domingo, 24 de fevereiro de 2013

Mulheres polivalentes

Trabalhar fora e cuidar da casa e da família são apenas algumas das inúmeras atividades que a nova mulher brasileira desempenha no dia a dia, constata o IBGE




Acordar todos os dias às 6h da manhã, fazer o café, arrumar os filhos antes da escola, ir para a academia, conciliar uma jornada de ensaios fotográficos de até 20 horas seguidas, fazer almoço e jantar, estudar e ainda encontrar tempo para os amigos, os filhos e o marido. Essa é a rotina sem glamour da modelo, atriz e apresentadora Maria Helena Vianna, de 30 anos. O resumo do dia a dia cheio de tarefas, no entanto, é bem parecido com a realidade de milhões de mulheres brasileiras.


A maior participação no mercado de trabalho e o nível de escolaridade elevado são apenas algumas das características do novo perfil da mulher brasileira, de acordo com dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostra, por exemplo, que 62,7% dos casais têm renda proveniente do marido e da mulher e 37,3% dos lares são chefiados por mulheres (Veja mais detalhes na arte ao lado).


A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2011 (Pnad), também do IBGE, indica que as mulheres são mais escolarizadas que os homens (média de 7,5 anos de estudo, contra 7,1 anos de estudo). O grupo feminino entre 20 e 24 anos de idade apresentou a melhor média: 10,2 anos de estudos (a parcela masculina teve média 9,3 anos).


A vantagem da escolaridade ainda não reflete nos rendimentos, embora as mulheres tenham conquistado um aumento real de salário de 13,5% entre 2000 e 2010. Hoje, elas ganham 73,8% do rendimento médio de trabalho do homem.


Para a jornalista Rosângela Gessoni Sapata Aguilar, autora do livro “Mulher – Guia Prático de Sobrevivência” (Editora Baraúna) e responsável por dezenas de artigos para revistas femininas, a mulher brasileira está aproveitando todos os espaços e oportunidades. “A mulher de hoje é guerreira, alguns acham que ela parece um pouco perdida, mas isso ocorre porque a sociedade não estava acostumada com uma mulher que abraça várias atividades”, avalia. Rosângela acredita que tranquilidade e estabelecimento de prioridades são a chave para o sucesso. “É importante não se cobrar tanto, dividir as tarefas e fazer um pouquinho por dia. Tentar conciliar atividades também é fundamental, além de avaliar as atividades do dia a dia e a qualidade de vida.” (Confira mais dicas no infográfico abaixo).


Marcela Buttazzi, sócia-diretora da MB Coaching, uma consultoria de gestão de pessoas e recursos humanos, acredita que as mulheres estão mais preocupadas em se preparar para as mudanças das últimas décadas. “Fiz duas pós-graduações e a maioria dos bancos escolares era ocupado por mulheres. De cada dez atendimentos de coaching que faço, nove são mulheres. Elas querem se qualificar, estão antenadas ao mercado de trabalho, procuram desenvolvimento e crescimento na carreira”, explica.


Marcela aponta a flexibilidade e a capacidade de comunicação como características que têm ajudado as mulheres no mercado de trabalho. “O mercado espera um profissional com visão estratégica e competitivo, entretanto ele também precisa ser justo, honesto e com bom relacionamento interpessoal, as mulheres estão preparadas para isso”, destaca.




Esforço e fé


Desde que foi descoberta por uma agente de moda em uma praia, quando tinha apenas 13 anos, a alagoana Maria Helena Vianna não parou de trabalhar. Morou nos Estados Unidos, desfilou em importantes semanas de moda e estampou editoriais e capas de revistas reconhecidas no Brasil e no mundo. “Foi difícil no começo, precisei amadurecer muito rápido para administrar meu próprio dinheiro, pagar as contas, cuidar da carreira, mas consegui com muito esforço e fé em Deus”, conta


Além do trabalho como modelo, Maria Helena fez ponta como celebridade no filme “Sex in the city 2”. Para 2013, o plano é estrear como apresentadora em uma grande rede de televisão. Em casa, a modelo adora cozinhar e afirma que o desafio Godllywood – tarefa do grupo de mesmo nome criado pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) – a estimulou a desenvolver algumas habilidades culinárias. Para conciliar tantas atividades, ela conta com a ajuda do marido, Joe Oliveira, que também sabe cozinhar.


Para as mulheres que, como ela, trabalham, estudam e se dedicam aos amigos e à família, Maria Helena diz que é importante sair, fazer academia, se distrair, respirar ar puro, conhecer pessoas e estar com o marido e os filhos. “Conquistei a independência, mas valorizo muito minha família.”




