Há pelo menos 30 anos, o Brasil vive uma epidemia que já tirou a vida de mais de um milhão de pessoas. Só em 2010, foram 49.932 mortos. Mesmo com o 6o lugar na lista das dez nações mais ricas do mundo, o País não consegue controlar os números escandalosos da violência. Um brasileiro é assassinado a cada 9 minutos e 48 segundos. Se continuar nesse ritmo, o ano vai terminar com 53,8 mil homicídios, segundo o Instituto Avante Brasil (IAB). “É uma pandemia estrutural, difícil de erradicar”, avalia o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, responsável pela série de estudos “Mapa da Violência”.
A opinião é reforçada por Natália Macedo Samzovo, do IAB. “Enquanto países com destaque na economia têm bons índices de desenvolvimento humano, no Brasil faltam investimentos em educação e em políticas que tornem o país mais igualitário”, diz.
A variação do número de homicídios entre os Estados, que chega a 66,8 mortos por 100 mil habitantes em Alagoas, exige estratégias diferenciadas de segurança pública. “A gente precisa identificar fatores de risco e elaborar a prevenção. Roubo seguido de morte, briga, tráfico, mortes de jovens, para cada ‘doença’ há um ‘remédio’. Aí entram o papel da cultura, da assistência social e o do controle de armas”, opina a diretora do Instituto Sou da Paz, Luciana Guimarães. (Veja mais informações sobre as taxas de homicídio nas capitais brasileiras no infográfico abaixo)
“Só tivemos medidas ‘tópicas’ imediatas, mas o problema é nacional. É obrigação do governo federal articular estratégias para combater as organizações criminosas”, defende Julio Jacobo Waiselfisz.
“O aumento das mortes foi provocado pelos ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital, facção criminosa que age dentro e fora dos presídios paulistas) contra policiais e pela resposta de grupos de extermínio a supostos criminosos. Acabaram matando inocentes”, diz Guaracy. Para ele, a solução é criar forças-tarefa para investigar e coibir assassinatos de civis e policiais, além de desarticular o crime organizado a médio e longo prazos. “Investir em treinamento é importante, muitos policiais não estão preparados.”
A atuação agressiva de alguns policiais e a falta de políticas de prevenção também são apontadas como entraves para o controle da violência. A avaliação é da coordenadora do movimento Mães de Maio, Débora Maria da Silva, que defende a desmilitarização da PM.
Débora criou o Mães de Maio depois que o filho, o gari Edson Rogério da Silva dos Santos, de 29 anos, foi assassinado na série de execuções ocorridas no Estado de São Paulo entre 12 e 20 de maio de 2006. “Os crimes de maio não foram investigados, morreram trabalhadores e policiais, a impunidade mata”, afirma.
O relatório “São Paulo sob achaque”, publicado em 2011 pela ONG Justiça Global e pela Clínica Internacional de Direitos Humanos da Universidade de Harvard, apontou indícios de envolvimento de policiais em 122 execuções que teriam ocorrido em confrontos com o PCC ou por ações de grupos de extermínio. Ao todo, 43 agentes públicos morreram. “Quem mora na periferia é criminalizado, tratado como suspeito”, alerta Débora, reforçando a necessidade de políticas sociais e de educação direcionadas. “A dor é a mesma para a mãe do cidadão comum, do bandido ou do policial”, completa.
Defensores de direitos humanos também são alvos da violência, indica o relatório divulgado no último dia 7 pela Anistia Internacional. Entre 300 casos analisados em 13 países, está o da juíza brasileira Patrícia Acioli, responsável por julgar crimes de violência policial no Rio, assassinada em 2011. O documento “Transformando Dor em Esperança - Defensoras e Defensores dos Direitos Humanos nas Américas” revela que os ativistas mais intimidados estão ligados a questões como recursos naturais, direito das mulheres e de lésbicas, gays, bissexuais, intersexuais, abusos contra migrantes, jornalistas e sindicalistas. Segundo o estudo, a perseguição seria promovida por forças de segurança, grupos paramilitares e crime organizado. Para o presidente da ONG no Brasil, Atila Roque, vários “programas de expansão da área agrícola ou de infraestrutura são acompanhados de forte componente de violência e de violação de direitos”. A redução da violência passa por uma reforma no sistema prisional, crê Maurício Santoro. “A prisão é parte da solução, temos de fazer com que os criminosos não continuem no crime. Há 500 mil presos, é tanta gente que acaba criando uma massa de manobra para organizações criminosas.”
