domingo, 2 de agosto de 2009

ALERGIA à VISTA


Alergia à vista
Por Guilherme Bryan guilherme.bryan@folhauniversal.com.br Um grupo de 12 alimentos é responsável por quase todas as reações alérgicas. E alguns estão muito presentes na mesa do brasileiro, como leite e ovo Leite, ovos, amendoim, nozes, amêndoas, nozes-pecã, soja, peixes e crustáceos, como lagosta, caranguejo e camarão, são responsáveis por 90% das alergias alimentares, segundo levantamento do Food and Drug Administration (FDA), órgão que regula a comercialização de medicamentos e alimentos nos Estados Unidos, país onde a prevalência do problema é de 6% a 8% entre as crianças e de 2% na população adulta. As chances também são maiores em pacientes com outras doenças alérgicas, como rinite, e, em 50% dos casos, os pacientes possuem histórico familiar. Os principais sintomas das reações alérgicas provocadas por alimentos são coceira nos olhos, urticária, dor de estômago, diarreia, vômito, chiado no peito, tosse, além de inchaço dos lábios, das pálpebras, da língua e da garganta. Em casos mais graves – o chamado choque anafilático, que envolve risco de morte – os sinais são inchaço e respiração dificultada, com chances de haver intensa queda na pressão arterial e perda da consciência. A recomendação é chamar imediatamente o socorro. É muito comum, porém, as pessoas confundirem alergia alimentar com intolerância alimentar, que é uma resposta anormal a determinado alimento sem afetar o sistema imunológico. Outra diferença é que, nas alergias, a reação pode ser imediata, cerca de 1 hora após a ingestão do alimento. “Quem apresentar a suspeita de algum tipo de alergia alimentar, o primeiro passo é procurar um médico, que está treinado para identificar se um alimento está provocando problemas ao organismo. É muito comum as pessoas culparem o alimento, mas nem sempre elas têm razão. Se você toma café, por exemplo, e ele ‘ataca’ o estômago, não é alergia. Agora, uma vez diagnosticado o problema, é preciso tomar cuidado com a leitura de rótulos, inclusive de cosméticos e medicamentos, pois, assim como os alimentos, eles também podem possuir alérgenos alimentares, como um elemento do leite, por exemplo”, esclarece Ana Paula Castro, presidente em São Paulo da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia.

A BOLACHA VOLTOU



A bolacha voltou
A única fábrica de discos de vinil no Brasil, Polysom, localizada no município de Belford Roxo, no Rio de Janeiro, estava desativada até o início deste ano, quando o presidente da gravadora Deckdisc, João Augusto, resolveu comprá-la. Reformada desde maio, a expectativa é que ela volte a fabricar, ainda este ano, cerca de 40 mil LPs por mês. A Polysom venderá o produto semiacabado para qualquer gravadora interessada, a qual caberá encapar, embalar e vender. Os primeiros bolachões a serem prensados serão trabalhos de Chico Science & Nação Zumbi, Engenheiros do Hawaii, Inimigos do Rei, João Bosco e Vinícius Cantuária.

