sexta-feira, 2 de setembro de 2011

IURD apresenta o Palestrante Robson de Freitas na Fundação Casa de Parada de Taipas.


Nesta ultima sexta feira foi ministrada palestra sobre drogas por Robson de FreitasO pastor Geraldo Vilhena Coordenador de evangelização em unidades da Fundação Casa de São Paulo, abre a Palestra fazendo oração da fé.Para abençoar as internas e os funcionários da Fundação Casa.


Robson inicia falando que estava ali para passar sua experiência com o mundo das drogas e do crime.

Quando jovem aos 13 anos, meus amigos ofereciam as drogas eu sempre dizia não, mas chegou um momento por curiosidade dentro da Escola comprei a cocaína e provei. Comecei a ficar dependente da droga e na seqüência roubar para manter o vicio.Passei por varias situações durante 10 anos no mundo do crime e das drogas,as coisas que não pratiquei no crime , foi matar e seqüestrar

Quando estava drogado sentia-me corajoso, forte com ar de heroísmo, eu lembro que éramos cinco na quadrilha 04 morreram eu fui o único que restou e sem uma parte.

do meu corpo. DEUS livrou minha vida e hoje pela sua graça estou aqui para dar esta palestra. Muitas pessoas da Igreja, obreiros me falavam de JESUS CRISTO, mas.

Eu dizia que o meu DEUS era as duas pistolas que carregava na minha cintura.

Jovem interna pergunta:

Você foi preso e quanto tempo ficou lá?

Robson responde

Sim fui preso e passei pela prisão em Cotia e Itapevi, não fiquei muito tempo.Apenas oito meses, pois com o dinheiro do trafico paguei um bom advogado.

Infelizmente quem tem dinheiro nestes Pais não fica na prisão muito tempo

O crime me deu poder eu tinha carros, motos, armas e dinheiro.

Jovem interna pergunta:

Quanto tempo faz que você saiu desta vida?

Robson responde

Faz dezoito anos que sai desta vida de crime e drogas

Obreira pergunta

Quando usava as drogas qual era sua reação, você ficava violento com sua família?

Robson responde:

Sim ficava muito agressivo dentro de casa chegando ao ponto de colocar minha mãe

Em risco. Roubei um carro sem saber que era de um policial, os policiais foram atrás

De mim na minha casa. arrebentaram a porta para me matar.Minha mãe ficou na minha

Frente abriu a camisola e disse para o policial para matar meu filho vai ter que atirar em mim primeiro. Então um olhou para outro e disse que lá fora tinha muita gente e foram

Embora sem atirar em mim.


Cique pergunta

Qual a cena que mais marcou no mundo do crime?

Robson responde

Foi quando um jovem foi mandado comprar a droga, para um outro do grupo.

Mas quando ele voltava com a droga ele usou um pouco. e quando chegou

O que tinha mandado comprar percebeu e foi reclamar com o traficante,

Este viu que o jovem que tinha buscado a droga usou no caminho.

Então falou que dava mais oito pinos para ele se desse um jeito no jovem

Então aquele que mandou comprar tirou uma navalha da cintura e cortou

O pescoço do moleque a cabeça foi para trás, ele morreu agonizando e jorrando sangue para todo lado.

Nelci pergunta

Quando você queria parar com as drogas os amigos dificultavam a sua saída?

Robson responde

Sim não era fácil deixar as drogas, a minha saída foi pela dor, pois quando estava.

De cara limpa tinha vontade de parar, mas sempre vinha o companheiro chamar.

Para as drogas novamente. Mas quando a gente não sai pelo amor sai pela dor.

Fui parar somente numa situação extrema quando cheirei cinco pinos e sai como louco

Em cima de uma moto, sofri um acidente e fiquei em coma em um hospital.

Faltando um pedaço do meu corpo. A minha mãe estava lá firme , vinha me visitar

Mais o falso amigo do crime não apareceu nenhum deles lá no Hospital.

Ana pergunta?

Você tirou alguma de casa para consumir drogas?

Robson responde;

Sim DVD, botijão de Gás, dinheiro etc. os meus primeiros furtos foram dentro de casa.

Jovem interna pergunta

Você teve alguma over dose?

Robson responde:

Sim passei por 02 Over doses, fiquei em um quarto cheirando por uma semana e a outra.

