Consumir álcool ou droga não faz mal somente aos usuários. Quem convive com o dependente pode até adoecer se não cuidar primeiro de si próprio
De acordo com especialistas, trata-se de uma disfunção biopsicossocial e espiritual, que, admitem, requer a dimensão espiritual como parte integrante do tratamento. Não são poucas as pessoas que já passaram e que ainda passam por esse tipo de problema. Enfrentam vergonha, dor, preconceito, sensação de impotência, desespero, violência, internações, prisões e até mortes prematuras.
Em casos mais extremos, o codependente se lança em lutas inglórias, anula-se e não vê resultados práticos. “Toda a liberdade individual se esvai no ato de cuidar do outro. É uma relação que se caracteriza pelo tripé amor, ódio e culpa”, explica a psicóloga clínica Cleusa Cezário. “O familiar tem de tomar cuidado para não aprisionar a própria vida”, adverte o bispo Afonso, responsável pelo trabalho evangelístico da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em presídios.
Na avaliação do pastor Jean Madeira, que durante muitos anos esteve à frente do Grupo Jovem da IURD, atuando, entre outras frentes, no trabalho de recuperação de dependentes de drogas e de álcool, tanto usuários quanto seus familiares acabam ficando vulneráveis. “O problema é espiritual e também social. Por ser espiritual, a pessoa fica vulnerável a qualquer coisa que vier sobre ela. Então, é de suma importância que sejam feitos esses dois trabalhos: o espiritual (para que a alma e o espírito sejam fortalecidos), e o social, para dar assistência à pessoa, a fim de que ela se recupere num todo.”
História de sacrifícios
A jornalista Maria de Souza, de 60 anos, preferiu um nome fictício para contar sua história, que na verdade se confunde tanto com a de seus familiares que ela afirma não ter vida própria há mais de 30 anos. Solteira, ela se dedicou à mãe até sua morte, há 4 anos. “Desde criança eu fico feliz se a outra pessoa está bem e até me sinto culpada se isso não acontecer. O outro sempre veio em primeiro lugar na minha vida”, admite.
Maria estava no auge da carreira quando um dos quatro irmãos se separou da mulher e foi morar com ela e a mãe. Três anos mais jovem que ela e alcoólatra, ele passou a ser cuidado pelas duas. “Eu tinha 30 anos e acabei acumulando preocupações.” Depois que a mãe deles faleceu, Maria passou a cuidar dele sozinha e a trabalhar em dobro para manter a casa onde vivem. Sem trabalho e sem qualquer outra atividade além do vício (ele também fuma), leva uma vida ociosa e não vai nem a um supermercado. “Se ele pegar dinheiro, vai beber”, conta Maria.
Como não conta com a ajuda dos outros irmãos, financeira ou como companhia, pois não suportam a ideia de conviver com um alcoólatra, Maria diz se sentir cansada. “Não posso viajar e deixar a casa nas mãos dele sozinho porque não sei como vou encontrar o imóvel ou ele mesmo, já que temo pela sua saúde”, lamenta, reconhecendo não ter lazer na vida.
A Folha Universal teve um exemplo de relação familiar não saudável ao tentar agendar uma entrevista. A mãe de uma moça viciada em cocaína não quis falar, mesmo sob anonimato, por medo de apanhar da filha. “Às vezes, a relação fica tão desgastada que o cuidador pode desenvolver raiva pelo parente, ficar doente e perder o senso de si mesmo por ficar à mercê do poder perturbado do dependente”, comenta Cleusa. “No caso do irmão alcoólatra e da filha dependente química, a relação doentia e de codependência fica muito clara e evidencia-se pelo fato de não haver trocas prazerosas.”
Apesar da dificuldade para manter a relação saudável, especialmente em casos de dependência, melhor do que remediar é já se antecipar e evitar a codependência, acredita a psicóloga Yara Fabricia Pinaffo. “Primeiro a pessoa tem que se amar e ter autoestima alta para estar preparada para amar o próximo, para uma troca saudável. Pode cuidar do outro, mas tem de ter tempo para si.”
Na opinião dela, as relações sadias têm sempre uma troca justa. “Há o momento de dar e de receber, não necessariamente ao mesmo tempo e na mesma quantidade. Por exemplo, um idoso vai precisar de mais atenção, mas pode te dar carinho, experiência.”
Yara lembra que o problema da codependência pode envolver até produtos e exemplifica com uma mãe que tem um filho dependente de computador. “Se a mãe o incentiva a usar para que ele fique quieto no quarto, ela é uma codependente”, exemplifica.
Para falar sobre a importância da troca na relação saudável, a reportagem também conversou com o bispo Emerson, apresentador do programa “The Love School – A Escola do Amor”, na IURD TV, e organizador da “Terapia do Amor” no templo da João Dias, em São Paulo. “Todo mundo está atrás de pessoas que se valorizam”, disse o bispo. “A pessoa tem que se valorizar e não se anular da vida dela, até porque ninguém quer estar ao lado de um chiclete, que se torna até inconveniente”, orientou.
Exemplo de superação
Depois do acidente, o jovem ficou tetraplégico, mudou para Brasília (DF) e se aproximou mais da mãe, separada do pai. “Ficamos juntos por 3 meses, período em que pedi licença do meu trabalho”, conta a aposentada Marisa Ferreira Matos, de 59 anos. Segundo ela, o filho sempre fez questão de se manter independente. “Ele quis tomar conta da própria vida. É guerreiro, é batalhador e odeia dar trabalho para os outros.”
“Em nenhum momento minha vida social parou. Vejo o pessoal em festas, é normal”, conta o rapaz, que voltou a morar em São Paulo, conta com a ajuda profissional de dois cuidadores e gosta de sair para passear com amigos e familiares pela cidade onde nasceu.
“A situação do Renato é diferente. Ele tem a limitação física, mas se banca emocionalmente e tem condições de decidir que não quer ser um peso na vida da mãe, e ela pode vivenciar o amor por ele sem reservas”, compara Cleusa Cezário.
Atuação da IURD
O trabalho com dependentes de drogas e de álcool sempre foi um dos alvos da Igreja Universal. “Acredito que seja a instituição que mais atua nesta área, auxiliando tanto os dependentes quanto seus familiares”, comenta o vereador Jean Madeira (PRB-SP). “São inúmeras as pessoas, sobretudo jovens, que conseguimos recuperar e reinserir no convívio social”, acrescenta ele, que está instituindo o Projeto de Lei 0039/2013 para estabelecer uma semana para prevenção e combate às drogas no calendário da cidade de São Paulo.
"Familiar não pode se aprisionar junto"
Douglas se diz grato e espera poder retribuir um dia o que está sendo feito pelo irmão. Casado e pai de duas crianças, ele diz se esforçar para cuidar da família sem deixar de dar atenção ao irmão. Semanalmente ele o visita, ajudar a cuidar da sobrinha e até contribui com advogados para cuidar do caso.
A.M.C realiza um café da manhã para as internas,famílias e funcionários da Fundação Casa de Parada de Taipas em São Paulo.







