quarta-feira, 17 de abril de 2013

Homossexualidade: condição ou opção? É possível a mudança de preferência sexual?




Existem muitos estudos e opiniões formadas sobre a homossexualidade. Entre as hipóteses, está a de que o homem nasce homossexual e as mulheres passam a ter desejo por outras mulheres após decepções em relações amorosas. Mas, segundo o  psicólogo, professor universitário e mestre em sociologia da sexualidade, Valdeci Gonçalves da Silva, isto não é verdade. “Com certeza, uma pessoa, homem ou mulher, não se torna homossexual somente por causa das decepções amorosas. Muitos vivenciam relacionamentos conflituosos com seus parceiros de sexo oposto e não mudam de objeto sexual. A homossexualidade é uma condição, não uma opção, originada por causas múltiplas de ordens afetiva, biológica e cultural. Mas a condição básica do ser humano é a bissexualidade. Ninguém nasce direcionado para o sexo oposto, isso é uma construção sociocultural imposta a partir do enxoval do bebê. Não é permitido ao indivíduo, quando adolescente, descobrir sua tendência ou, pelo menos, sua tendência mais forte.”


Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), tem opinião parecida com a de Gonçalves da Silva e diz o seguinte: “Homossexualidade é um gosto da pessoa, não uma opção. Até porque, quem gostaria de ser discriminado e, em muitos casos, até ser morto? Ninguém teria essa opção!”


Leia mensagem do Bispo Macedo sobre o assunto: Sem preconceito


“Morei com uma mulher”


A dona de casa Ravena Cristina Coelho Rocha Costa, de 29 anos, conta que uma decepção amorosa a levou a uma mudança radical de comportamento. “Morei com uma mulher e durante 3 anos mantivemos um relacionamento. Tomei esta decisão após descobrir que meu namorado era casado. Quando ele resolveu ficar com a esposa, entrei em depressão profunda. Eu tinha sérios problemas, um vazio interior muito grande. Nunca imaginei ter uma relação com uma mulher, mas me lancei, embora não desejasse aquela situação.


Um dia, participei de uma reunião na Terapia do Amor. Ali descobri o quanto precisava de Deus. Decidi abandonar as práticas homossexuais. Eu briguei com a mulher com quem morava; foi tão sério que houve intervenção da polícia. O policial que dirigiu a ocorrência hoje é meu marido. Estamos casados há 3 anos e somos muito felizes”, conta sorridente.


Terapia do Amor


A Terapia do Amor é uma reunião realizada aos sábados, em todos as sedes estaduais e regionais dos cenáculos do Espírito Santo. Nos encontros, as pessoas recebem orientações de como proceder para obter sucesso nesta área em que há tanto sofrimento. As reuniões acontecem em vários horários, especialmente às 19h.



TF TEEN NA FUNDAÇÃO CASA
 A Turma da Fé Teen (TF Teen) é um grupo que reúne adolescentes, entre 11 e 14 anos, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). O movimento surgiu na Escola Bíblica Infanto-juvenil (EBI) e já conta com mais 100 mil integrantes no Brasil.
A TF Teen também está presente em outros países, como Portugal, Inglaterra, Paraguai e Argentina, sempre com o intuito de formar, conscientizar e apoiar os adolescentes.
O trabalho é coordenado pela EBI, por meio de atividades cotidianas. Os integrantes praticam esportes, cantam, dançam, encenam peças teatrais, estudam a Bíblia, desenvolvem ações sociais, entre outras tarefas.
No TF Teen, os adolescentes aprendem como praticar a fé e, com o slogan “Aki soh falta vc!”, eles procuram mostrar como é possível servir a Deus sem ser careta.