Foi em uma balada eu tomava baque e compartilhava a seringa, e ficava sujeito a pegar.

Uma AIDS.

Funcionário pergunta

Como você se sentia nos momentos de abstinência?

E quanto tempo foi preciso para superar a crise?

Robson responde

Foi em 02 meses, quando acordei dentro do hospital após o acidente me entreguei para JESUS CRISTO. Tive crises mais tive força para superar. Eu pedia para DEUS me livra

Deste mundo para que possa levar minha experiência para o jovem do mundo.

Jovem interna pergunta

Você teve algum problema com os traficantes?

Robson responde

Não eu sempre fazia minhas correrias, e nunca deixei de pagar as drogas que consumia.

Jovem interna pergunta

Você tem alguma tatuagem?

Robson responde:

Sim tenho 02 tatuagens

Obreira pergunta

O que você fez para sair definitivamente das drogas?

Robson responde:

Após o acidente que sofri determinei que não queria mais aquela vida, não foi fácil mais quando entreguei minha vida para JESUS.

consegui ficar firme. Falei se o Senhor é DEUS então faça com que eu mude

Completamente e naquele momento houve uma verdadeira entrega.

Hoje não tenho mais vontade da cocaína DEUS limpa salva e nos regenera.

Quando o chicote estralar não culpe DEUS porque nos momentos mais críticos

Da nossa vida é a DEUS que clamamos por isto a entrega tem quer ser plena, total.

Nelci pergunta

Se trocou sua namorada por drogas com o traficante?

Robson responde:

Eu nunca troquei, mas pude ver um casal na biqueira o traficante.

Pede para o jovem trocar a namorada pela droga e ele aceitou

E deixou sua namorada com o traficante.

Uma Jovem interna fala que vendia seu corpo para comprar drogas

Jovem interna pergunta

Qual foi a parte do seu corpo que perdeu?

Robson responde:

Eu tinha um sonho de ser jogador de futebol e perdi um pedaço da minha perna

E junto o sonho de jogar bola.




Para encerrar a palestra Robson pede ajuda dos presentes para tirar a prótese

De sua perna e mostrar o preço que pagou por se envolver com drogas e crimes

ABORTO POLÊMICA NO SENADO


POLÊMICA NO SENADO: APESAR DE OCORRIDA HÁ 2 ANOS, QUANDO O ENTÃO MINISTRO DA SAÚDE DEFENDEU ABERTAMENTE A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO, QUESTÃO CONTINUA SEM UM CONSENSO; MESMO ASSIM, PESQUISAS MOSTRAM QUE HÁ MAIS ABORTOS EM PAÍSES ONDE ESSA PRÁTICA É PROIBIDA


NÃO É DE HOJE QUE O EX-MINISTRO DA SAÚDE DO GOVERNO LULA, JOSÉ GOMES TEMPORÃO, é favorável à descriminalização do aborto. Em 2009, durante uma manifestação de conservadores que defendiam o caráter criminoso da prática abortiva, em Brasília, Temporão disse que "se homem engravidasse, pensaria diferente sobre aborto". O ex-ministro destacou também que, naquela passeata e em outras que via pelo País, o número de homens participantes era sempre maior que o de mulheres, o que lhe causava preocupação. "Estou preocupado em ouvir as mulheres. Tenho visto muito mais homens se manifestarem. Infelizmente homem não engravida. Se engravidassem, teriam mudado de posição há muito tempo", disse em audiência no Senado.

"É PRECISO OUVIR AS MULHERES

SOBRE O ASSUNTO"

(José Gomes Temporão, ex-ministro da Saúde, sobre a questão do aborto)

DURANTE A SESSÃO, TEMPORÃO RESSALTOU TAMBÉM QUE 250 MIL MULHERES são atendidas anualmente pelo sistema de saúde por apresentarem complicações decorrentes de abortos clandestinos. "O aborto é mais que uma questão de princípios, é uma questão de saúde", declarou. O fato de as mulheres de classes média e alta recorrerem a países onde o aborto é legalizado e a clínicas clandestinas "especializadas" em abortar - "o que não acontece com as mulheres pobres" - também foi destacado pelo ex-ministro.

