tratamento ao uso de entorpecentes, número considerado insuficiente pelo especialista. O Brasil tem ficado abaixo da média mundial, diz. Já uma pesquisa realizada também no Brasil em 1999 apontou que, entre as grávidas, cerca de 5% usava com frequência ou já havia experimentado o crack durante a gestação, índice muito superior ao verificado em outros paises. Hoje, mais de uma década depois, os pesquisadores acreditam que esse número tenha, no mínimo, dobrado. Segundo a medicina, os recém-nascidos que foram expostos ao crack ainda na barriga da mãe apresentam logo nas primeiras 48 horas de vida alterações neurológicas e comportamentais provocadas pela exposição prolongada à droga. “Mas essas crianças não são viciadas e os danos podem ser minimizados”, afirmam os médicos. Atualmente, só em Porto Alegre, por exemplo, mais de 150 bebês de mães viciadas na droga recebem assistência no Hospital Presidente Vargas.



Lições contra às drogas
Por Clarisse Werneck redacao@folhauniversal.com.br Aracaju (SE) – De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 70% dos jovens com idades entre 13 e 15 anos já experimentaram bebida alcoólica, 24,2% fumaram cigarro e 8,7% usaram drogas ilícitas. O crescimento do número de usuários dessas substâncias, principalmente entre os jovens, fez que com o deputado estadual Mardoqueu Bodano (PRB/SE) apresentasse dois projetos de lei (75 e 76/09), que foram aprovados, por unanimidade, na Assembleia Legislativa sergipana. Eles tratam da divulgação de conteúdo sobre o uso de drogas lícitas e ilícitas nas escolas e sugere as inserções de advertência quanto aos malefícios do consumo de bebidas alcoólicas e drogas nos livros didáticos distribuídos nas instituições de ensino da rede pública estadual. Com relação ao Projeto 75/09, o texto informativo será redigido e distribuído pela Secretaria Estadual de Educação às editoras. Segundo a lei, há a obrigatoriedade de, no mínimo, uma inserção por livro, ocupando página inteira, podendo também conter ilustrações. Para o parlamentar, medidas precisam ser adotadas para conscientizar crianças, adolescentes e adultos sobre os males que as drogas de qualquer tipo podem trazer. “Temos que oferecer toda informação necessária para evitar que nossos jovens sejam atraídos para o vício”, disse Bodano.


Na contramão da vida
Por Ivonete Soares redacao@folhauniversal.com.br “Quando olho para tudo o que vivi, penso: se não fosse Deus em minha vida, certamente estaria morto ou atrás das grades.” A afirmação é do assessor parlamentar Leonaldo Vieira Sanchez, de 36 anos, que com apenas 12 começou a usar drogas. “Iniciei, por curiosidade, por conta das amizades. Aos 13 anos, fui expulso da escola, causando grande desgosto para a minha família. Meu pai, inconsolado, viciou-se em bebida alcoólica e chegou a tentar o suicídio”, lamenta o assessor. Aos 16 anos, Leonaldo saiu de casa e foi morar com uma mulher, também usuária de drogas, em um morro na cidade de Santos (litoral de São Paulo). “De tanto usar cocaína, perdi a sensibilidade de uma das narinas. Passava dias sem me alimentar. Cheguei a pesar pouco mais de 50 quilos. Tinha crises convulsivas, princípios de overdose e vivia nos hospitais”, relata. Os raros momentos em que Leonaldo diz ter parado para pensar no que estava fazendo, sentia um grande pesar pelos pais: “Eu chorava, lamentando por eles, só que não encontrava forças para abandonar aquela vida.” Os problemas se agravaram tanto que, aos 23 anos, ele foi internado num manicômio. “Eu sabia que não estava louco, mas era tratado como tal. Foi exatamente nesse lugar que, assistindo a uma programação da IURD pela tevê, senti vontade de buscar ajuda. Assim que saí do hospital, fui direto para a igreja”, diz. Ele começou a frequentar as reuniões e garante que foi uma fase extremamente difícil, que exigiu perseverança. “Hoje, meus pais já morreram, mas tiveram a oportunidade de ver a transformação que o Senhor Jesus fez em minha vida. Me libertei dos vícios e de toda aquela vida errada. Estou há 13 anos na presença de Deus, tenho meu trabalho e estou noivo da Tatiana, que conheci na igreja”, comemora Leonaldo, que é membro da IURD de São Vicente, na Rua Campos Salles, 269, no litoral paulista.




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