No último Domingo o o grupo fez um  festa , na Fundação Casa, Mooca Chiquinha Gonzaga, voluntários da IURD, juntamente com TF Teen animaram o evento com várias atrações, para a alegria das meninas. Para dar início ao evento esteve presente Sra Daiane Rodrigues de São Caetano, deu início com uma oração para abençoar as meninas, juntamente com todas as esposas da região. Após a oração as adolescentes puderam desabafar com um atendimento Espiritual, feito pelas esposas dos pastores, foi um momento muito importante, pois cada uma relatou seus testemunhos, e como hoje estão com suas vidas transformadas.


































 A festa ficou ainda mais animada com a apresentação da, turminha da fé. que cantaram e alegraram as adolescentes, que em meio a tanta dor por estarem longe da família.
















O evento ficou ainda mais completo com a distribuição de bolos, refrigerantes e salgados. E para alegrar ainda mais, cada menina recebeu um kit, com acessórios de cabelo. para realçar ainda mais a beleza. Os    funcionários da casa agradeceram a presença de todos os integrantes da IURD, são momentos assim que vale a pena fazer o bem sem receber nada  em  troca.  a maior recompensa e ver as adolescentes sendo libertas e transformadas, e  no futuro também poderem dar o seu testemunho.                              








terça-feira, 16 de abril de 2013

Eu sufoquei minha filha



Para psicólogo, resultado pode ser devastador, prejudicando a autoestima, a personalidade e a autonomia da criança ou do adolescente


A superproteção dos filhos tem dois lados. Bem distintos, deve-se dizer. O lado bom é a preocupação com a segurança, a demonstração, mesmo excessiva, de amor, carinho e afeto pela criança ou adolescente. O lado ruim, no entanto, pode ser devastador e causar sequelas irreversíveis: infantilização e dependência extrema dos pais, prejudicando a autoestima, a personalidade e, especialmente, a peça-chave do desenvolvimento humano: a autonomia.

Karina Gomes, 14 anos, sofreu com o excesso de amor da mãe, Elaine Gomes. Tudo começou com uma eclâmpsia no parto. Trata-se de uma doença grave de hipertensão arterial, específica da gravidez, que põe em risco a vida da mãe e do feto. Karina apresentou problemas neurológicos, convivendo com um déficit cognitivo (dificuldade de aprendizagem). O quadro piorava com a superproteção da mãe, que não deixava a filha dar um passo sem a sua presença e orientação, que poderia ser comparada a uma opressão afetiva, segundo o psicólogo André Tavares.

“Os pais superprotetores abandonam a parte mais difícil da paternidade, que é deixar os filhos seguirem em frente. A invasão de privacidade é altamente prejudicial para o desenvolvimento da criança e do jovem em todos os aspectos”, analisa o especialista.

A reação de Karina

Elaine Gomes precisava de um tratamento de choque. Segundo ela, as consultas ao psicólogo melhoravam seu comportamento, mas não reduziam a ânsia e a necessidade de proteger cada vez mais a filha. Foi quando ela, aconselhada por amigas, colocou Karina no TF Teen, grupo de adolescentes, entre 11 e 14 anos, da Universal. O movimento surgiu na Escola Bíblica Infanto-juvenil (EBI) e já conta com mais 100 mil integrantes no Brasil.

“Logo na primeira semana, entendi o que estava fazendo com a minha filha. À medida que conversava com as orientadoras do TF Teen, compreendia que aquele comportamento destruía aos poucos a autoestima da Karina. Alguns meses depois, toda essa situação mudou. Hoje, sou uma mãe tranquila e minha filha, que deixou de aproveitar a infância como uma criança normal, é uma adolescente feliz”, comenta, aliviada.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Neste momento especial de comemoração desejo um feliz aniversário,cheio de paz,saúde e prosperidade.


