Ele saía para procurar outro emprego todos os dias. Um mês se passou e nada. Eu estava muito cansada, porque tive que fazer horas extras. Optei por faltar às aulas dois dias da semana a fim de trabalhar, e Claudinha, minha amiga, pegaria as matérias para mim e assinaria o livro de presença, assim eu não ficaria com faltas.
O celular de Léo tocou e ele estava tomando banho. Era uma mensagem. Como sou sua esposa, não haveria problema algum eu ler.
– Neném, já estou pronta.
O que? Quem é neném? Entrei no banheiro, joguei o celular em sua cara e perguntei quem era ela. Mais uma vez ele me disse que eu era louca. Deveria ser engano. Ele não atende por neném.
Consegui manter a calma, afinal poderia ser verdade. Ele se arrumou e disse que ia ver sua mãe, que tinha passado mal. Estava preocupado com ela. Como eu estava mais do que cansada, fiquei em casa e não contestei, teria que terminar um trabalho da faculdade.
As horas se passavam e já era mais de meia-noite quando liguei para a casa de sua mãe:
– Boa noite, dona Naná, é Analu. Por favor, posso falar com o Léo?
– Boa noite, minha querida, o Léo não aparece aqui em casa já faz tempo.
– Como assim? Ele disse que iria visitar a senhora, porque havia passado mal.
– Ele não veio me visitar e eu não passei mal, deve haver algum engano.
Engano nada, o Léo estava me traindo. Minhas pernas estremeceram, eu não sabia o que fazer. Não podia falar com a minha mãe, ela tinha me avisado que não daria certo. Eu não conseguia pensar nem sabia o que fazer. Eu estava trabalhando muito para honrar as contas dentro de casa, e o Léo me traindo.
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