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O CARDEAL FALA


CARDEAL DIZ QUE 'ABORTO É PIOR QUE PEDOFILIA'.ELE TEM RAZÃO, A DECLARAÇÃO INCENTIVA A PEDOFILIA OU VISA À DEFESA DA IGREJA?O cardeal espanhol Antônio Cañizares casou polêmica ao afirmar, durante entrevista na TV3, canal de televisão da Catalunha, que a prática do aborto é ainda mais cruel que a da pedofilia. A declaração sucedeu às acusações de abuso sexual envolvendo as instituições irlandesas administradas pela Igreja Católica. A opinião de Cañizares causou revolta ao governo espanhol, que recentemente aprovou um projeto de legalização do aborto que dará liberdade às mulheres de interromper a gravidez até a 14ª semana de gestação. A Igreja Católica, no entanto, se declarou contra a decisão do governo de José Luis Rodriguez Zapatero, da mesma forma que desaprovou, há alguns anos, a autorização de casamento entre homossexuais. Para o cardeal, “não se pode comparar o que pode ter acontecido em alguns colégios com os milhões de vidas destruídas pelo aborto”. A ministra de Saúde e de Política Social do governo de Zapatero, Trinidad Jiménez, contestou a opinião de Cañizares. Segunda ela, “É muito grave e irresponsável relacionar abusos sexuais contra menores com o aborto”. A ministra defende também que aborto e crime de pedofilia são assuntos completamente diferentes. “Os abusos sexuais normalmente são cometidos em menores contra sua vontade e afetam de maneira terrível sua vida”, completou. Segundo artigo publicado pelo jornal espanhol El Pais, tanto a ministra Jiménez quanto o representante católico precisam tratar com mais cuidado suas opiniões, uma vez que atribuir pesos diferentes aos dois crimes pode incentivar a prática daquele que, supostamente, for considerado o mais “ameno”.

BARRIL DE PÓLVORA

“Barril de pólvora”
Por Daniel Santini daniel.santini@folhauniversal.com.br A situação mundial é crítica e a crise econômica atual não se restringe à falência de empresas, desemprego e recessão. É o que aponta o relatório de 2009 da Anistia Internacional, organização que monitora violações de Direitos Humanos em todo o planeta. Ao reunir novas denúncias, os responsáveis pelo estudo procuraram neste ano chamar a atenção para o descaso dos governos em relação aos desfavorecidos em meio à busca por soluções para a quebra do sistema financeiro. “Estamos sentados em um barril de pólvora de desigualdade, injustiça e insegurança”, ressaltou Irene Khan, secretária-geral da Anistia, insistindo que a situação é alarmante. Segundo o relatório, “em 2008, muitos governos continuaram surdos às vozes dos pobres e dos marginalizados e, ao não priorizar os direitos humanos, os líderes mundiais não lidaram com um aspecto central da solução que possibilitará uma estabilidade econômica e política duradoura”. A relatora Irene Khan destaca que os governos mais ricos e poderosos conseguiram mais dinheiro do que o considerado necessário para erradicar a pobreza no planeta, para ajudar “bancos que estavam à beira da falência e financiar pacotes de estímulo para economias que, depois de anos vivendo de farra, agora não conseguem superar a ressaca”. A análise é recheada de dados que mostram que a crise atingiu principalmente os excluídos: “Os efeitos nos países ricos são irrisórios se comparados aos desastres que estão se desenrolando nos mais pobres.” Na América Latina e Caribe, onde, de acordo com o estudo, mais de 70 milhões sobrevivem com menos de US$ 1 (R$ 1,9) por dia, os problemas que aumentaram vão desde falta de acesso à água potável e moradia adequada até discriminação. O estudo aponta também que os protestos ligados à piora nas condições de vida têm sido reprimidos de modo violento. No relatório, aliás, há um capítulo só sobre tortura e execuções em operações policiais em comunidades carentes brasileiras.

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AUXÍLIO-CRECHE


Auxílio-creche
A maioria das mulheres não sabe, mas a proteção à maternidade é um direito constitucional, garantido às trabalhadoras. Além disso, o pagamento do auxílio-creche ou a manutenção de uma creche na empresa que tenha mais de 30 funcionárias mulheres, acima dos 16 anos, é dever do empregador, segundo a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Já a Portaria 3.296/1986, do Ministério do Trabalho e Emprego, autoriza, em substituição à exigência contida na CLT, que a empresa adote o sistema de auxílio-creche, que deverá custear as despesas integrais da creche pelo menos durante os 6 primeiros meses de vida do bebê. “Infelizmente, 80% das empresas não faz isso, porque são leis que não pegaram. As entidades de classe não divulgam amplamente e os trabalhadores não conhecem seus direitos. Mas é importante que as mulheres procurem a delegacia regional de trabalho mais próxima e consultem se a empresa para a qual trabalham se enquadra nas condições”, aconselha o advogado trabalhista Luiz Fernando Nicolelis.

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