Para desafiar estereótipos


Moda plus size veio mostrar que existe espaço para todos os sonhos, independentemente do que marca o ponteiro da balança


“O maior preconceito vinha de mim, que não me aceitava como eu realmente era.” A frase de Adriana Mattioli revela o quanto é difícil aprovar o próprio corpo quando não se tem as medidas consideradas ideais pela sociedade. Modelo há 5 anos, ela enfrentou desafios pessoais e profissionais até conquistar espaço no cenário da moda plus size – voltada para modelos com manequim acima de 44. Esse mercado cresce a cada dia no Brasil e já movimenta anualmente cerca de R$ 4,5 bilhões.

O desejo de ser atriz sempre existiu e foi assim que surgiu a oportunidade inicial de trabalhar como modelo. “Sempre tive dificuldade com os trabalhos por não ter as medidas consideradas padrão. Achava que estaria completamente fora do mercado.” A perspectiva profissional ganhou novos contornos quando Adriana descobriu o universo plus size, onde ela encontrou espaço para mostrar talento e beleza. “Renovei minhas fotos, fui atrás e comecei a trabalhar”, conta a jovem que passou a adolescência acreditando que precisava ser supermagra para ser bonita. “Eu não aceitava que a minha estrutura física nunca permitiria isso. Sofri com o efeito sanfona, tomei remédios. Tudo para me encaixar nesse padrão de beleza irreal”, completa Adriana, que acredita que apesar de o plus size ser uma tendência real, ainda há muito o que fazer: “Bom será o dia em que qualquer um poderá entrar em uma loja e encontrar a peça que gostou em seu tamanho e não apenas alguns modelos em ‘coleções especiais.’”

Para a psicanalista Joana de Vilhena Novaes, coordenadora do Núcleo de Doenças da Beleza do Laboratório Interdisciplinar de Pesquisa e Intervenção Social da PUC-Rio, as pessoas acima do peso padecem de invisibilidade social. “Os desfiles e a moda plus size podem ser considerados uma tentativa de inclusão dessas pessoas que não se enquadram no padrão.”

A juventude e a magreza, ainda segundo a psicanalista, representam o que é considerado belo nos dias de hoje. “Estamos na fase de obsessão por lisos. Pele lisa, cabelo liso. Quem não se enquadra nisso está excluído. Mas é preciso entender que saúde não tem a ver com ter 1,70 metro, pesar 50 quilos e ter olhos azuis. Existe um padrão de magreza excessiva, e é isso que a gente tem de combater”, defende.


O culto excessivo à magreza pode levar a casos extremos como o da russa Valéria Levitin, que desenvolveu anorexia na juventude e hoje, aos 39 anos, pesa apenas 25 quilos. Valéria poderia ser um exemplo a não ser seguido, mas recebe cartas de jovens que querem ser como ela. “Muitas jovens dizem que me veem como inspiração.” Ela conta que a doença se desenvolveu na adolescência, quando criou a ilusão de que, para ser aceita pelos colegas de escola e vizinhos, precisava ser cada vez mais magra. Fez dietas mirabolantes em busca da magreza.

A jornalista Renata Poskus, de 31 anos, também fez regimes e tomou remédios para emagrecer sem prescrição médica. Em 2008, enquanto travava uma batalha contra a balança, decidiu criar um blog para contar os desafios enfrentados. “Em 2009, depois de uma desilusão amorosa, descobri que as fotos que eu tinha nas redes sociais eram com o ex-namorado e amigos. Em nenhuma foto eu estava sozinha. Foi quando eu decidi fazer fotos para mim.”

Ela reuniu algumas meninas que, como ela, estavam acima do peso e promoveu o primeiro “Dia de Modelo Plus Size”, evento onde as garotas foram clicadas por um fotógrafo profissional. Logo depois, outras meninas procuraram Renata, e o evento se repetiu. “Foi um sucesso. Desde então, somamos mais de 600 ensaios realizados, cada um deles com 12 a 18 meninas.” O número de acessos ao blog http://mulherao.wordpress.com crescia e as leitoras interagiam. A partir daí, Renata trabalhou como modelo plus size, tornou-se comentarista de moda e ainda teve ideia para mais um projeto.