"O ABORTO É MAIS QUE UMA QUESTÃO DE PRINCÍPIOS

É UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA"

(Idem)

O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA

NO BRASIL, O ABORTO CARACTERIZA CRIME CONTRA A VIDA, como bem determina o Código Penal, exceto nos casos em que a gestação representa perigo iminente de vida para a mãe ou quando a concepção é fruto de estupro. A questão levantada pelos favoráveis à descriminalização do aborto, no entanto, vai além: "será que proibir essa prática ajuda a prevenir ou mesmo diminuir o número de casos", pergunta.

MULHERES ABORTAM MAIS EM PAÍSES ONDE A PRÁTICA É CRIMINOSA

NO BRASIL SÃO REALIZADOS 40 ABORTOS PARA CADA GRUPO DE MIL MULHERES. Nos Estados Unidos, onde a lei é mais flexível com esse tema, acontecem 26 casos para o mesmo número de pessoas. Já na Holanda, país em que o aborto é legalizado e oferecido pelo sistema de saúde público, são apenas 5 casos para cada mil mulheres.

A CONCLUSÃO A QUE OS ESPECIALISTAS NO ASSUNTO CHEGAM, PORTANTO, É SIMPLES: "assim como a proibição do homicídio não ajuda a diminuir esse tipo de crime, proibir o aborto também não contribui para que ele deixe se ser maciçamente praticado. Penalizar, portanto, não é a melhor saída, nem protege a vida".

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Boa noite!

Boa noite!

Dormir é uma necessidade tão básica quanto respirar e comer. Saiba o que fazer para ter um bom sono e como evitar doenças relacionadas às noites maldormidas

Raquel Maldonado e Talita Boros

redacao@folhauniversal.com.br


Durante muito tempo, o sono foi considerado uma grande perda de tempo. A Medicina só começou a tratar melhor as doenças provenientes das noites maldormidas nos últimos 10 anos. Antes, a maioria dos males era atribuída a outras situações, como depressão e disfunções biológicas ou químicas. No século 19, o inventor da lâmpada, Thomas Edison, achava uma besteira passar muito tempo com a cabeça no travesseiro, e dormia cerca de 3 horas por noite. Apesar de ter sido responsável por um dos inventos mais importantes da história, hoje a ciência prova que ele estava errado: uma boa noite de sono é vital para a saúde.


O sono é essencial para a manutenção das funções vitais, por isso é importante manter um ritmo adequado e um número de horas ideal. A média para um adulto é de sete horas e meia a oitos horas e meia. Durante o sono, o corpo entra num estado ordinário de consciência. É quando ocorre a suspensão temporária das atividades perceptivo-sensorial e motora voluntária. É durante a noite que o organismo, em repouso, realiza a manutenção da homeostase (processo que mantém o corpo funcionando), das substâncias químicas produzidas pelos neurônios, além de estabilizar a temperatura corporal. Durante o sono, a atividade cerebral e o metabolismo ficam mais lentos e as funções corporais relacionadas com a atividade física são restauradas. É também no repouso, que o hormônio do crescimento, fundamental para a renovação das células, é liberado, favorecendo o desenvolvimento dos músculos e dos ossos e a reparação dos tecidos danificados. Além disso, o sono profundo é vital para a memória, a aprendizagem e a recuperação das energias físicas e mentais.


A médica Rosa Hasan, coordenadora da Academia Brasileira de Neurologia, destaca o papel revigorante do sono. “É importante ter uma boa noite de sono para poder estar bem-disposto e bem-humorado no dia seguinte. Quem dorme mal não tem o mesmo desempenho de quem dormiu adequadamente”, afirma.


“No Brasil, 33% da população sofre com os distúrbios do sono, ou seja 63 milhões de pessoas. Sabe-se também que a combinação internet-celular-jogos eletrônicos tem levado muitas pessoas, em especial os adolescentes, a dormir mais tarde do que deveriam, prejudicando a recuperação do organismo”, diz o dentista Fausto Ito, especialista em anatomia aplicada da cabeça pelo Instituto de Ciências Biomédicas da USP, que atua na área de distúrbios do sono há 13 anos.


