Empenho da diplomacia brasileira consegue retardar fuzilamento de brasileiro preso na Indonésia por tráfico. Ele seria executado ainda neste mês
A decisão foi tomada depois de intervenções feitas pela presidente Dilma Rousseff, pelo chanceler Antonio Patriota e pelo embaixador brasileiro em Jacarta, Paulo Alberto Da Silveira Soares. Os esforços brasileiros foram empenhados quando o jornal indonésio "Jakarta Post" divulgou que a execução de Archer aconteceria este mês e que o último pedido do carioca seria uma garrafa de uísque. Na ocasião, o promotor do caso, Andi DJ Konggoasa, declarou ter "se preparado para a execução em coordenação com os ministérios relevantes, as embaixadas e as famílias".
Ele está na prisão de segurança máxima Pasir Putih, localizada a 430 quilômetros de Jacarta, a capital do país – formado por mais de 13 mil ilhas, entre elas a de Bali, um paraíso dos surfistas. A cocaína levada por Archer estava escondida dentro dos equipamentos de voo livre e havia sido adquirida em Lima, capital do Peru. Ele alega que com a venda da droga iria pagar a dívida de uma cirurgia feita em Cingapura, depois de sofrer um acidente de parapente, em 1997.
Outro brasileiro que também está no corredor da morte é o surfista paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte, de 39 anos. Ele está preso desde 2004, quando foi detido ao portar 6 quilos de cocaína escondidos dentro de uma prancha de surfe. Para ele, as opções de recursos não se esgotaram e ainda lhe resta um pedido de perdão.
Desde 1997, quando a pena de morte para traficante internacional de drogas foi instituída no país, apenas uma pessoa foi executada no paredão. Há quatro anos a Indonésia não realiza execuções. Os dois brasileiros integram uma lista de 30 estrangeiros que estão no corredor da morte – a maioria deles por tráfico de drogas.
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