“As pessoas não sabiam onde comprar roupa. As marcas não conseguiam divulgar os produtos, pois não conseguiam ser inseridas no mundo da moda. Então, decidi fazer o “Fashion Week Plus Size”, desfile que surgiu do interesse das marcas em divulgar as coleções e das meninas em conhecer as novidades da moda.” Os desfiles acontecem a cada 6 meses e a 8ª edição será no próximo dia 21 de julho, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Tudo isso mostra que já não é preciso manter medidas mínimas para brilhar na passarela.

Contra os extremos

O excesso de peso, assim como a magreza absoluta, também é prejudicial, por isso é importante ter a saúde sempre como o fator mais importante. A psicanalista Joana de Vilhena Novaes alerta para os cuidados com a alimentação, pontuando que a população está comendo cada vez mais e pior. “O alimento ficou mais acessível, porém essa alimentação mais barata é calórica e pouco nutritiva. A obesidade está se tornando uma epidemia.”

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que metade da população adulta está com sobrepeso, o que corresponde a 48% das mulheres e 51% dos homens. Se o ritmo de crescimento for mantido, a parcela com sobrepeso corresponderá a 30% da população em 10 anos. O percentual é o mesmo dos EUA, onde a obesidade já é considerada um problema de saúde pública.

O sobrepeso é perigoso e pode acarretar doenças como diabetes ou pressão alta. Por isso, o importante é cuidar da saúde sem se tornar refém dos padrões impostos pela sociedade.

Vestuário feminino terá normas padronizadas

A Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), em convênio e parceria com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), mantém estudo para padronizar o vestuário feminino em todo o Brasil. A iniciativa para elaborar uma nova padronização surgiu há 16 anos, segundo o presidente Roberto Chadad, e deve ser concluída no final deste ano.

“Antigamente, as roupas femininas eram com numeração e os números ficavam exagerados. Então, começou-se a usar letras. GG, XP, EXG e não se sabia até onde essas letras iam chegar. Por isso tivemos a inciativa de padronizar esses tamanhos”, conta Chadad. Serão três referenciais de medidas para o público feminino. “A primeira será para as mulheres com o peso padrão, a segunda para mulheres esportistas e com corpo mais atlético e a terceira para mulheres plus size.” O objetivo é designar o tamanho da peça de vestuário com detalhes, para que ela sirva exatamente no corpo da mulher brasileira.

“As lojas vão ter de especificar nas araras esses detalhes. O primeiro referencial para medidas é a altura. O segundo é a distância de ombro a ombro. O terceiro referencial é a medida dos quadris e da cintura. Tudo isso vai estar discriminado na etiqueta.” Para Chadad, os fabricantes vão melhorar a qualidade do produto, pois vão precisar de mais atenção na hora de fazer o acabamento. Outra vantagem apontada são as vendas pela internet. “Hoje, comprar pela internet é um risco, porque você não pode experimentar. Quanto tiver as medidas mais especificadas, vai ficar mais fácil.”

Deixe de ser teimoso... e leia Insistir na mesma solução, quando tudo indica o contrário, é sinal que é hora de mudar



Foram nove pragas. Rãs encheram a terra, águas se transformaram em sangue, infestação de piolhos, moscas, peste, úlceras pelo corpo, chuvas de pedras, gafanhotos e escuridão. Nem assim Faraó deixou seus escravos hebreus seguirem Moisés. Com a décima praga, morte dos primogênitos, deixou o povo ir. Só para, em seguida, mudar de ideia e perseguí-los até o meio do Mar Vermelho. Em outra história, Jonas se recusou a pregar em Nínive para evitar que o povo da cidade se arrependesse e fosse perdoado por Deus. Jonas não gostava dos ninivitas e queria porque queria que eles fossem destruídos. Escritas há milênios, essas histórias bíblicas mostram que a teimosia acompanha a humanidade desde sempre.

A criança de hoje cruza os braços. Inclina a cabeça para o lado, desvia o olhar, arma o bico e se faz de surda. Não há meio que a demova daquela posição – a não ser, claro, que façam o que ela tanto quer. Imagem infantil que, no mundo adulto, pode até sofrer maquiagem, vir com outros trejeitos, cheio de palavras, mas se repete com frequência.

“É característica humana, em alguma circunstância qualquer um de nós vai ser teimoso”, alerta a psicóloga Roseleide da Silva Santos. “Algumas pessoas são mais teimosas do que outras, mas isso não significa um perfil, um traço de personalidade”, ressalva.

Folha Universal encontrou quem se entenda teimoso – não que tenha sido difícil. Todos aceitaram falar, principalmente porque também viram evolução diante desse comportamento. “Afinal, o que não se pode é ficar parado no mesmo ponto”, acrescenta Roseleide.

Isaac Rodrigues, de 21 anos, percebe, com 5 anos na mesma empresa, agora como assistente de suporte técnico, o quanto dificultou sua entrada no mercado de trabalho por pura birra. A mãe incentivava, mas ele, como é praxe dos filhos, contrariava. “Ela é do Nordeste, onde o pessoal começa a trabalhar cedo. Falava sobre isso, para que eu pudesse ganhar meu dinheiro e não ficar pedindo”, lembra Rodrigues, que, por ter tudo à mão, nem sequer se esforçou na entrevista para o emprego. “Nem estava vestido a rigor.”

Conquistar a vaga não representou mudança imediata. Diante dos novos colegas, orgulhoso, não admitiu que tinha, àquela época, apenas conhecimento básico de informática. “Falei que manjava de tudo! Os caras, então, resolveram me zoar. Entregaram uma placa-mãe e falaram para eu fazer funcionar. Fiquei 15 dias quebrando a cabeça para arrumar aquilo e depois me dizeram que a peça estava quebrada. Só por causa da teimosia, insisti, não pedi ajuda e deu nisso.”

A virada veio há 3 anos. Com a morte de seu pai, viu-se no papel de homem da casa. “Acabei me tornando mais racional do que emocional, sem agir pelo sentimento, com raiva”, reconhece.

A psicóloga concorda: “Teimosa, a pessoa vai se fechando, se limitando. Diante das dificuldades nós temos escolhas a fazer. Ou enfrento aquele obstáculo ou paraliso. Pode ser a grande chance de desenvolvimento pessoal”.

Rodrigues sabe que ainda não escapa da teimosia de vez em quando. A diferença é reparar. “A gente erra, o problema é insistir no erro. Estou aprendendo e chego lá”, anima-se.

A auxiliar de importação Andressa Terra Leite, de 20 anos, acredita ter chegado lá – ou quase lá – e se gaba de transformar teimosia em perseverança. “Hoje penso na consequência das minhas ações, no que pode me render no futuro. Nada de ‘no impulso’. Me tornei mais decidida, sei o que quero, sigo e vou conquistando”, garante.

Segundo Roseleide, é comum confundir teimosia com persistência. Por isso, vale esclarecer: “Vai ter uma hora em que se atinge o limite. Conquista-se o objetivo ou não. Pode ser por algum empecilho da situação ou da pessoa. A diferença está em como encarar o limite. O persistente vai raciocinar sob outra perspectiva, criar ajustes. O teimoso vai insistir naquele mesmo e antigo objetivo”.

Andressa, consciente disso, até já usa sua experiência para ajudar os outros. “Tento mostrar a importância de parar e analisar”, resume. “Uma amiga está vivendo um problema de teimosia ligado à vida sentimental. E eu busco orientar. É difícil, porque a pessoa fica cega. Tem de acalmar, fazer refletir, ajudar a observar todas as variáveis.”