Grace Pereira é outra mulher que se destaca na vida profissional e pessoal. Além de ser apresentadora do programa de rádio “Grace e Você”, da Rede Aleluia, ela preside a Associação Brasileira de Assistência e Desenvolvimento Social (Abads) – responsável pelo atendimento de 700 crianças e jovens com deficiência intelectual e autismo – faz pós-graduação, lê, seleciona músicas para seu programa, participa das reuniões da IURD e ainda se dedica ao casamento de 24 anos.


Como ela consegue? “Seleciono meu tempo para dar conta de tudo”, diz ela, que há 12 anos trabalha voluntariamente para a Abads. “Me faz bem. Sinto que a vida flui dentro de mim.” Para Grace, conciliar as atividades do cotidiano e respeitar hierarquias é o segredo de seu sucesso. “Sou útil à sociedade, ao Reino de Deus, mas também procuro respeitar meu lar. Em casa sou esposa e mãe.”


Empreendedorismo em mãos femininas


O avanço na formação educacional e as mudanças na estrutura familiar estão influenciando os rumos da mulher no mundo dos negócios. De todas as pessoas que decidem abrir um empreendimento no Brasil, 49,6% são mulheres, segundo estudo da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2012, divulgado no fim de janeiro pelo Sebrae pelo IBQP. O empreendedorismo feminino é ainda mais forte no Nordeste e no Sul do País, onde 51,8% dos novos negócios estão nas mãos de mulheres.


Dos 8,9 milhões de empreendedoras iniciais brasileiras, 64,5% empreendem por oportunidade. Isso significa que elas decidem começar um novo negócio mesmo quando possuem alternativas de emprego e renda, ou ainda para manter ou aumentar a renda pelo desejo de independência do trabalho.


Se depender do otimismo das mulheres, 2013 será o ano dos empreendimentos femininos. Uma pesquisa da National Association of Women Business Owners dos Estados Unidos mostrou que 85% das empreendedoras esperam que haja mais empreendedorismo na comunidade feminina do que em todo o ano de 2012 e 81% delas estão otimistas sobre seus negócios
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AMC É UMA SEMENTE DE AMOR, FÉ E ALEGRIA.



 Logo que brilhou o sol Rosana, com a equipe de voluntárias, se dirige à Fundação Parada de Taipas. Um lugar deserto, guardando quase sessenta internas que cometeram deslizes na sociedade.
Na idade de 14 a 21 anos ali elas permanecem, e dentro da rotina vão se socializando e se educando nas regras e leis a cumprir.
Chegando à quadra, um espaço cedido para o evento, elas aparecem sorrindo e cumprimentando o grupo da AMC que lhes espera.



 Inicialmente Rosana agradece aos responsáveis e funcionários, valoriza o trabalho desenvolvido pelo Pr. Geraldo Vilhena, da Igreja Universal, onde, semanalmente, com um grupo de apoio busca resgatar a ideia perdida,  e mostra, através da palavra de Deus, que há uma nova chance para  quando ficarem livres desse passado.
É feita uma oração de agradecimento e são convidadas a participar de um café da manhã preparado por todas as voluntárias.















 No retorno, são presenteadas com um livro que fala do Pecado e Arrependimento, onde Rosana lê uma página e explica o significado de se perdoar. Dá o incentivo de uma nova chance e, ainda com todos os erros cometidos, Deus está pronto para recebê-las com o arrependimento. Todas atentamente dão ouvidos e acompanham cada palavra.



 Para surpresa das meninas a AMC leva um Kit de maquiagem para cada uma, e Gianni Albertoni  (modelo e apresentadora), com todo o brilho e luz, ensina como se maquiar. Todas muito atentas fazem uma roda ao seu lado e começa a aula.
Gianni com sorrisos e simpatia comenta cada detalhe e pinta as meninas de forma profissional, dando muitas dicas dos passos que se devem seguir. Elas, que também fazem alguns cursos profissionalizantes dentro da Fundação, dizem que foram privilegiadas com essa visita.
Sempre muito alegres, não deixam transparecer que, por trás de cada uma, já exista uma história marcante. Acreditamos que se existir nas instituições motivação, oportunidade de trabalho e educação seguramente muitas delas serão beneficiadas e, saindo, terão chance de um começo diferente: sem droga, sem roubos, sem homicídios.  É necessário que existam leis não só para a prisão, mas que existam, no mundo, sistemas de melhorias de condições para as classes sociais afinal, sempre estamos na esperança de um país em desenvolvimento, porém também com condições mais apropriadas e de visão para dignidade do próximo.
Nada justifica, mas tudo colabora. Com Deus, trabalho e educação muitos estariam protegidos e longe da força do mal.
Finalmente, Junior com seu violão anima  as meninas que cantam diversas músicas,  secular e gospel, que  fazem a alegria de todos.








 Carlinda finaliza com uma oração, pedindo a Deus a sua misericórdia e determinando um novo coração na vida de cada uma delas.










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