Além de se sentir mais irritada, com problemas de concentração e sonolência, a pessoa que não dorme bem tem um risco maior de desenvolver doenças como hipertensão, diabetes, arritmia cardíaca, infarto, derrame e também obesidade, já que dormir mal eleva a produção de hormônios do estresse, como o cortisol e a adrenalina, que estão associados diretamente ao aumento de peso. “A obesidade é um fator de risco para a apneia. Quem sofre deste distúrbio tem mais facilidade para ganhar peso. Esse é um ciclo perigoso. Isso também ocorre com a depressão. Ela pode ser causa ou consequência de um sono de má qualidade”, destaca o especialista em Medicina do Sono, Marcelo Andrade. “Em homens, as doenças do sono também estão associadas à disfunção erétil [impotência sexual]. Em crianças, a privação do sono resulta em atraso no crescimento e comprometimento do desenvolvimento escolar”, diz.


Existem vários distúrbios de sono, mas os mais comuns são o ronco e a apneia, conforme diz Márcia Pradella-Hallinan, médica do Instituto do Sono de São Paulo. “Quem ronca faz um esforço enorme para o ar entrar e sair dos pulmões. Muitas vezes, a pessoa tem que dar um suspiro para conseguir oxigenar todo corpo e isso gasta muita energia, que faz bastante falta no dia seguinte”, explica Márcia. No caso da apneia, a pessoa para de respirar durante o sono e quando se esforça para voltar ao normal, ela quase acorda. “Isso acontece diversas vezes durante a noite, e cada vez é um grande esforço. Ao longo dos anos, o organismo vai sofrendo, e a pessoa fica com mais chance de desenvolver hipertensão”, diz a médica. Segundo a classificação internacional dos distúrbios do sono, existem centenas de doenças relacionadas à privação de um bom descanso.


De acordo com especialistas no assunto, não é difícil perceber se estamos dormindo mal. Basta ficarmos atentos a alguns sinais. “Acordar com a cama muito bagunçada, sentir cansaço antes mesmo de levantar, ter sonolência excessiva durante o dia, notar irritabilidade e dificuldade de concentração são alguns deles”, adverte Andrade.


O diagnóstico, diz João Fanton Neto, otorrinolaringologista do Hospital Amaral Carvalho, em Jaú (SP), só pode ser estabelecido por meio da polissonografia, exame feito em laboratório com ambiente apropriado ao sono e numa cama confortável. “Eletrodos ligados ao paciente monitoram cerca de 30 parâmetros do sono, como atividade cerebral, batimentos cardíacos, atividade muscular, esforço respiratório e saturação de oxigênio no sangue”, explica. Com base no resultado, é possível descobrir o tipo de distúrbio e, então, planejar o tratamento.


“Muitas vezes medicamentos são necessários, mas a mudança de hábitos é sempre o mais importante. Não adianta tomar remédios recomendados pelos médicos e não mudar comportamentos que prejudicam o sono”, pontua Márcia. Entre as recomendações para uma boa noite de sono estão deitar-se sempre no mesmo horário, evitar cafeína e atividade física poucas horas antes de dormir e não ver TV no quarto.


Continue lendo: Uma bela adormecida


terça-feira, 30 de agosto de 2011

Leia, aprenda e ensine a outros que estão vivendo sem um direção de Deus.


Vitória surpreendente

Aos 12 anos, Bárbara já era mulher de bandido e ajudava no tráfico. Aos 15, fugiu para o Rio de Janeiro, onde foi aliciada para ser garota de programa. O que a vida reservou a esta jovem?

Neia Meneses

redacao@folhauniversal.com.br


Uma reportagem feita em 2010 pelo canal BBC, de Londres, revelou dados alarmantes sobre o turismo sexual no Brasil. De acordo com uma investigação realizada pela emissora, as crianças e adolescentes são os atrativos principais para a vinda de turistas em busca de sexo fácil. São meninas que “vendem” a hora por 5 dólares em troca de serviços. Para estas jovens, os dez clientes que costumam ter por noite são suficientes para a compra do crack, droga muito comum nesta área. Estima-se que mais de 250 mil crianças brasileiras estejam perdendo a infância para a prostituição.


Outro drama vivido por estes brasileirinhos se refere ao aliciamento por parte de traficantes para integrar uma quadrilha. Muitos se iniciam no mundo do tráfico em comunidades como “olheiros”, onde cumprem a função de avisar os demais companheiros sobre a entrada da polícia ou facções rivais. Munidos de armas potentes, estas crianças em sua maioria vêm de lares onde a situação financeira dos pais é crítica e, assim, acabam se deixando levar pelo fascínio do dinheiro fácil.


O drama de Bárbara


Bárbara Oliveira, de 29 anos, cresceu em um lar destruído. A mãe era traficante e usuária de drogas. Com medo que a matassem, ela a trancava em casa a fim de protegê-la. “Minha mãe era viciada em cocaína, bebia bastante e de 6 em 6 meses se relacionava com mulheres. Eu presenciava tudo isso e nunca conheci o meu pai. Ela serviu aos encostos por 17 anos e quando os largou, a situação só piorou”, conta.



Tentando melhores condições de vida e a proteção da mãe, que aos poucos foi perdendo o controle da própria vida e de seus atos, Bárbara começou a traficar no lugar dela, passando a andar armada. “Eu era conhecida como a ‘princesinha do pó’ e só andava bem-arrumada. Nessa época, estava morando com um traficante. Era respeitada, considerada, vivia uma vida de rainha, mas era deprimida, infeliz. Despertava inveja nas outras mulheres; mesmo sem querer, fiz inimizades. Até pela inexperiência, pois era uma criança e me tornei intolerante. Apesar de nunca ter matado ninguém, gostava de ver as pessoas morrendo. Eu não tinha mais sentimento algum por nenhum ser humano”, comenta.


A morte da mãe de Bárbara era uma tragédia anunciada. Totalmente dominada pelo vício, nos momentos de lucidez implorava para que ela não usasse drogas. “Lembro que me pedia isso constantemente... Era uma mulher linda, mas que se destruiu com o vício. Eu a amava demais e, pensando que a estava ajudando, levava cocaína para ela, pois sem a droga ela ficava louca, quebrava tudo o que via pela frente. Na minha concepção da época, era uma forma de tentar ajudá-la.”


Mas todo o esforço da filha não foi capaz de salvá-la da morte. Um ano depois, quando Bárbara tinha 14 anos, sua mãe foi assassinada por traficantes. “A morte dela foi brutal. A molestaram sexualmente, estrangularam, deram um tiro na cabeça e ainda queimaram o corpo dela na rua. Não pude identificar o cadáver no Instituto Médico Legal (IML), porque estava irreconhecível e eu era menor de idade”, revela.


Após o assassinato da mãe, ela se viu praticamente só, sem família ou parente algum, além da irmã. Foi nesta época, que Bárbara encontrou abrigo na casa de Rachel de Carvalho Oliveira, de 66 anos, a quem chama carinhosamente de mãe. “Ela sempre passava alguns períodos em minha casa, mas após a morte da mãe, ela acabou ficando por mais tempo”, declara.



E agora? O que faço?


Lágrimas, um enterro simples e duas filhas desamparadas. Assim terminava a história de Sandra, mãe de Bárbara. “Ficamos sentadas no meio- fio, chorando e sem saber para onde ir. Decidi fugir com a minha irmã. Como somos filhas de pais diferentes, a levei para a casa dos avós paternos e fui viver a minha vida, mas prometi que um dia voltaria para buscá-la. Neste momento vi o quanto a minha vida era desgraçada. Chorei por mim e por minha irmã que tanto amava”, recorda sem conter as lágrimas.


Ódio, muito ódio. Desprezo pelas pessoas, ausência de sentimentos bons e perspectivas. Assim ficou a adolescente ao constatar que estava sozinha e sem rumo.


Aliciada pela prostituição


Com a vida destruída e sozinha, com 15 anos, ela saiu de São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, para tentar uma nova vida na capital. Com saudades da irmã, passando fome, sem casa, à mercê da violência urbana, a vontade de Bárbara era morrer. Por diversas vezes ela relata ter tentado o suicídio, mas, por causa da promessa feita à caçula, acabava desistindo da ideia. Ao chegar a Copacabana, zona sul do Rio, Bárbara foi aliciada por uma mulher para ser garota de programa, mas ao se deparar com as meninas mais experientes, recuou.


“Elas me disseram que meu corpo não suportaria o ‘ritmo de trabalho’ e que, para isso, eu precisaria cheirar muita cocaína. Apesar de ter crescido no meio do tráfico, eu nunca usei, pois tinha medo de me tornar uma viciada como a minha mãe. Não aceitei e saí correndo. A dona da casa me bateu e disse que eu não precisaria fazer programas, somente atender as ligações e lavar as roupas de todas as outras prostitutas. Aceitei porque não tinha jeito, eu precisava comer. Mas lavava roupa de mais de 20 pessoas. Ficava exausta”, conta.