Andressa, assim como Rodrigues, teve, primeiro, de passar por processo de indecisão, até de inércia. Não conseguia decidir que profissão seguir e preferia enrolar no cursinho pré-vestibular. Teimava, apesar da insistência dos pais, à sombra dos amigos já iniciando a faculdade. Ao mesmo tempo, aceitara uma promoção que, fora o status, pouca oferecia em relação a melhores condições e salário. “Tinha medo de escolher o caminho errado e ter de fazer de novo”, confessa. “Só que, quando reparei, estava atrasada.”

Ela avalia que sua teimosia fosse resultado da junção de sua personalidade – “de ser muito independente, ir atrás sozinha do que queria”, como descreve – e da adolescência, quando os jovens se revoltam e teimam mais do que o normal.

Outro teimoso, porém, prova que a questão não está relacionada à idade. José Sopranzi Filho, o Seu Zé, de 60, relata seus anos dourados com certa condescendência. “Eu era... um pouco teimoso. Quando estava errado, teimava que estava certo. E não era raro”, diz.


“Quando se é jovem, você não está nem aí. Hoje, procuro escutar bastante e, se a pessoa está certa, muito bem”, contemporiza. “Mas, se não está certa, retruco e digo que não é aquilo o que está imaginando. Às vezes, tento ajudar, mas não tem jeito. Tem de deixar apanhar para ver se aprende”, teima.

Seu Zé tem um caso sobre o tema na ponta da língua. Eletricista, para agilizar a instalação de conduítes, comprou uma máquina que evitava a necessidade de quebrar a parede inteira. Um profissional que o auxiliava no serviço teimava em não usar. “Tentei falar de todo jeito, mas ele simplesmente não aceitava. Cheguei a ficar nervoso, mas deixei para lá. Usou a marreta e no fim do dia estava com o braço e a mão doendo.”

O divisor de águas, antes mesmo de encontrar o funcionário turrão, foi quando sua então esposa, há 12 anos, deixou a casa com as duas filhas. “Eu chorava dia e noite, cogitei dar um tiro na cabeça. Conversando com os amigos é que comecei a mudar, abrir meu coração para começar a agir de outra maneira”, recorda. “Minha ex- esposa quando queria alguma coisa era pior do que eu. Nem se importava em saber o que eu ia ter de fazer para conseguir. Dava muita briga”, lamenta.

Leonardo Sergio de Assis e Fernanda Mathias de Jesus Lafiandra, casados há 3 anos, sabem pelo que Seu Zé passou. “Sempre fui teimosa e confundia com persistência, só minha opinião era correta”, atesta Fernanda. “A teimosa era eu. Queria as coisas do meu jeito, não deixava o meu esposo opinar em nada em casa, principalmente na decoração.” Assis também se vê com culpa no cartório: “Muitas vezes, por exemplo, para mim, chegar em casa era tomar banho, sentar no sofá e descansar. Para ela, indicava a hora de começar o trabalho [doméstico]”.


Diferentemente das outras três pessoas com quem a Folha Universal conversou, o casal não precisou de evento específico para acabar com as desavenças. “Enxergamos que continuar na teimosia, desprezar o que está ao nosso redor para satisfazer só aquilo que achamos ser certo era pura perda de tempo”, ensina Assis.

Os dois fazem o que preconiza Roseleide. “Temos de aceitar o outro como é, não como queremos que seja. Senão, seremos egoístas. Relacionamento não é isso, e sim uma troca contínua”, avisa a especialista. De forma geral, para todos os teimosos, de plantão e ocasionais: o ideal é procurar entender você mesmo e o que está ao redor. “Considere o que as pessoas estão dizendo, pois quem te quer bem sempre vai sinalizar alguma coisa que possa estar indo mal. Se sentir-se teimando, não precisa divulgar para ninguém, faça sozinho esse processo silencioso de reflexão e reconstrução”, aconselha.

E nada de teimar com a reportagem, hein?

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