O Brasil no ranking da violência
Entre dezenas de países, o Brasil está entre as nações que registram os piores números. Pesquisas mostram que o número de assassinatos aumentou no País nos últimos 30 anos
Negros jovens são alvo maior
O total de negros assassinados no Brasil é 132% maior do que o de brancos. A taxa de homicídios entre brancos caiu 24,8% de 2002 a 2010, a de negros cresceu 5,6%. A situação é pior entre os jovens. A cada jovem branco vítima de homicídio morrem 2,5 jovens negros. Alagoas é onde morrem mais negros, proporcionalmente. São 80,5 casos por 100 mil, contra 4,4 em 100 mil entre brancos. Os dados são do “Mapa da Violência 2012 – A cor dos homicídios”, feito em parceria com a Secretaria de Políticas da Promoção da Igualdade Racial. Pretos e pardos são considerados negros. Pelo estudo, o aumento da vitimização de negros remete a políticas de segurança e proteção da cidadania que incidem de forma diferenciada nos segmentos da população. “É fruto de 500 anos de um país que se construiu com a escravidão. A morte de negros não choca”, diz Douglas Belchior, integrante do Comitê Contra o Genocídio da Juventude Negra e Periférica de São Paulo.
Mulheres são mortas em casa
O Brasil é o 70 país com mais homicídios de mulheres entre 84 nações, segundo o “Mapa da Violência 2012: Homicídios de Mulheres”. De 1980 a 2010, esses crimes cresceram 230%. Das quase 92 mil mortes em 30 anos, 43,4 mil ocorreram entre 2000 e 2010. Mais de 70% dos agressores são cônjuges ou companheiros da vítima e 69% dos casos ocorrem em casa. Mesmo com os 6 anos da Lei Maria da Penha, a impunidade ainda é obstáculo. “A lei está entre as melhores do mundo, mas é precisa ser bem aplicada. Há um compromisso com o Ministério Público e o Conselho Nacional de Justiça para agilizar os processos”, diz Glaucia de Souza, coordenadora-geral de Fortalecimento da Rede de Atendimento da Secretaria de Políticas para as Mulheres. “Estamos ampliando a rede de atendimento. Outro problema são os valores machistas, precisamos mudar esses conceitos”, diz.
Brigas de bar, conflitos no trânsito, discussões e ciúme são as causas de boa parte dos assassinatos no País. Entre 25% e 80% dos homicídios registrados entre 2011 e 2012 foram cometidos por impulso ou motivo fútil, segundo levantamento do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) com dados de 15 Estados e do Distrito Federal. A campanha “Conte até 10” foi lançada em novembro para tentar reverter esse quadro e faz parte da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública. “A violência se banalizou, estamos tão acostumados que os assassinatos já não chocam. A ideia é chamar a atenção para um ato impensado, que pode ser evitado com uma atitude mais pacífica”, explica Taís Ferraz, conselheira do CNMP e coordenadora da campanha. “Precisamos romper esse ciclo de violência e disseminar a paz. Aqueles que crescem em contextos de violência tendem a repetir e a aceitar essa realidade”. Em 2013, a campanha vai promover ações específicas em escolas e estádios de futebol, entre outros locais
.
.
Igreja Universal do Reino de Deus realiza a Santa Ceia na Fundação Casa.
Uma vez por mes é realizada a mais importante cerimônia na Igreja Universal do Reino de Deus, a Santa Ceia. Na Fundação Casa não é diferente, também é realizada esta cerimonia a cada mes.Com a responsabilidade do Pastor Geraldo Vilhena e uma equipe de voluntários que fazem a obra de Deus na Fundação Casa.

"Porque eu recebi do SENHOR o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão;" (I Coríntios 11 : 23)
"Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha." (I Coríntios 11 : 26)
Foi ensinado também a importancia da Santa Ceia o seu significado e quem está preparado para participar de cerimônia.
"Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor." (I Coríntios 11 : 27)






No final muitos jovens receberam o Espírito Santo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário