Pais buscam ajuda na EBI para que filhos parem de mentir. Psicólogo ressalta importância de se falar a verdade
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“Eu não entendia o porquê das mentiras.
Não adiantava conversar com ele, pedir para parar de inventar histórias.
Não conseguia me impor e aquilo me angustiava muito. Ele não gostava de
estudar e dizia que adiantava o dever de casa na escola só para não
fazer”, conta Josélia, que vivia deprimida com as mentiras do filho. Até
que um dia uma vizinha a aconselhou a levá-lo à Educação Bíblica
Infanto-juvenil (EBI).
“Tudo mudou logo no primeiro domingo.
Fiquei maravilhada. Vi a mudança ao chegar e ao sair da EBI. Ele foi
mudando. A mentira acabou, ele ficou mais obediente, mais prestativo em
casa. Ele mesmo disse que estava diferente. A transformação do meu filho
reforçou a minha permanência na Igreja”, observa.
Segundo o psicólogo Jose Mauro da Costa Pereira (www.marisapsicologa.com.br),
as crianças aprendem a se comportar no contexto do lar, na escola, no
seu relacionamento com outras pessoas. Ele destaca que, dos 4 aos 5 anos
de idade, algumas tendem a confundir realidade com fantasia.
“Os pais devem buscar diferenciar esse
comportamento, lembrando que crianças mais velhas podem usar a mentira
para fugir de responsabilidades, castigos ou culpa. A atitude dos pais é
enfatizar a importância de se falar a verdade, inclusive com exemplos
pessoais, e ensinar que a mentira pode trazer prejuízos para a própria
criança ou a terceiros. Se a mentira se tornar um comportamento usual,
deve-se buscar a ajuda de um profissional para uma avaliação
psicológica”, orienta.
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