A beleza da jovem chamava atenção dos clientes que a assediavam, oferecendo altas quantias por um programa com ela e a cada recusa apanhava da cafetina.



Água gelada? Não, água do vaso sanitário


“Após tanto sofrimento, eu fui evangelizada por um rapaz, que hoje já morreu. Ele havia se afastado da Igreja Universal do Reino de Deus e me disse: ‘Vou te levar a um lugar que vai mudar a sua vida. A minha não mudou porque eu não quis, mas você precisa ter essa oportunidade’. Eu fui por consideração, pois não acreditava que minha vida poderia ser transformada. A única coisa que ele me pediu foi para abrir meu coração quando chegasse lá”, lembra.


Bárbara conheceu a IURD de Botafogo ainda com 15 anos. Segundo ela, a libertação não foi fácil, mas ela perseverou por acreditar que aquela era sua última chance. “Quando a cafetina descobriu, passou a me dar comida estragada e água do vaso sanitário. Ela também não me deixava tomar banho, para que na Igreja as pessoas sentissem o mau cheiro e não me aceitassem. Mas isso não aconteceu, pelo contrário, as obreiras me tratavam como filha”, conta.


Sem ter outro lugar para ir, algumas vezes dormia na casa da cafetina, onde era trancada ou passava a madrugada na praia de Botafogo a fim de conseguir participar das reuniões. “Na casa dela, se eu quisesse comer comida fresca ou beber água gelada a condição era não ir para a IURD, mas eu perseverei, porque tinha a certeza de que era lá que a minha vida ia mudar”, enfatiza.


Sem condições de perdoar


Determinada a ter a vida transformada, Bárbara buscou e alcançou a libertação, porém, o sentimento de mágoa persistia e não conseguia perdoar aqueles que lhe fizeram tanto mal. “Me batizei nas águas e, como eu ainda morava na rua, as outras pessoas achavam que eu não tinha mudado em meu interior, mas, a transformação total obtive quando eu consegui perdoar. Em seguida, fui batizada com o Espírito Santo, aí consegui amar todos os que fizeram mal a mim e a minha família”, diz.


Após a conversão, Bárbara cumpriu a promessa feita à irmã. “Só voltamos a nos ver quando ela voltou para me buscar. Ela cuidou de mim e hoje é uma grande mulher de Deus. A vida dela hoje é só vitória”, diz a irmã Cíntia Cristina da Silva Longobuco, de 23 anos, no que concorda a amiga Vanessa de Oliveira, de 31.


“Estudamos juntas na adolescência. Acompanhei a sua luta com a mãe dela que era viciada em drogas, chegando ao ponto de dever aos traficantes e sendo morta por eles. Quando isso aconteceu, Bárbara ficou desnorteada. Ela entrou de cabeça na vida do crime, foi mulher de traficante. Apesar de ter medo de usar drogas, se envolveu muito na vida do crime. Graças a Deus foi transformada pelo Poder de Deus”, garante.


Uma nova mulher


O esposo de Bárbara, pastor Claudio Oliveira, que na época era membro do Força Jovem, observava o comportamento dela e acompanhou o processo de libertação e conversão da garota. “Muitas pessoas, quando souberam que me interessei por ela, me falavam para desistir porque ela só ia me atrapalhar. Nem mesmo as pessoas de dentro da Igreja acreditavam na mudança. Começamos a conversar, oramos e, como ela ainda morava na rua, pedi para que fosse morar com a minha irmã”, revela.


Cerca de um ano depois, eles se casaram e hoje servem a Deus no altar. “Somente o Deus Vivo, que é amor, poderia fazer o que Ele fez por mim. Eu falo para esse rapaz, para essa jovem, que há um caminho de vitória, há um Deus que pode tirá-lo dessa situação, desse barraco, dessa vida de sofrimento. Ele quer te dar a paz, que é o que eu tenho hoje”, assegura Bárbara.


Leia mais: "Bárbara", a nova minissérie da Record


Colaboraram: Vanessa Sendra, Ivonete Soares, Jorge O’hara

Postagem em destaque

MACACO LADRÃO PM 1