Será que você está sendo filmado?
Golpistas usam sites pornográficos e aplicativos para fazer fotos secretas de usuários e chantageá-los com a publicação de suas imagens
O que muitos achavam ser um “inocente” aplicativo (ou app) de pornografia para smartphones é, na verdade, uma armadilha. De forma secreta, ele tira fotos dos usuários para depois chantageá-los, segundo divulgou uma empresa de segurança de dados dos Estados Unidos, a Zscaler.
Conforme publicado pela rede britânica BBC, o aplicativo insere um vírus que bloqueia o aparelho quando o dispositivo da câmera do celular é ativado. Depois, os operadores da armadilha virtual pedem um “resgate” de US$ 500 (cerca de R$ 2 mil) para o desbloqueio.
Esse tipo de crime cibernético é conhecido como ransomware (de ransom, resgate em inglês), que “sequestra” os dados do aparelho e ameaça apagá-los ou divulgar as imagens – inclusive íntimas – e a identidade dos usuários na web, caso eles não paguem o valor determinado. O aplicativo denunciado na matéria da BBC é somente mais um dentre vários que apareceram nos últimos anos. Alguns, inclusive, não apenas fotografam como gravam vídeos sem que as pessoas saibam. A mesma prática é utilizada por alguns sites pornográficos ou de sexo virtual, que se “apoderam” das câmeras de computadores e tablets. Em agosto deste ano, a Intel Security, outra empresa de segurança, afirmou que esse tipo de golpe aumentou 127% desde 2014, atingindo principalmente notebooks e desktops.
Segundo a Zscaler, o aplicativo mantém uma mensagem fixa na tela do celular atacado – com o pedido de resgate – e não adianta desligar e religar o aparelho. Os pesquisadores das empresas de segurança ouvidos na matéria da rede britânica sugerem que qualquer tipo de aplicativo só seja baixado diretamente de lojas conceituadas, como Google Play e App Store do iTunes. Eles orientam também a tomar muito cuidado com links recebidos para fazer download de aplicativos fora dessas lojas ou sites de empresas de confiança.
Perigo na vida real
Sites e aplicativos desse tipo vendem uma ideia falsa de que sexo fácil – inclusive para pessoas casadas que querem aventuras fora do relacionamento – vale a pena e não trará consequências ruins. É claro que, para ganhar dinheiro, falam qualquer coisa que alguém queira ouvir. Mas o preço a ser pago vem depois. Muitas vezes, os danos são irreversíveis, pois uma reputação manchada, por exemplo, não é facilmente recuperada.
O sexo fora do casamento é um perigo tão grande que, hoje em dia, não faz mais diferença se ele ocorre no mundo real ou virtual, pois ambos oferecem riscos. Ele é um ato nobre quando feito com o respeito que merece, em que os envolvidos, o homem e a mulher, têm muito a ganhar.
Há um caminho para se chegar ao sexo respeitoso e saudável, que muitos esquecem ou não querem seguir passo a passo e preferem pegar os “atalhos” eletrônicos que são, no fim das contas, armadilhas para complicar ainda mais a vida.
E qual seria esse caminho? Começa com a amizade, seguindo para o companheirismo, a confiança, os sacrifícios que a união pede, o compromisso e a cumplicidade. Só depois de seguir todas essas etapas é que surgem as recompensas do prazer físico e psicológico da vida sexual saudável e realizada.
Esse trajeto exige esforço e dedicação. Quem o percorre pode usufruir das recompensas sem culpa, sem peso, pois vigia cada passo e blinda a relação, para que nenhum problema coloque tudo a perder. No fim das contas, tanto o caminho quanto as recompensas são prêmios merecidos para quem soube cuidar e zelar.
Uma vida sexual benéfica, afinal, é consequência das atitudes das duas pessoas envolvidas. E ninguém consegue isso com vídeos pornôs ou com acesso a sites e aplicativos maliciosos. (Veja o que os especialistas têm a dizer sobre os prejuízos da pornografia na página 16.)
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