As 57 meninas foram recebidas com uma flor no cabelo. Variadas cores contribuiram para alegrar o espaço e as mulheres voluntarias da AMC participaram com muita alegria e sorrisos.







A.M.C realiza um café da manhã para as internas,famílias e funcionários da Fundação Casa de Parada de Taipas em São Paulo.
O evento na Fundação Casa de Parada de Taipas começou assim: As senhoras que fazem parte do Grupo AMC, começam a fazer a montagem com todo carinho e amor de tudo que for necessário para dar o melhor para as internas.











As 57 meninas foram recebidas com uma flor no cabelo. Variadas cores contribuiram para alegrar o espaço e as mulheres voluntarias da AMC participaram com muita alegria e sorrisos.







As meninas foram presenteadas com um anel de uma história narrada pela senhora Rosana que é a presidente da AMC e as senhoras que fazem parte do grupo. “O Velho Rei Sábio”. Em toda e qualquer dificuldade existe uma chance de abraçar uma oportunidade muito melhor, pois existe sobre o dia um Céu que está em todo lugar em cima da nossa cabeça e Deus jamais se esqueçe dos que o buscam e mudam de atitudes ruins.




O anel foleado dizia: “TUDO PASSA”, e seguro elas tambem abraçará essa oportunidade e buscará refazer a sua vida quando estiver livre para recomeçar









A cantora Isis Regina cantou junto com grupo da AMC e as internas.






Foram distribuido também kites de maquiagem para as internas.

Uma canja de fotos a pedido das internas.

A Oração que é a parte mais essencial desse momento finaliza com as voluntárias que adotaram o ombro, as mãos deixando assim a paz necessaria de um local que nos recebe com muito carinho e gratidão




O anel foleado dizia: “TUDO PASSA”, e seguro elas tambem abraçará essa oportunidade e buscará refazer a sua vida quando estiver livre para recomeçar









A cantora Isis Regina cantou junto com grupo da AMC e as internas.


A Banda GERD parceira da AMC alegrou ainda muito mais o evento foi uma animação completa.











Uma mesa farta e diversificada de salgados e doces. Foram distribuido para as internas funcionários da casa.











Uma mesa farta e diversificada de salgados e doces. Foram distribuido para as internas funcionários da casa.




Foram distribuido também kites de maquiagem para as internas.


Uma canja de fotos a pedido das internas.


A Oração que é a parte mais essencial desse momento finaliza com as voluntárias que adotaram o ombro, as mãos deixando assim a paz necessaria de um local que nos recebe com muito carinho e gratidão

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